Tradutor

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ministério da Cultura: sai Ana de Hollanda, entra Marta Suplicy


Pelo menos haverá mais agito na Esplanada... 

Sai a insossa "irmã do Chico" e entra o "Furacão Marta" e suas declarações polêmicas e bombásticas.

Grande prefeita de São Paulo, enfrentou a Máfia dos Transportes com colete à prova de balas e tudo o mais. De família rica (Smith de Vasconcellos), nunca pensou duas vezes para ir à periferia de São Paulo, onde pulava valetas arregaçando a saia... para vistoriar obras e conhecer in loco os problemas do povo mais humilde. 



                                                                                Site da Marta Suplicy



Confirmado: Marta é a nova ministra da Cultura

A POSSE JÁ OCORRE NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, ÀS 11H; ANA DE HOLLANDA DEIXA O MINISTÉRIO APÓS UMA SÉRIE DE QUEDAS EM FALSO; JÁ A SENADORA FOI PREMIADA POR ENTRAR NA CAMPANHA DO PETISTA FERNANDO HADDAD, EM SÃO PAULO


Blog do Planalto - A senadora Marta Suplicy será a nova ministra da Cultura. Ela aceitou o convite da presidenta Dilma Rousseff e substituirá Ana de Hollanda. Marta deverá tomar posse nesta quinta-feira (13), às 11h, no Palácio do Planalto. Leia abaixo a íntegra da nota:

“A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou a senadora Marta Suplicy para ocupar o Ministério da Cultura. Ela substituirá a artista e compositora Ana de Hollanda, a quem a presidenta agradeceu hoje o empenho e os relevantes serviços prestados ao país à frente da pasta desde janeiro de 2011.

Dilma Rousseff manifestou confiança de que Marta Suplicy, que vinha dando importante colaboração ao governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da Cultura nos últimos anos.

A posse será realizada na próxima quinta-feira às 11h.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”

São Paulo e os "cacarecos messiânicos"


"Cacareco" era o nome de um famoso rinoceronte que havia no Parque Zoológico de São Paulo, e que recebeu cerca de 100 mil votos da população numa eleição para vereador em 1959. Nessa época o eleitor escrevia na cédula o nome do candidato de sua preferência.

Leia sobre os "cacarecos messiânicos" que atualmente disputam as eleições na cidade de São Paulo dois posts abaixo. 




*

Ao Vivo: Dilma anuncia redução nas contas de energia elétrica


Acompanhe conosco!







Transmissão encerrada às 12:03 h.

Leia mais a respeito no Blog do Planalto.

*

São Paulo e os "cacarecos messiânicos"


Quando menina, meu pai, operário e partidário de Jânio Quadros, entretinha, após o jantar, longas conversas sobre política com meu avô Olímpio, ademarista fanático. Havia muitos comícios e esse pai progressista, de esquerda, sem que soubesse de ideologias, nos levava, a mim e a meus irmãos, para ouvir discursos inflamados de Carvalho Pinto, Franco Montoro, Ulysses Guimarães... 

Dia de eleição, 15 de Novembro, era dia festivo. Comemorava-se a festa da democracia, mais ainda do que da República. Caçula, eu ia para a seção eleitoral com minha mãe, entrava com ela na "cabine indevassável", uma espécie de "tenda", e aí ela votava. Por vezes, ela deixava que eu fizesse o "xis" no quadrinho que ela indicava...

Essas foram minhas primeiras, queridas e inesquecíveis lições de democracia e cidadania, na periferia da cidade de São Paulo.

Tempos depois, já estudante da USP e da Cásper Líbero, nos anos de chumbo, a menina aprendiz de democracia se transformou numa ativista, indo pras ruas e praças do centro da cidade, em passeatas e atos públicos, lutando pela derrubada da ditadura e a volta do País ao Estado Democrático de Direito.

Muitos anos depois, é triste para a paulistana que desde muito cedo se acostumou a participar ativamente dessa festa e dessas lutas, ver no que se transformou esse momento tão importante para o País e para a sociedade. 

Dói ver São Paulo amargando os efeitos de uma escolha equivocada e infeliz e sob o risco de trocar a "mediocridade imobiliária" por uma "nulidade messiânica", como se só tivéssemos merecimento para o caos e a empulhação.

O que aconteceu na maior e mais importante cidade brasileira?

Pra onde foram os brios do bravo povo de Piratininga?

Vamos nos permitir eleger novamente uma farsa, um engodo?

De cacareco em cacareco, aos trancos e barrancos, qual será o destino da triste Pauliceia Desvairada?


                Praça da Sé, palco das Diretas-Já, marco 
            zero da cidade.


Eleição paulistana traz de volta o voto messiânico


Uma sequência de governos personalistas e messiânicos 
não produziu um plano de futuro para São Paulo, diretrizes 
que tracem um rumo de qualidade de vida e não de 
aprofundamento das desigualdades. Foto: Antônio Milena/ABr

Mais uma vez a cidade que movimenta o terceiro orçamento do País chega às urnas sem convicção de que modelo de desenvolvimento deseja. A polarização entre situação e oposição chegou a um ponto em que a maioria dos eleitores parece ter abandonado a vontade de avaliar propostas e pensar em como São Paulo pode vir a ser uma cidade mais humana, acolhedora, menos fechada em grades e muros, com mobilidade tranquila e serviços públicos de qualidade.

A escolha do próximo prefeito parece que vai seguir uma rota menos elaborada, menos propensa a reflexões, mais focada em um personalismo inconsistente, com discursos e propostas que cabem em 140 caracteres. Faz muitos anos que a cidade caminha através de sua própria institucionalidade, sem a liderança de um projeto de desenvolvimento, sem a normativa de um plano diretor, ou sem a qualidade de uma gestão menos focada em seu próprio umbigo.

As ideias de um prefeito de São Paulo não deveriam ser simplistas a ponto de caber em posts de redes sociais e uns parcos minutos de tevê. A capital paulista é uma cidade complexa, com demandas proporcionais à sua grandeza metropolitana e soluções que envolvem uma enorme multiplicidade de saberes. Mas estas coisas não estão em jogo no diálogo (ou seria monólogo) com os eleitores.

Os esquetes mostrados na tevê e as falas dos candidatos a vereador mostram uma realidade que já deveria ter sido esquecida em um tempo em que os eleitores elegiam “Cacareco”, um hipopótamo do zoológico paulistano que foi o candidato a vereador mais votado em seu tempo. O messianismo ou a crítica escarrada ao cenário político destoa com a firmeza com que a cidade enfrentou momentos críticos da história política, como a Revolução Constitucionalista, que exigia do governo federal uma Constituição e eleições livres, ou durante os 27 anos de regime militar, que entre outras manifestações teve de enfrentar mais de um milhão de paulistanos e brasileiros em comícios que exigiram eleições diretas no Brasil.

São Paulo é um dos importantes centros da mídia brasileira, discute o país, mas é incapaz de olhar para seus bairros, para sua periferia e para seu centro, abandonado a ruínas, tráficos de toda espécie, contrabandos e escravidão em oficinas clandestinas que produzem a felicidade de sacoleiros de todo o país.

Uma cidade não pode simplesmente ser um repositório de fracassos e contentar-se em ser apenas isso. Pesquisa realizada em parceria entre a Rede Nossa São Paulo e o IBOPE, no início de 2012, apontou que 56% dos moradores de São Paulo abandonariam a cidade e iriam viver em outro lugar se pudessem. Ou seja, mais da metade das pessoas que moram em São Paulo já estariam longe se pudessem. No quesito qualidade de vida a cidade teve média de 4,9 em uma escala que vai de zero a dez. A cidade mais rica do país não consegue transformar dinheiro em qualidade de vida.

Algumas notas que os paulistanos deram à cidade:

Honestidade e Participação Política – 3,5

Transporte público e mobilidade – 4,3

Segurança – 4,4

Habitação – 4,5

Educação – 5,0

Saúde – 5,1

Nenhuma nota conseguiu ultrapassar a metade da escala, mas o que os paulistanos pensam de seus políticos é ainda pior. Apenas 17% acreditam que o desempenho da Prefeitura é ótimo ou bom, enquanto só 11% diz que a Câmara dos Vereadores tem um desempenho ótimo ou bom. Essa pesquisa foi divulgada pouco antes de 25 de janeiro, aniversário da cidade.

Este é o cenário que serve como pano de fundo para as eleições municipais de 2012 na cidade de São Paulo. Uma sequência de governos personalistas e messiânicos não produziu um plano de futuro para São Paulo, diretrizes que tracem um rumo de qualidade de vida e não de aprofundamento das desigualdades.

As opções postas para esta eleição mantêm as características do “eu resolvo” e as injunções políticas são as mais esdrúxulas possíveis, com inimigos declarados de décadas em pose de “melhores amigos”, antagonismos sem nexo de modelos muito parecidos de governar e soluções na linha do “prendo e arrebento”, no melhor estilo militarista do século passado.

Uma forma de arrancar a cidade dessa caminhada rumo a mais quatro anos de abandono é fortalecer a Câmara Municipal. Mas isso não vai acontecer se elegermos novos cacarecos. Não importa quem vencerá a eleição majoritária, São Paulo precisa de vereadores bem preparados e comprometidos com o desenvolvimento sustentável da cidade.

A própria Câmara Municipal deveria ter como meta recuperar a credibilidade diante da população, dando transparência a seu trabalho e propondo mais do que mudar nomes de ruas.

Dal Marcondes

(Envolverde)

CartaCapital

*

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dilma indica Teori Zavascki para o STF


Importante: infelizmente, para a tristeza de todos nós, por questões de idade, a intrépida ministra Eliana Calmon não poderia ser indicada ao Supremo. O limite de idade para indicação é de 65 anos e a Grande Mulher da Justiça está com 68 anos.

Mas pode ser indicada ao Ministério da Justiça, presidenta... Com certeza o Povo Brasileiro ficaria muito feliz com tal indicação.



                                                                                                    Imagem/STJ

Ministro Teori Zavascki é indicado para vaga de Peluso no STF

A presidenta Dilma Rousseff confirmou nesta tarde (10) a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Albino Zavascki para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele assumirá a vaga aberta com a aposentadoria de Cezar Peluso. A informação foi comunicada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em telefonema ao presidente do STJ, ministro Felix Fischer.

No STJ, Zavascki atua na Corte Especial – órgão responsável, entre outros processos, pelo julgamento de autoridades com foro privilegiado –, na Primeira Turma e na Primeira Seção, especializadas em matérias de direito público. Entre os temas inseridos nesse ramo estão causas ligadas a servidores públicos e anistia, improbidade administrativa e tributos.

Natural de Santa Catarina, o ministro é bacharel, mestre e doutor em direito processual civil pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fez carreira na advocacia, especialmente na área jurídica do Banco Central (Bacen) e do Banco Meridional do Brasil. Na magistratura, integrou o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, antes de chegar ao STJ, em 2003.

A indicação ainda terá de ser aprovada pelo plenário do Senado. Antes disso, Teori Zavascki será sabatinado pelos senadores na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.


STJ

*

Bomba: O "Mensalão Universitário" de José Serra


DENÚNCIA

Proprietário da Universidade São Marcos denuncia: Mensalão do PSDB foi criado pelo então ministro da Educação de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Renato de Souza, e implantado em São Paulo por José Serra, e os recursos financeiros vêm de universidades particulares.




Empresário: mensalão tucano vem da educação




ERNANI DE PAULA, DONO DA UNIVERSIDADE SÃO MARCOS, DENUNCIOU AO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO ESQUEMA PARA DISTRIBUIÇÃO DE BOLSAS A ALUNOS FANTASMAS; DE LÁ VEM, SEGUNDO ELE, O CAIXA DOIS DO PSDB NAS ELEIÇÕES; ESQUEMA FOI IMPLANTADO, SEGUNDO ELE, NA GESTÃO DE SERRA NA PREFEITURA E LEVADO AO ESTADO


247 – José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi o primeiro candidato a utilizar o mensalão na campanha municipal de 2012. Segundo ele, o “STF está mandando para a cadeia um jeito nefasto de fazer política”. Depois dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a crítica, ao dizer que a Justiça está despertando no Brasil, também no programa de Serra.

Agora, em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que é proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que o “mensalão” do PSDB vem da área de ensino superior. O esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma, a instituições pouco conhecidas no mercado.

Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.

O caso mais sintomático, diz ele, é o da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono, já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.

Ernani de Paula, coincidentemente, tem uma história de vida ligada a outro mensalão: o do PT. Em 2000, ele se elegeu prefeito de Anápolis (GO), cidade do bicheiro Carlos Cachoeira, e depois acompanhou de perto as primeiras articulações do contraventor para plantar denúncias contra o PT na revista Veja – a ex-mulher de Ernani era suplente do senador Demóstenes Torres.

Segundo ele, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.

Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.

Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior.











Profissão Vereador: quem se habilita?



Há menos de um mês das eleições, é hora de começar a pensar em quem escolher para nos representar na Prefeitura e na Câmara Municipal.

Que critérios usar para selecionar nomes que correspondam às necessidades da população e da cidade?

Na Pauliceia Desvairada, sob uma administração medíocre e claramente elitista, as mudanças precisam ser radicais, porque os problemas são gravíssimos e o legislativo atual é francamente subserviente ao executivo.

Basta de incêndios em favelas, truculência na Cracolândia, violação de direitos de cidadãos moradores de rua e outros descalabros!

Acorda, São Paulo !!!


Como escolher o seu candidato?

Especialistas indicam 8 critérios a serem considerados na hora de decidir em quem votar para vereador 

Fernando Gallo

Como escolher um vereador quando a maioria dos candidatos nunca exerceu mandato e, portanto, nunca apresentou projetos de lei nem emendas parlamentares? Como escolher entre tantos partidos políticos? Entre mais de mil candidatos, quem melhor pode representar um eleitor? Com a ajuda de especialistas, o Estado elencou alguns critérios a serem levados em conta antes de escolher quais números digitar na urna e, assim, ajudar a qualificar o Legislativo.

1) Valores e visão de mundo: Seu candidato professa os mesmos valores que você? Ele analisa a cidade e o mundo de forma semelhante à sua? "O bom vereador é aquele que tem afinidades comigo do ponto de vista ideológico, da maneira como ele enxerga o mundo. Ele deve me representar de uma maneira a espelhar aquilo que penso", sustenta Cláudio Couto, professor da PUC-SP.

2) Diagnóstico da cidade: Os problemas que o candidato considera prioritários são os mesmos que os seus? Convergem com aquilo que as enquetes elaboradas por institutos de pesquisa apontam? "Se o vereador faz um diagnóstico impreciso da cidade, não está preparado para assumir o posto. Esse é um dos pontos que avalio para escolher meu candidato. A compatibilidade entre as reais necessidades da cidade e o que ele propõe", diz Fernando Abrucio, cientista político da FGV-SP.

3) Consciência sobre o papel do vereador: Ainda que, no atual sistema, o vereador se ocupe de intermediar o contato entre seus representados e o Executivo e de resolver questões como levar asfalto a uma rua ou construir uma escada, ele tem de decidir sobre políticas mais amplas, como o modelo de gestão da saúde pública por organizações sociais, por exemplo. "O vereador tem de representar muito mais do que esse intercâmbio e esse papel intermediário. Ele tem sim, em parte, um papel de interlocutor entre o Executivo e aqueles que representa, mas não é o principal", afirma o professor de Filosofia Política da USP, Alberto Ribeiro de Barros.

4) Visão global da metrópole: Seu candidato a vereador é capaz de pensar a cidade global e sistemicamente? Além de dizer que levará creches e hospitais para sua região, ele tem ideias e projetos sobre cultura, sistema de albergues para moradores de rua ou o desenvolvimento do município como cidade global? "Devemos escolher o candidato que tem mais preocupações universais, de atender a todos, e não só a certa fatia do eleitorado. Não é só limpar o lixo da minha rua, da minha praça. É o da cidade toda", explica Maria do Socorro Sousa Braga, professora de ciência política da Universidade Federal de São Carlos.

5) O partido: A legenda de seu candidato tem vida, faz reuniões, discute a cidade? O que o partido pensa sobre temas como mobilidade urbana? O que pensa sobre política de habitação e formas de evitar uma bolha imobiliária? "O partido é um atalho para o eleitor. Além de tentar saber detalhes sobre aquele indivíduo em particular, é importante saber que conjunto de ideias o partido dele professa, que programa tem para a cidade", observa Cláudio Couto.

6) Vida no partido: O candidato está filiado há quanto tempo? Ele participa das atividades do partido? Já foi filiado a outras siglas? "Por mais que se fale que nosso sistema é personalista, é importante a relação do representante com seu partido. Espera-se que ele tenha preocupação de agir como membro de uma organização. Democracia representativa sem partido não existe", avalia Maria do Socorro Sousa Braga.

7) Visão política da cidade: Cuidado com propostas aparentemente técnicas: todas têm um fundo político. Um exemplo: o candidato defende a destinação de verbas do transporte para a construção de corredores de ônibus ou para obras viárias para carros? "São visões do mundo que competem, cada uma mobilizando um aparato técnico diferente. São percepções conflitantes mesmo", explica o professor de ciências sociais da PUC Rio Luiz Werneck Vianna.

8) Financiadores: Salvo raras exceções, as empresas que financiam campanhas eleitorais têm interesses que envolvem projetos criados ou discutidos pela Câmara. Por que seu candidato foi pedir dinheiro para este ou aquele financiador? O que ele pretende fazer por esses setores na Câmara? "É difícil devassar a olho nu quem está por trás da campanha, mas é muito importante", observa Werneck Vianna.

Estadão Online

*