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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Marcha Global: Milhares de Cidadãos Ativistas vão às ruas no Rio de Janeiro


Manifestação interdita ruas e deixa tráfego lento 

no Centro do Rio

Agentes da CET-Rio monitoram o trânsito, na tarde desta quarta-feira (20).
Prefeitura da cidade pede para que motoristas evitem circular pela região.


José Raphael Berrêdo


Manifestantes tomam o Centro do Rio no 
começo desta noite (Foto: Fábio Motta/AE)

Milhares de pessoas ocupam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (20), em protesto coletivo realizado em função da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Segundo estimativa da Polícia Militar divulgada às 18h30, cerca de 20 mil pessoas acompanhavam a passeata. Carros de som, bandeiras, faixas, artistas e até uma escola de samba apoiam as mais variadas causas, em um clima pacífico. Segundo o Centro de Operações Rio, devido aos protestos, a pista lateral da Avenida Presidente Vargas chegou a ter duas faixas interditadas, mas, às 16h35, foi liberada.

Ativistas de meio ambiente, trabalhadores rurais e urbanos, estudantes, professores e índios desfilam pela avenida separados por espécies de alas, um grupo na frente do outro, lembrando, do alto, os desfiles carnavalescos na Marquês de Sapucaí.

Alguns cantavam em coro (com direito a coreografia), outros apitavam de cara pintada e líderes de movimentos comandavam os seus companheiros de ideais ao microfone.


 
Protesto toma a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, 
na tarde desta quarta (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Durante a interdição, o trânsito foi desviado pela CET-Rio para as ruas Carmo Neto, Benedito Hipólito e Marquês de Pombal. No sentido oposto, na Praça da Bandeira, o desvio foi pela Avenida Marechal Floriano. A CET-Rio colocou 95 agentes para monitorar o trânsito no local.

A Avenida Rio Branco ainda permanece interditada, na altura da Avenida Presidente Vargas. A retenção chega até a Avenida Francisco Bicalho e Rua Francisco Eugênio, na Zona Portuária da cidade.


 

                            Manifestação deixa o tráfego lento na Avenida Rio Branco, 
                                nesta quarta-feira (20) (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Outro protesto, que também aconteceu no Centro da cidade nesta tarde, reuniu funcionários em greve da Cedae, concessionária pelo abastecimento de água. A categoria fechou uma faixa da Avenida Presidentes e realizou um "apitaço".

Também nesta tarde, cerca de 100 jovens protestaram no Centro da cidade. Entre as reivindicações, os manifestantes reclamavam dos investimentos na Copa de 2014 e cobravam a legalização da maconha.


Samba

Até uma escola de samba participou da manifestação. Convidada pelo alemão Holgen Güssefeld, idealizador do Bread Tank (tanque de pães), que faz sucesso na Rio+20, a Acadêmicos de Vigário Geral serviu como abre-alas da obra, com passistas, inclusive uma mirim, e ritmistas.

“O tanque é um exemplo de transformação de uma coisa ruim em uma boa. Se esta transformação se realizar no mundo, será razão de alegria, aqui representada pela escola de samba”, explicou o colaborador do World Future Council.

Em meio a marcha, por volta das 16h, um grupo de 20 índios caminhou em sentido contrário à passeata, carregando um toco de madeira, em protesto contra o desmatamento. Algumas pessoas ficaram assustadas, mas não houve tumulto.



 

              "Árvore" participa da Marcha Global da Rio+20 (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Crianças, como o pequeno João Guilherme, de 3 anos, também foram bem-vindas na marcha. Trazido pelo pai, o funcionário público Paulo Nagae, o pequeno parecia se divertir em meio à barulheira. “Acho que um evento dessa magnitude, dessa nobreza, tem que ser prestigiado. É uma obrigação para nós estar aqui e acho importante trazer ele para dar o exemplo”, disse o pai.

G1

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Abertura oficial da Rio+20



A cidadania planetária se reúne na cidade do Rio de Janeiro.


Está sendo aberta oficialmente nestas tarde e noite no Rio de Janeiro a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, com a presença da presidenta Dilma Rousseff e chefes de Estado e de governo de mais de 100 países.

                                                                                   Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


Cidadãs e cidadãos dos quatro cantos do mundo também participam de diversas atividades, discutindo os principais temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e à defesa da Vida e do planeta.


Os mandatários estão falando na reunião plenária.


“Sabemos que o desenvolvimento sustentável é a melhor resposta para a mudança do clima. Implica crescimento da economia para que se possa reduzir pobreza, significa criação de emprego, distribuição de renda, significa garantir acesso à educação, saúde, significa tornar nossas cidades cada vez mais sustentáveis, reduzir desmatamento, usar de modo sustentável a biodiversidade, proteger rios e florestas, gerar energia limpa”, disse a presidenta.


Depois de Dilma, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lembrou que não há mais tempo e cobrou medidas urgentes de todos os países: “Não podemos esquecer que tempo é o recurso mais escasso de todos. Estamos ficando sem tempo”, disse. “Agora é a hora de tomar o grande passe final. Temos de dar sequência à Rio+20 com compromissos e ações fortes. Agora é a hora de agir.”


E o controvertido presidente do Irã, Ahmadinejad, trouxe uma visão inusitada, incluindo a esfera religiosa-espiritual para a salvação do planeta:


"A ordem internacional precisa ser redesenhada para servir tanto às necessidades materiais quanto espirituais dos seres humanos. No mundo futuro, a justiça e a compaixão devem ser institucionalizadas e tomar o lugar da inveja e do egoísmo", disse. 


Destaques do ABC!
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Que tal "Ostentação" no Código Penal?



A escolha de cada um de nós, de que falei dias atrás: águias ou galinhas. (Leia aqui.)


O Ter e o Ser.


Qual verbo escolhemos conjugar?




Sugestão para a comissão de juristas que propõe reformas ao Código Penal: incluir no CP o crime de "Ostentação"...


Ostentação deveria ser crime previsto no Código Penal

Leonardo Sakamoto

Os arrastões em restaurantes chiques na capital paulista já tiveram uma consequência, além de aumentar o número de seguranças privados: estão aflorando o que há de pior na elite bandeirante. Já estava ouvindo aqui e ali mais bobagens e preconceitos que o de costume, mas Mônica Bergamo e equipe, em sua coluna na Folha de S. Paulo desde domingo (17), reuniram vários deles em um pacotão – pelo qual sou imensamente grato.

Se o planeta não for gratinado por nossa ignorância no meio do caminho, tenho certeza que uma sociedade mais avançada vai utilizar esse texto para entender o que deu errado em uma cidade como São Paulo. E não estou falando dos arrastões, mas do discurso bisonho de nossa elite.

Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia. Não me apavoro em andar na rua à noite a não ser por conta do risco de chuva. E por mais que vá a bons restaurantes de vez em quando, devo ressaltar que nunca fui assaltado em nenhuma barraca de cachorro-quente… Acho que já deu para entender o recado. Não tenho medo da minha cidade porque, tenho certeza, ela não precisa ter medo de mim.

Ostentação em um país desigual como o nosso deveria ser considerado crime pela comissão de juristas que está reformando o Código Penal. Eles não estão propondo que bulling seja crime? Ostentação é mais do que um bulling entre classes sociais. É agressão, um tapa na cara.

Mais do que uma escolha pelo crime, a opção de muitos jovens pelo roubo é uma escolha pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Não defendo essa opcão, mas sabemos que, dessa forma, o jovem pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo – pois não são apenas os jovens de classe média alta que são influenciados pelo comercial de TV que diz que quem não tem aquele tênis novo é um zero à esquerda. Ganhar respeito de um grupo, se impor contra a violência da polícia. Uma batalha que respinga em nós, que temos responsabilidade pelo o que está acontecendo, seja por nossa apatia, conivência, desinteresse, medo ou incompetência. A polícia e os chefes de quadrilhas puxam os gatilhos, mas nós é que colocamos as balas na agulha que matam os corpos e o futuro dessa molecada.

Os carros blindados levam para as ruas da cidade a sensação de encastelamento dos condomínios fechados, das mansões muradas, dos shopping centers ou restaurantes caros. Sentimento falso, pois não são muros e chapas de aço que irão garantir segurança aos moradores de uma metrópole como São Paulo. É bom como efeito placebo, para se enganar, mas, mais dia ou menos dia, as “hordas bárbaras” vão engolir a “civilização”. “Hordas” que estão chegando cada vez mais perto, como reclamam os mais ricos.

São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, mas apenas uns poucos são efetivamente cidadãos, com acesso a todos os seus direitos previsto em lei. Lembra a antiga Atenas, com uma democracia para uns poucos iluminados e o trabalho pesado para o grosso da sociedade, composta de escravos. Enquanto uns aproveitam uma vidinha “segura” dentro de clubes, restaurantes, boates, lojas, residenciais e carros, outros penam para sobreviver e ser reconhecidos como gente. Para cada assassinato em Moema, mais de 100 são mortos no Grajaú. Só que a morte de uma jovem em Moema causa mais impacto na mídia do que a de 100 no Grajaú. Ou no Campo Limpo, bairro em que cresci. A gente fica sabendo por lá que tem vida que vale mais que outras, por causa do dinheiro.

Qual a causa da violência? A resposta não é tão simples para ser dada em um post de blog, mas com certeza a desigualdade social e a sensação de desigualdade social está entre elas. Muito do preconceito presente nos comentários trazidos pela coluna da Folha abaixo vai no sentido contrário a uma solução, isolando os ricos ainda mais, deixando-os alheios ao resto da cidade (por ignorância ou má fé). Corta-se com isso a dimensão de reconhecer no outro um semelhante, com necessidades, e procurar um diálogo que construa algo e não destrua pontes. Há riscos de assaltos? Sempre há e eles vão acontecer, ainda mais em um território que muitos têm e outros minguam. Mas deve se ter em mente que há atitudes que pioram o quadro.

Temos que garantir liberdades individuais e a segurança de usufruí-las. Combater a violência, garantir o direito de sair sem ser molestado. Mas isso só será possível com uma sociedade menos desigual e idiota. Ou a cidade será boa para todos ou a aristocracia que sobrar após o caos não conseguirá aproveitar sua pax paulistana.

Seguem os melhores momentos da coluna de Mônica Bergamo:

São Paulo “tá um porre total, um tremendo baixo-astral”. Desde que começou a onda de arrastões em restaurantes da cidade, a socialite e tradutora Alexandra Silvarolli, a Alê, mudou a sua rotina. “Tô jantando mais cedo. Vou às 20h30 e me ‘pico’ do lugar às 22h30.” Ela também adotou uma política de redução de danos quando sai: “Tiro minhas joias, total”.

As estratégias para enfrentar esse momento chato têm sido mais ou menos as mesmas: jantar mais cedo, usar roupas básicas, tipo jeans, para não chamar a atenção, esconder o celular, providenciar a “bolsa do ladrão”: aquela que não tem nada dentro e que não fará muita falta se for surrupiada.

“Tô morrendo de medo. Se levarem uma bolsa Hermès minha, vou chorar mais do que tudo”, diz a decoradora Alessandra Campiglia, grudada em sua Chanel. “Saio de casa sem nada. Meu marido leva a carteira dele.”

“Às vezes [você] senta em cima do celular no restaurante [para escondê-lo do ladrão]. Mas, com uma arma na cabeça, eu faço o que for. Quando me roubaram o carro, levaram até a nécessaire com absorvente”, diz a apresentadora Barbara Thomaz.

Outra novidade é o “celular do ladrão”. “Já saí sem meu Blackberry. Levo um telefone bem antigo, daqueles vagabundos”, diz Ana Tosto, mulher do advogado Ricardo Tosto. “Outro dia, fui na Vila Madalena e pensei: ‘Vou com uma roupa discreta, uma calça jeans’. Só uso aliança e um brinco de bijuteria. Mas deixar de sair eu não vou.”

O medo está no ar e é assunto das rodas no circuito Jardins/Higienópolis/Morumbi/Itaim Bibi. São bairros repletos de seguranças privados. Ainda assim, viraram alvo de quadrilhas.

O arrastão ao restaurante La Tambouille, no Itaim, há duas semanas, foi um marco. “Uma surpresa! Tá cada vez mais perto da gente. Os ladrões estão audaciosos!”, diz Carola Porto, sócia da Agenda Black, grupo no Facebook que reúne mulheres de alto poder aquisitivo.

“É um absurdo você ir a um restaurante e pensar que pode ser metralhada. Teve arrastão em vários que a gente frequenta. O La Tambouille… Acho absurdo, surreal”, diz Talita de Gruttola, voluntária no Hospital do Câncer.

“São lugares aonde a gente vai sempre. O La Tambouille, o Carlota, gente! E a Lanchonete da Cidade [nos Jardins]? É do lado de casa, vivo lá com minhas filhas! Há dois meses comecei a ir só a restaurantes de shoppings: no Rodeio do Iguatemi, no Ritz do Iguatemi, no Empório Central e na Lanchonete da Cidade do Cidade Jardim”, diz a advogada Luciana Natale.

Numa roda de amigas que na semana passada se encontraram em evento beneficente na joalheria de Jack Vartanian, nos Jardins, ela fala da nova rotina. Champanhe na mão, conta que o grupo se reúne uma vez por semana para almoçar. “Agora estamos indo ao clube Paulistano [na rua Estados Unidos]. Como somos todas sócias de lá, fica mais fácil e seguro. Dá para entrar, estacionar o carro.” Daniela Cilento, uma das amigas, diz que não tem “medo de nada, nada. Se bem que já passei por uns sustos”.

Recentemente, almoçava no Girarrosto, na avenida Cidade Jardim. “Entra um cara mal vestido gritando para os seguranças: ‘Não me bate, não me bate’. A Mika [sua amiga] já foi tirando o relógio, escondendo a bolsa. Era um mendigo.” “É o que menos me assusta, sabia?”, diz Luciana. “Mas você hoje não sabe se é mendigo ou se vai tirar uma arma”, diz Dani. “Um cliente deu R$ 10 para o homem, que disse aos seguranças: ‘Tá bom, eu saio. Mas vocês não vão me bater lá fora, né?’.”

Chef de cozinha, Paula Passos conta que “no Kosushi [Itaim] é que é legal. Tem um segurança de uns 3 m de altura!”. Mostra a foto que fez do funcionário no celular. “Duvido que assaltem lá.”

“No dia em que tiver carro blindado, prefiro mudar de país”, diz Dani Cilento. “É melhor morar na Suíça, né?”, responde Paula. “Ah, não. Deixar o Brasil? Prefiro ter um carro blindado”, afirma Luciana. “Tem que fazer como nos países árabes: roubou, corta a mão”, sentencia Dani.

A modelo Cassia Avila afirma que tem “orado para Jesus”. E evita andar a pé.

Na semana passada, percorreu de carro os dois quarteirões que separam a joalheria do marido, Jack Vartanian, na rua Bela Cintra, e o restaurante Gero, na rua Haddock Lobo. Nas lojas vizinhas ao restaurante da rede Fasano, 15 seguranças cuidam das vitrines de Dior, Louis Vuitton e NK Store. Nem assim ela se sente segura.

Quando Cássia tentou entregar o carro ao manobrista, um marronzinho disse que a multaria. “Olha isso, ou você é multado ou assaltado.” Ela está no limite. “Não dá mais pra morar no Brasil. Nossa filha [de nove meses] vai estudar em escola americana. E depois vamos nos mudar.”

Para não abrir mão do prazer de jantar fora, Carola Porto diz que começou a frequentar os restaurantes que já foram assaltados. “Eu acho que um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. No sábado eu fui ao La Tambouille. Tava tranquilo.”

“Com essa história de arrastão, prefiro convidar as pessoas para jantar na minha casa”, diz a administradora Flavia Sahyoun. “Roubam tanto no Brasil que pensam que todo mundo que tem dinheiro é porque roubou e não porque trabalhou. Virou um país tão avacalhado…”

Depois do assalto à pizzaria Bráz, em Higienópolis, que ela frequentava, a atriz Laura Neiva pede comida em casa. “Tenho um pit bull e agora só ando por Higienópolis com ele.” Outro morador do bairro, o humorista Tom Cavalcante não corre mais nas ruas. “Amo SP e estou muito triste.” Ele também evita ir a restaurantes.

A consultora Fabiola Kassin só vai a lugares “dentro de shopping, de tudo. A gente vai no bar do [hotel] Fasano, no [hotel] Emiliano. Infelizmente, virou isso, uma bolha, não tem como estourar”.

“Alguém tem que tomar atitude. Sei lá, governo. Daqui a pouco, o Exército entra na rua. Está mais seguro morar no Rio do que aqui. Está ridículo. No Rio você para no quiosque e toma uma cerveja. Aqui não posso nem ir ao bar da esquina. Não tem mais rico, pobre, assaltam qualquer coisa, boteco, restaurante. Virou uma zona. Quando saio, tiro tudo, tu-do!”.

O hábito já gerou aborrecimentos paralelos. Outro dia, Fabiola desparafusava uma pulseira para tirá-la do braço, escondendo a joia enquanto comia pastel nos Jardins. “Perdi o parafuso.”

“”É um absurdo você ir a um restaurante e pensar que pode ser metralhada” – TALITA DE GRUTTOLA
“Celular eu levo dois, se roubarem um o prejuízo não é tão grande.” – CAMILA DINIZ
“São lugares aonde a gente vai sempre. O Tambouille, o Carlota, gente!” – LUCIANA NATALE
“Tem que fazer como nos países árabes: roubou, corta a mão” – DANI CILENTO


PS: O texto ganhou uma boa repercussão, o que é ótimo. Não precisam concordar comigo, aliás prefiro que discordem. E podem me espinafrar à vontade – o nipobrasileiro é, acima de tudo, um forte. Mas, por favor, vamos interpretar o texto, vai! Por exemplo, o que o blogueiro quer dizer quando afirma que seu bem mais precioso é “um ornitorrinco de pelúcia”? Será que ele não tem cama, nem TV, nem computador ou celular e vive apenas com um felpudo animal em uma choupana, tecendo sua roupa com linho que colheu do campo e cultivando seus próprios remédios? – rs. Teve gente que procurou desesperadamente na internet para provar que eu tenho smartphone ou notebook. Pessoal, se lessem meu blog diariamente veriam que eu mesmo já escrevi várias vezes que tenho ambos (carro não adianta porque não tenho mesmo). E discuto as contradições do capital. Mas este texto não é sobre ter, mas como nos relacionamos com esse “ter”. E o medo de perder e deixarmos – com isso – de “ser”. E o que é precisar “ter” para “ser” e os impactos disso na sociedade. Prometo voltar ao assunto mais tarde. Enquanto isso, discutam de maneira saudável.



Blog do Sakamoto
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Lula, o Desastre: entra Maluf e sai Erundina



Tem coisa que simplesmente não dá pra engolir. O "Nefasto", por exemplo.


Assino embaixo o artigo do Rui Martins. 


O acordo LULA-Maluf


Rui Martins - Berna

Berna (Suíça) - Embora eu tenha operado as amígdalas e, recentemente, tenham me tirado a vesícula biliar, há uma coisa que não consigo fazer – é engolir sapo. E talvez, por isso, termine os poucos anos que me restam de militância como apartidário.

Ainda na semana passada, quando o ministro do Trabalho, neto do velho combatente Brizola, passava por Genebra, na Organização Internacional do Trabalho, um amigo tinha organizado uma feijoada com os companheiros do PT e me convidou não só para participar do encontro, como para aderir ao partido.

E eu, com aquela sinceridade e maneira direta capaz de chocar algumas pessoas, agradeci mas declinei da oferta: “meu caro, desde o dia em que deixei a igreja, prometi a mim mesmo, nunca mais pertencer a igreja ou partido. Nem acreditar em deus, seja qual for, e muito menos em líderes humanos, mesmo porque, no fundo sou um rebelde e nunca aceitaria ter de aceitar uma decisão com a qual não concorde”.

Faz dez anos, perdi meu emprego como correspondente europeu da CBN por ter insistido em malhar o ex-governador na época da ditadura e ex-prefeito Paulo Maluf, naquela questão das contas bancárias suíças. Escrevi mesmo um livro sobre esse caso, contando a sucessão de meus boletins a Heródoto Barbeiro, dando número do processo penal na Polícia Federal suíça, por suspeita de desvio de dinheiro público depositado em diversas contas sob nomes diferentes.

Nesse livro (“Dinheiro Sujo da Corrupção”, Geração Editorial), havia uma frase profética, um dom do qual não consegui me livrar: “Mas pode também não acontecer nada com Paulo Maluf e sua família – bastará para isso que os processos instaurados no Brasil terminem sem condenação ou sejam derrubados por falhas ou vícios processuais ao chegarem ao Supremo Tribunal Federal”.

Realmente, as contas de Maluf bloqueadas na Suíça logo serão desbloqueadas, pois até hoje não houve condenação brasileira e nem haverá. E a família Maluf receberá de volta com juros todos os milhões que, há alguns anos, provocavam tantas denúncias na mídia e revolta na população.

Entretanto, jamais poderia imaginar que no ano da criação da Comissão da Verdade, aconteça igualmente uma reabilitação política de Paulo Maluf de maneira clara e escandalosa como a ocorrida, sendo oficiante o ex-presidente Lula, a quem tenho apoiado, para tentar dar corpo à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

Lembro-me do valoroso herói bíblico, Sansão, que perdeu todas suas forças ao lhe cortarem os cabelos. Será que Lula sem barba é outro Lula, diferente daquele que vi pessoalmente no Itamaraty, no encontro dos emigrantes, ou daquele diante do qual se puseram de pé, acho que há três anos, os representantes dos países membros da OIT no grande auditório do Palácio das Nações?

Por que jogar numa aventura paulistana, fadada à derrota, seu prestígio, ao aceitar um acordo eleitoral com Paulo Maluf ? Não posso ser político porque não engulo sapo, não posso ser diplomata porque não sei mascarar meus sentimentos. Falo como jornalista e como cidadão, para externar minha decepção. Por que trazer um desconhecido dos paulistanos, quando Erundina, ex-prefeita, teria muito mais chances e não seria necessária uma aliança com Maluf?

E, folheando meu livro, já esgotado, achei um episódio precedente - "a frase "indiciado não é culpado", de Ruy Falcão (na época porta-voz da ex-prefeita paulistana Marta Suplicy, hoje dirigente do PT), justificando o apoio malufista, nada tinha de escandalosa... ela se integrava na antologia oportunista da política brasileira... ". Maluf já havia recebido o apoio do PT, no segundo turno da candidatura de Marta Suplicy.

Escrevo este comentário para tornar pública minha decepção e que é, sem dúvida, de outros tantos paulistas e brasileiros, diante dessa coligação desnecessária. Não voto em São Paulo, ainda bem, porque não aceitaria participar dessa farsa.

Desculpe-me companheiro Lula, continuo admirando sua gestão como presidente, mas ninguém é perfeito, mesmo os grandes líderes erram, felizmente podemos divergir.

Parabéns Erundina por não ter aceitado participar dessa aliança.

Direto da Redação

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Eliana Calmon quer ouvir os cidadãos



E continua caindo a Ditadura do Judiciário...


Mais um ponto para a aguerrida, destemida e midiática (graças!!!) ministra-corregedora Eliana Calmon: a Corregedoria Nacional de Justiça inspecionará quatro grandes tribunais de justiça (Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e abrirá espaço para ouvir os jurisdicionados, ou seja, nós, os cidadãos, a parte principal do sistema. Os gaúchos já começaram a se manifestar ontem.




Muita gente do próprio Poder (magistrados, serventuários, advogados...) ainda não percebeu, mas eles existem exclusivamente para propiciar JUSTIÇA a nós todos, cidadãs e cidadãos. JUSTIÇA, e não iniquidade...


Quando, em que ocasião, o cidadão brasileiro teve direito de falar o que pensa do Judiciário e ser ouvido por ele? Quando?!...


Vamos aproveitar mais este espaço aberto e abrir a boca cidadã, levando pessoalmente à Corregedoria do CNJ, nestas inspeções, sugestões, informações, reclamações...


Mais uma vez, parabéns à Grande Mulher da Justiça!


Ação no TJRS integra ciclo de inspeções 
nos maiores tribunais

Ao abrir, nesta segunda-feira (18/6), Inspeção no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, destacou que este trabalho integra o ciclo de inspeções da Corregedoria Nacional de Justiça nos quatro maiores tribunais do País – os demais são os de São Paulo (TJSP), Rio de Janeiro (TJRJ) e Minas Gerais (TJMG). “Eu quero dizer aos senhores que deixarei o cargo de corregedora nacional em setembro cumprindo uma etapa que eu tinha traçado, que era a visita aos maiores tribunais do País”, disse a corregedora, que abriu a inspeção por meio de videoconferência a partir da sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Durante a videoconferência, a corregedora teve como interlocutores o presidente do TJRS, desembargador Marcelo Bandeira Pereira; o vice- presidente do Tribunal, desembargador Gunther Spode; o 2º vice-presidente, desembargador Cláudio Baldino Maciel; o 3º vice-presidente, desembargador André Luiz Planella Villarinho; o corregedor-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador Voltaire de Lima Moraes; o defensor público-geral de Justiça do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria; e o promotor-corregedor, Paulo Sérgio Cassol Lubianca.

A ministra fez questão de destacar que a inspeção no TJRS é um trabalho de rotina e não se deve a denúncias ou reclamações. Segundo ela, a inspeção, que terá duração de uma semana, tem alvos variados para análise, incluindo contratos, licitações, distribuição de processos e a administração dos precatórios judiciais – dívidas do setor público reconhecidas pela Justiça.

A corregedora Eliana Calmon, durante a videoconferência, aproveitou para anunciar como novidade a participação de uma Defensoria Pública na abertura de uma inspeção, neste caso a Defensoria do Estado do Rio Grande do Sul. “Esta inspeção conta com uma novidade: é a presença da Defensoria Pública, porque, através dela, nós já poderemos fazer os encaminhamentos das pessoas que querem fazer reclamações, elogios e sugestões para a melhoria da prestação jurisdicional”, afirmou a ministra.

Ao falar da importância da participação popular, a corregedora considerou que as inspeções são momentos de cidadania. “Este é um momento que eu acho importante para a cidadania, onde os jurisdicionados participam da abertura de uma inspeção mostrando o que há de bom e o que há de ruim no Poder Judiciário”, declarou a corregedora, que também solicitou ao TJRS que divulgue amplamente a inspeção como forma de atrair a participação dos jurisdicionados.

Eliana Calmon disse estar otimista com o resultado da inspeção, por considerar que o TJRS está entre os melhores tribunais de Justiça do País. “Eu entendo que nós teremos, ao fim de uma semana, o diagnóstico completo sobre o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. As informações que nos chegam são de que se trata de um tribunal que está sintonizado com o que há de mais moderno na administração de Justiça e que vem sendo administrado em metas pelo CNJ. Eu creio, desta forma, que será importantíssimo este trabalho, até para ter condições de dizer aos senhores que eu, corregedora nacional, posso testemunhar, diante do que eu vi na inspeção, que se trata de um dos melhores tribunais do País. Este é o meu desejo, e eu espero que isso, efetivamente, aconteça”, concluiu.


Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias



Corregedoria quer ouvir população do RS

Uma equipe de servidores da Corregedoria Nacional de Justiça estará na sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em Porto Alegre, durante esta semana, para ouvir os cidadãos que queiram apresentar críticas, elogios ou sugestões sobre o funcionamento do Judiciário no Estado. O atendimento começa nesta segunda-feira (18/6) às 14 h e prossegue até quinta-feira (21/6), das 10 h às 18 h.

A iniciativa faz parte do trabalho de inspeção que será realizada pelo órgão durante toda a semana na Justiça Comum do RS. As informações coletadas durante o atendimento individual à população servirão de complemento às visitas feitas pela equipe de juízes auxiliares e servidores às unidades de primeiro e segundo graus. Embora a inspeção abranja apenas a Justiça Estadual, eventuais reclamações ou sugestões sobre os demais ramos do Judiciário (trabalhista, eleitoral e militar) também poderão ser colhidas no atendimento.

Os interessados em se manifestar devem procurar o posto de atendimento do CNJ no TJRS munido de documento de identidade com foto e comprovante de residência. Para ser atendido no mesmo dia, é preciso comparecer ao local até as 15 h. Depois desse horário, o atendimento poderá ser agendado para o dia seguinte.

Manifestações quanto à demora no andamento de processos, pagamento de precatórios, estrutura de varas e juizados podem ser apresentadas no atendimento. Todas elas serão analisadas pela equipe do órgão em Brasília. A Corregedoria Nacional de Justiça tem atribuição para tratar apenas de questões administrativas, referentes ao funcionamento do Judiciário, não podendo interferir em decisões judiciais.



Mariana Braga
Agência CNJ de Notícias


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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Juristas representam ao CNJ contra Judiciário Paulista

Representação ao CNJ pede apuração das responsabilidades do judiciário paulista na desocupação do Pinheirinho
Reintegração de posse no Pinheirinho Juristas e representantes de entidades de defesa dos Direitos Humanos entregam amanhã (19) à ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de justiça, uma representação para apuração das responsabilidades disciplinares de autoridades do judiciário paulista em decorrência da desocupação do Pinheirinho. A representação será entregue durante audiência no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, às 11 h. A Terra de Direitos é uma das organizações que estará presente na audiência.
A representação aborda a responsabilidade do Poder Judiciário sobre os efeitos sociais de suas decisões e o dever de o juiz decidir sempre conforme a solução mais garantidora dos direitos humanos. Também aponta a necessidade de regulamentação, via resolução do CNJ, de procedimentos especiais em casos de conflitos fundiários, como a instauração de câmara de mediação e a intimação dos órgãos públicos responsáveis pela política fundiária, adequando o instrumento processual às conquistas normativas no âmbito da mediação e prevenção desses conflitos.

Pede-se, ainda, apuração da responsabilidade disciplinar de Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, de seu assessor, juiz Rodrigo Capez, de Márcia Loureiro, juíza de São José dos Campos e Luiz Beethoven, juiz da falência da Selecta, empresa de propriedade de Naji Nahas, beneficiário da desocupação.

Assinam a denúncia Fabio Konder Comparato, Professor Titular da Faculdade de Direito da USP, Celso Antonio Bandeira de Mello, Professor Titular da Faculdade de Direito da PUC/SP, Cezar Britto, ex-presidente da OAB Federal, Dalmo Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Conlutas, Terra de Direitos e Associação dos Moradores do Pinheirinho.


Terra de Direitos


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Maluf exigiu e Lula foi "beijar-lhe a mão"...



Quem diria?! A "Montanha" foi a Maomé...


O mundo dá muitas voltas mesmo.


O extraordinário presidente Lula, visivelmente constrangido, foi "beijar a mão" de Maluf, seu inimigo histórico e um dos maiores corruptos do mundo, procurado até pela Interpol...


Por um mísero um minuto e meio de tempo na propaganda eleitoral. 


Era preciso isso?



Ao lado de Lula, Maluf oficializa apoio a Haddad 
e elogia Marta e Erundina


Adversário histórico do PT, o ex-prefeito de São Paulo disse que não existe mais esquerda e direita e que Marta foi boa prefeita para a cidade; embora presente no evento, Lula não falou

Ricardo Galhardo

Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) oficializou nesta segunda-feira o seu apoio ao pré-candidato do PT, Fernando Haddad. Adversário histórico do PT, principalmente na capital paulista, Maluf justificou a aliança dizendo que “hoje não existe direita e esquerda”. Embora presente no evento por exigência de Maluf, Lula não falou na cerimônia.
O apoio de Maluf garante um acréscimo de 1 minuto e 35 segundos no tempo de TV da campanha de Haddad e risca da história do partido quase 25 anos de combate ao malufismo. Adversários históricos em campanhas municipais paulistas, Maluf e PT travaram disputas repletas de trocas de acusações de corrupção, bordões eleitorais pontiagudos e bate-bocas ao vivo em debates televisivos.

 Por exigência de Maluf, Lula vai a evento que oficializou 
o apoio do ex-prefeito a Haddad      Agência Estado
“Hoje não existe direita e esquerda, onde está a esquerda hoje? Na Rússia, na China que não respeita os direitos humanos? Em Cuba que deportou seus boxeadores?”, respondeu o ex-prefeito quando questionado sobre as diferenças ideológicas entre ele e o PT. Maluf cometeu uma gafe porque não foi Cuba que deportou os boxeadores, mas o próprio governo do então presidente Lula, em 2007.
Em seu discurso, Maluf fez questão de elogiar as antigas adversárias políticas: a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP). “Tenho muito respeito pela ex-prefeita Erundina. Cada um no seu tempo, fez coisas boas. Eu sucedi Luiza Erundina. Ela foi uma boa prefeita, correta, decente, tanto que vocês viram que na sucessão não houve nenhum tipo de perseguição. Também a prefeita Marta foi muito boa, fez os CEUs. Mas não temos que olhar pelo retrovisor e sim pelo para-brisa. Quem olha para frente não olha para trás”, afirmou o ex-prefeito.

Mas Maluf nem sempre pensou assim. Em 2000, com Marta à frente das pesquisas, a campanha do ex-prefeito espalhou outdoors pela cidade com frases que atacavam a petista. As peças diziam "Mamãe, vote em quem nunca usou drogas” e “Mamãe, vote em quem é contra o aborto”, em referências a bandeiras de Marta. Em entrevistas, Maluf também subiu o tom contra a adversária, a quem instou a revelar o que chamou de “vida devassa”. Outro episódio que ficou famoso nessa campanha foi Marta, irritada com ataques do rival no programada da Rede Bandeirantes, cravar a célebre frase: “Cala a boca, Maluf!”.

A rivalidade entre Maluf e o PT começou em 1988. Naquele ano, Erundina, a então candidata petista à prefeitura de São Paulo, superou o adversário, que concorria pelo PDS. Maluf é uma espécie de antítese de Erundina. Ao longo de sua trajetória política, a deputada travou disputas não apenas com Maluf, mas também com seus arautos. Um deles, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Ainda no PT, ela referiu-se a Pitta como “novato” e o acusou de superfaturar obras. Pitta rebateu pedindo provas e apresentou-se como candidato da “renovação” na política. O candidato de Maluf foi eleito, mas a história se encarregou de dar razão a Erundina.
Às vésperas de o PP anunciar apoio a Haddad, Erundina, parceira de chapa do petista, não escondeu o constrangimento de dividir palanque com o colega de Câmara Paulo Maluf. "Para mim não será confortável estar no mesmo palanque com o Maluf", disse a ex-prefeita. "A campanha não sou eu nem Maluf individualmente. É um processo muito mais amplo e complexo, e isso se dilui, ao meu ver. (Mas) Claro que é desconfortável."
Sobre Haddad, Maluf disse que é o candidato “que tem as melhores condições para resolver os problemas da cidade porque ele tem parceria com o governo federal”.

O PP, partido do ex-prefeito, compõe a base aliada no âmbito federal desde o primeiro mandato de Lula. Mas Maluf negou que o apoio a Haddad tenha relação com a secretaria do Ministério das Cidades, que teria sido entregue a um aliado seu.



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