Tradutor

domingo, 1 de abril de 2012

Demóstenes: "um caso patológico, de dupla personalidade"



É o que afirma o decano do Congresso, senador Pedro Simon. "Depois de tudo o que aconteceu, nunca me senti tão ridículo", disse o senador gaúcho, que se solidarizou com Demóstenes Torres quando este foi à tribuna do Senado se defender no início das denúncias (vídeo a seguir) e agora se sente traído, enganado. E Simon vai mais longe e aconselha o comparsa do bicheiro: "Se ele tiver um pingo de lucidez, tem que chegar no Congresso na segunda-feira e renunciar".



“Chegou a hora de Demóstenes Torres renunciar ao mandato. Ou então será cassado”, afirma Pedro Simon

Quando o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) subiu à tribuna , no dia 6 de março, para se defender das primeiras acusações de envolvimento com o banqueiro do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um decano do Congresso, hipotecou toda sua credibilidade em defesa da honra do colega.

Agora que apareceram as gravações com a voz do próprio Demóstenes conversando com Cachoeira, negociando o texto do projeto de legalização do jogo, dizendo coisas do tipo “mas assim te pega”, Simon está indignado. Sente-se ludibriado.
Mas, mais que isso, o senador acha que Demóstenes agora está expondo o Parlamento à execração pública.
Em entrevista ao Poder Online, Pedro Simon argumenta que, como Demóstenes mentiu na tribuna, ele agora está já sujeito à cassação por quebra de decoro.
Portanto, o senador afirma que o melhor que seu colega tem a fazer é poupar o Senado do desgaste.
E poupar a si mesmo do vexame da cassação.
Assim como daquilo que Simon considera um vexame quase tão grande quanto o da cassção: ser expulso do DEM (que o senador gaúcho chama de PFL).
Poder Online – O senhor ouviu a gravação do diálogo entre o senador Demóstenes Torres e o Carlinhos Cachoeira? O que achou?
Pedro Simon – Estou muito chocado. Absolutamente chocado. Eu confiava nesse rapaz.
Poder Online – E agora?
Pedro Simon – Agora? Agora a única coisa que ele pode e deve fazer é renunciar ao mandato e ver o que Deus lhe reserva mais adiante. Sua permanência irá submeter o Parlamento a um constrangimento enorme. As pessoas nas ruas estão pensando o quê? Que políticos são todos sujos? Que todos nós somos envolvidos com  bicheiros. Que temos duas caras? Não dá.
Poder Online – Seria um último gesto de grandeza?
Pedro Simon – Não. Não seria por grandeza.  Seria um gesto de inteligência. Uma forma de ele mesmo se poupar. Porque se não renunciar será cassado.
Poder Online – Pelo que o senhor viu, o senhor acha que o Senado já tem elementos para a cassação?
Pedro Simon – É evidente. Ele disse aqui na tribuna que não tinha negócio nenhum com esse Cachoeira. Que era contra o jogo e que não sabia de atividades ilícitas do sujeito. Aí aparece a voz dele conversando com o bicheiro. Dizendo: ‘assim o projeto te pega.’ Combinando ir lá no Michel Temer, que era presidente da Câmara, para mexer os pauzinhos. Ou seja, mentiu para todos nós da tribuna do Senado.
Poder Online – Isso caracteriza falta de decoro?
Pedro Simon – É evidente! E ele deve renunciar já na segunda-feira. Caso contrário, vai passar outro vexame, que é o de ser expulso do PFL (Simon chama o DEM de PFL). Porque eles já deram um prazo para ele até terça-feira. Só falta o Demóstenes ficar lá esperando e acabar expulso do PFL. Depois vem o Comitê de Ética e, outro constrangimento.
Poder Online – Quando o Demóstenes subiu à tribuna para se defender,  o senhor chegou a se solidarizar com ele, como quase todos os senadores. E agora? Está se sentiu enganado?
Pedro Simon – Depois de tudo o que aconteceu, nunca me senti  tão ridículo. Mas lembre que eu disse lá, com todas as letras: se ele estava pedindo para ser investigado, era exatamente o que eu queria, que tudo fosse apurado. De qualquer maneira me sinto ridículo. Porque eu acreditava mesmo nele.
Poder Online – O que o senhor acha que aconteceu com o senador Demóstenes?
Pedro Simon – Não sei. Se tu me pedisse para escolher somente três ou quatro parlamentares honestos nesse Congresso, eu colocava o Demóstenes nessa lista. Ele parecia o sujeito mais firme do mundo. Há nove anos aqui do meu lado, eu o acompanhei. Sempre o achei firme, muito. Lembro do Demóstenes com o dedo em riste contra o Jader Barbalho, contra o Renan Calheiros. Se tivesse uma CPI, ele estava lá. Eu achava: esse é duro!
Poder Online – E não era…
Pedro Simon – Mas  não era nada. Estava lá se acertando com o Cachoeira. O rapaz tinha duas caras. Sinceramente, acho que é um caso patológico. Ele deve ter algum problema. Não sei.  Deve ter dupla personalidade…
Poder Online – E agora?
Pedro Simon – Agora, se ele tiver um pingo de lucidez, tem que chegar no Congresso na segunda-feira e renunciar. Caso contrário, vai expor o Congresso e estará se expondo a um vexame muito grande.


Poder Online/iG


Afinal, quem é Demóstenes Torres? Um sujeito de duas caras, um "caso patológico", um psicopata?


Veja a primeira parte do pronunciamento do senador Demóstenes Torres na tribuna do Senado há menos de um mês, prestando esclarecimentos sobre as primeiras denúncias que começavam a aparecer contra ele na internet, ocasião em que foi elogiado pelos seus pares, como o hoje indignado senador Pedro Simon.


*


Link do vídeo

Dilma e o Monumento ao Amor



No Caminho das Índias, a presidenta Dilma Rousseff, além de encontros com os chefes de Estado dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), recebeu o título de Doutor Honoris Causa na Universidade de Nova Délhi, visitou o Memorial de Mahatma Gandhi e conheceu o deslumbrante Taj Mahal, encerrando sua viagem à Sagrada Índia.


DILMA NO TAJ MAHAL


                                                               STRINGER/REUTERS/ESTADÃO ON LINE

Caminho das Índias - Taj Mahal 


Link do vídeo


Taj Mahal

"Todo construído de mármore branco. Sua beleza arquitetônica atordoante está descrita no amanhecer e pôr-do-sol. O Taj parece acender na lua cheia." - "Mistérios Antigos"




Taj Mahal

O Taj-Mahal fica em Agra, uma cidade do estado de Uttar Pradesh, na Índia. Situa-se nas margens do rio Yamuna. Tem cerca de 1 milhão e 400 mil habitantes. Foi fundada em 1566 pelo sultão Akbar.


O famoso Taj Mahal é o principal tesouro artístico da cidade.


Cerca de 22 mil homens (escultores, pedreiros, artesãos, calígrafos) de várias cidades do Oriente trabalharam na construção desse monumento que na opinião do site Mistérios Antigos é uma das obras mais belas, entre as atuais ainda em votação para as Novas Sete Maravilhas do Mundo, com grande sentido simbólico, um monumento ao amor do Príncipe Shah Jahan pela Princesa Mumtaz Mahal.











De acordo com a história o Príncipe Shah Jahan, então com 14 anos de idade, visitando um bazar encontrou Aryumand Banu Begam com 15 anos, filha do Primeiro Ministro; ficou tão encantado com a menina que no mesmo momento comprou um diamante de 10.000 ruppes (moeda da índia: rúpia), e então foi ao seu pai e anunciou o seu desejo de casar com ela.


O casamento ocorreu cinco anos mais tarde e dali em diante eles tornaram-se inseparáveis...



A Princesa Aryumand Banu Begam, a quem o Príncipe Shah Jahan chamava carinhosamente de Mumtaz Mahal ("A jóia do Palácio"), acompanhava-o em todas as campanhas militares, e era ela que o aconselhava nos negócios do estado e nas obras beneficentes.


Shah Jahan teve "outras esposas", mas a sua predileta era Mumtaz Mahal, sua única e mais preciosa Jóia, com quem teve 14 filhos.


Em 1631, a Princesa e sua companheira Mumtaz Mahal, a Jóia do Palácio, morreu dando à luz a sua 14.a criança, o príncipe ficou com o coração partido e durante duas décadas de sua vida cumpriu com sua promessa: construindo Taj Mahal, um monumento como símbolo do seu amor imortal para sua esposa e eterna companheira.


O Taj Mahal foi construído sobre o túmulo de sua esposa e é considerado uma das maravilhas do mundo. Permanece no meio dos jardins do Rio de Yamuna em Agra.



A parte mais famosa do monumento é a tumba de Mumtaz Mahal (Jóia do Palácio) com sua cúpula de mármore branco; também inclui mesquitas, torres e outros edifícios.


Em 1657 Shah Jahan ficou doente, e em 1658 seu filho Aurangzeb aproveitou de sua fragilidade para encarcerar seu pai e ocupar o trono.



Shah Jahan permaneceu em cativeiro até sua morte em 1666. Dizem que ele passou os últimos dias de sua vida olhando fixamente em um pequeno espelho o reflexo do Taj Mahal, e morreu com o espelho em sua mão.


Ele foi enterrado no Taj Mahal com a esposa que ele nunca esqueceu, sua Mumtaz Mahal, a "Jóia do Palácio".


O Palácio Taj Mahal está entre os concorrentes da campanha As 7 Novas Maravilhas do Mundo, e aqui estamos torcendo por ele, uma obra de uma grandiosidade única e merecedor desse título, não só pela sua construção monumental, mas também pelo lugar considerado sagrado e principalmente pelo seu valor simbólico: O Amor!





É sem dúvida uma das obras mais belas e perfeitas da história do Mundo!



Mistérios Antigos


*

sábado, 31 de março de 2012

A cumplicidade entre o "Homem da Lei" e a mídia corrupta



O alerta do juiz Marcelo Semer é mais que oportuno. O caso Demóstenes Torres mostra que a conivência de setores importantes da grande imprensa com a corrupção e o crime organizado não pode ser minimizada ou desconsiderada. 


A mesmíssima mídia que no ano passado "deitou e rolou", brincando de tiro ao alvo nos ministros da Dilma, faz vistas grossas e pode até ter se acumpliciado com o crime organizado que compromete políticos da oposição. 


O suposto envolvimento da VEJA e eventualmente de outros veículos precisa ser apurado. No caso Demóstenes e em outros tantos.




Silêncios denunciam imprensa no caso Demóstenes

Por coincidência, são os mesmos que se acostumaram a dar notícias bombásticas sobre irregularidades no governo ou em partidos da base

Marcelo Semer

Demóstenes Torres é promotor de justiça. Foi Procurador Geral da Justiça em Goiás e secretário de segurança do mesmo Estado. No Senado, é reputado como um homem da lei, que a conhece como poucos. Além de um impiedoso líder da oposição, é vanguarda da moralidade e está constantemente no ataque às corrupções alheias. A mídia sempre lhe deu muito destaque por causa disso.

De repente, o encanto se desfez.

O senador da lei e da ordem foi flagrado em escuta telefônica, com mais de trezentas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, de quem teria recebido uma cozinha importada de presente.

A Polícia Federal ainda apura a participação do senador em negócios com o homem dos caça-níqueis e aponta que Cachoeira teria habilitado vários celulares Nextel fora do país para fugir dos grampos. Um deles parou nas mãos de Demóstenes.

Há quase um mês, essas revelações têm vindo à tona, sendo a última notícia um pedido do senador para que o empresário pagasse seu táxi-aéreo.

Mesmo assim, com o potencial de escândalo que a ligação podia ensejar, vários órgãos de imprensa evitaram por semanas o assunto, abrandando o tom, sempre que podiam.

Por coincidência, são os mesmos que se acostumaram a dar notícias bombásticas sobre irregularidades no governo ou em partidos da base, como se uma corrupção pudesse ser mais relevante do que outra.

Encontrar o nome de Demóstenes Torres em certos jornais ou revistas foi tarefa árdua até para um experiente praticante de caça-palavras, mesmo quando o assunto já era faz tempo dominante nas redes sociais. Manchetes, nem pensar.

Avançar o sinal e condenar quando ainda existem apenas indícios é o cúmulo da imprudência. Provocar o vazamento parcial de conversas telefônicas submetidas a sigilo beira a ilicitude. Caça às bruxas por relações pessoais pode provocar profundas injustiças.

Tudo isso se explica, mas não justifica o porquê a mesma cautela e igual procedimento não são tomados com a maioria dos "investigados" - para muitos veículos da grande mídia, a regra tem sido atirar primeiro, perguntar depois.

Pior do que o sensacionalismo, no entanto, é o sensacionalismo seletivo, que explora apenas os vícios de quem lhe incomoda. Ele é tão corrupto quanto os corruptos que por meio dele se denunciam.

Todos nós assistimos a corrida da grande imprensa para derrubar ministros no primeiro ano do governo Dilma, manchete após manchete. Alguns com ótimas razões, outros com acusações mais pífias do que as produzidas contra o senador.

Não parece razoável que um órgão de imprensa possa escolher, por questões ideológicas, empresariais ou mesmo partidárias, que escândalo exibir ou qual ocultar em suas páginas. Isso seria apenas publicidade, jamais jornalismo.  

Durante muito tempo, os jornais vêm se utilizando da excludente do "interesse público" para avançar sinais na invasão da privacidade ou no ataque a reputações alheias.

A jurisprudência dos tribunais, em regra, tem lhes dado razão: para o jogo democrático, a verdade descortinada ao eleitor é mais importante do que a suscetibilidade de quem se mete na política.

Mas onde fica o "interesse público", quando um órgão de imprensa mascara ou deliberadamente esconde de seus leitores uma denúncia de que tem conhecimento?

O direito do leitor, aquele mesmo que fundamenta as imunidades tributárias, o sigilo da fonte e até certos excessos de linguagem, estaria aí violentamente amputado.

Porque, no fundo, se trata mais de censura do que de liberdade de expressão.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Marcelo Semer é responsável pelo Blog Sem Juízo.


*

sexta-feira, 30 de março de 2012

As "trapalhadas" de um Judiciário destrambelhado



Se fossem só "trapalhadas"...


No Mais Poderoso, Caro (Dispendioso) e Moroso dos Poderes da República, o que temos visto estampado todos os dias nos jornais e portais da web é incompetência, desonestidade, abuso de poder, falta total de compostura e decoro.




Graças ao Conselho Nacional de Justiça, ao ministro Gílson Dipp e agora à aguerrida e midiática ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, essas mazelas estão vindo a público e todos nós, cidadãos brasileiros, indignados e estarrecidos, que bancamos isso tudo, estamos nos perguntando o que precisa ser feito com urgência para mudar radicalmente essa coisa grotesca que parece ser a (In) Justiça brasileira.


Muita "Pompa e Circunstância", mas resultado, que é bom, pífio, em geral. Pelo menos para o cidadão comum. Para as elites endinheiradas, a estória é bem outra... A "tartaruga manca" vira um verdadeiro cavalo de corrida, um ágil avestruz...


"Muito verniz e pouca raiz", como diria o doutor Drauzio Varella.


CRISE NO JUDICIÁRIO
A Justiça atrapalhada

Luciano Martins Costa



A Justiça é tema da imprensa nas edições de quinta-feira (29/3), em um par de decisões polêmicas e manifestações desastradas. No conjunto, fica cada vez mais claro que os representantes da Magistratura, de modo geral, carecem de porta-vozes qualificados e não têm se dedicado à necessária reflexão sobre seu papel na sociedade democrática.


Deixando de lado os fatos objetivos que têm produzido continuamente notícias negativas para o setor nos últimos quatro meses, chega a surpreender a capacidade que o Judiciário demonstra de criar, alimentar e permanecer em crise.


Uma irregularidade é revelada, a imprensa cumpre seu papel de explorar o assunto e, na hora de prestar contas à sociedade, os porta-vozes da magistratura acabam lançando ainda mais combustível na polêmica.



Legislação e Direito


Em geral, os comunicadores que trabalham com prevenção e gestão de crise poderiam resumir a origem desse comportamento destrutivo da própria reputação a certa arrogância e a um alto grau de isolamento entre a instituição, representada pelo conjunto de seus integrantes, e a própria sociedade.


O certo é que, em poucos meses, presidentes de tribunais, dirigentes de associações de magistrados e juízes comuns têm composto uma força-tarefa de alta competência dedicada à missão de destruir a reputação de um dos pilares do sistema republicano.


Há pouco a se dizer do comportamento da imprensa. As declarações de autoridades do Poder Judiciário, algumas delas inaceitavelmente entremeadas de ameaças a jornais, jornalistas e à própria liberdade de imprensa, demonstram que falta na formação dos juízes a qualificação para se comunicar fora do âmbito forense.


As trapalhadas são tão grotescas e frequentes que se pode afirmar que o melhor para a Justiça seria que alguns de seus representantes fossem proibidos de se manifestar fora dos autos.


Uma análise ligeira do discurso recorrente de magistrados nas controvérsias recentes publicadas pela imprensa revela que eles não têm a mais primária noção de comunicação institucional – ou, como preferem certos autores, comunicação organizacional ou corporativa.


É preciso considerar, em primeiro lugar, a dificuldade inerente à tradução do pensamento jurídico para o linguajar e o entendimento comuns. De forma geral, o cidadão considera função da Justiça impor sanções correspondentes aos delitos, de modo que se possa perceber uma relação clara entre o grau do ato delituoso e a punição correspondente.


Da mesma forma, entende o cidadão comum que, havendo uma lei que responde a certas demandas da sociedade pela solução de problemas emergentes, o Judiciário responda automaticamente a esse processo de correção, aplicando com presteza a lei.


Mas não é assim que funcionam as instituições republicanas, e, se a imprensa eventualmente não consegue esclarecer certas sutilezas da relação entre legislação e Direito, a culpa não é do Judiciário.


Decisões polêmicas


No caso da decisão do Superior Tribunal de Justiça que deixa sem efeito, na prática, a “lei seca”, ao acabar com a validade de testemunhos e exames clínicos como prova de delito, a percepção do público é de que o “governo” – ou seja, o poder Executivo, que propôs a lei, e o Legislativo, que a aprovou – estão sendo boicotados pelo Judiciário.


O que fez o STJ foi simplesmente lembrar o princípio constitucional segundo o qual ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. A lei é que precisa ser aperfeiçoada.


Na vida real, vale o que diz um promotor ouvido pelos jornais: “A lei seca está enfraquecida, a não ser que a pessoa, com todo respeito, seja muito otária, e se submeta ao bafômetro”.


Também continua merecendo comentários escandalizados na imprensa a decisão do mesmo Tribunal Superior de Justiça de inocentar um homem acusado de estuprar meninas de doze anos de idade, com o argumento de que elas eram prostitutas.


Entidades como a Associação Nacional de Procuradores da República e a ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos precisaram lembrar aos magistrados que, muito além dessa interpretação da lei, não se pode ignorar que meninas de doze anos, mesmo que eventualmente prostituídas, devem ser consideradas em sua circunstância de exclusão social e vulnerabilidade.


Evidentemente, uma decisão desse teor, tomada por um órgão superior da Justiça, remete todo o Poder Judiciário ao ambiente social do século 19.


Considere-se, então, as demais polêmicas produzidas pelo abuso no gozo de privilégios discutíveis, como a pretensão de desembargadores paulistas de receber licenças-prêmio correspondentes ao período em que atuaram como advogados. Isso, então, corresponde a um insulto à cidadania.


A conclusão a que se chega, com a leitura dos jornais, é de que a magistratura perdeu a noção de si mesma.

Observatório da Imprensa


Destaques do ABC!
*

quinta-feira, 29 de março de 2012

São Paulo: A Blogueira Cidadã e o Crime da Árvore



JORNALISMO CIDADÃO - DENÚNCIA


Paulista e paulistana, esta Blogueira Cidadã sente "orgulho bom" de ter nascido e viver na cidade de São Paulo. Terra de contrastes. Riquíssima em alguns recantos aprazíveis, de primeiro mundo. Miserável em outros tantos lugares, centrais e periféricos.


                            Casa da Blogueira e casa dos "familiares". Imagem: Google.


Filha de pai nordestino, das Alagoas, e de mãe paulista, do Vale do Paraíba, a Blogueira nasceu, cresceu e viveu a maior parte de sua vida na chamada "ZL", zona leste de São Paulo, a região mais populosa, mais carente, mais abandonada pelo poder público, mais castigada pela ignorância, incompetência e desamor dos que têm o dever de cuidar da cidade.


São Paulo é belíssima, vibrante, complexa, rica, viva, fascinante. Mas há anos vem se tornando triste, suja, encardida, graças ao desrespeito, ao menoscabo, à ausência quase geral de comprometimento público de seus administradores. O atraso, a tacanhice, o obscurantismo, a arrogância, a prepotência, lastimavelmente, governam São Paulo.


Enchentes, alagamentos, deslizamentos, sucessivos e inexplicáveis incêndios em favelas, lixo, muito lixo, imundícies de toda a espécie. Inclusive a pior delas: a sujeira moral de gestores comprometidos apenas com seus interesses mais mesquinhos.


Aqui, na maior e mais próspera cidade do País, por incrível que possa parecer, acreditem, a necessidade da construção da cidadania se faz a mais radical, a mais premente, urgentíssima! Antes que as Sombras e as Trevas tomem conta de tudo. 


O Brasil inteiro está aqui. O mundo inteiro também. Tudo aqui é grande, gigantesco, exponencial. A corrupção e a criminalidade também. Inclusive e sobretudo a Corrupção e a Criminalidade "engravatadas".


E numa cidade cuja riqueza assanha tantos interesses, inclusive os mais espúrios e inconfessáveis, com tanta legislação moderna, comissão disso e daquilo, ouvidorias mil, o supra-sumo da civilidade... o pobre cidadão e a pobre cidadã são obrigados a "conviver" com a falta de compostura, o despreparo, a desfaçatez, a ignorância, o abuso de poder. De uma casta de "servidores" públicos que se julga acima das leis.




Uma "tragédia" anunciada


Há pouco mais de dois anos, nas vésperas da cidade comemorar mais um aniversário, um fato deplorável ocorreu num dos quintais da região leste de São Paulo, na casa ao lado de onde mora a Blogueira, no bairro de Engenheiro Goulart, Penha, muito próximo do Parque Ecológico do Tietê: uma cerejeira-do-campo (Eugenia involucrata), nativa, centenária, que ainda florescia e frutificava todos os anos, e que vinha sofrendo maus-tratos, uma cerejeira centenária foi derrubada, abatida, sem dó nem piedade, com a cumplicidade de agentes públicos municipais e de veículos de comunicação, acionados pela Blogueira, que preferiram proteger infratores e autoridades. 


É bom que se esclareça: árvore, sobretudo como esta, nativa e centenária, é "Bem de Interesse Público", protegido pela legislação. Pertence à comunidade. Cabe aos administradores públicos respeitar a Lei Orgânica do Município e proteger os bens públicos, que incluem as árvores.


A Blogueira Cidadã, até então apenas leitora de blogs e da mídia em geral, tomou uma série de medidas a propósito. Antes, durante e depois do descalabro. Alertou, avisou, pediu ajuda, gritou, denunciou. Para amigos, conhecidos, estudiosos, particulares, jornalistas e "otoridades" públicas. Inclusive para o então subprefeito da Penha, Cássio Freire Loschiavo e servidores da subprefeitura e da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.


A Blogueira "botou a boca no trombone", abriu a boca cidadã. Só não trepou na árvore porque o muro é alto e havia ameaça de processo por "invasão de domicílio" pelos "donos" da árvore. A Blogueira exerceu seus direitos de cidadania, pedindo apoio, explicações, questionando, acionando diversas esferas.


No dia do abate, a Blogueira botou várias viaturas da Polícia Militar na porta da casa, pediu que interrompessem o corte, pois a Secretaria do Meio Ambiente havia se comprometido a fazer nova vistoria.


A IGNORÂNCIA e AS TREVAS falaram mais alto: apoiados num laudo cheio de erros, assinado por "engenheiro agrônomo" que não sabia distinguir raiz de tronco e que classificava a cerejeira como "pau-ferro", a árvore foi pro chão, derrubada por três ou quatro trogloditas.


À Blogueira foi proibido o acesso ao conteúdo do laudo, violando-se também os Princípios Constitucionais da Transparência e da Legalidade que, entre outros, regem a administração pública.


Curiosamente, logo depois deste lamentável episódio, a Blogueira passou a sofrer todo tipo de ameaças, constrangimentos, violência moral, psicológica e institucional, atentados (sequestro? assassinato?) e outras violações de direito. De lá pra cá, nunca mais a Blogueira teve sossego. Nem dentro nem fora de sua casa. A Blogueira virou persona non grata na Subprefeitura da Penha.

A seguir, algumas imagens da violência feroz, gratuita e irreparada, sofrida pela pobre árvore.


A cerejeira, 1 semana antes do crime

Começa o descalabro...
                                                                         


                                                                                    








Não há mais copa...


 Crime consumado



quarta-feira, 28 de março de 2012

Lula comemora e agradece Vitória da Vida



Como contamos no post anterior, exames mostraram hoje que não há mais sinais do câncer de laringe que acometeu o Presidente Luiz Inácio LULA da Silva.


Há pouco o Instituto Lula divulgou um vídeo onde LULA agradece a todos pelo apoio e solidariedade. Vejam aí!


Felicidades, Presidente Lula!!!




Link do vídeo



*


Lula comemora: não há mais sinais do câncer !



Emocionados, ABC! e Blogueira também comemoram a melhor notícia do dia: Não há sinais do câncer que acometeu o presidente Lula. Muito provavelmente, Lula está curado!


Felicidades, Presidente Lula!!!


                                                           Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


BOLETIM MÉDICO – 28/3/2012 – 11h50
O ex-presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã de hoje (28/03), para realização de exames e avaliação dos resultados do tratamento ao qual foi submetido.
Foram realizados exames de ressonância nuclear magnética e laringoscopia, que mostraram a ausência de tumor visível, revelando apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia, como seria esperado.
O ex-presidente continua realizando sessões de fonoaudiologia e iniciará programação de avaliações periódicas.
A equipe médica que o assiste é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Paulo Hoff, João Luís Fernandes da Silva, Luiz Paulo Kowalski e Rubens de Brito Neto.
Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira        Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Técnico Hospitalar                     Diretor Clínico
Informações médicas para Imprensa: 
Assessoria de Imprensa do Hospital Sírio-Libanês: 
WN&P Comunicação:         
Maristela Orlowski (orlowski@hsl.org.br)
Mirtes Bogéa (mirtes.bogea@hsl.org.br)
Tel: (11) 3155-1090 / 3155-1180
Plantão: (11) 9135-1217

Emocionado, Lula liga para Marisa e Dilma para dar boa notícia

Ricardo Galhardo/iG

Emocionado - mas sem chorar - o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta quarta-feira para sua mulher, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, para contar que os exames apontaram o desaparecimento de seu tumor na laringe. De acordo com médicos, exames detectaram "ausência de tumor visível, revelando apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia, como seria esperado".

Leia: Exames de Lula confirmam desaparecimento de tumor

Poder Online: De Cuba, Chávez envia mensagem para Lula

Em seguida, Lula telefonou para a presidenta Dilma Rousseff, que está na Índia, onde recebeu o título de doutora honoris causa na Universidade de Nova Délhi. O terceiro a receber a notícia de Lula foi o presidente da República em exercício, deputado Marco Maia (PT-RS).

Apesar dos indicativos de que o tumor havia regredido totalmente, Lula estava muito apreensivo desde ontem à noite. Hoje, aliviado, o ex-presidente também cumprimentou e parabenizou toda a equipe médica do Hostpial Sírio-Libanês pelos resultados.

Apesar do desaparecimento do tumor, Lula só será dado como curado do câncer daqui a cinco anos, caso não haja recidiva.

Os exames deveriam ter sido realizados na semana passada, mas tiveram de ser adiados por conta de um imprevisto. O ex-presidente ingeriu um pedaço de carne que provocou uma inflamação na garganta. A inflamação provocou rouquidão e o adiamento dos exames, realizados hoje.

Segundo o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente deverá se submeter agora a procedimentos médicos periódicos para acompanhar o quadro de saúde. "Ele venceu essa etapa. É como se ele tivesse ganho na loteria", disse Okamotto.

Articulação

Lula deixou o hospital por volta das 11h30, sem falar com a imprensa, dirigindo-se ao Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, na capital paulista. Esta é a primeira vez que Lula vai até o instituto desde o início da radioterapia.

Neste momento, está reunido com amigos e colegas. Ele deve gravar um vídeo que será divulgado em breve. Além disso, ele avalia se vai participar, na próxima sexta-feira, de evento realizado pelo instituto no Hotel Jaraguá. A agenda de compromissos relativos às eleições municipais de outubro também será definida no encontro de hoje.

A amigos, o ex-presidente afirmou que gostaria de tirar 20 dias de férias antes de voltar à articulação política em torno, especialmente, da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad em São Paulo. Os amigos, no entanto, não acreditam que ele conseguirá ficar mais de uma semana afastado.

Lula já recuperou 2 kg dos 18 kg que perdeu desde que iniciou o tratamento contra o câncer.

                                                                                                    Foto: Instituto Lula

Portal iG e Instituto Lula (Boletim Médico)



*