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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jornal digital de Yoani Sánchez é bloqueado em Cuba


ABAIXO A CENSURA! LIBERDADE DE EXPRESSÃO!



Já era esperada alguma reação dos irmãos Castro diante do lançamento do jornal digital 14ymedio.com, da blogueira Yoani Sánchez, opositora do regime comunista. Os comandantes da Ilha, que há 50 anos dizem o que os cubanos podem ou não ler, determinaram o bloqueio do site nos servidores de Cuba três horas depois dele entrar no ar.

Yoani já protesta no Twitter: "Não há nada mais atraente que o proibido..."

Blogosfera brasileira autoproclamada "progressista" quietinha, não dá um "piu" sobre o lançamento do portal de notícias da blogueira cubana e seu bloqueio na Ilha de Fidel.



Yoani no programa Roda Viva, Brasil, 2013



Tuítes de Yoani denunciando a censura dos Castro


Site de Yoani Sánchez lançado nesta quarta é bloqueado em Cuba

Portal da blogueira que critica regime cubano foi ao ar nesta quarta-feira.
Acesso para quem vive em Cuba foi bloqueado três horas depois, diz AFP.


Da France Presse



Portal independente cubano 14ymedio entrou no
ar nesta quarta-feira (Foto: Reprodução)

O novo site de notícias '14ymedio' da blogueira opositora Yoani Sánchez foi bloqueado nesta quarta-feira (21) nos servidores cubanos três horas depois de ter sido lançado na internet, comprovaram jornalistas da agência France Presse. No resto do mundo é possível acessar o site.

Ao entrar no site www.14ymedio.com, o conteúdo que aparecia nos servidores cubanos não era o genuíno, mas uma página chamada 'Yoanislandia.com', que continha ataques contra a famosa blogueira opositora cubana e incluía diversos artigos assinados por blogueiros governistas cubanos.

O site foi lançado por Sánchez às 8h05 locais (9h05 de Brasília) e o bloqueio teve início às 11h (12h de Brasília), comprovaram jornalistas da AFP.

O site é o primeiro meio de comunicação independente em 50 anos em Cuba, o portal de notícias '14ymedio', da blogueira opositora Yoani Sánchez, desafiando o controle do governo comunista.

"14ymedio é fruto da evolução de uma aventura pessoal que se transformou em um projeto coletivo", afirma na apresentação o portal (www.14ymedio.com), que entrou no ar às 8h05 locais (9h05 de Brasília), segundo correspondentes da France Presse em Havana.

A primeira edição inclui uma reportagem sobre a violência noturna em Havana e uma entrevista com o escritor opositor Ángel Santiesteban, preso sob acusações de violência intrafamiliar, assim como uma carta de 28 personalidades de todo o mundo, incluindo o Prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa e o ex-presidente polonês e Nobel da Paz Lech Walesa, para que o governo 'respeite o direito' de existência do portal.

"Quando se realiza um projeto que foi desejado por muito tempo, vem a sensação de que devemos traçar novas metas. 14ymedio.com foi minha obsessão por mais de quatro anos", escreveu Sánchez em um artigo publicado no site.


Yoani Sanchéz (Foto: Giovana Sanchez/G1)


Sonho alcançado

"Hoje alcancei um sonho (...), um espaço jornalístico no qual muitos colegas me acompanham. Nasce com o desejo de chegar a muitos leitores dentro e fora de Cuba, de oferecer um espectro completo de notícias, colunas de opinião e dados sobre a realidade de nossa Ilha. Dará muito trabalho, não há dúvidas. Cresceremos pouco a pouco, tentando fazer com que a qualidade acompanhe cada conteúdo publicado", acrescentou Sánchez.


O surgimento do novo meio de comunicação, que também será distribuído em pendrives de mão em mão e por e-mail, foi ignorado até agora pelo governo de Raúl Castro e pelos meios de comunicação da ilha, todos sob controle estatal.

A filósofa e blogueira de 38 anos ganhou fama internacional com seu blog 'Generación Y', o que lhe valeu vários reconhecimentos no exterior.

A imprensa independente foi silenciada na ilha no início da década de 1960 por Fidel Castro.


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Yoani Sánchez lança portal de notícias em Cuba


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Enquanto na maior cidade do País, na cidade de São Paulo, no tradicional bairro da Penha (Penha de França), sob um suposto Estado Democrático de Direito, um esquema criminoso tenta calar denúncias da blogueira paulistana Sônia Amorim e inviabilizar o pequeno mas brioso blog "Abra a Boca, Cidadão!", por meio de descabidas ações judiciais com viés intimidatório e outras tantas violências, na Cuba de Fidel, onde há 50 anos vige um regime fechado, hostil a pensamento dissonante, a mundialmente famosa blogueira cubana, Yoani Sánchez, editora do blog Generación Y, acaba de lançar um portal de notícias que pretende oferecer um outro olhar sobre a Ilha comunista.

O portal "14ymedio" (link), projeto coletivo a partir de um sonho pessoal de Yoani, entrou  no ar ontem, com apoio de diversos intelectuais de vários países, que assinam um manifesto publicado na página inaugural.

Vamos acompanhar o trabalho jornalístico de Yoani Sánchez, a Cuba que ela nos mostrará, e as repercussões que este ousado projeto de comunicação provocará no regime cubano e em seus apoiadores e opositores, inclusive no Brasil.

Felicitações à nossa companheira de blogosfera, vida longa ao 14ymedio e um viva à Liberdade de Expressão!



14ymedio.com, o portal de notícias de Yoani Sánchez. Cuba, 20.05.2014

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domingo, 25 de agosto de 2013

Mais Médicos para o Brasil: Viva Cuba!


“O mais importante é colaborar com os médicos brasileiros e ajudar na qualidade de vida do povo daqui. Também é importante a irmandade entre o povo cubano e o povo brasileiro, que existe há muito tempo.”
                                                                 Oscar Gonzales Martinez, médico cubano


“Queremos ajudar e dar saúde a todos aqueles que não têm acesso aos serviços médicos. Queremos dar amor e queremos receber amor.”
                                                                                   Jaiceo Pereira, médica cubana

Viva Cuba !!!




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fidel: "Esse modelo não serve mais nem para nós"


YOANI SÁNCHEZ NO BRASIL


Para a esquerda burra, tosca e obsoleta. E mal-educada.

"A grosseria, a incivilidade e a estupidez são algumas das características mais desagradáveis do ser humano e foram usadas em larga escala não só na Bahia, mas também no plenário da Câmara Federal por algumas pessoas que ainda vegetam no estado primário do processo civilizatório."

"Ninguém é obrigado a gostar de Yoani Sánchez como ninguém pode ser proibido de admirar e cultuar ditaduras." 

"O fascínio pela servidão voluntária é uma das características mais degradantes do ser humano."




Democracia, agite antes de usar

Sandro Vaia 

Alguma outra vez neste país a democracia foi usada para defender uma ditadura?

Não me lembro. Mas foi exatamente o que aconteceu com a manifestação contra Yoani Sánchez, a blogueira cubana que se opõe à ditadura de seu país, que a impediu de falar e inviabilizou a exibição do documentário Conexão Cuba-Honduras, de Dado Galvão, em Feira de Santana, no interior da Bahia.

A grosseria, a incivilidade e a estupidez são algumas das características mais desagradáveis do ser humano e foram usadas em larga escala não só na Bahia, mas também no plenário da Câmara Federal por algumas pessoas que ainda vegetam no estado primário do processo civilizatório.

Até aí, nada a fazer. Não podemos exigir uma nação de fidalgos nem exigir algum tipo de racionalidade de quem confunde a militância política com a barbárie.

Ninguém é obrigado a gostar de Yoani Sánchez como ninguém pode ser proibido de admirar e cultuar ditaduras. Infelizmente, a história da humanidade é recheada de massas ululantes que seguem ditadores e homens providenciais de camisas verdes, negras, pardas, boinas vermelhas ou uniformes verde-oliva.


Debate saudável


O fascínio pela servidão voluntária é uma das características mais degradantes do ser humano. O fato de que isso, ao longo da História, tenha produzido pilhas e pilhas de cadáveres pelo mundo todo não inibe a prática da falta de fé democrática.

Ditadores pendurados de cabeça para baixo nas vigas de um posto de gasolina e outros miseravelmente fuzilados ao lado da mulher depois de tentar fugir das massas que os idolatravam até algumas horas atrás, não ensinam lição alguma a quem está disposto e decidido a não aprender.

A presença de Yoani Sánchez no Brasil poderia ter sido aproveitada para estimular um debate sobre os caminhos que Cuba pode seguir num eventual processo de transição para a democracia.

É evidente que o regime está desgastado, caquético e moribundo, e aí não vai nenhuma figura de linguagem com relação a quem o dirige. Foi Fidel Castro e não qualquer gusano contrarrevolucionário de Miami que disse, com todas as letras, que “esse modelo não serve mais nem para nós”.

O que será de Cuba? Uma nova China? Mas quem seria o Deng Xiaoping cubano que teria coragem de ir à Plaza de la Revolución para dizer que “enriquecer é glorioso”? O que será feito dos 500 mil servidores públicos que perderão seus empregos?

Um debate interessante para quem está interessado em democracia e em evolução de modelos políticos. Um debate chato e desnecessário para quem prefere substituir o uso da inteligência pelo escorrer da baba elástica e bovina.

Sandro Vaia é jornalista

Observatório da Imprensa

Destaques do ABC!

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Esquerda burra volta a atacar Yoani Sánchez


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Desta vez foi em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ontem à noite, quando estava acontecendo uma conversa da blogueira cubana Yoani Sánchez com blogueiros, e em seguida haveria uma sessão de autógrafos do seu livro De Cuba, com carinho.

Há flagrante violação do direito fundamental à livre expressão do pensamento e uma certa incompetência por parte dos organizadores destes eventos, que já deveriam ter requerido reforço policial para a proteção da blogueira e interessados em ouvi-la.

Essa esquerda totalitária e brontossáurica é adepta do pensamento único. São fascistas, violando as leis do País e confrontando as autoridades e o Estado de Direito. 

Esta blogueira que vos escreve e este brioso blog, amigos de Cuba e do Povo Cubano, defendem a liberdade de expressão e o direito de Yoani Sánchez transitar livremente pelo País, compartilhando suas ideias publicamente, sem riscos de sofrer violência moral, psicológica ou física. Yoani não é criminosa. É uma blogueira ativista que viaja ao Brasil legalmente e tem todo o direito de discordar do regime cubano.


Este "festival de intolerância e truculência" precisa acabar.


                          Yoani Sánchez em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo
                          transmitida pela internet, ontem de manhã. Print-screen.


"São Paulo das Alturas"

                                                        Yoani Sánchez (Twitter)



O Twitter de Yoani 




Manifestação cancela noite de autógrafos de Yoani em São Paulo

Blogueira cubana tentou responder perguntas por 30 minutos, mas sua fala foi interrompida diversas vezes

Marcelle Ribeiro (Facebook/Twitter)


Manifestantes interrompem noite de autógrafos de blogueira cubana 

em São Paulo   Paulo Whitaker/Reuters

SÃO PAULO - A noite de autógrafos que a blogueira cubana Yoani Sánchez faria no auditório da Livraria Cultura no Conjunto Nacional, na região central de São Paulo, foi cancelada devido ao tumulto causado por manifestantes contrários a ela. A blogueira cubana tentou responder perguntas de um público de cerca de 300 pessoas no local por 30 minutos, mas sua fala foi interrompida diversas vezes por dezenas de pessoas que gritavam frases como “Sai fora blogueira imperialista, a América Latina vai ser toda comunista”, “Mercenária” e “Funcionária da CIA”.

A confusão começou antes mesmo do início do evento, nos corredores do prédio. Dezenas de manifestantes contrários à blogueira discutiram com pessoas que foram defendê-la com cartazes. Com cartazes com os dizeres “Viva Raul Castro” e “Cuba, 0% analfabetos’, os que foram protestar contra a blogueira pareciam estar em maior número e faziam mais barulho. Entre eles havia muitos jovens e alguns carregavam uma bandeira do PCB. Na internet, o Facebook do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba convocou para o protesto.

Em menor número, o grupo favorável a Yoani gritava “Fora Fidel” e chamava o líder cubano de carniceiro em cartazes. O policiamento foi reforçado no local.

Durante a palestra, a blogueira foi questionada pela organização sobre o que achava do protesto.

- Adoraria que quando Raúl Castro estivesse dando um discurso os cubanos pudessem se manifestar assim - disse. - As pessoas gritam quando não têm argumentos - complementou.

A dissidente disse que mesmo que acabe o bloqueio americano a Cuba isso não mudaria muita coisa no país. Para ela, os cubanos não vão às ruas protestar porque têm medo da violência da polícia e do sistema.

- Mudaria muito pouco. É difícil falar do futuro. Cuba é um país que tem poucos recursos para comprar fora. Não se muda o governo porque há o medo paralisante, de que um vizinho te delate. As pessoas pensam “não quero que aconteça comigo o mesmo que aconteceu com a Yoani”.

Ela criticou ainda a reforma migratória do governo cubano, dizendo que ela é insuficiente.

- Se você ler o decreto lei da reforma migratória verá que a entrada e a saída do país não é um direito e sim uma autorização que se dá.

A organização do evento pediu para que os interessados no autógrafo da cubana deixassem seus exemplares no local, para que ela assinasse posteriormente.


O Globo Online

Destaques do ABC!

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Yoani dá "lição de tolerância democrática" à esquerda totalitária


Quem o diz é o grande e respeitado jornalista Zuenir Ventura.

Ao ser agredida, insultada, ofendida por um bando de brucutus adeptos da truculência e do linchamento moral, a blogueira cubana Yoani Sánchez vibrou e aplaudiu a "liberdade de expressão" existente no País.

E não se intimidou, declarando em alto e bom tom:

"Não me assustam os repressores!"

                                                                              Facebook de Yoani Sánchez


E Yoani enfim chegou

Zuenir Ventura, O Globo

Hoje ela é notícia de primeira página, mas há quatro anos, quando perguntei, num artigo, “Vocês conhecem Yoani?”, pouca gente aqui sabia que ela já era uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista “Time”. Que seu blog “Geração Y” ganhara prêmio no exterior como um espaço em defesa da livre expressão. E que por isso, e porque tinha quatro milhões de acessos por mês, era perseguido pelo governo de Fidel Castro.

A ironia é que o nome era uma herança da influência soviética na Ilha. Segundo a blogueira, a URSS deixara muito pouco, além de carros caindo aos pedaços e de nomes como o dela, começados por ípslon: Yaslis, Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky. Eram jovens nascidos em Cuba nos anos 70 e 80, marcados “pela emigração ilegal e frustração”. Foi com essa tribo “cética e descrente do regime” que ela passou a dialogar.

No começo, “Geração Y” era um exorcismo pessoal para expulsar os “demônios da apatia, da dor moral, do medo”. Só que esses demônios habitavam milhares de outros espíritos e, aos poucos, o espaço se transformou numa “praça pública virtual onde há de tudo, gritos, insultos, discussões”. Yoani usa o verso de uma banda de rock local para se definir: “Eu não gosto de política, mas ela gosta de mim”.

Já que em Cuba “até respirar é um ato político”, o seu blog acabou tendo essa função de desabafo, de versão não oficial do cotidiano e suas mazelas, tais como racionamento, baixo padrão de vida, controle de comportamento, corrupção, mercado negro. Acusada por uns de ser agente da CIA e por outros de, no fundo, favorecer o governo mostrando que em Cuba os dissidentes podem se manifestar, Yoani Sánchez pagou caro por sua insubordinação intelectual: foi difamada, perseguida, presa e proibida de viajar.

“Durante seis longos anos tentei 20 vezes sair do meu país de forma temporária e recebi sempre a mesma resposta: a senhora não está autorizada a viajar”, declarou, já no Brasil, onde iniciou uma viagem por vários países da Europa e da América.

Não foi um começo fácil. Além da denúncia de “Veja”, de que há uma “conspiração cubano-petista” para “desmascarar” a blogueira, ela foi alvo em Pernambuco e Bahia de um pequeno grupo de militantes de esquerda, que a recebeu com xingamentos de “traidora” e violência (chegaram a puxar-lhe os cabelos).

Em vez de reclamar dos furiosos protestos que a impediram até de falar, ela deu uma lição de tolerância democrática, preferindo ver no episódio, que em Cuba só é possível quando a favor do governo, uma manifestação de liberdade de expressão a ser comemorada e desejada: “Quero essa democracia no meu país.”

O Globo

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Enfim, a esquerda boçal deixou Yoani Sánchez falar


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Precisou que as autoridades baianas colocassem policiais civis e militares para escoltar a cidadã cubana Yoani Sánchez, que legalmente visita o Brasil, para que a turba que só faltava linchá-la se acalmasse e assumisse um mínimo de equilíbrio e compostura.

Houve protestos, gritos e tumulto, claro, no debate que aconteceu ontem em Feira de Santana (BA), mas finalmente a mundialmente famosa blogueira cubana Yoani Sánchez conseguiu responder algumas indagações e esclarecer posições críticas que tem sobre o regime cubano, que combate.

Entre outras coisas, vejam só, ela declarou que quer uma imprensa livre em Cuba:

“Não uma imprensa que traga meus rancores com o governo, sobre o que já vivi, mas uma imprensa livre, séria e objetiva, que informe com qualidade, mas que também possa opinar livremente e levar a discussão das questões a todos”, disse sobre o seu "sonho", como chamou.

Alguém pode ser contra isso?

Nós, aqui, do Abra a Boca, Cidadão! somos a favor e aplaudimos sua iniciativa.

Liberdade de Expressão é garantia constitucional. Esses esquerdinhas aloprados só fazem, com tais freges, comprometer a imagem da esquerda séria e verdadeiramente progressista.

Leiam mais, abaixo, sobre o debate que finalmente aconteceu e vejam também a Nota de Repúdio às agressões sofridas pela blogueira, divulgada pela Associação Bahiana de Imprensa.

                                                                                Facebook de Yoani Sánchez


Yoani Sánchez afirma desejo de criar um "meio de imprensa livre" em Cuba


Blogueira cubana participou de um debate que reuniu cerca de mil pessoas. Evento foi marcado por uma plateia formada por simpatizantes e opositores.


Yoani Sánchez participa de debate em ginásio em Feira de Santana, na Bahia 
(Foto: Egi Santana/G1)

A blogueira Yoani Sánchez afirmou o desejo de criar "meio de imprensa livre” em Cuba durante o debate realizado no ginásio de uma faculdade particular em Feira de Santana nesta quarta-feira (19) à noite, o último compromisso na primeira cidade que visita depois de deixar a ilha caribenha beneficiada com a reforma migratória.

Mais de mil pessoas, entre estudantes, militantes e membros da sociedade civil, participaram do evento, que durou pouco mais de uma hora. Para ela, a experiência de percorrer pelo menos 12 países em 80 dias, como pretende, trará conhecimento para ela tentar implantar um veículo de comunicação no território cubano.


Opositores a blogueira compareceram ao debate (Foto: Egi Santana/G1)

“Não uma imprensa que traga meus rancores com o governo, sobre o que já vivi, mas uma imprensa livre, séria e objetiva, que informe com qualidade, mas que também possa opinar livremente e levar a discussão das questões a todos”, disse sobre o seu "sonho", como chamou.

Mais uma vez, Yoani ouviu muitos gritos de protesto como "Viva Fidel" e "Viva a revolução" em sua passagem pela Bahia e, desta vez, também aplausos dos que foram favoráveis ao discurso.

Yoani comentou sobre a influência do blog "Generación Y", em que é autora, na sua formação de cidadã. “Esse blog mudou minha vida, me fez uma cidadã melhor, me fez compreender a magnífica capacidade do ser humano para exercer a solidariedade. A solidariedade, por exemplo, de todos os tradutores voluntários que traduzem o meu blog a 20 línguas. O problema é que o sistema que está acostumado a ordenar a solidariedade não entende as espontaneidades”, completou.


Divergências

A estudante de medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Ana Karen, disse que já passou um mês em Cuba para viver a experiência do sistema de saúde da ilha.

“Acredito que os cubanos chorariam ao ouvir as críticas que essa senhora [Yoani] está aqui a dizer. Eu convido qualquer pessoa que esteja nesse local para ir a Cuba e vivenciar o que é o processo da revolução cubana”, criticou. Na opinião da estudante, o regime político cubano deu certo, mas não teria prosperado por conta das sanções econômicas. Em sua pergunta à blogueira, ela questionou a relação de Yoani com seus financiadores, como referenciou.



Debate com Yoani Sánchez em Feira de Santana, na Bahia 
(Foto: Egi Santana/G1)

Por outro lado, Alcilene Bandeira, que também contou ter vivido na ilha, classificou o modelo de governo como tirano e excludente. “Quem vê de longe acha lindo e maravilhoso. Quando eu estive lá, através do Centro Latino de Educação Sexual, os turistas não podiam ficar perto dos cubanos. Foi tirada a liberdade dos cubanos. Foi tirada a alma, porque a alma, a liberdade, cria, constrói”, opinou.

Ela perguntou à blogueira se os nativos ainda são retirados dos locais por conta da presença de turistas. A blogueira respondeu: “Somente em 2008, nós, cubanos, pudemos nos hospedar, em mais de quatro décadas, em hotéis do país. Isso era como um apartheid doloroso, sofrido, que ninguém denunciava. Com isso, terminou uma segregação em uma parte, mas não todo. Por exemplo, há algumas zonas políticas que os cubanos continuam impedidos de se hospedar em hoteis”, disse.



Yoani Sánchez participa de debate em ginásio em Feira de Santana, na Bahia 
(Foto: Egi Santana/G1)

Filme


A blogueira cubana Yoani Sánchez
desmarcou o tour que faria em Salvador e adiou o horário de ida a São Paulo, ambos compromissos previstos para a quarta-feira (20), para comparecer à Câmara dos Deputados, em Brasília, onde deve assistir ao filme "Conexão Cuba-Honduras", do cineasta Dado Galvão.

A exibição seria feita na segunda-feira (19), no espaço Parque do Saber, em Feira de Santana, mas foi cancelada. Antes, um grupo protestou em defesa do regime político em Cuba e contra a postura da blogueira.

A sessão ocorrerá ao meio-dia, no plenário 1 da Câmara. O convite foi formalizado pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). “Entendemos que esse assunto deveria ser debatido dentro desta Casa. Não é possível que ela [Yoani] não tenha conseguido, até o presente momento, se colocar em razão das ofensas. Ela tem sofrido um verdadeiro corredor polonês, está sendo impedida de manifestar o que ela veio dizer aqui no Brasil”, enfatizou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (PSDB-SP).


G1

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ABI repudia manifestações que tentam calar a jornalista cubana Yoani Sánchez

As manifestações de membros do PT e do PCdoB contra a jornalista cubana Yoani Sánchez, em Feira de Santana, impedindo-a de falar, receberam, nesta terça-feira (19/2), o repúdio da Associação Bahiana de Imprensa, que divulgou nota lamentando o ocorrido.

Diz a nota da ABI:

A Associação Bahiana de Imprensa - ABI - instituição com 82 anos de existência dedicando-se à defesa da liberdade de expressão do pensamento, repudia veementemente as manifestações anti-democráticas com que alguns grupos, usando de violência verbal, agridem a jornalista cubana Yoani Sánchez que ora visita a Bahia.

Ao invés de tentar silenciá-la, é preciso louvar os seus esforços em favor dos Direitos Humanos e auto-determinação dos povos, a começar pela liberdade de comunicação e pelo respeito ao direito de ir e vir, condições inerentes às sociedades modernas e civilizadas.

Daí a necessidade de que, à jornalista Yoani Sánchez, sejam asseguradas plenas condições para a exposição de suas ideias e informações, impedindo-se os atos de intolerância daqueles que abominam o contraditório, por não entendê-lo, ou não o desejarem como uma forma de aprimoramento da democracia.


A nota é assinada pelo presidente da ABI, Walter Pinheiro.

Tribuna da Bahia
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Esquerda burra insufla ódio contra Yoani Sánchez


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


                                                                                       Facebook de Yoani

Ela não é uma assassina. Ela não cometeu qualquer crime.

Se ela é rica, milionária, sorte dela. Se é contra o regime cubano, se recebe dinheiro do governo americano, se é agente da CIA... isso não é motivo para inviabilizar sua viagem ao Brasil, pelo contrário. É oportunidade para esclarecer estes pontos obscuros ou polêmicos de sua vida de ativista e blogueira.

A blogosfera que se autodenomina "progressista" está cheia de posts  ofendendo e insultando a blogueira cubana Yoani Sánchez, de certa forma insuflando esse ódio manifestado nos protestos agressivos de que ela vem sendo objeto desde que desembarcou ontem de madrugada no Recife.

Gente que provavelmente nunca se deu ao trabalho de acessar o blog Generación Y, não conhece os posts da blogueira, ouviu dizer de suas opiniões sobre o regime cubano, gente que até escreve errado o seu nome!... Mas que se acha no direito de ficar repetindo como maritacas o nhenhenhém contra ela.

Querem criticar, dar lição de moral, calar, silenciar... e nem sabem ao certo o nome da blogueira...

Esquerda burra, atrasada, ignorante, boçal, mal-educada, analfabeta e totalitária. 


                                 Faixa estampada com o nome errado da blogueira...


Polícia Militar da Bahia passa a escoltar Yoani Sánchez após protestos


Blogueira cubana e colunista do "Estado" lamentou situação mas elogiou "liberdade de expressão" no Brasil

Guilherme Russo, enviado especial a Feira de Santana

FEIRA DE SANTANA (BA) - Sobre o esquema policial atípico em Feira de Santana (BA), a blogueira cubana e colunista do Estado, Yoani Sánchez, concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 19. Na noite anterior, ela havia enfrentado um intenso protesto, que impediu a exibição do documentário Conexão Cuba-Honduras, do cineasta Dado Galvão. Então, o prefeito da cidade baiana, José Ronaldo de Carvalho (DEM), que esteve no local da manifestação, pediu ao comando da Polícia Militar da localidade que garantisse a segurança da ativista durante sua visita.


Yoani passa a ser escoltada em Feira de Santana
Reginaldo Pereira/Efe

Pelo menos 14 policiais militares e seis guardas municipais vigiaram o entorno da Câmara de Dirigentes Lojistas, no centro de Feira de Santana, onde Yoani chegou escoltada por um carro de polícia, para conceder a entrevista. Preocupados com possíveis protestos, os organizadores da viagem da cubana à Bahia cancelaram as visitas da blogueira ao mercado de arte e ao Museu do Sertão, anteriormente programadas para ocorrer nesta manhã.

Yoani está preocupada com sua segurança, apesar de elogiar a "pluralidade" e a "liberdade para se manifestar" existentes na sociedade brasileira. "Agradeço muito (o reforço na segurança). Foi um gesto muito positivo me blindar com essa proteção. Mas lamento que a situação tenha chegado a esse ponto, pois sou uma pessoa que utiliza a palavra, não uso armas", disse a dissidente ao Estado, pouco após o término da entrevista coletiva, que durou cerca de duas horas. Ela também lamentou que "a visita de uma filóloga" tenha se convertido em "uma situação de risco físico."

Na noite desta terça-feira, Yoani deve participar de um debate, programado para 19h, na Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF).

Aeroportos

Além do protesto que impediu a exibição do documentário e acabou resultando em um debate improvisado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), que esteve no local, a União da Juventude Socialista (UJS) organizou na segunda-feira outras duas manifestações, quando a blogueira passou pelos aeroportos do Recife e de Salvador, a caminho de Feira de Santana. A entidade promete organizar mais mobilizações de repúdio à presença de Yoani no Brasil.


Destaques do ABC!

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"Democratas" brasileiros impedem Yoani de falar


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


As acusações são várias: Agente da CIA, blogueira milionária, mercenária, traidora, farsante... Mas não a deixam falar, se defender, explicar, expor suas ideias.

Estes são os grandes "democratas" brasileiros: 20, 40, 80 cidadãs e cidadãos, barulhentos e intolerantes, que não nos deixam ouvir o que a polêmica blogueira cubana tem a dizer.

Além de impedirem a exibição do documentário "Conexão Cuba Honduras", com apupos, vaias, ofensas e agressividade, os manifestantes também tumultuaram e inviabilizaram o debate que se tentou articular, interrompendo a fala da blogueira com gritos, insultos e acusações.

Democracia é uma coisa. Falta de educação e incivilidade é outra.

                                                                              Facebook de Yoani


Manifestantes impedem exibição de filme com presença de dissidente cubana

Flávia Marreiro

Enviada especial a Feira de Santana

Grupos de manifestantes ligados a movimentos estudantis e sociais, ao PC do B e ao PT impediram nesta segunda-feira (18) a exibição de um filme em Feira de Santana, na Bahia, com a presença da blogueira cubana Yoani Sánchez.

Aos gritos de "traidora", "Cuba sim, ianques não", os militantes tomaram o salão da Casa do Saber, um planetário cedido pela prefeitura para a exibição de "Conexão Cuba Honduras", do cineasta baiano Dado Galvão, que tem como uma das protagonistas a ativista cubana, que chegou ontem ao Brasil.

Quando Sánchez chegou ao local, os ânimos se exaltaram e a blogueira chegou a ser recolhida na sala de diretoria, enquanto o senador Eduardo Suplicy (PT) tentava uma negociação com os manifestantes.

Com chapéu com estrela de Che Guevara, o ex-vereador do PT Angel Almeida negociou a mudança do evento: de exibição de documentário a debate, com participação dos militantes.

Quase uma hora depois, a blogueira, que pode sair de Cuba após 20 tentativas frustradas, finalmente começou a falar, de pé, por 15 minutos: "Vivo numa sociedade onde opinião é traição", começou.



                                                                                         Mário Bittencourt/Folhapress
Grupo de manifestantes mostra cartaz com frases contra a blogueira 
cubana Yoani Sánchez, durante encontro em Feira de Santana, na Bahia


As vaias tomaram mais uma vez o ambiente -- o vereador paramentado de Che mais uma vez conteve os ânimos. E foi assim em vários momentos.

A exibição frustrada foi o auge de uma jornada já tumultuada por protestos, que começaram na primeira escala de Sánchez, em Recife -- ela teve até o cabelo puxado --, e seguiram em seu desembarque em Salvador.

"Protesto faz parte da democracia, agressividade não", disse Dado Galvão. "É uma cidade pacata", queixou-se. "É o que a 'Veja' disse que ia acontecer".

"Acabou tensionando tudo", admite Jader Dourado, do movimento de bairros de Feira de Santana e que foi candidato a vereador pelo PT na cidade.

Ele negou qualquer orientação nacional para a mobilização. "Soubemos da visita e fizemos uma reunião com as organizações na sexta-feira. Era um convite aberto e irrestrito."

Na platéia, líderes do protesto no aeroporto de Salvador ajudavam a mobilização local. Entre eles, Caio Botelho, da UJS (União da Juventude Socialista), ligada ao PC do B. Panfletos contra a blogueira.

Ambos prometem repetir os protestos na agenda de hoje de Sánchez, que inclui um debate em uma universidade de Feira de Santana. Em São Paulo, para onde Sánchez segue amanhã, os protestos também devem ser organizados, informaram os militantes.

"Todo mundo está se organizando em todo o território", diz Dourado.


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"O povo cubano tem a química da felicidade", diz Yoani


Passados os abraços, afagos e insultos que a polêmica blogueira Yoani Sánchez recebeu em seu tumultuado desembarque no Brasil, a ativista cubana concedeu entrevista ao portal G1, depois de algumas horas de descanso no hotel em Feira de Santana, Bahia.

Ela falou das reformas que estão acontecendo em Cuba e se mostrou otimista, acreditando que elas provocarão mudança social na ilha.

Protestos são bem-vindos. Mas vamos ouvir o que tem a dizer a blogueira, que parece ter um grande carinho pelo Brasil.


                                                                            Helia Scheppa/Reuteurs


"Problema é entre governados e governantes", diz Yoani sobre Cuba


Blogueira cubana concedeu entrevista ao G1 na tarde desta segunda-feira. Ela inicia uma série de viagens após reforma que liberou saída do país.

Egi Santana


Yoani Sánchez em hall do hotel em Feira de Santana, interior da Bahia 
(Foto: Egi Santana / G1)

Depois de chegar a Feira de Santana, 100 km de Salvador, na manhã desta segunda-feira (18), a blogueira cubana Yoani Sánchez (autora do blog Generación Y, em espanhol) pediu um tempo para descansar. Chegou a falar por pouco mais de 10 minutos com a imprensa, ainda no hall do hotel, mas insistiu que precisava dormir após 48 horas de viagens. Ela recebeu o G1 no mesmo hall, mais “descansada”, no fim da tarde desta segunda-feira (18). É o primeiro pouso dela e marca o início de uma série de viagens após a reforma migratória que liberou a saída do país sem autorização.

A blogueira considera a reforma migratória a ação mais "profunda" realizada pelo presidente Raúl Castro, disse haver "certo silêncio" entre o Brasil e toda a América Latina em relação ao que ela considera negativo em Cuba, como a violação da liberdade de expressão, e que o povo cubano tem a "química da felicidade". Yoani Sánchez avalia que as recentes ações dos últimos anos reorientam a mentalidade da população cubana e que esse processo gera mudança social.


G1 - Quais são os reais impactos das mudanças implementadas nos últimos anos em Cuba, como, por exemplo, a liberdade para poder sair do país; o relaxamento de algumas regras para vendas de produtos, como os agrícolas; e novas regras para venda de imóveis?


Yoani Sánchez - São as chamadas reformas raulistas, implementadas por Raúl Castro em 2008, depois que chegou ao poder. Na minha opinião, vão na direção correta, com melhoras econômicas. O problema é a velocidade e a profundidade. Não são suficientemente profundas para o que necessita a nação e a velocidade é desesperadora. Abriram o trabalho por conta própria, por exemplo, mas é para um número limitado de profissões. Abriram, mas não os mais qualificados, a mão-de-obra que poderia crescer mais rápido. Além disso, ainda sofremos com impostos altos, ausência de créditos bancários, e sanções desse tipo. Agora, veja bem, mesmo que não tenha sido muito, essa reforma traz mudança de mentalidade aos cubanos e empurra a mudança social. E daí nasce a reforma política.

G1 - Como você avalia a relação do governo brasileiro com Cuba? Como vê a posição brasileira sobre questões que critica, como liberdade de expressão e respeito aos direitos humanos?


Yoani Sánchez - Sou partidária da diplomacia popular. No plano geral, me parece, por exemplo, que fazem muitos projetos econômicos juntos, mas vimos em toda a América Latina certo silêncio, certa distância com os temas de direitos humanos em Cuba. Uma maneira de não incomodar Raul Castro, para integrá-lo. Não vamos falar disso porque sabemos como ele é. E, de todo modo, não me parece uma boa política.

G1 - Por que o Brasil foi seu primeiro destino quando ganhou seu passaporte?


Yoani Sánchez - Era um país que não conhecia e que me apaixonava. E porque aqui teve um grupo de pessoas que fez o possível e impossível para que eu viajasse. É uma forma de agradecimento, sobretudo.

G1 - Como está a questão da saúde do presidente Hugo Chávez? Há alguma informação que circula por Havana sobre seu estado?


Yoani Sánchez - Eu acabei de saber que ele voltou à Venezuela. Mais do que isso não tenho conhecimento.



Protesto em Salvador critica blogueira e diz que ela é
financiada pelos EUA (Foto: Egi Santana / G1)


G1 - Acha que pode haver repressão a alguma atitude sua no exterior quando voltar a Cuba?


Yoani Sánchez - Talvez, talvez. Eu vejo o governo cubano como um pai paternalista que castiga quando um filho se comporta mal. Mas eu estou disposta ao castigo. O que eu quero é passar minha verdade de Cuba ao mundo.


G1 - O que pensa sobre o embargo americano à ilha?


Yoani Sánchez - O embargo norte-americano se converteu no grande argumento para se justificar tudo. Se não temos liberdade de expressão, se explica pelo embargo, se não temos comidas, tomates na mesa, a culpa é do embargo. Temos que terminar com esse argumento. Por outro lado, um dos principais importadores de comida de Cuba são os Estados Unidos. Ou seja, temos sim que criticar o embargo, mas sabemos que esse não é o único problema de Cuba. O grande problema de Cuba é entre os governados e seus governantes.

G1 - O que você acha que os brasileiros e cubanos têm em comum?


Yoani Sánchez - Ainda é muito cedo para avaliar, as avaliações ainda são muito superficiais. Mas o que puder ver do gesto, do modo de andar, me parece que brasileiros e cubanos têm muito desse jeito em comum.

G1 - Para onde mais quer viajar?


Yoani Sánchez - Se minha energia permitir, e eu acredito que irá, iremos fazer entre 10 e 12 países em 80 dias. Do Brasil, eu vou para a República Tcheca. Será uma espécie de volta ao mundo em 80 dias.

G1 - Qual você julga que foi a mudança mais importante imposta pelo governo de Raúl Castro até agora?


Yoani Sánchez - A medida feita por Castro de maior profundidade é a reforma migratória, mas isso está longe de ser a reforma que sonhamos. Porque, por exemplo, nessa reforma atual não se reconhece a entrada e saída do país como um direito, ainda se necessita uma autorização. Não vejo isso como liberdade.

G1 - Pensa (ou já pensou) em um dia viver fora de Cuba? Por quê?


Yoani Sánchez - Não, de forma alguma. O meu sonho é viver, sim, em Cuba. Uma outra Cuba que acreditamos.

G1 - A sua ação política é feita basicamente na internet, como você própria disse. Como é o acesso à internet em um país onde você fala sobre censura e dificuldades no acesso. Qual a sua relação com o Twitter, com o seu blog, Generación Y, e com o Facebook?


Yoani Sánchez - As novas tecnologias têm mudado a vida de muitos cubanos. Apesar de vivermos em um país de muito difícil acesso às tecnologias, o ímpeto dos cubanos faz com que busquemos soluções. Meu blog começou em 2007 e a partir disso minha vida virou de cabeça para baixo para o bem e para o mal. Eu pude me expressar, pude sair do silêncio, mas tive a vigilância, a perseguição, os impedimentos de sair do país. Por último, me atraí pelo Twitter, principalmente por conta da rapidez, do imediato. Hoje, vemos que é a ferramenta mais potente por conta disso.

G1 - Na sua opinião, o povo cubano é feliz?


Yoani Sánchez - O povo cubano é um povo que tem a química da felicidade, mas lamentavelmente não vive um cenário de felicidade.


G1

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