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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Código Florestal: se é bom para Kátia Abreu...



... não é bom para você, nem para mim, muito menos para o Brasil. Simples assim.


Não é preciso ter grandes conhecimentos de ciências agrárias, engenharia florestal, ecologia...


Nós sabemos a que interesses mesquinhos esta senhora senadora (ex-DEM!!!), latifundiária e pecuarista, serve: os dela, os de outros ruralistas e os das grandes empresas de agronegócio.




E o Brasil e os brasileiros que se danem, não é senadora?!...


Portanto, a Blogueira Cidadã e o Abra a Boca, Cidadão!, mais uma vez, desafinam o Coro dos Contentes: 


Veta, Dilma!


Link do vídeo 1

Link do vídeo 2

Link do vídeo 3


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terça-feira, 8 de maio de 2012

Natureza: reles mercadoria



Vende-se a natureza


Frei Betto*


 Vende se a naturezaÀs vésperas da Rio+20, é imprescindível denunciar a nova ofensiva do capitalismo neoliberal: a mercantilização da natureza. Já existe o mercado de carbono, estabelecido pelo Protocolo de Kyoto (1997). Ele determina que países desenvolvidos, principais poluidores, reduzam as emissões de gases de efeito estufa em 5,2%.
Reduzir o volume de veneno vomitado por aqueles países na atmosfera implica subtrair lucros. Assim, inventou-se o crédito de carbono. Uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono. O país rico, ou suas empresas, ao ultrapassar o limite de poluição permitida, compra o crédito do país pobre, ou de suas empresas, que ainda não atingiram seus respectivos limites de emissão de CO2 e, assim, fica autorizado a emitir gases de efeito estufa. O valor dessa permissão deve ser inferior à multa que o país rico pagaria, caso ultrapassasse seu limite de emissão de CO2.
Surge agora nova proposta: a venda de serviços ambientais. Leia-se: apropriação e mercantilização das florestas tropicais, florestas plantadas (semeadas pelo ser humano) e ecossistemas. Devido à crise financeira que afeta os países desenvolvidos, o capital busca novas fontes de lucro. Ao capital industrial (produção) e ao capital financeiro (especulação), soma-se agora o capital natural (apropriação da natureza), também conhecido por economia verde.
A diferença dos serviços ambientais é que não são prestados por uma pessoa ou empresa; são ofertados, gratuitamente, pela natureza: água, alimentos, plantas medicinais, carbono (sua absorção e armazenamento), minérios, madeira, etc. A proposta é dar um basta a essa gratuidade. Na lógica capitalista, o valor de troca de um bem está acima de seu valor de uso. Portanto, tais bens naturais devem ter preços.
Os consumidores dos bens da natureza passariam a pagar, não apenas pela administração da “manufatura” do produto (como pagamos pela água que sai da torneira em casa), mas pelo próprio bem. Ocorre que a natureza não tem conta bancária para receber o dinheiro pago pelos serviços que presta. Os defensores dessa proposta afirmam que, portanto, alguém ou alguma instituição deve receber o pagamento – o dono da floresta ou do ecossistema.
A proposta não leva em conta as comunidades que vivem nas florestas. Uma moradora da comunidade de Katobo, floresta da República Democrática do Congo, relata: “Na floresta, coletamos lenha, cultivamos alimentos e comemos. A floresta fornece tudo, legumes, todo tipo de animal, e isto nos permite viver bem. Por isto que somos muito felizes com nossa floresta, porque nos permite conseguir tudo que precisamos. Quando ouvimos que a floresta poderia estar em perigo, isto nos preocupa, porque nunca poderíamos viver fora da floresta. E se alguém nos dissesse para abandonar a floresta, ficaríamos com muita raiva, porque não podemos imaginar uma vida que não seja dentro ou perto da floresta. Quando plantamos alimentos, temos comida, temos agricultura e também caça, e as mulheres pegam siri e peixe nos rios. Temos diferentes tipos de legumes, e também plantas comestíveis da floresta, e frutas, e todo de tipo de coisa que comemos, que nos dá força e energia, proteínas, e tudo mais que precisamos”.
O comércio de serviços ambientais ignora essa visão dos povos da floresta. Trata-se de um novo mecanismo de mercado, pelo qual a natureza é quantificada em unidades comercializáveis.
Essa ideia, que soa como absurda, surgiu nos países industrializados do Hemisfério Norte na década de 1970, quando houve a crise ambiental. Europa e Estados Unidos tomaram consciência de que os recursos naturais são limitados. A Terra não tem como ser ampliada. E está doente, contaminada e degradada.
Frente a isso, os ideólogos do capitalismo propuseram valorizar os recursos naturais para salvá-los. Calcularam o valor dos serviços ambientais entre US$ 16 trilhões e 54 trilhões (o PIB mundial, a soma de bens e serviços, totaliza atualmente US$ 62 trilhões). “Está na hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa do mundo, trabalhando para beneficiar 100% da humanidade – e faz isso de graça”, afirmou Jean-Cristophe Vié, diretor do Programa de Espécies da IUCN, principal rede global pela conservação da natureza, financiada por governos, agências multilaterais e empresas multinacionais.
Em 1969, Garret Hardin publicou o artigo A tragédia dos comuns para justificar a necessidade de cercar a natureza, privatizá-la, e assim garantir sua preservação. Segundo o autor, o uso local e gratuito da natureza, como o faz uma tribo indígena, resulta em destruição (o que não corresponde à verdade). A única forma de preservá-la para o bem comum é torná-la administrável por quem possui competência – as grandes corporações empresariais. Eis a tese da economia verde.
Ora, sabemos como elas encaram a natureza: como mera produtora de commodities. Por isto, empresas estrangeiras compram, no Brasil, cada vez mais terras, o que significa uma desapropriação mercantil de nosso território.
* Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo Barros, de O amor fecunda o Universo – ecologia e espiritualidade (Agir), entre outros livros.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O jornalismo de esgoto da Veja e o crime organizado



Dize-me o que lês e dir-te-ei quem és.


Se comprar, não leia. Se ler, não acredite. Se acreditar...




Veja o vídeo de matéria veiculada na TV Record e o post de André Lux.


Do blog Tudo Em Cima:

As matérias que Cachoeira plantou na Veja


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domingo, 6 de maio de 2012

São Paulo: Virada Cultural Online



Aos que não podem ou não querem ir à Virada Cultural que acontece desde ontem na cidade de São Paulo, permitam-me sugerir um Tour Virtual por um dos pontos mais importantes do centro velho de São Paulo, a Catedral da Sé. 




O Tour Virtual 360 graus que o site da Catedral Metropolitana de São Paulo oferece aos internautas é simplesmente deslumbrante. É possível ver boa parte da cidade a partir das torres da Catedral e também da Praça da Sé, além da parte interna, capela, cripta, o famosíssimo órgão e outros recantos. Tudo isso ao som de música sacra dos sinos da Catedral. E sob o comando do internauta.


A magia da tecnologia mostrando a vibrante cidade de São Paulo.


Clique aqui e faça agora este passeio inesquecível!


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Bolero de Ravel...



Supremo.


Interpretação estupenda da Filarmônica da Holanda.


Bravíssimo!!!







Link do vídeo

sábado, 5 de maio de 2012

Eliana Calmon alerta: "elites podres" tentam se infiltrar no CNJ



Depois dos "Bandidos de Toga" e dos "Juízes Vagabundos", as "Elites Podres"...


No discurso de agradecimento que fez ontem na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, onde foi homenageada com a Medalha Tiradentes, a destemida e intrépida ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, aproveitou para alertar a sociedade: querem acabar com a combatividade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), infiltrando em seus quadros pessoas ligadas à Banda Podre do Judiciário, que obviamente não quer mudanças e pretende perpetuar suas falcatruas.


Ledo engano. Estamos aqui todos atentos. O Povo Brasileiro apoia incondicionalmente a Grande Mulher da Justiça e não admitirá retrocessos. Daqui para melhor. Agora queremos todos os Bandidos e Bandidas de Toga na cadeia!







                                                                                     Fotos: Divulgação/Alerj



Ministra Eliana Calmon alerta sobre infiltração 
dentro do CNJ


Ao ser condecorada com a Medalha Tiradentes, defendeu Judiciário sem corporativismo


RIO - Após ser condecorada e receber a Medalha Tiradentes, maior homenagem da Assembleia Legislativa (Alerj), a ministra e corregedora da Comissão Nacional de Justiça, Eliana Calmon, fez um alerta aos parlamentares e pessoas ligadas ao judiciário que estavam presentes sobre a tentativa de infiltração de pessoas dentro da CNJ. A ministra defendeu um poder judiciário correto e sem corporativismo.

— Elites podres do país já querem fazer as infiltrações dentro do CNJ para minar a grande instituição que temos no Poder Judiciário. São setores diversos que tentam colocar representantes dentro do CNJ. É uma tentativa de fazer com que o CNJ tenha representantes dessa sociedade em fúria mas isso ainda não aconteceu — disse.

A homenagem à Ministra foi uma inciativa conjunta de 12 deputados, entre eles o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, e o deputado Paulo Ramos. Ao receber a medalha, Eliana Calmon ressaltou que estava recebendo a homenagem não por ser amiga de algum deputado mas pelo seu trabalho, reconhecido pelo judiciário e pela população.

— Não tenho amizade com ninguém que está aqui. A homenagem veio de pessoas que não conheço. Estou sendo homenageada pelos senhores que entenderam a importância do meu trabalho. Essa medalha será mais um elemento para lutar por um judiciário que eu acredito que seja um judiciário mais republicano que federativo — ressaltou.

Durante seu discurso a ministra ressaltou que combate o corporativismo dentro do judiciário. Para tal feito, segundo ela, contou com a mídia para fazer suas declarações e contar com o apoio da sociedade.

— Passei a dizer o que eu pensava do judiciário para a mídia porque era uma forma de barrar o corporativismo que estava nas entranhas do poder. Isso foi o suficiente para eu ter como aliada a sociedade brasileira .

Após receber a Medalha Tiradentes, ainda na Alerj, a corregedora do CNJ disse que o conselho está acompanhando o escândalo envolvendo as obras da construtora Delta. A ministra Eliana Calmon acrescentou, no entanto, que por enquanto o CNJ apenas acompanha o caso.

— Não estamos apurando. Em razão das notícias ligadas ao fato nós começamos a tomar essas precauções para verificar a veracidade dos fatos através do laudos e a partir daí sim, verificar se há necessidade de investigar ou não. Mas a corregedoria já se posicionou — concluiu.

O Globo Online
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Destaques do ABC!

Código Florestal: Veta, Dilma!


Para quem governa a presidenta Dilma Rousseff? Para ruralistas e grandes empresas do agronegócio ou para a sociedade civil e o povo brasileiro? 

Vejam o vídeo e leiam o artigo.


O ABC! engrossa o coro dos descontentes: 


Floresta em Pé!   Veta, Dilma!









Link do vídeo




Dilma vai ter coragem de vetar o novo Código Florestal?

Leonardo Sakamoto


Seja qual for a decisão que Dilma tomar sobre o novo Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, ela será emblemática. Mostrará o que será o resto do seu mandato presidencial.
O novo texto do Código Florestal tornou-se polêmico por propor um enfraquecimento na proteção ambiental do país. Anistia para quem cometeu infrações ambientais, isenção de pequenas propriedades de refazerem as reservas desmatadas, liberação de crédito rural a quem já desmatou além da conta, estão entre as medidas.
Se Dilma vetar a maior parte do texto, estará apoiando os que atuam na defesa de um desenvolvimento minimamente sustentável e na garantia da qualidade de vida das gerações futuras. Isso vai satisfazer ambientalistas, cientistas, parte dos formadores de opinião e da sociedade civil, alguns ministros, mas comprará uma boa briga com a Frente Parlamentar da Agricultura, vulgo Bancada Ruralista, federações de produtores rurais, outros ministros e grandes empresas do agronegócio – que vêm no instrumento uma forma de facilitar seus processos produtivos e aumentar seu poder de concorrência e/ou sua taxa de lucro.
Se sancioná-lo, vai mandar um recado claro: as políticas sociais e ambientais, declaradas como prioritárias, serão aplicadas desde que dentro de limites impostos pela governabilidade. Ou seja, nada de novo. Teremos que nos contentar com mais três anos de “utopia do possível”, expressão forjada na gestão FHC para encobrir os ossos lançados por quem está dentro da festa para a horda que aguarda do lado de fora – política abraçada com alegria pelos oito anos de governo Lula. Outro recado: no modelo de independência institucional vigente, não há governabilidade sem que os prejuízos de setores do agronegócio sejam socializados, enquanto os lucros mantenham-se privados.

Área de derrubada de floresta amazônica por trabalhadores escravos 
para implantação de pasto (arquivo pessoal)
Verificou-se que grande parte da base governista votou a favor do texto do relator Paulo Piau (PMDB-MG) – deputado que conseguiu a proeza de deixar pior algo que já estava ruim. Foram 274 votos a favor, mandando um recado: o Executivo tem o total apoio da base aliada (sic) para aprovar as matérias – desde que sejam aquelas que esses deputados querem que sejam aprovadas. Ou as de interesse dos lobistas que agem sobre o Congresso. Ou de seus financiadores de campanha – enfim, são vários os favores e longa a relação de dívidas.
A base é aliada, em verdade, de uma visão de desenvolvimento concentradora, excludente e predatória vigente em Pindorama desde sempre.
Por isso, a distribuição de cargos de primeiro, segundo e terceiro escalões tem servido muito pouco para o governo federal já que as vitórias são obtidas, principalmente, em assuntos de interesse desse pessoal. Ou alguém acredita que, nessa fatura da base aliada, está incluída a aprovação de leis que facilitariam o acesso aos direitos fundamentais, como o aumento nas garantias aos povos indígenas e quilombolas? Não, isso ficaria mais caro. Talvez, nem tivesse preço.
Há outras opções: Não vetar, nem sancionar – deixar o prazo correr para uma sanção automática. Dilma teria coragem de correr para baixo do tapete enquanto a banda passa? De qualquer maneira, quem cala consente, seja ao ver um genocídio e não fazer nada (como o que vem ocorrendo com os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul), seja ao ver um ataque claro aos direitos das futuras gerações e fazer cara de paisagem. Ou melhor, ir para o cinema.
Outro caminho, o mais provável, será vetar partes do texto e editar medidas provisórias, tentando, na medida do possível, conciliar as posições ambientalistas e ruralistas (é ridículo separar assim, mas vá lá). Deputados que foram contra o conteúdo aprovado queriam aquele que saiu do Senado, menos agressivo. Mas esquecem que o Congresso acabou produzindo um grande “bode na sala”, uma vez que o texto do Senado não era bom e sim menos pior do que aquele que saiu inicialmente da Câmara sob as mãos do então relator Aldo Rebelo. Para garantir que não seja criticada na Rio+20 por produzir um “Código do Desmatamento”, Dilma terá que passar a faca fundo.
E isso, é claro, sempre rezando para não tomar um outro passa-moleque do Congresso Nacional, que poderia derrubar os vetos.
Ou seja, cada situação tem sua implicação. Agora é a hora de se confirmar para quem esse governo foi eleito. A forma como vêm sendo implantadas as grandes obras de hidrelétricas na Amazônia, sem diálogo e na forma de um grande rolo-compressor, já dão uma bela dica.


Blog do Sakamoto


Destaques do ABC!

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