Tradutor

Mostrando postagens com marcador Forças Armadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Forças Armadas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de março de 2014

Dilma proíbe comemorações militares nos 50 anos do Golpe de 64


"Por orientação de Dilma, uma ex-combatente da luta armada contra o regime dos generais, o ministro da Defesa, Celso Amorim, chamou os comandantes militares e passou o recado: o governo não vai tolerar manifestações do pessoal da ativa.

As punições podem ir da simples advertência à prisão e exclusão das Forças Armadas. Amorim recebeu a garantia dos chefes militares de que não haverá nada de iniciativa do pessoal da ativa."




Presidenta Dilma Rousseff, ex-guerrilheira presa e barbaramente torturada, Comandante Suprema das Forças Armadas, passando em revista as tropas, no memorável dia de sua posse: 1 de janeiro de 2011



Presidenta não vai aceitar que militares comemorem o Golpe de 64


Após 50 anos, o golpe militar de 31 de março de 1964 é uma lembrança a cada dia mais tênue na memória nacional, mas também uma história sem ponto final que ainda hoje contamina com rancor e ódio o ambiente político.





O conflito é particularmente visível na relação do atual governo com as Forças Armadas, sobretudo com militares da reserva, e na Comissão Nacional da Verdade, criada em 2011 para investigar e esclarecer o que ocorreu com 153 militantes de esquerda desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985).

Antecipando-se a eventuais celebrações, o governo tomou providências para evitar uma nova crise com o meio militar, como se deu em 2012 e 2013 por ocasião do aniversário de 31 de março.

Por orientação de Dilma, uma ex-combatente da luta armada contra o regime dos generais, o ministro da Defesa, Celso Amorim, chamou os comandantes militares e passou o recado: o governo não vai tolerar manifestações do pessoal da ativa.

As punições podem ir da simples advertência à prisão e exclusão das Forças Armadas. Amorim recebeu a garantia dos chefes militares de que não haverá nada de iniciativa do pessoal da ativa.

A rigor, desde o governo de Lula o 31 de março foi banido do calendário de comemorações militares, o que nem sempre impediu um ou outro oficial de levantar a voz para fazer a apologia da “Redentora” – o apelido da “Revolução de 31 de março de 1964″, como se referiam ao golpe os militares e civis que apoiaram a deposição do ex-presidente João Goulart (1961-1964).
Atualmente, os bolsões que combatem o governo do PT falam em “contrarrevolução”.

O Palácio do Planalto também autorizou “conversas do alto escalão” das Forças Armadas com o pessoal da reserva reunido em torno dos clubes militares. O mais importante deles é o do Exército, chamado de Clube Militar – a Casa da República.

Há um “entendimento” para que a “Casa” evite se manifestar. Realisticamente, no entanto, na avaliação do Ministério da Defesa o simbolismo da data – os 50 anos – é muito forte: o pessoal da ativa e até o Clube Militar, eventualmente, podem ser mantidos sob rédea curta. 
Mas dificilmente o grupo mais radical – ligado aos porões da repressão – deixará de celebrar o 31 de março.


Fonte: Diário do Centro do Mundo


Vermelho

*


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jobim: um estranho no ninho

Primeiro de Janeiro de 2011.

Posse de Dilma Rousseff como Primeira Mulher Presidente da República Federativa do Brasil.

A fisionomia da presidenta empossando o ministro da Defesa, indicado por Lula, já não mostrava contentamento. Na presidenta é visível até uma certa contrariedade...

                                                                      Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Sete meses depois... o americanófilo ministro bate asas de volta ao ninho tucano. Por pressão de Dilma (veja posts de ontem), o ministro entregou carta de demissão.

Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, assume o Ministério da Defesa, provocando insatisfação em setores das Forças Armadas.

Vamos acompanhar aqui como a brava presidenta Dilma Rousseff administrará esse momento de faxina geral e desatará esse nó criado com os militares.

Por enquanto, comemoremos a defenestração do deselegante falastrão.

Manda quem pode. Obedece quem tem juízo...

Já vai tarde, Jobim!


*