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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Depois do Apagão de Energia (FHC), tucanos promovem "Apagão" de Água em São Paulo


CHOQUE DE GESTÃO TUCANA: SÃO PAULO NO FUNDO DO POÇO



Depois do Apagão de Energia promovido no governo FHC, o governador tucano Geraldo "Volume Morto" Alckmin, eleito em primeiro turno pela parcela mais emburrecida de paulistas, a elite e os "metidos a elite", oferecerá em breve à população do Estado de São Paulo, lodo, muito lodo. É o que afirma o diretor-presidente da ANA, Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu.

O sertão está virando mar, com as cisternas, o Eixo das Águas e outras obras dos governos Lula e Dilma Rousseff. Não falta água no Nordeste. O mar de prosperidade de São Paulo, o estado mais rico do País, está virando "mar de lama", lodo, sertão...


Cantareira: choque de "barro" e incompetência



Há terceira cota de volume morto, mas água está no lodo, diz ANA


Rodrigo Pedroso | Valor


SÃO PAULO - Existe uma terceira - e última - cota de volume morto que poderá ser usada no sistema Cantareira, que abastece de água boa parte da Grande São Paulo. Mas a retirada dessa água, que está misturada ao lodo, apresenta dificuldades “técnicas” e envolve riscos por se tratar de insumo de baixa qualidade, disse hoje o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu. Essa terceira cota teria 200 bilhões de litros.

“O volume morto total tem cerca de 500 bilhões de litros. A primeira e a segunda cota, juntas, somavam quase 300 bilhões de litros. Em tese, há mais 200 bilhões de litros. Como a reserva fica no fundo, se a crise se acentuar, não haverá outra alternativa a não ser ir no lodo e tirar essa água”, disse durante apresentação no debate “A falta de água em São Paulo”, na Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo Andreu, qualquer obra de aumento da capacidade do atual sistema de abastecimento das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas demora pelo menos dois anos. Assim, a única solução no curto prazo para a crise hídrica pela qual passa o Estado de São Paulo é a ocorrência de chuvas acima do esperado ou utilizar todo o volume morto do sistema Cantareira.

“Quem apresentou o volume morto como alternativa ao governador Geraldo Alckmin fomos nós. Porque as outras hipóteses de enfrentamento da crise requerem obras que não foram feitas e só terminariam, no melhor dos cenários, em dois anos. Então, a solução é ou esperar por uma chuva boa ou se retirar o volume morto”, afirmou há pouco durante fala na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Andreu disse que ainda no começo do ano a previsão meteorológica para 2014 em São Paulo era “muito ruim”, mas que “havia a expectativa por parte do governo do Estado” de que o regime de chuva pudesse se normalizar. “Toda essa crise que estamos vivendo é de que houve expectativa de chuva que não se concretizou ao mesmo tempo em que não se tomou alternativas adequadas.”

A ANA também pediu, em abril, a redução da vazão do Cantareira, para preparar melhor o sistema para o próximo ano, quando também deve haver chuva abaixo da média. Na ocasião, de acordo com Andreu, o governo paulista não atendeu ao pedido.

“O problema [mais sério] que vamos enfrentar é a partir de março, abril de 2015, porque agora deve cair alguma chuva”, disse Andreu.




Destaques do ABC!

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sábado, 18 de outubro de 2014

Mino Carta: "Se Aécio vencer, o Demônio é brasileiro"


EDITORIAL




"Imaginar o retorno a FHC, em caso de vitória de Aécio, é inevitável. De lancinante obviedade. Donde a ameaça da tragédia, e creio não exagerar em vaticiná-la. Trágico seria o retorno ao passado, com a vitória da reação mais medieval do mundo, empenhada em manter de pé a casa-grande e a senzala. No debate de terça-feira 14, Aécio pretendeu que os adversários insistissem no conflito entre dois Brasis. São os tucanos, no entanto, que proclamam a desinformação dos pobres no mesmo instante em que avulta a desinformação dos ricos. Ou a hipocrisia. E, de todo modo, clamorosamente, o ódio de classes."



Retorno a FHC

Se Aécio Neves vencer, teremos de admitir que brasileiro é o Demônio

Mino Carta


Sérgio Lima/Folhapress

Se ele dá risada, é hora do pavor

Ao entrevistar Lula na semana passada, recordei dois episódios do passado que envolvem Fernando Henrique Cardoso. Tempos da greve de 1980 em São Bernardo e Diadema, momento da mais expressiva resistência pacífica à ditadura. A primeira lembrança me coloca ao lado de Lula em um bar de São Bernardo, às costas da fábrica da Volkswagen. Chega FHC, faço menção de me retirar, e Lula diz “fica, fica”. Em silêncio, ouço a peroração do príncipe dos sociólogos a favor da moderação. Está claro que as arengas às dezenas de milhares de trabalhadores aglomerados na Vila Euclydes o deixam bastante incomodado.

Orgulho-me de ter percebido no então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos uma liderança capaz de transcender o papel que então desempenhava. FHC também percebeu, mas isto não o alegrou. A segunda lembrança confirma a primeira. O episódio começa pela conversa telefônica Rio-São Paulo que costumava manter com Raymundo Faoro nas manhãs de domingo. O amigo caríssimo gostaria de galgar o palanque da Vila Euclydes e eu propus: “Venha, será uma honra escoltá-lo”.

À chegada de Faoro no Aeroporto de Congonhas um estranho indivíduo surgiu em cena. Emissário de FHC, e até hoje não sei como soubera dos propósitos do meu amigo. Convidou-nos para parar, a caminho de São Bernardo, na casa da mãe do sociólogo, onde o próprio nos esperava e onde tomamos um chá em louça de Sèvres. Ele sugeria que Faoro desistisse do seu intento. Não o convenceu, e ao cabo nos comunicou que uma assembleia de autoridades nos aguardava no Paço Municipal de São Bernardo. Fomos. Sentado à cabeceira de uma longa mesa perfeitamente encerada, FHC reeditou seu apelo. Levantei-me e disse: “Esta conversa não me diz respeito, eu estou aqui para cobrir um evento relevante e vou cumprir minha tarefa”. Faoro seguiu-me, sem pronunciar uma única, escassa palavra.

Aquele que, 18 anos após, compraria votos de parlamentares para conseguir sua reeleição à Presidência da República, esforçava-se com insólita paixão para impedir a presença de uma personalidade do porte de Faoro no epicentro da greve, a avalizar a ascensão de Lula. Passados 34 anos, FHC aí está, sombra compacta por trás de Aécio Neves. Condescendente, generoso, ao esquecer uma frase fatídica de vovô Tancredo: “Fernando Henrique é o maior goela da política brasileira”. Não sei, aliás, se ao adversário de Dilma Rousseff convém citar o ilustre avô: ele não tinha especial apreço pelo tucanato.

Imaginar o retorno a FHC, em caso de vitória de Aécio, é inevitável. De lancinante obviedade. Donde a ameaça da tragédia, e creio não exagerar em vaticiná-la. Trágico seria o retorno ao passado, com a vitória da reação mais medieval do mundo, empenhada em manter de pé a casa-grande e a senzala. No debate de terça-feira 14, Aécio pretendeu que os adversários insistissem no conflito entre dois Brasis. São os tucanos, no entanto, que proclamam a desinformação dos pobres no mesmo instante em que avulta a desinformação dos ricos. Ou a hipocrisia. E, de todo modo, clamorosamente, o ódio de classes.

Uma vitória de Aécio significaria o enterro de uma política social nunca dantes praticada, por mais insuficiente. De uma política exterior habilitada a desatrelar o Brasil dos interesses de Washington em proveito dos nossos. Bem como o retorno a uma política econômica de desbragada inspiração neoliberal, com todas as implicações, a começar pelo corte do salário mínimo e a alteração da CLT, de resto já anunciadas pelo candidato a ministro da Fazenda de Aécio, Arminio Fraga, presidente do BNDES no governo do eterno goela. E já que se fala de ameaça a uma herança getulista, não nos obriga a espremer as meninges imaginar o triste destino reservado à Petrobras, que o ex-presidente sociólogo pretendia privatar quando no poder, e ao pré-sal, de súbito lotizado.

Há, nisso tudo, exercícios de puro humorismo. Muitos, a bem da verdade factual. Citaria um apenas, retumbante. Sustenta o aludido Arminio que a crise econômica global arrefeceu de cinco anos para cá. Confia na ignorância dos nativos abastados. Se houver dúvidas, sugiro uma investigação elementar junto às Bolsas de todo o mundo diante do recrudescimento de uma situação encerrada, conforme o ex-discípulo de George Soros e Fernando Henrique Cardoso. O qual entende de economia como eu de numismática.



CartaCapital

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dilma vai pra cima e defende a Petrobras


Está errado quando alguns dizem que a Petrobras está perdendo valor de mercado. Manipulam dados, distorcem análises, desconhecem deliberadamente o setor do petróleo. Escondem, por exemplo, que em 2003, no início do governo Lula, ela valia, no mercado, R$ 15,5 bilhões, e hoje, mesmo com toda a crise internacional, com todos os problemas a ela ligados, e questões relativas e conjunturais da bolsa, o valor chega a R$ 98 bilhões. 

Não ouvirei calada a campanha negativa daqueles que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem da empresa.



Esta é a Nossa Presidenta!

Bateu, levou !!!



Imagem de hoje do discurso da Presidenta Dilma
em defesa da Petrobras, Ipojuca, Pernambuco (vídeo abaixo)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Geraldo Alckmin: "Choque de Incompetência"


TUCANATO: DO CHOQUE DE GESTÃO AO CHOQUE DE INCOMPETÊNCIA



São Paulo: Palco da abertura da Copa do Mundo. 

E as torneiras? Secas. Vazias. Nem uma gota...

Já imaginaram?

E os responsáveis por este descalabro querem voltar à Presidência da República.

Que Deus ilumine o Povo Brasileiro!





Seca à vista: a escassez de água em São Paulo é fruto da sucessão de erros do governo Alckmin



Edson Domingues*


Reservatório do Sistema Cantareira


Geraldo Alckmin está testando na população suas habilidades de médico anestesista. Em 1º de fevereiro, o DCM apontou os riscos que o Sistema Cantareira corria por diversas razões. Diante da inércia da gestão do sistema hídrico paulista, o quadro só se agravou após 45 dias. Vacilante sobre que medidas tomar com relação ao racionamento, o governo optou pelo caríssimo bombardeio de nuvens em busca de chuva artificial.

Sem efeito, partiu para “deixar estar para ver como é que fica” e os primeiros resultados começaram a aparecer: obra emergencial para uso do chamado “volume morto” (cerca de 300 bilhões de litros que ficam no fundo dos reservatórios), falta de água em centenas de bairros da periferia e região metropolitana, possibilidade de paralisação da atividade industrial e risco de demissões, malabarismo no comércio e a aurora da seca antes mesmo do período de estiagem se estabelecer.

Nunca a falta d’água foi um problema tão grave na região metropolitana de São Paulo em razão da inércia da Sabesp. Recursos públicos estão sendo despejados para manter água na torneira da dona de casa. Antecipação desastrada pela busca de água no combalido Rio Ribeira de Iguape, projeto da década de 70, faz o governo correr para o licenciamento ambiental no Vale do Ribeira como forma de dar resposta à opinião pública diante do desabastecimento que se avizinha. Ao menos 60 meses serão necessários para a água do Ribeira subir para a região metropolitana. O mundo estará com os olhos voltados para São Paulo, palco da abertura da Copa do Mundo, num cenário que inclui a escassez nas torneiras.

O contorcionismo faz com que sejam remanejados volumes de outros Sistemas, como Guarapiranga e Alto Tietê. Fora o esforço que a população faz para economizar.

O volume morto tem problemas demais para ser tratado como vem sendo pela Sabesp. Cada vez mais as águas do Sistema Cantareira demandam forte tratamento químico para sua potabilidade, já comprometida pelo uso e ocupação do solo irregular por imóveis padrão “Beverlly Hills” construídos a despeito da “fiscalização” da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Pesquisadores da UNESP de Sorocaba, em convênio com a USP, apontam que as águas do Sistema Cantareira têm sulfato de cobre, fungicida utilizado no sistema de tratamento de captação de água para combater algas. Seu uso excessivo pode acarretar danos ao sistema hepático em caso de ingestão contínua. Sua aplicação no Sistema Cantareira pode ter deixado concentrações acima dos níveis recomendados.

Segundo pesquisadores da UNESP, outros componentes químicos são ameaçadores: cádmio, níquel, zinco, chumbo, cobre, cromo, arsênio, ferro e alumínio já são encontrados em invertebrados nas represas que compõem o Sistema.

Os acionistas da SABESP na Bolsa de Valores certamente ainda não sabem, mas apostaram no tão propagandeado investimento no saneamento ambiental do Estado de São Paulo. Apostaram assim como no jogo do bicho. Certamente vai dar camelo no primeiro prêmio.

* Edson Domingues, 45 anos, é escritor, ambientalista e autor de projetos de sustentabilidade na periferia de São Paulo. Formado pela Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo, FESPSP.


Destaques do ABC!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O "Homem de Serra" e o "Ninho de Corrupção" na PMSP


    CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO
"Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?"




"O implacável braço direito de Serra" e o caso de corrupção em SP

Paulo Nogueira*



Ricardo e Serra


Troque um José por outro.

Em vez de Serra, Dirceu.

Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.

São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.

Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.

Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.

Enfim.

Você faz conta do que aconteceria se o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.

Mas como o José é Serra, não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.

Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?

Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo, pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “O implacável braço direito de Serra”.

Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.

Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.

Mais recentemente, ele foi contratado para ser secretário das Finanças do prefeito de Salvador ACM Neto. O site Bahia Notícias, em março passado, publicou uma reportagem que trazia documentos com problemas judiciais que Ricardo vem enfrentando.

O título: “Secretário ‘importado’ de SP por ACM Neto já foi condenado e responde por supostos desvios”. Um dos casos listados pelo site se refere ao tempo em que Ricardo, por indicação de Serra, comandava a Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Disse o site Bahia Notícias:

“O Ministério Público Federal o responsabilizou pelo superfaturamento de uma obra de melhoramento e pavimentação de um trecho de 34 km da BR-319, entre o Amazonas e o Acre. Para a Procuradoria da República, a obra, que custou R$ 11,3 milhões aos cofres da União, era “superfaturada” e “desnecessária”, pois a conservação da rodovia estava sob supervisão do Exército.”

Mais uma vez. Troque de José. Imagine se Mauro Ricardo fosse ligado a Dirceu, e não a Serra.

As manchetes, as colunas, as denúncias.

Mas, em vez disso, um silêncio camarada, como se nada estivesse ocorrendo.

Palmas para a mídia brasileira, aspas, e seu cinicamente seletivo conceito de moralidade.

* O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O que é isso, desembargadora Luislinda?


TRISTES TRÓPICOS



Nós já falamos dela em 2011, já contamos sua bela história de vida: de menina negra e pobre à magistratura. Leia mais sobre a primeira juíza negra brasileira, a baiana e Filha de Iansã Luislinda Valois, clicando aqui.

E agora noticiamos, com pesar, sua entrada na política e, pasmem!, num partido aristocrata, nascido em Higienópolis, bairro nobre da tradicional elite paulistana.

Sou preta, pobre, periférica, ousada e magistrada. Por isso sempre me voltei para a luta das minorias, das pessoas que precisam de mim. Sou ousada e briguenta. Não deixo meus direitos passarem em branco. Vou buscar sempre.


Mas...

O que é isso, Excelência?

Preta, pobre, periférica, ousada, briguenta... e vai se aliar às hostes elitistas?


E a sua história de vida, suas origens, sua consciência de classe? Onde ficam?

Vai defender os mais frágeis se aliando aos vendilhões do patrimônio público a preço de banana?

Como assim?

Agora só falta a ministra Eliana Calmon se filiar ao DEM...



Luislinda Valois/Facebook


Bahia 247

Filha de vaqueiro e de uma costureira e neta de escravo, a desembargadora e primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Valois, assinou sua ficha de filiação nesta noite ao PSDB com as bênçãos do presidente do partido e pré-candidato a presidente da República, senador Aécio Neves. Cerimônia aconteceu no ninho central dos tucanos, em Brasília.

Segundo Aécio, o ingresso da magistrada representa "grande ganho" para a legenda, devido à trajetória de vida e à experiência na luta com os movimentos sociais. "Você será, na Bahia, intérprete do nosso sentimento, porta-voz das nossas propostas. Estou muito feliz com sua presença entre nós", disse o senador.

Aécio observou que o partido, nos últimos dias, reforçou sua unidade interna. Para o senador, a chegada da desembargadora contribui para "a construção do projeto de país que o PSDB vem elaborando".

Com candidatura praticamente garantida a deputada federal, Luislinda diz que se identificou com o PSDB pelas lutas sociais do decorrer de sua trajetória.

"Sou preta, pobre, periférica, ousada e magistrada. Por isso sempre me voltei para a luta das minorias, das pessoas que precisam de mim. Sou ousada e briguenta. Não deixo meus direitos passarem em branco. Vou buscar sempre. Meus pais, um motorneiro e uma costureira, foram pessoas fantásticas que sempre lutaram pela educação. E é pela educação que vou lutar, porque com educação a gente chega longe".

Juvenal Araújo, presidente nacional do Tucanafro, ressaltou que o PSDB ganha com a filiação da desembargadora. "Luislinda é uma referência para os negros de todo o país. Uma pessoa cuja história de vida inspira a todos. É uma honra recebê-la no PSDB, o partido de Fernando Henrique Cardoso, o presidente que mais fez pela população negra brasileira".

O deputado federal baiano Jutahy Junior (PSDB-BA) citou que a magistrada também tem como marca a luta em defesa das religiões afrobrasileiras. "Uma pessoa que tem posição de destaque na busca pela valorização das religiões afro. Pessoa batalhadora, que chegou a desembargadora superando todos os preconceitos. É um grande orgulho para nós do PSDB".



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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Amanhã, 4, Marcha contra o Propinoduto Tucano


CORRUPÇÃO NO NINHO TUCANO



Ativista e blogueira, vítima de esquema criminoso alimentado por corrupção de agentes públicos e particulares, apoia todos os atos pacíficos que denunciem esta iniquidade promovida contra o Povo Brasileiro.

Ao contrário do que tentam gravar como verdade os discípulos de Goebbels instalados na máfia midiática, na oposição apátrida e na mais alta corte do País, o chamado "mensalão" NÃO é o "maior escândalo de corrupção" ocorrido no Brasil.

Exigimos a apuração do "Mensalão Tucano" (mineiro), "Privataria Tucana", "Propinoduto Tucano" e outros desvios de conduta perpetrados pelo PSDB-DEM.

Às ruas, marchando por um Ministério Público e um Poder Judiciário republicanos, apartidários. Promotores de Justiça e magistrados são servidores da Constituição Federal e do Povo Brasileiro. E não podem defender interesses mesquinhos e inconfessáveis.





Chamada para grande ato contra propinoduto tucano, dia 4

Repasso email que recebi do Igor Felippe, diretor de comunicação do MST:



Novo ato contra propinoduto tucano deve mobilizar 3 mil pessoas em SP

Na quarta-feira (4), o Levante Popular da Juventude e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizam ato público contra o propinoduto tucano, em defesa do transporte público e pela punição dos crimes de cartel cometidos por empresas responsáveis pelas grandes obras no país (metrô, estradas e barragens).

Os organizadores da manifestação mobilizarão pelo menos 1.500 pessoas e esperam a adesão dos participantes do ato de 14 de agosto contra o propinoduto tucano, convocado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo com apoio do Movimento Passe Livre. A expectativa é mobilizar em torno de 3.000 pessoas.

A concentração do ato será na Praça Jácomo Zanella, na Lapa, em São Paulo (SP), às 8 h. De lá, sairá a marcha. Na convocatória do ato divulgada no Facebook (em http://migre.me/fVp4k ), os organizadores do ato prometem “um acerto de contas com as empresas corruptoras”.

O ato defenderá a abertura da caixa preta dos transportes, pela prisão dos corruptos e corruptores, expropriação dos bens e devolução do dinheiro para o transporte público, pelo fim das privatizações, pelo passe livre, fim das terceirizações e pela transparência nos contratos bilionários que envolvem grandes empresas estrangeiras nas obras do metrô, barragens e hidrelétricas para impedir a formação de cartéis para esquemas de corrupção.


Propinoduto tucano

Propinoduto tucano é a forma como está sendo chamado o esquema criado pra fraudar licitações das obras, reformas e fornecimento de equipamentos para o sistema de metrô e trens em São Paulo.

Denúncias apontam que as empresas Siemens, Alstom, ADtranz, CAF, TTrans e Mitsui combinavam os resultados das disputas e, com a intermediação de políticos do governo do estado de São Paulo, governado pelo PSDB, elevavam os preços, aumentando os gastos do estado para lavar dinheiro que era repassado aos tucanos.

“Os esquemas em torno do transporte público, somados ao descaso dos governantes, têm como consequências a falta de qualidade no serviço, o alto preço das passagens, a lentidão para expansão do sistema e os acidentes nas linhas de metrô e trem que prejudicam os usuários, além dos ocorridos nas obras, que ameaçam os trabalhadores”, diz a convocatória do ato.

A Alstom, por exemplo, já esteve envolvida em esquemas de corrupção em diversos países e foi condenada na Suíça, Estados Unidos, México e Zâmbia. No Brasil, nenhuma punição ocorreu até agora.

A Siemens e a Alstom sofrem acusações também de formar um cartel no setor de energia. Em 2006, as duas empresas foram incluídas em processo aberto pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, por conta de cartel internacional no mercado de aparelhos eletro-eletrônicos de direcionamento de fluxo de energia elétrica com isolamento a gás (gas-insulated switchgear – GIS) e a ar (AIS), entre 1998 e 2006.


Resumo

O que: Ato público contra o propinoduto tucano, em defesa do transporte público e pela punição dos crimes do cartel de empresas responsáveis pelas grandes obras no país.


Data: 4 de setembro | às 8 h

Concentração da marcha: Praça Jácomo Zanella, na Lapa, em São Paulo, SP.




O Cafezinho

Destaques do ABC!

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como Fernando, o Corrupto, comprou sua reeleição?


CORRUPÇÃO NO NINHO TUCANO





A gente nem precisa de um roubômetro: FHC com a privataria roubou 10 mil vezes mais que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula.
                                                            Roberto Requião, senador pelo Paraná


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SP: MPL vai pra cima de Alckmin e do PSDB


CORRUPÇÃO NO NINHO TUCANO



A semana começa com a promessa da retomada das manifestações de rua pelo MPL - Movimento Passe Livre - na quarta-feira, 14, final da tarde, começo da noite, na cidade de São Paulo (Avenida Paulista?).

Convido os leitores a ficarem atentos à cobertura da mídia golpista: Estadão, Folha, Veja, Globo etc., que "deitaram e rolaram" nas manifestações de junho, tentando manipulá-las e direcioná-las para desestabilizar e se possível derrubar o governo popular e trabalhista da presidenta Dilma.

Vamos ter cobertura ao vivo, direto, da Globo News? Seus comentaristas acharão "lindo" e "emocionante" a moçada nas ruas, protestando contra o "propinoduto tucano" e o (des) governo do PSDB, encastelado em São Paulo há duas décadas?


                                                                                                          Imagem: Brasil 247
247 - Uma manifestação convocada pelo Movimento Passe Livre para o próximo dia 14, em São Paulo, será um teste de fogo para o governador Geraldo Alckmin. O foco do protesto será o chamado "propinoduto tucano" nas obras do metrô de São Paulo.

Integrantes do MPL falam em desvios de R$ 400 milhões, sem os quais seria possível cobrar uma tarifa muito menor no transporte público. “Nossa posição é que é um absurdo que o dinheiro público esteja sendo desviado do transporte. São mais de R$ 400 milhões desviados, isso daria para reduzir a tarifa a R$ 0,90”, afirma Matheus Preis, militante do MPL-SP.

O que preocupa o Palácio dos Bandeirantes é a possibilidade de que Geraldo Alckmin se torne o novo alvo preferencial dos manifestantes, agora que o governador do Rio, Sergio Cabral, já foi abatido. Teme-se a chamada "cabralização" de Alckmin. Além disso, o movimento será engrossado por militantes do PT e da Central Única dos Trabalhadores.

Leia, abaixo, notas publicadas no Painel a respeito:


Cabralização

O PT decidiu replicar com Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo o cerco que Sérgio Cabral (PMDB) enfrenta no Rio. O partido atua na organização de protestos marcados para esta semana e a próxima, que farão menção à investigação de cartel em governos tucanos. Dirigentes da CUT vão engrossar ato do Movimento Passe Livre na quarta-feira. No dia 28, na marcha pela reforma urbana, movimentos de moradia também ligados ao PT vão à rua pedir CPI sobre o caso Siemens.

Baixo astral 

Auxiliares e aliados de Alckmin relatam que o escândalo dos trens atingiu em cheio o humor do governador, que tem se queixado de o caso ter estourado no seu colo.



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sábado, 10 de agosto de 2013

FHC: "Eu, não. Eu sou Deus"...


OPINIÃO



“Eu, não. Eu sou Deus”

Laerte Braga


Quando o ex-presidente Fernando Henrique diz que “o PSDB não é farinha do mesmo saco”, não estava querendo defender o partido. Isso é o que pode parecer à primeira vista. Estava defendendo a si, largando os “amigos” (não tem, tem cúmplices) na chuva e cuidando de sua própria pele.

É deus, privatizou o mundo em seis dias e depois foi a Camp David passar o sétimo com Bill Clinton, onde recebeu a mala pelos serviços prestados.

O que está dizendo é que não o confundam com Serra, com Alckmin, com Aécio, com Álvaro Dias, com Portelinha, Azeredo e toda a corja. Ele não. É deus e está acima do bem e do mal. O que fez não importa se eivado de corrupção, importa que ele é “deus”.

Parênteses.

No caso de Aécio estar no PSDB é falta de vergonha na cara, ou já está num estado de depauperação mental irrecuperável. Tancredo tinha horror de FHC.

Fernando Henrique percebeu a gravidade do caso do metrô paulista e sente o cheiro da podridão que exala da REDE GLOBO, donde podem surgir segredos aterradores do seu governo, falo da sonegação fiscal de 600 milhões.

A GLOBO sempre foi fétida, só que agora o cheiro está chegando com insuportável odor às ruas.

São as duas grandes questões pontuais que vive o País nesse momento e são elas que devem fazer parte de qualquer bandeira de protesto, onde quer que se vá, no território nacional, ao lado das grandes causas, a Constituinte Popular, por exemplo. São produtos da podridão e da falência do Estado desde a época da ditadura militar.

Um corpo corroído muito mais pelos corruptores, principais acionistas desse Estado (bancos, grandes empresas, latifúndio, templários evangélicos), que pela corrupção, que é consequência (a bancada evangélica é uma espécie de ordem dos templários da Idade Média, mas caricata, latifúndios são pistoleiros do velho oeste e banqueiros e grandes empresários são a OPUS DEI).

O sistema político eleitoral brasileiro permite que os corruptores elejam e mantenham a maioria das casas legislativas, prefeituras, esse adereço desnecessário, câmaras municipais, governos estaduais, assembleias e as duas casas legislativas nacionais, uma delas a chamada representação popular, a Câmara dos Deputados e a outra, outro adereço desnecessário, o Senado, representação dos estados de uma federação que não existe, exceto no papel.

Nosso sistema judiciário é uma teia que não resolve nada e isso é proposital. Quem vai ter peito de encarar o mea culpa no erro do "mensalão"? Todo o arcabouço do Estado brasileiro guarda consigo “preciosidades” do Brasil colônia, do Brasil império e das várias “repúblicas” que tivemos ao longo de nossa História, mas sempre sob o controle das elites econômicas. O caráter democrático, que é também o caráter humano que deveria prevalecer, não existe.

E aí, entra FHC, como entra o grupo GLOBO, como entram os que compram e se beneficiam do que na verdade é a diferença de classes, que por sua vez nos remete à luta de classes, necessária e fundamental para a construção de um Estado democrático. Aquele em que o trabalhador decide ao invés de ser alvo de gás lacrimogênio ou gás de pimenta, além da borduna da excrescência Polícia Militar, outra “preciosidade” que trouxeram de antanhos.

Neste momento temos o que se chama de “condições objetivas” para buscar mudanças estruturais indispensáveis, a não ser que queiramos aceitar o papel de zumbis em função dos interesses dos donos. Não mudanças totais, plenas, mas portas para a construção de um futuro socialista.

No Brasil e em quase todos os países, há um problema complicado. Classe média. Come arroz e feijão, deve horrores ao banco para ter carro do ano e arrota maionese. Pior, lê VEJA e acha que o JORNAL NACIONAL é o ponto de referência da verdade absoluta. Extasia-se com o ET de Varginha.

No caso específico de FHC, um safardana de grande porte, amoral, logo, destituído de qualquer princípio, e que em sua versão fumante de charuto cubano acredita que tudo é obra dele.

E que numa frase, como a que disse, falou para fora uma coisa, falou para dentro outra coisa, até porque se chegarem a ele respingos desse processo do metrô, da GLOBO, o risco de retaliação é imenso. É detentor de segredos desde alcovas a gabinetes escuros e sombrios como aqueles que Drácula usa, e não vai ter escrúpulos em esgrimá-los a seu favor.

É característica do amoral.

Foi o que ele quis dizer.

“Eu, não. Eu sou Deus.”

O PSDB não é farinha do mesmo saco, só. É um tipo de farinha predadora e que ao invés de alimentar, devora.

Destaques do ABC!

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domingo, 5 de maio de 2013

Tucanos ou Urubus? PSDB em estado terminal em SP


É o que nos conta o artigo do afiado jornalista Paulo Nogueira, diretamente da vibrante, aristocrática e multicultural Londres.

Semeando iniquidades, acentuando desigualdades, fomentando descalabro... mais dia, menos dia, a Lei da Ação e Reação começa a atuar.

Pura ciência.

Nada como um dia depois do outro...



O PSDB respira por aparelhos em São Paulo


PAULO NOGUEIRA

O dado mais relevante da última pesquisa do Datafolha é o que mostra que apenas 8% dos paulistanos simpatizam hoje com os tucanos.


Um foi ganhar dinheiro com palestras, o outro destruiu o partido 
em seu principal reduto


Passou relativamente em branco o dado mais importante da pesquisa feita pelo Datafolha para comemorar os seus trinta anos.

O foco do noticiário foi para a surpreendente escolha pelos paulistanos de Marta Suplicy como o melhor prefeito da cidade nas últimas três décadas. (Isso pode fortalecer Marta para uma eventual candidatura ao governo.)

Mas o dado mais relevante é um que diz respeito ao partido que dominou a cena paulista e paulistana nos últimos vinte anos: o PSDB.

Apenas 8% dos ouvidos pelo Datafolha disseram ter preferência pelo PSDB. O PT foi a escolha de 28%.

Isso quer dizer o seguinte: o PSDB respira por aparelhos em São Paulo.

É o que pode ser chamado de herança maldita de Serra.

Serra não foi apenas um prefeito incompetente, incapaz de sequer proteger as árvores da cidade de tombarem a qualquer chuva e de inibir a proliferação de pernilongos.

Ele foi também um tratante comprovado: prometeu que ficaria no cargo aos paulistanos nas eleições e depois, sem pudor, esqueceu o que disse.

E deixou em seu lugar um administrador ainda mais inepto que ele, Kassab, sob o qual qualquer chuva podia virar uma enchente.

Os paulistanos não são tão bobos assim.


Ficaram indignados com o papelão de Serra, e isso se reflete nos raquíticos 8%.

Onde estava FHC enquanto Serra destruía o PSDB na terra em que sua supremacia parecia inexpugnável?

Fazendo palestras, palestras e palestras de cachês na casa dos 200 mil reais.

Aos 81 anos, FHC acumulou um patrimônio considerável pós-presidência, mas dificilmente irá levá-lo para a próxima vida.

E, enquanto gerava muito mais moedas do que seria necessário a um homem já bem entrado em anos, deixou que Serra transformasse o PSDB num partido semimorto.



Destaques do ABC!

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