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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ativistas assassinados: a Justiça será feita?


VIOLÊNCIA NO CAMPO


Quase dois anos depois do bárbaro crime, de grande repercussão inclusive internacional, começa hoje em Marabá, Pará, o julgamento dos acusados pelo assassinato dos ativistas e extrativistas Maria do Espírito Santo e José Cláudio, executados numa emboscada em Nova Ipixuna, sudeste do estado.

Esses conflitos de terras muito graves e frequentes no Pará e em outras regiões do País costumam expor as fragilidades do Poder Judiciário e outras instituições, pois envolvem grandes proprietários de terra (endinheirados) versus pequenos e pobres agricultores (despossuídos).

Os criminosos serão efetivamente punidos?

A Justiça será feita?

José Cláudio e Maria do Espírito Santo, 
assassinados em maio de 2011, Pará


Acusados de assassinato de casal extrativista no Pará serão julgados nesta quarta-feira, dia 3


O julgamento dos acusados do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, em 24 de maio de 2011, está marcado para esta quarta-feira, dia 3 de abril. O crime ocorreu no interior do Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. O tribunal do júri ocorrerá no fórum de Justiça de Marabá. Foram processados e presos José Rodrigues Moreira (mandante do crime), Lindonjonson Silva e Alberto Lopes (executores). No entanto, conforme escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, a decisão de mandar matar o casal não foi tomada apenas por José Rodrigues. Homens conhecidos como Gilsão e Gilvan, proprietários de terras no interior do assentamento, também teriam participação no crime.

     Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro 
da Silva foram assassinados

José Rodrigues, antes de ser preso, em conversa com seu irmão de nome Dedé, pede que ele pressione os dois a contratar advogados para fazer sua defesa, caso contrário, os denunciaria. Veja trecho de um dos diálogos: “vê se tu vai na casa de Gilvazin e conversa com ele pessoalmente. Tu fala com ele que ele sabe por que eu to conversando com ele, que ele providencia advogado e bota aí, por que senão vai pegar pra ele também e fala pra Gilsão também”, “por que se eu cair (…), se eu cair eu entrego eles dois”, “pois é, tu conversa com eles, que eles aciona advogado aí em Marabá, pra botar aí, (…) que o culpado é mais ele, ele Gilvan e Gil, ele se lasca”, “ele sabe quem é os culpados nisso tudinho, ele sabe … e o culpado é …. o Gilvan sabe também, é ele, Gilvan…”. Mesmo com esses e muitos outros indícios fortes da participação de GILVAN e GILSÃO, a polícia não seguiu com as investigações. Os dois não foram indiciados e nem denunciados.

Incra favorece mandante do crime

De acordo com investigações da polícia, a causa principal do assassinato do casal foi a compra ilegal feita por José Rodrigues de uma área de 150 ha dentro do projeto de Assentamento Agro-Extrativista Praia Alta Piranheira. Em metade da área comprada já residiam 03 famílias, José Rodrigues tentou expulsá-las e não conseguiu devido o apoio de José Cláudio e Maria a elas. Em razão disso, Zé Rodrigues decidiu mandar matá-los. Após o assassinato do casal, as três famílias continuaram sendo ameaçadas, sem proteção da polícia, decidiram sair dos lotes. Com isso, José Rodrigues se apossou destes colocando pessoas de sua família para assegurar os lotes enquanto ele continua preso.

A situação foi denunciada ao Superintendente do INCRA pela FETAGRI, STR de Nova Ipixuna, Associação do Assentamento e pela CPT, mas o INCRA nada fez para retomar os lotes. Embora o superintendente do INCRA tenha se negado a retomar os lotes, usando uma falsa justificativa de que só a justiça pode fazer isso, o mesmo autorizou técnicos do órgão a retomar pequenos lotes de filhos de assentados que já residem no assentamento há vários anos. Não há nenhum conhecimento também se a Polícia Federal instaurou inquérito contra José Rodrigues pelo crime de ocupação ilegal de terra pública, crime previsto em lei, com pena de 1 a 3 anos de prisão, e também tenha instaurado inquérito contra os madeireiros de Nova Ipixuna que extraíam ilegalmente madeira dentro do assentamento.


Proteção à ameaçada negada


A professora Laísa Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo (assassinada), que continua residindo no interior do Assentamento e dando continuidade ao trabalho do casal, vem recebendo constantes ameaças e continua sem nenhuma proteção. A situação já foi denunciada à Secretaria de Segurança Pública do Estado, à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência e à Casa Civil. Mesmo assim, sua inclusão no programa de defensores de Direitos Humanos foi negada e ela continua sem proteção.


Condenação esperada

Os familiares do casal e os movimentos sociais confiam na condenação dos acusados pelo corpo de jurados e que o juiz estipule a pena máxima para os condenados que poderá chegar a 60 anos de prisão. A grande preocupação é com o cumprimento das penas, pois as fugas facilitadas na penitenciária Mariano Antunes de Marabá são constantes. Um dos acusados (Alberto Silva) fugiu da referia penitenciária em novembro passado, sendo recapturado logo depois.

Fonte: FETAGRI Regional Sudeste; STTR de Nova Ipixuna; e CPT da diocese de Marabá.


Destaques do ABC!

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terça-feira, 2 de abril de 2013

Genoíno e CQC: a mídia é o novo judiciário?


OPINIÃO 


"(...) o fato de o CQC lançar mão de técnicas jornalísticas não é suficiente para enquadrá-lo como um programa jornalístico. Afinal, o que caracteriza uma profissão ou atividade não é exclusivamente o uso de técnicas, mas também uma ética específica, a adoção de uma cultura profissional, um conjunto de conhecimentos próprios, um foco e uma vocação. O CQC recorre ao estilo jornalístico por conveniência e não por vocação, já que sua busca é o riso, o humor, a diversão do espectador. O CQC se vale do verniz jornalístico para ter acesso a certos ambientes, pessoas e circunstâncias. Portanto, mimetiza, imita, simula o jornalismo. (...)

É o jornalismo quem julga o caráter das pessoas? Humoristas são vingadores da sociedade? Os meios de comunicação podem “compensar” as injustiças sociais que colecionamos diariamente? A mídia é o novo judiciário?"



Humoristas-justiceiros 

O menino, o deputado e o jornalismo genuíno

Rogério Christofoletti*

A veiculação da “entrevista” do deputado José Genoíno (PT-SP) pelo CQC na semana passada – 25 de março – é mais um capítulo lamentável da história recente da televisão brasileira. A forma como foi obtida a declaração do parlamentar e o alarde sobre o conteúdo dela permitem refletir sobre a qualidade da programação da TV aberta, sobre a ética da comunicação e sobre o papel da mídia na sociedade. Não é à toa que a tal “entrevista” tenha se tornado um tema polêmico nas redes sociais na semana que passou, mobilizando opiniões de todas as cores.


Exibido pela TV Bandeirantes desde 2008, o CQC é um dos programas de maior sucesso da emissora, reproduzindo o formato original argentino em que seus apresentadores perseguem celebridades e políticos “custe o que custar”. Trajados com ternos pretos e óculos escuros, os CQCs parecem ter uma única missão: constranger seus entrevistados, fazendo perguntas capciosas ou flagrando-os em situações de embaraço. O desconforto dos abordados fica visível quando percebem a abordagem, e isso gera a “graça” do programa. O efeito desejado é que o CQC cumpre uma certa vingança do espectador ao mostrar o quão ridículo é aquele ator famoso ou quão patético é o poderoso político. Mas será mesmo?



Simulação


Com humor ácido, aparentemente sem piedade e determinado a expor seus entrevistados ao vexame, o programa recorre a técnicas jornalísticas, mas o CQC não faz jornalismo! Seu elenco persegue fontes, confronta versões, cerca os poderosos e provoca os entrevistados com suas indagações de duplo sentido. O bom jornalismo também pode se valer disso, mas o fato de o CQC lançar mão de técnicas jornalísticas não é suficiente para enquadrá-lo como um programa jornalístico. Afinal, o que caracteriza uma profissão ou atividade não é exclusivamente o uso de técnicas, mas também uma ética específica, a adoção de uma cultura profissional, um conjunto de conhecimentos próprios, um foco e uma vocação. O CQC recorre ao estilo jornalístico por conveniência e não por vocação, já que sua busca é o riso, o humor, a diversão do espectador. O CQC se vale do verniz jornalístico para ter acesso a certos ambientes, pessoas e circunstâncias. Portanto, mimetiza, imita, simula o jornalismo.


Alguém pode argumentar que o CQC seja um gênero híbrido, o que me parece uma segunda falácia, uma saída honrosa para não ser nem uma coisa nem outra e ampliar assim suas possibilidades de produção, criar novos quadros e veicular outros conteúdos.


Outros três fatores mostram como o CQC não é um programa jornalístico: todos os prêmios que recebeu até então – entre os quais o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – são na condição de programa humorístico; a produção não está sob responsabilidade da direção de jornalismo da emissora; e a própria Bandeirantes afirmou que o CQC faz humor, em resposta ao questionamento de Maurício Stycer, colunista do UOL, sobre o caso de José Genoíno. Dessa forma, quando o CQC diz que está prestando um serviço jornalístico, não é propriamente verdadeiro, mas apenas uma declaração genérica que pode confundir o público.


A “entrevista” de José Genoíno veiculada em 25 de março é um exemplo dessa confusão. Há meses, o programa aborda o deputado com perguntas embaraçosas, buscando uma declaração sobre o caso do mensalão. Claramente contrariado, o político se nega a falar, tranca o rosto e tenta escapar do cerco. Foi assim diversas vezes, e o silêncio de Genoíno se tornou parte de uma anedota no programa. Obter uma resposta se tornou uma questão de honra do programa que incomoda os poderosos, custe o que custar. Daí que a produção recorreu a uma estratégia inusitada para extrair declarações do político, escalando uma criança para fazer isso. O menino João Pedro Carvalho tem dez anos e é ator. Ele se passou por uma criança que queria um autógrafo de Genoíno em um livro, acompanhado por seu suposto pai. Ambos foram recebidos no gabinete do parlamentar em Brasília, e no encontro, o garoto fez perguntas ambíguas sobre corrupção e o caso do mensalão. Num misto de malícia e ingenuidade, o menino faz o trabalho dos homens de terno do CQC e constrange Genoíno, que deixa escapar a frase “O PSDB não foi condenado no Mensalão porque tem lábia”. A declaração se torna o “gancho” da “entrevista”, e é alardeado pelos apresentadores como se fosse uma vitória conseguir que o político falasse ao programa e apresentasse algo realmente novo no caso. Nem uma coisa nem outra.



Condenação


Antes que me acusem de estar protegendo José Genoíno, reforço: ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão, deve responder por isso, e é lamentável que ainda esteja ocupando uma cadeira no parlamento brasileiro. Seu julgamento e condenação são fatos e foram exaustivamente acompanhados pela sociedade brasileira. A assunção de uma vaga na Câmara de Deputados é absurda, nesse contexto, já que suscita a impressão de que Genoíno foi premiado e não condenado… Desta forma, não estou a ignorar o ocorrido com o político, apenas questiono a forma como o CQC retornou ao caso, passando ao seu público a impressão de que havia obtido alguma novidade.


Em termos de informação, a “declaração” de Genoíno não traz nenhum dado novo ao caso, pois se trata de uma opinião pessoal, um juízo particular. Nos termos da ética jornalística, a forma como foi obtida a “entrevista” é altamente questionável. Criar uma cilada para conseguir a fala do deputado é legítimo? Usar uma criança para abordá-lo e “extrair” informação é apropriado? Convencer um ator mirim a se passar por uma criança que faz perguntas inocentes é correto? Quando é admissível captar imagens em ambiente privado, sem conhecimento da fonte? A obtenção da fala do político justifica qualquer tipo de abordagem, como mentir e usar falsa identidade? Em nome do que se pode fazer isso?


Alguém pode contra-argumentar: Genoíno foi condenado pelo STF, é um corrupto atestado pela maior corte do país, e merece isso! Eu pergunto: essa condenação nos permite fazer qualquer tipo de ataque? Ao ser condenada por corrupção, uma pessoa perde todos os seus demais direitos, como a privacidade, intimidade e respeito mínimo? Sob o selo da condenação, tudo pode ser feito contra uma pessoa? Não estaríamos ampliando sua pena? Agindo assim, não estaríamos todos praticando um linchamento social superior à sentença determinada pela justiça?


A “entrevista” de Genoíno ao CQC nos incita a pensar sobre limites para o humor, o jornalismo e a comunicação de massa. Evidentemente, não se trata de censura de Estado ou coisa semelhante. Não é o Estado quem tem que arbitrar sobre isso, mas a sociedade, a comunidade para a qual a programação é dirigida. Independente de ser jornalístico ou humorístico, o CQC é um programa transmitido massivamente por sinal público de radiodifusão, que depende de concessão pública. Essa licença é dada pelo Congresso Nacional, tem duração prevista e contrapartidas sociais e culturais previstas em lei. Isto é, existem limites legais para os conteúdos veiculados, que devem atender às expectativas da sociedade e não contrariar os seus interesses. Mas além dos limites da lei, há algo que os precede: a noção da conveniência e oportunidade. A própria classe artística – os humoristas do CQC – deve ter alguma noção de limite, de algum momento ou circunstância de total inconveniência de uma piada ou abordagem. É apropriado, por exemplo, fazer piadas desrespeitosas sobre uma pessoa no seu funeral? É admissível gozar com alguém que esteja em situação vexatória, humilhante ou vulnerável? Isso é autocensura? Não é, eu chamo isso de compostura, de limite último, aquele que garante um mínimo de respeito pelo outro.


Notem que respeitar não é reverenciar. Tratar outra pessoa com respeito não é se curvar a ela, submeter-se ou enaltecê-la. É apenas tratá-la como uma igual. Equipará-la a si mesmo. Ter consideração é, então, admitir que à sua frente haja alguém que mereça algum respeito ou atenção. É a drástica diferença entre tratar alguém como sujeito ou como objeto. No caso do humorismo, é a distinção entre rir com alguém ou rir de alguém. Parece pouco, mas não é.


Reflexão

Perde o humorismo com essas diferenças? Talvez. Mas perdemos todos muito mais se mantivermos as coisas como estão. No caso em que discutimos aqui, o CQC não apenas desrespeitou a pessoa José Genoíno, mas também seu público na medida em que subestimou sua inteligência dizendo que o político havia falado ao programa. Não falou. Ele estava conversando com um menino em seu gabinete e o que disse foi simplesmente irrelevante, típico do pior jornalismo declaratório.


A estratégia do CQC para fazer o político falar “custe o que custar” equivale, guardadas as devidas proporções, a quando o repórter levanta o queixo do algemado na delegacia, para que a câmera possa captar a imagem de seu rosto, tão característica de programas policialescos. Forçar a falar é forçar a se mostrar, tipicamente justiceiro. As situações do algemado na delegacia e do político enganado são bem distintas, mas ambas nos levam a pensar: mesmo tendo feito atrocidades, podemos extrair e anular todos os outros direitos dessas pessoas? É o jornalismo quem julga o caráter das pessoas? Humoristas são vingadores da sociedade? Os meios de comunicação podem “compensar” as injustiças sociais que colecionamos diariamente? A mídia é o novo judiciário?


Os questionamentos acima me causam calafrios porque apontam para uma situação bastante perigosa em termos de controle social e ausência total de limites para alguns atores ou organizações. Não acho que o Estado possa arbitrar sobre tudo na vida humana, nem que a mídia possa prescindir de limites. A sociedade é muito complexa e todo poder precisa – por definição – ter limites, sob risco de ficarmos reféns dele. É lamentável o caso Genoíno-CQC, mas por outro lado esta é uma grande oportunidade para discutirmos que TV nós queremos, que TV esperamos, qual TV podemos ter.

* Professor da UFSC e pesquisador do objETHOS


objETHOS

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

SP: Haddad quer cidadãos participando da administração municipal


100 DIAS DA GESTÃO DE FERNANDO HADDAD


Fábio Arantes   SECOM/PMSP


Prefeitura apresenta metas para os próximos quatro anos

Fernando Haddad instalou na manhã da terça-feira (26) o Conselho da Cidade e apresentou o Programa de Metas 2013-2016. Projeto conta com 100 metas e norteará a mudança estrutural de São Paulo nos próximos quatro anos


O prefeito Fernando Haddad apresentou na manhã da terça-feira (26) o projeto que norteará o crescimento da cidade nos próximos quatro anos: o Programa de Metas 2013-2016. O documento conta com 100 metas, agrupadas em três eixos temáticos - compromissos com os direitos sociais e civis, desenvolvimento econômico sustentável com redução das desigualdades e gestão descentralizada, participativa e transparente. A Prefeitura estima investir entre R$ 22 bilhões e R$ 23 bilhões na execução do plano.

As propostas serão discutidas com o Conselho da Cidade, formado por empresários, políticos, representantes de movimentos sociais, artistas, entre outros. O “Conselhão” foi instalado em solenidade realizada também na manhã da terça-feira na Prefeitura.

As ações e os resultados previstos no Programa de Metas serão apresentados à população em audiências públicas que ocorrerão no mês de abril em toda a cidade. A versão final do documento, que tem como objetivo apresentar os principais compromissos da gestão atual com a construção e melhoria de equipamentos e serviços públicos, será divulgada após essas consultas públicas e passará periodicamente por um processo de adaptação participativa.

Ao todo, serão 35 audiências públicas – uma em cada subprefeitura -, uma para cada um dos três eixos temáticos e outra que será realizada na Câmara Municipal. “Temos um mês para definir os critérios de mensuração dessas metas”, afirmou o prefeito Fernando Haddad, sobre a importância da consulta popular para a evolução do projeto. “O Programa de Metas é um instrumento de planejamento que valoriza a articulação entre os órgãos e a política participativa”, definiu a secretária municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, Leda Paulani.


Ações
Entre os objetivos do Programa de Metas 2013-2016 está a construção de 150 quilômetros de corredores de ônibus e o aumento da velocidade para 25 km/h nos horários de pico (atualmente é de 14 km/h). Para a saúde, 43 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e três novos hospitais deverão ser construídos - 750 leitos a mais no sistema municipal -, além da recuperação de 16 hospitais municipais.

Em educação, de acordo com o documento, a meta é construir 243 Centros de Educação Infantil (CEIs). A intenção é ampliar, também, a jornada escolar de 100 mil alunos da rede pública.

Segundo Haddad, as metas elaboradas para as áreas de mobilidade urbana, transporte, educação e saúde serão acompanhadas com atenção redobrada. “São assuntos que estão na ordem do dia para nós. São áreas que mais afetam a vida da população”, relacionou o prefeito, ressaltando a importância de todas as áreas para a evolução da cidade.

Haddad chegou a comparar o desafio da execução do plano a uma partida de futebol. “Quando você começa um jogo precisando ganhar de 3 a 0, não adianta você vencer por 1 a 0. Vamos buscar os 3 a 0”, disse Haddad, com relação ao cumprimento das 100 metas.

De acordo com o programa, cerca de 55 mil unidades habitacionais serão construídas na cidade. O plano prevê, ainda, o beneficiamento de 70 mil famílias no Programa de Urbanização das Favelas e outras 200 mil no Programa de Regularização Fundiária.


Orientação territorial
De acordo com o documento, o Programa de Metas 2013-2016 busca uma “orientação territorial muito clara”: a redução das desigualdades sócio espaciais da cidade.

Por isso, o plano foi elaborado de acordo com cinco articulações territoriais: resgate da cidadania nos territórios mais vulneráveis (ação integrada nas áreas que concentram a pobreza, envolvendo transferência de renda, serviços públicos, inserção urbana e participação política); estruturação do Arco do Futuro (desenvolvimento integrado aos recursos ambientais e com aproveitamento das infra-estruturas existentes, como os rios Tietê e Pinheiros e as ferrovias); fortalecimento das centralidades locais e das redes de equipamentos públicos; requalificação da área central (apropriação do Centro como referência, a partir da requalificação dos equipamentos urbanos) e a reordenação da fronteira ambiental (Proteção ambiental, melhoria na qualidade do habitat e criação de oportunidades de trabalho).


Acesse o programa completo clicando aqui.

Portal PMSP

Destaques do ABC!
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domingo, 31 de março de 2013

Yoani Sánchez e a "Cuba fora de Cuba"


YOANI SÁNCHEZ, LIVRE, PELO MUNDO


Estou descobrindo minha própria pátria em cada um destes cubanos dispersos pelo mundo. (...) Como foi que permitimos que uma ideologia, um partido, um homem, se sentiram com o "divino" poder de decidir quem podia levar ou não o gentílico de "cubano"?


Yoani em Miami  Twitter @yoanisanchez


Flan de coco

"Cachita": Virgem da Caridade, padroeira de Cuba

He encontrado a Cuba fuera de Cuba, le dije hace unos días a un amigo. Se río con mi juego de palabras, creía que yo intentaba hacer literatura. Pero no. En Brasil una septuagenaria emocionada me regaló un medalla con la Virgen de la Caridad del Cobre. “No he vuelto desde que me fui en 1964″, confirmó mientras me entregaba aquella pequeña joya que había pertenecido a su madre. Durante mi estancia en Praga, un grupo de compatriotas radicados allí parecía estar más al tanto de lo que ocurría en nuestro país que muchos que vegetan - dentro de él - en la apatía. Entre los altos edificios de New York una familia me invitó a su casa y la abuela hizo un “flan de coco” a la usanza de nuestra cocina tradicional, tan menoscabada en la Isla por el desabastecimiento y las carencias.

Nuestra diáspora, nuestro exilio, está conservando a Cuba fuera de Cuba. Junto a sus maletas y el dolor de la distancia, han preservado trozos de la historia nacional que fueron borrados de los libros de textos con los que varias generaciones hemos sido educados o, mejor dicho, adocenados. Estoy redescubriendo a mi propia patria en cada uno de estos cubanos dispersos por el mundo. Cuando compruebo lo que han llegado a ser realmente, lo contrasto con aquello que la propaganda oficial me ha dicho de ellos y termina dándome una tristeza enorme con mi país. Por todo este caudal humano que nos hemos perdido, por todo este talento que ha tenido que volcarse fuera de nuestras fronteras y por todas esas semillas que han debido germinar en otras tierras. Cómo fue que permitimos que una ideología, un partido, un hombre, se hayan sentido con el “divino” poder de decidir quién podía llevar o no el gentilicio de “cubano”.

Ya tengo la prueba de que me mintieron, nos mintieron. Nadie ha tenido que decírmelo, me he dado cuenta por mí misma al ver toda esa Cuba que hay fuera de Cuba, ese país inmenso que ellos han salvaguardando para nosotros.


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Jesus: pensador, ativista e revolucionário


SETE ENSINAMENTOS


Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons. É pelos frutos que se conhecem as árvores.

O homem bom traz coisas boas do bem que carrega em seu coração, e o homem mau revela coisas malignas da maldade que carrega em seu coração. E, ao abrir seu coração, a boca fala.

O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão.

Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque limpais o exterior do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e imundície.


Veja, se eu o enviar para dormir no meio dos lobos, seja esperto como as serpentes e inofensivo como os pombos.

O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu
vim para que tenham vida e a tenham em abundância.


Feliz Páscoa!


Jesus, Alegria dos Homens (J. S. Bach)



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sábado, 30 de março de 2013

Fernando Haddad quer "política com P maiúsculo" em São Paulo


100 DIAS DA GESTÃO FERNANDO HADDAD


Mais um canal de comunicação entre cidadãos e Prefeitura de São Paulo foi criado pelo prefeito Fernando Haddad, já nestes primeiros 100 dias de sua operosa gestão: o Conselho da Cidade.

Cidadãos que vivem na multicultural cidade de São Paulo, desde janeiro, podem atuar no combate à corrupção, acionando a Controladoria Geral do Município, novo órgão criado pelo prefeito, e a partir desta semana poderão participar também do crescimento da metrópole, atuando junto ao Conselho da Cidade.

"Queremos promover a política com P maiúsculo, a política em que as pessoas, sem cerimônia e com o peito aberto, vão se reunir para expressar seus pensamentos e sentimentos a respeito de São Paulo, ajudar a desenhar seu futuro, a encurtar os caminhos de superação das dificuldades”, afirmou Haddad.


                                                                                                           SECOM/PMSP

Conselho da Cidade é criado para debater futuro de São Paulo

Prefeitura abriu na terça-feira (26) um novo canal de comunicação com a população: o Conselho da Cidade. Na primeira reunião do órgão, Haddad convidou representantes da sociedade a participar do crescimento da cidade



O prefeito Fernando Haddad abriu na terça-feira (26) as discussões do Conselho da Cidade, novo canal de diálogo entre a administração municipal e a sociedade. O órgão consultivo é formado por representantes dos movimentos sociais, entidades de classe, empresários, cientistas e pesquisadores, artistas e lideranças religiosas. Nesta primeira reunião, os 136 conselheiros conheceram o Programa de Metas da gestão e o Simesp, sistema informatizado de gestão pública.

“Queremos promover a política com P maiúsculo, a política em que as pessoas, sem cerimônia e com o peito aberto, vão se reunir para expressar seus pensamentos e sentimentos a respeito de São Paulo, ajudar a desenhar seu futuro, a encurtar os caminhos de superação das dificuldades”, afirmou Haddad.

O Conselho da Cidade se reunirá quatro vezes ao ano e analisará assuntos centrais para a capital, como a revisão do Plano Diretor e o projeto urbanístico do Arco do Tietê. Os conselheiros escolherão a melhor forma de organizar a sua participação e os tópicos a serem abordados. “A liberdade é o que deve marcar a nossa convivência”, garantiu Haddad.

Para o prefeito, o objetivo dos encontros é aprofundar e tornar mais participativa a democracia na cidade. “O conselho tem também um papel pedagógico de envolver os cidadãos nos negócios da cidade”, explicou Haddad.

Na primeira reunião, os conselheiros discutiram maneiras de organizar e sistematizar o diálogo. “O grande desafio é como fazer deste conselho uma ferramenta de ação para coordenar o maior número de pessoas, para que os objetivos sejam alcançados. Os conselheiros podem conseguir incentivar mais pessoas a se mobilizar, acompanhar e participar dos destinos da cidade”, disse a conselheira Vera Masagão Ribeiro, da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais.


Simesp

Durante o encontro, o secretário municipal Leonardo Barchini (Relações Internacionais e Federativas) apresentou o Simesp, sistema informatizado que irá controlar o fluxo de implementação de projetos e metas da Prefeitura, com a identificação dos órgãos e da equipe responsável por cada etapa de trabalho. As informações deste sistema serão disponibilizadas pela Internet por meio de relatórios de acompanhamento, o que permitirá uma maior transparência na gestão pública.

Veja a lista dos conselheiros da Cidade


Portal da Prefeitura

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sexta-feira, 29 de março de 2013

SP: Blogueira lança Centro de Comunicação Cidadã


Com muita emoção e alegria, comunico a todos os leitores, amigos e simpatizantes do blog Abra a Boca, Cidadão! a criação do Centro de Comunicação Cidadã e Educação em Direitos Humanos Professora Júlia do Carmo Amorim.

Esta Casa da Cidadania, que promoverá atividades na área da Comunicação e Educação em Direitos Humanos, funcionará a partir deste momento simbólico e solene, à Rua Antonio Luís Espinha, n. 11, no pequenino e aprazível bairro de Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Este espaço de ativismo, comunicação e cultura cidadã promoverá cursos, palestras, workshops e publicações sobre ativismo, cidadania, comunicação e jornalismo cidadão, direitos humanos e temáticas afins, em sintonia com o novo mundo digital em que estamos todos imersos.

Quem foi a Professora Júlia?

Júlia do Carmo Amorim foi grande e amorosa professora, falecida precocemente aos 39 anos. Amava o magistério e as crianças. Se dedicou durante cerca de 16 anos ao ensino primário, em bairro pobre da zona leste de São Paulo, alfabetizando, preocupando-se com a formação escolar, mas também com o desenvolvimento de valores de cidadania em seus afortunados alunos.


Professora Júlia, dignidade na educação

Para mais informações, contate-nos:

CASA DA CIDADANIA Professora Júlia do Carmo Amorim
Diretora: Profa. M. Sc. Sônia Maria de Amorim
Rua Antônio Luís Espinha, 11 - 03725-090 - São Paulo - SP
Fone: 11 99988-3615
e-mail: escrevivendo@ig.com.br