Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Juízes para a Democracia: "A luz do Sol é o melhor detergente"
Suspenso o julgamento das competências do Conselho Nacional de Justiça no plenário do STF, que dará continuidade amanhã, retomamos nossos posts normais sobre a questão, reproduzindo abaixo manifestação da Associação Juízes para a Democracia, lida no blog Interesse Público, do repórter especial da Folha de S. Paulo, Frederico Vasconcelos.
JUÍZES PARA A DEMOCRACIA E O CNJ
A luz do Sol é o melhor detergente.
Louis Brandeis (1856-1941)
Juiz da Suprema Corte Americana
A ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA - AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade a luta pela independência judicial e pelo império dos valores democráticos e republicanos, fonte no item 8 dos Princípios Básicos Relativos à Independência Judicial, consagrados pelo 7º Congresso da ONU, de 1995, que reafirma a liberdade de expressão aos magistrados, vem manifestar-se sobre as tentativas de enfraquecimento do CNJ:
1.- A AJD reitera os termos da nota que publicou em 11/10/2011, quando afirmou a necessidade de preservação integral da competência disciplinar originária do CNJ como instrumento para desafiar a longa tradição de impunidade que beneficia e preserva as cúpulas e membros dos Tribunais estaduais e federais.
2.- A criação do CNJ como um órgão do Poder Judiciário (CF, artigo 92, I-A), com a maioria de seus membros composta por magistrados indicados pela cúpula desse Poder (CF, artigo 103-B, I a XIII) e com a sua presidência exercida pelo próprio presidente do STF (CF, artigo 103-B, parágrafo 1º), afastou-se da proposta original da AJD, que, em 2005, durante a reforma constitucional do Poder Judiciário, sustentou que a existência de um órgão de controle social externo da magistratura seria imprescindível para o fortalecimento do Estado de Direito Democrático e para conferir legitimidade ao Poder Judiciário como órgão garantidor dos direitos de todas as pessoas.
3.- Todavia, mesmo assim, é inegável que o CNJ constitui uma conquista democrática e as suas funções têm que ser preservadas em toda a sua inteireza, nos termos do texto constitucional, que afirma ser de competência desse órgão:
(a) exercer o controle, não apenas da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, mas, também, do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, apreciar, inclusive “de ofício”, ou seja, por sua iniciativa, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros do Poder Judiciário (CF, artigo 103-B, § 4º, caput); e
(b) receber e conhecer das reclamações contra servidores, membros e órgãos do Poder Judiciário, “sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais” (CF, artigo 103-B, § 4º, III).
4.- Portanto, de acordo com o texto constitucional, o CNJ tem competência correicional e disciplinar, não apenas subsidiária ou complementar, mas, sim, concorrente, preponderante e originária.
5.- Além disso, nos termos do artigo 103-B, § 5º, I e II da CF, a Corregedoria do CNJ tem atribuição constitucional para receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos magistrados e serviços judiciários, e, no exercício da função executiva do Conselho, “realizar inspeções e correição geral”, o que também evidencia que a sua competência correicional e disciplinar não é apenas subsidiária.
6.- Ademais, os fatos ocorridos recentemente no Tribunal de Justiça de São Paulo, relativos à realização de pagamentos a alguns magistrados em condições privilegiadas, a exemplo do que tem ocorrido historicamente com vários outros Tribunais pátrios, evidenciam, de modo paradigmático, a necessidade de inspeções e correições diretas e não subsidiárias do CNJ, para garantir a obediência aos princípios constitucionais da transparência, publicidade e moralidade no âmbito administrativo (CF, artigo 37).
7.- Assim, a AJD ESPERA:
a) que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ao reexaminar as liminares que mitigaram temporariamente a eficácia da atuação do CNJ, garanta a sua plena competência constitucional originária no âmbito correicional e disciplinar, para que esse órgão de controle do Poder Judiciário possa receber e conhecer das reclamações contra magistrados, o que é necessário, de acordo com o interesse social expresso no texto constitucional, para manter incólume a integridade do prestígio legitimador desse Poder e a independência judicial, garantia essa imprescindível para a viabilidade de nosso Estado Social e Democrático de Direito;
b) que o CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA exerça a sua função correicional plenamente e sempre com absoluto respeito às normas legais e aos princípios constitucionais, especialmente ao devido processo legal, de modo democrático e transparente, consolidando-se como verdadeiro órgão de defesa da independência do Poder Judiciário, sem se deixar contaminar por “furor persecutório”, sem se arvorar em paladino da moralidade, sem se transformar em mero “canal punitivo” ou em um órgão “policialesco” e arbitrário, evitando atuações midiáticas e procedimentos de controle impregnados do que há de pior nas “modernas” técnicas de gestão da empresa capitalista, mas, sobretudo, promovendo o rompimento com a visão oligárquica ainda persistente nas estruturas desse Poder, a qual é responsável pelo elitismo que tem caracterizado a distribuição da justiça; e
c) que a SOCIEDADE perceba que na raiz de todo o problema em comento, e de mãos dadas com a tradição de impunidade, encontra-se a estrutura vertical, centralizada, hierarquizada e antidemocrática do Poder Judiciário brasileiro, a qual propicia ambiente favorável a práticas administrativas e jurisdicionais fundadas em relações pessoais ou classistas e em interesses particulares.
Urge, pois, que seja consolidada a democratização do Poder Judiciário, em favor da plena eficiência e transparência do serviço público, (1) dando-se plenitude ao disposto no artigo 37 da Constituição Federal, (2) eliminando-se os privilégios funcionais desfrutados por desembargadores e ministros dos tribunais superiores e (3) adotando-se a universalização do colégio eleitoral nas eleições para os cargos de cúpula dos tribunais, nele incluindo os magistrados de primeiro grau e seus servidores, pois o princípio democrático, além de um valor em si, é um poderoso instrumento de controle do administrador público, garantia da igualdade e certeza de transparência das estruturas administrativas dos Tribunais.
ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA
JOSÉ HENRIQUE RODRIGUES TORRES
Presidente do Conselho Executivo
Destaques do ABC!
*
Começa julgamento do CNJ no STF
Quem vencerá: interesses mesquinhos dos magistrados ou os do Povo Brasileiro?
Fiquemos atentos!
15: 06 h: Ministro Marco Aurélio Mello, Relator, tem a palavra...
Dizem que a Corte está dividida, que há um empate técnico, e que a estreante Rosa Weber, indicada pela presidenta Dilma, poderá desempatar. Vamos torcer! Que desempate a favor do Povo Brasileiro!...
15:22 h Sustentação oral da AMB, Associação de Magistrados Brasileiros.
15:36 h Ophir Cavalcante, Presidente da OAB, defendendo o CNJ...
O CNJ deu transparência ao Judiciário... pois cuida da Justiça real... E aí houve uma reação de um "segmento da magistratura", que se abriga sob o "guarda-chuva" da autonomia, confundindo autonomia com soberania...
Dr. Ophir é interrompido (tempo esgotado) pelo ministro Peluso, justamente no momento em que lembrava palavras do ministro alertando para o perigo do corporativismo... e encerra se dirigindo aos ministros, indagando "Que Justiça o Brasil merece?"
15:53 h Advocacia Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams...
O CNJ tem agido com enorme controle e parcimônia... em cooperação com os tribunais de origem das denúncias... não houve devassa, na questão das "movimentações atípicas"... pede a improcedência da liminar e da Adin...
16:07 h Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, com a palavra...
"O que levou à criação de conselhos como o CNJ e o do Ministério Público", pergunta o Procurador. E ele mesmo responde: "O notório déficit de atuação das corregedorias locais"... Encerra pedindo o "não referendo" da decisão do eminente relator.
16:23 h Sessão suspensa por 20 minutos...
16:57 h O relator, ministro Marco Aurélio Mello, retoma a palavra...
17:35 h Ministro Cezar Peluso interrompe o relator e a temperatura sobe no Plenário, ao discutirem a "competência normativa" do CNJ quanto aos tribunais locais... Entram na discussão Celso Mello, Fux, Toffoli, Brito, Mendes...
18:30 h Ministro Cezar Peluso suspende o julgamento, que continuará amanhã, "salvo motivo de força maior"...
*Dizem que vhá
STF: devolva o CNJ ao Povo Brasileiro!
É hoje. Está marcado para hoje.
1o. de Fevereiro de 2012.
O Supremo Tribunal Federal deve julgar a Adin 4638 da AMB, Associação de Magistrados Brasileiros, impetrada contra a corregedora Eliana Calmon, contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Povo Brasileiro.
O Abra a Boca, Cidadão! assumiu esta causa desde a primeira hora, no final de setembro de 2011, quando o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, tentou amordaçar e calar, com uma nota de repúdio, a combativa, corajosa, intrépida, destemida e ousada cidadã-ministra-corregedora ELIANA CALMON, logo depois que a Grande Mulher da Justiça se manifestou em entrevista afirmando que há infiltração de "Bandidos de Toga" no Judiciário.
De lá pra cá, foi um "deus-nos-acuda". Desespero geral nas "hostes inimigas", tentando difamar, desmoralizar, desqualificar, constranger, intimidar e silenciar o "Furacão Eliana".
O ORGULHO DA MAGISTRATURA BRASILEIRA, com o apoio das cidadãs e cidadãos, Indignadas e Indignados, que inundaram seu gabinete no CNJ e as redes sociais de mensagens de apoio e solidariedade, se manteve firme e forte nessa verdadeira "guerra" da Primavera Judiciária.
E hoje deve acontecer uma das "batalhas" cruciais.
No detalhe:
Fiquemos todos atentos, com nossos olhos e ouvidos voltados para o Planalto Central, a Praça dos Três Poderes. O Mais Poderoso dos Poderes da República vai se pronunciar. Os 11 Senhores de Toga, da mais alta Corte de Justiça brasileira, vão dizer, em alto e bom som, de que lado estão: se se posicionam a favor de interesses mesquinhos de magistrados que não querem ser investigados e se recusam a prestar contas de suas atividades ou se cumprem sua missão de Guardiões da Constituição Cidadã e se alinham com os verdadeiros interesses do Povo Brasileiro, de quem são simples servidores.
Acompanhemos atentamente a votação de cada ministra e ministro, para que saibamos quem está verdadeiramente do lado do Brasil e da cidadania brasileira.
O CNJ é do Povo Brasileiro !
*
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dilma e Che na Praça da Revolução
Momento mágico hoje à tarde em Havana. A ex-guerrilheira Dilma Vana Rousseff, emocionada, reencontra o inesquecível guerrilheiro Che Guevara, num lugar mais que especial: a Praça da Revolução.
Veja a emblemática foto postada pela jornalista e blogueira cubana Norelys Morales em seu blog ISLAmía.
Foto: Omara García Mederos/AIN
Em rápida entrevista à imprensa, indagada pelos jornalistas sobre direitos humanos em Cuba, Dilma lembrou que é preciso falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países, se mostrou contrária ao uso político-ideológico da questão dos direitos humanos, lembrou rapidamente da base de Guantánamo e criticou o embargo imposto a Cuba.
Link do vídeo
A visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, que começou ontem, já está caminhando para o final, mas vocês podem acompanhá-la pelo blog ISLAmía e pelo Twitter da jornalista-blogueira Norelys Morales: @norelysmorales, sabendo tudo sobre este e outros momentos importantes de Dilma em Cuba.
*
OAB: "O CNJ é dos brasileiros, não dos magistrados"
Mais uma etapa da Primavera Judiciária que o Brasil vive: ato público que aconteceu agora à tarde, em Brasília, em defesa do CNJ, com a adesão de CNBB, ABI, renomados juristas, políticos e outras autoridades.
Esperemos que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cézar Peluso, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, do STF, e outros obtusos Senhores de Toga entendam de uma vez por todas que o Poder Judiciário e seus membros devem servir ao Povo Brasileiro. A ninguém mais!
"O CNJ não é dos magistrados, é dos brasileiros", como afirmou a Ordem dos Advogados do Brasil hoje à tarde em Brasília.
Presidente da OAB diz que CNJ deve investigar os que não "honram a toga"
OAB lançou ato em defesa do CNJ, com a presença de 7 dos conselheiros. Nesta quarta, STF deve definir autonomia do órgão para investigar juízes.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
presença de parlamentares, procuradores e
ex-ministros do STF (Foto: Filipe Matoso/G1)
Em discurso ao lado de senadores, procuradores e ex-ministros do Supremo, o presidente da OAB, Ophir Cavalcanti, afirmou que apenas magistrados "sem compromisso" com o Judiciário brasileiro se beneficiarão de uma eventual redução dos poderes do CNJ.
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"O CNJ precisa ter competência concorrente, a competência originária para, em determinadas situações, investigar os que não honram a toga da Justiça brasileira", afirmou. Citando dados da Corregedoria do CNJ, Ophir afirmou que 15 dos 27 presidentes dos Tribunais de Justiça estão sendo investigados ou tiveram processos arquivados no conselho.
Segundo ele, dois presidentes e três corregedores de Tribunais Regionais Federais também sofrem ou sofreram processos no CNJ. Dos 28 corregedores de Tribunais de Justiça, 18 respondem ou responderam a processos, de acordo com o presidente da OAB.
"Sem as investigações do CNJ, se beneficiarão os magistrados sem compromisso com a Justiça. Este ato tem o objetivo de defender e afirmar a importância da Justiça brasileira", disse Ophir. Para o presidente da OAB, o CNJ "não é dos magistrados, é dos brasileiros."
Antes de iniciar o discurso, Ophir destacou a presença dos seguintes conselheiros do CNJ: Jorge Hélio, Carlos Alberto Reis de Paula, Gilberto Martins, Wellington Saraiva, Jefferson Kravchychyn, Bruno Dantas e Marcelo Nobre.
Presente ao ato, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim defendeu a autonomia do Conselho Nacional de Justiça e afirmou que os juízes "devem prestar contas de que servem, para que servem, para o que vieram, o que fizeram e o que deixaram de fazer."
Para o jurista Miguel Reale Júnio, estão “nas mãos do Supremo a imagem e a fidedignidade do Judiciário.” “Transformar ouvidorias em mero encaminhamento de denúncias a corregedorias que não tem independência suficiente para julgar seus próprios dirigentes será cortar a ligação efetiva entre a justiça e o povo. Supremo, não desmereça a Justiça perante o seu povo”, disse.
O jurista Hélio Bicudo afirmou que o CNJ “foi criado diante dos reclames da sociedade civil”. “Só estamos exigindo a manutenção daquilo que foi elaborado pelos nossos legisladores”, afirmou.
Segundo o senador Demóstenes Torres, há magistrados "com medo" do CNJ. "Só teme quem deve alguma coisa. Todos os poderes devem prestar contas. O CNJ deve investigar os juízes de maneira originária, sem depender das corregedorias estaduais", disse.
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Blogueira Cubana cobre visita de Dilma a Cuba
Desde ontem à tarde o Abra a Boca, Cidadão! está cobrindo a visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba a partir dos relatos da blogueira e jornalista cubana Norelys Morales, em seu blog ISLAmía.
No Brasil, quando se fala em "blogueira cubana", só se pensa em Yoani Sánchez, a dissidente cubana amiga de Barack Obama, financiada pela CIA, que vive em Havana e ganha muito dinheiro para falar mal do governo cubano. A grande mídia brasileira, evidentemente, faz questão de ignorar outros tantos blogueiros cubanos que atuam firmemente pelos valores e ideais da Revolução. Entre eles, Norelys Morales Aguilera, jornalista da TV cubana, que já esteve várias vezes no Brasil, sobretudo em encontros de blogueiros no sul do País.
O ABC! sempre que possível abrirá espaço para divulgar o trabalho destes combativos companheiros de blogosfera, ignorados pela mídia corporativa brasileira.
Conheçam o trabalho de Norelys Morales e seu blog ISLAmía. Acompanhem a viagem da presidenta Dilma a Cuba pelo blog ISLAmía e pelo Twitter de Norelys Morales: @norelysmorales , de quem acabamos de receber o comentário abaixo:
Norelys MoralesJan 31, 2012 08:20 AM
Link do vídeo
MARTES 31 DE ENERO DE 2012
Dilma Rousseff y Raúl Castro se reunirán en el Palacio de la Revolución en La Habana [+ video]
La Jefa de Estado brasileña, Dilma Rouuseff, quien está desde la tarde de este lunes en Cuba en visita oficial será recibida hoy por el presidente de los Consejos de Estado y de Ministros Raúl Castro en el Palacio de la Revolución de La Habana.
La mandataria también rendirá homenaje al Héroe Nacional cubano, José Martí.
Posteriormente se trasladará al Puerto de Mariel, unos 50 kilómetros al oeste de la capital cubana, donde se desarrolla una obra de expansión en la cual Brasil participa con 300 millones de dólares, de un total de 800 que cuesta el proyecto.
Fuentes brasileñas anunciaron esta semana que Rousseff firmará nuevos acuerdos económicos durante su estancia en la Isla, incluyendo quizá uno de la firma Odebrecht en la industria azucarera cubana, abierta a inversiones extranjeras recientemente.
Agencias noticiosas no descartan que Rousseff se encuentre con el ex presidente Fidel Castro, apartado del poder desde 2006 debido a una grave enfermedad, y quien ha mantenido una larga amistad personal con Luiz Inácio Lula da Silva, el antecesor de la gobernante brasileña.
El gobierno del anterior presidente de Brasil, Luiz Inacio Lula Da Silva, abrió un período de cooperación con Cuba en diversas ramas como la biotecnológica y energética que el de Rousseff estaría interesado en desarrollar. [RHC/PL]
OAB promove ato público em defesa do CNJ
Às vésperas do início do ano judiciário, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal decidirá os destinos do Conselho Nacional de Justiça, protegendo mesquinhos interesses corporativistas ou cumprindo sua missão constitucional e se posicionando inequivocamente em defesa do interesse público, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil promove ato público, hoje à tarde, em Brasília.
Já confirmaram presença parlamentares, juristas, membros do CNJ e entidades importantes em vários períodos decisivos do País, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa.
Doutor Ophir Cavalcante, Presidente Nacional da OAB: este blog cidadão e esta cidadã blogueira, vítima de um judiciário corrompido, se regozijam com o apoio que a Ordem vem oferecendo à combativa ministra-corregedora Eliana Calmon e ao CNJ, mas aproveitam a oportunidade para lembrar que além de Bandidos e Bandidas de Toga é preciso combater também a corrupção na advocacia.
Já disse o grande jurista Miguel Reale Júnior que o advogado é parte essencial nos esquemas de corrupção do Judiciário: são representantes da advocacia de esgoto que fazem o "meio de campo", o leva-e-traz, entre a parte corruptora e o magistrado corrupto.
Cabe à Ordem dos Advogados do Brasil também atuar intramuros, extirpando de seus quadros estes criminosos e criminosas, bandidos e bandidas de beca, disfarçados de advogados e advogadas.
Em defesa do CNJ
O artigo "Em defesa do CNJ" é de autoria do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.
O ato público que a Ordem dos Advogados do Brasil fará no próximo dia 31 de janeiro [hoje] integra o esforço da entidade de congregar a sociedade civil organizada em defesa dos pressupostos que transformaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em símbolo mais eloquente do esforço para enfrentar a crise no Judiciário: a coordenação, o planejamento, a supervisão administrativa, enfim, a fiscalização, que não pode ser genericamente tratada como controle, mas sim como legítimo e democrático direito de proteger um dos pilares do Estado democrático de Direito.
Mas objetiva, também, sensibilizar os senhores ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja assegurada, no julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade, que tem como ponto central definir a amplitude de atuação do CNJ, a competência concorrente, e não subsidiária, daquele órgão com relação às Corregedorias de Justiça. Estamos convencidos de que isso pode ser feito sem a necessidade de incitar atitudes revanchistas ou irresponsáveis, nem generalizar as denúncias de condutas criminosas que, acreditamos, são pontuais e localizadas. Queremos tão-somente que continue sendo o CNJ farol da Justiça, conquista republicana em perfeita sintonia com os interesses do povo, a quem em última análise a democracia presta contas.
É preciso compreender que o CNJ não nasceu para promover uma caça às bruxas, nem perseguir ninguém. Ele nasceu para planejar e extirpar alguns tumores que ameaçavam se alastrar por todo o corpo do Judiciário. Tentativas de diminuir o seu poder, sobretudo no que se refere à competência de realizar inspeções em tribunais, fiscalizar e punir condutas impróprias de magistrados, refletem o incômodo que essa nova realidade impôs a alguns setores pouco habituados a agir com transparência. Mais fácil seria se o CNJ fosse um órgão doente, burocrático, e que seus membros aguardassem, com servil paciência, os relatórios e prestação de contas produzidos na velocidade e nos termos que cada Corte julgar conveniente.
Nunca se pretendeu retirar a competência dos controles internos existentes, porém devemos lembrar que foi justamente em decorrência de sua duvidosa eficácia que já se promoveu, no passado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no âmbito do Legislativo, submetendo o Judiciário a um penoso processo de investigação. Não queremos que isto se repita.
O CNJ tem sido, ao longo dos anos, muito mais do que um mero órgão disciplinar. Sua ação se estende a outros campos, com sucesso. Na área do sistema carcerário, fez o que nunca ninguém fez no Brasil: levantou a vida de milhares de presos e promoveu a correção de sistemas medievais, como prisões sem o mínimo respeito aos Direitos Humanos ou penas vencidas há meses ou anos.
Desde a sua instalação, em 2005, a Justiça passou a trabalhar com estratégias de planejamento, metas de produtividade e projetos de informatização e incorporação da instituição à Internet. O CNJ passou a ter um papel visionário, antevendo as demandas futuras de uma sociedade cujo acesso à Justiça começa a se alargar.
Em um País que registrava, até recentemente, 40 milhões de processos em fase de execução, algo precisava ser feito para dar celeridade à Justiça. Partiu do CNJ a iniciativa das metas, prevendo a redução de pelo menos 10% do acervo de processos na fase de cumprimento e execução. Partiu também do CNJ, com amplo apoio da OAB, a norma acabando com o nepotismo no Judiciário.
O CNJ também pôs à mostra o muito de errado que existe em alguns Tribunais país afora - nem todos, claro, pois há honrosas exceções. Mas em alguns as coisas andavam tão mal que medidas drásticas eram necessárias.
Por tudo isso, a Ordem dos Advogados do Brasil sente-se no dever de defender a independência do CNJ como forma de aprimorar a Justiça, consolidar o regime democrático e fortalecer os direitos individuais e coletivos.
OAB
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