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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Yoani Sánchez lança portal de notícias em Cuba


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Enquanto na maior cidade do País, na cidade de São Paulo, no tradicional bairro da Penha (Penha de França), sob um suposto Estado Democrático de Direito, um esquema criminoso tenta calar denúncias da blogueira paulistana Sônia Amorim e inviabilizar o pequeno mas brioso blog "Abra a Boca, Cidadão!", por meio de descabidas ações judiciais com viés intimidatório e outras tantas violências, na Cuba de Fidel, onde há 50 anos vige um regime fechado, hostil a pensamento dissonante, a mundialmente famosa blogueira cubana, Yoani Sánchez, editora do blog Generación Y, acaba de lançar um portal de notícias que pretende oferecer um outro olhar sobre a Ilha comunista.

O portal "14ymedio" (link), projeto coletivo a partir de um sonho pessoal de Yoani, entrou  no ar ontem, com apoio de diversos intelectuais de vários países, que assinam um manifesto publicado na página inaugural.

Vamos acompanhar o trabalho jornalístico de Yoani Sánchez, a Cuba que ela nos mostrará, e as repercussões que este ousado projeto de comunicação provocará no regime cubano e em seus apoiadores e opositores, inclusive no Brasil.

Felicitações à nossa companheira de blogosfera, vida longa ao 14ymedio e um viva à Liberdade de Expressão!



14ymedio.com, o portal de notícias de Yoani Sánchez. Cuba, 20.05.2014

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Balzac, a Blogueira e o Mundo do Crime


Como andei contando aqui, enfrento há mais de quatro anos um esquema criminoso, num embate duríssimo, covarde, irracional e camuflado.

Uma parasita, que um belo dia resolveu subir na vida sem fazer força, pisoteando pessoas ingênuas e de bom coração que a acolheram, não satisfeita com o ótimo patrimônio que auferiu em mais de trinta anos de acolhida, decidiu coroar sua ascensão financeira armando uma fraude para esta cidadã blogueira, a "cereja do bolo"...

Lembram dos Irmãos Metralhas e seus desastrosos golpes para roubar o cofre do Tio Patinhas? Pois é.

O golpe que a mente criminosa engendrou não deu certo. A blogueira descobriu todo o enredo escabroso. E agora a parasita e seus comparsas "correm atrás do prejuízo", se mobilizando para se safar de responder por seus delitos.

Leitora e admiradora de Balzac, o extraordinário romancista francês, a blogueira encontra no mestre das letras personagens e situações que lembram muito a bandidagem que enfrenta.

O mundo mudou, estamos no século 21, quase duzentos anos depois da França de Balzac. Mas em Terrae Brasilis ainda pululam tipos criminosos muito parecidos com os tão afiadamente descritos pelo gênio da Comédia Humana:

O ladrão banal irá roubar sua carteira e sair correndo; o grande criminoso não se contenta com isso – seus métodos são sofisticados e elegantes, e consequentemente seu lucro é muito maior.

(...) há mil maneiras de roubar. O verdadeiro talento consiste em ocultar o roubo sob uma aparência de legalidade: que horror que é apoderar-se do bem alheio, só o que vem de nós nos pertence, eis a grande astúcia. Os ladrões espertos são recebidos pela sociedade, passam por pessoas de bem. (...)

Os ladrões são como uma perigosa peste das sociedades: mas não se pode negar sua utilidade para a ordem social. Se compararmos uma sociedade a um quadro, veremos que são necessárias zonas de sombra e zonas de luz, não?






A  sociedade e os grandes criminosos segundo Balzac


Camila Nogueira*



Ele

Balzac é Balzac. Sendo assim, é compreensível que tenha sido convocado, mais uma vez, pelo Diário para a série “Conversas com Escritores Mortos”. As frases abaixo foram extraídas do livro “Código dos homens honestos”.


Monsieur Balzac, o senhor é considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos – e também é conhecido por ter criado personagens excelentes. Vautrin é, particularmente, meu favorito. O que tem a dizer sobre ele?


Vautrin é um canalha – ou antes, um ladrão.

Isso quer dizer que o senhor o desaprova?

É claro que não. Os ladrões constituem uma classe especial da sociedade: contribuem para o movimento da ordem social; são o lubrificante das engrenagens e, como o ar, penetram em qualquer lugar; os ladrões são uma nação à parte, no interior da nação.

Estou confusa. Então o senhor aprova os ladrões?

Acho que é necessário, antes de tentar desvendar as astúcias dos ladrões, tecer sobre eles algumas considerações imparciais; talvez ninguém mais possa analisá-los sob todos os ângulos e com total sangue-frio. Mas certamente não serei acusado de querer defendê-los, pois isso seria mais que injusto. Afinal, não posso defender aqueles que podem, a qualquer momento, me roubar.


E quais seriam suas considerações imparciais?

O ladrão é um ser raro; a natureza o concebeu como uma criança mimada e despejou sobre ele toda sorte de perfeições: um sangue frio imperturbável, uma audácia a toda prova, a arte de aproveitar o momento exato, tão fugaz e tão lento, a agilidade, a coragem, uma boa constituição física, olhos penetrantes, mãos ágeis, fisionomia aberta e expressiva, todas estas qualidades não são nada para um ladrão e, no entanto, são consideradas como a soma das capacidades de um Aníbal, de uma Catarina, de um Mário, de um César.


Mas nem todos os ladrões são audaciosos, corajosos ou têm esse sangue frio imperturbável. Podemos, então, dizer que não estamos falando de todos os criminosos, e sim dos mais notáveis entre eles?


Há uma grande diferença entre um ladrãozinho qualquer e os grandes criminosos. O pequeno roubo é, mais exatamente, o seminário onde se recruta para o crime, e os ladrões de galinha não passam de maus atiradores do grande exército dos profissionais sem patente.


Há alguma diferença crucial entre eles?

O ladrão banal irá roubar sua carteira e sair correndo; o grande criminoso não se contenta com isso – seus métodos são sofisticados e elegantes, e consequentemente seu lucro é muito maior.

Então basta ao grande criminoso ter uma boa fisionomia, audácia, sedução e sangue frio? Não precisa ter um conhecimento da natureza humana, por exemplo?


Ele deve conhecer os homens, seu temperamento, suas paixões; tem que mentir com habilidade, prever os acontecimentos, avaliar o futuro, ser dono de um espírito ágil e agudo; tem que ter um raciocínio rápido, encontrar boas saídas, ser um bom comediante, bom mímico; tem que saber captar o tom e as maneiras das diversas classes sociais (imitar o funcionário, o banqueiro, o general, conhecer seus hábitos e suas características). E, acima de tudo, tem que ter imaginação, uma brilhante imaginação. Ele não é forçado a estar sempre inventando novos recursos? Para o ladrão, o fracasso equivale a uma condenação.

Mas, monsieur Balzac, levando em conta tudo o que o senhor disse, esse criminoso notável é um ser fora do comum, a quem pouco faltou para ser um grande homem. E o que impediu que isso acontecesse?


O resultado de tantos dons é, em geral, uma extrema propensão à indolência. Entre o objeto cobiçado e a posse, não vêem mais nada, entregam-se felizes ao mal, nele se instalam, a ele se habituam.


E como podemos reconhecer esses grandes criminosos?

Nunca desconfie de seu vizinho da esquerda, que usa uma camisa de tecido grosso, uma gravata branca e uma roupa limpa, mas de tecido barato; ao contrário, acompanhe com muita atenção os movimentos de seu vizinho da direita, de gravata fina e elegante, muitos berloques, suíças, ar de gente honesta e próspera, maneira desenvolta de falar; é este camarada quem vai roubar seu lenço ou seu relógio. [ou sua casa...]

E o que fazer quando somos roubados por eles?

Oh, infelizmente não há nada a fazer. Se o seu brilhante desapareceu, não perca tempo em pedir contas a esse senhor. Inútil revistá-lo, nada vai encontrar; ele irá se fazer de ofendido e você acabará se humilhando à toa. [verdade; quando descobertos, eles se fazem de ofendidos... ofendidíssimos!...]


Mas e aqueles que entram no crime por gosto?

Estes são aqueles que Dr. Gall descreveu como infelizes cujo vício decorre de sua organização mental. Há, naturalmente, grandes criminosos que amam o vício e que o abraçam efusivamente; acho que estes entram na lista daqueles que entram no crime por gosto.


E os que não amam o vício, e nem se sentem confortáveis com ele? Não sentem remorso?

Em alguns deles há remorsos crescentes antes que a voz da consciência se apague. A multidão, ao ver um homem no banco dos réus, o vê como um criminoso, o abomina; no entanto, esquadrinhando sua alma, um padre pode ver nascer o arrependimento. Que grande tema para a reflexão! A religião católica é sublime quando, em vez de virar o rosto com horror, abre os braços e chora com o pecador.


Seria certo afirmar que os ladrões sempre existiram e sempre existirão?

São o produto necessário de uma sociedade constituída. Na verdade, em todos os tempos, os homens sempre estiveram enamorados da fortuna. Todos dizem: “Hoje em dia, o dinheiro é tudo, quem tem dinheiro tem tudo.” Ah! Evitem repetir essas frases banais, passarão por tolos. Desde que o mundo é mundo, o dinheiro foi adorado e buscado com o mesmo ardor.


Para terminarmos nossa conversa, eu gostaria de perguntar se o único ladrão é aquele que rouba explicitamente.

Ora, todos procuram uma maneira de fazer uma fortuna rápida e sólida, porque todos sabem que, depois de adquirida, ninguém se lamentará; ora, essa maneira é através do roubo, e o roubo é coisa comum.

Como assim?

O comerciante que ganha cem por cento, rouba; também rouba o fornecedor que paga a trinta mil homens dez centavos por dia, anota os ausentes, estraga o trigo misturando farelo para render mais; outro queima um testamento; outro adultera os impostos; outro inventa uma caixa de pensões: há mil maneiras de roubar. O verdadeiro talento consiste em ocultar o roubo sob uma aparência de legalidade: que horror que é apoderar-se do bem alheio, só o que vem de nós nos pertence, eis a grande astúcia. Os ladrões espertos são recebidos pela sociedade, passam por pessoas de bem.

Algo a acrescentar?

Os ladrões são como uma perigosa peste das sociedades: mas não se pode negar sua utilidade para a ordem social. Se compararmos uma sociedade a um quadro, veremos que são necessárias zonas de sombra e zonas de luz, não? Que seria de nós se o mundo fosse povoado exclusivamente de pessoas honradas, ricas, de bons sentimentos, tolas, piedosas, políticas, simples, dissimuladas? Seria um tédio mortal, não haveria mais nada picante. A humanidade entraria em luto no dia em que já não houvesse fechaduras.


* Camila Nogueira, nossa correspondente de literatura, tem a impressionante capacidade de ler romances de 600 páginas em dois dias - e depois citar frases inteiras da obra. Com apenas 16 anos, ela já leu as obras completas dos maiores mestres da literatura - como Balzac, Dumas, Fitzgerald e Dickens.



Diário do Centro do Mundo


Destaques do ABC!

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domingo, 13 de abril de 2014

A Mulher das Letras e o Mundo do Crime


Lutar com as palavras é a luta mais vã.
No entanto, lutamos, mal rompe a manhã...

No meio do caminho, tinha uma pedra. 
Tinha uma pedra no meio do caminho.                                               
                                                                                                     Carlos Drummond de Andrade
       

A história de vida da cidadã blogueira que edita os blogs "Abra a Boca, Cidadão!" e "Psicopatas" começa num pequeno e humilde bairro da periferia leste da cidade de São Paulo, filha caçula de uma família modesta.

Geralda e José, os pais da escritora e blogueira, não tinham sequer completado o curso primário. Mas a menina, aos oito anos, ao ser indagada por um coleguinha de travessuras sobre o que queria ser quando crescesse, não hesitou: "Escritora!"

De onde a menina tirou esta ideia, nem ela sabe...

A família humilde, com pouca instrução e dinheiro curto, não podia comprar livros. O seu José, nordestino das Alagoas, operário de indústria química e torcedor fanático do tricolor paulista e da seleção brasileira, vez por outra, trazia para casa um exemplar da Gazeta Esportiva e do Diário da Noite. E a menina que queria ser escritora se deslumbrava com as letras impressas no papel-jornal, dias e dias devorando aquelas deliciosas e mágicas guloseimas.

Mas a "fome" das letras só fazia aumentar. E foi sendo atendida nos anos seguintes e pela vida afora. E jamais foi  saciada.

A menina cresceu, foi cursar o ginásio num bairro operário, e lá teve um fascinante e inesquecível contato com a poesia. Enquanto suas amiguinhas batiam bola na quadra, brincavam no pátio ou fumavam no banheiro, a menina que queria ser escritora, na biblioteca da escola pública, descobriu os românticos e parnasianos, as estrofes, as métricas e as rimas... e declarou para si mesma, extasiada, falando baixinho: "Eu também quero!"

A partir daí a adolescente passou a "cometer" seus primeiros poemas. E o que era "degustação de guloseima" virou transe.

E a "fome" de letras, palavras, poesia, literatura, escritos, textos... não dava trégua.

A menina virou moça e foi parar na melhor universidade brasileira. E desembarcou, claro, num curso de Letras, onde pôde ao longo de anos tentar suprir a esquisita "carência alimentar".

Só a poesia e a ficção não saciavam a fome da menina. E ela foi abrindo outros "cardápios", no jornalismo, na história dos meios impressos, nas artes gráficas, na editoração...

A menina virou Mulher das Letras, dos Livros e da Comunicação. E acabou desempenhando papeis em várias "cozinhas editoriais", revisando, redigindo, editando. No mágico ofício de transformar letras e palavras em iguarias literárias e objetos de degustação.

Livros e mais livros. Autores e mais autores. Textos e mais textos.

Mais de trinta anos percorridos no meio editorial, no Mundo da Cultura.

No entanto, graças a um desses percalços que a vida muitas vezes costuma apresentar, sem que tivesse qualquer interesse ou inclinação, sem que tivesse pedido ou sido consultada, a menina escritora, agora Mulher das Letras e da Comunicação, se vê colocada dentro de um confronto, de um embate irracional, injusto, desproporcional. 

Um embate covarde com o Mundo do Crime.



    Retrato de Jeanne Pontillon (Leitura), de Berthe Morisot, 
pintora impressionista francesa (1888)



(Publicado originalmente, com pequenas mudanças, em 5 de setembro de 2013.)

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Joaquim Barbosa defende democratização da mídia


Bom saber que o polêmico presidente do Supremo Tribunal Federal é a favor da democratização da comunicação e a consequente pluralidade de ideias.

Nós também.

Esta Blogueira - Mestra em Comunicação (Jornalismo e Editoração) pela USP e ex-professora de Redação Jornalística - e este pequeno mas brioso blog "Abra a Boca, Cidadão!" vêm sofrendo pressões no sentido de impedir a publicação de denúncias que a Blogueira considera de interesse público.

Liberdade de Expressão é Direito do Cidadão, garantido pela Constituição da República.

Facebook do Conselho Nacional de Justiça

Democratização da mídia
Barbosa defende regulação da mídia e critica falta de pluralidade da imprensa

O presidente do STF voltou a pedir regulamentação do setor de comunicações e afirmou que a “falta de normas só serve ao mais forte"

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr



O ministro Joaquim Barbosa

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, defendeu na segunda-feira 7 a criação de leis mais modernas sobre as comunicações no Brasil e também a regulação do setor. “A falta de normas só serve ao mais forte, a quem tem o poder, a quem tem o dinheiro, e essa anomia serve para que esse mais forte massacre quem não tem o poder”, afirmou Barbosa em evento no Rio de Janeiro.

O ministro afirmou ainda que a “normatização, regulação, seja ela vinda do Estado ou autorregulação, é importante. O que não deve haver é nenhuma regulação”, destacou. As declarações aconteceram na abertura do seminário A Liberdade de Expressão e o Poder Judiciário, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Barbosa ressaltou que a defesa de regras de regulação não tem nenhuma relação com a censura. “Na vida social, sempre há necessidade de estabelecer balizas – isso ajuda bastante o magistrado a resolver os conflitos que surgem", afirmou. "Se deixarmos um vácuo legal, os juízes, na maioria das situações, não saberão o que fazer”, disse Barbosa, ao ser perguntado se defendia um novo marco legal para o setor, que atualize o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, quando ainda não existia telefonia móvel, internet e outras tecnologias atuais.

O ministro lamentou a violência contra jornalistas e comunicadores e defendeu que o Judiciário combata a impunidade dos crimes dessa natureza com veemência.

Barbosa voltou a lamentar a ausência de pluralismo na imprensa nacional e defendeu a democratização do espaço comunicativo no País.
De acordo com o ministro, as notícias no país são repetitivas e cansativas. “Porque todos dizendo a mesma coisa”, explicou.

Em outubro de 2012, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Barbosa já havia criticado a falta de pluralidade na imprensa. À época, ele afirmou que na mídia brasileira "são dois pesos e duas medidas", destacando a diferença no tratamento dado ao mensalão do PSDB e ao mensalão do PT. "A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem", disse Barbosa então.


No evento desta segunda-feira, o ministro ainda mencionou a falta de diversidade no audiovisual do País. “Sem falar na quase total ausência de minorias em posição de liderança e controle na maior parte dos veículos de comunicação no nosso país. Negros, por exemplo, raramente são chamados a expressar suas opiniões em suas áreas de expertise, exceto quando se trata de situações estereotipadas ou estereotipantes.”

Com informações da Agência Brasil


CartaCapital

Destaques do ABC!

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Forte temporal em São Paulo: culpa da Blogueira


VIOLÊNCIA CONTRA A BLOGUEIRA


Ontem à tarde desabou sobre a cidade de São Paulo um baita temporal, como acontece quase todas as tardes deste janeiro chuvoso. Foi o maior em volume de água e provocou muitos estragos na cidade toda: aeroporto de Congonhas fechou, trens pararam de circular, semáforos deixaram de funcionar, pontos de alagamento surgiram, várias árvores caíram nas quatro regiões de São Paulo. Sem contar que ônibus foi incendiado, supermercado saqueado, vias foram bloqueadas por manifestantes, entre outras tantas ocorrências preocupantes.

Nos fundos da casa desta cidadã blogueira, na zona leste, uma das mais atingidas pela tempestade, um antigo espécime de louro português teve um dos seus troncos derrubados pela força das águas e dos ventos. A parte de cima de sua copa, constituída por galhos finos, atingiu de leve o muro divisório nos fundos do quintal, sem provocar qualquer dano grave ou risco a qualquer pessoa.

No entanto, a cidadã blogueira foi ameaçada, a Polícia Militar foi chamada (queda de árvore virou crime em Engenheiro Goulart, Penha) e até a Defesa Civil acionada!!!

Pausa para risos.

A ignorância é atrevida.

Acionar Defesa Civil e Polícia Militar (!!!) à toa, para exibir poder, para intimidar, quando a cidade toda sofria um baita caos e muitos cidadãos precisavam verdadeiramente de ajuda?!...

Repito: A ignorância é atrevida. E a ignorância de má-fé, perversa e pervertida, que usa de todas as artimanhas para violentar a cidadã blogueira e não responder por seus crimes, é mais atrevida ainda. 

Eng. Goulart, rua da blogueira - Google Maps

Chuva em SP causa alagamentos, trava linha de trens e fecha aeroporto

Cidade entrou em estado de atenção às 15h40, segundo o CGE. Congonhas fechou e linha 12-Safira da CPTM deixou de circular.



Ponto de alagamento na Avenida Zaki Narchi com a 
Rua Urupiara (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)


O temporal que atingiu cidades da região metropolitana de São Paulo na tarde desta sexta-feira (24) provocou o transbordamento de córregos, deixou ruas intransitáveis e afetou a circulação de trens e o funcionamento do Aeroporto de Congonhas.

Confira abaixo as principais consequências da chuva:


Rio e córregos transbordam

O Rio Tietê transbordou em um trecho na Zona Leste de São Paulo, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O órgão decretou estado de alerta às 17h10 na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na Zona Leste, por causa do transbordamento, que alagou a Rua Duarte Martins Mourão, no Jardim Romano.

Segundo o órgão municipal, o transbordamento foi detectado em uma estação telemétrica instalada na região.

Por volta das 21h45, no entanto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), do governo do Estado, negou o extravasamento do rio. O órgão informou que o rio atingiu a "cota limite", mas não chegou a transbordar.

A Subprefeitura do Itaim Paulista também foi colocada em alerta às 18h15 porque os córregos Itaim, Itajuíbe e Três Pontes transbordaram. O Córrego Ipiranga provocou alagamentos em dois pontos da Avenida Abraão de Morais, no sentido Imigrantes, na Zona Sul, e a Subprefeitura do Ipiranga ficou em alerta entre 17h05 e 18h05. Todos os alertas já tinham sido retirados às 19h40.


Protesto e ônibus queimado

Um ônibus foi incendiado durante um protesto por causa das enchentes por volta das 17h15, na Avenida Marechal Tito, na Vila Curuçá, no extremo da Zona Leste de São Paulo, de acordo com informações da Polícia Militar.

Um caminhão também foi atacado e teve a carga saqueada. Os manifestantes chegaram a bloquear a via com pedaços de madeira e lixo. Um grupo invadiu um supermercado e houve confusão com a chegada da polícia.


Pontos de alagamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a registrar 25 pontos de alagamento na cidade por causa do temporal. Às 19h45, havia 8 pontos ativos, seis deles intransitáveis:


- Avenida Senador Queirós, na altura da Rua da Cantareira;

- Avenida Alcântara Machado, na altura do Viaduto Guadalajara;

- Avenida Roque Petroni Junior, na altura da Avenida Santo Amaro;

- Avenida Vitor Manzini, junto à Praça Dom Francisco de Sousa;

- Avenida Vicente Rao, perto da Rua Doutor Joviano Telles;

- Avenida Professor Abraão de Morais, altura da Avenida Bosque da Saúde.


Túnel fechado

Por medida de segurança em função das chuvas, o Túnel do Anhangabaú, no centro da capital paulista, tinha duas faixas bloqueadas às 18h35 desta sexta-feira, de acordo com a CET. A interdição foi realizada ao longo de toda a via. Os motoristas enfrentavam lentidão no sentido aeroporto.

Bueiro entupido é visto na Avenida Nove de Julho, 
próximo à Praça da Bandeira, sentido centro,
durante forte chuva que atinge a capital paulista
nesta sexta-feira (Foto: Nelson
Antoine/Fotoarena /Folhapress)

Trens parados: linha 12 e linha 8

Pontos de alagamento bloquearam, pelo segundo dia consecutivo, toda a linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os trens não circularam desde as 16h45. A operação foi normalizada às 21h.

Um ponto de alagamento também impedia, por volta das 17h40, o trajeto dos trens da Linha 8 da CPTM entre a Lapa e a Barra Funda. As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô circularam com velocidade reduzida em trechos.


Aeroportos


O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou fechado para pousos e decolagens entre 16h56 e 17h24, de acordo com a Infraero. Foram registradas rajadas de vento de 62 km/h às 16h no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.


Árvores caídas e semáforos apagados

A capital paulista tinha 14 árvores bloqueando vias e 89 semáforos quebrados causando retenções nas ruas e avenidas às 18h10, de acordo com a CET.

Entre as vias atingidas estavam a Avenida Brigadeiro Faria Lima, na altura do número 196, e na Avenida IV Centenário, altura da Rua Pedro de Toledo. Entre os semáforos com defeito, 66 estavam apagados e 23 estavam em amarelo intermitente.

Córrego prestes a transbordar na Avenida Ricardo
Jafet, na Zona Sul de SP (Foto: Thiago Reis/G1)


Congestionamento

A capital paulista apresentava 156 km de ruas e avenidas congestionadas às 18h20, de acordo com a CET. O índice é considerado dentro da média para o horário, segundo a CET. A via com tráfego mais carregado era a Marginal Pinheiros. No sentido Rodovia Castello Branco, a via somava 19 km de filas. Em direção a Interlagos, as retenções somavam 14 km de congestionamento.


Estados de atenção

O CGE colocou toda a cidade em estado de atenção às 16h15. A primeira região atingida foi a Zona Leste, que entrou em atenção às 15h40. Toda a cidade voltou ao estado de observação às 18h05.

A chuva foi provocada por áreas de instabilidade formadas por causa do forte calor que atinge a cidade. Os termômetros das estações do CGE registraram, em média, 32ºC.


Carros não conseguem passar por enchente na Avenida do Estado 
(Foto: Reprodução/TV Globo)


Alagamento na Rua Maria Domitila, na região central de São Paulo 
(Foto: Tatiana Santiago/G1)



Nuvens carregadas no céu de São Paulo (Foto: Willians Queiroz/
Futura Press/Estadão Conteúdo)




Cidade de São Paulo comemora 460 anos


Alguma coisa acontece no meu coração...




São Paulo celebra hoje seus 460 anos. Festividades programadas nos quatro cantos desta cidade-país, algumas com a presença do grande e corajoso prefeito Fernando Haddad.

Para mais informações sobre este dia especial, clique aqui.

Parabéns, São Paulo!



Viaduto do Chá e edifício da Prefeitura 
Arquivo: Sonia Amorim, cidadã paulistana


domingo, 1 de dezembro de 2013

Elogio à solidão


“Quem depende apenas de si mesmo e em si mesmo coloca tudo tem todas as condições de ser feliz.”                        
                                                              (Cícero. Filósofo, orador e político romano)


Schopenhauer [filósofo alemão] disse que as pessoas não suportam a solidão porque não suportam a si mesmas.


Muitos anos atrás, uma tia, hoje falecida, me perguntou: "Sonia, como você consegue viver sozinha?" Eu tinha meus pais, tinha amigos, mas morava sozinha num pequeno apartamento perto da USP. Estranhei a pergunta. Mas consegui responder com alguma sabedoria: "Eu não vivo sozinha. Vivo com Proust, Shakespeare, Fernando Pessoa, Cervantes, Machado de Assis..."

Minha solidão é povoada por aqueles que verdadeiramente valem a pena.

Escrevo, leio, medito, contemplo, oro, canto mantras, preparo livros, estudo, converso com amigos presenciais e virtuais, ouço música, cuido de "filhos de quatro patas", enfrento quadrilha (risos), faço denúncias, edito blogs...

Uma solidão muito feliz e produtiva. 

Infeliz é quem vive cercada de jagunços e comparsas, patrulhando a vida alheia, sempre inquieta, desassossegada, maquinando, em sua mente criminosa, ciladas, emboscadas e malfeitorias para calar sua vítima...

Contemplar as árvores, os pássaros, a natureza, 
o infinito... é para poucos


Quem disse que você não pode ser feliz sozinho?
Uma breve discussão "filosófica".

Somos todos atormentados pela idéia da solidão, não somos?

Almoçar sozinho, ir ao cinema sozinho, viajar sozinho: estes são alguns dos nossos pesadelos de todos os dias.

A solidão é um anátema, um estigma, quase uma marca cravada na carne do solitário.

Mas.

Mas por quê?

Bem, uma das razões é que a solidão é tratada a pontapés em todos os filmes, em todas as novelas e em todas as conversas que vemos e travamos.

Ninguém basta a si próprio. Essa a mensagem contínua que recebemos.

Faz sentido?

Não, não faz. Isso nos leva a depender sempre dos outros para sermos felizes. Cícero disse o seguinte: “Quem depende apenas de si mesmo e em si mesmo coloca tudo tem todas as condições de ser feliz.”

Muito tempo depois, Dostoievsky escreveu que ficar sozinho é uma “necessidade natural, como dormir e comer”.

Schopenhauer disse que as pessoas não suportam a solidão porque não suportam a si mesmas.

Os chineses ricos, no final da vida, costumavam abandonar toda a riqueza e conforto para, numa vida solitária e remota, terem a chance de meditar e refletir.

Uma única vez vi, num filme, uma mensagem sábia sobre o tema. Foi em Beleza Americana.

A menina adolescente presencia uma briga horrível entre os pais num jantar. Fica chocada e vai para o seu quarto, onde a mãe depois aparece e diz: “Hoje você aprendeu a maior das lições. Conte apenas com você mesma.”

Platão não teria dito uma frase melhor.

* O cubano Fabio Hernandez é, em sua autodefinição, um "escritor barato".

Diário do Centro do Mundo


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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SP: Mais violência contra Blogueira e Blog


LIBERDADE DE EXPRESSÃO




No meio do caminho, tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho.                                               
                                                                                        Carlos Drummond de Andrade
       

A história de vida da cidadã blogueira que edita os blogs "Abra a Boca, Cidadão!" e "Psicopatas" começa num pequeno e humilde bairro da periferia leste da cidade de São Paulo, filha caçula de uma família modesta.

Geralda e José, os pais da hoje escritora e blogueira, não tinham sequer completado o curso primário. Mas a menina, aos oito anos, ao ser indagada por um coleguinha de travessuras sobre o que queria ser quando crescesse, não hesitou: "Escritora!"

De onde a menina tirou esta ideia, nem ela sabe...

A família humilde, com pouca instrução e dinheiro curto, não podia comprar livros. O seu José, nordestino das Alagoas, operário de indústria química e torcedor fanático do tricolor paulista e da seleção brasileira, vez por outra, trazia para casa um exemplar da Gazeta Esportiva e do Diário da Noite. E a menina que queria ser escritora se deslumbrava com as letras impressas no papel-jornal, dias e dias devorando aquelas deliciosas e mágicas guloseimas.

Mas a "fome" das letras só fazia aumentar. E foi sendo atendida nos anos seguintes e pela vida afora. E jamais foi  saciada.

A menina cresceu, foi cursar o ginásio num bairro operário, e lá teve um fascinante e inesquecível contato com a poesia. Enquanto suas amiguinhas batiam bola na quadra, brincavam no pátio ou fumavam no banheiro, a menina que queria ser escritora, na biblioteca da escola pública, descobriu os românticos e parnasianos, as estrofes, as métricas e as rimas... e declarou para si mesma, extasiada, falando baixinho: "Eu também quero!"

A partir daí a adolescente passou a "cometer" seus primeiros poemas. E o que era "degustação de guloseima" virou transe.

E a "fome" de letras, palavras, poesia, literatura, escritos, textos... não dava trégua.

A menina virou moça e foi parar na melhor universidade brasileira. E desembarcou, claro, num curso de Letras, onde pôde ao longo de anos tentar suprir a esquisita "carência alimentar".

Só a poesia e a ficção não saciavam a fome da menina. E ela foi abrindo outros "cardápios", no jornalismo, na história dos meios impressos, nas artes gráficas, na editoração...

A menina virou Mulher das Letras, dos Livros e da Comunicação. E acabou desempenhando papeis em várias "cozinhas editoriais", revisando, redigindo, editando. No mágico ofício de transformar letras e palavras em iguarias literárias e objetos de degustação.

Livros e mais livros. Autores e mais autores. Textos e mais textos.

Mais de trinta anos percorridos no Mundo Editorial, no Mundo da Cultura.

No entanto, graças a um desses percalços que a vida muitas vezes costuma apresentar, sem que tivesse qualquer interesse ou inclinação, sem que tivesse pedido ou sido consultada, a menina escritora, agora Mulher das Letras e da Comunicação, se vê colocada dentro de um confronto, de um embate irracional, injusto e desproporcional.

Com o Mundo do Crime.

                                Berthe Morisot, pintora impressionista francesa (1888)


Hoje, 17.10.2013, 14 hs., audiência no Foro Penha de França, em ação criminal contra blogueira e blog.

Justiça Hoje e Sempre!


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terça-feira, 15 de outubro de 2013

SP: "Louca" Blogueira celebra 3 anos do ABC!





O pequeno, combativo, ousado e brioso Abra a Boca, Cidadão! completa hoje TRÊS anos. 

Há pelo menos três décadas editando livros, este objeto mágico, fascinante, editar diariamente um blog ainda é aprendizado e desafio: selecionar assuntos importantes, escolher ilustrações, escrever, dar opinião, se posicionar, se comprometer. Todos os dias. Um trabalho ativo e criativo. E comprometido, pois o Abra a Boca, Cidadão! e esta "Louca" Blogueira têm lado: o lado dos mais frágeis, o lado dos sem voz, o lado dos sem mídia.

Um blog é um pequeno veículo de comunicação. Aqui eu escrevo textos meus, edito, publico artigos de terceiros, notícias, entrevistas, vídeos... procurando contribuir de alguma forma para o exercício da cidadania.

Para uma cidadã o tempo todo sob risco de vida e violência grave, e em situação de vulnerabilidade econômica, considero uma vitória chegar a 36 meses, 1.080 dias, 1.902 posts sobre Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia, Poder e outros assuntos.

Agradeço a cada um que veio até aqui de coração aberto, para ler, receber informação, formar opinião. Agradeço em especial aos amigos que fiz por meio deste espaço e que hoje acompanham minha luta pessoal, em defesa dos meus direitos violados. 

Um carinho imenso e um abraço afetuoso a todas e todos!

Continuamos aqui, humildemente, no embate diário, fazendo nossa parte, em defesa da Justiça, da Lei, do Estado Democrático de Direito, da Verdade, da Vida, da diversidade e dos mais frágeis.

Comemorem comigo, mais uma vez, as flores, as árvores, os animais, as montanhas, o mar, o Sol, a Lua, toda a Natureza, a Amizade Verdadeira, a Fraternidade Universal, a Solidariedade e a Liberdade de Expressão!




Vejam o vídeo! 

Vamos cantar, dançar e celebrar a diversidade humana, a Cidadania Planetária e a Alegria de Viver!




Praan     Aquilo que se olha 

Garry Schyman

Bhulbona ar shohojete     Não vou esquecer facilmente
Shei praan e mon uthbe mete     A vida na qual a mente dança com alegria
Mrittu majhe dhaka ache     Escondido entre a morte que é
Je ontohin praan     A vida que nunca termina

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan     Dá-me esta canção!

Shei jhor jeno shoi anonde     Parece que a tempestade treme na felicidade
Chittobinar taare     Através das cordas da mente
Shotto-shundu dosh digonto     Os sete mares e os dez horizontes
Nachao je jhonkare!     Dançam com a linda música que você fez

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Ah, dá-me esta canção!

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan      Dá-me esta canção!



Outra tradução 

Vida

O mesmo fluxo de vida que
Corre através das minhas veias noite e dia
Atravessa o mundo e dança
Em medidas rítmicas.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.

Eu sinto que os meus membros são feitos gloriosos
Pelo toque deste mundo de vida
E o meu orgulho é do pulsar da vida de eras
Dançando em meu sangue neste momento.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta. 


(Baseado na tradução do poema Praan - Stream of Life - do bengali para inglês). 

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