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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jornal digital de Yoani Sánchez é bloqueado em Cuba


ABAIXO A CENSURA! LIBERDADE DE EXPRESSÃO!



Já era esperada alguma reação dos irmãos Castro diante do lançamento do jornal digital 14ymedio.com, da blogueira Yoani Sánchez, opositora do regime comunista. Os comandantes da Ilha, que há 50 anos dizem o que os cubanos podem ou não ler, determinaram o bloqueio do site nos servidores de Cuba três horas depois dele entrar no ar.

Yoani já protesta no Twitter: "Não há nada mais atraente que o proibido..."

Blogosfera brasileira autoproclamada "progressista" quietinha, não dá um "piu" sobre o lançamento do portal de notícias da blogueira cubana e seu bloqueio na Ilha de Fidel.



Yoani no programa Roda Viva, Brasil, 2013



Tuítes de Yoani denunciando a censura dos Castro


Site de Yoani Sánchez lançado nesta quarta é bloqueado em Cuba

Portal da blogueira que critica regime cubano foi ao ar nesta quarta-feira.
Acesso para quem vive em Cuba foi bloqueado três horas depois, diz AFP.


Da France Presse



Portal independente cubano 14ymedio entrou no
ar nesta quarta-feira (Foto: Reprodução)

O novo site de notícias '14ymedio' da blogueira opositora Yoani Sánchez foi bloqueado nesta quarta-feira (21) nos servidores cubanos três horas depois de ter sido lançado na internet, comprovaram jornalistas da agência France Presse. No resto do mundo é possível acessar o site.

Ao entrar no site www.14ymedio.com, o conteúdo que aparecia nos servidores cubanos não era o genuíno, mas uma página chamada 'Yoanislandia.com', que continha ataques contra a famosa blogueira opositora cubana e incluía diversos artigos assinados por blogueiros governistas cubanos.

O site foi lançado por Sánchez às 8h05 locais (9h05 de Brasília) e o bloqueio teve início às 11h (12h de Brasília), comprovaram jornalistas da AFP.

O site é o primeiro meio de comunicação independente em 50 anos em Cuba, o portal de notícias '14ymedio', da blogueira opositora Yoani Sánchez, desafiando o controle do governo comunista.

"14ymedio é fruto da evolução de uma aventura pessoal que se transformou em um projeto coletivo", afirma na apresentação o portal (www.14ymedio.com), que entrou no ar às 8h05 locais (9h05 de Brasília), segundo correspondentes da France Presse em Havana.

A primeira edição inclui uma reportagem sobre a violência noturna em Havana e uma entrevista com o escritor opositor Ángel Santiesteban, preso sob acusações de violência intrafamiliar, assim como uma carta de 28 personalidades de todo o mundo, incluindo o Prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa e o ex-presidente polonês e Nobel da Paz Lech Walesa, para que o governo 'respeite o direito' de existência do portal.

"Quando se realiza um projeto que foi desejado por muito tempo, vem a sensação de que devemos traçar novas metas. 14ymedio.com foi minha obsessão por mais de quatro anos", escreveu Sánchez em um artigo publicado no site.


Yoani Sanchéz (Foto: Giovana Sanchez/G1)


Sonho alcançado

"Hoje alcancei um sonho (...), um espaço jornalístico no qual muitos colegas me acompanham. Nasce com o desejo de chegar a muitos leitores dentro e fora de Cuba, de oferecer um espectro completo de notícias, colunas de opinião e dados sobre a realidade de nossa Ilha. Dará muito trabalho, não há dúvidas. Cresceremos pouco a pouco, tentando fazer com que a qualidade acompanhe cada conteúdo publicado", acrescentou Sánchez.


O surgimento do novo meio de comunicação, que também será distribuído em pendrives de mão em mão e por e-mail, foi ignorado até agora pelo governo de Raúl Castro e pelos meios de comunicação da ilha, todos sob controle estatal.

A filósofa e blogueira de 38 anos ganhou fama internacional com seu blog 'Generación Y', o que lhe valeu vários reconhecimentos no exterior.

A imprensa independente foi silenciada na ilha no início da década de 1960 por Fidel Castro.


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Yoani Sánchez lança portal de notícias em Cuba


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Enquanto na maior cidade do País, na cidade de São Paulo, no tradicional bairro da Penha (Penha de França), sob um suposto Estado Democrático de Direito, um esquema criminoso tenta calar denúncias da blogueira paulistana Sônia Amorim e inviabilizar o pequeno mas brioso blog "Abra a Boca, Cidadão!", por meio de descabidas ações judiciais com viés intimidatório e outras tantas violências, na Cuba de Fidel, onde há 50 anos vige um regime fechado, hostil a pensamento dissonante, a mundialmente famosa blogueira cubana, Yoani Sánchez, editora do blog Generación Y, acaba de lançar um portal de notícias que pretende oferecer um outro olhar sobre a Ilha comunista.

O portal "14ymedio" (link), projeto coletivo a partir de um sonho pessoal de Yoani, entrou  no ar ontem, com apoio de diversos intelectuais de vários países, que assinam um manifesto publicado na página inaugural.

Vamos acompanhar o trabalho jornalístico de Yoani Sánchez, a Cuba que ela nos mostrará, e as repercussões que este ousado projeto de comunicação provocará no regime cubano e em seus apoiadores e opositores, inclusive no Brasil.

Felicitações à nossa companheira de blogosfera, vida longa ao 14ymedio e um viva à Liberdade de Expressão!



14ymedio.com, o portal de notícias de Yoani Sánchez. Cuba, 20.05.2014

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Cidadã" Yoani Sánchez já está em Cuba


YOANI SÁNCHEZ: CIDADÃ CUBANA



A ativista, escritora, blogueira e tuiteira Yoani Sánchez já está em Cuba, onde foi recebida calorosamente por amigos e familiares ontem à noite, no aeroporto de Havana.

Depois de uma intensa, emocionante e produtiva viagem por 13 países, onde denunciou a ditadura castrista, proferiu palestras, concedeu entrevistas, recebeu mais de uma dezena de prêmios, fez contatos, cursos, passeou e aprendeu muito, a combativa blogueira está de volta à "Ilha dos Desconectados", como ela jocosamente se refere à "Cuba de Fidel", onde navegar na internet é direito para endinheirados.

Pelo seu Twitter (@yoanisanchez) percebemos que a destemida blogueira já está com problemas para se comunicar com o mundo, enviando mensagens fragmentadas, por SMS. Lastimável!

Yoani Sánchez é uma mulher aguerrida, ousada, corajosa, vitoriosa. Vamos acompanhar seu dia a dia na Ilha, saber e denunciar eventuais represálias que venha a sofrer por parte do regime ditatorial e informar nossos leitores sobre a criação de um jornal digital que ela pretende fundar.

Força, Yoani !


Imagens do desembarque em Cuba

Chegada ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana

 Sob o olhar do filho Theo, Yoani abraça a mãe

 Com o marido, jornalista e blogueiro Reynaldo Escobar

 Recebendo o carinho de familiares, amigos e populares


Yoani Sánchez volta a Cuba cheia de projetos após longa viagem ao exterior

Havana, 30 mai (EFE) - A blogueira e dissidente cubana Yoani Sánchez retornou à ilha nesta quinta-feira com "muitos projetos" após ter passado por mais de 12 países da Europa e América, uma viagem que, segundo ela, mudou sua vida "em vários sentidos".

"O futuro se abre em minha frente e necessito descansar um pouco para poder projetá-lo, mas tudo anda muito bem e estou muito feliz", declarou a reconhecida blogueira aos jornalistas em sua chegada a Havana e após reencontrar seu marido, Reinaldo Escobar, e seu filho Teo, assim como outros familiares e amigos que a esperavam no aeroporto.

Yoani, uma das vozes críticas da ilha mais conhecidas internacionalmente como autora do blog "Geração Y", declarou que realizou uma "maravilhosa viagem".

"É uma viagem que vai mudar minha vida em muitos sentidos, já que ela se mostrou humana, jornalística, cívica, tecnológica. Agora estou aqui com muitos projetos e também muito exausta pelo itinerário que foi bem extenso", completou a blogueira em uma de suas breves declarações.

A dissidente cubana, de 37 anos, deixou a ilha em meados de fevereiro com destino ao Brasil, primeira escala de uma viagem que realizou após cinco anos de negativas por parte do governo de Cuba. A viagem de Yoani só pôde ser feita após a reforma migratória aprovada na ilha no início deste ano.

Embora tenha planejado uma viagem de 80 dias, a blogueira ficou mais de três meses fora do país, passando, além do Brasil, pelo Peru, México, Itália, República Tcheca, Polônia, Suécia, Suíça, Alemanha, Noruega, Holanda e Estados Unidos.

Durante a viagem, a blogueira recolheu os prêmios "Ortega y Gasset" de jornalismo digital, que foi concedido pelo jornal espanhol "El País" em 2008, e o "Bobs" de melhor blog, concedido pela emissora alemã de televisão Deutsche Welle (DW) também em 2008, e recebeu a menção "María Moors Cabot", da universidade americana de Colúmbia.

Além dos prêmios recebidos, Yoani também manteve encontros com personalidades políticas, acadêmicas e intelectuais, como o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, além de representantes de exilados políticos.

As autoridades cubanas consideram Yoani Sánchez como parte dos contra-revolucionários cibernéticos "fabricados pelos Estados Unidos", uma crítica que também é compartilhada por blogueiros governistas, que a consideram como uma "fraude" e uma "mercenária" a serviço dos EUA. EFE

Yahoo Notícias


Imagens em "print-screen", a partir do site do El Nuevo Herald.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Yoani Sánchez voltando para Cuba


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO



A mundialmente famosa ativista e blogueira cubana Yoani Sánchez, depois de participar da cerimônia da edição 2013 do Prêmio Ortega y Gasset, em Madrid, já se encontra voando para Cuba, após 80 dias de viagem por vários países, que acompanhamos aqui no blog.

Vamos acompanhar também a recepção que a combativa blogueira e tuiteira, crítica do regime cubano, terá por parte dos Irmãos Castro. Yoani já declarou várias vezes que considera grande a probabilidade de ser vítima de um "fuzilamento midiático", um linchamento ideológico, quando será apontada como "traidora" do país e dos ideais da Revolução.

A destemida blogueira, que ganhou ainda mais visibilidade internacional, pretende nos próximos meses colocar em prática conhecimentos que adquiriu na viagem, fundando um jornal digital para defender a abertura do regime ditatorial.

Acreditamos que a valente ativista e escritora Yoani Sánchez terá um papel fundamental para a democratização da Ilha e a emancipação do povo cubano.

Com Felipe González, na entrega do Prêmio Ortega y Gasset


No aeroporto de Madrid

Últimas mensagens no Twitter antes do embarque, lembrando momentos emocionantes da viagem e agradecendo amigos e leitores





Imagens do Twitter de Yoani: @yoanisanchez

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vai chegando ao fim a viagem de Yoani Sánchez


Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo. 

ESQUEMA CRIMINOSO mobilizado para silenciar as denúncias de Sônia Amorim, a cidadã que edita este blog. Armadilhas, ciladas, emboscadas, atentados. Golpes e mais golpes. Disfarçados, camuflados. E difamação, linchamento moral, mentiras e mais mentiras, ameaças, provocações e intimidação. E baixaria. Muita baixaria. Promovida por ex-cunhada e sobrinhos da blogueira, com o apoio de agentes públicos e particulares. Assim opera uma verdadeira quadrilha, que desde fevereiro de 2010 tenta se apropriar da casa da blogueira por meio de fraudes e violências de todo tipo. 

Saibam mais na coluna à direita, em outros posts e no blog PSICOPATAS. Acompanhem a saga da escritora paulistana Sônia Amorim e seu dramático embate para ter a propriedade plena de sua casa e uma vida tranquila, em segurança, sem assédio de delinquentes.

Cidadã blogueira em alerta máximo. 


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO



E vai chegando ao fim a intensa e vibrante "Volta ao Mundo em 80 Dias" da ativista, blogueira e tuiteira cubana Yoani Sánchez, que acompanhamos aqui no blog desde o final de fevereiro.

Daqui a dois dias, Yoani, emocionada e saudosa, como já se encontra, estará voltando para Cuba, para casa, onde abraçará o filho Theo, o marido, também jornalista e blogueiro, familiares e amigos.

Como será a volta de Yoani à "Ilha dos Desconectados"? Que represálias a aguerrida blogueira poderá sofrer por parte dos Irmãos Castro? Haverá, como prevê a ativista, um "fuzilamento midiático"?

Vamos acompanhar a vida de Yoani Sánchez - premiadíssima blogueira - na Cuba de Fidel, onde a escritora pretende criar um jornal digital, disseminar muito do conhecimento que adquiriu nesta produtiva viagem e trabalhar pela libertação do povo cubano.


Na Polônia















Em Varsóvia


Com o cineasta Andrzej Wajda












                                                                                                         Chegando em Gdansk


Com o ex-líder operário e presidente Lech Walesa


Imagens do Twitter de Yoani: @yoanisanchez

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Yoani Sánchez: meio milhão de seguidores no Twitter


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO



Na Suécia, depois de passar alguns dias em Zurich, Genebra e Neuchâtel, a ativista, escritora, jornalista, 
blogueira e tuiteira cubana Yoani Sánchez vai entrando na fase final de sua muito produtiva "Volta ao Mundo em 80 dias", que acompanhamos aqui no blog, e comemora a marca de meio milhão de seguidores no Twitter, para tristeza e desespero de seus invejosos perseguidores. E dos irmãos Castro, claro...

Yoani vem cumprindo uma programação intensa em Estocolmo, onde visitou universidade e entidade de direitos humanos, conversou com cidadãos cubanos e participou de encontro de ciberativistas no Parlamento.



Com Laritza Diversent, advogada, e Miriam Celaya, blogueira

Parlamento da Suécia, em encontro com ciberativistas


Imagens do Twitter de Yoani: @yoanisanchez

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Yoani Sánchez: "apenas" uma Cidadã


Miami, abril de 2013



"Em Cuba, ser cidadão é um ato contestatório, um ato de profunda rebeldia. Ser cidadão é um delito."


"Nada mais perigoso para o totalitarismo do que fazer perguntas. Nada mais corrosivo do que um indivíduo que tenta sair do controle."


"Eu tento me comportar como uma cidadã." 




Assista ao vídeo clicando aqui.

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domingo, 5 de maio de 2013

Em Berlim, com Yoani Sánchez


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO



Muito bem-sucedida a "volta ao mundo em 80 dias" da ativista, escritora e blogueira cubana Yoani Sánchez: entrevistas, palestras, visitas a veículos de comunicação, passeios em museus, encontros com escritores, ativistas, jornalistas, estudantes... Viagem super produtiva, em que Yoani vem aprendendo muito, fazendo contatos e recebendo apoio e carinho. Nada parecido com os dias em que esteve no Brasil, onde foi assediada, ofendida e perseguida por um bando de baderneiros simpatizantes do regime castrista.

Na semana que passou Yoani esteve na Itália (Turim, Milão), na Suíça (Genebra), na Noruega (Oslo), e agora já está na Alemanha. Em seu Twitter ela postou hoje várias fotos de Berlim.

No final de maio, Yoani voltará a Cuba, onde, segundo ela, sofrerá no mínimo um "fuzilamento midiático".

Vamos acompanhar este resto de viagem de Yoani e seu retorno à Ilha de Fidel.

Berlim, hoje

Onde existia o "Muro da Vergonha"

Yoani deixa um pedido, na "Árvore dos Desejos", Museu Judeu


Imagens: Twitter de Yoani Sánchez   @yoanisanchez

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dia Internacional da Liberdade de Expressão



LIBERDADE DE EXPRESSÃO - LIBERDADE DE IMPRENSA





“Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

    Artigo 19, Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 1948



Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. 


§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

                             Constituição da República Federativa do Brasil, 1988


Perseguida em Cuba, no Brasil Yoani Sánchez também foi assediada por esquerdinhas trogloditas, que tentaram ofendê-la, ameaçá-la, impedi-la de expor suas ideias.


A eles, a blogueira cubana respondeu, em alto e bom som:

"Não me assustam os repressores. Eu sou uma alma livre!"
Entrevista com Yoani Sánchez: Dilma está “brincando com fogo” sobre situação em Cuba



No Dia Internacional da Liberdade de Expressão, blogueira fala ao Estado sobre sua viagem ao Brasil, sobre o futuro de Cuba, sobre Chávez e sobre seus projetos pessoais.



GENEBRA – A presidente Dilma Rousseff está “brincando com fogo” sobre a situação em Cuba e Havana estaria usando a disposição do Brasil para dialogar para adiar qualquer tipo de reforma mais significativa em seu regime. O alerta é da ativista e blogueira, Yoani Sánchez. Em entrevista a este blog durante sua passagem por Genebra às vésperas do Dia Internacional da Liberdade de Expressão, a dissidente cubana revelou que ficou surpreendida com a violência das ações contra ela durante sua passagem pelo Brasil, há um mês. Mas acredita que a ação foi organizada pela própria embaixada cubana em Brasília e insiste que as “intimidações” não vão conseguir que ela abandone seu questionamento sobre o regime. Eis os principais trechos da entrevista:



Como a sra. avalia a posição do governo brasileiro em relação a Cuba?

Dilma está brincando com fogo com Havana. O governo brasileiro está fazendo uma aposta de que o regime quer mudar. E, normalmente, o governo de Havana usa muito bem isso a seu favor. Ela acha que pode reformar o sistema por dentro, influenciar. Mas vai ser enganada. O governo vai usar isso para se manter. É ainda assim útil ter países com essa visão do Brasil. Mas acredito que não terá resultado.


Durante a passagem da sra. pelo Brasil, vimos vários protestos contra a sra. Como avalia isso?

Não ocorreu apenas no Brasil e foram sempre organizadas pela embaixada cubana nos países em que estive. Eu optei por ir ao Brasil primeiro e sabia que não seria o mais fácil. Mas não queria ir para os EUA. Isso daria margem para que me dissessem que, assim que pude, fui justamente ao colo dos americanos. No Brasil, alguns casos chegaram a ser violentos, até puxando meu cabelo, com ofensas. A embaixada cubana inclusive entregou um dossiê sobre minha pessoa a vários grupos, inclusive a funcionários do governo brasileiro. Mas acredito que eles mesmos viram que não funcionou e até tiveram de mudar de estratégia. Posso confirmar, porém, que em certos momentos foi muito difícil. Mas decidi continuar e vou até o final.


E qual o resultado que a sra. acredita que teve sua viagem ao Brasil?


Acredito que ajudou a entender o que é que vivemos em Cuba e o povo brasileiro talvez saiba mais hoje. A realidade é que, nos dias que passei pelo Brasil, meus seguidores no Twitter aumentaram em 38 mil. Quero muito voltar ao Brasil e espero que isso possa ocorrer logo.

A sra. se dispôs a viajar por 80 dias pelo mundo. Porque acredita que o governo cubano a deixou sair?

Não acredito que a palavra “deixar” é a correta. Eles não tinham opção. Eu fiz um pedido para sair em 20 ocasiões durante cinco anos. Quando a reforma de imigração foi anunciada, eu fui a primeira a aparecer para pedir um passaporte. Eles não tinham opção. Era a credibilidade da reforma que estava sendo testada. Acho que calcularam o seguinte: essa mulher é o termômetro de nossa reforma. Se não deixarmos ela sair, vão nos questionar se a reforma é real. Mas acho também que calcularam outra coisa: desprestigiariam meu nome por onde eu fosse e iriam me intimidar.

Enquanto a sra. esteve fora, Hugo Chávez morreu. Como a sra. avalia o impacto de sua morte para as autoridades de Cuba?

Não existe chavismo sem Chávez e não existirá o castrismo sem os Castro.

Mas Nicolas Maduro não venceu?

Maduro pode fazer sobreviver as ideias de Caracas por algum tempo. Mas não será para sempre e isso preocupa as pessoas em Havana. Até agora, o que tem mantido o sistema são os subsídios venezuelanos. As autoridades estão muito preocupadas, pois sabem que Nicolas Maduro tem uma pressão forte para reduzir sua ajuda a Havana e ajudar a economia venezuelana. Havana está fazendo muita pressão sobre Maduro para que não desmonte o sistema de ajuda. Mas eu tenho a impressão de que Maduro terá de optar entre ajudar Cuba e garantir sua própria economia e isso assusta Havana.


As reformas adotadas por Raul Castro podem levar a uma melhoria do sistema?

A reforma não irá melhorar o sistema. O que ocorrerá é que essa reforma vai derrubar o regime. O sistema cubano é como uma casa na Havana Velha que, apesar de estar caindo aos pedaços, está se aguentando. Um dia, o proprietário decide mudar de porta e tirar um parafuso. Nesse momento, a casa cai. Isso é o que vai ocorrer com as reformas e o sistema.


Qual seria o impacto de uma reforma política em Cuba para a América Latina?

O que ocorrer com a reforma política em Cuba definirá o destino da América Latina por cerca de cem anos. Se ela ocorrer e passarmos para uma democracia, vários movimentos na América Latina vão perder força. É verdade que os cubanos se consideram o umbigo do mundo. Mas, realisticamente, se a transição política fracassar e o regime for mantido, temo por uma onda de regimes populistas por anos. Mas essa transição também depende da ação da comunidade internacional. Não digo uma intervenção. Ela terá de ocorrer de dentro mesmo de Cuba. Mas a comunidade internacional terá de estar preparada para, no dia seguinte, estar lá para nos ajudar. Vamos precisar de linhas de crédito e muito mais.

A sra. se vê ocupando um cargo político numa Cuba sob um novo sistema?

Não. Dizem isso para mim. Mas na minha vida sempre tomei um caminho diferente. Quero ter um jornal.

O que poderia acelerar a transição?

O fim do embargo americano e a chegada de tecnologia. Já hoje estamos vendo que a tecnologia está gerando uma ruptura do monopólio informativo do governo e sabemos o que isso significa. Há muita informação clandestina circulando por Cuba. Bairros se organizam e uma família tem uma antena parabólica escondida em um tanque de água. De lá, cerca de 300 famílias podem captar o sinal e pagam uma taxa por mês. Hoje, vemos séries americanas, novelas brasileiras, CNN e todo o tipo de informação que seria oficialmente proibida.

Como a sra. acredita que será recebida de volta em Cuba, depois de fazer tanto barulho pelo mundo?

Haverá um fuzilamento midiático. O governo te lincha na televisão, te acusa publicamente dos piores delitos. Mas o segredo é manter a cabeça fria. Inclusive, eles usam até isso contra mim, dizendo que essa reação de calma que tenho é uma prova que fui treinada pela CIA. Fui sequestrada em quatro ocasiões. A tortura psicológica a qual fui submetida não tem palavras. Tive de tirar minha roupa e ameaçaram me entregar a dois homens. Também me disseram que, se meu filho andasse de bicicleta, ele deveria ter cuidado, pois há muito acidente de trânsito.

Estadão Online

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Yoani Sánchez: "Sou milionária em amigos"


YOANI SÁNCHEZ, LIVRE, PELO MUNDO


Em Madrid, num colóquio com Mario Vargas Llosa e outros convidados.

Uma Conversa em Liberdade.




Para ver o vídeo completo, clique aqui.


domingo, 21 de abril de 2013

Internautas fazem perguntas a Yoani Sánchez


ALERTA MÁXIMO: Blogueira Sônia Amorim, editora deste Abra a Boca, Cidadão!, em estado de alerta e atenta às movimentações de familiares e agregado, denunciados por crimes, violências e atentados que a cidadã blogueira vem sofrendo nos últimos 3 anos.

Blogueira sob risco de ser tirada à força de sua casa e silenciada para sempre. Quadrilha pretende continuar na impunidade.

Banda boa da família, amigos, leitores, simpatizantes... todos atentos a este blog e à casa da cidadã blogueira: Rua Antônio Luís Espinha, n. 11, Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.



ENTREVISTA


Na redação do jornal El País, em Madrid, mais uma vez, a ativista, escritora e blogueira cubana Yoani Sánchez respondeu, com tranquilidade, de modo claro, objetivo e bem-humorado, indagações sobre sua posição em relação ao embargo norte-americano a Cuba, à base de Guantánamo, como vê o regime cubano e o futuro da Ilha, sobre quem banca suas viagens etc. etc.   


Yoani Sánchez
Bloguera y colaboradora de EL PAÍS


Viernes, 19 de abril de 2013
Foto: Claudio Álvarez 


Los internautas preguntan a Yoani Sánchez


Un cordial saludo, Yoani. Me interesaría saber tu opinión sobre la izquierda europea, desde los partidos socialistas a la izquierda antisistema. ¿Dónde te sitúas tú ideológicamente?

La verdad es que me considero una persona transversal, postmoderna, renuente a definirse en las clásicas alineaciones políticas. No obstante, creo que en general la izquierda europea ha sido demasiado cómplice del totalitarismo cubano. Tal vez por miopía, por deseos de creer que la utopía se había instalado en nuestra Isla del Caribe o por simple anti imperialismo, del más maniqueo.

Hola Yoani, ¿de qué manera contemplarías una resolución de un posible conflicto futuro entre las dos Cubas, la de Miami y la de la propia Cuba? Saludo.

Después de haber pasado por Miami hace apenas unos días, estoy más convencida de que la solución de los grandes problemas nacionales tendrá que pasar necesariamente por el trabajo conjunto de esas "dos Cubas", como tú las llamas. Basta ya de llamarnos, cubanos de adentro o de afuera, somos cubanos y punto. Los exiliados cubanos jugarán un papel importante en la transición: necesitamos de sus conocimientos empresariales y democráticos. Necesitamos de esa porción de Cuba que ellos han conservado en la distancia.

Con los viajes que has hecho a diferentes países, ¿cómo comparas los sistemas políticos?

Sigo pensando que en Cuba vivimos bajo un capitalismo de Estado, de clan familiar, sin derecho a la protesta. Donde el gobierno, gana elevadas plusvalías y es además el dueño de la mayoría de los medios de producción. En otros países he visto muchas diferencias, muchas injusticias, pero sin embargo - a diferencia de nuestra nación - en muchos de esos lugares hay una sensación de que todo tiempo futuro tendrá que ser mejor, algo que los cubanos ya hemos perdido hace tiempo.

Hola soy cubano y vivo en Madrid hace unos años, mi pregunta para la invitada es: Si realmente el ciudadano cubano está listo para un cambio y si es consciente de todo lo que conlleva el mismo? Porque una cosa es lo que pensamos dentro y otra muy distinta la dura realidad, Y felicitarle por su gran valor e inteligencia.

Preparados, lo que es preparados para un cambio, no estamos. Pero nunca se está preparado para lo nuevo. ¿Están a caso las madres preparadas para tener un bebé, amamantarlo cada día, despertarse cada madrugada? A ser madre se aprende siendo madre, a ser libre, siendo libre.

Hola primero quiero felicitarte por tan ejemplar trabajo quiero saber que significa para ti la influencia de las redes sociales en el escenario politico y social de muchos paises y como crees que se desenvolvera la situacion en Venezuela según tu experiencia en tu pais, que consejo nos darias a los millones de venezolanos que queremos un cambio.

Aunque no creo que sólo la tecnología nos hará libres, considero que las redes sociales y los nuevos artilugios tecnológicos ayudarán mucho en el propósito de tener sociedades más democráticas, plurales y participativas. En mi caso, los blogs, Twitter, Facebook y los teléfonos móviles han sido un camino de entrenamiento ciudadano. Le recomiendo a los venezolanos que no se dejen encerrar en la jaula. Yo que vivo dentro de una de ellas, les aseguro que vale más el riesgo de volar en libertad, que el menguado alpiste que dan cuando se cierran los barrotes.

¿Nos puedes decir quién financia tu viaje por tantos países?

Claro que sí. Pero primero debo decirte que la respuesta a esa pregunta la encontrarás en infinidad de entrevistas que he dado a lo largo de mi viaje. Si buscas en Google, con solo un clic, podrás escuchar todas esas respuestas. Eso es si realmente quieres saber, sino... sino nunca estarás conforme con lo que te diga... Me fui a Brasil con un boleto cuyo monto se recaudó vía Internet, de manera pública y transparente. Tú mismo hubieras podido contribuir de forma abierta y ciudadana en caso de estar interesado. A República Checa viajé invitada por el Festival de Cine One World, que claro está cubrió todos los gastos, como es perfectamente normal en este tipo de eventos. Después a México invitada por la Universidad Iberoamericana, a New York por el Baruch College, a Holanda por Amnistía Internacional... a Miami por mi hermana exiliada que ahorró durante dos años para invitarme, a Perú por unas amigas que conocí en La Habana cuando hacía de guía de la ciudad y he llegado aquí a España con una invitación de la Editorial Anaya donde publiqué un libro, de El País donde escribo frecuentemente y de muchos amigos que me leen y me apoyan. No me ha faltado un plato de comida ni un techo... porque sabes... soy millonaria en amigos... pero no se lo digas a nadie...

Si en Cuba hay tanta represión, falta de libertad de expresión y encarcela a los disidentes, ¿cómo es que tu estás libre, y puedes criticar tan libremente al régimen?

Precisamente para que me hagan esa pregunta. Es cierto que hay una gran represión, yo misma he sido víctima de muchas formas de esa represión: golpes, arrestos arbitrarios, difamación sin derecho a réplica, impedimento de salir de mi propio país en 20 ocasiones, amenaza a mi familia y vigilancia contante. No voy a dejar que me arrebaten la pequeña victoria lograda al obligar al gobierno de Raúl Castro a que me dejaran salir. Esa es la victoria alcanzada después de mucho insistir. No es un gesto magnánimo de ellos, es el resultado de la presión ciudadana.

Hola. ¿En Cuba echan a los ciudadanos y ciudadanas de las casas en las que viven de manera violenta dejándolos en la calle? Aquí sí.

Sí, en Cuba también. Lea todas las denuncias de desalojo que hay en la red procedentes de mi país, reportes de deportaciones obligatorias de ciudadanos del oriente del país que son encontrados en La Habana y declarados "ilegales" en su propio país. Disculpe, pero recuerde aquel refrán de "mal de muchos, consuelo de tontos", el hecho de que ustedes tengan graves problemas no debe ser motivo para que nosotros nos callemos los nuestros.

Buenas tardes: ¿sigue pensando que Gabriel García Márquez no merecía el nobel? Muchas gracias.

Nunca he dicho eso. Busque la cita textual y después pregunte. No se deje llevar por campañas de difamación... investigue la fuente. Admiro la literatura del Gabo y soy una gran lectora de su obra, nadie como él para merecer el Nobel. Guardo con muchísimo celo mi ejemplar, de mil lecturas, de Cien años de Soledad.

¿No cree usted que si en Cuba se viviera tan mal el pueblo se hubiera alzado? No responda diciendo que existe represión, en el franquismo también existía y la gente salía a la calle.

El miedo es la clave de la no rebeldía. Los cubanos expresan su inconformidad emigrando... verifique las cifras de cuántos se han ido.

Hola Yoani, cuéntame como vuelves a tu país habiendo visto cómo se vive fuera.

Volveré, porque para mí "la vida no está en otra parte sino en otra Cuba" y esa Cuba quiero ayudar a construirla desde adentro.

¿Considera al sistema neoliberal actualmente hegemónico en gran parte del mundo una alternativa adecuada para sustituir al sistema actual en Cuba?

El sistema actual cubano ya es profundamente neoliberal... nos pagan en una moneda que no funciona para sobrevivir, el único sindicato permitido está en manos del único gobierno permitido, no hay derecho a huelga, los despidos abundan... quiere algo más liberal?

¿Considera realmente que la mayoría de la población cubana desea un cambio hacia un sistema capitalista?¿Cual cree usted que debe ser el modelo para la isla?

Y he dicho que Cuba vive en el capitalismo hace mucho, mucho rato. Basta de creerse la propaganda del "socialismo" cubano, que es tan despiadado como el peor de los capitalismos. Creo que la gran mayoría de los cubanos quiere vivir bajo un sistema más participativo, con menos prohibiciones y más opciones.

Buenas, Yoani. Hace unos años estuve en Cuba y mucha gente tenía como modelo de transición a la española... Ahora que mucha gente está dándose cuenta de que realmente nuestra Transición no fue tan ideal, ¿qué aspectos crees que habría que destacar, tanto positiva como negativamente, que puedan extrapolarse a la realidad cubana? Gracias y un abrazo.

Creo que lo único positivo que ha tenido la demora de la transición cubana es que podremos aprender de los errores cometidos por otros. Tenemos además la oportunidad de empezar desde cero. Definir con tiempo una buena ley de partidos y de financiamiento transparente de estos garantizará mucho la política de la Cuba futura. Por otro lado ninguna transición es igual a otra. Encontraremos nuestro propio camino... sin copiar a nadie, eso espero.

¿Condena usted la imposición de sanciones económicas de Estados Unidos contra Cuba?

He dicho mi posición hasta en el mismísimo senado de Estados Unidos, por tanto llueve usted sobre mojado con la pregunta. Considero que el embargo norteamericano es el gran pretexto que tiene ahora mismo el gobierno cubano para explicar desde el descalabro económico hasta la falta de libertades. Creo que debe terminar cuanto antes.

¿Está usted a favor de la devolución de la base naval de Guantánamo que ocupa Estados Unidos?

La Base Naval de Guantánamo volverá algún día a ser de los cubanos, pero OJO... de los cubanos... no del actual gobierno de Cuba que es algo bien diferente. Cuando seamos un país democrático, con respeto a la pluralidad, muy probablemente ese tema estará en la lista de las prioridades.

Yoani, luchas valientemente por unas libertades sociales. Antes del 59, las desigualdades eran bestiales en Cuba. Ahora, las diferencias entre blancos y los demás son menores, aunque todavía falta. Salvo los privilegiados del sistema, los cubanos viven con sanidad, educación, tienen casa por degradada que sea, y comen a diario. En latinoamérica, hay miseria y más de 100 millones no tienen nada que tienen los cubanos. ¿Cómo debe ser el desarrollo económico de Cuba para evitar acabar como ellos?

La verdad es que lo de la falta de diferencias sociales es algo que ya es cosas del pasado. La Cuba actual se divide entre aquellos que tienen acceso a la moneda convertible y los otros que tienen que vivir sólo de su salario. Es una Cuba dura, brutal, con grandes niveles de pobreza. El problema principal es que "Robin Hood" sabe quitarle las riquezas a los ricos para distribuirlas entre los pobres, pero no sabe crear riquezas... cuando estas se agotan... todos terminamos igual de pobres.

Yoani es la opositora Yoani, porque ella se lo ha propuesto, o porque la dictadura castrista con su persecución la ha hecho famosa. ¿Se propuso alguna vez llegar a donde ha llegado?

Todo hombre es fruto de su coyuntura. ¿Habría sido Fidel Castro el hombre que fue sin la existencia de Batista? No lo creo... Por otro lado más que un opositor, que es una postura que lleva mucho más mérito y que tan decorosamente merecen otros activistas cubanos, me considero una cronista de la realidad. El problema es que en Cuba la realidad es profundamente opositora. La realidad en nuestra Isla es la negación constante del discurso oficial.

Saludos, Yoani. Me inquietaría saber si en alguna ocasión se ha planteado, como proyecto, realizar una incursión por las pequeñas poblaciones del interior de la isla -lugares donde el yugo y el oscurantismo político y económico son más agresivos - con el fin de radiografiar las diferencias sociales existentes respecto de la Habana, teniendo en cuenta que se dispone de escasísima información al respecto.

Lo hago muy a menudo. En esos pequeños pueblitos imparto cursos para enseñar a activistas y ciudadanos en general a usar Twitter desde su teléfono móvil sin acceso a Internet. Mi pequeña gratificación: que ahora en muchos de esos poblados alejados hay gente narrando lo que le ocurre, en trozos de 140 caracteres, gracias a esos cursos. Mi lema es "nárrate a ti mismo".

¿Qué te parece la reacción de Henrique Capriles ante las dudas sobre la limpieza de las elecciones del pasado domingo en Venezuela? ¿Crees que existe alguna posibilidad de que Maduro acepte un resultado adverso en caso de que el recuento del CNE sea positivo para la oposición?

Muy justo el pedido de reconteo de votos. No creo que Nicolás Maduro vaya aceptar un resultado adverso, pero no hay peor batalla que la que no se libra.

¿Cómo propones evitar en un sistema parlamentario las desigualdades sociales y económicas, viendo que bajo sistema parlamentario en el mundo occidental hay un abismo entre pobres y ricos que lejos de cerrarse se hace cada vez mayor?

Las diferencias sociales en Cuba son abismales. Por ejemplo entre un jerarca de verdeolivo y un ciudadano común hay un abismo tan grande como entre un rey y un simple obrero en cualquier sociedad que tú conoces, e incluso la diferencia puede llegar a ser mayor de la que tú ves en tus sociedades. Pues la casta gobernante cubana tiene poder sobre la vida y sobre la muerte, sobre la educación de nuestros hijos, sobre el médico que nos atiende en cada consulta, sobre nuestra libertad de movimiento... El sistema parlamentario en nuestro caso iría más encaminado a reducir esas diferencias, a darle al cubano de a pie la capacidad de no permitir esa "casta de iluminados" que hoy tienen tanto poder sobre cada detalle de nuestra vida cotidiana.

¿Qué le parece el periodismo que se hace fuera de Cuba? ¿Era cómo se lo esperaba?

Me ha parecido un periodismo con luces y sombras, moderno, en crisis, pero toda crisis es un parto. Toda crisis implica un nuevo nacimiento. Lamentablemente dentro de Cuba, lo que se hace desde la esfera oficial no puede llamarse siquiera "periodismo" y por otro lado mis colegas periodistas independientes, bloggers y periodistas ciudadanos corren demasiado riesgos con cada palabra que escriben, con cada denuncia que hacen. Aspiro a que un día el periodismo no nos cueste la libertad ni el linchamiento mediático a los cubanos.

Mensaje de despedida

Ha sido un gusto enorme estar con ustedes esta tarde. En primer lugar por la visita a mis colegas de El País, por la posibilidad de responder en vivo y en directo y también por el reto de la opinión. Ya lo saben: todos los problemas que me he buscado en mi vida han sido por decir lo que pienso... y los problemas que me faltan.


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