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domingo, 8 de janeiro de 2012

A iniquidade do mundo, a monja e todos nós



O Abra a Boca, Cidadão! não é, obviamente, um blog religioso, embora a blogueira tenha suas crenças, várias, aliás. A blogueira vem de família católica, mantém a religião que recebeu amorosamente de seus pais, Geralda e José, mas também, ao longo da vida, enveredou por caminhos do Budismo, do Hinduísmo e da Espiritualidade Elevada. 


Como dizia uma sábia professora que tive, a Verdade está em toda parte. Basta ter olhos pra ver e ouvidos pra ouvir...


Estamos no mundo. E sofremos os percalços de estar no mundo numa etapa sombria que a humanidade vive. Mas tudo tem seu tempo, o momento oportuno, como diz o Eclesiastes. Há momentos para sair às ruas e expressar nossa Indignação. E há momentos para vibrações e interiorização.


Então, diante de tanta violência e iniquidade no mundo de hoje, de que tratamos aqui ao longo da semana, iniquidade que muitas vezes se reproduz também em nossas pequenas e anônimas vidas, convido vocês todos, meus amigos leitores, a compartilhar as sábias e sagradas palavras e a aura luminosa de uma mulher extraordinária. Vejam o vídeo, leiam o texto e experimentem momentos de verdadeira Paz.




Link do vídeo


MÃOS EM PRECE

Monja Coen 



Ao acordar, amanhecer com as mãos em prece. Ao deitar, anoitecer com as mãos em prece. Dia e noite, noite e dia, mãos em prece. Qual a prece mais bonita, mais forte, mais querida?

Antes e depois de comer, de beber, de se lavar. Antes, depois e durante o encontro, a louvação, agradecimento, prece, oração.

Liturgia, orgia, casamento, união. Funeral, memorial, enterro, cremação. Prosa, poesia, canto, encanto, desencanto. Sor­risos tristes e alegres. Lágrimas do bem e do mal.

Ante Buda e todos os santos, purificados, sagrados. Ante os Seres Iluminados. Iluminando as mãos.


Mãos de cuidar e de acolher. Mãos de escrever e de ler. Mãos de lavar, de plantar, de colher e comer. Mãos dos sem mãos. Mãos de mil mãos.


De mãos postas não podemos bater ou roubar. De mãos postas não matamos nem ferimos. De mãos postas ficamos simples, humildes, completos, íntegros.

Palma com palma. Sem bater e batendo palmas. Qual o som de uma só mão? Mão imensa. A mão de Buda. Somos a mão sagrada. Impossível pegar armas. Possível desarmar armadilhas.

Palmas com palmas. Lado a lado, a grande ciranda. Inter-religião. Todos unidos na grande festa da Terra.

Mãos em prece. O gesto de grande singeleza. Prece de ora­ção. Ora pro nobis. Por nós oramos. Oração que pede, que agradece. Entregando-se ao sagrado. Pede perdão e perdoa. Doando e sendo doado.

Reclama e inflama o peito de dor. Relaxa e encontra a paz do amor.

A oração do silêncio, em silêncio, que penetra o mais pro­fundo do fundo sem fundo do Ser.

Sendo as mãos em prece. Sendo a prece. Sendo as mãos. O corpo todo são as mãos. Os olhos são preces abertas. Chagas que absorvem as guerras, ataques, maldades. E não se fecham jamais.

Os olhos são mãos em prece. Juntando pedaços, retalhos. Amorosidade transcendente.

Seus olhos, meus olhos. Suas mãos, minhas mãos. Sempre em prece. Aquece.


Quem vê e quem faz. Mãos em prece.


Soluçando pelo sofrimento do mundo. Mãos em prece.


Agradecendo pelas graças desta vida. Mãos em prece.


Não dão murros. Mãos em prece.

São seguras. Acolhem, cuidam, doam, compartilham. Res­peitam, humildes apelos. Identidade, ora ação. Ação pura, sem intenção de ganho. Mãos em prece.


Coração em prece. Corpo-mente em prece. Mundo em prece. Terra em prece. Submundo em prece. Extraterrestres em prece. Universo em prece. O único verso, verbo ser - é foi será - ação.

Prece. Unidade. Atividade de receber, acolher, cuidar, com­partilhar. Não-dualidade em toda diversidade.

De mãos em prece agradeço a você que lê a minha pobre intimidade. Neste livro, nestes contos, nestas indagações, e pro­cura, fui revelando, insegura, os segredos de mim mesma. São momentos de amargura, momentos de ternura.

Ofereço de mãos postas a toda humanidade. Se for de alguma valia, poderá se tornar uma pequena gota alterando a reali­dade.
Agradeço a Buda e à sucessão de monges, monjas, leigos e leigas, meus professores, mestres e mestras, família, DNA, criação, criaturas de todas as espécies, no caminho sempre.

Mãos em prece. Agradece. 



Monja Coen

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Celebridades Vira-Latas



Muitos de vocês já perceberam que sou apaixonada pelos animais, cachorros em especial. Mas nem sempre consigo falar deles, porque o Abra a Boca, Cidadão! tem linhas editoriais bem definidas, que são as que aí estão explicitadas logo abaixo do nome do blog. Falo muito de Direito e Justiça, até porque acredito que a Justiça está por trás de tudo. Onde houver Justiça, haverá equilíbrio, respeito, trabalho, paz, prosperidade ampla para todos, como venho dizendo aqui.


Voltando aos animais: apesar de amar muito estes seres maravilhosos e tão indefesos diante da perversidade humana, evito trazer esse assunto aqui, para me manter coerente com as linhas editoriais do blog. 



(Esses são os meus pequenos: o loirinho é o Arthur, cinco anos. O outro, mais sério, já um senhor, é o Chico, doze anos. )


Todas estas notícias que vimos lendo na web de donos que amarram e arrastam cães em seus carros, que machucam, maltratam e até assassinam barbaramente, como aquela besta enfurecida que trabalha como enfermeira e semanas atrás matou a pancadas seu pequeno yorkshire, sendo apenada com uma reles multa de R$ 3 mil reais, tudo isso me indigna profundamente e eu gostaria muito de falar disso aqui no ABC!, tenham certeza disso.


E vejam que interessante a notícia e o evento abaixo. E conheçam a história da Laurinha. Apoiamos e divulgamos com muita alegria. Aos que estiverem em São Paulo, recomendo dar uma passada lá no Conjunto Nacional, na mais paulista das avenidas...


Uma sociedade verdadeiramente avançada protege seus animais.


Toda a Vida é Sagrada!  


Do abandono ao estrelato no calendário


Laurinha e outros vira-latas adotados são tema de exposição no Conjunto Nacional

GIO MENDES

Se não tivesse sido salva a tempo, a cadela Laurinha não seria uma das estrelas da Expo Celebridade Vira-Lata, mostra de fotos de cachorros que foram abandonados nas ruas e depois adotados. A vira-lata ainda era filhote quando foi encontrada desfalecida, com a pata machucada e já coberta de moscas atrás da roda de um automóvel na Avenida Jacu-Pêssego, em Itaquera, zona leste da capital paulista.



O engenheiro mecânico Fowler Braga Filho, de 58 anos, cuida de Laurinha há 11 meses, desde que ela foi achada quase morta em fevereiro do ano passado por duas donas de um pet shop de Santo André, no ABC paulista. "As meninas pensavam que a Laurinha estava morta ao ver as moscas em cima dela. Elas jogaram água sobre a cachorra, que reagiu aos poucos", diz Braga.

Segundo o engenheiro, Laurinha passou por uma cirurgia no próprio pet shop, mas depois de duas semanas a pata da cadela precisou ser amputada. "As donas do pet shop já imaginavam que eu adotaria a Laurinha, pois sabiam que eu tive outros cachorros deficientes." O engenheiro hoje tem seis cachorros em casa, dois deles com três patas. "Outros dois já morreram", afirma o engenheiro, apaixonado por animais há 51 anos. "Já perdi as contas de quantos bichos eu criei."

O engenheiro ficou orgulhoso com a participação da cadela na exposição fotográfica. "A nossa netinha ficou linda na foto", brinca Braga, que tem duas filhas, mas ainda não é avô.

Idealizadora do Projeto Celebridade Vira-Lata, a publicitária Luli Sarraf, de 35 anos, é a curadora da exposição de fotos de cães que será realizada no Conjunto Nacional. A mostra trará 12 painéis com fotos e as histórias dos cachorros. As imagens foram usadas em calendários que são vendidos para financiar projetos de castração de animais.

RENDA

O projeto está na terceira edição. Nos dois anos anteriores, a renda obtida com a venda dos calendários foi usada em sete mutirões de castrações de cães e gatos no Parque Santo Antônio, na zona sul, e Cidade Tiradentes, na zona leste. De acordo com Luli, foram feitas 1.085 castrações nesses mutirões.

Essa é a primeira vez que as fotos do calendário serão mostradas em uma exposição. "A ideia tanto do calendário quanto da mostra é chamar a atenção para a questão do abandono dos animais", afirma Luli.

Para selecionar as fotos, Luli adotou o critério da diversidade, por tamanho e cores do pelo, por exemplo. Após a seleção, os animais são fotografados por profissionais como o argentino Lionel Falcon. A cada edição, mais pessoas enviam fotos a Luli, para que seus animais também tenham dias de celebridade.


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Banda Boa do Judiciário apoia CNJ



Nem tudo é podridão e bandidagem no Judiciário brasileiro. Há ainda gente digna, decente, com vergonha na cara, decoro e caráter. Felizmente!


Aqui no ABC! a gente bate na "banda podre" sempre que pode, mas também adora poder falar daqueles que orgulham a magistratura brasileira, como a ministra-corregedora e caçadora de "bandidos de toga" Eliana Calmon, o desembargador Fausto De Sanctis, que prendeu, entre outros "figurões", o banqueiro bandido Daniel Dantas (e o STF soltou...), e outras tantas Excelências, que honram as togas que vestem.





Juízes de SP e Rio defendem ação 
do Conselho de Justiça


SÃO PAULO

Juízes de São Paulo e do Rio de Janeiro saíram nesta semana em defesa do poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sobre os magistrados, informa reportagem de Paulo Gama e Marco Antônio Martins, publicada na Folha desta quarta-feira [4] (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

As posições se contrapõem à maioria das opiniões emitidas até então pela categoria, que critica a atuação do órgão por considerá-la abusiva.

Novo presidente do TJ-SP investigará pagamentos de gestões anteriores

Empossado na segunda-feira na presidência da Apamagis - associação que representa cerca de 3.000 magistrados paulistas -, o desembargador Roque Mesquita disse ontem que o CNJ "está plenamente autorizado a atuar da forma como vem atuando".

O debate sobre o poder de investigação do CNJ deflagrou uma guerra no meio jurídico depois que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) limitaram provisoriamente a atuação do órgão.

Editoria de Arte/Folhapress 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O "DNA Collorido" de Marco Aurélio Mello



Que lástima é o Brasil algumas vezes!... 


Nos indignamos, abrimos a boca cidadã, fomos às ruas e "impechamos" o "Caçador de Marajás", defenestrando-o do Palácio do Planalto e da Presidência da República . Mas sobrou o "primo". Herdamos o "primo", essa mazela judiciária chamada Marco Aurélio Mello. Aquele que soltou o banqueiro Cacciola, que logo em seguida fugiu pra Itália. Aquele que agora pretende destruir o CNJ e botar uma mordaça na ministra-corregedora Eliana Calmon, Orgulho da Magistratura Brasileira, a paladina contra os "bandidos de toga". Com argumentação esdrúxula, na contramão do que pensam respeitáveis juristas e flagrantemente  contrário aos interesses do Povo Brasileiro.


Como "erra" o Semideus Marco Aurélio Mello! Como se "equivoca" o SERVIDOR PÚBLICO Marco Aurélio Mello! Numa empresa privada, estaria no olho da rua... Num dos outros dois poderes, Legislativo e Executivo, poderia ser alvo de uma CPI ou ser extirpado nas urnas por seu patrão, o Povo Brasileiro.


Mas no Mais Poderoso dos Poderes da República... No poder mais arcaico, reacionário, fechado, elitista, arrogante, soberbo e antidemocrático...


O Povo Brasileiro tem mesmo uma paciência de Jó!


Por um Judiciário transparente, democratizado, moralizado e cidadão, livre dos cancros da corrupção!




Leigos não errariam como o ministro Marco Aurélio

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquadrou como leigos os críticos da sua decisão liminar que aniquila as funções correcionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Marco Aurélio erra na avaliação. A questão é outra. Os cidadãos brasileiros, jejunos em Direito ou não, são os verdadeiros detentores do poder do Estado. Assim, estão legitimados constitucionalmente para exigir dos seus representantes, eleitos, concursados ou nomeados pelo presidente da República, ainda que em flagrante nepotismo (escolha do primo, por exemplo), um mínimo de bom senso e coerência.

A propósito. Um levantamento realizado pelo jurista Joaquim Falcão e mencionado em artigo por ele publicado no jornal Folha de S. Paulo revela que, em 73% dos casos julgados sobre temas constitucionais pelo STF, o ministro Marco Aurélio ficou vencido. Em outras palavras, interpretou, em 73% dos casos apreciados, a Constituição da República de maneira diversa da de seus colegas.

Algumas comparações: caso Marco Aurélio não fosse ministro do STF, mas jogador de futebol contratado pelo Barcelona, não teria, com o porcentual de bola-fora de 73% , lugar no banco de reservas. No Íbis Futebol Club seria titular absoluto.

Com esse elevadíssimo porcentual, trombaria com os gabaritos de questões constitucionais apresentadas nos exames de qualificação profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pois, nos gabaritos de correções de provas segue-se, como regra, o entendimento do STF.

Nenhum leigo, certamente, teria mandado soltar, como fez liminarmente Marco Aurélio, contrariando desembargadores do Tribunal Regional Federal e ministros do Superior Tribunal de Justiça, o banqueiro Salvatore Cacciola.

O referido Caciolla, cidadão italiano residente no Brasil, recebia informações privilegiadas do Banco Central e desviou milhões de dólares. E a fortuna amealhada com inside information não foi recuperada até hoje. No popular, “tava na cara” que Cacciola iria fugir. Fugir para a Itália que, como o Brasil, não concede extradição aos seus naturais.

Parêntese: um dos hotéis de luxo de Roma (4 estrelas), ao lado da Boca da Verdade e do Arco de Janos Bifronte, no bairro de San Giorgio Velabro, foi, depois da liminar, adquirido por Cacciola.

Cacciola, como até o mais leigo dos leigos seria capaz de imaginar, fugiu logo após a obtenção da equivocada liminar “aureliana”. Ele só foi preso por acaso. Isso depois de deixar a Itália para passear no principado de Mônaco. Em síntese, Cacciola acabou preso, anos depois da liminar, por força de mandado internacional de prisão. Até hoje, Marco Aurélio defende o acerto da sua decisão liminar de soltura (sem levar a plenário) e Cacciola lhe deve dar razão.

O CNJ foi instalado em 2005. Durante esses anos todos a sua corregedoria atuou sem corporativismos. Depois de seis anos de atuação exemplar, o ministro Marco Aurélio, numa penada ao apagar das luzes do Ano Judiciário de 2011, resolveu desconstituir a atividade fiscalizadora do CNJ e determinou a remessa dos processos disciplinares contra juízes às corregedorias dos tribunais.

Pergunta-se, depois de seis anos de funcionamento do CNJ, haveria urgência na concessão da liminar? E liminar, como sabem até os leigos em Direito, só se concede em caso de urgência.

Os cidadãos brasileiros, por seus representantes eleitos, aprovaram a criação do CNJ porque era público e notório a atuação protetora, corporativa, das corregedorias dos tribunais estaduais e federais. Até os jejunos em Direito sabiam que os corregedores eram eleitos pelos desembargadores e que não investigavam os colegas desembargadores.

Da pressão dos cidadãos, verdadeiros detentores do poder, chegou-se ao constitucional órgão de controle chamado CNJ.

Marco Aurélio, considerado um novidadeiro em teses jurídicas e com 73% de fracassos, posiciona-se com arrogância ao desprezar as críticas dos leigos de bom senso. No particular, porta-se como detentor de “DNA Collorido”, marcante no soberbo primo e atual senador Fernando Collor de Mello.

O ministro, frise-se mais uma vez, despreza o bom senso que os leigos possuem e exteriorizam ao se manifestar em favor da transparência e da igualdade.

Pano Rápido. Um juiz trabalhista, desconhecido e sem obras jurídicas de expressão, chegaria ao Supremo Tribunal Federal não fosse primo do, à época, presidente Fernando Collor de Mello ?

Wálter Fanganiello Maierovitch

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

George Harrison: meu "Beatle" favorito



Até há pouco, eu estava sem saber o que postar hoje... Não queria escrever sobre nada muito sério, falar do embate CNJ/Eliana Calmon contra a bandidagem togada, "bater" na banda podre desse Judiciário indecoroso, que nos pisoteia e envergonha... como venho fazendo há meses.


Primeira semana de um ano novinho em folha. Eu queria falar de gente boa, de alma limpa, artistas que amo, como Cássia Eller e Cat Stevens, postar mais canções que enchem nossas almas de alegria e encantamento, como venho fazendo aqui nos últimos dias... E aí acabei de ler no portal do Globo notícia de documentário, livro e exposição sobre George Harrison, em Los Angeles, a propósito dos 10 anos de sua morte no final de 2011.




Amo John Lennon, "Imagine" e outras canções geniais, adoro sua irreverência, seu espírito provocador, contestador. Paul McCartney, o mais assediado pelo mulherio, sempre me pareceu "meloso" demais... Ringo nunca contou muito, era só um baterista... Mas meu "Beatle" favorito, desde os tempos de colégio, quando cabulei aula pra ir ao cinema assistir "Help", sempre foi George Harrison, o mais místico e profundo dos rapazes de Liverpool, o criador da maravilhosa canção de amor "Something" e da extraordinária e devocional "My Sweet Lord", aquele que trouxe para a música dos Beatles e para o Ocidente sonoridades e valores da cultura milenar indiana, com a qual tenho imensa afinidade... 


Motivos não me faltam para amar George Harrison e cultuá-lo como uma "adorável criatura", esses seres luminosos que passam pelo mundo e deixam marcas profundas em todos os agraciados com sua presença. E não foram poucos, felizmente.


Convido vocês todos a apreciarem sem moderação os dois vídeos abaixo, a conhecerem mais as extraordinárias criações de George Harrison e sua biografia, a se encantarem com a sublimidade de suas canções.


"With our love, we could save the world". Com nosso amor, podemos salvar o mundo.


"Something"


Link do vídeo


"My Sweet Lord"


Link do vídeo


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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012: Revolução Mundial ou Fim do Mundo ?



Amigos leitores se referiram ao propalado "Fim do Mundo" previsto para 23 de dezembro de 2012, segundo interpretação de estudiosos do calendário maia.


Lao-Tsé, filósofo chinês, no livro sagrado Tao-Te-King, diz que "Tudo o que tem um começo tem um fim"... Isso vale para todos os seres viventes, como sabemos, para coisas e objetos, situações, relacionamentos... e também para os mundos, imagino.




Com tudo o que a humanidade vem semeando por séculos em termos de atrocidades contra o planeta, a natureza e os mais frágeis, humanos, plantas e animais, não é difícil perceber a resposta traduzida em terremotos, tsunamis e outras catástrofes. Lei da Ação e Reação. Simples assim. Que vale para tudo, não só na física.


Por outro lado, o fim pode ser mais simbólico: fim de uma mentalidade de ganância e espoliação do homem pelo homem. Fim de uma era marcada por um capitalismo desumano, feroz, selvagem. E início de um mundo de maior fraternidade e solidariedade.


Uma parcela considerável da humanidade está empenhada nisso. Vimos recentemente as mobilizações mundiais exigindo democracia, respeito aos mais frágeis, liberdade, igualdade. Aqui no blog participamos ativamente deste movimento da cidadania planetária: World Revolution.


Nesse momento de começo de um ano, penso que deveríamos procurar nos sintonizar com o que houver de melhor no mundo e empenhar nossos esforços, dentro de nossos pequenos e anônimos cotidianos, pela Justiça. Como disse na mensagem de final de ano, a Justiça nos trará pão, trabalho, oportunidades iguais para todos, liberdade, igualdade, proteção aos mais frágeis, Paz.


Abaixo, trago para vocês mais uma extraordinária canção. Não se apeguem demasiadamente às imagens. Nem todas foram felizes. Mas desfrutem da letra maravilhosa e da harmonia magistral dessa belíssima canção.




Link do vídeo


Música: Flávio Venturini
Interpretação: 14 Bis


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A manhã luminosa de um novo ano



2 de janeiro de 2012: primeiro dia útil do Ano Novo.




O ano que tem início promete: crise econômica internacional, previsões de fim de mundo, Revolução Mundial em curso, com Indignadas e Indignados partindo pra cima da truculência e da iniquidade...


No Brasil, eleições municipais, quando poderemos aqui em São Paulo despachar a mediocridade reinante, continuidade da Primavera Judiciária, desencadeada pela Grande Mulher da Justiça, fora os embates pessoais da blogueira e de cada um de nós. 


"Tudo tem o seu tempo, o momento oportuno", como diz o Eclesiastes. Esta semana será um tanto "light" aqui no ABC! Vamos "pegar leve" por enquanto e guardar nossas forças  para "o momento oportuno"...


Mais uma vez, compartilho com vocês a canção extraordinária de Cat Stevens, que inspira todos nós a dirigirmos ao mundo um olhar diferenciado, observando o que há de bom e bonito, enchendo nosso coração de esperança e alegria.


Uma manhã luminosa nos nossos corações. Um Ano Luminoso para todos!



Link do vídeo


Morning has broken  Raiou a manhã   Cat Stevens

MORNING HAS BROKEN  Raiou a manhã

LIKE THE FIRST MORNING  
Como se fosse a primeira
BLACKBIRD HAS SPOKEN  
O pássaro cantou
LIKE THE FIRST BIRD  
Como se fosse o primeiro
PRAISE FOR THE SINGING  Louvemos 
o canto
PRAISE FOR THE MORNING  Louvemos a
 manhã
PRAISE FOR THEM SPRINGING  Louvemos o
 brotar dessas coisas
FRESH FROM THE WORLD  
Recém-chegadas ao mundo
SWEET THE RAIN'S NEW FALL  
Docemente cai a primeira chuva
SUNLIT FROM HEAVEN  
Iluminada pelos céus
LIKE THE FIRST DEW FALL 
Como o primeiro orvalho
ON THE FIRST GRASS  Sobre 
a primeira grama
PRAISE FOR THE SWEETNESS OF THE WET GARDEN  Louvemos a
 doçura do jardim orvalhado
SPRUNG IN COMPLETENESS  
Brotado por completo
WHEN HIS FEET PASS  
Quando Ele passa
MINE IS THE SUNLIGHT  
Minha é a luz do sol
MINE IS THE MORNING  
Minha é a manhã
BORN OF THE ONE LIGHT EDEN SAW PLAY  Nascida de uma luz que o
 Éden viu vibrar
PRAISE WITH ELATION  Louvemos
 com alegria
PRAISE EVERY MORNING
  Louvemos cada manhã
GOD'S RECREATION OF THE NEW DAY  
A recriação divina de um novo dia

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