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domingo, 10 de novembro de 2013

Revolução dos Beagles: Celebremos a Vida!



Ele amava os animais, as flores... toda a natureza.

E os desvalidos, os mais frágeis.

Chamavam-no de "louco".

Hoje é chamado de Santo.



Toda Vida é Sagrada.

Celebremos a Vida!


Irmão Sol, Irmã Lua







terça-feira, 19 de março de 2013

A palavra de Francisco


"Sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para guardar, devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo da bondade, ou mesmo da ternura."






Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afeto, os irmãos cardeais e bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos representantes das outras igrejas e comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos chefes de Estado e de governo, às delegações oficiais de tantos países do mundo e ao corpo diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que “José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa” (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: “São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo” (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egito e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projeto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é “guardião”, porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Gênesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!


E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem Herodes que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para guardar, devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura. A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar, requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou “com uma esperança, para além do que se podia esperar’ (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu! Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém.

                                                                                                    Papa Francisco
                                       Homilia da missa de inauguração de seu pontificado

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Papa Francisco manda mensagens pelo Twitter


Como São Francisco de Assis, defensor dos pobres, dos mais frágeis e dos animais, Papa Francisco diz em homilia na missa inaugural de seu pontificado:

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo.


Papa Francisco é antenado com a Nova Era, com o mundo digital. Ele é tuiteiro e após a missa de inauguração de seu pontificado está mandando mensagens no Twitter para seus mais de 2 milhões de seguidores e para toda a humanidade: 

"Guardemos um lugar para Cristo em nossas vidas, cuidemos um do outro e sejamos guardiões amorosos da criação."


@Pontifexmmmm

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nina Rosa: Justiça para os Animais



Há quase 1 ano estamos aqui diariamente falando de comunicação, mídia, Justiça, Direitos Humanos e Cidadania.


Hoje, Dia Internacional dos Animais e Dia de São Francisco de Assis, o maior "Defensor Público" dos Animais de todos os tempos, esta blogueira, apaixonada pelos animais e pela natureza, quer aproveitar este pequeno espaço para homenagear uma mulher luminosa, que dedica sua vida à proteção dos animais.


Nina Rosa Jacob, ativista da causa animal e fundadora da ong Instituto Nina Rosa. 


Conheçam abaixo um pouco do trabalho desta mulher extraordinária, deste verdadeiro Ser de Luz. E apoiem as atividades do Instituto Nina Rosa.


Toda Vida é Sagrada !


Nina Rosa


"Pouco importa que dirijam o olhar para você, se estiver decidido a ser bom, generoso, altruísta e compassivo. Consciente de estar fazendo o melhor, nenhum fracasso poderá perturbar a sua serenidade interior e você não precisará estar constantemente reconsiderando seus objetivos. A consciência limpa serve de travesseiro macio."


Dalai Lama

nina01
Já fui fumante, onívora e bem menos consciente da minha responsabilidade de ser humano do que sou hoje. Precisei encontrar o caminho do coração, independentemente do padrão da sociedade.


Com Cléo e Chica, duas cadelas com quem tive a alegria de conviver, aprendi sobre o amor e sobre o meu vínculo (indesatável) com os animais. Nesse vínculo estão incluídos desde o menor inseto até o maior paquiderme.
CleoCom Cléo aprendi a mudar o meu olhar em relação aos animais.

Depois Chica tocou meu coração com tanto amor, que o despertou para a compaixão e inspirou meu trabalho de ativista pelos direitos dos animais.Chica
Após alguns anos de auto-observação, auto-conhecimento, estudos sobre alimentação, trabalhos voluntários e involuntários como "protetora" da natureza e dos animais, praticante do vegetarianismo e do consumo consciente – com natural aversão pelo desperdício – veio à luz o INSTITUTO NINA ROSA - Projetos por amor à vida.
O processo continua, porém agora organizado e com apoio de seres afins. Propósito: desenvolver a compaixão, o sentido de justiça e o respeito para com a natureza e todas as criaturas viventes através da informação, da educação e do exemplo.
O Instituto nasceu por um sentimento de amor à vida e a vontade de compartilhar que a vida está presente em tudo o que nos cerca.
Qualquer objeto ou utensílio no seu processo de idealização, criação, execução, comercialização, função, carrega um tanto da energia de cada etapa e pessoa que participou.
Nos alimentos, a todo o processo da natureza, ainda soma-se o da alquimia que criamos para nutrição e paladar.
Com as plantas sentimos mais facilmente a vida e nossa responsabilidade, pois sem água elas não sobrevivem, são suscetíveis às energias do entorno - as pesadas podem adoecê-las e matá-las; a atenção, palavras e gestos afetuosos podem vitalizá-las.
O que dizer, então, dos bichos? Além da sensibilidade e da dependência pela atenção, hidratação, alimentação, cuidados com a saúde e afeto, são seres senscientes que demonstram claramente sentir dor, alegria, medo, agressividade, amor, fidelidade, sentimentos que aflorarão de acordo com o manejo e o exemplo. Muito mais do que isso, os animais são seres puros e naturalmente curadores; com eles podemos aprender sobre o amor incondicional. Eles não têm preconceitos, inspiram ternura e promovem alegria.
Abusar, enganar, caçar, torturar, negligenciar, abandonar, maltratar física ou psicologicamente um animal - que desconhece a maldade - é como fazer isso com Deus.


Temos uma imensa dívida para com os animais.
nina03
Temos agido de forma preconceituosa, onipotente e indigna, torturando-os direta ou indiretamente para tê-los em nosso prato, na indústria da "diversão" (rodeios, circos, touradas, farras do boi, rinhas ...), em testes cruéis e desnecessários, no tráfico, entre outros.
Após participarmos de tudo isso, ainda temos a ilusão de que a violência está fora de nós, que somos apenas vítimas da situação atual Se queremos paz, a hora é de mudança de valores, de ampliar nossos conhecimentos, sentimentos, consciências e tornarmo-nos responsáveis pelos nossos atos e pela vida em nossa Terra. E o que significa isso? Significa pessoas comuns como você , como eu, agirem.
Se estamos insatisfeitos com o desenrolar da vida no planeta, podemos mudar e melhorar. Cada um de nós pode utilizar seu poder de escolha para fortalecer o que considera positivo. Em todos os setores existem grupos trabalhando assim. Claro está, que a iniciativa privada tem papel fundamental nesse processo.
Hoje, alguns anos após o nascimento do Instituto Nina Rosa, o caminho se confirma, os processos pessoais continuam, vou aprendendo mais sobre como respeitar a vida, e que isso é contagioso.
Desejo a você intuição, amor e coragem em seu caminho pessoal.
Conte com minha solidariedade,
Nina Rosa Jacob
nora
Nora (primeiro amor na infância).
Nina Rosa com 3 anos.
nina1946
nina_jegue
Com jeguinha Grega.
Com Lobo, Dick e Aiou.
nina_3animais
nina_estrada
Resgatando filhotinhos na Via Anhanguera
Com Patola, Piloto, Lobo e Samanta.nina_serra

nina_canilCom Aiou.

Com Brida.Nina_BRIDA

lili_nina_dengo_2001Com Lili e Dengo.

Com Lindinha.ninalindinha

Nina_viadinhaCom a veadinha Nina Rosa no santuário Rancho dos Gnomos.

A chimpanzé Billy Jo, nascida em 1968, viveu 14 anos em laboratórios de pesquisa. Está no santuário Fauna Foundation, no Canadá. Foi adotada por Nina em julho de 2005.nina_Billyjoe

Este é o Zoio, que recebeu este nome porque quando foi encontrado pela Nina vagando numa estrada paulista quase só tinha olhos. Este era o estado dele:
zoio_antes1zoio_antes2

zoio_antes3
Adotado pela Nina, depois de 3 meses de muito amor e bons tratos, ficou assim...
zoio_depois
... e viveu feliz com ela por mais 7 anos.


AMO TAMBÉM AS ÁRVORES
Esse amor me acompanha, nutre e inspira em devoção.
Essas benfeitoras da humanidade oferecem abrigo, sombra, flores, frutos, beleza, e ainda transmutam energias.
Acolhem, ouvem e inspiram quem delas se aproximar com o coração aberto.
Recomendo a todos que olhem - não só para os troncos - como é comum nos grandes centros, mas acima, para suas faces, lindas, gratificantes, que lá estão firmes, apesar de tudo e de todos... fazendo a sua parte.
Se você tem o privilégio de ter alguma dessas companheiras perto de sua casa, experimente fazer contato, mesmo que só visual no início, ofereça água nos dias secos, limpe suas raízes do lixo e do cimento, permita-se desfrutar de toda a sabedoria que dela emana, seja mais feliz.
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