Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital
Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga"
Desafinando o Coro dos Contentes...
Em assembleia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque.
Tendo em vista as elevadas e irreparáveis perdas e os danos sofridos em decorrência da invasão realizada no último dia 18 - com a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas -, bem como a persistente instabilidade e a crise de segurança que colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores, os associados concluíram que está irremediavelmente comprometida a atuação do Instituto Royal para dar continuidade à realização de pesquisa científica e testes mediante utilização de animais.
Por este motivo, o Instituto decidiu encerrar suas atividades na unidade de São Roque.
A interrupção acarretará o desligamento de funcionários, todos já comunicados da decisão. Mantém-se, por ora, o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, que conta com veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais, conforme a legislação vigente. A decisão, por ora, não afetará a unidade Genotox, de Porto Alegre, onde não se faz experimentação animal.
Com o intuito de preservar a integridade dos animais remanescentes que ainda estão sob seus cuidados, o Instituto Royal tomará as providências necessárias junto aos órgãos regulatórios competentes, para assegurar que continuem sendo dados a eles tratamento e destinação adequados.
Desde 2005, o Instituto Royal realiza testes pré-clínicos com vistas ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão, epilepsia, entre outros. Com essa decisão, interrompe-se o trabalho do único Instituto laboratorial do Brasil capacitado e regulamentado para exercer este tipo de pesquisa. A partir de agora, qualquer empresa interessada na realização de testes para registro de medicamento será obrigada a realizar suas pesquisas fora do País, até que outro laboratório seja credenciado pelo CONCEA (Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal) para essa atividade.
Todos os testes desenvolvidos no Instituto Royal atendiam aos princípios de boas práticas de laboratório (BLP) e também às normas para cuidados dos animais do CONCEA, estando também regulamentadas por protocolos internacionais, tais como o da European Medicines Agency e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
O Instituto Royal acredita que as ações violentas ocorridas no dia 18 de outubro são resultado de dois fatores complementares: as inverdades disseminadas de forma irresponsável - e por vezes oportunista - associadas à falta de informação pré-existente. As consequências dos atos advindos dessa equação resultaram não somente em prejuízo para a instituição, que fecha suas portas, mas também e mais gravemente para a sociedade brasileira, que assiste à inutilização de importantes pesquisas em benefício da vida humana.
É inquestionável o direito de todo cidadão ou instituição expressar suas opiniões e propor à sociedade brasileira o debate sobre temas de interesse público. Não se pode anuir, contudo, com as atitudes de violência que cercaram os episódios envolvendo o Instituto Royal. Uma sociedade organizada e civilizada não pode aceitar que a pesquisa científica seja constrangida por grupos de opinião que preferem o uso da força e da violência em detrimento das vias institucionais e democráticas para travar debates.
O ambiente de insegurança gerou – e continuará gerando - prejuízos para a ciência brasileira, na medida em que não assegura aos cientistas um ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de pesquisas cujo objetivo, em última análise, é o de salvar vidas. A consequência deste cenário de hostilidade é o desestímulo à fixação e permanência das melhores mentes científicas em nosso País.
O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio, lamentavelmente.
E a luta para esclarecer as atividades no mínimo suspeitas e, quem sabe, fechar o Instituto Royal ganha dois briosos combatentes: Celso Lungaretti, revolucionário, jornalista e blogueiro, e Carlos Lungarzo, professor, escritor, blogueiro e ativista da Anistia Internacional. Vamos pra cima, gente, fechar essa "Casa de Horrores"!!! Toda Vida é Sagrada.
Devassando o DOI-CODI dos Beagles
Tendo lecionado durante 19 anos na Universidade de Campinas, Carlos Lungarzo era o homem ideal para tentar desfazer a cortina de fumaça que a grande imprensa - acumpliciando-se com a tortura de bichos como outrora se acumpliciava com a tortura de gente - lançou sobre as atividades de uma instituição das mais suspeitas, felizmente interrompidas por uma louvável iniciativa dos jovens que lutam contra a desumanidade.
E ele o fez, no longo e brilhante artigo O que é o Instituto Royal? (cuja íntegra pode ser acessadaaqui), aprofundando os questionamentos por mim apresentados em Que sejam felizes os beagles! Que sofram os rapinantes! (vide aqui).
Depois de uma exaustiva pesquisa na internet, Lungarzo constatou que tanto o instituto quanto sua proprietária são quase incógnitos - para não dizermos clandestinos -, embora isto não tenha impedido que seu faturamento, já em 2012, atingisse declarados R$ 5,25 milhões. Mas, pergunta Lungarzo, onde pode ser encontrado "o histórico 'científico' do Royal, seus protocolos experimentais, a lista de seus colaboradores e clientes, os produtos realmente aplicáveis que foram viabilizados por seus testes, os registros de suas experiências longitudinais, etc."?
E mais: "Por que ninguém, salvo as elites e as forças repressivas, consegue entrar nesse maravilhoso instituto?"
Noves fora, tudo indica que o Royal se dedique ao "grande negócio da produção de animais para experimentos tortuosos".
É o Instituto Royal ou o laboratório do dr. Frankenstein?
O final do artigo é tão esclarecedor e oportuno que o reproduzirei na íntegra:
"Com efeito, a realização de numerosos experimentos cruéis onde se mutilam, esquartejam, cegam, queimam e matam milhares de animais, diminui as despesas dos laboratórios, pois é menos caro que experimentos in silico (simulação com computador) ou in vitro (ensaio com culturas).
"Estas duas são formas que, combinadas com experimentações reversíveis e indolores em animais não humanos e em voluntários humanos, substituiriam totalmente a prática atual de tortura e extermínio massivo de bichos.
"Por sinal, os argumentos que pretendem que as culturas também exigem experimentação animal são falaciosos. O soro fetal bovino usado em muitas culturas, pode ser extraído mediante uma cirurgia com anestesia. Isto se faz com cavalos de raça e touros reprodutores, cuja saúde é cuidada pelos veterinários dos magnatas muito mais que a de qualquer humano. Quanto à extração do feto sob anestesia é, simplesmente, um aborto. Sendo o aborto aceitável em humanos, por que não seria em animais?
"Imagino que os principais clientes sejam laboratórios estrangeiros, sendo que, qualquer que seja o grau de civilização de um país, os capitalistas preferem dinheiro e não direitos, sejam animais ou humanos.
"Neste sentido, em muitos países de Europa, e inclusive nos EUA, há restrições para o uso de animais em experimentos. O Animal Welfare Act de 1966 restringe o uso de animais de sangue quente, salvo algumas espécies de ratos.
"Obviamente, proíbe totalmente a tortura de bichos domésticos, especialmente gatos e cães, que não podem ser utilizados mesmo mortos, por causa da dificuldade para saber de que maneira morreram.
"A União Europeia possui diversas restrições de acordo com o país, mas o testing ban de cosméticos é válido em todos eles (videaqui). É muito provável que o Royal tenha nesses laboratórios de cosméticos, bem como nos dos produtos de limpeza, seus principais fãs. Um especialista não identificado que colaborou no exame dos beagles teria dito que as raspagens de pele em frio era típica de experimentos com cosméticos.
"Se os ativistas se informarem suficientemente com cientistas sensíveis (que existem) e pressionarem seus parlamentares, poderão conseguir que o Instituto seja desativado, e seus responsáveis indiciados por crimes ambientais. É possível que haja pessoas que saibam exatamente o que acontece no Royal, e que, se lhes fosse dada proteção, talvez falassem. Esta é a esperança. E permitirá um grande avanço ético na ciência". Náufrago da Utopia Destaquesdo ABC! *
Reproduzo mensagem recebida da Dra. Vanice Orlandi, advogada especialista em direito animal e presidenta da UIPA - União Internacional Protetora dos Animais, que esteve em Brasília, em audiência pública na Câmara dos Deputados, onde condenou experimentos supostamente científicos em animais e denunciou maus-tratos e crueldade nos procedimentos implementados pelo Instituto Royal no confinamento e uso de cães beagles em testes. Toda Vida é Sagrada.
Prezados Associados e Colaboradores da UIPA, UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS,
Conforme divulgado anteriormente, a UIPA pediu ao Ministério Público, em julho de 2012, que um grande Instituto de pesquisa fosse investigado, em virtude dos testes que realiza com ratos, coelhos e cães. Com repercussão mundial, o caso está trazendo à tona a discussão sobre a tortura a que são submetidos os animais, em nome do uso supostamente científico.
Ontem, a presidente da UIPA palestrou, em Brasília, na Câmara dos Deputados, em audiência pública realizada para debater a questão, quando teve oportunidade de criticar a Lei Arouca, permissiva da sujeição dos animais a elevado grau de agressão, intenso sofrimento, dor e angústia. Os animais vivem confinados e ainda são obrigados a absorver em seus organismos substâncias químicas de efeitos prejudiciais, tóxicos e até letais. A mesma posição foi defendida no "Fantástico", deste último domingo, cujo vídeo pode ser visto no link abaixo:
Além da crueldade, a UIPA questiona a própria validade da experimentação animal, já que não se pode extrapolar para a espécie humana o que se apura em testes com animais. De cada dez substâncias testadas em bichos, apenas uma produz o mesmo efeito em humanos. Pesquisadores alegam que métodos alternativos devem ser validados, mas, até hoje, nunca houve a exigência de se validar a experimentação animal como método científico.
Lutar pelos mais frágeis, humanos ou não. Falar pelos que não têm voz. Defender direitos de muitos, de vários, de todos, e não apenas os interesses próprios, nem sempre legítimos.
Assim são os ativistas.
Indignados, inconformados.
Nem sempre compreendidos, por sua ação firme, incansável, ousada, eles desestabilizam, perturbam, inquietam, põem o dedo na ferida, "desafinando o coro dos contentes".
É assim que o mundo avança.
Nina Rosa Jacob
De família rica, ex-modelo internacional, a extraordinária ativista e protetora Nina Rosa Jacob fundou o Instituto Nina Rosa, que com carinho e coragem e sob o lema "Projetos por Amor à Vida" atua vigorosamente na defesa dos animais.
Quando era pequena, tinha uma cadela dogue alemã, chamada Nora. Ela era uma grande paixão. Não me lembro muito bem da minha infância, mas meus irmãos contam que eu fiquei bem deprimida quando ela morreu. Eu tinha uns sete anos. Depois disso, nunca mais tive nenhum bicho de estimação, até os 40 anos de idade. Foi quando uma das minhas irmãs se mudou para a França e meus sobrinhos pediram que eu ficasse com sua cocker de estimação, que se chamava Cléo. Resisti um pouco, mas acabei aceitando. Ela deu cria e fiquei com um dos filhotes, a Chica. Gostava muito das duas, mas tinha uma vida muito enlouquecida como produtora de moda, e não podia dar tanta atenção. Talvez fosse o medo de me entregar e sofrer com uma nova perda. Mas quando a Cléo ficou doente e morreu, caiu a ficha. Na verdade, era mais uma tampa de bueiro! (risos). Mudei minha relação com a Chica e me entreguei totalmente. Foi até um exagero. Aí foi a vez da Chica adoecer e morrer. Sofri tanto, que me propus a não colocar tanto amor numa relação com um ser só. Decidi distribuir esse amor ao máximo de animais que pudesse. Foi o início do que seria muitos anos depois o Instituto Nina Rosa. Ele nasceu com o nome de Chicleo, a junção do nome das duas cadelinhas, mas uma amiga me convenceu a colocar meu nome.
Como descobriu sua vocação de protetora dos bichos?
Estava no auge da minha carreira de produtora de moda, organizando grandes desfiles. Mas sentia a necessidade de buscar algo que não sabia o que era. Era uma sensação. Decidi largar meu emprego com 47 anos. Passou um tempo e comecei um trabalho de protetora independente. Apareceu um cão sarnento na minha rua e levei-o a um veterinário. Como moro num apartamento, eu convenci um vizinho a deixá-lo no quintal de sua casa, onde eu poderia visitá-lo todos os dias para levar comida, dar injeção. O cachorro ficou tão lindo que ganhou o nome de Capitão. Ele andava todo imponente na rua. O dono da casa se apaixonou pelo Capitão e o adotou. Na mesma época, procurei uma organização de defesa dos animais para ser voluntária. Fui a uma entidade que hoje se chama Arca Brasil.
Como era trabalhar com moda?
Antes de ser produtora, eu fui modelo fotográfica durante oito anos. Comecei essa carreira depois de me separar. Eu me casei com 27 anos - se bem que minha idade mental era de 17 - e fiquei três anos com meu marido. Como modelo, fiz muitos comerciais de TV e algumas fotos de moda. Não existiam agências de modelos no Brasil, e eu tinha que fazer tudo: arrumar trabalho, cobrar, fazer preço. Trabalhava bastante e foi uma época bem próspera. Fui morar em Nova York com intenção de trabalhar, mas senti que deveria reavaliar minha vida, como está acontecendo agora. Voltei quatro meses depois ao Brasil porque meu pai estava doente. Aqui, não quis continuar trabalhando como modelo, mesmo tendo até uma campanha negociada. Em 80, a Yeda Amaral, da Santista, me chamou para ser produtora de moda. Comecei uma empresa com o Paulo Ramalho, que idealizava os grandes desfiles de moda. Ele seria como o Paulo Borges de hoje (organizador da São Paulo Fashion Week). Mas sou sagitariana e, para mim, liberdade é a coisa mais importante do mundo. Então resolvi sair da sociedade e trabalhar como freelancer. Produzi durante quatro anos seguidos desfiles na Alemanha Oriental e na Hungria. Levei alguns modelos brasileiros, como a Sílvia Pfeiffer e o Vítor Fasano. A Sílvia acabou se tornando uma grande amiga pessoal. Nessa época, eu usava o nome de Nina de Almeida. Porém, o trabalho não tinha nada a ver comigo. Eu me dedicava muito, mas não me sentia realizada. Os desfiles eram como filhos que eu paria e enterrava logo depois de acabar. Foi o contato com os animais que trouxe de volta algo que estava embutido em mim. Tenho um amor incondicional pelos bichos, não importa quão doentes ou feios eles sejam.
Quando se tornou vegetariana?
Em 76, quando estava em Nova York. Uma pessoa da alta sociedade reunia alguns artistas para um lanche nas noites de domingo. Lá, conheci uma garota que como eu estava sempre sozinha, e combinamos de almoçar no dia seguinte num restaurante vietnamita. Olhando o cardápio, a menina disse a seguinte frase: "Não como carne, pelos animais". Tinha amigos vegetarianos, mas jamais havia ouvido algo que fizesse tanto sentido. Desde então, nunca mais comi carne. A aceitação da minha família foi difícil. Meu pai era do Sul e fazia churrasco todos os domingos. Meu irmão cria bois como hobby! Mas me mantive firme e, com o tempo, comecei a perceber que não só a carne, mas outros produtos de origem animal também provinham da crueldade. Há 16 anos, virei vegana (vegetariana radical, que não come laticínios ou outros produtos de origem animal). Nunca mais vi aquela colega de Nova York, mas tenho muita gratidão por ela ter me aberto os olhos.
Comer carne é necessariamente participar da crueldade contra os bichos?
Sim. Temos responsabilidade se consumimos um produto que provém da violência. Os animais criados nascem, crescem e morrem de forma cruel. E a questão é muito mais dramática que apenas o bem estar animal. Um dos maiores prejuízos do onivorismo é para o meio-ambiente, que está adoecendo tanto quanto as pessoas que comem carne. A pecuária extensiva causa muitos desmatamentos para criação de pastos. A imensa quantidade de bois que são criados provoca desequilíbrios: seus dejetos poluem os lençóis freáticos e até sua flatulência, que contém gás metano, contribui para o aumento do efeito estufa. Fora todos os malefícios para a saúde humana. Os animais ficam tão aterrorizados na hora do abate, que isso passa para o sangue e para a carne. Quem come carne come um cadáver.
Consumir outros produtos de origem animal também é prejudicial para a natureza?
Sim. A maioria das pessoas não sabe que adquire produtos da dor. A ordenha mecânica das vacas, por exemplo. Se a vaca tem alguma dor ou uma inflamação nas tetas, ninguém vê. Os criadores injetam hormônios para elas produzirem dez vezes mais leite do que produziriam para um filhote. Aliás, os bezerros são brutalmente separados das mães quando nascem. O mel das abelhas também não é inocente, assim como a lã das ovelhas. Muitos produtos da indústria farmacêutica, cosmética e até de limpeza são testados em bichos. Há chimpanzés que são infectados várias vezes com o vírus HIV. Coelhos e gatos são envenenados, forçados a ingerir altas quantidades de produtos para os cientistas comprovarem se são tóxicos ou não. No entanto, os testes com bichos já se provaram inseguros. Eles muitas vezes não têm reações que os humanos podem ter, ou reagem a substâncias que podem ser importantes para a saúde humana. Mas as empresas continuam utilizando, com o objetivo de se proteger de possíveis processos judiciais. Se alguém tem algum problema de saúde por conta de um produto, as indústrias alegam que testaram diversas vezes. Alguns animais são usados em tantos testes que seria preferível que morressem.
Há alternativas para os testes em animais?
Testar em cobaias humanas é uma ideia. Mas ninguém ainda tem a resposta dessa pergunta. A ciência tem de pesquisar. O que se sabe é que testes em animais simplesmente não funcionam.
Qual é o papel do Instituto Nina Rosa?
É valorizar a vida animal através da educação humanitária. Damos apoio e incentivo a outras ONGs de proteção aos bichos também. Não adianta só ficar recolhendo animais na rua. É preciso trabalhar com a educação da população. Temos um vídeo chamado "Fulaninho, o cão que ninguém queria", que ensina as crianças que os bichos são seres que merecem respeito e afeição. Desde 2000, mais de 400 mil crianças assistiram ao filme. Já o documentário "A carne é fraca", que tem feito sucesso, tem como objetivo dar liberdade de escolha para as pessoas na hora de se alimentar. Se ela não conhece a produção de carne, não pode escolher ser vegetariana. O objetivo não é converter as pessoas para esse estilo de vida, mas informar. Muitas pessoas que assistiram a "A carne é fraca" fizeram o seguinte raciocínio: "nunca mais vou querer participar disso". Cada um faz o que sente que deve fazer.
É verdade que a senhora era fumante?
Sim, fumei durante uns 30 anos dois maços de cigarro por dia e parei ainda depois de virar vegetariana. Sempre tive interesse na espiritualidade, em buscar auto-conhecimento. Antes de ser protetora dos animais, tentei me encontrar fazendo vários cursos, trabalhei com vidas passadas, fiz o processo Hoffman (curso de reeducação emocional). Comecei a pensar que meus anjinhos não iam conseguir ficar perto de mim com a fumaça do cigarro (risos). Na mesma época, minha cadelinha Chica estava viva e tinha um problema pulmonar. Parei de fumar pouco antes da Chica morrer, em 94. Queria muito parar. Quando percebi que fumar era um ato inconsciente, que acendia cigarro quando atendia o telefone, por exemplo, comecei a comprar fumo e a fazer meus próprios cigarros. Então, para fumar, eu precisava das duas mãos. Aos poucos fui diminuindo o cigarro, mas tive um sonho que foi fundamental. Se eu te contar o que sonhei, não vai fazer sentido algum. Mas sei que acordei e nunca mais toquei num cigarro.
É adepta de alguma religião?
Fui criada como católica e até casei na igreja, mas procurei diversas religiões tentando me encontrar. Frequentei o espiritismo de Alan Kardec, a igreja Seicho No Iê, o budismo, já fui a comunidades alternativas... Mas atualmente sou um apanhado das religiões, não me prendo a nenhuma. Acho ótimo, pois estou aberta para o novo.
Considera-se uma pessoa solitária?
Sim. Desde criança. Eu estudava no Colégio Rio Branco, em São Paulo, e tinha duas amigas inseparáveis. Quando uma delas morreu num acidente de carro, não quis mais ficar lá. Tinha 13 anos, pedi para minha mãe me colocar num colégio interno. Ela chorou, mas aceitou. Era uma necessidade de ficar sozinha. Quando comecei a me conhecer melhor, percebi que eu era bicho-do-mato, não me relacionava bem com gente. Por outro lado, tenho uma facilidade total em lidar com animais, seja uma formiga, um boi ou um cachorro. Sempre me senti fora do padrão, mas não entendia. Foi muito dura essa vivência, até eu me descobrir, me aceitar e me respeitar. Ser uma pessoa que não bebe, não fuma, não come carne, não come ovo, não usa couro, não usa mel, nenhum produto animal, não é fácil. Hoje sou muito feliz, pois me conheço e respeito isso. Mas posso dizer que vivi minha vida inteira tentando me adaptar a uma vida padrão. Não tinha consciência de que tinha direito de ser diferente. No momento que percebi que havia outras pessoas que pensavam como eu, foi maravilhoso.
Como ganha a vida hoje?
Meu pai era um industrial, dono de uma fábrica de pincéis. Ele deixou aos filhos - quatro mulheres e um homem - muitas ações e patrimônios. Também ganhei bastante dinheiro quando era modelo e produtora. Com esses recursos, mantenho o Instituto Nina Rosa. Já minha vida particular praticamente não existe. Além de ter muitos projetos, preciso de um tempo sozinha. Adoro sair para almoçar ou ao cinema sozinha.
Como é sua rotina?
Acordo cedo e trabalho, trabalho, trabalho. Tenho um caderno ao lado da cama, pois se tenho alguma ideia durante a noite para meus projetos, já coloco no papel. Valorizo muito minha intuição, e acho que é por isso que gosto de ficar quieta e sozinha.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de ler, de escrever, de ir ao cinema. Quando quero descansar, fujo dos temas de bichos, senão fico trabalhando o tempo todo. Leio biografias - é uma forma de me comunicar com as pessoas - romances, sagas. Não gosto de coisas densas, negativas. Sou uma pessoa positiva por princípio. Pratico tai-chi-chuan e vou ao meu sítio, na Serra da Bocaina, uma vez por mês. Lá tenho uma égua que salvei de maus-tratos, algumas vaquinhas, cães. Mas no sítio não se mata nem mosca. Quando os animais morrem naturalmente, são enterrados.
Se o sistema de criação de animais em grande escala é cruel, seria legítimo um humano com um pequeno sítio dar o leite de uma vaquinha aos seus filhos?
Claro. O problema é a forma como isso é feito atualmente, em que animais são vistos como produtos, e não como seres vivos. É um mercado imoral.
E seria legítimo comer a carne da vaquinha?
Acho que os homens estão num estágio em que não é mais preciso matar um ser vivo para comer. Entre os animais, é natural, instintivo. Mas nós podemos plantar, colher, cozinhar.
O que gosta de comer?
Compro todos os produtos integrais e orgânicos. Os vegetarianos não precisam fazer sua dieta toda à base de soja. Hoje os supermercados têm cada vez mais oferecido produtos para quem não come carne ou laticínios. Têm surgido restaurantes veganos chiquérrimos. Já fiz quatro meses de crudivorismo (dieta alimentar em que se comem apenas alimentos crus), mas tenho pressão baixa e tive de parar. Pretendo voltar em breve, pois gostei muito. Há muita coisa boa para comer crua: castanhas, frutas secas...
Medicina natural ou alopatia?
Há duas semanas, machuquei o joelho numa queda e estou tomando antiinflamatórios. Mas geralmente me trato com terapias alternativas: homeopatia, acupuntura, florais e, se precisar, fitoterapia. Só comecei a ter convênio médico com 50 anos de idade, acredita? Era totalmente contra. Mas pensei que quando ficasse velha, não ter plano de saúde ia dar muito trabalho e despesa para quem fosse cuidar de mim.
Como ser um consumidor consciente?
Aqui no instituto, além de não comermos carne e de não usarmos nada que tenha origem animal, tentamos reaproveitar o máximo de água possível. Só compramos material de limpeza biodegradável, o Biowash, e usamos sabão de coco. Não é preciso comprar limpa-vidro, limpa-chão, limpa-azulejo. Dá para usar um produto só sem poluir o ambiente. Usamos calçados e cintos sintéticos, e malhas de acrílico em vez de lã.
É possível mudar o mundo assim?
É uma revolução individual, e é possível. Os fabricantes querem saber o que os consumidores querem. Se eles pararem de consumir produtos animais ou que desrespeitem o meio ambiente e exigirem produtos éticos, eles terão. Meu maior sonho é que exista a consciência de que toda a natureza é sagrada. Minhas ações mexem com muitos interesses. Preciso de proteção! Estou querendo tatuar um dragão no peito para cuidar de mim (risos).
Por que autoridades governamentais defendem tanto o Instituto Royal?
Por que a grande imprensa insiste em criticar os ativistas que resgataram os beagles?
Por que o Instituto Royal, que é oscip, recebe verbas públicas?
Qual o destino dos 5 milhões de reais que saíram dos cofres públicos para o Instituto Royal? Que pesquisas científicas estes recursos financiaram?
O Instituto Royal faz testes em animais para indústrias de cosméticos e produtos de limpeza?
Quem são os clientes do Instituto Royal? Quais empresas, nacionais e internacionais, contratam os serviços do Instituto Royal?
A verdade. Nada além da verdade.
É o que pede a ativista Luísa Mell, "comandante" da invasão ao Instituto Royal, e todos nós, que repudiamos maus-tratos e atrocidades contra animais.
Saiba aqui a verdade! Por que o Instituto Royal é protegido pelo governo e grande parte da imprensa? Por lei, nós temos o direito de saber quem são os clientes do Instituto Royal... mas isso ninguém fala, né?
Amigos, confesso que fico muito emocionada com a quantidade de pessoas que estão me procurando para saberem quais marcas testam e quais não testam. O Brasil inteiro está discutindo o assunto. Tenho enteados de várias idades, e todos relataram que é o assunto nas escolas, no trabalho, nas Universidades!
Acho que uma das maneiras mais importantes de se mudar uma sociedade é sem dúvida nenhuma a discussão. Mas com argumentos sérios e verdadeiros. O que não acontece com o Instituto Royal, com parte da mídia e imprensa e principalmente com os órgãos do Governo responsáveis por tal assunto.
Chegou a ser vergonhosa a declaração do Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp: “Prefiro acreditar nos cientistas… do que ficar acreditando em ativistas. Ativistas têm opinião de todo tipo, mas o momento de se discutir isso (a legislação) já passou.”
Senhor ministro, gostaria de esclarecer ao senhor que não interessa em quem o senhor acredita. O senhor deve apurar os fatos. Já temos centenas de provas de maus tratos e crueldade. Temos provas contundentes que o dinheiro público foi repassado de maneira irregular, para um Instituto que até setembro deste ano só tinha alvará de canil, o Brasil inteiro está discutindo o assunto como relatei acima (em todas as faixas etárias e todas as classes sociais) e o senhor tem a coragem de dizer que a hora de discutir isso já passou ??????
Senhor Ministro Marco Antônio Raupp, ou o senhor vive em uma bolha, ou não sabe o que é democracia. Com todo o respeito, na minha opinião não sabe o que é ter um cargo público. Nem como deve agir alguém que tem o salário pago pelo povo.
Aliás, me parece que todos os envolvidos do governo neste caso, inclusive o Marcelo Marcos Morales, diretor do Consea (Conselho Nacional de Experimentação Animal), não entendem direito como funcionários públicos devem agir. Pois bem, ajudarei.
Vamos lá? O Instituto Royal é uma oscip.
O que é uma OSCIP?
OSCIP é uma organização da sociedade civil de interesse público o que, em outras palavras, é uma ONG que obtém um certificado emitido pelo Ministério da Justiça, comprovando o cumprimento de determinados requisitos estabelecidos na lei e, em contrapartida, pode celebrar com o poder público termos de parceria.
Para obter a qualificação de OSCIP, devem ser observados os seguintes requisitos estatutários:
1) Finalidade não lucrativa e empenho dos excedentes na consecução do objeto social
A lei que trata deste assunto é longa, mas dois artigos apenas já são suficientes para questionarmos o fato do Instituto Royal ser uma Oscip, fato que vocês podem notar não foi questionado, nem pela Rede Globo, nem Revista VEJA, nem todos que dizem fazer um jornalismo sério neste país.
O Instituto Royal tem uma lista de clientes, o que já nos parece estranho pois se são uma oscip, por que tem clientes? Isto ninguém responde, né?
Apesar de todo o escândalo envolvendo o Instituto, até agora não foi divulgada a lista de clientes que contratam os serviços do Instituto Royal. Nós ativistas já tentamos conseguir de todas as maneiras legais.
E isso também é contra a lei da OSCIP !!! Vejam o artigo:
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 16. É vedada às entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público a participação em campanhas de interesse político-partidário ou eleitorais, sob quaisquer meios ou formas.
Art. 17. O Ministério da Justiça permitirá, mediante requerimento dos interessados, livre acesso público a todas as informações pertinentes às Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Ou seja, por que ainda não foram abertos todos os dados que nós ativistas pedimos se nos é garantido por lei??? Por que nenhum grande jornal noticia a verdade????? Cadê a imprensa séria deste país?
E amigos, isto é só a ponta do iceberg!
Em discurso ontem na Câmara dos Deputados, o deputado Fernando Capez mostrou documentos que comprovam que o Instituto Royal tinha apenas alvará de canil em 2012, mesmo assim recebeu mais de 5 milhões do dinheiro público! Mesmo não tendo alvará para funcionar, nem realizar teste em animais!!!!
O mais estranho é que nenhum grande portal, nenhum jornal deu esta notícia!!
Liguei para um jornalista para questionar tal fato e ele me disse: "Ah, mas já tinham feito o pedido…" Isso é alguma piada? Juristas do meu Brasil se manifestem!
O Marcelo do Consea, órgão público que deveria fazer o controle da experimentação no Brasil, logo saiu em defesa do Royal. Aliás, em nenhum momento falou que iria investigar ou teve o comportamento de um funcionário público! Muito pelo contrário, apareceu em programas de televisão (inclusive o da Fátima Bernardes) como defensor do Instituto ????????????????????????
Outra dúvida que realmente não sai da minha cabeça:
Nossa, estava quase encontrando a cura do câncer? Isto quer dizer que já estava sendo testado em humanos, né? Até porque qualquer leigo no assunto sabe que o cientista só pode afirmar isso depois de ter realizado testes com seres humanos, pois a maioria dos medicamentos agem de formas diferentes em animais e humanos.
Junto com o tipo de câncer, qual medicamento, qual a empresa que contratou este serviço? Também exigimos saber quais pessoas participaram dos testes.
Como o Instituto Royal é uma oscip, temos o direito de saber absolutamente tudo, e devido a repercussão do caso imediatamente.Bom, pelo visto este caso ainda vai longe. Apesar de toda corrupção no nosso país eu ainda acredito no nosso judiciário!
Minha decepção é com a imprensa!
Olhem o que esta jornalista (?!??) falou em rede nacional:
Sua ignorante e mentirosa! A Comunidade Européia proibiu teste em animais em cosméticos este ano! Assim como Israel e vários outros países.
Infelizmente pessoas como essa têm um microfone na mão para deixar o povo brasileiro cada vez mais ignorante. Assim é mais fácil de ser manipulado!
Vergonha!
Para finalizar, como nenhum órgão da imprensa deu espaço para cientistas que são contrários a Vivissecção, resolvi finalizar com a declaração do George Guimarães:
“Existem, sim, testes alternativos para todos aqueles testes que o Instituto Royal realiza hoje com cães e outros animais. O que há é o interesse econômico na indústria da vivissecção e não falta de tecnologia.”
E agora o relato de uma cientista que testava em animais:
Sou cientista e sou contra o uso de animais em experimentos. Por quê? O primeiro motivo é que a ciência que as pessoas olhavam como sinônimo de evolução e inteligência morreu há muito tempo. Hoje a ciência é exata: quem paga mais, leva, ou seja, a empresa pública ou privada que liberar mais recursos para a pesquisa é a empresa que deterá o poder da ciência. Pensa em um leilão “embaixo do pano”, é exatamente assim que funciona. Reparem que disse “deterão o poder da ciência”, porque o poder da patente, que é o que interessa, porque é o que entra no mercado para a população, o produto em si, isso já é uma outra longa história, que inúmeras vezes joga a pesquisa no lixo, porque é uma burocracia tão grande, que muitos nem tentam obter patente.
Quando falamos em cientista, logo lembramos de Einstein, extremamente dedicado em seus estudos, passando dias e noites em um mesmo estudo até conseguir um resultado, também essa imagem não existe mais. Hoje precisa-se de rapidez, porque se você, cientista, não faz, outro vai roubar sua ideia e vai fazer, e aí começa então o 1º round na Luta da Ciência. Além disso, leva “o prêmio” de melhor cientista aquele que tiver mais trabalho publicado e todos querem ser o melhor, porque se você não tiver tantos trabalhos publicados, você não é um bom pesquisador, esse é o 2º round.
E os animais? Eles são uma ferramenta rápida e barata para serem utilizados nos estudos. Porque se alguém indagar que se seu método é garantido, você responde que foi testado em animais. Isso eleva seu trabalho para o topo. Mas o teste em si não é garantia de segurança e eficiência, porque a fisiologia das cobaias é bastante diferente da do ser humano. Se fosse garantia, seria obrigatório e não opcional, como é. Países classificados como desenvolvidos, e para essa classificação é levada em consideração o nível científico do país, não utilizam animais em testes. Qual a lógica do Brasil usar animais em testes e buscar se desenvolver cientificamente, para ser considerado desenvolvido, se não é assim que os países desenvolvidos fazem?
Engraçado que 100% dos cientistas com quem trabalhei tinham animais de estimação em casa, matavam diversas espécies de animais durante o dia e chegavam em casa à noite e amavam seus animais. Nunca entendi a lógica disso. Quem eram esses cientistas na verdade? Um matador ou um amante de animais? Acho que nem eles sabem responder.
Os experimentos passam sim por um Comitê de Bioética para serem aprovados, mas como não há fiscalização, os pesquisadores submetem projetos com metodologia (como irão fazer os experimentos) distinta do que eles realmente irão executar, ou omitindo informações que “ferem a ética” (não sei a qual ética remetem). Quem fiscaliza se matou a cobaia com anestesia ou sem anestesia é você mesmo. E daí começa o 3º round. A gente aprende a ter ética na ciência na teoria, mas, na prática, você não pode perder tempo, porque tempo é dinheiro, é gente fazendo a pesquisa que você está demorando pra fazer, é gente publicando mais trabalho enquanto você ainda está executando o seu. É um verdadeiro hospício interno. E diria mais, a ciência hoje é a verdadeira “massagem de ego”, você tem que ser o melhor , senão não tem vez.
ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS! Abaixo, mais argumentos de especialistas que dão respaldo à invasão da Filial do Inferno (Instituto Royal) no histórico Resgate dos Beagles. Toda Vida é Sagrada.
Animais!
Acompanhei, através da transmissão feita pelos próprios ativistas, o resgate dos animais do Instituto Royal. A qualidade das imagens, feitas num celular, estava entre o péssimo e o sofrível, mas a sua carga de emoção foi maior do que a de muita superprodução. A cada coelho ou cachorrinho que saía do inferno, o público que acompanhava a ação na internet comemorava, mandando congratulações e palavras de estímulo e agradecimento aos heróis da madrugada.
Também acompanhei, no dia seguinte, os depoimentos dos diretores do instituto, que negam a existência de maus tratos nas suas dependências. Uma nota divulgada pela instituição, aliás, chegou a afirmar que os bichos teriam, lá, “as melhores condições de vida, com saúde, conforto, segurança e recreação”.
Que me desculpem os senhores diretores, mas é impossível levar a sério quem acredita que se podem usar tais termos em relação a animais que passam a vida em gaiolas, sendo submetidos a toda sorte de experiências dolorosas. Melhores condições de vida? Saúde? Conforto? Se a nota foi redigida de boa fé, mostra um completo distanciamento da realidade; se não foi, revela uma perigosa falta de compromisso com a verdade.
Aliás, há várias perguntas sem resposta em relação ao instituto. A primeira, e mais importante, é saber quem são os seus clientes. Como o Royal recebe verbas públicas, tem a obrigação de revelar para quem trabalha. Com isso se esclareceria boa parte das dúvidas que cercam a natureza dos testes lá realizados. Testar cosméticos e material de limpeza em animais, por exemplo, é prática condenada num número crescente de países. Na União Européia a legislação é tão severa que, no começo deste ano, foi proibida até a comercialização de produtos testados em animais, ainda que importados.
o O o
Sou contra a realização de testes em animais — mas não tenho formação científica, e minha opinião sobre o assunto é, consequentemente, só isso, uma opinião. Por esse motivo, passo a palavra para o especialista Sérgio Greif, biólogo formado pela Unicamp, com mestrado na mesma universidade, co-autor do livro “A verdadeira face da experimentação animal: a sua saúde em perigo” e autor de “Alternativas ao uso de animais vivos na educação: pela ciência responsável”:
“Se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo moças de vinte anos; ou testar os benefícios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto à cientificidade de sua metodologia.
Isso porque assume-se que moças não sejam modelos representativos da população de idosos e que rapazes não sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes às mulheres. Se isso é lógico, e estamos tratando de uma mesma espécie, por que motivo aceitamos como científico que se testem drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem à mesma espécie?
Por que aceitar que a cura para a AIDS esteja no teste de medicamentos em animais que sequer desenvolvem essa doença? E mesmo que o fizessem, como dizer que a doença se comporta nesses animais da mesma forma que em humanos? Mesmo livros de bioterismo reconhecem que o modelo animal não é adequado.
Dados experimentais obtidos de uma espécie não podem ser extrapolados para outras espécies. Se queremos saber de que forma determinada espécie reage a determinado estímulo, a única forma de fazê-lo é observando populações dessa espécie naturalmente recebendo esse estímulo ou induzi-lo em certa população.
Induzir o estímulo esbarra no problema da ética e da cientificidade. Primeira pergunta: será que é certo, será que é meu direito pegar indivíduos e induzir neles estímulos que naturalmente não estavam incidindo sobre eles? Segunda pergunta: será que é científico, se o organismo receber um estímulo induzido, de maneira diferente à forma como ele naturalmente se daria, será ele modelo representativo da condição real?”
A íntegra deste artigo pode ser lida na internet, em bit.ly/17HLVZn. Já a dra. Preci Grohman, médica, é professora aposentada da UFRJ, e fez cursos de pós-graduação nas universidades de Toronto e Londres. Ela escreveu o seguinte:
“Quando estudante, fiz experimentos com animais, recebendo bolsa do CNPq. Na época acreditava nessa prática. Já em Toronto e Londres utilizei cultura de células humanas.
Os cientistas, com seus experimentos, conseguem títulos de mestre ou doutor, o que resulta em promoções e aumento de salários. Isso os torna mais competitivos no mercado de trabalho. Seus supervisores também são agraciados com títulos e prestígio.
A criação de plantéis de animais para pesquisa também é muito lucrativa. Certas drogas, inócuas em animais, já causaram grandes desgraças quando usadas em humanos. A mais conhecida foi a Talidomida. Macacos não desenvolvem câncer de pulmão mesmo sendo obrigados a tragar cigarros continuamente. Se a diversidade genética entre indivíduos da mesma espécie já é significativamente grande para levar a respostas diversas após um mesmo estímulo, o que se pode esperar entre diferentes espécies?
Pesquisas já são feitas com voluntários, podem ser feitas em criminosos que desejem reduzir suas penas ou ainda em culturas de células humanas. Se forem necessárias outras técnicas, os seres humanos devem ser competentes o suficiente para desenvolvê-las. Um exemplo de desperdício na ciência é o descarte diário de milhares de cordões umbilicais, ricas fontes de células.
A manutenção até os dias de hoje de experimentos em animais visa puramente interesses financeiros, e já deveria ter sido abolida há decadas”.
O mundo passa por um momento histórico, uma grande virada. Assassinos de Animais X Protetores de Animais é "apenas" uma batalha do embate planetário rumo à evolução. Brucutus X Cidadãos. Trogloditas movidos pelo vil metal X Cidadãos movidos pela Ética Planetária. Ignorância X Cidadania Global. Revolução Mundial.
Guerreiros do Terceiro Milênio
A verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que podemos fazer para acabar com essas atrocidades
Luisa Mell
Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.
“A Anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”
E essa não é a primeira mentira do Instituto. O Instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né? Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!!) e se negam a mostrar o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber!!! Aliás, se as empresas pagam para eles, por que são uma oscip??? ALGUÉM PODE RESPONDER?????
Vários políticos, deputados, vereadores, tentaram entrar no instituto para conversar. TODOS FORAM IMPEDIDOS!!!!!!!! Em todas as reportagens que saíram (inclusive no G1, portal da rede globo) falaram que o Instituto Royal realiza testes para cosméticos e para produtos de limpeza. Mas depois de verem toda a repercussão que isto causou na sociedade eles têm a cara de pau de irem no Fantástico dizerem que não existe teste de cosméticos em animais! Uma das maiores mentiras já contadas em rede nacional, e em nenhum momento questionada pelo chamado jornalismo sério da emissora global! Se o jornalista tivesse dado um google, teria se informado que a Comunidade Européia proibiu neste ano teste em animais para cosméticos, que países como Israel estão já abolindo, teria tido conhecimento da extensa lista divulgada pelo PETA das empresas de cosméticos que testam em animais. E ele vem dizer que não existe!!!!!!
Ongs internacionais já entraram em contato comigo, dizendo que aquela raspagem que os cachorros resgatados apresentavam é típica de teste para cosméticos.
Cada vez temos mais certeza da sujeira que é esse Instituto Royal. O que eles descobriram de tão importante durante os dez anos que torturam animais??Alguém viu isto em algum lugar?? Não, né, eles só dizem que atrapalhamos dez anos de estudo.
O diretor do Concea, Marcelo Marcos Morales, declarou que se abolirem os animais terão que importar tecnologia para substituir. Ele afirmou isto para o site G1. Ora, ele acabou de confirmar que estão cometendo crimes!!!! A LEI É CLARA: se existe método substitutivo é crime praticar teste em animais. O mais estranho de tudo isto é que este mesmo Marcelo apareceu em entrevista para Fátima Bernardes, defendendo o Royal. Parecia que era advogado deles. Quem tiver dúvidas é só assistir. Agora, amigos, pensem comigo: Ele é um funcionário público, pago por nós. O Instituto nem mandou um representante, só o Marcelo. Bom, não preciso dizer que o programa me entrevistou, mas, claro, cortou !!!! Não foi ao ar!!!
Vamos agora pensar juntos: O governo dá mais de cinco milhões para o Instituto realizar pesquisas com animais, eles são isentos de pagar IPTU, impostos e outras coisas. Quando fazem alguma coisa vendem para as empresas e vamos supor que realmente fazem algum tipo de remédio também. Esses remédios não são doados para a população e sim VENDIDOS com os preços absurdos que conhecemos!!!! Que vantagem a população leva nisso???Acho que por isso também estão com tanto medo de divulgarem os clientes, né? Pois assim a população saberia que fomos nós que pagamos o desenvolvimento destes medicamentos, mas quando precisamos temos que comprar por preços absurdos para o Instituto Royal ficar cada vez mais rico e poderoso.
Ativistas que participaram do resgate dos cães do Instituto Royal, atenção:
Os diretores do Instituto Royal nos acusam de terrorismo; quem está fazendo terrorismo com os ativistas e com toda sociedade são eles!
1 - Falaram que os cachorros podem transmitir doenças para as pessoas.
Resgates como esse já foram feitos em vários países do mundo, em nenhum local aconteceu nenhuma contaminação das pessoas.
Se o Instituto Royal diz isso, é porque eles estão fazendo coisas muito perigosas para toda a sociedade: CRIANDO DOENÇAS EM LABORATÓRIO????? Isso tem que ser investigado como um outro crime. E urgentemente. Se o Brasil fosse um país sério seriam interditados imediatamente e obrigados a relatar tudo o que fizeram.
2 - Falam que os cachorros são chipados, por isso serão encontrados.
Mais uma ação terrorista do Instituto, querem deixar a população amedrontada. E é uma GRANDE MENTIRA!
Chip não tem gps!! Pensem, amigos, se isto existisse não haveria mais casos de cães perdidos!! O chip só funciona se passar por um leitor! E existem vários tipos de chips e de leitores! Sei disso pois pesquiso há um tempo para tentarmos fazer em SP um leitor único.
3 - Falam que quem adotar poderá até ser preso!
Não se amedrontem, amigos! Os bandidos são eles. Nós entramos baseados na Constituição, que é clara quando diz que se está ocorrendo maus tratos, se o animal está em risco, podemos entrar. E entramos junto com a polícia!!! O que pode ser verificado em todas as gravações que aconteceram lá dentro.
Conseguiremos advogados para todos os ativistas!
Como saber se produtos testam ou não em animais?
Acreditem, a lista de cosméticos que ainda testam em animais é imensa. Principalmente por conta da alienação da maioria dos consumidores. Mas acredito que estamos conseguindo mudar isso.
Algumas marcas do mundo são praticantes dessa barbárie: M.A.C., Maybelline, Johnson & Johnson, Avon, Clean & Clear, Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Neutrogena, Pantene e outras. Há muitas empresas (principalmente as brasileiras) que já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. Procure a lista do Peta para marcas internacionais.
O problema aqui no Brasil é que não temos nenhum órgão controlador para verificar se as empresas realmente não testam em animais. Contamos somente com a palavra delas! E como o Instituto Royal esconde de todas as maneiras quem são os clientes, despertou em todos nós mais desconfiança ainda sobre empresas que dizem não testar.
Qual a solução então?
Eu realmente acho que quando o mundo tem que mudar o Universo conspira a favor. Há alguns meses venho conversando com a ong Cruelty-Free International.
Para quem não conhece, é uma ong inglesa (uma das mais antigas e sérias do mundo em defesa dos animais). Eles fazem uma auditoria nas empresas de cosméticos, em todas as fases do produto. Se averiguarem que não tem nenhum tipo de teste com animais, dão aquele famoso selo do coelho. E assim nós consumidores podemos ter a certeza de que aquela empresa e o produto que formos comprar é realmente livre de crueldade.
VAMOS PRECISAR DA AJUDA DE TODOS PARA QUE AS EMPRESAS ACEITEM ESTA AUDITORIA DA ONG!
Amigos, acreditem, esta mudança, esta libertação animal só irá ocorrer realmente por pressão da sociedade. Imploro que não desanimem, que não me deixem só!!! Milhares de animais, entre eles macacos, cachorros, gatos, coelhos, ratos… estão sendo torturados neste momento. Eles não podem se defender, não podem nem pedir ajuda! Estão lá nos Campos de Concentração que os pesquisadores criaram. Existe muito, mas muito dinheiro envolvido nesta macabra forma de testar produtos.
Sei que esta foto é forte, mas é real! Amigos, não é só pelos beagles! Todos os animais são submetidos a torturas como esta!!!
E, acreditem, os testes substitutivos são muito mais eficientes e confiáveis. Mas é claro que muitos pesquisadores que ganham milhões com essa barbárie não querem que a população saiba disto.
Para cosméticos, não podemos mais esperar! Tem que ser proibido Já no Brasil, assim como fez a Comunidade Européia.
Quanto a medicamentos: milhares de cientistas no mundo também são contra.Afirmam que os testes em animais não servem para nada e ainda atrapalham a evolução da ciência.
Uma rápida busca pelo google nos trará fatos assustadores de como os testes em animais prejudicaram a humanidade:
“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra a pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.” “As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.” Já existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.
TODA VIDA É SAGRADA Não podemos compactuar com atrocidades como esta.
Chega de crueldade contra animais indefesos! Ativistas da proteção animal desempenham papel fundamental para acabar com estes testes medievais.
Não deixem de conhecer e se possível apoiar o trabalho extraordinário da ativista Nina Rosa Jacob em defesa dos animais, em seu Instituto Nina Rosa, clicandoaqui. Documentário: "Não Matarás"