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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012: São Paulo agradece a "São Lula"


Ventos de mudança começam a soprar em São Paulo...

Finalmente o sofrido e esbulhado povo paulistano, amargando anos e anos os efeitos desastrosos de uma administração medíocre, começa a ver uma luz no fim do túnel, pela passagem do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), para o segundo turno das eleições.

E isso só foi possível graças à extraordinária inteligência política de Luiz Inácio Lula da Silva, o "São Lula", estadista global e melhor presidente da República que este País já conheceu, o grande vencedor do dia de ontem.

Para esta cidadã paulistana, que acompanha a política local e nacional há três décadas, e nos últimos anos se tornou vítima de delinquentes familiares em conluio com quadrilha que infesta a administração municipal, esquema criminoso já denunciado ao prefeito Gilberto Kassab e ao Corregedor-Geral do Município Edílson Mougenot, a notícia da possibilidade de uma administração petista extirpar a corrupção instalada em São Paulo, livrando de uma vez por todas a cidade do obscurantismo, é a melhor da semana.

"São Lula", Protetor do Povo Brasileiro, "Criador" de Dilma Rousseff Presidenta da República, pode também receber de imediato o título de Protetor do Cidadão Paulistano, Defensor e Benfeitor Eterno da Cidade de São Paulo.

Alvíssaras!  




PT resiste a ataques sobre mensalão e reacende força de Lula nas eleições

Resultado obtido pela legenda nas urnas ajuda a enfraquecer teses sobre pulverização da influência do ex-presidente e impacto do julgamento no Supremo na disputa

Yan Boechat e Ricardo Galhardo

O resultado obtido pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais deste domingo serviu para enfraquecer duas teses políticas que começavam a ganhar corpo entre analistas, partidos e políticos brasileiros. A primeira é de que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eleições municipais estava cada vez mais restrita a cidades largamente beneficiadas por programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. A segunda é de que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) teria força suficiente para impactar candidatos dos partidos envolvidos, em especial o PT.


                      Ex-presidente saiu vitorioso ao construir pessoalmente projeto da 
                      candidatura de Haddad em São Paulo      Agência Estado

O PT de Lula garantiu a arrancada de Fernando Haddad na última semana da campanha pela Prefeitura de São Paulo. O candidato petista, que recebeu apenas cerca de 100 mil votos a menos que o vencedor do primeiro turno, José Serra (PSDB), foi uma criação exclusiva de Lula. Assim como a presidenta Dilma Rousseff, ungida candidata à Presidência da República pelo antecessor, Haddad nunca havia sido candidato a nada. Nem a presidente de partido.

Ministro da Educação de Lula em seu primeiro e segundo mandatos, Haddad foi imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo ao PT pelo ex-presidente no ano passado. Desconhecido, rejeitado por grupos importantes do partido em São Paulo, como aquele liderado pela agora ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no início da campanha, Haddad era chamado de Andrade pelos eleitores da periferia de São Paulo. Largou com 3% de intenções de voto nas primeiras pesquisas e só ultrapassou a casa dos 10% após o início do programa eleitoral gratuito.

Mas Lula repetiu a estratégia que adotou com Dilma e apostou todas as suas fichas em sua popularidade como ex-presidente. Ao longo de toda a campanha, Haddad apresentou-se, basicamente, como o candidato de Lula. E Lula, mesmo recuperando-se de um câncer na laringe, não poupou esforços para fazer sua aposta vingar. Esteve em dezenas de comícios, gravou inúmeros programas de TV e de rádio e, muitas vezes, foi pessoalmente fazer campanha com seu escolhido pelas ruas de São Paulo.

Ao final do périplo, Haddad conquistou a vaga, apertada, é verdade, ao segundo turno. A vitória do petista, foi a vitória de Lula, porque sem Lula, não haveria Haddad.

Mas a força do ex-presidente não se mostrou infalível. Na verdade, Lula sofreu duas derrotas importantes, ambas para o ainda aliado PSB, liderado pelo governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

No Recife, o ex-ministro da Saúde de Lula Humberto Costa foi massacrado pelo candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio. E em Belo Horizonte, o também ex-ministro Patrus Ananias não conseguiu, mesmo com o apoio de Lula e Dilma, fazer frente ao prefeito Márcio Lacerda.



                                     Condenação de João Paulo Cunha era tida como 
                                  derrota certa na eleição em Osasco  Agência Brasil

A aposta de que o julgamento do mensalão, que entrou em sua fase mais crítica para o PT às vésperas da eleição, iria abater muitas candidaturas petistas também se mostrou incorreta. O Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger um prefeito em primeiro turno – em Goiânia – e colocou outros seis candidatos no segundo turno. Além das politicamente periféricas Cuiabá, João Pessoa e Rio Branco, ainda vai disputar capitais importantes, como São Paulo, Fortaleza e Salvador.

Além disso, mostrou força em cidades onde o mensalão atingiu em cheio políticos locais. O caso mais emblemático é o de Osasco, na Grande São Paulo. No início da campanha, o candidato do partido era o ex-deputado João Paulo Cunha, que acabou sendo condenado pelo STF e, com isso, abandonou a disputa. Em seu lugar assumiu Jorge Lapas, que era candidato a vice na chapa original. A mudança mostrou-se inócua para a oposição. Lapas foi eleito no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos.

Em Campinas, onde um prefeito apoiado pelo PT, Dr. Hélio, foi cassado na última legislatura e seu sucessor, esse do PT, Demétrio Vilagra, também perdeu o cargo um ano depois, o partido conquistou uma importante vitória. Lá o ex-presidente do Ipea, Márcio Pochmann, também um estreante em disputas eleitorais, conquistou uma improvável vaga no segundo turno.

A análise é de que o julgamento é complexo demais para impactar uma eleição regional demais, como a municipal, onde estão em jogo questões muito pragmáticas. Os principais dirigentes do PT adotaram a tática de fazer pouco caso do mensalão.

Entre ministros de Dilma, o tom era semelhante. "O eleitor está sabendo discernir muito bem as coisas", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Este tipo de campanha não tem dado certo em lugar nenhum", emendou o presidente do PT, Rui Falcão. E o próprio Lula endossou: "O povo não está preocupado com isso agora. O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair, se o Fernando Haddad vai ser eleito”, disse Lula, em seu tradicional tom de chiste, pouco antes das aberturas das urnas.


Portal iG

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domingo, 7 de outubro de 2012

São Paulo: Haddad X Serra no 2o. turno


Segundo pesquisa de boca de urna do DataFolha, em São Paulo devem passar para o segundo turno Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Celso Russomanno (PRB), o candidato do Bispo Edir Macedo (Igreja Universal), que já vinha perdendo votos nos últimos dias, ao que tudo indica ficará de fora.

Ótima notícia, a se confirmar a pesquisa, com o término da apuração. Pelo menos uma das "iniquidades" que ameaçavam a cidade de São Paulo já foi descartada (ver post anterior). O jogo agora fica igualitário.

Vamos acompanhar a apuração.





É SERRA VERSUS HADDAD


Boca de urna indica segundo turno entre Fernando Haddad e José Serra 
na disputa mais emocionante dos últimos anos em São Paulo;
Celso Russomanno não conseguiu conter a tendência de queda; 
nas simulações de segundo turno, Haddad larga na frente

247 – Os votos ainda não foram contados, mas as pesquisas de boca de urna indicam que o segundo turno em São Paulo, na disputa eleitoral mais emocionante dos últimos anos, será entre José Serra e Fernando Haddad.

Confira os dados do Ibope da pesquisa de boca de urna:

José Serra 30%

Fernando Haddad 29%

Celso Russomanno 23%

Na pesquisa Datafolha, a simulação de segundo turno coloca Haddad na 
frente, com 45% contra 39% de Serra.


Brasil 247


oooooooooo


Eleições 2012: São Paulo pede Socorro


É tenebrosa a situação da cidade de São Paulo neste 7 de outubro de 2012. 

São Paulo (cidade e estado), que já está em mãos iníquas há muito tempo, mais uma vez se encontra à beira do abismo. As pesquisas divulgadas ontem mostram um quadro aterrador: os três candidatos mais votados estão embolados. 

Além de tenebrosa, a situação é nebulosa. Só saberemos no começo da noite os que irão para a "guerra" que será o segundo turno.

Antropólogos, sociólogos... por favor nos ajudem a entender o que se passa com o eleitorado da maior e mais rica cidade brasileira! Entra eleição e sai eleição, e São Paulo não consegue se desvencilhar das garras mais sujas, dos "cacarecos", da mediocridade, do descalabro...

Dessa vez, a maior iniquidade tem cara de novidade: Celso Russomanno. Mais um Celso, igualmente malufista, para arrebentar com os cofres públicos? Mais um Salvador da Pátria, que depois de sentar no trono virará as costas ao povo? São Paulo será finalmente governada pelo PIU, Partido da Igreja Universal?




Claro que a "eterna iniquidade" também não poderia ficar de fora: José Serra. Aquele que anos atrás recebeu o voto do eleitor paulistano, mal esquentou a cadeira na prefeitura, que usou como trampolim para a eleição presidencial, e abandonou a cidade. Aquele que mandou a presidenta Dilma "não meter o bico em São Paulo", propriedade particular da tucanagem.




Fernando Haddad, candidato popular, do PT e de Lula, come o pão que o diabo amassou com o pé, bombardeado dia e noite pela grande (?!) e golpista mídia, porta-voz das elites tacanhas e mesquinhas de São Paulo e do Brasil.




Em São Paulo, hoje, mais uma batalha sangrenta da Luta de Classes, do velho enfrentamento entre Capital e Trabalho, entre Casa Grande e Senzala. Desta vez, elites apavoradas, dois contra um.

Acorda, Povo de São Paulo!!!

 

sábado, 6 de outubro de 2012

"Ficha Suja não assume", garante Carmen Lúcia



Cármen Lúcia, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministra do Supremo Tribunal Federal, garante, e nós aqui, que acompanhamos e aplaudimos seus altivos pronunciamentos e sua integridade, confiamos:

VOTO EM FICHA-SUJA SERÁ PERDIDO

Blogueira Yoani é libertada em Cuba


No Brasil, a repressão a blogs e blogueiros é ainda velada, vem disfarçada de ações de danos morais e outras formas de calar cidadãos que têm crimes a denunciar, crimes muitas vezes cometidos com a cumplicidade de agentes públicos. Isto mostra que nós, blogueiras e blogueiros verdadeiramente progressistas, estamos no caminho certo, e que tais "autoridades" temem blogueiros independentes e a Blogosfera Cidadã.

O Abra a Boca, Cidadão! e esta Blogueira que vos escreve já entraram para os anais do Judiciário Brasileiro: foram referenciados em Segunda Instância, em Agravo de Instrumento, numa tentativa calhorda, da quadrilha que esbulha a cidadã, de difamá-la e silenciá-la. E a Blogueira responde a ação de danos morais impetrada - pasmem! - pela delinquente que há 15 anos viola o direito de propriedade da Blogueira, em conluio com servidores de subprefeitura e setores obtusos do Judiciário. 

Como disse o grande intelectual e humorista Millôr Fernandes, "O Brasil é o único país em que os ratos têm o descaramento de processar o 'queijo' ". Roubam o cidadão e entram com processo para achacá-lo e impedir suas denúncias.

Estes trogloditas são muito modernos (até o "segundo capítulo") e utilizam à saciedade as tecnologias mais avançadas para cometer seus crimes e continuar na impunidade. Mas são toscos em mentalidade, verdadeiros brucutus. Sua boçalidade e truculência estão completamente na contramão da cidadania planetária que desponta.




Yoani Sánchez é libertada após 30 horas de prisão em Cuba

Blogueira ia acompanhar o julgamento do espanhol acusado pela morte de Payá


JANAINA LAGE

LIS MILLER


                   Yoani em foto junto com o marido Reinaldo Escobar: os dois foram detidos 
                   na quinta-feira             JAVIER GALEANO / AP

RIO e HAVANA - Após 30 horas detida pela polícia cubana, a blogueira Yoani Sánchez, o rosto mais famoso da dissidência do país no exterior, foi libertada com seu marido, Reinaldo Escobar. Yoani, Escobar e Agustín Canino, que viajava como motorista, foram presos em Bayamo, capital da província de Granma, no Leste do país, por volta das 18 h de quinta-feira. A jornalista pretendia cobrir, como colaboradora do “El País”, o julgamento do espanhol Ángel Carromero, acusado pela morte do ativista Oswaldo Payá num acidente de carro, em julho.

A notícia da libertação foi dada pela jornalista em sua conta no Twitter, onde ela postou na noite de sexta-feira: “Já fomos liberados! Graças a todos que levantaram sua voz e a seus tuítes para que conseguíssemos voltar para casa”, escreveu. Sobre a prisão, disse que se recusou a se alimentar ou a beber enquanto esteve detida. “O primeiro copo d’água tomei ao chegar em casa, como fogo no esôfago”.

A detenção motivou críticas dos EUA e da Itália, além de pedidos de libertação de organizações de direitos humanos e associações de imprensa. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que não comentaria o caso por se tratar de assunto interno de Cuba. O porta-voz do ministério, Tovar Nunes, afirmou:

- O fato de existir Yoani e outros blogueiros mostra que existe espaço assegurado de manifestação da sociedade. O Brasil deu visto a Yoani quando ela quis vir aqui.

Na Itália, o ministro das Relações Exteriores, Giulio Terzi, disse que pediu à embaixada em Havana que acompanhe o caso de perto, e a Bruxelas que aumente a supervisão e avaliação dos acontecimentos referentes a direitos humanos na ilha. Nos EUA, o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, condenou o uso de detenções arbitrárias e o impedimento à atuação de jornalistas independentes.

- É muito claro que as condições de direitos humanos em Cuba permanecem pobres. O governo cubano continua a limitar liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de expressão, inclusive para membros da imprensa.

Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional - organização que registra detenções políticas no país - acrescentou ao GLOBO que Yoani e Escobar não foram creditados pelo governo como repórteres que poderiam assistir à audiência de Carromero. Como as autoridades não reconhecem Yoani, Escobar e Díaz como jornalistas, mas sim como militantes, eles foram presos, conta Sánchez. Apesar de Yoani estar incomunicável, Sanchéz acredita que a detenção da blogueira e colaboradora do “El País” será temporária.

- Há uma metamorfose na repressão política cubana. Somente em setembro foram 533 detenções temporárias. É bom para o governo, que recebe menos críticas e desgasta os dissidentes - disse.

Manuel Cuesta Morúa, presidente do partido Arco Progressista, destaca que a nova estratégia reduziu a divulgação das prisões.

- O governo tenta banalizar a repressão para a imprensa internacional, já que a situação em Cuba é como um passeio em Copacabana comparado ao que ocorre na Síria.

Em seus comentários no Twitter antes da detenção, a blogueira apresentou fotos da estrada e comentou a ação de policiais que pararam o veículo mais de uma vez para jogar veneno contra mosquitos. A blogueira já havia enfrentado dificuldade com as autoridades antes: ela recebeu prêmios internacionais, mas nunca recebeu a autorização para viajar e recebê-los. Num episódio recente, gravou um vídeo pedindo a ajuda da presidente Dilma Rousseff para vir ao Brasil participar do lançamento de um documentário, mas as autoridades cubanas não autorizaram.

Logo após a detenção, o blogueiro pró-governo, identificado como Yohandry Fontana, relatou que ela havia sido presa porque pretendia provocar e fazer “um show midiático” no julgamento. Ele escreveu ainda que Yoani estava sendo conduzida junto com o marido de volta a Havana porque o carro do casal estava em “terríveis condições mecânicas”.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê de Proteção a Jornalistas solicitaram, em notas, a libertação da blogueira.

- Se as autoridades cubanas pretendiam minimizar a cobertura internacional do julgamento freando os esperados textos de Yoani, conseguiram o contrário com esta prisão arbitrária e de óbvio conteúdo político - disse Gustavo Mohe, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP.

No julgamento, Carromero repetiu sua versão do acidente e lamentou a morte de Payá. A promotoria pede pena de sete anos de detenção. A defesa quer absolvição e libertação imediata.

- Perdi muitas coisas, mas não há comparação com o sentimento de dor das famílias.

Em 9 meses, mais prisões que em todo ano de 2011

Um relatório divulgado pela Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional mostrou um aumento nas prisões por motivações políticas. Nos primeiros nove meses deste ano, foram mil detenções a mais que em 2011 inteiro. Em entrevista ao O GLOBO, por telefone, Elizardo Sánchez lembrou que a visita do Papa Bento XVI e as manifestações que ocorreram na época foram uma das causas para o salto do número, mas reforçou que a principal razão para o aumento da repressão mês a mês é um maior descontentamento da população cubana.

- Em Cuba, as pessoas não se manifestam como o que acontece no Chile ou no Brasil. Lá são sociedades abertas. Aqui, se elas forem às ruas, vão ser presas. A insatisfação está aumentando e os grupos de oposição também. Há algum tempo, as manifestações eram de poucas pessoas nas ruas. Agora são milhares - afirmou Sánchez.


O Globo Online


Destaques (vermelho e azul) do ABC!

ooooooooo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Blogueira Yoani está presa em Cuba


Governistas denunciam na internet prisão 
de blogueira cubana


FRANCE PRESSE

Yoani Sánchez, blogueira crítica do regime de Cuba, e seu marido, Reinaldo Escobar, foram detidos na última quinta-feira, quando se dirigiam a Bayamo, a 750 quilômetros ao leste de Havana. Eles iriam assistir ao julgamento do espanhol Ángel Carromero. As informações são do blogueiro Yohandry Fontana e do jornalista García Ginarte, ambos governistas.

Ainda na quinta-feira, outros 22 dissidentes do regime foram presos. Entre eles estava Guillermo Fariñas, conhecido por realizar greves de fome em 2006 e 2010, para protestar contra o governo de Cuba.

Segundo as fontes, Sánchez e Escobar foram detidos quando tentavam fazer "uma provocação e um show midiático" para "prejudicar" o desenrolar do julgamento de Carromero.

Desmond Boylan/Reuters

Yoani Sánchez, escritora cubana que mantém o blog "Generación Y", escreve 
em um notebook, em Havana


Sánchez é colaboradora do jornal espanhol "El País". De acordo com o jornal, além de Sánchez e de seu marido, foi preso outro blogueiro que viajava com eles, Agustín Díaz.

A publicação diz que não conseguiu entrar em contato com a blogueira pela manhã desta sexta-feira. Uma mensagem eletrônica avisa que seu número de celular não existe, mesmo sendo o número que o "El País" usava habitualmente para contatá-la.

O fotógrafo do jornal, Orlando Luis Prado, diz ter conversado por telefone com o filho do casal, Teo, que confirmou que seus pais foram detidos.

Ginarte, que é jornalista da televisão local de Bayamo, disse em seu Twitter que Escobar "foi instruído na SINA (Seção de Interesses dos Estados Unidos) para provocação de sua esposa #yoanifraude e para afetar o julgamento de Carromero".

O jornalista afirma que Yoani Sánchez viajou na qualidade de "correspondente ilegal" do jornal espanhol "El País" e, "alheia às partes envolvidas", tenta "prejudicar" o julgamento de Carromero, que acontece nesta sexta-feira em Bayamo.

Carromero, 27, dirigente de Novas Gerações do Partido Popular, conduzia o veículo alugado que, em julho, bateu em uma árvore perto de Bayamo. No carro estavam Oswaldo Payá, líder do movimento opositor cristão Libertação, e o também opositor Harold Cepero, 31, ambos mortos no acidente, além do político sueco Jens Aron Modig, 27, que retornou a seu país após investigação policial.

As autoridades cubanas afirmam que o acidente foi provocado por excesso de velocidade em uma área da estrada que passava por reparos. Carromero pode ser condenado a até 10 anos de prisão por homicídio culposo.

A morte de Payá, 60, teve grande repercussão internacional, incluindo uma mensagem de condolências do Papa Bento 16.


COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Yoani Sánchez apresentou reclamação contra Cuba na Comissão Interamericana de Direitos Humanos na última sexta-feira (28).

Ela relatou que o regime impedia que ela tirasse um visto para sair do país, após sucessivas tentativas de obter o documento desde 2007. Sem o visto, ninguém pode deixar a ilha.


FARIÑAS

Na quinta (4), outro dissidente, Guillermo Fariñas, foi preso novamente em Cuba. Ele é conhecido por ter ficado 135 dias em greve de fome em protesto contra a prisão de opositores em 2010.

De acordo com a mãe de Fariñas, Alicia Hernández, o dissidente ia até a sede do grupo Damas de Branco, onde seria realizada uma reunião para discutir o conteúdo de um documento contrário ao regime, quando foi preso.

O relatório, chamado de Demanda cidadã por outra Cuba, pede ao governo que adote as medidas previstas pela ONU (Organização das Nações Unidas) para garantir o respeito aos direitos humanos no país.

Fariñas já foi preso várias vezes por lutar pelos direitos dos cidadãos cubanos. A mais recente foi em 23 de agosto, depois de uma discussão com agentes policiais. Ele foi solto dois dias depois.

Folha Online

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SP: Kassab e a corrupção da mídia


A essa altura da vida, depois de várias denúncias ao Ministério Público de São Paulo, eu me dou o direito de ter uma certa "reserva" quanto à efetividade de certas investigações.

Há 4 anos denunciei um sobrinho por falsidade ideológica e outros crimes cometidos em arrolamento onde ele foi inventariante, e a "coisa", até onde sei, anda "a passo de tartaruga manca"... se é que a "tartaruga" não caiu em algum buraco ou ribanceira...

O cidadão vai fazer o quê? Peitar os promotores?

No caso do Kassab e dos governos tucanos em geral, trata-se de milhões. As averiguações duram anos e anos... e punição, que é bom e republicano e todo cidadão de Bem gosta...

A grande (?!) imprensa é apátrida, serve a interesses espúrios, inconfessáveis, é golpista e produz arremedo de jornalismo.





KASSAB COMPROU REVISTA DA ABRIL 
POR R$ 493 MIL



Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos 
piores índices de rejeição na capital, foi capa da Veja São Paulo, 
do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos 
sendo justos com ele?"; além disso, contrato firmado por meio 
da Secretaria Municipal de Educação prevê destinar R$ 1.233.540 
este ano à Fundação Victor Civita, meta que já foi atingida; 
em julho, o Diário Oficial do município registrou a estimativa de que 
outros R$ 740.124 fossem destinados à entidade do Grupo Abril

Rede Brasil Atual – Uma semana antes de ser personagem de capa da edição de São Paulo da revista Veja, a Vejinha, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, investiu R$ 493 mil dos cofres da administração municipal na compra de uma publicação do Grupo Abril, o mesmo de Veja. Segundo revelou o blogue de Luis Nassif, a aquisição de assinaturas da Nova Escola diretamente da Fundação Victor Civita foi publicada em 20 de setembro no Diário Oficial do Município.

Menos de dez dias depois, Kassab teve o corpo estampado em capa da Vejinha que questionava: "Será que estamos sendo justos com ele?". Em reportagem, a revista questionava se os altos índices de rejeição do prefeito, que encerra mandato em dezembro, correspondem aos resultados da atual gestão, que, no entender do Grupo Abril, são positivos.

A compra liberada em 20 de setembro não foi a primeira. A consulta ao Diário Oficial do Município mostra que ao todo um contrato firmado por meio da Secretaria Municipal de Educação prevê destinar R$ 1.233.540 este ano à Fundação Victor Civita, meta que já foi atingida. Em 14 de julho a publicação oficial registrou a estimativa de que outros R$ 740.124 fossem destinados à entidade do Grupo Abril.

A Nova Escola é uma publicação querida de governos em geral. Em 2009, a organização não governamental Ação Educativa chamou atenção para um contrato firmado sem licitação pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para a compra de 220 mil assinaturas no valor de R$ 3,7 milhões. A FDE, que pertence ao governo estadual paulista, é agora investigada pelo Ministério Público sobre a possibilidade de compra fraudulenta de mochilas que foram distribuídas aos alunos da rede pública.


Brasil 247