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domingo, 9 de dezembro de 2012

"Tio Rei": o "besouro 'rola-bosta' da Veja"


O filósofo e teólogo Leonardo Boff desanca o "Blogueiro da Veja", Reinaldo Azevedo, e lava a alma de todos nós, ofendidos e injuriados pelo pérfido, infame ataque do mequetrefe ao genial Oscar Niemeyer.

O "tiozinho" poderia ter passado sem essa...



Eliana Calmon: Caçadora de Corruptos e Orgulho da Magistratura Brasileira


Neste 9 de dezembro, Dia Internacional de Combate à Corrupção, Blogueira e Blog querem fazer uma homenagem especial e agradecer.

À Grande Mulher da Justiça, Ministra Eliana Calmon, nosso exemplo, nosso modelo, nossa mestra, nossa inspiração.


"A corrupção é a mãe de todos os males. No dia em que a Justiça
 funcionar bem, ela vai acabar com todos os segmentos 
envolvidos com a corrupção."



Apoio no Facebook e redes sociais



Ministra agradece o apoio do povo brasileiro


O Brasil todo acompanhou: a combativa, destemida, ousada e midiática ministra, em seu curto e histórico mandato como Corregedora Nacional de Justiça, desembainhou a espada de Têmis e partiu pra cima dos Bandidos e Bandidas de Toga, excrescências que se julgam excelências.

Como vítima de agentes públicos corrompidos, inclusive do Judiciário, ouso dizer: a corrupção no Poder Judiciário é a pior, a mais grave das corrupções, porque o Judiciário é o poder da República constituído para combater ilegalidades e criminalidade. É inadmissível, inaceitável, inconcebível que tal poder se acumplicie com marginais e delinquentes.

E mais: a corrupção só grassa na sociedade porque a bandidagem engravatada,  endinheirada, sabe que pode contar com a proteção de setores gangrenados, bichados, do Poder Judiciário.

A ministra Eliana Calmon, Orgulho da Magistratura Brasileira, meteu o dedo na ferida ao denunciar a corrupção no Judiciário e ao levar para a mídia e para a sociedade as mazelas produzidas por este verdadeiro câncer.

Pessoalmente, tive a honra de ver minha denúncia acolhida pela eminente ministra-corregedora, que se tornou Relatora do processo aberto no CNJ. Infelizmente, o novo corregedor "devolveu" o processo ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que não apurou nada e simplesmente "arquivou"...



No detalhe:


De qualquer forma, a blogueira e o povo brasileiro só têm a agradecer à grande cidadã-ministra.




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Dia Internacional contra a Corrupção


9 de Dezembro: DIA INTERNACIONAL CONTRA A CORRUPÇÃO
















CORRUPÇÃO não cai do céu, não é ser inanimado, abstrato, amorfo. 

CORRUPÇÃO tem nome e sobrenome. Nome e sobrenome de corruptores e corrompidos.

CORRUPÇÃO é CRIME, contemplado no Código Penal, artigos 317, 333 e outros. 

CORRUPÇÃO é via de mão dupla.

Comprar apoio para cumplicidade e acobertamento de falcatruas é CORRUPÇÃO: CRIME perpetrado por quem compra e por quem vende o apoio. 

CORRUPÇÃO é CRIME contra a vítima, contra as instituições, contra o interesse público, contra o Brasil.

CORRUPTOS (corruptores e corrompidos) devem ser denunciados, investigados e punidos.

CORRUPTOS são BANDIDOS, MARGINAIS, DELINQUENTES e devem pagar exemplarmente pelos seus crimes.

CORRUPTOS se comportam como Ratos e Ratazanas: atacam pelas costas, às escondidas, nas sombras. CORRUPTOS podem estar em todos os partidos políticos, nos três poderes da República, nos planos federal, estadual e municipal, entre nossos familiares, vizinhos, "amigos" e conhecidos. 

CORRUPTOS infestam nossas vidas, emporcalhando órgãos públicos, fóruns e tribunais, toda a sociedade.

Comemoremos o Dia Internacional contra a Corrupção, DENUNCIANDO vigorosamente todos os corruptos que lesam nossas vidas, nossas instituições, nosso País.










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sábado, 8 de dezembro de 2012

Rose é indiciada por Formação de Quadrilha








8 de dezembro - DIA DA JUSTIÇA



Se achava a "última bolacha recheada do pacote".

Se considerava a "Rainha da Cocada Preta".

Julgava que estivesse acima do Bem e do Mal.

Tanta arrogância e prepotência... e ambição e sede de poder...

Foi indiciada pela Polícia Federal também por Formação de Quadrilha.

Um dia a casa cai.

Caiu.

Mensalão: o Supremo errou. E agora?








8 de dezembro - DIA DA JUSTIÇA


Com a palavra os "Pecadores"



LULA MIRANDA


Fatos e não suposições ou ilações comprovam que o Supremo errou. E agora? Cancelarão as penas?

Julgamento do suposto "mensalão" pode ter incorrido em clamoroso erro e injustiça para alguns dos réus.

Quando apenas aventei essa possibilidade fui contestado e até destratado por inúmeros leitores, pois muitos já se acostumaram a formar fé-cega [faca amolada] a partir do que lhes diz a grande mídia. O que faz pensar numa possível releitura para o clássico conto "O Flautista de Hamelin", dos irmãos Grimm, onde os ratos seriam os desavisados leitores e a grande mídia seria o flautista ou, numa outra metáfora possível, a peste que a muitos dizima: justos e pecadores.

A cada dia que passa novos fatos se apresentam e comprovam a inocência de alguns dos réus condenados, sem provas, no julgamento da AP 470, que teria sido "um marco na história da democracia e do Judiciário no Brasil". Os fatos que ora se apresentam, um a um, aos poucos atestam, comprovam que não houve a corrupção alegada no suposto desvio na Visanet. E agora? O que fazer?

Reportagem de capa da edição de nº 64 da revista Retratos do Brasil, intitulada "A Vertigem do Supremo" [excelente título] comprova, mediante auditoria nas contas do fundo, realizada por cerca de 20 técnicos, que não houve o suposto desvio de R$ 73 milhões na Visanet. Sabe-se que esse alegado desvio serviu como "prova" de que teria havido corrupção e assim bastou para condenar Henrique Pizzolato e, num efeito dominó, outros réus. Condenar sem provas e com base na esdrúxula teoria do "domínio do fato" só poderia mesmo acarretar em consequências danosas, desastrosas.

Fatos e não suposições ou ilações comprovam que o Supremo errou. E agora? Cancelarão as penas? Indenizarão os condenados pecuniariamente. E a honra de cada um deles? Enxovalhada. E suas vidas? Destruídas.

Como reparar a desonra, o opróbrio, a ignomínia?

Por que essa matéria não foi noticiada na grande imprensa?

Quem vai explicar agora para a população a necessidade de se reduzir as exageradas penas e multas aplicadas – como vários eminentes juristas já haviam antecipado? Quem vai assumir o erro perante a sociedade e dizer: nós "carregamos nas tintas", erramos e nos deixamos levar pelo apelo fácil da "espetacularização"? Alguém vai ter coragem de passar o recibo? Dificilmente.

Os inúmeros erros judiciários cometidos na história do país pelo visto não bastaram para ensinar a imprensa brasileira a ter mais prudência e cuidado ao tratar de casos assim. Parece que o que importa mesmo é vender jornais e revistas a rodo, e, para os profissionais do ramo, sem rumo ou mínima normatização, importa escalar os píncaros do panteão do "jornobanditismo" e dos subcomandos das submáfias da mídia organizada.

Com a palavra os "honrados" e os "justos" que desde o início dos tempos atiram pedras nas "Genis" e nas "Madalenas" da nossa história. Com a palavra os hipócritas. Com a palavra os "pecadores".


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A toga chamuscada de Luiz Fux








8 de dezembro - DIA DA JUSTIÇA


O beija-mão de Fux

Luiz Fux teria se encontrado com figurões petistas para conquistar a vaga de ministro do STF. Foto: Nelson Jr/SCO/STF


Fora o beijo traidor de Judas relatado nos evangelhos de Mateus e Marcos, entrou para a história, como sinal de reverência e de subserviência, o cerimonial do “beija-mão” introduzido no ano 527 pela imperatriz bizantina Teodora, esposa de Justiniano I. A imperatriz, favorável ao aborto e contra a pena de morte à adúltera, virou santa da Igreja Ortodoxa. No seu rastro, os papas da Igreja Católica Apostólica Romana posicionaram-se como receptores do “beija-mão” e recebem visitantes que se inclinam e lançam um ósculo no anel pontifício.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro Luiz Fux, quando na sua terceira tentativa de obter uma cadeira vitalícia no Supremo Tribunal Federal (STF), buscou apoios variados e se submeteu ao “beija-mão”. É grande o elenco dos visitados por Fux. De José Dirceu a João Paulo Cunha. Sem falar em Antonio Palocci, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e João Pedro Stedile, do MST. Chegou ao ponto de buscar aproximação com a namorada de Dirceu, Evanise Santos. Segundo o deputado Cândido Vacarezza, Paulo Maluf, que responde a três ações no STF por lavagem de dinheiro da corrupção, intercedeu pelo magistrado. Fux só não buscou o apoio da torcida do Flamengo, pois nessas horas contam apenas os votos dos cartolas.

A conduta postulatória de Fux, na ocasião ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), serve para ilustrar como o lobby conta e nem sempre o mérito profissional representa o principal atributo para se chegar a uma cadeira na mais alta Corte. Não fosse primo do presidente Collor de Mello, o atual ministro Marco Aurélio, que nas últimas sessões propôs pena baixa e prescrita a Roberto Jefferson e, com relação ao segundo crime imputado, absolvição pela desconsideração ao voto condenatório do ministro Ayres Britto, não teria chegado ao STF como pouco conhecido juiz do trabalho. A então desembargadora Ellen Gracie havia sido vetada por Fernando Henrique Cardoso para o STJ, mas, após receber apoio do conterrâneo Nelson Jobim, fez um upgrade e foi indicada pelo mesmo FHC como ministra do Supremo. Se não era capacitada para um tribunal de hierarquia menor, como, num passe de mágica e em pouco tempo, Ellen Gracie acabou indicada para o órgão de cúpula da magistratura?

Fux, por escolha de Dilma Rousseff em fevereiro de 2011, chegou ao STF em março, quando a denúncia da ação penal apelidada de “mensalão” já havia sido recebida (agosto de 2007). O fato, aliás, contou com rumorosa audiência pública e total cobertura jornalística. Dirceu era, portanto, réu do “mensalão” quando Fux partiu para o “beija-mão”. Segundo o ministro, houve apenas um encontro. ­Dirceu ­­afirma terem sido duas visitas.

Sobre a visita ou visitas a Dirceu, Fux afirmou, sem corar, ter esquecido de que o ex-ministro era réu do “mensalão”. Com o deputado e também réu João Paulo Cunha, à época presidente da Câmara, o juiz esteve numa reunião para um café da manhã e se recusou a revelar o teor da conversa. É, no mínimo, estranho um ministro do STJ comparecer a esse tipo de reunião. Algo semelhante ao encontro do ministro Gilmar Mendes com representantes do partido Democratas após a conhecida reunião com Lula e Jobim.

Nos agendados encontros para o “beija-mão”, Fux admitiu que o tema “mensalão” foi mencionado. E restou claro que os apoiadores aguardavam do ministro um voto diferente do que deu. Sobre o processo, o magistrado, perante estrelas petistas, disse que “mataria no peito”. Na chave de leitura dos “mensaleiros” e “filomensaleiros”, o “matar no peito” seria o golaço da absolvição. Hoje interpretam a expressão como gol contra de um traíra. Fux agora ressalta com ênfase o que não disse quando do lobby: “Não troco consciência e independência por cargo”. E sentenciou: “A prova dos autos desmentia o discurso da falta de provas da responsabilidade de Dirceu e demais acusados”.

Sobre o “beija-mão”, recordo uma antiga conversa com o juiz Márcio José de Moraes. Perguntei se ele seria escolhido para ocupar uma vaga aberta no Supremo. Moraes era um jurista de mão-cheia, juiz independente que, em pleno regime de exceção, havia, por corajosa sentença e como magistrado de primeiro grau, condenado a ditadura pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog. A resposta, que guardo até hoje e que contei e recontei aos meus filhos bacharéis em Direito: “Wálter, não tenho nenhuma chance de ir para o Supremo, pois me recuso a fazer campanha, lobby e pedir apoio para políticos. Se algum presidente da República achar que tenho mérito, que me escolha”.

Do episódio Fux sai com a toga chamuscada. Não dá impeachment e ele não foi o inventor do “beija-mão”. Nem o Brasil, como muitos propagam, mudou depois das condenações no “mensalão”.


Walter Maierovitch, jurista, CartaCapital

Destaques do ABC!

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Dia da Justiça: comemorar o quê?



Pessoalmente, nada tenho a comemorar. Minhas escaramuças com o mais retrógrado, obtuso, arrogante, elitista, patrimonialista e antidemocrático dos poderes da República já duram alguns anos.

Só tenho mazelas a relatar aqui.

Os palácios são imensos, luxuosos, amedrontadores. Pompa e circunstância.

Mas... cadê a Justiça?

Os salários são muito bons, comparados a outras categorias. As regalias e privilégios, então, nem se fale! Os tais "penduricalhos"...

Mas... e a Justiça?

O aparato todo: tribunais, fóruns, vara disso, câmara daquilo... O custo do Poder Judiciário é enorme. A manutenção do aparelho é caríssima. E o "produto final" oferecido à cidadã e cidadão?

Judiciário fechado, moroso, muitas vezes travado pela corrupção...

Afinal, onde está a Justiça? 

Temos o que comemorar hoje?



Vídeo





mmmmmmmmmm ooooooooooooo