Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital
Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga"
Desafinando o Coro dos Contentes...
Astúcia e cinismo. Um engodo. Um embuste. O Brasil engatando uma marcha-à-ré na História...
O fator Marina e o envelhecimento dos partidos
Luis Nassif / Jornal GGN
No Twitter, Xico Graziano vibrava com as notícias do IBOPE sobre a explosão da candidatura Marina Silva, apesar de poder ser a pá de cal na candidatura do seu partido. Não se trata de um twiteiro convencional, mas do homem de confiança de Fernando Henrique Cardoso, que chegou a ser cogitado para comandar a campanha de Aécio Neves nas redes sociais.
Seu entusiasmo é uma demonstração eloquente da falta de substância no discurso oposicionista. Nesses doze anos, limitaram-se a brandir um anacrônico “delenda PT” em vez de buscar o discurso novo.
***
Nem se pense que do lado do PT houve alguma inovação.
As manifestações de junho de 2013 poderiam ter sido um presente para o partido e para Dilma. Com mais de um ano de antecedência, vinha o aviso das ruas: o povo já tem pão, já tem escola, já tem luz; falta participação.
***
Sabia-se que, fechado o ciclo de inclusão – promovido pelas políticas sociais de Lula e Dilma – apareceria em cena um novo cidadão, mais exigente em relação aos serviços públicos, mais consciente em relação aos seus próprios direitos, mais cético em relação às instituições convencionais da democracia representativa.
***
A onda Marina Silva é a comprovação maior de como os partidos – tanto o PT quanto o PSDB – afastaram-se dos intelectuais e do sentimento das ruas.
Hoje em dia, é comum ouvir de líderes partidários críticas a Dilma, por não ter interpretado devidamente o sentimento das ruas. Mas o próprio PT tratou a insatisfação popular como uma tentativa de golpe ou da direita ou de grupos de extrema esquerda. Quem ousasse dar legitimidade à insatisfação das ruas era execrado. Julgaram que o novo cidadão ainda levaria alguns anos para emergir. Não tiveram o menor sentimento de urgência.
Aliás, não conseguiram sequer divulgar – até agora – avanços inegáveis que aconteceram em diversas políticas públicas.
***
Do lado do PSDB, nem se diga. Desde Mário Covas o partido perdeu totalmente o sentimento de povo. As manifestações de junho mereceram apenas algumas análises óbvias de FHC e nenhuma forma de ação.
***
Com essa insensibilidade ampla, a bandeira do aprofundamento democrático e da democracia digital ficou exclusiva de Marina Silva – fortalecida pela demonização da política patrocinada esses anos todos pelos grupos de mídia.
Um eventual governo Marina Silva é um enorme risco para o país. Analistas já comparam a Jânio Quadros e Fernando Collor – pelo isolamento, pela falta de estrutura partidária, pela ausência de jogo de cintura para tratar com os políticos e pela falta de um projeto mais amplo de país.
Dilma e Aécio representam propostas de política econômica claras e conhecidas. Já Marina é cercada por grupos absolutamente heterogêneos, onde despontam desde “operadores” de mercado (no pior sentido), como André Lara Rezende, a um certo empresariado industrial paulista mais moderno, os nacionalistas do PSB, e ONGs do setor privado, de boa reputação. Juntos, não formam um projeto.
Mais que isso, sobre essa orquestra disforme paira a personalidade de Marina.
É imensamente mais teimosa e menos preparada que Dilma. Tem muito menos habilidade política e capacidade de escolha de equipe que Aécio.
O crescimento de sua candidatura não se trata de um fogo fátuo, como tantos outros da história recente do país. Que a onda irá refluir, não se tenha dúvida. Não se sabe apenas se refluirá antes de terminadas as eleições.
Mas sua eleição é inegavelmente uma aposta de altíssimo risco.
Primeiro, pelos grupos que a cercam e que querem um pedaço desse latifúndio. E ela não tem um grupo para chamar de seu, a não ser para o tema restrito do meio ambiente. (...)
O segundo dado é o mais confuso: a personalidade de Marina que nunca foi de admitir ser conduzida por ninguém.
Os que conviveram com Marina no governo reforçam algumas características:
Dificuldade em entender economias industriais.
Baixo pique operacional. Praticamente não conseguiu colocar de pé nenhuma de suas propostas à frente do Ministério do Meio Ambiente.
Jogo de cintura nenhum.
Tudo isso seria contornável, não fosse um aspecto de sua personalidade: teimosia e voluntarismo exacerbados. No governo Lula era quase impossível a outros Ministros definir pactos com Marina. Nas vezes em que era derrotada, costumava se auto-vitimizar."
É preferível um Aécio na mão que duas Marinas voando
A aposta em Marina Silva é de alto risco por várias razões.
Dilma Rousseff e Aécio Neves representam forças claras e explícitas e são personalidades racionais.
Dilma defende um neo-desenvolvimentismo com uma atuação proativa do Estado e Aécio a volta ao neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso.
Em 2011, o pânico em relação à inflação tirou Dilma do prumo. Mas ela tem ideias claras sobre o país e sobre o que quer: política industrial, investimentos em infraestrutura, aprofundamento do social.
Podem ser apontados inúmeros vícios de gestão, mas também tem feitos consagradores, como a própria política do pré-sal, a construção da indústria naval, o Pronatec, Brasil Sem Miséria e um conjunto de obras – especialmente na área de energia.
Mesmo sua teimosia mais arraigada não chega perto do risco da desestabilização – apesar do terrorismo praticado por parte do mercado.
***
Com Aécio, a economia será submetida novamente a uma política de arrocho fiscal. Haverá refluxo na atuação do BNDES, fim das políticas de incentivo fiscal, redução da ênfase nas políticas sociais, interrupção no processo de reaparelhamento técnico do Estado. Se venderá novamente o peixe da “lição de casa” e do pote de ouro no fim do arco-íris.
Assim como FHC, Aécio estará ausente do dia a dia. Mas certamente se cercará de um Ministério de primeira grandeza e há uma lógica econômica por trás de suas propostas.
Até onde pretenderá chegar com o desmonte do Estado social, é uma incógnita. Mas age com racionalidade.
***
Já Marina é uma incógnita completa.
Primeiro, pelos grupos que a cercam e que querem um pedaço desse latifúndio. E ela não tem um grupo para chamar de seu, a não ser para o tema restrito do meio ambiente.
Haverá uma disputa dura para saber quem a levará pela mão: economistas de mercado, os grandes empresários paulistas, ambientalistas radicais, os egressos do PSB e – se Marina se consolidar – os trânsfugas do PSDB paulista.
***
O segundo dado é o mais confuso: a personalidade de Marina que nunca foi de admitir ser conduzida por ninguém.
Os que conviveram com Marina no governo reforçam algumas características:
Dificuldade em entender economias industriais.
Baixo pique operacional. Praticamente não conseguiu colocar de pé nenhuma de suas propostas à frente do Ministério do Meio Ambiente.
Jogo de cintura nenhum.
Tudo isso seria contornável, não fosse um aspecto de sua personalidade: teimosia e voluntarismo exacerbados.No governo Lula era quase impossível a outros Ministros definir pactos com Marina. Nas vezes em que era derrotada, costumava se auto-vitimizar. Os empresários paulistas que apoiaram sua candidatura estavam atrás do símbolo político, o Lula de saias, o Avatar dos novos tempos. Vice de Eduardo Campos seria o melhor dos mundos, pois o presidente asseguraria a racionalidade do governo.
Colocaram como seus porta-vozes economistas, importaram o brasilianista André Lara Rezende, que encontrou a melhor síntese para casar o livre mercadismo com as propostas ambientalistas de Marina: o país não pode crescer para não comprometer o equilíbrio do meio ambiente mundial. Quem chegou, chegou, quem não chegou não chega mais.
***
Experiências recentes do país indicam que o componente pessoal, a psicologia individual é um ponto relevante na análise de figuras públicas.
Resta saber se o país está disposto a pagar para ver.
Para os mercadistas: aguardem um mês de campanha antes de iniciar a cristianização de Aécio, para poder entender melhor a personalidade de Marina.
É preferível um Aécio na mão que duas Marinas voando. Jornal GGN Destaques do ABC! *
O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro. (...) Estou tristíssima. Presidenta Dilma Rousseff, ontem
A presidenta Dilma Rousseff lamentou nesta quarta-feira (13) o falecimento de Eduardo Henrique Accioly Campos em tragédia com queda de aeronave em Santos (SP). Confira na íntegra:
O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro.
Neto de Miguel Arraes, exemplo de democrata para a minha geração, Eduardo foi uma grande liderança política. Desde jovem, lutou o bom combate da política, como deputado federal, ministro e governador de Pernambuco, por duas vezes.
Tivemos Eduardo e eu uma longa convivência no governo Lula, nas campanhas de 2006, 2010 e durante o meu governo.
Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência.
Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima.
Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas desta tragédia.
Decretei luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos. Determinei a suspensão da minha campanha por 3 dias. *
Ele é chamado jocosamente de Aócio, Aébrio... e ainda não esclareceu devidamente uma "zona escura" de sua vida: sua eventual dependência de cocaína. A chamada "grande imprensa", como se sabe, não lhe dirige perguntas incômodas.
Vejam mais abaixo o vídeo do "AeroAécio" e do "Aécioporto", e imaginem o que este senhor não faria com os cofres públicos ao se instalar na Presidência da República! Oremos e vigiemos...
Autuado por policiais em blitz da Lei Seca, na madrugada carioca, claro,
aquele que pretende ocupar o mais alto posto da República
portava carteira de motorista vencida, encontrava-se visivelmente alcoolizado e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
MULHERES NO PODER A ex-guerrilheira, barbaramente torturada na ditadura militar, que há não muito tempo enfrentou e venceu um linfoma, não tem medo de cara feia nem de assombração, e avisa adversários e inimigos, traidores e entreguistas. Vai pra cima, Presidenta! Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...
Dilma com trabalhadores do aeroporto de Confins/MG
Instagram Palácio do Planalto/Roberto Stuckert Filho
A presidenta Dilma Rousseff destacou, em Contagem (MG), nesta segunda-feira (7), durante entrega de máquinas para municípios mineiros, o caráter republicano das ações do governo federal, que não levam em conta o partido de prefeitos e governadores. Dilma lembrou que essa prática não era usual na política do país e afirmou que continuará governando, sem recuar da disputa política quando ela aparecer.
“É muito usual durante os períodos de pré-campanha como é o de agora, e os de campanha, que haja a utilização de todos os instrumentos possíveis para desgastar esse ou aquele governo. Temos experiência disso. Por quê? Porque já enfrentamos isso em 2006, na reeleição do Lula, e em 2010 na minha eleição. Podem ter certeza, meu governo continuará governando, mantendo seu caráter republicano, mas nós não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer”. Vídeo
Celebremos o Dia Internacional da Mulher junto com a presidenta Dilma Rousseff e a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci.
“Este é o século das oportunidades. Este é o século do Brasil. E este é, sem dúvida, o século das mulheres! A mulher é a nova força que move o Brasil. Com esta força e esta energia vamos construir um futuro cada vez melhor para as nossas famílias. Viva o Dia Internacional da Mulher! Viva o Brasil! Viva a Mulher Brasileira!!!”
(Presidenta Dilma, Pronunciamento oficial)
Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff
Pronunciamento da ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci
O leilão do gigantesco campo de Libra, realizado esta semana no Rio de Janeiro, é um marco na história do Brasil. A exploração destas jazidas de petróleo e gás natural do pré-sal propiciará mais soberania e uma sociedade mais justa, segundo a presidenta Dilma Rousseff, que falou em rede nacional, comemorando o sucesso do leilão. 85% dos recursos provenientes do mega campo ficarão com o Brasil e serão destinados à educação, saúde e combate à pobreza. Ao contrário do que acontece em muitos países árabes, onde a riqueza do petróleo não chega às classes desvalidas, servindo apenas para bancar a vida luxuosa de algumas famílias, os recursos provenientes da exploração do campo de Libra custearão uma verdadeira revolução social no Brasil. Além da maior parte dos lucros, o Brasil ganhará também com empregos, serviços e equipamentos produzidos aqui, o que naturalmente criará uma espiral de desenvolvimento em outras áreas. Mais de 1 trilhão de reais serão injetados na economia, o que colocará o Brasil, de forma definitiva, como potência mundial.
A Presidenta Dilma Rousseff retornou hoje à sua conta no microblog Twitter, para se aproximar ainda mais dos cidadãos brasileiros. A Presidenta também lançou hoje o novo Portal Brasil, totalmente reformulado e robustecido, e a fan-page do governo no Facebook. O ABC! já comemorou a volta de Dilma às redes sociais, tuitando uma mensagem à Presidenta. Siga a Presidenta no Twitter ! @dilmabr
Dilma diz no Twitter que a "The Economist" está desinformada "O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego", afirmou a presidente Elizabeth Lopes e Lisandra Paraguassu, da Agência Estado
SÃO PAULO - Depois de quase três anos desativada, a presidente Dilma Rousseff voltou a postar nesta sexta-feira (27) em sua conta oficial na rede de microblog Twitter (@dilmabr). E aproveitou a rede social para responder à reportagem da revista inglesa The Economist, que em reportagem de capa desta semana alega que o País perdeu o rumo e questiona a capacidade de Dilma em recuperar a economia brasileira: "Eles (The Economist) estão desinformados. O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego." E continuou, na defesa de sua administração: "Somos a 3ª economia que mais cresceu no mundo no 2º trimestre. Quem aposta contra o Brasil, sempre perde."
Roberto Stuckert/Divulgação
Dilma defendeu a sua administração
A presidente também falou sobre o Mais Médicos: "Respeito muito os médicos brasileiros, mas traremos médicos de onde pudermos. Importante é atender melhor a população. Isso é o + médicos."
A presidente reativou sua conta, abandonada desde dezembro de 2010, em uma conversa pelo microblog com Jeferson Monteiro, o criador do perfil Dilma Bolada, um dos fakes mais famosos da internet. Em seu primeiro Twitter, desde o final da sua campanha eleitoral, Dilma começou com o humor de seu clone: "Bom dia linda maravilhosa, sempre acompanhei vc. Mas não me dê bom dia. Mas me dê bons resultados."
Neste momento, a presidente e Monteiro tuitam lado a lado no gabinete da Presidência, os dois de camisa vermelha, como mostra uma foto publicada no Instagram do Palácio do Planalto, em uma jogada para apresentar o Portal Brasil, o sistema de perfis do governo nas redes sociais que será lançado hoje à tarde. "Gente, o novo @portalbrasil vai ser a porta de acesso ao governo do cidadão nas redes sociais", tuitou.
A presidente ainda confirmou que fez um passeio de moto pela capital federal. "Sim & me diverti pra valer. Será que vc tem carteira pra dirigir moto? Se tiver, da próxima vez, podemos atuar no 8º Velozes e Furiosas", brincou. A conta de Dilma tem mais de 1,9 milhão de seguidores. Ela informou também que a Presidência terá um perfil oficial no Facebook. Estadão Online *
Acompanhem conosco, direto do Palácio do Planalto, o lançamento do novo Portal Brasil, conectando melhor o governo popular e trabalhista da presidenta Dilma Rousseff com o Povo Brasileiro. "O Brasil a um clique dos Brasileiros!"
É o que vaticina o veterano jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, Londres.
" (...) o solavanco na popularidade da presidenta Dilma Rousseff nas chamadas Jornadas de Junho era um fenômeno previsível e, sobretudo, passageiro.
Só viu ali a derrocada da candidatura de Dilma quem quis ver, ou por paixão ou simplesmente por miopia.
Dilma caminha para uma reeleição que provavelmente se dará ainda no primeiro turno.
O choque de junho pode ter um efeito revigorador para Dilma em seus próximos anos de poder."
A reeleição voltou a ficar perto de Dilma Os números da nova pesquisa do Vox Populi mostram que queda de popularidade foi passageira.
De novo com uma vantagem enorme
O Diário não tem pretensões a pitonisa, é evidente.
Mas.
Mas, conforme dissemos lá para trás, o solavanco na popularidade da presidenta Dilma Rousseff nas chamadas Jornadas de Junho era um fenômeno previsível e, sobretudo, passageiro.
Só viu ali a derrocada da candidatura de Dilma quem quis ver, ou por paixão ou simplesmente por miopia.
Menos por seus méritos [não concordamos/ABC!] e mais pelos defeitos extraordinários da oposição, Dilma caminha para uma reeleição que provavelmente se dará ainda no primeiro turno.
Analisemos, primeiro, Dilma. Sob ela, os avanços sociais imprescindíveis para que o Brasil se torne um dia uma grande Escandinávia vieram, até aqui, numa velocidade frustrante.
Os protestos de junho – não os diminutos que enveredaram pela falácia miserável do brado anticorrupção, aspas, mas os grandes que pediram mais justiça social, sem aspas – traduziram nas ruas a insatisfação com a baixa velocidade da retirada de privilégios de quem já tem há muito tempo privilégios demais.
Dilma, por tudo que tem dito, parece ter compreendido a mensagem. Acomodar interesses retarda demais as coisas – e o Brasil tem pressa.
A forma como ela enfrentou a resistência ao Mais Médicos sugere que ela entendeu que conciliar, às vezes, é a pior escolha não para ela ou seu partido – mas para os milhões de brasileiros desvalidos.
O choque de junho pode ter um efeito revigorador para Dilma em seus próximos anos de poder.
Quanto à oposição, é uma pequena tragédia, infelizmente. Infelizmente porque uma boa oposição sempre faz bem a um país: os partidos se esforçam por serem uns melhores que os outros aos olhos do eleitor.
Mas.
O principal partido de oposição, o PSDB, não foi capaz de entender que para não se transformar em sucata tem que colocar o combate à iniquidade no topo do topo de sua agenda.
A agonia do PSDB deriva, em grande parte, da relação nefasta que seus líderes estabeleceram com a mídia tradicional.
Uma vez que para as grandes empresas jornalísticas justiça social é uma maldição, os tucanos imaginam que, fazendo dela sua prioridade, perderão o apoio maciço da mídia.
Há fundamento nesse medo. Mas a alternativa a uma mudança radical é as coisas ficarem exatamente como estão: o PSDB é empurrado pela mídia mas cada vez mais desprezado pelos eleitores.
Não há capa da Veja, não há entrevista no Jô, não há comentários de Jabor – não há nada que a mídia tradicional possa fazer para erguer o PSDB.
Por uma razão: ela caiu num enorme descrédito. Graças sobretudo à internet, que rompeu o controle de poucas famílias na divulgação de informações, os brasileiros sabem hoje que as empresas de mídia defendem, primeiro e acima de tudo, seus próprios interesses políticos e econômicos. A esses interesses privados elas dão, caprichosamente, o nome de interesses públicos.
O Abra a Boca, Cidadão! transmitiu o desfile cívico-militar que aconteceu na Esplanada dos Ministérios, com a presença da Presidenta Dilma Rousseff. O povo ordeiro e trabalhador, com medo das violências de vândalos e outros oportunistas, compareceu em número menor, temendo os protestos anunciados por extremistas.
DESFILE EM BRASÍLIA TERMINA DE FORMA PACÍFICA
Preocupação com protestos diminuiu o público do desfile cívico-militar na capital federal, que apesar do grande público, ainda tinha espaço nas arquibancadas; cerimônia teve a presença da presidente Dilma Rousseff, que chegou em carro aberto, do vice-presidente Michel Temer, do presidente do STF, Joaquim Barbosa, do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ministros e outras autoridades; cerca de 4 mil PMs e 150 policiais civis estão mobilizados para fazer a segurança da capital, onde são esperados 150 mil manifestantes
DIA DA INDEPENDÊNCIA A Presidenta Dilma Rousseff comanda agora de manhã o desfile cívico-militar que acontece na Esplanada dos Ministérios, Brasília, em comemoração aos 191 anos da Independência do Brasil. Veja a seguir o vídeo com o pronunciamento oficial da Presidenta Dilma. Leia abaixo sobre o que está programado para o desfile. E acompanhe a transmissão ao vivo aqui conosco, no Abra a Boca, Cidadão! Viva o Povo Brasileiro !!!
Presidenta Dilma, início do desfile, 7 de Setembro de 2013
Vídeo: Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff
Desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios comemora o Dia da Independência
O desfile cívico-militar que marca o Dia da Independência será aberto em Brasília às 9h10, com a chegada da presidenta Dilma Rousseff, seguida da execução do Hino da Independência, a cargo da fanfarra do 1º Regimento da Cavalaria de Guardas dos Dragões da Independência, acompanhada do coral dos alunos do Colégio Militar de Brasília. Além de forças militares e de segurança, participam do desfile alunos de escolas militares e de 10 escolas públicas do Distrito Federal.
Neste ano, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, além de Organizações de Segurança Pública, levam à Esplanada dos Ministérios 1.850 militares e civis. Este é o quantitativo que desfila a pé. Além disso, as Forças Armadas levam para o desfile 105 viaturas, entre carros leves e blindados, como o Urutu, o Cascavel, o lançador de foguetes Astro 2020, a viatura Gepard (artilharia antiaérea). E, fechando, cerca de cem cavalos do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, conhecido como Dragões da Independência, e de outras unidades das Forças Armadas.
O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília promete repetir este ano a performance com a Pirâmide Humana. Recentemente, a equipe quebrou o recorde mundial da categoria, com 47 militares sobre uma única motocicleta. Também marcará presença na Esplanada a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, considerada uma das maiores bandas marciais do mundo e que se distingue por contar com gaitas escocesas, também conhecidas como gaitas de fole.
Uma das atrações preferidas da criançada, a Esquadrilha da Fumaça, não está presente no desfile deste ano, porque as aeronaves estão sendo substituídas. Os T-27 (Tucano) foram aposentados e os pilotos ainda estão em processo de treinamento com os A-29 (Super Tucano). Nos céus de Brasília, desfilam quatro aviões supersônicos F-2000 Mirage, do 1º Grupo de Defesa Aérea e duas aeronaves de ataque A-1, do Esquadrão Adelfi. Finalizando a performance aérea, os aviões KC-130, do Esquadrão Gordo, simulam reabastecimento em voo de aeronaves de ataque.
Para acompanhar o desfile, o público conta com 24 mil lugares nas arquibancadas, tablados especiais e tribunas localizadas a partir da frente do Ministério da Justiça, local de início do desfile, até o viaduto da L2 Sul, final do desfile. A expectativa dos organizadores é de cerca de 50 mil pessoas na extensão da Esplanada.
Outros cinco palanques estão preparados para receber até 1,1 mil convidados cada. Sistemas de sonorização, telões e banheiros químicos podem ser encontrados por todo o gramado da Esplanada. Os participantes da festa contam, ainda, com pontos de distribuição de água e postos de saúde e atendimento a crianças, garantindo conforto e segurança. A previsão é de que o desfile seja encerrado até as 10h30. Portal da Presidência da República *
Alguma vinculação entre a espionagem ao governo e cidadãos brasileiros pelos "donos do mundo" e as manifestações (orquestradas?) que tomaram conta do País nos últimos meses, acompanhadas de sistemáticos ataques da direita raivosa e da mídia golpista?
REUNIÃO DE EMERGÊNCIA SOBRE ESPIONAGEM A DILMA
"Estamos em situação de emergência", diz secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho; presidente Dilma Rousseff convoca ministros das Relações Exteriores, Defesa, Comunicações, Casa Civil e Comunicação Social para definir reação brasileira à espionagem praticada por governo dos Estados Unidos; na manhã desta segunda-feira 2, chanceler Luiz Alberto Figueiredo convocou embaixador americano Thomas Shannon para cobrar explicações; ministro da Justiça estará com a presidente às 15h00; resposta brasileira a arapongagem americana sobre e-mails presidenciais promete ser dura; viagem oficial aos EUA, em 23 de outubro, só será confirmada mediante explicações "satisfatórias" do governo Obama
247 – As relações entre Brasil e Estados Unidos estão abaladas pela denúncia de que os e-mails da presidente Dilma Rousseff foram espionados pelo governo dos Estados Unidos. Para articular uma reação que promete ser dura, Dilma convocou na manhã desta segunda-feira 2, em seu gabinete no Palácio do Planalto, uma reunião de emergência. Foram chamados os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, da Defesa, Celso Amorim, das Comunicações, Paulo Bernardo, do Gabinete Civil, Gleise Hoffmann, da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "Estamos em situação de emergência", disse Carvalho, antes da reunião.
Antes mesmo desse encontro, o chanceler Luiz Alberto Figueiredo chamou oficialmente ao Palácio do Itamaraty o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para cobrar as primeiras explicações. Shannon saiu do encontro sem falar com a imprensa. À tarde, a presidente estará com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, para discutir o mesmo assunto.
Além de uma previsível nota dura contra a atitude americana, denunciada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, a partir de revelações do jornalista Glenn Greenwald, que teve acesso aos documentos levantados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden, exilado na Rússia, a atitude do governo brasileiro poderá ser, até mesmo, a de cancelar a viagem oficial da presidente Dilma a Washington, marcada para 23 de outubro. Está prevista em homenagem a ela um jantar de gala na Casa Branca, mas desde já o cardápio se mostra indigesto para o Brasil. O governo brasileiro já decidiu recorrer à ONU para pedir uma discussão sobre violação à privacidade de autoridades e cidadãos brasileiros.
Documentos classificados como ultrassecretos, que fazem parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, obtidos pelo Fantástico, mostram a presidente Dilma Rousseff, e o que seriam seus principais assessores, como alvo direto de espionagem da NSA. Um código indica isso.
O jornalista Glenn Greenwald, coautor da reportagem, foi quem recebeu os papéis das mãos de Snowden. Glenn afirmou que recebeu o documento na primeira semana de junho, quando esteve com Snowden em Hong Kong. "Ele me deu esses documentos com todos os outros documentos no pacote original."
Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:
Dilma convoca ministros para reuniões de emergência
Danilo Macedo
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff convocou ministros, na manhã de hoje (2), para duas reuniões de emergência no Palácio do Planalto a fim de tratar de denúncias de espionagem dos Estados Unidos sobre ela e assessores diretos, divulgadas nesse domingo (1º) no programa Fantástico, da TV Globo.
A primeira reunião começou por volta das 10h e teve a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. A segunda, logo em seguida, teve, além de Cardozo, os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Defesa, Celso Amorim, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado.
Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, as duas reuniões já terminaram. Nenhum dos ministros falou. Desde que as informações começaram a ser divulgadas, em junho, os ministros das Comunicações e da Justiça manifestaram preocupação com as denúncias, consideradas atos contra a liberdade dos cidadãos e a soberania nacional.
Hoje, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi ao Itamaraty prestar esclarecimentos sobre o tema ao chanceler Figueiredo Machado. Depois da reunião, Shannon saiu sem falar com a imprensa e Figueiredo Machado foi para a reunião com Dilma e outros ministros.
Dilma driblou seguranças e saiu de moto pelas ruas de Brasília, diz ministro
VALDO CRUZ DE BRASÍLIA ANDRÉIA SADI DO PAINEL, EM BRASÍLIA
"Coloquei o capacete e saí andando de moto pelas ruas de Brasília." A revelação, com ares de felicidade, foi feita de forma absolutamente casual pela presidente Dilma Rousseff a um incrédulo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).
"Eu também não acreditei na hora, mas, quando encontramos o Amaro no elevador, passei a acreditar", disse o ministro, ao perceber a reação dos repórteres à história. A conversa, segundo Lobão, ocorreu durante um encontro na semana passada.
Lobão se referia ao chefe da Segurança Presidencial, general Marcos Antônio Amaro, com quem ele e Dilma esbarraram ao final da conversa. Dilma foi logo se gabando: "Nem ele ficou sabendo", disse, confiante de que sua escapada havia sido sigilosa.
O general surpreendeu a presidente. "Fiquei sabendo, sim, mandei acompanhar a senhora", foi logo dizendo o chefe da segurança de Dilma, informando que havia orientado uma equipe a segui-la à distância para não acabar com o sentimento de que estava fazendo uma aventura às escondidas.
Como se queixam alguns ex-presidentes, no Brasil o governante acaba desaprendendo a abrir portas com a própria mão.
Jean Galvão/Editoria de Arte/Folhapress
Ao relatar sua experiência, cuja data não foi revelada, Dilma contou ao ministro sua sensação de andar de moto pela capital: "Senti melhor os ares de Brasília".
Foi um elogio poético, dado que a cidade passa pelo seu tradicional período de seca, quando a umidade do ar chega a níveis saarianos.
É incerto se Dilma estava na garupa de alguém ou se arriscou-se a pilotar. Segundo o Palácio do Planalto, que não comentou a estripulia, a presidente não tem carteira de habilitação nem sabe dirigir motocicletas.
Ainda surpreso pela revelação, Lobão cobrou da presidente os riscos de segurança envolvidos no hobby: "A senhora não tem de se preocupar só com você e a Paula [filha da presidente], tem de se preocupar também com 200 milhões de brasileiros".
Dilma sorriu, agradeceu a preocupação do ministro, mas disse: "A vida é cheia de riscos. Tudo que se faz na vida importa riscos".
Ao ouvir da Folha o relato de Lobão, um ministro próximo de Dilma mostrou-se descrente. "A presidente, andando de moto? Não acredito", disse. Mas há precedente na relação da mandatária com as máquinas.
O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas, é um apaixonado por motos. Dono de uma Harley-Davidson, marca mítica norte-americana, ele conta que Dilma não só pediu para subir no modelo como posou para fotografia.
A fuga não é inédita. Como lembrou Lobão, o general João Batista Figueiredo (1918-1999) costumava deixar os seguranças loucos ao escapar para voltinhas de motocicleta durante sua Presidência (1979-1985).
"Foi uma aventura da presidente. Ela merece. O cargo limita muito as opções de lazer dela. Não dá para frequentar normalmente teatro, cinema, restaurantes", disse. Folha Online Destaques do ABC! *
Aqui, no ABC!, o que você não vê nos comentários dos "urubólogos" e noticiário do Jornal Nacional, Veja, Estadão e demais veículos da mídia golpista, que produzem jornalismo de esgoto.
Considerando a crise econômica internacional, que devasta a Europa e outras regiões do mundo, o Brasil vai muito bem, obrigado.
O primeiro semestre de 2013 apresentou a menor taxa média de desemprego para o período nos últimos 10 anos. De janeiro a junho deste ano, a taxa média de desemprego foi 5,7%. Já nos primeiros seis meses de 2003, a taxa média de desemprego era 12,2%. Uma queda de 6,5% em todo o período. Para a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o Brasil vive uma boa situação de empregabilidade em meio a um cenário adverso vivido por muitas economias ao redor do mundo.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na última semana os dados sobre desemprego de janeiro a junho deste ano. Comparando junho de 2013 com o mesmo período do ano passado, o Instituto também identificou crescimento de 3,2% do número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, representando um adicional de 359 mil postos de trabalho com carteira assinada.