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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CDH: Diga "NÃO" ao troglodita Jair Bolsonaro !!!


DIREITOS HUMANOS




Do blog Náufrago da Utopia, do amigo jornalista e blogueiro Celso Lungaretti:


Bolsonaro quer tocar rebu na Comissão de Direitos Humanos



A Câmara Federal está prestes a definir os novos presidentes de suas comissões técnicas.

Disputa acirrada está prevista para a Comissão de Direitos Humanos, após sua porta ter sido arrombada em 2013 pelos que detestam, boicotam e torpedeiam os DH.

As hordas de desumanos adoraram dispor de um palco iluminado para a difusão das posições neofascistas e a articulação de campanhas de ódio, daí seu forte empenho em emplacarem mais um ano como estranhos no ninho.

Os deputados efetiva ou teoricamente comprometidos com os valores humanistas e os ideais de esquerda não terão, desta vez, a desculpa de terem sido pegos de surpresa e não haverem percebido o risco de entrega de uma trincheira de grande significado moral para os brucutus.

Mesmo porque o pior deles faz campanha ostensiva e repulsiva para suceder o homófobo e racista Marco Feliciano, com total apoio das bancadas conservadoras e reacionárias.




Jair Bolsonaro promete, p. ex.: 

brigar pela introdução da pena de morte ("Sei que é uma cláusula pétrea da Constituição. Mas minha vida ou a sua não são cláusulas pétreas e estão sujeitas aos criminosos");

brigar pela redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, embora preferisse sua fixação em 14 anos (mas, diz ele, neste patamar a proposta não teria chance de ser aprovada);

combater a adoção de crianças por casais do mesmo sexo;


promover audiências públicas com a parentela dos militares que morreram defendendo a ditadura de 1964/85 das ações dos resistentes;


incrementar o planejamento familiar ("O governo não faz planejamento familiar porque acha que, quanto mais pobre existir, melhor. Porque serão mais eleitores amarrados nos seus programas assistencialistas").


Para que não haja dúvida a respeito das baixarias que marcariam sua gestão, ele dispara:

"Se eu virar presidente da Comissão de Direitos Humanos, as pessoas vão sentir saudades do Feliciano. Porque, comigo na presidência, não vai adiantar pressão de grupos de defesa de homossexuais dentro da comissão. E quem tem visto minha trajetória no Congresso sabe que, sozinho, eu toco um rebu contra PT, PSOL ou qualquer outro partido." 



Também toca porrada num desafeto como o senador Randolfe Rodrigues - que, além de surpreendido pela agressão covarde e traiçoeira, não tinha porte físico para enfrentar tal brutamontes de igual para igual.

Se o Congresso Nacional levasse a sério seu dever de zelar pelo decoro parlamentar, Bolsonaro já teria perdido o mandato.

E a Câmara Federal, caso venha a permitir que um ferrabrás destes toque rebu na Comissão de Direitos Humanos, virará piada no mundo civilizado.


*

domingo, 26 de janeiro de 2014

Anistia Internacional agradece e pede apoio


DIREITOS HUMANOS



Recebi e compartilho com vocês.

Ajude a Anistia Internacional a proteger os direitos humanos no mundo todo. Seja um ativista, se manifestando a governos e autoridades em defesa de vítimas de violações. E saiba como fazer doações clicando aqui.




"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar."

                                                        Dr. Martin Luther King Jr.




Sra. Sonia Maria Amorim,


Ano passado, os apoiadores da Anistia Internacional estavam por toda parte:


No Brasil


Você estava lá quando o caso do Amarildo finalmente foi investigado

Amarildo Souza Lima desapareceu após ser levado para a Unidade de Polícia Pacificadora na favela da Rocinha, Rio de Janeiro, por suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas. A Anistia Internacional participou da campanha “Onde está Amarildo?” e, com apoio da mobilização popular, as investigações foram adiante, apontando evidências de que Amarildo foi torturado e morto. Mais de vinte policiais já foram indiciados pelo crime.

Obrigado por exigir justiça.



Você estava lá quando o número de famílias ameaçadas de serem removidas forçadamente do Morro da Providência foi reduzido

A campanha “Basta de Remoções Forçadas” defende comunidades cariocas ameaçadas por várias razões, como obras relacionadas aos grandes eventos esportivos a serem realizados na cidade. A mobilização da AI e de outras organizações resultou no reconhecimento de problemas por parte de autoridades, que deram início a um diálogo direto com as comunidades. No Morro da Providência, o número de famílias ameaçadas já foi reduzido.

Obrigado por ajudar famílias em risco.


No mundo

Você estava lá quando a ativista de Direitos Humanos Nasrin Sotoudeh finalmente foi libertada

Durante nossa campanha “Escreva por Direitos” em 2012, mais de 30 mil apoiadores escreveram cartas às autoridades iranianas pela prisão da advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh. Em setembro do ano passado, Nasrin foi libertada e você provou que uma caneta ainda é mais poderosa que uma espada.

Obrigada por dar esperança àqueles em crise.



Você estava lá quando o mundo finalmente adotou um Tratado de Comércio de Armas para impedir que armamentos e munições caiam nas mãos erradas

Após vinte anos de campanha, um acordo para regular a venda global de armas foi finalmente assinado por 115 países das Nações Unidas. O Tratado de Comércio de Armas pretende garantir que munições e armamentos não sejam vendidos a países onde há riscos de serem utilizados para graves violações de direitos humanos.

Obrigada por proteger homens, mulheres e crianças ao redor do mundo.


Imagine o que podemos alcançar em 2014

Você pode se posicionar para que os esportivos internacionais não sejam marcados pelas violações de direitos humanos


Faltando poucos dias para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, o Presidente Vladimir Putin continua atacando os direitos de expressão da população russa. Um projeto de lei pretende criminalizar a blasfêmia e tornar ilegal o ativismo de lésbicas, gays, bissexuais, transgênero e intersexuais (LGBTI) e seus simpatizantes, fortalecendo a série de ataques discriminatórios no país. Ajude-nos a devolver a voz da sociedade civil russa!

Com nossa campanha no Qatar, você estará exigindo que o governo investigue os abusos dos direitos dos trabalhadores imigrantes, que prepararam o país para sediar a Copa do Mundo de 2022, mas em vários casos não recebem salários e passam fome.

Obrigada por ser solidário com indivíduos em risco ao redor do mundo.



Você pode exigir o fim da impunidade dos crimes cometidos pela ditadura no Brasil

Mesmo após cinquenta anos desde o golpe militar no Brasil, a tortura e outras formas de punição cruel ainda são comumente utilizadas por forças oficiais no país. Em 2014, iremos intensificar a campanha para punir os responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados na época do regime militar.

Obrigada por ajudar a dar um fim à impunidade da violência cometida pelo Estado durante a ditadura.



Como pode ver, nós temos muito a fazer em 2014 - e nada disso será possível sem você.

Precisamos de você para garantir que tenhamos os recursos para responder às crises quando elas ocorrem e para que possamos continuar a exigir justiça ao redor do mundo. Se você quiser começar o ano fazendo uma doação para os direitos humanos, seu apoio será muito bem-vindo. Por favor, clique aqui para se tornar nosso apoiador em 2014.

Suas ações, suas doações, sua voz, tornam a mudança possível.

Obrigado por estar conosco!



Abraços,



Atila Roque

Diretor Executivo

Anistia Internacional Brasil

P.S. Juntos podemos conseguir mais. Eu espero que você considere apoiar o nosso trabalho em 2014.

*

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SP: Blogueira e Blog sob risco constante


DIREITOS HUMANOS



Cidadãos comuns, que "ousam" defender seus direitos, inclusive o direito de denunciar, ativistas e defensores de direitos humanos e outras causas, cuja ação corajosa acaba por ferir interesses mesquinhos e inconfessáveis, vivem sob constantes ameaças, intimidações, constrangimentos e outras tantas violências.

Há quase quatro anos esta cidadã blogueira vem enfrentando forte esquema que viola seus direitos, e há pouco mais de dois anos passou a relatar, vez por outra, neste brioso blog, as violências de que vem sendo vítima.

Esta blogueira, que tem sua vida pessoal, material e profissional totalmente desorganizada por estas violências, vem procurando se proteger de várias formas. Primeiramente, claro, buscando apoio nas instituições que combatem o crime: Judiciário, Ministério Público, Polícia. 

No início das perseguições que começou a sofrer, em fevereiro de 2010, esta cidadã, pasmem!, precisou deixar sua casa por seis meses (!!!), diante do acirrado assédio que passou a colocar sua vida e integridade física em risco.

Quando voltou à sua casa, a cidadã criou o blog e foi desenvolvendo "técnicas para driblar" seus perseguidores no dia a dia. Por exemplo: sair para um lado e mais adiante mudar de direção. De carro ou a pé, essa tática livrou a cidadã blogueira de interceptações e atentados. Há outras, mas a blogueira não pode contar aqui, pois seus perseguidores "viraram" assíduos leitores do blog. Amanhece o dia e eles já estão aqui, escarafunchando cada vírgula que a blogueira escreve...

Além dos relatos que publica no blog, a blogueira encaminha informações a amigos, conhecidos, simpatizantes, ex-professores, intelectuais, juristas, autoridades dos três poderes, jornalistas e blogueiros, ativistas e defensores de direitos humanos, ongs nacionais e internacionais, veículos de comunicação daqui e de fora e outros.

A própria Anistia Internacional recomenda isso: que o cidadão que sofre violação de direitos não se amedronte, não se cale, e procure tornar pública sua condição de vítima de violência.

Abaixo, mais dicas de autoproteção.






PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Secretaria Especial de Direitos Humanos


Cartilha de Autoproteção para Defensores de Direitos Humanos


A presente Cartilha procura abordar, de forma simples e prática, algumas técnicas de 
autoproteção, para Defensores de Direitos Humanos, que estejam em situação de risco iminente ou atual.

A proposta é fornecer subsídios relativos a condutas e procedimentos, que possibilitem 
reduzir ao máximo a potencialidade das agressões e sua concretização.

A defesa dos Direitos Humanos, muitas vezes, gera o descontentamento em alguns 
segmentos, o que torna os Defensores alvos de agressões, nas mais diversas modalidades.

Proteger a vida destes Defensores é sobremaneira importante, para a continuidade 
de sua missão, sempre visando a melhoria de nossa sociedade, através de efetivas práticas de cidadania.

As medidas presentes nesta Cartilha são genéricas, podendo e carecendo de adaptações 
pessoais, visando atender, muitas vezes, as necessidades específicas de cada Defensor. Em especial nas diversas localidades onde possa se encontrar.

Contudo, é uma ferramenta poderosa contra ações que possam vir em detrimento da 
integridade física e psicológica dos Defensores de Direitos Humanos.

A sistemática expositiva consiste em recomendações, acerca das mais variadas formas 
e métodos de autoproteção, tendo sido elaborada através de pesquisas realizadas com especialistas e pessoas que já tenham passado por situações de risco, desta natureza.

1. Muito cuidado com seus deslocamentos. Procure estabelecer rotas seguras para 
se deslocar de um ponto a outro. Sempre que possível, promova a alteração dos caminhos percorridos.

A manutenção de um mesmo caminho adotado possibilita que os agressores tracem 
um plano de ataque nos pontos mais vulneráveis da rota adotada. Ademais, permite que tenham tempo para planejar o ataque com maior precisão e efetividade.

Mude seus trajetos com frequência, procurando não realizar alterações que também 
guardem uma sistemática rotineira entre si. Dentro das possibilidades trace, mesmo mentalmente, rotas de fuga. Caso disponha de tempo, explore as vizinhanças dos trajetos percorridos, procurando conhecer bem o local por onde você realiza seus deslocamentos.

Procure andar em locais bem iluminados e que não sejam ermos ou isolados. Dentro 
do possível, não se desloque sozinho. A presença de mais pessoas geralmente intimida os agressores, que não desejam testemunhas para suas ações.

Cuidado ao parar o veículo em cruzamentos e semáforos. Quando o veículo está 
parado, sua vulnerabilidade aumenta. Tranque sempre as portas e procure andar com a abertura do vidro reduzida, em especial quando da parada do veículo.

Quando chegar aos destinos, observar bem o local de parada antes de efetivamente 
estacionar. Muitas vezes, os agressores ficam próximos dos portões de entrada, aproveitando o momento da chegada para atacar. Caso perceba alguma pessoa parada próximo dos portões de entrada, atrás de postes, não pare.

Outro ponto importante é o fechamento de portões automáticos. O tempo diferencial 
entre a total entrada do veículo e o término do fechamento do portão constitui elevado risco.

Procure parar o veículo em cruzamentos e sinais, sempre na faixa central e nunca 
muito próximo a outro veículo. Cuidado com esquinas que possuam muros ou objetos que impeçam a visão ampla.

Fração acentuada dos crimes praticados quando do deslocamento de veículos em 
via pública atualmente, são realizados utilizando-se de motocicletas. Geralmente, o passageiro (garupa) pratica a ação delituosa, ocorrendo em seguida a fuga. Esta fica facilitada, pelo fato das motocicletas não ficarem retidas em congestionamentos, devido ao seu porte reduzido.

2. Possua sempre à mão um equipamento de telefonia. Caso não seja possível, um 
equipamento de rádio ou outro sistema de comunicação eficaz. Tenha sempre programado diversos números de emergência. Combine com outras pessoas códigos que, mesmo com palavras comuns, permita expressar que você está em perigo.

Lembre-se sempre de estar com bateria suplementar para situações de risco.

Observe sons de chiados e estalos na linha telefônica. Isto pode significar que a linha 
está sendo monitorada (grampeada). Caso perceba tal situação evite combinar encontros e tratar de temas que permitam a obtenção de informações que possam ser utilizadas em seu desfavor.

Dentro do possível, grave as ligações que tragam caráter de ameaça. Procure, embora 
seja difícil, sustentar a conversa, fazendo com que o ameaçador fale o mais possível. Estas informações podem ser úteis para as investigações policiais.

Mesmo nas ligações em que os agressores nada falam, procure observar se há um 
som de fundo, que caracterize o local de onde está sendo feita a ligação.

O uso de aparelhos que localizam o número de onde se está fazendo a chamada é 
muito importante. Mesmo que estejam sendo realizadas de aparelhos pré-pagos ou telefones públicos, pode a ciência destes números ser muito útil nas investigações.

Ao perceber que está sendo seguido ou observado, procure manter a calma. Embora 
isto pareça quase impossível. Entre em locais movimentados e procure estar perto de muitas pessoas. Não entre em banheiros e locais reservados.

Procure tirar proveito da situação. Passe a observar quem lhe observa, verificando 
suas características, placa do veículo, estatura, cor, idade, traços físicos, etc. Anote tudo e repasse à autoridade policial e a mais uma ou duas pessoas de sua confiança.

Esta atitude intimida o agressor.

3. É recomendável, sempre que possível, o uso de cães, em casa ou nos deslocamentos 
a pé. Eles são excelentes instrumentos de defesa. Além disso, são ótima companhia e dão, com grande eficácia, o alarme, em caso de violação ou presença de estranhos.

Os alarmes eletrônicos também são muito importantes. Sensores de presença, por 
exemplo, têm um custo reduzido e informam com muita precisão a presença de pessoas e movimentação nos ambientes monitorados.

4. Tenha sempre em casa a posse de equipamentos de emergência. Dentre os
quais, recomendamos: lanterna com baterias sobressalentes, conjunto de primeiros socorros, etc. É aconselhável possuir um local da casa com segurança reforçada.

Um cômodo de difícil acesso, com trancas, porta reforçada e, muito importante, telefone 
e água.

5. Procure conhecer as forças policiais que atuam em seu Estado. E nos demais, por 
onde esteja atuando ou visitando. Tal conhecimento visa minimizar tentativas de abordagem nas denominadas falsas blitze.

6. Muita atenção quando for se hospedar em local estranho. Procure hotéis, pousadas 
ou instalações diversas, que chamem o mínimo de atenção. Restrinja, no que for possível, dados acerca de sua identificação e atividades, bem como demais informações.

7. Caso as ameaças estejam em nível muito acentuado, em sendo recomendável a 
alteração de endereço, aja com a maior brevidade possível. Não forneça o novo endereço, ao menos provisoriamente, aos entes próximos. Tal medida, inclusive, estará contribuindo com a segurança destes. Muito cuidado quando for visitar parentes, amigos e locais que sejam de importância notória para você. Fique atento para possíveis armadilhas. A recomendação é marcar encontros em locais diversos, sempre tendo cuidado para que a conversa não esteja sendo monitorada.

8. Tenha muito critério para frequência de locais públicos. Festividades, aglomerações 
de pessoas, locais onde seja realizada queima de fogos, são de risco acentuado.

Caso o comparecimento seja inevitável, fique atento e solicite que mais pessoas 
auxiliem na sua segurança. Não vá aos sanitários, comprar produtos, etc. desacompanhado.

9. Cuidado com o seu lixo. Evite jogar no lixo documentos e outros materiais que possam trazer informações a serem utilizadas em seu desfavor.

10. Muita atenção com envenenamento. Cuidado ao receber pessoas em casa, mesmo identificadas. Uniformes de empresas de prestação de serviço (correios, 
companhia de água, luz, etc.) têm sido utilizados para conseguir adentrar nas residências. Exija sempre uma identificação antes de permitir o acesso.

11. Altere suas rotinas de frequência. Estabelecimentos comerciais, locais públicos, 
etc., necessitam ter rotina de frequência alterada. Intercale dias, horários, visando não estabelecer uma rotina rígida.

12. Muito cuidado com o recebimento de encomendas. Analise bem a caixa, abra em 
local seguro.

13. Repasse para pessoas de sua confiança as informações sobre sua atuação, pessoas que estejam lhe ameaçando, e todos os demais dados que possam auxiliar 
as investigações. Monte dossiês das informações e repasse a pessoas de confiança.

14. Acredite nos seus sentimentos e sensações.


Brasília, 02 de setembro de 2003.
Comissão, Portaria 66/03 SEDH.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ativista Malala ganha prêmio internacional


E é forte candidata ao Nobel da Paz.

Agora, o mundo todo sabe da luta pessoal de Malala pela educação de meninas no Paquistão, do atentado que sofreu dos Talibãs, que a alvejaram com um tiro na cabeça, do seu histórico e emocionante discurso na Assembleia das Nações Unidas.

Malala ensina ao mundo que não se pode silenciar diante de ignorância, violência e injustiça.




Garota paquistanesa Malala ganha Prêmio Sakharov do Europarlamento


Menina levou um tiro na cabeça em um atentado do Talibã. Ela milita pelo direito às meninas a receber educação formal.








A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, militante pelo direito à educação, ganhou nesta quinta-feira (10) o respeitado Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu.

"Ao conceder este prêmio a Malala Yousafzai, o Parlamento Europeu reconhece a incrível força desta jovem mulher. Malala defende com bravura o direito de todas as crianças a ter uma educação. Este direito que muitas vezes é negado às mulheres", destacou o presidente do Parlamento, Martin Schulz, em um comunicado.

Schulz faz o anúncio oficial no plenário de Estrasburgo (leste da França, sede do Parlamento) nesta quinta-feira.

Os líderes dos grupos políticos do Parlamento escolheram por unanimidade a adolescente, vítima de um atentado a tiros do movimento fundamentalista islâmico talibã há um ano, por seu trabalho a favor da educação das meninas.

Malala, considerada uma das favoritas para vencer o Prêmio Nobel da Paz, será convidada a receber o prêmio em 20 de novembro em Estrasburgo.

Os líderes do Parlamento Europeu escolheram a jovem paquistanesa em uma lista que também tinha o nome do americano Edward Snowden, que revelou a vigilância sistemática dos Estados Unidos a nível mundial, e dos ativistas detidos de Belarus Ales Bialiatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich.

O prêmio Sakharov para a liberdade de consciência, que tem o nome como homenagem ao cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu para reconhecer pessoas ou organizações que dedicam suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e das liberdades.



Adolescente paquistanesa Malala Yousafzai (Foto: AFP)

G1

Destaques do ABC!

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domingo, 6 de outubro de 2013

Blogueira baleada pode ganhar o Nobel da Paz


CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS



A jovem ativista e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, que levou um tiro na cabeça desferido por um grupo ligado aos talibãs, é candidata ao Nobel da Paz deste ano, cuja premiação começa nesta segunda-feira, 7.

No ano passado, Malala foi alvejada num atentado a um ônibus escolar, por lutar pela educação para meninas no Paquistão. Após sua recuperação num hospital britânico e seu  histórico discurso nas Nações Unidas, a luta da pequena blogueira ganhou projeção internacional e a garota, que continua sob ameaças do Taleban e foi, em julho último, considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, é forte candidata ao Nobel da Paz 2013.





Na noite de 9 de outubro de 2012, o Talibã atirou do lado esquerdo da minha cabeça. Atiraram nos meus amigos também. Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam. E no lugar do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que iam mudar meus objetivos e parar minha ambição, mas nada mudou na minha vida com exceção disso: fraqueza, medo e falta de esperança morreram; força, poder e coragem nasceram. Eu sou a mesma Malala. Minhas ambições são as mesmas, minhas esperanças são as mesmas, e meus sonhos são os mesmos.


O mundo vem mudando. E só a ignorância dos truculentos não percebe que ao perseguir e tentar silenciar ativistas briosos como Malala, o que fazem é estimular ainda mais a luta por Justiça e direitos violados, atraindo, inclusive, a atenção do mundo.



Malala na ONU




Tradução 

Queridos irmãos e irmãs, 


Lembrem-se: Malala Day não é meu dia. Hoje é o dia de toda mulher e todo menino e toda menina que levantaram suas vozes por seus direitos.

Há centenas de ativistas de direitos humanos e assistentes sociais que não estão só falando por seus direitos, mas que estão lutando para atingir objetivos de paz, educação e igualdade. Milhares de pessoas foram mortas pelo terrorismo, e milhões foram feridas. Sou apenas uma delas. Então aqui estou, uma menina entre tantas outras.

Na noite de 9 de outubro de 2012, o Talibã atirou do lado esquerdo da minha cabeça. Atiraram nos meus amigos também. Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam. E no lugar do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que iam mudar meus objetivos e parar minha ambição, mas nada mudou na minha vida com exceção disso: fraqueza, medo e falta de esperança morreram; força, poder e coragem nasceram. Eu sou a mesma Malala. Minhas ambições são as mesmas, minhas esperanças são as mesmas, e meus sonhos são os mesmos.

Queridos irmãos e irmãs, não sou contra ninguém. Tampouco estou aqui para falar em tom de revanche pessoal contra o Talibã, ou qualquer outro grupo terrorista. Estou aqui para falar pelo direito à educação para todas as crianças. Eu quero educação para todos os filhos e filhas do Talibã, e de todos os outros terroristas e extremistas. Eu sequer odeio o Talibã que atirou em mim. Mesmo se eu tivesse uma arma na mão e ele estivesse na minha frente, eu não atiraria nele. Essa é a compaixão que aprendi com Maomé, o profeta da misericórdia, Jesus Cristo e Buda. Esse é o legado da mudança que herdei de Martin Luther King, Nelson Mandela, Mohammed Ali Jinnah. Essa é a filosofia de não-violência que aprendi com Gandhi, Bacha Khan e Madre Teresa. E é o perdão que aprendi com meu pai e minha mãe. Isso é o que minha alma está me dizendo: seja pacífica e ame a todos.

Queridos irmãos e irmãs, nós percebemos a importância de luz quando vemos a escuridão. Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados. Do mesmo modo, quando nós estávamos em Swat, norte do Paquistão, nós percebemos a importância de livros e canetas quando vimos as armas. Os sábios dizem que “A caneta é mais poderosa do que a espada”. É verdade. Os extremistas têm medo dos livros e canetas, o poder da educação os assusta. Eles têm medo das mulheres, o poder da voz das mulheres os assusta. É por isso que eles mataram 14 estudantes inocentes num ataque recente em Quetta. E é por isso que eles mataram professoras. É por isso que eles explodem escolas todos os dias, porque eles tinham e têm medo de mudança e de igualdade que nós vamos trazer para nossa sociedade. Eu lembro de um garoto na minha escola que foi perguntado por um jornalista: Por que o Talibã é contra a educação? Ele respondeu de forma muito simples. Apontando para o livro, ele disse: Um Talibã não sabe o que está escrito neste livro.

Eles pensam que Deus é um ser pequeno e conservador que vai enviar meninas para o inferno só porque elas estão indo à escola. Os terroristas estão fazendo mal uso do nome do Islã para seus próprios benefícios. O Paquistão é um amoroso país democrático. Os paquistaneses querem educação para seus filhos e filhas. O Islã é uma religião de paz, humanidade e fraternidade. É dever e responsabilidade oferecer educação para cada criança, é o que ele diz. Paz é uma necessidade para a educação. Em muitas partes do mundo, especialmente Paquistão e Afeganistão, terrorismo, guerra e conflitos impedem as crianças de irem à escola. Nós estamos realmente cansados dessas guerras. Mulheres e crianças estão sofrendo de muitas formas em muitas partes do mundo.

Na Índia, crianças pobres e inocentes são vítimas do trabalho infantil. Muitas escolas foram destruídas na Nigéria. Pessoas no Afeganistão são afetadas pelo extremismo. Jovens mulheres precisam fazer o trabalho doméstico e são obrigadas a se casarem muito cedo. Pobreza, ignorância, injustiça, racismo e a privação de direitos básicos são os principais problemas, encarados tanto por homens quanto mulheres.

Hoje, eu estou focando nos direitos das mulheres e na educação das crianças porque elas são as que estão sofrendo mais. Houve o tempo em que ativistas mulheres pediam aos homens para lutar pelo direito delas, mas desta vez nós vamos fazer isso nós mesmas. Não estou dizendo para os homens pararem de se posicionar a respeito dos direitos das mulheres, mas meu foco é para que as mulheres sejam independentes e lutem em causa própria. 

Então hoje nós pedimos aos líderes mundiais que mudem sua estratégia política em favor da paz e da prosperidade. Nós pedimos aos líderes mundiais que todos os acordos devem proteger os direitos das mulheres e crianças. Um acordo que vá contra os direitos das mulheres é inaceitável. Nós pedimos aos governantes que assegurem educação gratuita em todo o mundo para todas as crianças. Nós pedimos aos governantes que lutem contra o terrorismo e a violência. Que protejam crianças da brutalidade e do mal. Nós pedimos às nações desenvolvidas que apoiem a expansão das oportunidades de educação para meninas do mundo em desenvolvimento. Nós pedimos a todas as comunidades que sejam tolerantes, que rejeitem o mal baseado em castas, crenças, cor, religião e opiniões, para assim garantir a paz e a igualdade para que as mulheres possam florescer. Nós não conseguimos prosperar se metade de nós está sendo puxada para trás. Nós pedimos às nossas irmãs ao redor do mundo para serem corajosas, abraçarem a força junto de si e perceberem seu potencial.

Queridos irmãos e irmãs, nós queremos escolas e educação para um futuro brilhante para todas as crianças. Nós vamos continuar nosso caminho para o destino da paz e da educação. Ninguém pode nos parar. Nós vamos nos levantar pelos nossos direitos e vamos trazer mudanças com nossa voz. Nós acreditamos no poder e na força das nossas palavras. Nossas palavras podem mudar o mundo todo porque nós estamos juntas, unidas pela causa da educação. E se nós quisermos atingir nosso objetivo, então vamos nos fortalecer com a arma do conhecimento e vamos nos proteger com harmonia e união.

Queridos irmãos e irmãs, nós não podemos esquecer que milhões de pessoas estão sofrendo com pobreza, injustiça e ignorância. Nós não podemos esquecer que milhões de crianças estão fora da escola. Nós não podemos esquecer que nossos irmãos e irmãs estão esperando por um futuro brilhante e pacífico.

Por isso vamos travar uma luta gloriosa contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Vamos pegar nossos livros e canetas, eles são as armas mais poderosas que existem. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução. Educação primeiro. 

Obrigada.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ativista e Blogueira diz na ONU: "Ninguém vai me calar!"


LIBERDADE DE EXPRESSÃO




Ativista e blogueira paquistanesa, Malala Yousafzai, 
alvejada por talibãs


Vídeo




Destaques do discurso de Malala na ONU


Adolescente paquistanesa Malala Yousafzai prometeu que não será silenciada por terroristas, em um poderoso discurso às Nações Unidas durante sua primeira aparição pública desde que foi baleada pelo grupo Talibã


Malala Yousafzai discursou na Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira     Foto: Andrew Burto / GETTY IMAGES NORTH AMERICA

Acompanhe os principais pontos do discurso da jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai na Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira:

– Obrigado a cada pessoa que rezou pela minha rápida recuperação e nova vida. Não posso acreditar em quanto amor as pessoas têm demonstrado em relação a mim. Tenho recebido milhares de presentes e cartões que me desejam uma boa recuperação. Obrigado a todos, às crianças que, com palavras inocentes, me incentivaram, e aos idosos, cujas orações me fortaleceram.

— Queridos irmãos e irmãs, lembrem-se de uma coisa: O "Dia de Malala" não é o meu dia. Hoje é o dia de cada mulher, cada garoto e cada garota que levanta a voz pelos seus direitos. Eu falo, não por mim mesma, mas por todos os meninos e meninas.

— Queridos amigos, em 9 de outubro de 2012, os talibãs atiraram no lado esquerdo da minha testa. Atiraram nos meus amigos também. Eles acharam que aquelas balas nos silenciariam. Mas falharam e, então, do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que mudariam nossos objetivos e eliminariam nossos desejos, mas apenas uma coisa mudou na minha vida: a fraqueza, o medo e a falta de esperança morreram, enquanto a força, o poder e a coragem nasceram. Sou a mesma Malala, meus desejos são os mesmos, minhas esperanças e sonhos também.

— Queridos irmãos e irmãs, não sou contra ninguém e nem estou aqui para falar sobre uma vingança pessoal contra o Talibã ou qualquer outro grupo terrorista. Estou aqui para falar pelo direito de cada criança à educação e quero educação para os filhos e filhas de todos os extremistas, especialmente para os filhos e filhas dos talibãs.

– Também não odeio o talibã que atirou em mim. Mesmo que eu tivesse uma arma e ele estivesse na minha frente, não atiraria nele. Esta é a compaixão que aprendi com Maomé, Jesus Cristo e Buda, a herança de mudança que recebi de Martin Luther King, Nelson Mandela e Muhammad Ali Jinnah.

— O sábio ditado "A caneta é mais poderosa que a espada" é verdadeiro. Os extremistas têm medo dos livros e das canetas. O poder da educação os assusta e eles têm medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os apavora.

– É por isso que eles atacam escolas todos os dias: porque têm medo da mudança, da igualdade que vamos trazer para a nossa sociedade.

— Eles acham que Deus é um pequeno ser conservador que mandaria garotas para o inferno apenas porque vão à escola. Os terroristas estão deturpando o nome do Islã e da sociedade paquistanesa para satisfazer seus próprios interesses.

— Mulheres e crianças sofrem em muitos lugares do mundo, de várias formas diferentes. Na Índia, crianças pobres e inocentes são vítimas do trabalho infantil. Muitas escolas têm sido destruídas na Nigéria, enquanto os afegãos são oprimidos pelas barreiras impostas pelo extremismo por décadas.

— Pedimos aos líderes mundiais que todos os acordos de paz protejam os direitos das mulheres e crianças. Um acordo que se oponha à dignidade das mulheres e aos seus direitos é inaceitável.

— Convocamos todos os governos a assegurar a educação obrigatória livre para todas as crianças do mundo.


– Apelamos, também, a todos os governos que lutem contra o terrorismo e a violência, protegendo as crianças da brutalidade e do perigo.

– Nos deixem, portanto, travar uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Nos deixem pegar nossos livros e canetas porque estas são as nossas armas mais poderosas.

— Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução. Educação antes de tudo.


Zero Hora

Destaques do ABC!

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Yoani Sánchez: meio milhão de seguidores no Twitter


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO



Na Suécia, depois de passar alguns dias em Zurich, Genebra e Neuchâtel, a ativista, escritora, jornalista, 
blogueira e tuiteira cubana Yoani Sánchez vai entrando na fase final de sua muito produtiva "Volta ao Mundo em 80 dias", que acompanhamos aqui no blog, e comemora a marca de meio milhão de seguidores no Twitter, para tristeza e desespero de seus invejosos perseguidores. E dos irmãos Castro, claro...

Yoani vem cumprindo uma programação intensa em Estocolmo, onde visitou universidade e entidade de direitos humanos, conversou com cidadãos cubanos e participou de encontro de ciberativistas no Parlamento.



Com Laritza Diversent, advogada, e Miriam Celaya, blogueira

Parlamento da Suécia, em encontro com ciberativistas


Imagens do Twitter de Yoani: @yoanisanchez

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Prefeitura de São Paulo faz parceria com MST


“O MST é um movimento democrático, que tenho todo o respeito e prazer em receber.”
                                                                     Fernando Haddad, Prefeito de São Paulo




Haddad e MST constroem parceria para abastecimento da merenda em SP




Uma comissão do MST fez uma audiência com o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, na manhã de sexta-feira (19/4), na sede da Prefeitura. O MST apresentou a Haddad produtos produzidos por cooperativas organizadas em áreas da Reforma Agrária, que são a base da alimentação de alunos matriculados nas escolas em diversas prefeituras, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“A prefeitura de São Paulo tem colocado dificuldades para a compra de alimentos da reforma agrária para a merenda escolar e para os programas sociais. A gestão anterior não tinha essa preocupação. No entanto, o prefeito Haddad acenou positivamente e ficou muito impressionado com a nossa capacidade de produção”, disse o dirigente do MST Delwek Mateus.

A Lei nº 11.947/2009 determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar, priorizando os assentamentos de reforma agrária.

Apenas no estado de São Paulo, as cooperativas do MST já fornecem alimentos para a alimentação escolar para as prefeituras de São Bernardo, Guarulhos, Campinas, São Caetano do Sul, Suzano, Ribeirão Pires, Mairiporã, Praia Grande, São Vicente, Guarujá, Registro, Bauru. Ourinhos, Sertãozinho, Araras, Ibiúna, Pederneiras, Itapeva e Porto Feliz.

Os alimentos fornecidos são arroz orgânico e convencional, feijão, macarrão, leite de caixinha e em pó, achocolatado, suco de uva, iogurtes e queijo mussarela, entre outros. Em São Bernardo, o MST abastece 100% da demanda de arroz e feijão, garantindo a alimentação de todas as crianças e jovens do ensino municipal.

Em alguns municípios, as prefeituras têm sido coniventes com empresários da área de distribuição de alimentos, que atuavam como intermediários, criaram cooperativas de fachada para disputar as chamadas públicas, desrespeitando a lei.

O MST solicitou também a intervenção da prefeitura para garantir a permanência de 45 famílias que vivem desde 2002 no assentamento Irmã Alberta, localizado na região de Perus, na cidade de São Paulo. A área é de propriedade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que tem colocado obstáculos para a cessão da área.

João Pedro Stedile, da Coordenação Nacional do MST, apresentou ao prefeito as prioridades políticas do Movimento para o próximo período, como o assentamento das famílias acampadas e o desenvolvimento dos assentamentos, as campanhas pela democratização da comunicação e pela reforma política e a luta contra os leilões do petróleo.

“O MST é um movimento democrático, que tenho todo o respeito e prazer em receber”, disse o prefeito no final da reunião, depois de colocar o boné do Movimento para tirar uma foto.

Portal do MST

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Comunicado da Anistia Internacional Brasil


DIREITOS HUMANOS




Prezados amigos e amigas,


A Anistia Internacional Brasil tem uma boa notícia! Inauguramos em nossa página da internet – anistia.org.br - e em portais da internet ferramentas que possibilitam a realização de doações para a organização.



Sendo uma organização independente e autônoma, a Anistia não recebe recursos de governos ou empresas. Suas pesquisas e campanhas são viabilizadas por doações individuais de milhares de pessoas no mundo todo. Por isso, a contribuição de cada um é muito importante. Se você deseja apoiar esse movimento global pelos direitos humanos, faça sua contribuição financeira através das novas ferramentas on-line, em um ambiente totalmente seguro.

Inicialmente as doações poderão ser feitas por cartão de crédito, com uma sugestão de valor de R$ 30 reais – que corresponde a um real por dia. Mas o (a) doador (a) tem liberdade de escolher a quantia que irá doar, que pode ser mais ou menos que o sugerido.

A expectativa da Anistia Internacional Brasil é que as doações sejam regulares e mensais, possibilitando um fluxo previsível de aporte de recursos que permitam à organização planejar ações de longo prazo com mais segurança. Ao se tornar um (a) doador (a), a pessoa receberá um kit de boas vindas e informações periódicas sobre todo o trabalho desenvolvido pela Anistia a partir das contribuições realizadas.

Saiba mais sobre o trabalho da Anistia Internacional Brasil em março e abril:


Meu corpo, Meus direitos



No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Anistia Internacional Brasil deu destaque para a campanha global Meu corpo, Meus direitos, que tem como objetivo chamar atenção para o tema dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase no acesso de mulheres e meninas a estes direitos. O ano de 2013 marca o início das discussões preparatórias para a conferência Cairo + 20, que será realizada pela ONU para revisão do Programa de Ação adotado após a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Egito em 1994.

A campanha Meu corpo, Meus direitos faz um apelo aos líderes globais, representantes da ONU e organizações internacionais para que protejam estes direitos agora e também para as futuras gerações. Uma petição está disponível na página da campanha e as assinaturas recolhidas serão entregues às autoridades em eventos ao longo de 2013. O canal GNT é parceiro da Anistia Internacional Brasil nesta ação e também irá recolher assinaturas para a campanha em sua página do Facebook. Assim como a banda inglesa The Cure, que está divulgando a campanha em sua turnê pela América do Sul. Os primeiros shows aconteceram no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Tratado pelo Comércio de Armas

No dia 2 de abril, governos aprovaram por uma ampla margem de votos na Organização das Nações Unidas (ONU) um Tratado de Comércio de Armas que proibirá os Estados de transferir armas convencionais para países nos quais seriam usadas para cometer ou facilitar genocídio, crimes contra a humanidade ou crimes de guerra.

Há mais de 10 anos, a Anistia Internacional se mobilizava pelo tema e desenvolvia campanhas para a existência de um tratado sobre o tema. O documento foi adotado após mais de seis anos de deliberações na ONU (...) Um número recorde de Estados responderam ao Secretário-Geral da ONU, quase todos positivamente. Os direitos humanos e o direito humanitário foram colocados no topo da lista de critérios. Saiba mais http://migre.me/e4Si6


Pena de Morte 2012


Apesar de alguns retrocessos decepcionantes em 2012, a tendência global em direção ao fim da pena de morte continuou, concluiu a Anistia Internacional em sua revisão anual sobre condenações à morte e execuções. Execuções foram retomadas em diversos países que há algum tempo não aplicavam a pena de morte, principalmente Índia, Japão, Paquistão e Gâmbia. E houve um aumento alarmante de execuções no Iraque. Os cinco maiores executores no mundo foram novamente China, Irã, Iraque, Arábia Saudita e Estados Unidos. Saiba mais http://migre.me/e5BaK


Ações urgentes completam 40 anos

Em março, a 1° ação urgente lançada pela Anistia Internacional completou 40 anos. E o destino dela foi o Brasil. Pessoas do mundo inteiro escreveram para autoridades brasileiras pedindo a libertação do advogado e professor de história da USP, Luis Basílio Rossi, que foi preso e torturado pela ditadura militar brasileira em 1973. E deu certo !

Assista ao vídeo e saiba mais sobre esta história.

http://www.youtube.com/watch?v=oVAkyvUv6zs


Notas públicas

Confira aqui os últimos posicionamentos da Anistia Internacional sobre temas relevantes no país:

Nota pública sobre o julgamento do massacre do Carandiru

Nota pública sobre a PEC 37 (que visa limitar poder de investigação do Ministério Público)

Nota pública sobre o resultado do julgamento em Marabá, Pará

Nota pública sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

Continuem acompanhando e divulgando o trabalho da Anistia Internacional Brasil nas redes sociais e no nosso site:

https://twitter.com/#!/anistiaonline

https://www.facebook.com/anistiainternacionalbrasil?ref=ts

https://anistia.org.br

Um abraço,


Atila Roque
Diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil




(Links)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Valdênia, sob risco de morte: coragem e atrevimento


DIREITOS HUMANOS


Há mulheres e mulheres.

As canalhas, passam a vida se dedicando a vigarices, golpes e crimes. Estas são as dispensáveis.

E há as imprescindíveis: corajosas, dignas, aguerridas. Dedicam suas vidas à sociedade, à defesa dos mais frágeis.

Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi: cidadã brasileira, sobrevivente de atentados.

Ativista de direitos humanos, advogada, professora universitária.

E Ouvidora da Polícia na Paraíba.

Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 2012.

Uma das mais extraordinárias mulheres deste país. Vivendo o tempo todo sob risco de morte.

Instituições do Estado Brasileiro: protejam esta mulher! Não permitam que ela se torne uma nova Patrícia Acioli...




Valdênia, um metro e meio de atrevimento

Fernanda Abreu


Valdênia Paulino/Foto: Arquivo pessoal

Valdênia Paulino Lanfranchi, a primeira ouvidora de polícia na Paraíba, é uma pessoa sem papas na língua e sem rugas no pensamento. Ela chega esclarecendo: "A maior parte dos policiais militares e civis é séria. É gente que trabalha duro. Porém, alguns extrapolam o poder da função e se tornam criminosos. A Ouvidoria existe para que a população possa denunciar abusos e se proteger dos maus policiais".

Valdênia está no cargo faz um ano e meio. Ela foi indicada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba. A Ouvidoria de Polícia é vinculada à Secretaria de Segurança. "Eu e minha equipe estamos fazendo um bom trabalho. Antes, 80% das denúncias vinham por telefone. Hoje, 45% delas são presenciais. As pessoas vêm até nós. Isso significa que a população está confiante no trabalho da Ouvidoria", ela comemora.

As principais denúncias contra policiais são de assassinato, tortura, corrupção, envolvimento com traficantes, formação de milícias. "Mas também companheiras e esposas de policiais nos procuram para relatar situações de violência doméstica. Ou seja, é um caldo em que o ingrediente principal é o machismo. O sujeito se acha o máximo porque tem um pênis e uma arma", Valdênia desabafa. Como é comum acontecer, muitas mulheres vítimas de violência recuam quando se fala em processar judicialmente o agressor. "Damos apoio para as que querem levar a denúncia adiante. A gente encaminha a mulher para um Centro de Referência e acompanha os passos do processo. Sempre digo, um homem agressor já é perigoso, um agressor armado é muito mais", ela pontua.

Valdênia mora em João Pessoa desde 2009. Veio com o marido Renato Lanfranchi, um ex-padre de origem italiana. Ela conta: "Renato também é um batalhador pelos direitos humanos. Daí a gente se entende às mil maravilhas e sempre roubamos um tempinho para namorar. Isso dá salubridade ao nosso cotidiano muito carregado. Todo mundo que trabalha com a promoção e a defesa dos direitos humanos sofre de estresse intenso. Sabe por quê? Porque o Brasil ainda é um grande violador de direitos." A ouvidora fala com propriedade, pois está metida na defesa dos mais pobres e vulneráveis desde sua adolescência. "Eu nasci em 1967. Com quinze anos já fazia trabalhos nas favelas de Sapopemba [São Paulo]. Também já acompanhei a dor de inúmeras mães. Vi muito menino ser morto pela Rota, ou por traficantes. Também testemunhei a comunidade ter muitas vitórias, mas sempre a partir da luta. Nenhuma conquista vem de graça", explica.

Formada em Direito, com mestrado na PUC de São Paulo, Valdênia leciona em duas faculdades de João Pessoa. Ela acredita ser fundamental formar jovens advogados com valores democráticos e éticos. "Ainda são poucos os advogados dispostos a ir para a linha de frente. Isto é, trabalhar ao lado e em conjunto com as pessoas mais desfavorecidas. Aquelas que carecem de dinheiro, educação, trabalho, lazer. Não obstante os avanços contra a pobreza no Brasil, ainda há cidadãs e cidadãos desrespeitados", diz a professora. Ousada, ela ajudou a organizar o grupo de Mães da Paraíba. São mulheres que tiveram seus filhos assassinados sem que ninguém fosse responsabilizado. "A dor dessas mães nunca acaba. Mas poderia ser minimizada se os assassinos de seus filhos pagassem pelo que fizeram. Quando a justiça é feita, o coração serena", ela reflete.


Pequena grande guerreira

Primeira ouvidora mulher de polícia na Paraíba. Foto: Arquivo pessoal

Modesta, Valdênia pouco fala dos vários Prêmios e Menções Honrosas que recebeu por seu trabalho na área dos Direitos Humanos. Ela foi agraciada no Brasil e no exterior. "Eu me defino como uma promotora de direitos. Fiz isso por toda a minha vida. Nunca me calei, ou abaixei a cabeça para a prepotência de maus policiais, maus juízes, ou bandidos", ela deixa claro. Tal coragem tem seu preço. Hoje a ouvidora de polícia da Paraíba conta com escolta de segurança, devido às ameaças ao seu local de trabalho e a sua vida. "Trabalhando na Ouvidoria de Polícia, contrariamos muitos interesses. Por exemplo, interesses de criminosos organizados. Essa gente que se acostumou a viver na impunidade, a fazer o que bem entende. Aí, de repente, eles percebem que vamos criar obstáculos, vamos averiguar e, na medida do possível, responsabilizá-los pelos malfeitos", ela conclui.

Amigos e familiares de Valdênia temem por um atentado a sua vida. Mas quem a conhece sabe que esta mulher não tem medo de meter a mão em vespeiro. A comunidade de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, coleciona histórias da coragem de Valdênia. São inúmeras. Ela lutou por transporte, habitação, saneamento básico, escolas, geração de empregos, justiça. Sempre pôs a cara para bater. Uma vez parou na frente de um trator que se movimentava para derrubar uma casa em um assentamento. O tratorista desistiu de ir em frente. Algumas vezes ela acabou presa. Numa delas, o delegado ao ver a moça franzina, de um metro e meio de altura, exclamou surpreso: "Mas esta é a perigosa Valdênia? Eu imaginava que fosse uma mulher enorme!"

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