Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
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sábado, 29 de março de 2014
Hora do Planeta, Hoje, 29 de março: Apague as luzes !!!
CIDADANIA PLANETÁRIA
A Hora do Planeta (Earth Hour) é um ato simbólico internacional, que envolve governos, empresas e sociedade civil e acontece nos quatro cantos do globo, para manifestar a preocupação dos cidadãos com o meio ambiente.
Participe deste movimento mundial!
Clique aqui e saiba mais.
*
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Os Beagles e a Revolução Mundial
ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!
O mundo passa por um momento histórico, uma grande virada.
Assassinos de Animais X Protetores de Animais é "apenas" uma batalha do embate planetário rumo à evolução.
Brucutus X Cidadãos.
Trogloditas movidos pelo vil metal X Cidadãos movidos pela Ética Planetária.
Ignorância X Cidadania Global.
Revolução Mundial.
Guerreiros do Terceiro Milênio
A verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que podemos fazer para acabar com essas atrocidades
Luisa Mell
Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.
“A Anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”
E essa não é a primeira mentira do Instituto. O Instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né? Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!!) e se negam a mostrar o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber!!! Aliás, se as empresas pagam para eles, por que são uma oscip??? ALGUÉM PODE RESPONDER?????
Vários políticos, deputados, vereadores, tentaram entrar no instituto para conversar. TODOS FORAM IMPEDIDOS!!!!!!!! Em todas as reportagens que saíram (inclusive no G1, portal da rede globo) falaram que o Instituto Royal realiza testes para cosméticos e para produtos de limpeza. Mas depois de verem toda a repercussão que isto causou na sociedade eles têm a cara de pau de irem no Fantástico dizerem que não existe teste de cosméticos em animais! Uma das maiores mentiras já contadas em rede nacional, e em nenhum momento questionada pelo chamado jornalismo sério da emissora global! Se o jornalista tivesse dado um google, teria se informado que a Comunidade Européia proibiu neste ano teste em animais para cosméticos, que países como Israel estão já abolindo, teria tido conhecimento da extensa lista divulgada pelo PETA das empresas de cosméticos que testam em animais. E ele vem dizer que não existe!!!!!!
Ongs internacionais já entraram em contato comigo, dizendo que aquela raspagem que os cachorros resgatados apresentavam é típica de teste para cosméticos.
Cada vez temos mais certeza da sujeira que é esse Instituto Royal. O que eles descobriram de tão importante durante os dez anos que torturam animais??Alguém viu isto em algum lugar?? Não, né, eles só dizem que atrapalhamos dez anos de estudo.
O diretor do Concea, Marcelo Marcos Morales, declarou que se abolirem os animais terão que importar tecnologia para substituir. Ele afirmou isto para o site G1. Ora, ele acabou de confirmar que estão cometendo crimes!!!! A LEI É CLARA: se existe método substitutivo é crime praticar teste em animais.
O mais estranho de tudo isto é que este mesmo Marcelo apareceu em entrevista para Fátima Bernardes, defendendo o Royal. Parecia que era advogado deles. Quem tiver dúvidas é só assistir. Agora, amigos, pensem comigo: Ele é um funcionário público, pago por nós. O Instituto nem mandou um representante, só o Marcelo. Bom, não preciso dizer que o programa me entrevistou, mas, claro, cortou !!!! Não foi ao ar!!!
Vamos agora pensar juntos: O governo dá mais de cinco milhões para o Instituto realizar pesquisas com animais, eles são isentos de pagar IPTU, impostos e outras coisas. Quando fazem alguma coisa vendem para as empresas e vamos supor que realmente fazem algum tipo de remédio também. Esses remédios não são doados para a população e sim VENDIDOS com os preços absurdos que conhecemos!!!! Que vantagem a população leva nisso???Acho que por isso também estão com tanto medo de divulgarem os clientes, né? Pois assim a população saberia que fomos nós que pagamos o desenvolvimento destes medicamentos, mas quando precisamos temos que comprar por preços absurdos para o Instituto Royal ficar cada vez mais rico e poderoso.
Ativistas que participaram do resgate dos cães do Instituto Royal, atenção:
Os diretores do Instituto Royal nos acusam de terrorismo; quem está fazendo terrorismo com os ativistas e com toda sociedade são eles!
1 - Falaram que os cachorros podem transmitir doenças para as pessoas.
Resgates como esse já foram feitos em vários países do mundo, em nenhum local aconteceu nenhuma contaminação das pessoas.
Se o Instituto Royal diz isso, é porque eles estão fazendo coisas muito perigosas para toda a sociedade: CRIANDO DOENÇAS EM LABORATÓRIO????? Isso tem que ser investigado como um outro crime. E urgentemente. Se o Brasil fosse um país sério seriam interditados imediatamente e obrigados a relatar tudo o que fizeram.
2 - Falam que os cachorros são chipados, por isso serão encontrados.
Mais uma ação terrorista do Instituto, querem deixar a população amedrontada. E é uma GRANDE MENTIRA!
Chip não tem gps!! Pensem, amigos, se isto existisse não haveria mais casos de cães perdidos!! O chip só funciona se passar por um leitor! E existem vários tipos de chips e de leitores! Sei disso pois pesquiso há um tempo para tentarmos fazer em SP um leitor único.
3 - Falam que quem adotar poderá até ser preso!
Não se amedrontem, amigos! Os bandidos são eles. Nós entramos baseados na Constituição, que é clara quando diz que se está ocorrendo maus tratos, se o animal está em risco, podemos entrar. E entramos junto com a polícia!!! O que pode ser verificado em todas as gravações que aconteceram lá dentro.
Conseguiremos advogados para todos os ativistas!
Como saber se produtos testam ou não em animais?
Acreditem, a lista de cosméticos que ainda testam em animais é imensa. Principalmente por conta da alienação da maioria dos consumidores. Mas acredito que estamos conseguindo mudar isso.
Algumas marcas do mundo são praticantes dessa barbárie: M.A.C., Maybelline, Johnson & Johnson, Avon, Clean & Clear, Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Neutrogena, Pantene e outras. Há muitas empresas (principalmente as brasileiras) que já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. Procure a lista do Peta para marcas internacionais.
O problema aqui no Brasil é que não temos nenhum órgão controlador para verificar se as empresas realmente não testam em animais. Contamos somente com a palavra delas! E como o Instituto Royal esconde de todas as maneiras quem são os clientes, despertou em todos nós mais desconfiança ainda sobre empresas que dizem não testar.
Qual a solução então?
Eu realmente acho que quando o mundo tem que mudar o Universo conspira a favor. Há alguns meses venho conversando com a ong Cruelty-Free International.
Para quem não conhece, é uma ong inglesa (uma das mais antigas e sérias do mundo em defesa dos animais). Eles fazem uma auditoria nas empresas de cosméticos, em todas as fases do produto. Se averiguarem que não tem nenhum tipo de teste com animais, dão aquele famoso selo do coelho. E assim nós consumidores podemos ter a certeza de que aquela empresa e o produto que formos comprar é realmente livre de crueldade.
VAMOS PRECISAR DA AJUDA DE TODOS PARA QUE AS EMPRESAS ACEITEM ESTA AUDITORIA DA ONG!
Amigos, acreditem, esta mudança, esta libertação animal só irá ocorrer realmente por pressão da sociedade. Imploro que não desanimem, que não me deixem só!!! Milhares de animais, entre eles macacos, cachorros, gatos, coelhos, ratos… estão sendo torturados neste momento. Eles não podem se defender, não podem nem pedir ajuda! Estão lá nos Campos de Concentração que os pesquisadores criaram. Existe muito, mas muito dinheiro envolvido nesta macabra forma de testar produtos.
Sei que esta foto é forte, mas é real! Amigos, não é só pelos beagles! Todos os animais são submetidos a torturas como esta!!!
E, acreditem, os testes substitutivos são muito mais eficientes e confiáveis. Mas é claro que muitos pesquisadores que ganham milhões com essa barbárie não querem que a população saiba disto.
Para cosméticos, não podemos mais esperar! Tem que ser proibido Já no Brasil, assim como fez a Comunidade Européia.
Quanto a medicamentos: milhares de cientistas no mundo também são contra.Afirmam que os testes em animais não servem para nada e ainda atrapalham a evolução da ciência.
Uma rápida busca pelo google nos trará fatos assustadores de como os testes em animais prejudicaram a humanidade:
“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra a pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”
“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.”
Já existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.
A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos, como se pensava.
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisa-com-animais-e-uma-falacia
Blog da Luisa Mell
Destaques do ABC!
*
terça-feira, 15 de outubro de 2013
SP: "Louca" Blogueira celebra 3 anos do ABC!
O pequeno, combativo, ousado e brioso Abra a Boca, Cidadão! completa hoje TRÊS anos.
Há pelo menos três décadas editando livros, este objeto mágico, fascinante, editar diariamente um blog ainda é aprendizado e desafio: selecionar assuntos importantes, escolher ilustrações, escrever, dar opinião, se posicionar, se comprometer. Todos os dias. Um trabalho ativo e criativo. E comprometido, pois o Abra a Boca, Cidadão! e esta "Louca" Blogueira têm lado: o lado dos mais frágeis, o lado dos sem voz, o lado dos sem mídia.
Um blog é um pequeno veículo de comunicação. Aqui eu escrevo textos meus, edito, publico artigos de terceiros, notícias, entrevistas, vídeos... procurando contribuir de alguma forma para o exercício da cidadania.
Para uma cidadã o tempo todo sob risco de vida e violência grave, e em situação de vulnerabilidade econômica, considero uma vitória chegar a 36 meses, 1.080 dias, 1.902 posts sobre Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia, Poder e outros assuntos.
Agradeço a cada um que veio até aqui de coração aberto, para ler, receber informação, formar opinião. Agradeço em especial aos amigos que fiz por meio deste espaço e que hoje acompanham minha luta pessoal, em defesa dos meus direitos violados.
Um carinho imenso e um abraço afetuoso a todas e todos!
Continuamos aqui, humildemente, no embate diário, fazendo nossa parte, em defesa da Justiça, da Lei, do Estado Democrático de Direito, da Verdade, da Vida, da diversidade e dos mais frágeis.
Comemorem comigo, mais uma vez, as flores, as árvores, os animais, as montanhas, o mar, o Sol, a Lua, toda a Natureza, a Amizade Verdadeira, a Fraternidade Universal, a Solidariedade e a Liberdade de Expressão!
Vejam o vídeo!
Vamos cantar, dançar e celebrar a diversidade humana, a Cidadania Planetária e a Alegria de Viver!
Praan Aquilo que se olha
Garry Schyman
Bhulbona ar shohojete Não vou esquecer facilmente
Shei praan e mon uthbe mete A vida na qual a mente dança com alegria
Mrittu majhe dhaka ache Escondido entre a morte que é
Je ontohin praan A vida que nunca termina
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan Dá-me esta canção!
Shei jhor jeno shoi anonde Parece que a tempestade treme na felicidade
Chittobinar taare Através das cordas da mente
Shotto-shundu dosh digonto Os sete mares e os dez horizontes
Nachao je jhonkare! Dançam com a linda música que você fez
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Ah, dá-me esta canção!
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan Dá-me esta canção!
Outra tradução
Vida
O mesmo fluxo de vida que
Corre através das minhas veias noite e dia
Atravessa o mundo e dança
Em medidas rítmicas.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.
Eu sinto que os meus membros são feitos gloriosos
Pelo toque deste mundo de vida
E o meu orgulho é do pulsar da vida de eras
Dançando em meu sangue neste momento.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.
(Baseado na tradução do poema Praan - Stream of Life - do bengali para inglês).
*
*
Bhulbona ar shohojete Não vou esquecer facilmente
Shei praan e mon uthbe mete A vida na qual a mente dança com alegria
Mrittu majhe dhaka ache Escondido entre a morte que é
Je ontohin praan A vida que nunca termina
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan Dá-me esta canção!
Shei jhor jeno shoi anonde Parece que a tempestade treme na felicidade
Chittobinar taare Através das cordas da mente
Shotto-shundu dosh digonto Os sete mares e os dez horizontes
Nachao je jhonkare! Dançam com a linda música que você fez
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Ah, dá-me esta canção!
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami Em que a melodia vai surgir
Bojre tomar baje bashi Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan Dá-me esta canção!
Outra tradução
Vida
O mesmo fluxo de vida que
Corre através das minhas veias noite e dia
Atravessa o mundo e dança
Em medidas rítmicas.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.
Eu sinto que os meus membros são feitos gloriosos
Pelo toque deste mundo de vida
E o meu orgulho é do pulsar da vida de eras
Dançando em meu sangue neste momento.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.
É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.
(Baseado na tradução do poema Praan - Stream of Life - do bengali para inglês).
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O Teclado do Pepe
ÉTICA PLANETÁRIA
Ele vive de forma coerente com seus princípios e ideais.
Neste mundo esquizofrênico em que vivemos, ele é uma ilha.
Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina...
Uma pequena antologia de frases de Pepe Mujica
Kiko Nogueira*, DCM
Um aplicativo do Android foi lançado com frases de Pepe Mujica, o presidente do Uruguai. O nome é “La Botonera del Pepe” (“O Teclado do Pepe”, numa tradução livre).
Há desde interjeições típicas de Mujica (“aahhhh….” ou “tá”), ironias (“você está misturando feijão com melancia”) e maldades com repórteres (“vá discutir com sua avó”) até trechos de seu emocionante discurso na ONU.
Eis uma pequena antologia de frases do pequeno gigante bigodudo uruguaio:
Essa velha é pior que o caolho. Ele era político; ela é teimosa. (Sobre Cristina Kirchner e o marido Nestor)
Mas a um papa argentino de 77 anos… você vai explicar a ele o que é um mapa? O que é um mate ou uma garrafa térmica?
Eu não sei se sou um bom presidente. Eu gasto pouco, sou austero, mas não sou pobre. Pobres não são aqueles que têm pouco. São os que querem muito. Eu não vivo na pobreza, eu vivo com a renúncia. Preciso de pouco para viver.
Se eu tivesse um monte de coisas, teria de lidar com elas. A verdadeira liberdade está em ter pouco.
Eu quero saber a verdade, mas na Justiça eu não creio um caralho.
Esse dinheiro que me sustenta é o suficiente. Alguns vivem com muito menos.
Eu prefiro um caminho mais lento, uma construção menos espetacular, muito mais autogestão. Eu sou um inimigo da burocracia e tenho desconfiança do Estado, que quando se torna grande demais pode substituir a iniciativa das pessoas.
Eu não concordo com Bertolt Brecht. Não há homens imprescindíveis e sim causas imprescindíveis.
Nós não vivemos para cultivar a memória e olhar para trás. Acredito que o homem tem que saber curar suas feridas e caminhar na perspectiva do futuro porque não podemos viver escravizados pelas contas pendentes da vida. É importante não esquecer de nada, mas eu acho que você precisa olhar para o amanhã. Não se vive de recordações. É importante olhar para o passado, mas também é preciso perder o respeito por ele.
O inevitável não é feito para se lamentar. O inevitável deve ser enfrentado.
Eu fiquei 14 anos em cana e duas horas depois de sair dali estava militando.
A vida me bateu. A vida tem muitas coisas amargas, mas também oferece revanches. O problema é saber viver e ter a capacidade de levantar-se quando você cai.
Eu não sou exemplo de nada, eu me movo de acordo com a minha filosofia e os outros têm uma filosofia diferente. Me propus a transformar o mundo e não tenho filhos. Se eu tivesse filhos, eu teria de pensar de forma diferente, mas, bem, eu me dou o luxo de pensar assim.
Na vida você tem que carregar uma mochila de dor, mas não deve viver olhando para a mochila.
Arrasamos as selvas e as substituímos por selvas de concreto. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com remédios, a solidão com eletrônicos e pensamos ser felizes longe do convívio humano.
É uma civilização contra o tempo livre (…) Que não nos permite viver as relações humanas. Só o amor, a amizade, a solidariedade e a família transcendem. (…) O certo hoje é que para a sociedade consumir como um americano médio seriam necessários três planetas. Nossa civilização montou um desafio mentiroso.
* Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.
*
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Na ONU, Pepe Mujica espanca a "ordem" mundial
CIDADANIA PLANETÁRIA
A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética. (...)
Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nós mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização que, de fato, nós criamos.
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos nas causas profundas, na civilização do desperdício, na civilização do usar e jogar fora, que despreza tempo mal gasto de vida humana, esbanjando coisas inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie somos nós.
Uma das maiores cabeças pensantes do planeta.
Homem simples, adepto da vida simples, franco, desapegado, solidário.
Abençoado povo uruguaio, que tem no comando deste pequeno-grande país este verdadeiro cidadão planetário.
"Pobre é quem precisa de muito para viver", ensinou Mujica
MUJICA DETONOU ORDEM INTERNACIONAL NA ONU
Em discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, presidente do Uruguai continuou o puxão de orelha dado por Dilma Rousseff, mas em tom mais agressivo: “As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder”; ele não poupou a globalização e nem a China
DCM - Dilma Rousseff puxou o orelhão de Obama.
Pepe Mujica deu um soco no estômago do mundo inteiro.
Ela levantou a bola, ele cortou.
Se o discurso de Dilma foi considerado áspero, contundente ou agressivo por jornais de vários países, o do presidente do Uruguai foi demolidor de toda a ordem internacional vigente.
Foi pedra pra todo lado, sobrou pra todo mundo. Não chegou a propor o socialismo global, mas deixou implícito.
Para mau entendedor, nenhuma palavra basta.
Só poupou os pobres. Poupou não, defendeu. Como raramente se vê na ONU, além das declarações para as câmeras e dos releases para os jornais. Não por acaso, o próprio release da ONU descreve o discurso com um desdém digno de um mero papo cabeça de maconheiro. Ban Ki-Moon reconheceu e agradeceu a intensa presença dos soldados uruguaios nas forças internacionais de paz. E chega.
Por diversas vezes Mujica aludiu ao pequeno tamanho do Uruguai. Isso pode se tornar um problema para os uruguaios, na medida em que o país vai se tornando, cada vez mais, a pátria dos 99%.
Não vai caber todo mundo que começa a sonhar em viver num país onde o presidente não veste gravata e sonha com o mesmo mundo que todos sonhamos.
Todos menos os restantes 1%, que tudo vêem, ouvem e controlam, sem sequer admitir pitos.
Se fosse brasileiro, Pepe seria Zé. Pois, no fundo, ele é importante por ser exatamente isso: o Zezinho, nosso vizinho, um cara que a gente conhece e gosta, que vive como nós e entende o que a gente sente.
“Sou do sul, venho do sul. Moro ali na esquina do Atlântico com o Prata”.
Foi assim que o Zé puxou o papo na ONU. Poderia ser da avenida Atlântica com a rua da Prata, mas da zona norte.
Prosseguiu lembrando o dia que o time dele venceu o nosso numa final de Copa no Maracanã.
“Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor”.
E que, como nós, também amava os Beatles e os Rolling Stones.
“Minha história pessoal, a de um rapaz — por que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes.”
É ou não é nosso vizinho da esquina?
E, daí pra frente, o Zé não deixou pedra sobre pedra.
“Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba.”
Cortou a bola levantada pela vizinha Dilma, da rua de cima…
“Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América.”
Prometeu uma força pra galera da rua Colômbia, não aquela dos Jardins.
“Carrego o dever de lutar por pátria para todos… Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz…”
“O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade.”
E botou toda a vizinhança na roda.
“Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado.”
Mandou um recado para os donos do bairro.
“Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana.”
E para os donos do circo.
“Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fóruns e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões…”
Para o general da banda também.
“Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar.”
E bota o dedo na ferida.
“As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder. Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, da democracia no sentido planetário, porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos.”
Não poupou a globalização, nem a China.
“Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização.
Há pouco tempo, na Califórnia, o corpo de bombeiros festejou uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos! Cem anos acesa, amigos!! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem?”
A solução? Incorporar a ciência à política.
“Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.”
E nós com isso?
“Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nós mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização que, de fato, nós criamos.
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos nas causas profundas, na civilização do desperdício, na civilização do usar e jogar fora, que despreza tempo mal gasto de vida humana, esbanjando coisas inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie somos nós.”
O discurso integral de Mujica pode ser visto e lido aqui.
Brasil 247
Destaques do ABC!
“Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização.
Há pouco tempo, na Califórnia, o corpo de bombeiros festejou uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos! Cem anos acesa, amigos!! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem?”
A solução? Incorporar a ciência à política.
“Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.”
E nós com isso?
“Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nós mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização que, de fato, nós criamos.
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos nas causas profundas, na civilização do desperdício, na civilização do usar e jogar fora, que despreza tempo mal gasto de vida humana, esbanjando coisas inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie somos nós.”
O discurso integral de Mujica pode ser visto e lido aqui.
Brasil 247
Destaques do ABC!
domingo, 4 de agosto de 2013
Os "Black Blocs" e a Filosofia da Violência
CIDADANIA, SIM.
PROTESTOS, SIM.
MANIFESTAÇÕES, SIM.
VIOLÊNCIA, NÃO !
Seguidores de Gandhi, o Mahatma, a Grande Alma que libertou a Índia do Império Britânico, blogueira e blog apoiam e vibram com todas as manifestações pacíficas que ganharam as ruas do Brasil e do mundo. Todas. Até aquelas com as quais não concorda.
Esse movimento poderia ser chamado de Cidadania Planetária. Revolução Mundial. Cidadãs e Cidadãos do mundo todo, conectados pela mais avançada tecnologia da comunicação e informação, lutando, pacificamente, com a palavra, com a criatividade, com ideias e ideais, por avanços e emancipação. Sem retrocesso a Estado totalitário. Dentro da Democracia. Sempre.
Um Mundo Novo é Possível.
Vamos construí-lo!
Sem sangue, sem fogo, sem intimidação, sem baderna, sem destruição.
Com Sensibilidade, Comunicação e Inteligência.
Violência, não !
Black Blocs/RJ Facebook
Black Blocs já se articulam em 23 Estados do País
Pela internet, eles começam a promover um "badernaço" para o 7 de Setembro, com uso de violência como estratégia política
Bruno Paes Manso
No Maranhão, os integrantes da página dos Black Blocs no Facebook contam a história da Balaiada, movimento popular rebelde formado por "escravos aquilombados e caboclos" que tomou a segunda maior cidade do Maranhão no século 19. Os de São José dos Campos colocaram na internet a imagem da "mãozinha do curtir" segurando um coquetel molotov.
Confronto entre manifestantes e PM em ato em
São Paulo Daniel Teixeira/AE
Já os goianos, assim como os demais, se dizem anarquistas e afirmam que "sua pátria é o mundo inteiro" e "sua lei é a liberdade". No Pará, a bandeira brasileira está pintada de preto e vermelho, com o "A na bola", símbolo do anarquismo, no lugar do Ordem e Progresso.
Quase dois meses depois do começo dos protestos do Movimento Passe Livre (MPL), discussões virtuais e presenciais sobre o uso da violência como estratégia política nas manifestações de rua já são feitas em 23 Estados. Por enquanto, só Amapá, Tocantins, Sergipe e Acre ainda não têm fóruns de internet dos Black Blocs.
A página mais popular dos Black Blocs no Facebook é a do Rio, com mais de 18 mil seguidores. Em São Paulo, além da capital e de São José dos Campos, outras cinco cidades têm fóruns de discussão anarquistas (Ribeirão Preto, Rio Preto, Rio Claro, Piracicaba e Sertãozinho). Os cearenses fizeram o documentário "Com Violência", sobre as ações do grupo na Copa das Confederações, com mais de 50 mil acessos no YouTube.
No 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, eles pretendem promover um "badernaço" nacional. A articulação vem sendo feita na página do Black Bloc Brasil, com quase 40 mil seguidores. "Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles", afirma o professor Rafael Alcadipani Silveira, coordenador de pesquisas organizacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Silveira tem acompanhado as discussões virtuais dos anarquistas e esteve nos últimos dois protestos.
História. Inspirada inicialmente em ativistas alemães, que atuavam de preto e com máscaras de gás como segurança nas manifestações nos anos 1990, a estética e ação Black Bloc se fortaleceu principalmente depois de ganhar os Estados Unidos, onde o pacifismo era discurso hegemônico graças às vitórias nas lutas pelos direitos civis, lideradas por Martin Luther King Júnior, e às passeatas hippies contra a Guerra do Vietnã, sob o lema "faça amor, não faça guerra".
Atos de depredação em Seattle, em 1999, que impediram diversos delegados de chegarem à reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), conseguiram provocar o debate sobre o papel da violência nas manifestações. Uma das referências do debate foi o livro Como a não-violência protege o Estado, do ativista americano Peter Gelderloos, que já passou duas temporadas em prisões americanas e espanholas.
Esses manifestantes passaram a argumentar que depredação não é violência, mas uma intervenção simbólica que atinge o cerne do capitalismo: a proteção à propriedade. De acordo com essa filosofia, seriam atos violentos somente as ações que ferem os indivíduos.
"Depois de Seattle, os movimentos sociais passaram a aceitar a violência como uma das estratégias políticas e a debater abertamente a questão", explica o filósofo Pablo Ortellado, coautor do livro Estamos Vencendo! (Conrad), sobre os movimentos autonomistas no Brasil. Além da estratégia dos Black Blocs, há nos movimentos globais as ações lúdicas e festivas (chamadas de Pink Blocs), estratégias no Brasil representadas pelas Paradas Gays, Marchas da Maconha e das Vadias, e as pacifistas (White Blocs).
"Não se pode dizer que alguém é do grupo Black Bloc, já que se trata de uma estratégia de ação. Ainda que seja adepta da violência nas manifestações, a pessoa pode variar suas atitudes conforme a situação. As ações nas ruas podem ser de resistência e pacifistas, conforme a necessidade. O integrante de um coletivo, por exemplo, pode usar essas diferentes formas de ação de acordo com o protesto", explica um integrante do coletivo Desentorpecendo a Razão, que pediu para não se identificar. "Não há repressão na Parada Gay, por exemplo. Por isso, nunca haverá Black Blocs nesse evento."
Na atual fase brasileira, onde o Estado está em descrédito, a moda da violência e da anarquia acabou pegando mais do que as outras, contagiando rapidamente a nova geração de jovens. Ortellado acredita que é só uma fase, já vivida pela Argentina e pela Espanha em épocas de crise política. "São momentos de indignação", diz. A violência, no entanto, costuma escurecer qualquer bola de cristal.
Estadão Online
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Poder Imperial X Democracia
O embate entre os que se consideram "donos do mundo" e os mais frágeis, entre "poderosos" e esbulhados, entre opressores e despossuídos, acontece o tempo todo, no mundo todo, em todos os níveis.
Os que se levantam, contestam e denunciam são chamados de loucos, rebeldes, subversivos, e são duramente perseguidos e reprimidos.
Em todas as regiões do planeta, diariamente, esta "guerra", declarada ou silenciosa, é fomentada, promovida, insuflada.
Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.
Não se cale diante da violência. Não se acovarde diante da opressão.
Eles querem escravos.
Nós queremos a Liberdade!
Guerra contra a Democracia (documentário)
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Cidadãos participam da gestão de São Paulo
GESTÃO COMPARTILHADA
Nada como ter um prefeito íntegro, competente e antenado com as mais modernas técnicas de gestão dos negócios públicos.
Cidadãos que vivem na cidade de São Paulo podemos comemorar todos os dias. A maior metrópole do País, uma das capitais do mundo nesta nova era planetária, tem no comando um democrata, que compartilha com a população as medidas que implementa e estimula o diálogo com todos os estratos da sociedade, abrindo canais de comunicação com a cidadania.
Cidadãos poderão participar da administração da cidade também por meio da internet, enviando sugestões, críticas, opiniões.
Banco de Imagens/SECOM/PMSP
Revisão do Plano Diretor Estratégico terá plataforma digital para o cidadão
Plataforma será lançada oficialmente neste sábado, na primeira reunião da revisão participativa do PDE. A ferramenta reunirá informações sobre os debates e abrirá espaço para a população dar sugestões e ideias
A revisão participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE) terá uma plataforma digital à disposição dos cidadãos. O site Gestão Urbana, que será lançado no próximo sábado (27), reunirá informações e dados sobre o andamento dos debates sobre o tema, além de ser mais um espaço para a população colaborar e dar ideias para o trabalho de revisão do plano.
O lançamento ocorrerá junto com a reunião inaugural da primeira das quatro etapas da elaboração do novo PDE, que acontecerá no Campus Memorial da Uninove, na Barra Funda, das 8h às 17h.
Nesta primeira etapa, de avaliação temática, serão realizados dez encontros como o de sábado, que irão até 1º de junho, com reuniões abertas à população. No primeiro encontro desta fase inicial, além da abertura oficial da revisão do PDE e o lançamento da plataforma digital, os cidadãos serão divididos em cinco grupos de trabalho, cada uma com um relator, que se reunirão no fim da tarde para apresentar as propostas discutidas.
Conduzido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), o trabalho de revisão participativa dos instrumentos de planejamento e gestão urbana prevê alterações na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, Planos Regionais Estratégicos, Código de Obras e outras leis complementares.
"Em uma cidade como São Paulo, em um processo participativo, não podemos pensar somente nas atividades presenciais. É preciso multiplicar os canais. Neste começo, a ferramenta servirá mais para disponibilizar informações para os cidadãos, mas com a evolução dele a sociedade poderá enviar propostas, contribuições e críticas por títulos e temas, fazendo com que todos participem desse processo importante para cidade", citou o diretor do Departamento de Urbanismo da SMDU, Anderson Kazuo Nakano.
O prefeito Fernando Haddad apresentou, na última terça-feira, o cronograma de revisão do PDE aos secretários municipais e à vice-prefeita, Nádia Campeão. “O Plano Diretor orienta o investimento e vai dizer como vamos organizar a nossa cidade. A nossa cidade tem um desenvolvimento imobiliário equivocado, por bairros, em que você vai destruindo bairros e edificando uma quantidade de área incompatível com a infraestrutura do local”, afirmou Haddad.
Na segunda etapa da revisão serão realizadas oficinas públicas para levantamento de propostas e contribuições em todas as 31 subprefeituras. Já a terceira fase (Devolutiva e Discussões Públicas da Minuta do Projeto de Lei) será voltada para a consolidação da minuta do projeto.
“Nós estamos com regras erradas. Temos uma mancha urbana de 900 quilômetros quadrados e nós atuamos em uma fração deste território. O nosso desenvolvimento tem que ser por eixo, tem que se instalar pela cidade", completou o prefeito.
Plano Diretor Estratégico
Aprovado em 2002, o Plano Diretor Estratégico (PDE) foi um passo importante no planejamento da cidade. Fazem parte do plano alguns itens para organizar o uso e ocupação do solo, como as regras de como construir nos terrenos, implantar prédios altos, fazer grandes construções e instalar as atividades.
O PDE trouxe instrumentos para obrigar o aproveitamento de prédios e terrenos vazios, produzir habitação de interesse social. Por isso, o debate com a população é importante para que sejam definidos os objetivos e os conteúdos estratégicos para a cidade.
As atividades participativas estão divididas em quatro etapas:
1ª Etapa – Avaliação Temática Participativa do PDE - O objetivo da 1ª Etapa é avaliar os resultados positivos e negativos do PDE.
2ª Etapa – Oficinas Públicas para Levantamento de Propostas e Contribuições - O objetivo da 2ª Etapa é levantar propostas e contribuições em oficinas realizadas nas 31 Subprefeituras. Propostas e contribuições também poderão ser enviadas através de um canal eletrônico.
3ª Etapa – Sistematização das Propostas e Contribuições Recebidas - O objetivo é sistematizar e consolidar as propostas e contribuições levantadas para preparação da minuta de Projeto de Lei.
4ª Etapa – Devolutiva e Discussões Públicas da Minuta do Projeto de Lei - O objetivo da 4ª Etapa é fazer a devolutiva em relação às propostas e contribuições levantadas e discutir a minuta do Projeto de Lei tanto em audiências públicas quanto através do canal eletrônico.
Portal PMSP
Destaques do ABC!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Seja Mídia: Abra a Boca, Cidadão!
Desde que criei o Abra a Boca, Cidadão! em outubro de 2010 eu venho dizendo exatamente o que o Lula Miranda, no artigo abaixo, explicita: cada um de nós pode ser um veículo de comunicação, um produtor de conteúdo, informação, opinião. E isto muda tudo no mundo.
Essa é a grande conquista da cidadania planetária: estamos emancipados. Não precisamos mais que alguém fale por nós ou defenda nossos interesses ou veicule nossas ideias. Na sociedade da informação, no mundo digitalizado, graças às tecnologias mais avançadas, NÓS SOMOS A MÍDIA.
"Antes só os poderosos escreviam. Os demais mortais tinham até medo de escrever. Medo da força dos poderosos e de escrever errado, pois ainda tinha a norma culta a lhes assombrar e coibir a escrita livre. Só os poderosos falavam; os demais tinham a voz embargada pelo medo. Só os poderosos tinham vez e voz."
"O leitor já não é mais um ser passivo, para aquém dos muros das catedrais, guardado em seu 'devido' lugar. Agora o leitor assume um papel criador, participativo, e arromba as portas dos antes intransponíveis templos sagrados da mídia."
"Esse é o grande barato da comunicação nos dias que correm. Ninguém mais é o dono da verdade. Agora a verdade é um processo. Algo que se constrói junto. De forma colaborativa e participativa. Mas sem demagogia barata nem excessos e caricaturas."
"A comunicação já não é propriedade de um único Cidadão [seja Kane, Murdoch, Marinho, Civita, Mesquita, Frias et caterva]. A comunicação hoje é propriedade do cidadão [seja Severino, Silva, Andrade, Guimarães, Paulo, Pacheco, Miranda, qualquer um]."
Cidadão Kane já era: o fim dos currais eleitorais eletrônicos
LULA MIRANDA
Não o filme. O que "já era", com o desenvolvimento da tecnologia, a expansão da Classe C e a democratização da internet, é a figura do "barão da mídia"
Não o filme. O filme ainda é – e muito – bom! O que "já era", com o desenvolvimento da tecnologia, a expansão da Classe C e a democratização da internet, é a figura do "barão da mídia". Cada indivíduo hoje pode ser um publisher em potencial. Tá certo que alguns exageram na vaidade e na pose, e podem soar e figurar como uma espécie de "publisher de hospício", mas tá valendo.
Em tempos assim nem tão idos, você deve se lembrar, os caciques dos partidos trocavam entre si concessões públicas na área de comunicação: rádios, retransmissoras de TV, jornais. E também presenteavam empresários amigos com esses "mimos". Assim ficava tudo mais ou menos arranjado, "no esquema", uma ação entre amigos.
Aprenderam, muito antes de/da Chacrinha, que "quem não se comunica, se trumbica". Assimilaram ligeiro que, numa sociedade de massas, comanda aquele que melhor e mais rápido se comunica com essas massas.
Esses poucos empresários e esses políticos, selecionados a dedo, a maioria paga por serviços prestados ao regime de exceção, transformaram então essas concessões públicas em verdadeiros cartéis. Apropriaram-se desses feudos da Comunicação e, a partir deles, enriqueceram.
Constituíram verdadeiros conglomerados e, por muito tempo, exerceram seu despotismo, seu coronelismo cordato – mas não menos infame e rastaquera. Eram como grandes latifundiários, "fazendeiros do ar". Cuidavam da sua "boiada" e de seus currais eleitorais eletrônicos. Esse tempo, porém, ao que tudo indica, está com os dias contados.
Esses "fazendeiros do ar" construíram verdadeiras catedrais das comunicações; pagavam salários milionários a alguns poucos e talentosos jornalistas; transformaram-nos em autênticas "grifes" do jornalismo; auferiram-lhes o monopólio da opinião.
Estes, porém, são só uns poucos, pouquíssimos, exceções à regra – vale ressaltar. Pois a maior parte dos jornalistas, os chamados "focas" e também os redatores, não pode ser criticada, muito menos execrada, pelo simples fato de trabalhar nesses veículos e empresas de comunicação. Estes são, até hoje, mal pagos e sugados até a última gota de sangue, e, como muitos, têm que, para garantir o leite das crianças, trabalhar até alta madrugada nas redações, sem direito a hora extra e descanso. A mais-valia corre solta nas redações. Por onde andam o sindicato e a delegacia regional do trabalho que não tomam as providências necessárias? Será que também se sentem intimidados pela supostamente inalienável "liberdade de exploração" desses veículos?
Antes só os poderosos escreviam. Os demais mortais tinham até medo de escrever. Medo da força dos poderosos e de escrever errado, pois ainda tinha a norma culta a lhes assombrar e coibir a escrita livre. Só os poderosos falavam; os demais tinham a voz embargada pelo medo. Só os poderosos tinham vez e voz.
Porém, como disse, esse tempo já está com seus dias contados. Com a internet, o avanço da tecnologia e a supremacia e proliferação dos meios digitais, hoje, os chamados "jornalistas de grife" perdem, e cada dia mais, o seu valor de mercado – muitos deles, apesar de manterem a pose, já não valem um tostão furado.
Nos dias de über modernidade/über comunicação que experimentamos, o protagonismo agora está nas mãos de diversos e pulverizados agentes. Impera o que alguns chamam de "caos", outros de "anarquia", outros de "protagonismo cidadão" – e por aí segue a toada, mas não mais a boiada.
O leitor já não é mais um ser passivo, para aquém dos muros das catedrais, guardado em seu "devido" lugar. Agora o leitor assume um papel criador, participativo e arromba as portas dos antes intransponíveis templos sagrados da mídia.
Hoje, muitas vezes, os leitores, nos comentários e postagens, demonstram ser tão ou mais qualificados que os colunistas ou repórteres. Nas minhas colunas, por exemplo, inúmeras vezes leitores complementaram as lacunas que deixara em meus textos e ideias. O diálogo agora é para valer: é de igual para igual. Sem filtros e/ou barreiras.
Esse é o grande barato da comunicação nos dias que correm. Ninguém mais é o dono da verdade. Agora a verdade é um processo. Algo que se constrói junto. De forma colaborativa e participativa. Mas sem demagogia barata nem excessos e caricaturas.
A comunicação já não é propriedade de um único Cidadão [seja Kane, Murdoch, Marinho, Civita, Mesquita, Frias et caterva]. A comunicação hoje é propriedade do cidadão [seja Severino, Silva, Andrade, Guimarães, Paulo, Pacheco, Miranda, qualquer um].
Cidadão Kane já era. Agora quem manda é a galera, que invadiu as cidadelas ditas "inexpugnáveis" da comunicação, cidadão.
Destaque do ABC!
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