Tradutor

Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dilma, ao vivo, fala sobre o Marco Civil da Internet


DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO



Neste momento (9 h, Brasília), a Presidenta Dilma Rousseff conversa ao vivo, pelo Facebook, com os internautas, respondendo questões sobre o Marco Civil da Internet.

Participe clicando AQUI!







Algumas respostas da Presidenta Dilma:

- Há uma opinião unânime entre especialistas e usuários da internet em todo o mundo que a aprovação do #MarcoCivil pelo Congresso brasileiro foi um avanço histórico. O criador da web, Sir Tim Berners-Lee, considerou o Marco Civil “um presente para a web em seu 25º aniversário”. Isso porque o #MarcoCivil assegura a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo e o respeito aos direitos humanos. Estabelece a governança democrática, multissetorial, multilateral e aberta, exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a participação da sociedade, governos e setor privado. Assegura a universalidade, base do desenvolvimento social e da construção de sociedades inclusivas, não discriminatórias. Estabelece a diversidade cultural sem imposição de crenças, costumes e valores. Assegura a neutralidade da rede, pois garante que um provedor de conexão não pode interferir no conteúdo que o usuário queira acessar, tornando inadmissível restrições por motivos políticos, econômicos, religiosos ou de qualquer outra natureza.

- O #MarcoCivil vai beneficiar muito o consumidor e o usuário. Primeiro, pelo que já dissemos sobre a neutralidade. Segundo, garante a privacidade e a liberdade de expressão. E uma coisa importante: o marco civil tem por objetivo a promoção da universalização da internet, ou seja, o acesso por todos. Para tanto, o governo está desenvolvendo um programa nacional de banda larga para aumentar a capacidade e melhorar a qualidade, como já dissemos antes.


- O armazenamento de dados não afeta a liberdade individual porque é vedado às empresas e aos governos a violação da privacidade de dados, seja no que se refere a pessoas, no que se refere às empresas, e ao governo. Haverá um decreto regulamentando essa lei. Ele será discutido amplamente pela internet e com toda a sociedade para que nós possamos aprimorar cada vez mais esse dispositivo que assegura a privacidade e coibindo eventuais abusos. Fique atento, porque esse processo de discussão será aberto a todos. 

- O artigo 15 diz que o provedor de aplicações fica obrigado com a garantia de sigilo dos dados a armazená-los pelo prazo de 6 meses. Um decreto irá disciplinar essa matéria para garantir que evite abusos, em especial violação de privacidade. O acesso somente poderá se dar por ordem judicial expressa.

- Eu defendo que nós devemos combater a corrupção no país por todos os métodos, inclusive por meio da internet, e o #MarcoCivil, agora aprovado, garante que não há a possibilidade de censura de conteúdo de nenhuma forma. E muito menos no caso de páginas na internet que protestam contra a corrupção. Pelo contrário. Todos aqueles que o fazem terão seu direito à livre expressão e podem contar com a minha parceria. O fortalecimento da participação social por meio da internet se deve ao fato de que ela, a web, garante a participação direta e individual, em tempo real, de todas as pessoas que acessam, fortalecendo, assim, através de consulta popular ou até sugestões, protestos e reivindicações, a participação social nas políticas públicas. 

- O #MarcoCivil nos coloca na vanguarda, na proteção dos direitos dos usuários da internet e na garantia de que o usuário brasileiro tem e terá o direito de acessar, a partir de agora, qualquer conteúdo. É bom lembrar um ponto importante do Marco Civil, que é a aplicação da legislação brasileira. A partir de agora, qualquer dado coletado no Brasil, pouco importando se por empresa brasileira ou estrangeira, está sujeito à legislação brasileira. Com isso se assegura a soberania da legislação sobre os dados coletados e se protege o consumidor nacional. 

- O governo não irá insistir em outra legislação para implantar data centers no país. Consideramos superado esse debate pelo parágrafo 3º do artigo 11, justamente a obrigação para os provedores de conexão e aplicação de cumprir a legislação brasileira, referente à coleta, guarda, armazenamento ou tratamento de dados.

- Sem sombra de dúvida, nosso #MarcoCivil é a legislação mais avançada no mundo. Isso foi reconhecido por todos os líderes que se pronunciaram ontem. Sir Tim Berners-Lee, o CEO da ICANN, Fadi Chehadé, o Vint Cerf, vice-presidente do Google e um dos inventores do protocolo TCP/IP, e a Nnenna Nwakanma, representante da sociedade civil e participante da fundação pelo software aberto África. 

- [sobre a crítica do Marco Civil como "censura"] Podemos atribuir isso ao próprio conservadorismo das pessoas. É o argumento de que seria uma intervenção indevida.

- O #MarcoCivil da internet assegura, como regra, que só se pode retirar conteúdo da rede com ordem judicial, evitando a censura, privada ou governamental. No caso, as únicas exceções no marco civil, no que se refere à exigência de medidas judiciais para retirada de conteúdo, são materiais com cena de nudez ou ato sexual de caráter privado. O intuito é de proteção, em especial de mulheres, com privacidade violada pelos parceiros. 

- O #MarcoCivil vai beneficiar muito o consumidor e o usuário. Primeiro, pelo que já dissemos sobre a neutralidade. Segundo, garante a privacidade e a liberdade de expressão. E uma coisa importante: o marco civil tem por objetivo a promoção da universalização da internet, ou seja, o acesso por todos. Para tanto, o governo está desenvolvendo um programa nacional de banda larga para aumentar a capacidade e melhorar a qualidade, como já dissemos antes.


* *

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Facebook, inveja e frustração


Internet
Os brucutus da timeline
Democráticas e inclusivas em sua visão idílica, as redes sociais formam um Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, alertam pesquisas
Eduardo Graça


Flickr / Niall Kennedy

As redes sociais têm alimentado o conservadorismo dos internautas
A piada pronta é irresistível. Se aparecesse na timeline do Facebook, seria impossível dar um like para a pesquisa publicada pela Public Library of Science na segunda quinzena de agosto, conduzida pelo Laboratório de Estudos da Emoção e do Autocontrole da Escola de Psicologia da Universidade de Michigan. O estudo, comandado pelo professor do Instituto de Pesquisas Sociais da U-M Ethan Kross, em parceria com Phillipe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, concluiu que, quanto mais se usa o Facebook, mais infeliz e solitário o sujeito é.

Inovadora por ser a primeira a acompanhar a rotina de dezenas de usuários da rede social por um período determinado, a análise empírica, centrada em jovens com menos de 30 anos, possibilita entender um pouco melhor os contornos do Homo digitalis anunciado na década de 90 pelo americano Nicholas Negroponte, um dos criadores do celebrado Media Lab do Massachusetts Institute of Technology. Outras pesquisas divulgadas neste ano revelam um aparente paradoxo: ao mesmo tempo que redes sociais, notadamente o Facebook e o Twitter, são apresentadas como importantes ferramentas para o ativismo social e político, estudiosos apontam para o incremento da sensação de solidão e um aumento de polarização ideológica, com a tendência de os usuários dialogarem com indivíduos de posição política e comportamental similares às suas, e criticam a ideia de que essas plataformas, por sua natureza, exporiam os usuários a uma quantidade anteriormente inimaginável de pontos de vista.

“A contradição existe, mas não me surpreende. A amizade é algo que vai além da comunicação, é a sensação de comunhão com o outro. Esse sentimento pode dar-se pela troca de ideias, ou mesmo de imagens, como no Instagram. Mas é mais intensamente realizado pela proximidade humana. Frequentemente, os momentos em que nos sentimos mais próximos de outro ser humano são aqueles em que estamos fisicamente juntos, mas não dizemos nada”, filosofa o sociólogo Stephen Duncombe, especialista em novas mídias do Departamento de Mídia, Cultura e Comunicação Social da Universidade de Nova York.

A investigação sobre o perfil do usuário das redes sociais não é uma novidade em si. Artigos que conectam o Facebook ao aumento de ciúme nas relações amorosas, à tensão social em nível individual (bullying, preconceito), à tendência ao isolamento e ao aumento de depressão são recorrentes, com base científica ou mesmo a partir de exemplos cotidianos, como a quantificação da manifestação de ódio por nordestinos após o resultado das eleições presidenciais brasileiras em 2010 ou o infográfico elaborado por um grupo de advogados especializado em divórcios nos EUA para demonstrar como a traição digital pode ser um problema real na hora da separação. A diferença fundamental no estudo da U-M é a de se propor a ir além do mero registro de tendências ou da captura de um momento específico.

A equipe de Kross recrutou 82 jovens para o experimento. Curiosamente, quem topasse responder aos questionários elaborados pelos especialistas concorria à rifa de um tablet, o iPad. As perguntas eram enviadas diariamente cinco vezes, das 10 da manhã à meia-noite, por 14 dias, de forma ininterrupta, via mensagens de texto por celular. Os participantes também receberam uma pequena gratificação, 20 dólares cada. A periodicidade da consulta é um dos fundamentos do estudo. “Com isso fomos capazes de mostrar como o ânimo dos usuários mudava de acordo com o uso que cada um fazia do Facebook”, explica Kross.

Independentemente da quantidade de amigos, indicam os resultados finais, das condições psicológicas destes e da motivação para o uso da rede social, a cada passagem pelo Facebook aumentavam a preocupação e a sensação de isolamento e infelicidade dos jovens. “Em princípio, o Facebook parece oferecer recursos inestimáveis para satisfazer a necessidade humana de conexão social. Em vez de incrementar a sensação de bem-estar, nossa pesquisa sugere, no entanto, que o Facebook diminui a percepção de felicidade do usuário”, escreve o acadêmico na apresentação da pesquisa.

Os 82 jovens de Ann Arbor, no Michigan, centro universitário do Meio-Oeste americano com cerca de 345 mil habitantes, foram instados a dar uma nota para a satisfação obtida consigo mesmo antes do início da pesquisa e no derradeiro dia de estudo. A exposição ao Facebook apareceu diretamente ligada à sensação de infelicidade: quem passava mais tempo no site, mais infeliz havia ficado duas semanas depois da largada da pesquisa. Por outro lado, quanto maior o contato social direto, com amigos de carne e osso, sem mediação digital, maior a sensação de felicidade.

Se comparado ao universo do Facebook – mais de 1 bilhão de indivíduos no planeta possuem uma conta do serviço – o estudo da U-M é estatisticamente limitado. E os pesquisadores não buscaram respostas para os motivos de resultados diferenciados entre a socialização virtual e a presencial. Em entrevista à Fast Company, o cientista levanta a possibilidade de o Facebook ativar um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior. Essa é uma das possíveis explicações. Mas outro fator pode ser a falta de interação direta com os outros.”

Outra pesquisa apresentada em fevereiro pelos cientistas sociais alemães das universidades de Humboldt e Darmstadt aventurou-se por esse campo ao entrevistar 584 usuários da principal rede social da internet. Foi positiva a resposta à pergunta proposta no título do estudo: “Inveja no Facebook: uma Ameaça Escondida à Felicidade dos Usuários?” A inveja, dizem os alemães, foi a emoção mais comum entre os voluntários (jovens com menos de 30 anos), despertada justamente pela comparação entre as vidas dos usuários e aquelas dos amigos cuja existência idealizada aparentava estar à beira da perfeição.

Os professores Peter Bauxmann e Hanna Krasnova criaram a imagem de uma “espiral da inveja”, especialmente dolorosa para os “usuários passivos”, que postam menos e experimentam a rede como testemunhas das conquistas sociais dos outros, tal qual estes as editam nas redes sociais. “Os usuários percebem o Facebook como um ambiente estressante, o que poderá, no longo prazo, ameaçar a sustentabilidade da plataforma”, anotam os pesquisadores.

O Facebook vai muito bem, obrigado. Na mesma semana em que a pesquisa da U-M recebia os holofotes da mídia, Mark Zuckerberg & cia. anunciavam que pouco mais de 40% dos norte-americanos, ou 128 milhões de indivíduos, se conectavam ao site diariamente. Segundo estimativa do banco Morgan Stanley, o mercado de vídeos de propaganda vai garantir cerca de 1 bilhão de dólares em 2014 e 6,5 bilhões em 2020. Em janeiro, a empresa anunciou ter alcançado a marca de 1,06 bilhão de usuários. O Brasil aparece entre as cinco nações com o maior número de conectados, ao lado de EUA, Índia, Indonésia e México.

A imagem de um brucutu na frente do computador, do Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, antítese da ideia de que as redes sociais seriam plataformas intrinsecamente democráticas e inclusivas, é obviamente repudiada pelos criadores do Facebook. Retratado no filme A Rede Social, de David Fincher, vencedor de três prêmios Oscar em 2011, como um autista social, Zuckerberg anunciou, juntamente com os números acima citados, a criação da internet.org, um consórcio do site com o browser Opera, a empresa especializada em tecnologia wireless Mediatek e os fabricantes de smartphones Nokia, Samsung e Ericsson para estimular a conexão digital de indivíduos de baixa renda. O objetivo, dizem os envolvidos, é combater o fosso digital e a desigualdade social. Zuckerberg defende a ideia de que o direito à conexão, para o Homo digitalis, se equipara aos direitos humanos essenciais como a liberdade de expressão e alimentação.

Os muitos artigos sobre a importância das mídias sociais para o apoio social aos movimentos políticos, como a Primavera Árabe e o Ocupem Wall Street, também levaram pesquisadores a investigar recentemente, e de forma mais detalhada, o uso, no longo prazo, dessas plataformas na obtenção de informação e debate de ideias. Dois cientistas especializados em computação social do Instituto de Pesquisa e Informática do Catar, Ingmar Weber e Venkata Garimella, investigaram, com o apoio de um analista do canal de tevê Al-Jazira, o papel das redes sociais no acirramento das posições políticas no Egito. Baseados em uma amostra de 17 milhões de tuítes publicados por 7 mil egípcios de janeiro a junho deste ano, os pesquisadores separaram as mensagens em duas categorias, secularistas e islamitas. E investigaram a evolução das hashstags, o #, um dos principais símbolos do Twitter, usadas na classificação de tópicos: se elas apontariam para uma ênfase na multiplicação de guetos ou, ao contrário, se permitiriam maior troca de ideias, ainda que aparentemente alienígenas para um grupo ou outro.

Na conclusão, os pesquisadores criaram o termo “barômetro da tensão”, em que hashstags como Morsi (em referência ao presidente deposto Mohamed Morsi) ao mesmo tempo incrementavam a polarização na rede e eram coincidentes com um aumento de violência no mundo real. Ainda assim, Weber e Garimella não chegaram a nenhuma conclusão sobre “causa-efeito” e não chegaram à conclusão sobre se as redes sociais transportariam o estresse e a insatisfação pessoal para o universo político.

Doutora pela UFRJ, professora de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e estudiosa dos dilemas éticos nas novas mídias, Sylvia Moretzsohn considera ser esta uma tarefa dificílima. “É possível que Weber e Garimella estejam no caminho certo, o de se verificarem a repercussão e a realimentação de tuítes na relação mundo virtual/mundo presencial, mas a tendência das redes sociais sempre foi a guetização, oposta à disseminação de ideias conflitantes que permitiriam a ampliação da capacidade de conhecimento e de crítica dos usuários. Veem-se, em geral, a cristalização de opiniões, a rejeição ao contraditório e a reprodução de certos clichês ideológicos que apaziguam a consciência daqueles que têm convicções e não estão abertos ao debate. Mas esse é também o comportamento normal do senso comum, e não é surpresa que ele se reproduza nas mídias sociais.”

Kika Serra, também da UFRJ, é mais otimista. “Entre os extremos de comportamento, entre islamitas e secularistas, entre a tolerância e a intolerância, existe um mar de indivíduos que não têm o hábito de formular opinião sobre nada. Elas buscam nas redes sociais interpretações de mundo. O filtro é mais permeável, justamente por não terem perfil político definido.”

Para Moretzsohn, as pesquisas mais recentes não devem ser analisadas a partir da premissa de que novidades tecnológicas têm a capacidade de transformar profundamente as relações sociais. “É o equívoco de se maximizar a importância da tecnologia em nossas vidas e atribuir a ela as benesses e mazelas do mundo contemporâneo.”

No estudo dos meios de comunicação de massa, diz Ducombe, da NYU, cada nova mídia tende a ser apontada como a origem dos males ou a solução dos problemas intrínsecos de uma sociedade brutalizada. “As sociedades tendem a se apropriar das tecnologias e usá-las de modo utilitário, reflexo de suas próprias necessidades. O livro foi tanto uma resposta quanto um alavancador do nascente individualismo. Os filmes são uma consequência e retrato direto da sociedade de massas. Seria mesmo um acidente o Facebook e afins, com sua ênfase em uma rede de ‘amigos’, termo largamente reduzido ao histórico da carreira profissional e às preferências de consumo, se tornarem a escolha preferencial de comunicação da sociedade neoliberal globalizada? Simples assim: temos o tipo de comunicação que merecemos.”

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Breve História do Brasil: da Ditadura ao "Feicismo"


GOLPE EM ANDAMENTO





A história e o fascínio do "Feicismo" do "Anonymous", o novo partido único da direita, dirigido de Londres


Rogerio Mattos Costa, de Madrid


História breve do Brasil – da Ditadura ao “Feicismo” – , dedicada aos jovens que estão nas ruas fazendo o país avançar, mas que não querem ser usados pela CIA para fazer o Brasil voltar atrás.


1. Nos anos 50, eles se agrupavam num partido chamado UDN, que defendia sempre os interesses dos Estados Unidos no Brasil, a ponto de seu presidente, o tristemente célebre deputado Mangabeira, quando na presidência do Congresso Nacional, ter beijado a mão do General americano Dwight Eisenhower, candidato a presidente daquele país, como se pode ver nessa foto.

2. Sempre derrotados pelos trabalhistas, chefiados primeiro por Vargas e depois por Brizola e Juscelino, em 1959 eles chegam à conclusão que precisariam deixar de parecer partido das elites e tinham que conseguir um candidato que parecesse ser do povo se quisessem ganhar as eleições presidenciais.

3. Em 1960, finalmente, eles tinham vencido uma eleição para presidente, tendo como candidato Jânio Quadros, um candidato que, nos comícios, comia na frente do microfone um grande sanduíche de mortadela para parecer popular e usava uma vassoura na mão como símbolo de que iria acabar com a corrupção.

4. Mas seu presidente, Jânio Quadros, renunciou seis meses depois de tomar posse. Eles e os militares queriam impedir que o vice tomasse posse, que na época era eleito em separado, João Goulart, também um trabalhista.

5. Em 1962 e 1963 eles tentaram, por três vezes, sem sucesso, aplicar um novo golpe de estado. Seu chefe era Carlos Lacerda, jornalista financiado pela Agência Central de Inteligência, a CIA, que teve um papel chave na deposição e morte de Getúlio Vargas em 1954.

1. Aproveitando-se da grande religiosidade do povo, eles criaram programas religiosos nas principais rádios do Brasil, nos quais pretensos “padres americanos”, na verdade agentes da CIA infiltrados na igreja católica, chefiados por Patrick Peiton, diziam que a “Virgem Maria os havia enviado ao Brasil para salvar o país de vocês do comunismo”.

2. Finalmente, aliados a alguns generais brasileiros e chefiados por Lacerda, então governador da Guanabara, e pelo embaixador americano Lincoln Gordon, em 1º de abril de 1964, eles derrubaram, com o total apoio dos seus veículos de comunicação, não apenas o presidente trabalhista, João Goulart, mas o regime democrático.

3. Entre outros “crimes”, eles acusavam Goulart de defender a reforma agrária e principalmente por ter aumentado em 100% o salário mínimo, congelado por oito anos, o que era um sinal de que o presidente eleito “queria implantar o comunismo no Brasil”.

4. Com seus rádios e TVs, num mesmo dia, eles convocaram uma “Marcha com Deus pela Democracia”, que levou às ruas dezenas de milhares de pessoas, principalmente da classe média, para “pedir a intervenção dos militares”. Tal como ocorre hoje em dia no Egito, no Brasil, na Turquia, através do “Facebook”.

5. Para dar o golpe, eles e os generais revoltosos cometeram vários crimes. Entre eles o principal, de traição de sua pátria, conspirando contra seu próprio governo, dentro da embaixada americana no Rio de Janeiro, planejando o golpe com a ajuda de generais estadunidenses, chefiados por Vernon Walters, que era da CIA.

6. Para perpetrar o golpe, eles contaram com a ajuda do porta-aviões, dos navios e dos bombardeiros da Sétima Frota da Marinha dos Estados Unidos, deslocada do Caribe para dar apoio militar aos generais que traíram seus próprios camaradas de armas, como provam estas gravações entre o presidente estadunidense Lyndon Johnson e seus auxiliares.

7. Caso o golpe não tivesse sucesso, o comando da Sétima Frota recebeu, dos generais brasileiros aliados dos golpistas, as informações precisas sobre onde atacar as tropas que permanecessem leais ao presidente eleito.

8. Por meio de mapas e fotos aéreas, os golpistas apontaram aos militares americanos onde estavam os quartéis dos nossos soldados, nossas baterias anti-aéreas e de artilharia de costa, cometendo assim um autêntico ato de traição à pátria.

9. Eles apontaram ainda, como alvos principais que precisavam ser destruídos para minar a resistência do governo, a Refinaria Duque de Caxias da Petrobrás, a Usina Siderúrgica Nacional e a Fábrica Nacional de Motores, empresas estatais contra cuja criação, seu partido, a UDN, sempre havia se oposto “para não fazer concorrência com as empresas privadas”, a grande maioria estrangeiras.

10. Após consolidado o golpe, eles e os generais que com apoio entusiástico de seus jornais haviam roubado o poder para “defender a Democracia com a Ajuda de Deus”, traíram suas promessas e nunca mais realizaram eleições diretas para presidente, governador e prefeitos das capitais.

11. Eles fecharam o congresso, cassaram mandatos, prenderam prefeitos, vereadores, parlamentares adversários. A alguns como o deputado comunista Gregório Bezerra amarraram na traseira de um Jeep do exército e arrastaram meio morto, algemado, pelas ruas de Recife.

12. Eles implantaram o regime de exceção, que governava por decretos e não por leis, que seus jornais, rádios e TVs aplaudiram e louvaram por 21 anos.

13. A ditadura que eles apoiaram proibiu a existência de partidos políticos, estabeleceu a censura a livros, revistas, músicas, poesias, rádios e jornais que deveria aprovar, antes, qualquer coisa antes de ser publicada. Centenas de jornalistas foram presos, torturados, mortos ou processados naquela época.

14. A ditadura que eles apoiaram fechou milhares de sindicatos em todo o Brasil, cassou mandatos de senadores e deputados adversários, prendeu sem ordem judicial, sequestrou, torturou e matou seus opositores e qualquer pessoa que continuasse defendendo a democracia.

15. Em 1968, devido a manifestações estudantis muito menores do que as atuais, que eles classificavam de “perigoso atentado terrorista”, eles aplaudiram o fechamento do congresso e a cassação do deputado federal Márcio Moreira Alves.

16. Eles interviram no Supremo Tribunal Federal, colocando lá advogados ambiciosos que prestavam serviços às suas empresas, que, agradecidos pela fama e pelos salários, não se importaram nada com as violências contra as instituições democráticas e os direitos individuais.

17. Eles sempre quiseram interferir na memória da juventude, sempre jogaram muito na alienação dos estudantes, na sua cooptação para que se esquecessem do que haviam presenciado. E principalmente no repúdio e no esquecimento dos jovens quanto à nossa música, à nossa cultura.

18. E aqui começa algo que iria se repetir ao longo de mais de quarenta anos: a sucessiva troca de nome dos partidos usados por eles.

19. A coisa funcionava assim: na medida em que o povo, nas eleições, derrotava seus partidos, pois identificava a sua sigla com os que atuaram sempre contra os trabalhadores e a favor dos interesses de empresas e do governo dos Estados Unidos, eles mudavam o nome dos seus partidos.

20. UDN, ARENA, PDS, PFL, DEM, PSDB… Imagino que você já ouviu falar nesses nomes de partidos, é claro. Mas é sempre bom conhecer mais um pouco.

21. Uma vez que a UDN, seu primeiro partido, já tinha ficado conhecida pelo povo como partido que atentou contra a democracia e como partido dos golpistas, aliados das empresas americanas, eles trocaram seu nome e a velha UDN passou a chamar-se ARENA, ou “Aliança Renovadora Nacional”.

22. Através de suas estações de televisão, eles promoveram uma verdadeira lavagem cerebral em massa, ganhando, de uma só vez, centenas de concessões de rádio e TV, em todo o país, formando uma rede de veículos de comunicação.

23. Nos 21 anos que se seguiram, eles ganharam fortunas imensas, medidas em bilhões de dólares, como pagamento da publicidade oficial que faziam dos governos da ditadura, sem qualquer tipo de licitação.

24. Através do emprego de equipamentos de televisão de última geração e do vídeo tape e com recursos quase ilimitados, eles passaram a produzir programas e telenovelas de qualidade muito elevada para a época, que passaram a hipnotizar a classe média.

25. Nas eleições eles sempre apoiaram descaradamente a ARENA, que era a antiga UDN. Faziam isso como hoje em dia, sem nenhuma preocupação em manter um mínimo de imparcialidade. Eles simplesmente ignoravam a existência do único partido de oposição que era permitido, que era o MDB.

26. Nas eleições para vereadores e deputados, as únicas permitidas, os candidatos ou qualquer um que criticasse o governo era simplesmente preso, torturado, e vários simplesmente desapareceram. Muitos foram mortos sob tortura e seus corpos jogados do alto de aviões, sobre o mar.

27. Assim mesmo, a partir de 1974, a máscara começou a cair e a ARENA começou a ser reconhecida como o partido da ditadura, e então, para tentar enganar os eleitores, eles mudaram seu nome, que já tinha sido UDN, agora para PDS ou “Partido Democrático Social”.

28. Em 1978, quando através de greves e manifestações os trabalhadores protestaram contra o arrocho salarial, eles ficaram contra os trabalhadores e a favor da repressão aos operários. Suas emissoras de TV mostravam Lula e os trabalhadores em greve como terroristas, bandidos e arruaceiros, e aplaudiram sua prisão e o fechamento dos sindicatos paulistas.

29. Em 1979, quando Lula propôs a criação de um partido da classe trabalhadora, eles com seus veículos de informação fizeram de tudo para impedir, ridicularizando a iniciativa e dizendo que nunca isso seria possível, já que seus membros seriam ignorantes, incultos e semi-analfabetos.

30. Quando, em 1986, a população saiu às ruas em todo o país para exigir a realização de eleições diretas para presidente e governadores, eles simplesmente não transmitiam nenhuma imagem, nem noticiavam nenhuma manifestação.

31. Sabendo que não iriam poder manter aquela situação por mais tempo, e vendo que haveria eleições diretas, eles trocaram novamente o nome do seu partido, que, de PDS, passou a chamar-se PFL – “Partido da Frente Liberal”.

32. Para auxiliar o PFL, que já nasceu muito “manjado” como partido da ditadura, eles criaram outro partido, chamado PSDB, chefiado por Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que também era financiado pela Agência Central de Inteligência, como contou a escritora Francis Stonor Sauders em seu livro “Quem pagou a conta?”

33. Em 1989, eles criaram a figura de Fernando Collor como o Caçador de Marajás, apoiando sua campanha de forma descarada, pois ele mesmo era um membro de sua rede de TVs.

34. Quando Lula enfrentou Collor nas eleições em 1989 e chegou ao segundo turno, eles editaram o debate na TV, retirando partes onde Collor foi mal e retirando os momentos onde Lula foi bem.

35. Nas quatro eleições presidenciais em que Lula concorreu, eles ficaram abertamente a favor de Collor, FHC e Serra.Na última eleição, eles ficaram contra Dilma, com todas as suas televisões apoiando Alckmin, e foram mais uma vez derrotados.

36. O PFL, seu partido, ficou tão desmoralizado que só ganhou as eleições para governador em um único Estado. E de nada adiantou, mais uma vez, eles terem mudado seu nome para Democratas, ou DEM, pois o povo, com a ajuda da internet, começou a seguir seus passos nessa floresta de siglas e nomes de partidos que eles criaram para confundir o povo.

37. Mas eles nunca desistem. Derrotados nas urnas a cada dois anos desde 2002, com seus líderes e seus partidos totalmente desacreditados, eles tentam novamente, sempre contando com apoio decidido da Agência Central de Inteligência e do Governo dos Estados Unidos.

38. O governo americano e suas empresas monopolistas não admitem que o Brasil tenha crescido do 10º para o 6º lugar entre as maiores economias do mundo, nem que sejamos os maiores produtores de vários produtos industriais e agrícolas do mundo. E nem que tenhamos um governo que não obedeça a tudo que eles mandam.

39. Eles e seus patrões americanos não suportam a ideia de que um metalúrgico e uma ex-guerrilheira tenham colocado 1,5 milhão de jovens pobres nas universidades e construído 240 escolas técnicas federais, criando 18 milhões de empregos em dez anos.

40. Eles e seus patrões americanos não suportam a ideia de que apenas esses dois presidentes tenham tirado 28 milhões de pessoas da miséria absoluta com o Bolsa Família e 31 milhões tenham passado da pobreza para a classe média.

41. Mas os tempos são outros. Agora, na era da informática e da internet, em todo o mundo, basta ver os telejornais para perceber que eles não usam apenas tanques de guerra, soldados, nem só jornais, rádios e TVs para derrubar governos.

42. Manejando programas de internet como “Facebook”, desenvolvidos por encomenda do próprio governo dos Estados Unidos, eles tentam, agora, derrubar a Presidenta Dilma.

43. Em vez de usar tanques de guerra e a sétima frota da Marinha Americana, eles agora tentam um golpe de tipo novo, com ajuda de programas que também são encontrados em versões comerciais, que simulam serem autênticos, mas que enviam de um único computador milhares de mensagens por minuto.

44. Percebendo que iriam perder as próximas eleições em 2014, eles pretendem tornar realidade, mais uma vez, seu velho sonho: como seus partidos estão desmoralizados, querem acabar com os outros partidos políticos e implantar a sua ditadura mais uma vez.

45. E, novamente, dar um golpe de estado, novamente com a ajuda da CIA, que criou o Facebook e os sistemas usados como ferramenta de controle e de mobilização de milhares de pessoas “adicionadas”, que recebem mensagens de “seus amigos”, sem saber que podem não ser verdadeiras, como denunciaram Julien Assange e Edward Snowden.

46. No “Facebook”, pessoas identificadas com eles dizem que querem acabar com os partidos políticos.

47. E que querem criar uma “Democracia Direta”, que funcionaria pela internet, através do “Facebook”. Eles querem que Dilma renuncie, que os partidos sejam fechados.

48. Em vez de eleições diretas, votação pela internet. Em vez de Congresso Nacional, votação pela internet. Mas qual a garantia de segurança e autenticidade da votação?

49. Isso “eles” não explicam.

50. O único partido admitido seria o “Partido do Facebook”, como se em qualquer lugar não se pudesse comprar e baixar programas que votam dezenas de vezes em qualquer “pesquisa”, que enviam milhares de mensagens automáticas em nome de milhares de pessoas diferentes.

51. Eles querem que acreditemos que quem não defende o “Feicismo” é antiquado, “careta” e atrasado. Eles querem incentivar inúmeros conflitos no seio do povo, jogando jovens contra “velhos”. Querem jogar evangélicos contra gays. Querem jogar os que são a favor do aborto contra os que são contra o aborto. Eles querem dividir o povo e desviar a atenção das verdadeiras questões.

52. Por exemplo, na questão do transporte coletivo, eles e seus meios de comunicação nem tocaram na questão do excessivo e abusivo lucro e sinais exteriores de riqueza das empresas que dominam, por meio de cartéis fechados, o negócio em cada capital do país.

53. Eles estimulam, através do “Feice” e da televisão, cenas de violência, de preconceito, de intolerância. Enquanto isso tentam manipular e orientar as manifestações de rua através do “Anonymous”, uma empresa privada, com sede em Londres, criada pela CIA para contratar jovens de classe média entusiasmados com computadores e jovens desempregados do terceiro mundo.

54. É preciso reagir a essa tentativa da inteligência militar norte-americana, inglesa e israelense de manipular os movimentos de rua, divulgando informações verdadeiras.

55. Eles devotam um ódio irracional contra Lula por não poderem admitir que um operário tenha, em oito anos, criado mais de 15 milhões de empregos, tirado 28 milhões de pessoas da faixa da miséria e passado 31 milhões de pessoas da pobreza para a classe média.

56. Eles estimulam o preconceito racial, o ódio religioso, o preconceito contra nordestinos e todo tipo de pensamento que seja mesquinho, egoísta, conservador e reacionário.

57. Reparem como eles propagam o ódio ao Brasil e o elogio a tudo que venha dos Estados Unidos ou da Inglaterra. Eles estimulam a que tenhamos vergonha de sermos brasileiros, que não tenhamos em nós qualquer traço de patriotismo, que consideram coisa atrasada. Mas que sempre elogiam e admiram nos americanos.

58. Eles estão agora no Brasil, atacando o Brasil através de agentes brasileiros contra as nossas conquistas, contra a democracia, contra qualquer coisa que seja brasileira, são contra qualquer política social compensatória como o Bolsa Família, que mantém as crianças nas escolas e vacinadas, propiciando mais dignidade a milhões de famílias, principalmente aquelas dirigidas por mulheres.

59. Eles são contra as cotas sociais e raciais nas universidades, que já permitiram que mais de um milhão e meio de jovens pobres e descendentes de vítimas da escravidão tivessem condição de formar-se médicos, engenheiros, advogados, etc.

60. Aproveitando a lavagem cerebral promovida pela TV durante esses 50 últimos anos, bem como a falta de qualquer preocupação do governo e do PT em dar educação política ao povo, em ter qualquer meio de comunicação que não esteja sob o controle do capital americano, inglês ou israelense, eles querem culpar Lula, Dilma e o PT pelo enorme atraso do Brasil. Que, por ironia, são exatamente aqueles que mais fizeram pela diminuição dessas desigualdades.

61. Trabalhando para eles, comandados por eles, vicejam dentro do “Face” inúmeros agrupamentos que usam o “charme da clandestinidade” para atrair os incautos e os mais distanciados da realidade. Será que alguém ainda acredita que um grupo de valentes cidadãos anônimos teria tanto dinheiro e recursos para produzir centenas de vídeos contra o governo brasileiro como o tal “Anonymous”?

62. Alguns grupos são extremamente preparados, controlados de fora do país como o “Anonymous”, formado pela CIA, pelo Mossad e pelo M-16, os serviços secretos de Israel e da Inglaterra.

63. Usando jovens mascarados, são eles que tentam conduzir e direcionar as manifestações, e com a ajuda da TV e de vídeos postados no Youtube, impor a elas suas palavras de ordem e as suas pautas, bem como sugerir seus trajetos, estimular os atos de violência.

64. Será que a essa altura, você já sabe quem são “eles”?

Parabéns!

Se souber, você já passou para o outro nível de nosso Curso Breve de História.

Agora é só aguardar.

Divulgue esse texto entre seus amigos e em suas listas de contato.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Gigante Adormecido e os Rebeldes do Face


PRIMAVERA JUNINA


"Basta dar uma olhada, no Facebook, no perfil de muitos dos manifestantes que gritam na tag #ogiganteacordou. Quase sempre uma multidão de bem nascidos em plena euforia de adolescência cívica, sequiosa de participar das manifestações para dizer, lá na frente, que, sim, eu fui, tenho até a camiseta."

"Não há negros nas ruas, assim como não os há (e nunca haverá, com ingressos tão caros) nos estádios milionários sobre os quais paira todo tipo de suspeita de superfaturamento e desvios de conduta e verba. Mas que andam lotados de gente branca e feliz, as mesmas que, paradoxalmente, encheram as ruas para, vejam vocês, reclamar de 'tudo isso que está aí'."

Será que eles são?


Na ferida

Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da SAE, disse o que nem o mais aguerrido dos petistas teve coragem de dizer: a periferia não está presente nas manifestações

Leandro Fortes 

Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da SAE, não poderia ter sido mais honesto - e corajoso - ao identificar com clareza o perfil das manifestações de junho. E as reações à fala dele, de que a periferia não está presente no piquenique cívico montado nas ruas, revelam muito do grau de manipulação envolvido no tema.

Claro, não há porque negar à classe média o direito de pedir por um Brasil melhor e demonstrar sua insatisfação "com tudo isso que está aí". É como uma miss clamando pela paz mundial: todo mundo sabe que é um nado de superfície, mas não há razão para recriminar a intenção da moça.

Mas o fato é que "tudo isso que está aí" interessa a muita, muita gente, mesmo. Antes de "tudo isso que está aí", os governos governavam para uma minoria exigente e centralizadora, herdeira direta dos maus modos da Casa-Grande. Na última década, as políticas de distribuição de renda calcadas em programas de assistência social modificaram a configuração da sociedade brasileira e conferiram ao País uma nova divisão interna, e não apenas baseada na cultura do consumo - embora isso tenha sido também muito importante.

Não se deve ignorar a força desse movimento que tomou as ruas, mas não deixa de ser óbvio que essas passeatas de reivindicações difusas dizem respeito quase que exclusivamente aos anseios e frustrações da classe média, sobretudo essa mais triste e conservadora que sofre da doença infantil do antipetismo.

Basta dar uma olhada, no Facebook, no perfil de muitos dos manifestantes que gritam na tag #ogiganteacordou. Quase sempre uma multidão de bem nascidos em plena euforia de adolescência cívica, sequiosa de participar das manifestações para dizer, lá na frente, que, sim, eu fui, tenho até a camiseta.

O apoio tardio da velha mídia e a adesão histérica de seus colunistas de plantão nos dá essa dimensão exata. Não tem nada a ver com inflação (6% ao ano, oh!) nem muito menos com a corrupção, que é uma falsa bandeira montada no mastro do moralismo de ocasião. No caso, foi hasteada para ser cavalo-de-guerra nas eleições de 2014, contra o PT, naturalmente, apontado pelo subcolunismo nacional como inventor da corrupção pátria.

Só para lembrar: um levantamento feito, no ano passado, pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), revelou o Ranking da Corrupção no Brasil e o partido que ficou em primeiro lugar foi o DEM. Em seguida vieram o PMDB (segundo lugar) e PSDB (terceiro lugar). O PT ocupa a nona posição.

A questão que está intrínseca na declaração de Marcelo Neri é a de que essa maioria silenciosa assim continuará, pela simples razão de, apesar de ser maioria, viver na invisibilidade midiática desde sempre. Além disso, ela sabe que quando se manifesta as balas que lhe são dirigidas pela PM não são de borracha, mas de chumbo grosso.

Essa questão de visibilidade, na verdade, um privilégio de classe, dá às manifestações o poder de agendamento, o que de fato ocorreu no governo do PT e no Congresso Nacional, onde autoridades e políticos apavorados correram para reformar a República antes de perderem as cabeças. Porque os políticos vivem, em sua maioria, dos votos dos pobres, mas têm medo mesmo é da classe média e dos ricos. E dos oligopólios de mídia, aos quais se submetem de forma tão rastejante como apartidária.

No rastro desse desespero, transformaram a corrupção em crime hediondo, quando o fundamental - botar a mão nos corruptores - nunca aconteceu no Brasil. Basta lembrar que o banqueiro Daniel Dantas, condenado a 10 anos de prisão por subornar um delegado federal, simplesmente conseguiu anular a operação Satiagraha no Superior Tribunal de Justiça.

Dantas está livre, certamente apoiando as manifestações, como também Luciano Huck, Regina Duarte, Angélica e, agora, a blogueira cubana Yoani Sánchez, musa da extrema-direita latino-americana e especialista do Instituto Millenium, a maior confraria de coxinhas do País.

Neri está correto. Não há negros nas ruas, assim como não os há (e nunca haverá, com ingressos tão caros) nos estádios milionários sobre os quais paira todo tipo de suspeita de superfaturamento e desvios de conduta e verba. Mas que andam lotados de gente branca e feliz, as mesmas que, paradoxalmente, encheram as ruas para, vejam vocês, reclamar de "tudo isso que está aí".
CartaCapital

Destaque do ABC!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Rebeldes do Facebook: intolerantes e exibicionistas


Bairro da Penha, cidade de São Paulo. Esquema criminoso, constituído por familiares desta blogueira em conluio com servidores da Subprefeitura Penha, apoiados por setores do Fórum Penha de França, tenta emparedar a cidadã, para silenciar suas denúncias. Há 15 anos a blogueira tem seu direito de propriedade violado, e desde 2010 vem sofrendo campanha difamatória, intimidações, tentativas de violência física (sequestro? assassinato?), aliados à violência institucional de agentes públicos, inclusive armados, mobilizados para dar respaldo aos ilícitos. Blogueira Sônia Amorim, impedida de dispor livremente de sua casa, luta pela reparação de direitos e punição dos culpados. 


OPINIÃO


"Multidões nas ruas não me impressionam: o nazismo levou o povo alemão em peso às praças e avenidas de Berlim e grandes cidades germânicas nas décadas de 1930 e 1940.

Nem uma palavra contra os militares de 64 e os torturadores ainda impunes. Ao contrário, alguns se autointitulam “filhos da Revolução” (?!).

(...) rejeitam todo tipo de político e de partidos: nenhum deles presta, portanto o Congresso Nacional poderia muito bem ser fechado.

Acho legítimo protestar, reivindicar, ir às ruas. Acho fascismo se impor ao direito de ir e vir dos outros, hostilizar imprensa e partidos, tentar impedir a realização de eventos internacionais aos quais, acredito, a maioria do povo brasileiro, se consultado, se diria orgulhoso de abrigar. Se houve corrupção, cabe ao Poder Público apurar e punir." 

Passe Livre São Paulo/Facebook


PROTESTOS URBANOS
Fascistas de Facebook

Silvia Chiabai, jornalista 



Multidões nas ruas não me impressionam: o nazismo levou o povo alemão em peso às praças e avenidas de Berlim e grandes cidades germânicas nas décadas de 1930 e 1940, iconografia que pude estudar nos filmes de Leni Riefenstahl durante minha tese de doutorado (“Telejornalismo: estética do engodo”, PUC-SP, 1994). O que se vê agora no Brasil são estudantes classe média (coadjuvados por seus pais) expressando difusamente sua revolta diante de um aumento insignificante (para eles) na passagem de ônibus (como já lembrou alguém: um reajuste de 8 reais no mês, que corresponde a três refrigerantes, cuja suspensão comprometerá o investimento em creches, hospitais e moradias populares), e de quebra protestando contra tudo, como sonham há anos os jornalistas-tuiteiros: criminalidade, corrupção, gastos com as Copas e as Olimpíadas, PEC 37. Nem uma palavra contra os militares de 64 e os torturadores ainda impunes. Ao contrário, alguns se autointitulam “filhos da Revolução” (?!).

Essa “geração canguru” (fica na casa dos pais até se casar, o que pode significar até os 40 anos porque é careta, despolitizada, consumista e de baixa libido: parece que sua carga hormonal é substituída pela adrenalina, que eles aplicam na preferência por filmes de ação, esportes radicais ou em torcidas de MMA – o que explica os casos de vandalismo) deve estar alegrando os velhos milicos da ditadura, pois rejeitam todo tipo de político e de partidos: nenhum deles presta, portanto o Congresso Nacional poderia muito bem ser fechado.

Alguém precisa avisar a essa moçada, que barbariza nas redes sociais Renan Calheiros e o pastor Feliciano, que ambos foram legitimamente eleitos pelo voto. Também me oponho enfaticamente aos dois, mas respeito o voto de quem os elegeu. Não é o que ocorre com quem quer impor sua vontade no grito. E essa geração Facebook, intolerante e exibicionista como ela só, muito chegada a festas, fotos e face e mimada pelos pais, não costuma considerar isso. A eleição de um corrupto para presidir a Câmara é um dos riscos da democracia representativa. Há que se deixar de votar nos responsáveis por isto. Mas é preciso acatar o direito de Feliciano dizer besteira e combatê-lo politicamente, e não pretender simplesmente que meu voto tenha mais valor do que o voto de quem o elegeu: “Não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las” (é a máxima voltaireana aplicada inclusive aqui no OI).


Golpismo de classe média

No Rio o buraco foi mais embaixo. Porque os cariocas são os cidadãos mais vaidosos do país e estão com a autoestima abalada, entre outras coisas, pela interdição do Engenhão, pelo “estupro” simbólico do Maracanã e pelo estupro literal da turista americana. Encheram as ruas para resgatar sua imagem de “cidade maravilhosa” perdida, em busca dos holofotes internacionais, já que a Copa das Confederações garante visibilidade mundial.

Atrapalhar (o que já ocorre com a Copa das Confederações) ou até cancelar a Copa do Mundo é o preço que o país poderá pagar por essa garotada desorientada, parte da qual mobilizada por tuiteiros (alguns têm milhares de seguidores. Só o Mauro César Pereira botou 35 mil nas ruas. Ele só não contava com eles cantarem: “eu sou brasileiro/ com muito orgulho/ com muito amoor”).

Porque, não se iludam, o povão não caminhou ao lado desses coxinhas. Lembram-se do 1º de maio, dia do trabalhador? No mundo inteiro, em crise braba, teve passeata, e no Brasil de baixo desemprego e salários reajustados acima da inflação, só shows de comemoração da data? Lá tinha povo. Lembram do comício das Diretas Já? Um milhão de pessoas, lá tinha povo. Nessas manifestações de agora, há vândalos entre a garotada universitária (77%, segundo o Datafolha). Não deixa de ser uma ameaça de golpismo de classe média, uma demonstração de força de uma classe específica.


Futuro imprevisível

Tão cândido o apoio de Tostão, concordando com um manifestante, de que trocava o sistema educacional do Japão pela vitória do Brasil contra o país. Primeiro, que o Japão é do tamanho de Goiás. Depois, o sistema educacional do Japão é tão opressivo que até crianças se suicidam quando não vão bem nos estudos. Conclusão: o Índice de Desenvolvimento Humano não mede o índice de felicidade de uma sociedade.

Acho legítimo protestar, reivindicar, ir às ruas. Acho fascismo se impor ao direito de ir e vir dos outros, hostilizar imprensa e partidos, tentar impedir a realização de eventos internacionais aos quais, acredito, a maioria do povo brasileiro, se consultado, se diria orgulhoso de abrigar. Se houve corrupção, cabe ao Poder Público apurar e punir. Tem razão o manifestante democrático que apelou para o humor, ao exibir o seguinte cartaz, em Vitória, ES: “Não adianta vir como um leão ao movimento se na eleição você vota como um jumento”.

A imprensa internacional diz que o futuro destes movimentos sociais (que, insisto, têm caráter classista) é imprevisível, mas arrisco um palpite: o povão adorou a redução de tarifas conquistadas no grito pelos fascistas de Facebook (por mais que a mídia interesseira doure a pílula, nesses jovens tecnófilos não cabe o rótulo de “idealistas”) e na próxima vez que os poderes públicos, seja quem for que estiver no comando, tentarem aumentar as passagens, os trabalhadores vão engrossar as passeatas de classe média e o país se tornará bem difícil de governar.

Observatório da Imprensa

*

domingo, 23 de junho de 2013

Os "Rebeldes do Face" no templo do capitalismo


ATIVISMO, SIM. GOLPISMO, NÃO!



"(...) assim que foi anunciada a redução das tarifas em São Paulo e no Rio, cerca de 3 mil pessoas correram para a mesma avenida Paulista para comemorar. Também estive lá. Em um dado momento, o grupo todo parou em frente a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, um dos prédios mais emblemáticos da concentração de riqueza em nosso país. Por um segundo, me bateu uma esperança - “Vão xingar as grandes empresas”, pensei, iludido. Nada disso. Puseram a mão no peito e começaram a cantar o hino nacional, olhando para as luzes verde e amarelas da fachada, emocionados. Alguns o faziam de joelhos para a Fiesp. Literalmente.

Na boa... o que aconteceu com essa molecada?"

FIESP com bandeira na fachada - Facebook Prepara


Perigo à vista

Com partido! Não dá pra eleger presidente por enquete do Facebook

Com o fim dos partidos, as políticas públicas serão debatidas onde, no Instagram? E depois de derrubarmos a Dilma, vamos escolher o próximo presidente por enquete do Facebook?

Lino Bocchini 


Manifestantes na avenida Paulista na noite de quinta-feira
Foto: Lino Bocchini

Um senhor de seus 70 anos tentava caminhar pela avenida Paulista com uma bandeira vermelha do PCO na noite de quinta-feira. Era hostilizado o tempo todo: “Sem Partido!” era o básico. O grito era direcionado a todos com qualquer bandeira ou camiseta de partido político. Sempre gritado em coro, e de forma pausada - “Sem par-ti-dooo!!”. Mais um pouco e um de grupo recém-saídos da adolescência começa a urrar em sua orelha, bem próximo, em uníssono: “O-por-tu-nis-taaa! O-por-tu-nis-taaa!”. O militante veterano teve mais sorte do que muitos outros que tiveram as bandeiras arrancadas de suas mãos e queimadas. “Só pode bandeira do Brasil!” foi a ordem determinada aos berros e que ecoou não apenas em São Paulo, mas em muitas outras cidades do país.

É surreal. E assustador. Achei que democracia fosse outra coisa. Esses garotos só podem protestar livremente agora justamente porque esse mesmo senhor, dentre tantos outros, foram às ruas dezenas de vezes, ajudando a restabelecer a democracia em nosso país. E fizeram isso muito antes desses garotos que o xingam nascerem. Milhares de pessoas foram torturadas e outros tantos morreram para garantir a liberdade de expressão desses que agora querem proibir os outros de se expressar.

E não pode bandeira de nada. Até as do movimento LGBT foram coibidas. Afinal, lembre-se, a regra do exército de patrioteens é clara: “só pode bandeira do Brasil”. Afinal o vermelho poderia macular a micareta da juventude da TFP que ocupou a avenida Paulista - e tantas outras Brasil afora - nesta quinta.


“Aqui é São Paulo, porra!”

Um dia antes, na quarta-feira, assim que foi anunciada a redução das tarifas em São Paulo e no Rio, cerca de 3 mil pessoas correram para a mesma avenida Paulista para comemorar. Também estive lá. Em um dado momento, o grupo todo parou em frente a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, um dos prédios mais emblemáticos da concentração de riqueza em nosso país. Por um segundo, me bateu uma esperança - “Vão xingar as grandes empresas”, pensei, iludido. Nada disso. Puseram a mão no peito e começaram a cantar o hino nacional, olhando para as luzes verde e amarelas da fachada, emocionados. Alguns o faziam de joelhos para a Fiesp. Literalmente.

Na boa... o que aconteceu com essa molecada? Que educação tiveram (ou não tiveram)? Em que momento da vida dessa garotada ideais de Plínio Salgado e Olavo de Carvalho tornaram-se mais atraentes do que a rebeldia, a liberdade, o respeito às diferenças?

Pior: se o grosso da massa verde e amarela nem sabe quem é Olavo e quem foi Plínio, outros sabem muito bem: tinham grupos de ultra-direita organizados pelas ruas de São Paulo na noite desta quinta. Vários. Só pra citar meu exemplo pessoal, dentre tantos outros relatos, um elemento que tentei entrevistar leu meu nome no crachá de imprensa, me ameaçou, tentou arrancar o celular de minha mão e me empurrou quando tentei filmá-lo. Gritava exaltado, expelindo perdigotos na minha cara: “Aqui é São Paulo, porra!!”.

Criminosos à parte, estava nas ruas essencialmente uma massa que odeia partidos (qualquer um), e é contra tudo. Acham que todo político é igual – e corrupto - e querem o impeachment de Dilma e de quem mais se lembrarem do nome. Pintam o rosto com as cores da bandeira, cantam o hino nacional louvando a Federação das Indústrias (ainda não acredito que vi isso) e nem se dão conta do absurdo da situação. Pior: acham lindo, emocionante.

E não é nada lindo, tampouco emocionante.

Acabar com partidos e tirar todos os políticos do poder é um absurdo e deveria ser obviamente uma sandice. Mas a gravidade do momento exige que certas obviedades sejam repetidas muitas vezes: se derrubarmos todos os políticos, fecharmos o Congresso e acabarmos com os partidos, quem assume a presidência, o Luciano Huck?

E as políticas públicas, serão debatidas onde, no Instagram? E depois de derrubarmos a Dilma provavelmente vamos eleger o próximo presidente por enquete do Facebook.

Os governantes que estão aí, por pior que sejam, foram eleitos. Muitos deles com seu voto, aliás. Parênteses: o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), na manhã desta sexta-feira, defendeu na tribuna do Senado o fim de todos os partidos. Inacreditável.

E, caro patriota, pense mais um pouco. Que tipo de gente você acha que está feliz com essa história toda? Se os diretores da Globo e da Veja e mais um bando de radicais conservadores estão marchando a seu lado, pode apostar: aí tem coisa.

Por mais jovem, descolado, bonito, bem nascido, bem vestido e até eventualmente bem intencionado que você seja, me desculpe. Sua postura é de um atraso inaceitável. Está servindo, mesmo que involuntariamente, a interesses perigosíssimos. Mais: você não “acordou” coisa nenhuma. Nessa história toda quem está na vanguarda e despertou há tempos é o tiozinho do PCO que você xingou.

sábado, 22 de junho de 2013

Eles se acham muito avançados, mas...



Eu tinha prometido a mim mesma que não faria nenhum comentário sobre a passeata hoje. Mas, a falta de sono, cansaço e tristeza se misturaram de uma tal forma que não consegui. E talvez seja melhor, mesmo, fazer agora esse desabafo, tirar um pouco da angústia e da decepção que me assolaram no dia de hoje, quando pude traçar algumas observações sobre o que vi e senti. O que vi foram inúmeros zumbis alienados nas ruas. Vi pessoas sem rumo, portando cartazes que nem sabiam o significado. Vi jovens se escondendo através de máscaras para atacar os outros. Também vi jovens se escondendo através de máscaras para simplesmente "zoar". Vi grupos xingando, ofendendo, agredindo... E muitas "ovelhas" seguindo! No meio de tudo isso, profissionais do medo e da violência atuando. Nós tentamos fazer parte da passeata que para nós deveria ser pacífica. Não conseguimos! De pacífica ela tinha muito pouco! De democrática, nada! Cheirava a ódio, rancor e maldade! Muitos de nós já vimos isso acontecer... Era outro tempo, outra época! Me pergunto quantas vezes a história precisa se repetir para que as lições sejam aprendidas.Triste ter que constatar isso, mas, a elite privilegiada desse país é torpe e abjeta! É inimiga do Brasil. Manter seus privilégios é crucial e para isso usam pessoas despolitizadas, alienadas e inconsequentes como massa de manobra. Quantos irão pagar o preço disso? Os 300 mil de hoje, no Rio de Janeiro, se é que chegaram realmente a esse número, são a resposta que eles queriam para fazer o que esperam há muito tempo: golpe! E esses pobres garotos e garotas que atravessaram a Pres. Vargas nesse dia 21 talvez tenham se sentido super heróis por um dia, mas, o amanhã, talvez não seja tão promissor... O fascismo chegou ao Brasil! (Ligia Deslandes)


Lição básica de História




*

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lula: agora também no Facebook



Na sociedade planetária e midiática em que estamos todos imersos, o extraordinário Estadista Global não poderia ficar de fora...


Companheiro Lula, também no Facebook!


Veja o vídeo abaixo, anote aí e acesse: www.facebook.com/lula






Link do vídeo


*