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sábado, 27 de outubro de 2012

Datafolha: Haddad será o prefeito de São Paulo



Folha Online agora a pouco


Fernando Haddad: 58 % dos votos válidos

José Serra: 42 %


                                                                                                                  Foto: Brasil 247







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"São Lula" faz 67 anos e São Paulo comemora...


O Gênio Político Luiz Inácio LULA da Silva, maior, melhor e mais importante Presidente da República do Brasil, completa hoje 67 anos. E graças a este extraordinário brasileiro, respeitado no mundo todo, estadista global, São Paulo deve amanhã sair da Idade das Trevas, elegendo Fernando Haddad prefeito.

Depois de tirar 40 milhões de brasileiros da miséria, que hoje lotam aeroportos, frequentam universidades, almoçam, jantam, compram em shopping, navegam na internet, se informam, conhecem e defendem seus direitos...

Depois de criar 14 universidades federais e 15 milhões de empregos, transformar o Brasil de devedor a credor do Fundo Monetário Internacional e eleger a ex-guerrilheira Dilma Rousseff Primeira Mulher Presidente da República do Brasil...

São Lula "baixou" de novo, escolhendo Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, para júbilo de grande parcela de paulistanos e outros cidadãos que vivem nesta cidade abençoada, mas esbulhada e maltratada há 8 anos.

Em nome de todas as Cidadãs e Cidadãos de Bem, paulistanos e de outras origens, dizemos: 

Parabéns e Felicidades, Grande Presidente LULA !!!

E muitíssimo obrigada por seu amor a São Paulo e ao Brasil, amor que beneficia a todos nós, paulistanos, brasileiros e cidadãos do mundo todo!





VIVA O POVO BRASILEIRO !!!




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SP: Serra e o "esgoto a céu aberto"



Não avisei? 

As baixarias serristas iam se intensificar. 

Pois é. O esgoto está transbordando. A céu aberto...

Desesperado diante da iminente derrota, o Rei da Baixaria continua fabricando aqueles produtos em que se especializou na sua sórdida vida pública: mentiras, golpes, cambalachos, futricaria, falsidades, folhetos anônimos, terrorismo.

Depois da boataria sobre cancelamento do Enem, marcado para o início de novembro, folhetos mentirosos, site falso de Fernando Haddad... a campanha de José Serra (PSDB) está utilizando também chamadas telefônicas, feitas por robôs, dirigidas a eleitores dos bairros da periferia. A mais avançada tecnologia de comunicação a serviço do ilícito, atacando o adversário e disseminando desinformação.

O que esperar de um psicopata fascista?

Os eleitores de São Paulo devem mostrar a estes senhores maníacos pelo poder que amadureceram, não se deixam mais ludibriar por estas mediocridades travestidas de "políticos preparados".

E devem também DENUNCIAR caso tenham contato com este material de quinta categoria, produzido num verdadeiro "pântano moral".





ATAQUES DO PSDB CONTRA PT CHEGAM TAMBÉM 
VIA FONE

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

SP: José Serra descamba para o crime eleitoral


Boataria correndo solta contra o Enem, site falso de Fernando Haddad, faixas e panfletos apócrifos e outras imundícies do gênero são a marca registrada de um político sem qualquer decoro, desprovido de escrúpulos: José Chirico Serra.

Foi assim com Dilma, agora quem padece é o pobre, meigo, educadíssimo Fernando Haddad, que ainda jovem na política parece assustado com as patifarias que a campanha de José Serra (PSDB) desfere em cima do candidato petista com a aproximação do desfecho das eleições.

Ciro Gomes, ex-tucano, já tinha avisado: Serra, numa campanha, é sinônimo de baixaria. Se preciso, Serra passa com um trator em cima da própria mãe para atingir seus objetivos...

É essa mediocridade, esse cadáver político, que São Paulo precisa sepultar definitivamente no próximo domingo. Para o Bem de todo o Brasil.

Daqui a pouco, às 23 hs., mais esgoto: o Rei da Baixaria tentará de tudo para ofender, denegrir e arrebentar Fernando Haddad, com o apoio da mídia golpista, no debate promovido pela Rede Globo.






“COMO ALGUÉM SE DISPÕE A UM JOGO TÃO RASTEIRO?”

"Está passando dos limites", disse Fernando Haddad sobre o fato de José Serra estar ligado a episódios como a criação do site falso Propostas Haddad 13, feito por Hyuan Batista Tejo (acima), dono da Soda Virtual, contratada pelo PSDB por R$ 531 mil para fazer campanha online para o partido; a boataria sobre cancelamento do Enem, pela qual o também contratado tucano Eden Wiedmann (acima) assumiu a autoria; e de folhetos apócrifos com xingamentos; "Esse tipo de pessoa (Serra) faz isso pelas costas, não tem coragem de fazer pela frente", asseverou o petista; debate desta noite na TV Globo promete ferver

247 – O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, responsabilizou diretamente seu adversário José Serra, do PSDB, pela onda de baixarias eleitorais que invadiu a maior cidade do País na reta final da disputa. "Como alguém com tantos anos de vida pública se dispõe a um jogo tão rasteiro?", questionou Haddad em entrevista coletiva nesta sexta-feira 26. "Está passando dos limites". Segundo pesquisa divulgada na quarta-feira 24 pelo Instituto Datafolha, Haddad tem 60% das intenções de votos válidos, contra 40% para Serra.

"Vocês, disse ele dirigindo-se aos jornalistas, estão noticiando os fatos. Se fizer um repertório das baixarias nessa reta final da campanha – sites falsos, boatos, faixas, panfletos apócrifos – é impressionante. Está passando dos limites". O candidato do PT disse não acreditar, porém, que Serra seja agressivo contra ele no debate marcado para esta noite na Rede Globo. "No cara a cara é mais difícil uma pessoa que faz isso pelas costas, fazer pela frente. Quem faz esse tipo de coisa, faz pelas costas. Ele não vai ter coragem de fazer na minha frente".

Haddad, em meio ao rebatimento dos ataques recebidos, anunciou a intenção de criar, se eleito, a Controladoria Geral do Município. "Se um órgão desse já existisse, muitos escândalos de corrupção das últimas administrações poderia ter sido evitados, como, por exemplo, o caso Aref, que parece ter sido o maior de todos, a compra de merende e uniformes escolares com superfaturamento e o caso Controlar". Pelo visto, Haddad está afiado para o debate desta noite na Globo.

Brasil 247

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Eleições 2012: Boateiro contra ENEM é do PSDB


O que esperar de um José Serra & Cia., depois da imunda campanha eleitoral presidencial contra Dilma Rousseff? Não se lembram? Eles são capazes de tudo. São fascistas. Delinquentes. Esgoto puro. Avisamos aqui que haveria ainda muitas baixarias até o domingo.

E a campanha de Fernando Haddad que fique esperta. Hoje à noite haverá debate na TV Globo. Quando se juntam PSDB e Globo, podemos ficar certos de que o esgoto vai transbordar... Serra vai pra cima de Haddad tratando destes temas de última hora (ENEM, Apagão...) e o Jornal Nacional de amanhã, véspera da eleição, "deita e rola"...

Já vimos este filme.

Está na hora do eleitor ficar esperto e não se deixar manipular por boataria e golpes baixos.




MEC rastreia boateiro n. 1 contra ENEM. É Tucano

 
Éden Wiedmann, dono de agência de publicidade voltada para redes sociais, teria sido o primeiro a disparar na rede o boato de que o Enem seria cancelado – e quem mais potencializou a falsa notícia; ele se diz responsável pela campanha online do PSDB; ministro Aloizio Mercadante envia relatório de busca para a Polícia Federal tomar providências; assessores do MEC chegaram ao nome de Wiedmann após profunda investigação em razão de aumento anormal de acessos no portal do Ministério

247 – Uma equipe de assessores do Ministério da Educação chegou ao internauta que é visto, neste momento, como o primeiro que jogou nas redes sociais o boato – sem nenhuma veracidade – de que o Enem 2012 estaria suspenso. Atende pelo nome de Éden Wiedmann e é dono de uma agência de publicidade que se diz especializada em mídias online. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o personagem se disse responsável pela campanha online do PSDB em São Paulo. O rastreamento foi feito em razão de ter sido detectado um aumento anormal de consultas ao sítio do Ministério da Educação na internet, provocado pela preocupação de estudantes com o anunciado cancelamento da prova. O ministro Aloizio Mercadante encaminhou, no início da noite de ontem (25), o relatório de rastreamento para a Polícia Federal, que prossegue com investigações.

Wiedmann vai sendo visto como "quem potencializou, de forma criminosa e com o objetivo claro de gerar insegurança nos estudantes", o boato de cancelamento do Enem, de acordo com fonte do Ministério. Wiedmann postou notícias de 2009 dos portais Terra e O Globo sobre a suspensão, naquele ano, das provas, e aproveitou para atacar, em texto, o candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT.

A decisão de encaminhar o relatório de acompanhamento das redes sociais e solicitar uma investigação da Polícia Federal partiu do ministro Mercadante com o objetivo de preservar a segurança do exame. Wiedmann, que se denomina responsável pela mídia social do PSDB, por volta de 21 horas de ontem, em entrevista ao O Estado de S. Paulo, assumiu a autoria do boato e ainda ironizou a informação de que o MEC teria acionado a PF para providências.

Em seu blog na revista Veja, o jornalista Reinaldo Azevedo, notório opositor de Haddad, sugeriu que a própria campanha do PT teria plantado a informação falsa, com o objetivo de se beneficiar do desmentido. Os fatos o estão desmentindo.

Brasil 247

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Eleições 2012: afinal, quem é o "moleque"?


15 pontos na frente de José Serra, como indicam as mais recentes pesquisas para o segundo turno daqui a 2 dias, em São Paulo, Fernando Haddad criaria uma maracutaia dessas? A troco do quê? Só se fosse burro... E sabemos que o ex-ministro da Educação é um homem preparadíssimo, um intelectual, um professor doutorado... Enquanto o "outro lado", sim, encontra-se desesperado. E como vimos na sórdida campanha eleitoral para a Presidência da República, José Serra não tem escrúpulos. É capaz de todo o tipo de baixaria para conseguir o que quer.

Com o apoio, claro, da mídia golpista e seus "pit bulls"...





REINALDO DIZ QUE MERCADANTE É UM “MOLEQUE”


E insinua que o próprio PT pode ter plantado o boato de cancelamento do Enem, que ocorre uma semana após as eleições, para colocar a Polícia Federal na jogada, acusar José Serra de baixaria e faturar eleitoralmente. 
Uma dúvida: com 20 pontos de vantagem, Fernando Haddad precisaria disso?

247 – Reinaldo Azevedo perdeu de vez as estribeiras. Num post publicado nesta manhã, ele chama o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de “moleque”. Literalmente. Tudo porque Mercadante pediu apoio da Polícia Federal para investigar a origem da mentira que se viralizou na internet sobre o cancelamento do Enem – uma informação falsa, que prejudicaria milhões de estudantes. Reinaldo insinua ainda que a mentira pode ter sido plantada pelo PT, para depois se beneficiar eleitoralmente. Quem tem vinte pontos de vantagem (60% a 40% no Datafolha) precisa disso?

Abaixo o post de Reinaldo:

Que tal este título: “Campanha de Haddad espalha o boato de que Enem vai ser adiado só para gerar tumulto e poder acusar a campanha de Serra”?


Isso que vai no título aconteceu, leitor? Vamos ver.

Quando a própria presidente da República sobe num palanque, como fez em Salvador, e, na prática, ameaça os eleitores, acaba dando sinal verde para que seus ministros se comportem como chicaneiros. É o que fez hoje, e não estou surpreso, o titular da Educação, Aloizio Mercadante. Por quê?

Ontem, circulou um boato na rede segundo o qual o Enem, que acontece nos dias 3 e 4 de novembro, seria adiado. Era tudo conversa mole, típica dessas coisas que circulam nas redes sociais, sempre abertas a molecagens. Quem não pode se comportar como moleque é ministro de estado.

E Mercadante, infelizmente, é um deles. Lula nunca teve esta irresponsabilidade ao menos: jamais levou o rapaz para o primeiro escalão. Dada a boataria, o que fez Mercadante? Acusou a campanha do candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, de ser a fonte: “O que resta a eles hoje é a sabotagem”. Que evidência ele tem? Nenhuma! Que apuração ele fez? Nenhuma! O título deste post, pois, é um exercício de texto que simula o método Mercadante de apuração: eu apenas mudei o agente — e tenho tantas provas quantas ele tem.

Ora, se existe alguém querendo lucrar com o saldo do boato, por que o larápio seria Serra e não Haddad? Vamos pensar? Digamos que isso pudesse passar pela cabeça de um tucano… O dia ideal para lançar o ruído seria o próprio domingo, certo? Por que um troço como esse na quinta, havendo ainda sexta, sábado e o próprio domingo para desfazer a mentira?

É questão de lógica elementar. Se o boato teve origem política (notem bem: SE…), isso só interessa a quem lucra com o desmentido. E quem está tentando lucrar com o desmentido? A frase de Mercadante fala por si: é o PT! Estou sustentando que foram os petistas? Estou sustentando que o episódio interessa mais a Haddad do que a Serra. A estratégia não seria estranha ao PT: vivem acusando os adversários de jogo sujo para justificar o seu… jogo sujo!

Quanto a Mercadante, dizer o quê? Ele ao menos conhece de perto a sabotagem. Em 2006, disputou o governo de São Paulo com Serra, que o venceu no primeiro turno. Um assessor do agora ministro transportou uma mala com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo — petistas, como sabem os mensaleiros, gostam de notas — para pagar o dossiê dos aloprados.

Vejam que coisa curiosa! Também naquele caso, o que se queria era incriminar Serra. E o braço direito de Mercadante atuava nada menos com caixa da operação criminosa.

Vejam lá a imagem. Tudo parece não ter passado mesmo de uma dessas correntes meio bobocadas próprias das redes sociais. Está lá no alto uma espécie de confissão. Isso só evidencia o tamanho da irresponsabilidade de Aloizio Mercadante, um ministro de estado!!!


Brasil 247

Destaques do ABC!

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O PT é uma história, não uma quadrilha


O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.


Surpreendentes as declarações do sociólogo Demetrio Magnoli, costumeiro porta-voz da direita mais arcaica.

Muito bem! Assino embaixo!

Nunca imaginei que um dia a blogueira e o ABC! teceriam elogios ao Magnoli...



(A quem possa interessar... não sou petista, sou socialista. E nunca me passou pela cabeça me filiar a partido algum...)


MAGNOLI: O PT NÃO É QUADRILHA

Quadro do Instituto Millenium, o sociólogo diz que a legenda é a “representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros”. Ele reconhece ainda que a propaganda de José Serra se deixou contaminar pelo “desespero’’ e que a oposição brasileira se encontra em “estado falimentar”; mea culpa?


247 – Demetrio Magnoli, membro do Instituto Millenium e um dos críticos mais ácidos do Partido dos Trabalhadores, reconhece: o PT não é formado por um bando de quadrilheiros. Mais: ele aponta o desespero de José Serra e uma oposição em “estado falimentar”. O que deu nele? Leia:


O PT não é uma quadrilha

Demetrio Magnoli

Fernando Haddad está cercado por José Dirceu e Paulo Maluf. Sobre Dirceu, aparece a palavra “condenado”; sobre Maluf, “procurado”. Contaminada pelo desespero, a propaganda eleitoral de José Serra não viola a verdade factual, mas envereda por uma perigosa narrativa política. O candidato tucano está dizendo que eleger o petista equivale a colocar uma quadrilha no comando da prefeitura paulistana. A substituição da divergência política pela acusação criminal evidencia o estado falimentar da oposição no país e, mais importante, inocula veneno no sistema circulatório de nossa democracia.

Demóstenes Torres foi expulso do DEM antes de qualquer condenação, quando patenteou-se que ele operava como despachante de luxo da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. José Dirceu foi aclamado como herói e mártir pela direção do PT depois da decisão da corte suprema de uma democracia de condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha. O mensalão é um tema legítimo de campanha eleitoral e nada há de errado na exposição dos vínculos entre Haddad e Dirceu. Contudo, a linguagem da política não deveria se confundir com a linguagem da polícia.

Dirceu permanece na alta direção petista, pois é um dos artífices de uma concepção da política que rejeita a separação entre o Estado e o partido. No mensalão, a imbricação Estado/partido assumiu o formato de um conjunto de crimes tipificados. Entretanto, tal imbricação manifesta-se sob as formas mais diversas desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto. O código genético do mensalão está impresso no movimento de partidarização da administração pública, das empresas estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos, das políticas sociais e da política externa conduzido ao longo de uma década de lulismo triunfante. Na linguagem da política, Dirceu figuraria como símbolo da visão de mundo do lulo-petismo. Mas a campanha de Serra não é capaz de escapar ao círculo de ferro da linguagem policial.

A Interpol define Paulo Maluf como um foragido da Justiça. Lula e Haddad não se limitaram a firmar um pacto eleitoral com o partido de Maluf, mas peregrinaram até a mansão do fugitivo para desempenhar o papel abjeto de cortejá-lo como liderança política. Faz sentido divulgar, no horário de campanha, as imagens da macabra confraternização. Contudo, uma vez mais, seria indispensável traduzir o evento na linguagem da política, que não é a da Interpol.

Maluf é um caso extremo, mas não um ponto fora da curva. Lula e o PT insuflaram uma segunda vida aos cadáveres políticos de Fernando Collor, Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros. As alianças recendem a oportunismo, um vício menor, mas a extensão da prática exige uma explicação de fundo. O paradoxo aparente do encontro entre “esquerda” e “direita” é fruto de um interesse compartilhado: a continuidade da tradição patrimonial de apropriação da “coisa pública” pela elite política. As “estranhas alianças” lulistas funcionam como ferramentas para a repartição do imponente castelo de cargos públicos na administração direta e nas empresas estatais. Até hoje o Brasil não concluiu o processo de criação de uma burocracia pública profissional. Na linguagem da política, a confraternização de Lula e Haddad com Maluf ajudaria a esclarecer os motivos desse fracasso. Mas a propaganda eleitoral de Serra preferiu operar em outro registro.

A campanha do tucano oscila entre os registros administrativo, moral e policial, sem nunca sincronizar o registro político. De certo modo, ela é um reflexo fiel da falência geral da oposição, que jamais conseguiu elaborar uma crítica sistemática ao lulo-petismo. Entretanto, nas circunstâncias produzidas pelo julgamento do mensalão, a inclinação oposicionista a apelar para a linguagem policial tem efeitos nefastos de largas implicações. Na democracia, não se acusa um dos principais partidos políticos do país de ser uma quadrilha.

O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.

O jogo do pluralismo depende do respeito à sua regra de ouro: a presunção de legitimidade de todos os atores envolvidos. Nas democracias, eleições se concluem pelo clássico telefonema no qual o derrotado oferece congratulações ao vencedor.

Em 1999, após o terceiro insucesso eleitoral de Lula, o PT violou a regra do jogo, ao desfraldar a bandeira do “Fora FHC”. Serra ficou longe disso dois anos atrás, mas seu discurso de derrota continha a estranha insinuação de que a vitória de Dilma Rousseff representaria uma ameaça à democracia. Agora, na eleição paulistana, a propaganda do tucano sugere que um triunfo de Haddad equivaleria à transferência da prefeitura da cidade para uma quadrilha. Na hipótese de derrota, como será o seu telefonema de domingo à noite?

Marqueteiros designam ataques ao adversário eleitoral pela expressão “propaganda negativa”. O rótulo dos vendedores de sabonete abrange tudo, desde a crítica política fundamentada até as mais sórdidas agressões pessoais. O problema da campanha de Serra não está no uso da “propaganda negativa”, mas na violação da regra do jogo. Não é assim que se faz oposição.

Demétrio Magnoli é sociólogo.

Brasil 247

Destaques do ABC!
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