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Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga"
Desafinando o Coro dos Contentes...
COPA DAS COPAS The New York Times: "A torcida foi colorida, barulhenta e comportada e os jogos variaram de entretenimento a absolutamente brilhante, tudo devorado pelo público recorde na televisão e nas mídias sociais".
NEW YORK TIMES: "BRASIL PODE SE ORGULHAR DA COPA"
Jornal norte-americano "The New York Times", um dos mais importantes do mundo, não poupou elogios à Copa do Mundo no Brasil em editorial sobre o evento; "A torcida foi colorida, barulhenta e comportada e os jogos variaram de entretenimento a absolutamente brilhante, tudo devorado pelo público recorde na televisão e nas mídias sociais", diz o texto; apesar dos elogios, o jornal lembrou que nem tudo foi agradável ao Brasil: "Exceto, claro, a chocante derrota na semifinal por 7 a 1"; jornal critica o presidente da Fifa, Joseph Blatter; "Nos últimos anos, a Fifa tem sido associada direta ou indiretamente a todos os tipos de má gestão financeira, corrupção, peculato e viciação de resultados", disse.
247 - O jornal norte-americano "The New York Times", um dos mais importantes do mundo, não poupou elogios à Copa do Mundo no Brasil, em editorial publicado na edição da segunda-feira (14).
"O Brasil pode se orgulhar da Copa do Mundo", afirma o texto logo em sua primeira frase. "A torcida foi colorida, barulhenta e comportada e os jogos variaram de entretenimento a absolutamente brilhante, tudo devorado pelo público recorde na televisão e nas mídias sociais", completou.
Apesar dos elogios, o jornal lembrou que nem tudo foi agradável ao país anfitrião: "Exceto, claro, a chocante derrota do Brasil na semifinal por 7 a 1", disse.
Já a Fifa foi criticada no texto, que fez ressalvas ao presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter.
"Nos últimos anos, [a Fifa] tem sido associada direta ou indiretamente a todos os tipos de má gestão financeira, corrupção, peculato e viciação de resultados", disse. "Sepp Blatter, 78 anos, presidente suíço da Fifa desde 1998, não é acusado de corrupção. Mas desde que se tornou presidente, praticamente metade dos membros do comitê executivo foram acusados de violações, e ele tem sido relutante em investigar as alegações de negócios escusos", completou.
Neste link é possível ler o texto na íntegra, em inglês.
COPA DAS COPAS " (...) o Brasil conquistou o mundo ao organizar a melhor Copa da Fifa de todos os tempos, segundo a opinião unânime da imprensa internacional, e a seleção brasileira pentacampeã mundial perdeu o respeito de quem ama o futebol.
Dentro de campo, assistimos a jogos fantásticos, uma chuva de gols, defesas espetaculares, emoção do começo ao fim das disputas, uma festa permanente nos estádios lotados, um bilhão de pessoas no mundo todo assistindo a esta maravilhosa ópera do futebol. A grande decepção ficou por conta da seleção brasileira, tão endeusada por nossa imprensa antes do evento começar. Deu vergonha.
Fora de campo, não só tudo funcionou perfeitamente, do acesso aos estádios aos aeroportos, da segurança aos serviços públicos, bem ao contrário das previsões catastrofistas desta mesma imprensa, como fomos capazes de promover uma grande confraternização universal, que o mundo todo curtiu e aplaudiu durante um mês. Deu orgulho."
Brasil conquista o mundo e seleção perde o respeito Resumo da ópera: o Brasil conquistou o mundo ao organizar a melhor Copa da Fifa de todos os tempos, segundo a opinião unânime da imprensa internacional, e a seleção brasileira pentacampeã mundial perdeu o respeito de quem ama o futebol.
A derrota por 3 a 0 para a Holanda neste sábado serviu apenas para mostrar que os 7 a 1 que a Alemanha meteu nos meninos de Felipão, quatro dias antes, não foi um acidente de percurso, um "apagão", como quis demonstrar com planilhas a indigente comissão técnica formada pela CBF sob o comando de um provecto senhor chamado José Maria Marin, de triste memória.
Escrevo antes da final entre Alemanha e Argentina, no Maracanã, e de ler o noticiário do dia porque, qualquer que seja o resultado, a Copa no Brasil para mim já terminou e agora não adianta chorar o leite derramado.
Foram, na verdade, duas Copas do Mundo, bem distintas para nós.
Dentro de campo, assistimos a jogos fantásticos, uma chuva de gols, defesas espetaculares, emoção do começo ao fim das disputas, uma festa permanente nos estádios lotados, um bilhão de pessoas no mundo todo assistindo a esta maravilhosa ópera do futebol. A grande decepção ficou por conta da seleção brasileira, tão endeusada por nossa imprensa antes do evento começar. Deu vergonha.
Fora de campo, não só tudo funcionou perfeitamente, do acesso aos estádios aos aeroportos, da segurança aos serviços públicos, bem ao contrário das previsões catastrofistas desta mesma imprensa, como fomos capazes de promover uma grande confraternização universal, que o mundo todo curtiu e aplaudiu durante um mês. Deu orgulho.
Com estes sentimentos contrastantes, somos obrigados a reconhecer: foi uma grande vitória da presidente Dilma Rousseff, que soube segurar o peão a unha e entregou o que o governo brasileiro prometeu, superando todas as expectativas.
E representou, mais uma vez, a derrota da turma do contra liderada pela grande mídia familiar, incapaz de aceitar até agora que errou feio, antes e durante a copa, passando do terrorismo ao oba-oba, e terminando no chororô de forma melancólica, sem ter em nenhum momento apontado as causas da decadência estrutural do futebol brasileiro, entregue aos que com o esporte apenas querem faturar, faturar, faturar.
Uma rara exceção na nossa imprensa do pensamento único, que é preciso registrar: "O Brasil do eu acredito _ Na grande tragédia da seleção brasileira nesta Copa do Mundo não há inocentes, nem mesmo a torcida", de Eliane Brum, texto definitivo publicado na "Folha de S. Paulo", sexta-feira, dia 11 de julho.
Desta forma, tanto faz Felipão ficar ou se aposentar, se os que mandam continuam os mesmos, sobrevivem os mesmos interesses legais ou escusos, os campos de várzea acabaram e não há projetos nem privados nem públicos para a formação de novos jogadores, como a Alemanha vem fazendo há muitos anos com dedicação e competência.
Por isso, vou torcer daqui a pouco para a Alemanha, que hoje está jogando o melhor futebol do mundo, e também porque veio de lá a minha família materna, que merece este título por tudo o que fez, dentro e fora do campo, na inesquecível Copa no Brasil.
Tinha planejado uma feijoada para este domingo da grande final, mas já que não chegamos lá, vou reunir a família em torno de um belo almoço alemão. Gostaria de convidar todos vocês a esquecer a tristeza pelas acachapantes derrotas que sofremos nos últimos dias e comemorar a grande conquista do povo brasileiro que, com sua hospitalidade e alegria, conquistou o mundo.
Em carta à Seleção Brasileira, a Presidenta Dilma Rousseff afirma que as lições trazidas pela derrota poderão ser aproveitadas para melhorar o futebol brasileiro e que o Brasil realizou a Copa das Copas.
A carta na íntegra
Queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
Vocês – e o futebol brasileiro – são maiores do que quaisquer resultados passageiros.
O que permanecerá mais forte no coração do nosso povo serão os momentos de alegria que vocês nos proporcionaram nesta Copa e que, seguramente, irão nos garantir em Copas futuras.
Principalmente porque todos nós, sem exceção, saberemos aproveitar as lições de agora para melhorar ainda mais o nosso futebol, dentro e fora dos estádios.
É assim que vamos ampliar a história de sucesso da nossa seleção.
Nós, brasileiros, não levamos a Taça, mas fizemos a Copa das Copas.
Sem vocês, isso jamais seria possível.
Recebam nosso carinho e nosso sincero agradecimento,
"Quem compareceu aos estádios, não podemos deixar de considerar, foi dominantemente quem tinha poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos, dominantemente uma elite branca. Em alguns casos, devia ter 90%, em outros 80% ou 75%, mas era dominantemente elite branca", disse ela, em entrevista concedida ontem à noite [sexta] à jornalista Renata Lo Prete, da Globonews; Dilma afirmou ainda que seu governo fica marcado pelo maior ciclo de investimentos em infraestrutura dos últimos anos e disse que a Copa foi uma grande vitória do País contra os pessimistas
247 - A presidente Dilma Rousseff concedeu ontem à noite [sexta] uma importante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da Globonews. Nela, falou sobre as vaias que recebeu na abertura da Copa, na Arena Corinthians, e as atribuiu à chamada "elite branca".
"Quem compareceu aos estádios, não podemos deixar de considerar, foi dominantemente quem tinha poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos, dominantemente uma elite branca. Em alguns casos, devia ter 90%, em outros 80% ou 75%, mas era dominantemente elite branca", disse ela, durante o programa.
Sobre a Copa, ela afirmou ainda que o evento representou uma vitória contra o pessimismo. "Nós passamos, desde o início do ano, escutando que o Brasil era incapaz de fazer uma Copa do Mundo, de garantir a infraestrutura e a segurança. E o que vimos é que o Brasil fez estádios, infraestrutura e construiu uma política federativa de segurança", disse.
Dilma comentou ainda a derrota de 7 a 1 do Brasil contra a Alemanha. Diz ter sofrido uma "dor imensa" e defendeu reformas no futebol. "Não acho que é possível que, em um país com essa quantidade de talentos no futebol, craques saiam cedo deste país e não contribuam para criar uma cultura nova. Nós temos de fazer o que a Alemanha fez depois que perdeu a Eurocopa: uma reforma no futebol. Dar condições semelhantes aos técnicos brasileiros que as dadas em países europeus", disse.
Infraestrutura
Sobre seu governo, ela afirmou que a marca principal dos últimos quatro anos é a quantidade de investimentos em infraestrutura. "A característica principal desses quatro anos é o fato de que nunca se investiu tanto no Brasil em infraestrutura como investimos agora." Ela também combateu o pessimismo dos analistas econômicos e atribuiu o baixo crescimento à conjuntura internacional. "Eu acho terrível no Brasil que alguém possa supor que possamos ter um padrão de crescimento econômico como em outros momentos do país", afirmou. Sobre sua política econômica, diz que ela foi capaz de amortecer os efeitos dessa mesma crise, preservando os baixos índices de desemprego.
Dilma também foi questionada sobre corrupção e defendeu o PT. "É certo que nenhum partido está acima de qualquer suspeita. O PT compareceu com muitos avanços para a democracia no país. Agora, o PT também tem de apurar e não podemos compactuar com isso. O que serve para o PT tem de servir para todos os partidos. Mas não se pode considerar o PT como quem criou a corrupção no país", disse.
Ela também fez uma menção ao caso do ex-governador José Roberto Arruda, que poderá concorrer no Distrito Federal, mesmo tendo sido condenado em segunda instância. "Não é possível que haja uma situação que uma pessoa tem ficha limpa e a outra tem ficha suja e, apenas um dia de diferença, permita a ela também concorrer. Nós temos de mudar radicalmente as condições e as práticas eleitorais. O Brasil precisa fazer um plebiscito", disse.
"Eis que, novamente, os abutres sobrevoam a carniça nacional. Tentam, agora, transformar o fiasco de um time de futebol mal convocado, mal treinado e mal escalado por seu treinador num vexame nacional. Mas o que aconteceu ontem no Mineirão nada tem a ver com a capacidade brasileira de organizar grandes eventos, com os destinos da nação e muito menos com as eleições presidenciais de outubro. Foi apenas um jogo, onde quem se preparou melhor e, por isso, jogou melhor, venceu. Nada mais justo e merecido."
O que aconteceu ontem no Mineirão foi apenas um jogo de futebol, onde quem se preparou melhor e jogou melhor venceu. Apenas isso
Eis que, novamente, os abutres sobrevoam a carniça nacional. Tentam, agora, transformar o fiasco de um time de futebol mal convocado, mal treinado e mal escalado por seu treinador num vexame nacional. Mas o que aconteceu ontem no Mineirão nada tem a ver com a capacidade brasileira de organizar grandes eventos, com os destinos da nação e muito menos com as eleições presidenciais de outubro. Foi apenas um jogo, onde quem se preparou melhor e, por isso, jogou melhor, venceu. Nada mais justo e merecido.
Tragédia real mesmo seria perder o jogo fora de campo. E nada disso aconteceu. A Copa do Mundo, sim, merece ser chamada de #copadascopas, porque, a despeito de todas as previsões catastróficas desses mesmos abutres, tudo funcionou a contento. Vários aeroportos foram reformados, as arenas encantaram o mundo e o nível técnico, salvo o da seleção brasileira, foi, talvez, o melhor desde a Copa de 1970. Os estrangeiros que aqui vieram se encantaram com a alegria do povo brasileiro, com a hospitalidade dos voluntários e também com a organização do evento. Certamente, a grande maioria está disposta a voltar. Nunca, em toda sua história, o Brasil obteve tanta propaganda positiva como durante o Mundial, um período em que até jogadores alemães como Schweinsteiger e Podolski se renderam ao fascínio brasileiro, postando mensagens favoráveis em suas redes sociais.
A derrota nos gramados, no entanto, deveria servir para algumas reflexões e autocríticas. A começar pelo próprio jornalismo. Antes da Copa, dizia-se que o Brasil chegava mal preparado fora de campo, mas com uma ótima seleção. O que se viu foi o contrário. Do lado de fora, as coisas funcionaram, mas o jogo da seleção foi sofrível. Basta recordar como foram os jogos. Contra a Croácia, o Brasil precisou de um pênalti inexistente para desempatar. Contra o México, teve menos tempo de posse de bola e não saiu do zero a zero. Na vez de Camarões, o Brasil goleou, mas enfrentou um adversário já desclassificado. No primeiro mata-mata, o Chile só não venceu porque se acovardou, tentando levar a decisão para os pênaltis. Apenas no primeiro tempo contra a Colômbia, houve algum lampejo de futebol. Quando chegou a vez da tricampeã Alemanha, menosprezada pelo Brasil (!!!), a realidade se impôs de forma dura, porém pedagógica.
Assim como erraram antes da Copa, ao dizer, iludidos que estavam com a vitória na Copa das Confederações, que a seleção chegava bem preparada para o Mundial, os cronistas esportivos erram novamente ao demandar uma guinada de 180 graus no futebol brasileiro, como se tudo aqui estivesse errado. O Brasil ainda é um dos maiores celeiros de craques do mundo e tem agora, com suas novas arenas, totais condições de trazer de volta os torcedores e suas famílias aos estádios. Com uma preparação consistente, ou seja, trabalho, a seleção terá plenas condições de conquistar novos títulos.
E nem mesmo à Confederação Brasileira de Futebol deve ser debitado o fracasso da seleção. Eleito para um mandato tampão após a tormentosa saída de Ricardo Teixeira, o presidente José Maria Marin buscou o caminho mais seguro, ao apostar no técnico Felipão. Pentacampeão em 2002, ele parecia ser, de fato, o nome mais propício para inspirar confiança na equipe e também na própria sociedade brasileira, que cobra resultados de sua seleção como se disso dependesse sua autoestima. Se tivesse sido derrotado com Mano Menezes, por exemplo, Marin seria criticado por não apostar num técnico experiente. Agora, com um horizonte de quatro anos pela frente até o Mundial da Rússia, o novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, terá o tempo e a tranquilidade necessárias para organizar uma boa equipe.
Erros graves mesmo foram os de Felipão. Um técnico que não se reciclou, que chamou jogadores desconhecidos dos brasileiros e não foi capaz sequer de dar uma chance a Éverton Ribeiro, meia cruzeirense, que, nos últimos anos, tem sido o melhor jogador do Brasileirão, atuando na melhor equipe do País. Apostar em Fred e ter no banco Jô era, realmente, flertar com a tragédia. Escalar Ramires, Fernandinho e William, deixando Hernanes no banco, também parece ilógico.
Mas o grande erro mesmo foi a pressão psicológica imposta à equipe. Antes mesmo da Copa, o assistente Carlos Alberto Parreira afirmou que o Brasil era favorito absoluto, adotando o discurso "ganhar ou ganhar". Mais prudente teria sido dizer que a seleção passava por uma renovação e que os jogadores dariam o melhor de si. Apenas isso. Colocar sob os ombros de jovens de vinte e poucos anos a responsabilidade de apagar o "Maracanazo de 1950", do qual ninguém mais, salvo os cronistas esportivos, se recordam, foi outro equívoco.
Toda essa pressão psicológica se refletiu em campo, seja no choro antes dos pênaltis contra o Chile, nas lágrimas de Julio Cesar após defendê-los, no hino cantado agarradinho, na camisa de Neymar segurada por David Luiz no Mineirão e no apagão sofrido contra os alemães, que talvez nem tenha sido um apagão, mas o próprio retrato da realidade. Nos últimos quatro anos, os alemães se prepararam para chegar onde chegaram. O Brasil acreditou que poderia vencer no embalo. Perdeu dentro de campo, mas venceu fora dele. E é isso que deve dar orgulho ao povo brasileiro nesta #copadascopas.
O Supremo Tribunal Federal, graças aos Céus, perdeu seu mais incompetente e desequilibrado ministro, que pediu aposentadoria dias atrás, e o Brasil, pasmem, ganhou um novo técnico e comentarista em futebol! O negócio de Joaquim Barbosa, como vemos, é aparecer, estar na mídia, diante das câmeras, sob os holofotes, nas redes sociais. Quem ingenuamente imaginou "exílio" em Miami pode tirar o cavalinho da chuva. JB veio para ficar em nossas vidas, tumultuando, desequilibrando, fomentando caos e iniquidade, também fora do Poder Judiciário. Daqui pra frente ele vai "meter a colher" em tudo. Logo logo estará fazendo omelete com a Ana Maria Braga e dando entrevista pro Ratinho. Quem viver, verá! Oremos!
NO TWITTER, JB CRITICA ESCALAÇÕES DE FELIPÃO
"Por que não fazer mudanças, colocar jogadores com frescor em campo? Com tantos jogadores bons no banco!!! Técnicos brasileiros substituem mal e tardiamente. Sempre!", escreveu Joaquim Barbosa em sua estreia no Twitter; ele sugere ainda time para enfrentar Alemanha; após deixar o STF, também postou: "Alívio, finalmente!"
247 – Prestes a se aposentar, o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, estreou na rede social Twitter com críticas e palpites sobre a Seleção brasileira na Copa.
Após se dizer ‘aliviado’, em referência a sua saída do STF com a mensagem "Alívio, finalmente!", ele postou na sexta-feira (4) mensagens contra a escalação de Felipão no jogo contra a Colômbia:
“Por que não fazer mudanças, colocar jogadores com frescor em campo? Com tantos jogadores bons no banco!!!”
“Substituição perigosa! Se houver prorrogação, Henrique será a opção de ataque? Técnicos brasileiros substituem mal e tardiamente. Sempre!”
A última, de sábado (5), sugere escalação da seleção contra a Alemanha. "Luiz Gustavo, Fernandinho, Paulinho, Ramires ou William; Hulk, Fred. Bernard como arma no segundo tempo", escreve.
Nesta segunda, Barbosa pediu o adiamento de sua aposentadoria para agosto para acompanhar a transição da Presidência da Corte a Ricardo Lewandowski.
Presidenta Dilma Rousseff envia cartas de apoio à Seleção Brasileira e Neymar
Seleção Brasileira após gol de falta de David Luiz ontem, contra a Colômbia, pelas Quartas de Final da Copa, no Castelão. Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM
A presidenta Dilma Rousseff enviou, neste sábado (5), cartas à Seleção Brasileira e ao jogador Neymar Júnior. Aos jogadores e Comissão Técnica, Dilma enalteceu o talento, a garra, o espírito de luta e a capacidade de superação que eles vêm demonstrando e considerou que estes valores ajudarão a compensar o desfalque de Neymar após lesão sofrida no jogo de ontem, contra a Colômbia, pelas Quartas de Final da Copa do Mundo. A presidenta ainda classificou a Seleção Brasileira como a mais linda e aguerrida de toda a disputa e afirmou que jogadores têm feito com que corações brasileiros batam em um só ritmo e gargantas emitam uma só voz.
Ao jogador Neymar, a presidenta Dilma disse que a feição de dor do jogador feriu o coração dela e de todos os brasileiros e brasileiras. Ela o considerou um “grande guerreiro que não se deixa abater” e afirmou que, mais rápido do que se imagina, Neymar estará de volta “enchendo nossa alma de alegria e nossa história de sucessos”.
Veja abaixo a íntegra das cartas:
Queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
Todo o Brasil está acompanhando, com empolgação, a grande campanha que vocês realizam.
Mais uma vez, demonstram talento, garra, espírito de luta e capacidade de superação – o que, inclusive, vai ajudar a compensar o grande desfalque causado pela contusão do nosso querido Neymar.
Todo o Brasil já se sente vitorioso porque, além de estarmos realizando a Copa das Copas, temos a mais linda e aguerrida Seleção da disputa.
Como nunca, vocês estão fazendo nossos corações baterem em um só ritmo e nossas gargantas emitirem uma só voz de alegria e esperança.
Avante, porque o principal já foi feito!
Sua fã Número Um,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Querido Neymar,
Sua face de dor, ontem, no gramado do Castelão, feriu meu coração e o de todos os brasileiros e brasileiras.
Mas o que vimos, também, foi a força descomunal de um grande guerreiro que não se deixa abater, mesmo que ferido.
Um grande guerreiro que interrompe brevemente sua marcha, mas que já deixou sua marca insuperável na batalha vitoriosa que trava a nossa seleção.
Sei que como todo brasileiro você não desiste nunca e, mais rápido do que se imagina, estará de volta, enchendo nossa alma de alegria e nossa história de sucessos.
COPA DAS COPAS Daqui a pouco, às 17 h, em Fortaleza, Ceará, a seleção brasileira enfrenta a seleção da Colômbia. O vencedor vai encarar a Alemanha, na semifinal. O Brasil todo parado, festivo, vestido de verde e amarelo, numa só vibração pela vitória, pela seleção e pelo País. Murchos, os adeptos do "Não Vai Ter Copa" e as línguas mentirosas da mídia direitista, de rabo entre as pernas, têm que engolir suas previsões catastróficas, pelo menos assistir o estrondoso sucesso mundial da Copa do Mundo 2014, a Copa das Copas, e aguentar o barulhaço dos fogos, buzinas e vuvuzelas. Força, Brasil !!! Parabéns, Presidenta Dilma Rousseff !!!
Em 1970, eu estava na cadeia. Naquela época, havia segmentos que diziam: "Se você torcer pelo Brasil, você estará fortalecendo a ditadura". Isso era uma sandice. Para mim, esse dilema nunca existiu.
Eu havia sido presa em 16 de janeiro e, como agora, a Copa começava em junho. Naquela época, muitas pessoas que eram de oposição ao regime militar inicialmente começaram a levantar a questão de que a gente fortaleceria a ditadura se torcesse pela Seleção Brasileira. Eram muitas pessoas, no início. Elas foram diminuindo progressivamente. Até que não sobrou ninguém. Com o decorrer dos jogos, todos, os que estavam na cadeia e os que estavam fora, torceram de forma apaixonada pela Seleção Brasileira.
Vivíamos sob uma ditadura. Não havia direito de manifestação, direito de organização, direito à divergência. Havia tortura, perseguição e repressão. Mas essa nunca foi a questão. Eu e as minhas companheiras de cela nunca tivemos dúvidas e todas torcemos pelo Brasil, porque o futebol está acima da política.
O nosso sentimento pode ser traduzido no verso de Camões, em Os Lusíadas: "Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta".
A Seleção Brasileira representa a nossa nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo.
Ontem, hoje e sempre, o povo brasileiro ama e confia em sua Seleção. * Presidente da República Federativa do Brasil Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo. *
Daqui a pouco, na Arena Corinthians (Itaquerão), extremo leste da cidade de São Paulo, a região mais pobre da metrópole, começará a Copa das Copas, para tristeza da direita raivosa, das elites apátridas, de ignorantes e desinformados, que padecem do "complexo de vira-lata"... Graças aos governos populares de Lula e Dilma, o grandioso espetáculo, que será visto ao vivo por 3 bilhões de pessoas nos quatro cantos do planeta, coloca o Brasil, mais uma vez, em destaque no cenário internacional. Itaquera, São Paulo, Brasil
FESTA DA COPA COMEÇA E DESAFIA FRACASSOMANÍACOS
O Brasil chega a um dos dias mais importantes de sua história em relativa paz; negociação entre governo e movimentos sociais conteve protestos, como do MTST, que poderiam acontecer nesta quinta-feira, quando Brasil e Croácia darão o pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2014; em São Paulo, metroviários rejeitaram, na noite de ontem, a continuidade de uma greve abusiva, que poderia colocar em risco o deslocamento dos torcedores até o Itaquerão; num país em que agentes político-midiáticos como Veja torciam contra e previam que os estádios ficariam prontos só em 2038, já é uma vitória; "Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos", lembrou a presidente Dilma Rousseff, em seu pronunciamento em rede nacional, na última terça
A Presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem à Seleção Brasileira e à Comissão Técnica, reafirmando sua confiança na equipe:
Prezados Felipão, Parreira e integrantes da Comissão Técnica,
Queridos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol,
Faço questão de mandar meus votos de fé e confiança, nesta hora em que vocês representam a grande tradição e a fabulosa história do nosso futebol.
A forma brilhante como venceram a Copa das Confederações devolveu ao torcedor brasileiro a certeza de que esta Seleção e seus técnicos estão aptos a repetir os nossos grandes feitos do passado.
Ídolos do povo, vocês, jogadores, são a continuidade dos escretes que nos deram cinco taças.
Felipão e Parreira, campeões mundiais consagrados, aumentam a nossa certeza de que faremos bonito nesta Vigésima Copa.
Confiem em seus talentos, meus queridos jogadores, e olhem para trás e vejam-se no talento de Friedenreich, Fausto, Domingos, Leônidas, Zizinho, Nílton Santos, Didi, Garrincha e, naturalmente, o Rei Pelé.
O mundo sabe que vocês são os melhores. Têm alegria nas pernas, ginga no corpo, aplicação tática e improviso desconcertante. Pertencem a uma linhagem de atletas e treinadores que transformaram o jogo de cintura dura, inventado pelos ingleses, em uma nova forma de arte.
Em 20 de agosto, vamos comemorar o centenário da Seleção. Nesses cem anos, poucas vezes vimos uma equipe tão entrosada com a torcida como a de vocês. O carinho que recebem nas ruas e nos estádios é o melhor testemunho de que todos acreditamos na sua capacidade de honrar o futebol brasileiro na Copa que ora organizamos.
Meus votos são de que cada um jogue o que sabe. É o suficiente para a vitória. Estarei junto com todo o Brasil torcendo por todos e cada um de vocês.
COPA DO MUNDO 2014 Em cadeia de rádio e televisão, a Presidenta Dilma Rousseff fala aos brasileiros, saúda os estrangeiros que estão chegando para a Copa do Mundo, bate duro nos pessimistas e disseminadores de mentiras e pede que o Povo Brasileiro receba com carinho e cordialidade os visitantes. "Amigos de todo o mundo, cheguem em Paz! Estamos todos juntos para o que der e vier."
Foto Oficial/PR
PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTA
Minhas amigas e meus amigos,
A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil, acompanhando a maior Copa da história.
Pelo menos 3 bilhões de pessoas vão se deixar fascinar pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta.
Para o Brasil, sediar a Copa do Mundo é motivo de satisfação, de alegria e de orgulho.
Em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que estão chegando para esta que será, também, a Copa pela paz e contra o racismo;
a Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito;
a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento.
A Seleção Brasileira é a única que disputou todas as Copas do Mundo realizadas até hoje.
Em todos os países, sempre fomos muito bem recebidos.
Vamos retribuir, agora, a generosidade com que sempre fomos tratados, recebendo calorosamente quem nos visita.
Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
Amigos de todo o mundo: cheguem em paz!
O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
Brasileiras e Brasileiros,
Para qualquer país, organizar uma Copa é como disputar uma partida suada - e muitas vezes sofrida.
Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
Mas o resultado e a celebração final valem o esforço.
O Brasil venceu os principais obstáculos e está preparado para a Copa, dentro e fora do campo.
Para que esta vitória seja ainda mais completa é fundamental que todos os brasileiros tenham uma noção correta de tudo que aconteceu.
Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios.
Os estádios estão aí, prontos.
Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos.
Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos.
Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela.
O nosso sistema elétrico é robusto, é seguro, pois trabalhamos muito para isso.
Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
Além das grandes obras físicas e da infraestrutura, estamos entregando um sistema de segurança capaz de proteger a todos, capaz de garantir o direito da imensa maioria dos brasileiros e dos nossos visitantes que querem assistir os jogos da Copa.
Estamos entregando, também, um moderno sistema de comunicação e transmissão que reúne o que há de mais avançado em tecnologia, incluindo redes de fibra ótica e equipamentos de última geração, em todas as 12 sedes.
Minhas amigas e meus amigos,
A Copa apressou obras e serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público.
Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros.
Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios não voltarão na mala dos turistas.
Ficarão aqui, beneficiando a todos nós.
Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
Os novos aeroportos não eram necessários apenas para receber os turistas na Copa.
Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33 milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
Por isso, precisávamos modernizar nossos aeroportos para, acima de tudo, melhorar o dia-a-dia dos brasileiros que, cada vez mais, viajam de avião.
Agora também temos estádios modernos e confortáveis, de Norte a Sul do país, à altura do nosso futebol e dos nossos torcedores.
Além de servir ao futebol, serão estádios multiuso: vão funcionar também como centros comerciais, de negócios e de lazer, e palcos de shows e festas populares.
Minhas amigas e meus amigos,
Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação.
Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema.
Só para ficar em uma comparação: os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento dos bancos públicos federais, e em parte com recursos dos governos estaduais e das empresas privadas, somaram 8 bilhões de reais.
Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e saúde. Repito, 1 trilhão e 700 bilhões de reais.
Ou seja: no mesmo período, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios.
Vale lembrar, ainda, que os orçamentos da saúde e da educação estão entre os que mais cresceram no meu governo.
É preciso olhar os dois lados da moeda.
A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
É fator de desenvolvimento econômico e social.
Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
De uma coisa não tenham dúvida: as contas da Copa estão sendo analisadas, minuciosamente, pelos órgãos de fiscalização.
Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil que recebe esta Copa é muito diferente daquele país que, em 1950, recebeu sua primeira Copa.
Hoje, somos a 7ª economia do planeta e líderes, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social.
Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia jovem, dinâmica e pujante.
Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas.
Instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.
Meus queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro.
A Seleção representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo.
Por isso, vocês merecem que um dos legados desta Copa seja, também, a modernização da nossa estrutura do futebol e das relações que regem nosso esporte.
O Brasil precisa retribuir a vocês, e a todos os desportistas, tudo o que vocês têm feito por nosso povo e por nosso país.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO, SIM. BADERNA, ARRUAÇA... NÃO!!! POLÍCIA NELES!!!
"O padrão de manifestações na reta final para a Copa do Mundo está dado: mistura pleitos sindicais com temas difusos, dá carona ao 'não vai ter Copa', é violento contra as grandes cidades e o patrimônio público e, sobretudo, feito por minorias. A chamada massa não está neles, com todas as diferenças registradas entre as manifestações de junho do ano passado, que somaram dezenas de milhares, e os atos patrocinados agora por punhados de ativistas de origem duvidosa."
MINORIA ANTI-COPA DESAFIA COMPLACÊNCIA DO ESTADO
A 16 dias da Copa do Mundo, pequenos grupos de manifestantes testam os limites da condescendência do Estado brasileiro; grandes cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro voltam a enfrentar tumultos e engarrafamentos provocados por minorias; entusiasmo da maioria por receber Copa do Mundo vai sendo abafado por cenas fabricadas sob medida para ser transmitidas ao vivo pela televisão; basta interromper uma grande avenida para conseguir atenção global; plano de segurança do governo vai sendo desafiado a ser colocado em prática com rigor; Mundial com 500 mil ingressos vendidos, projeção de audiência recorde e torcida ao lado da Seleção Brasileira não merece ser tisnado por meia dúzia, em termos proporcionais, de oportunistas anárquicos; em países ricos e desenvolvidos, repressão não admite provocações
247 – O padrão de manifestações na reta final para a Copa do Mundo está dado: mistura pleitos sindicais com temas difusos, dá carona ao 'não vai ter Copa', é violento contra as grandes cidades e o patrimônio público e, sobretudo, feito por minorias. A chamada massa não está neles, com todas as diferenças registradas entre as manifestações de junho do ano passado, que somaram dezenas de milhares, e os atos patrocinados agora por punhados de ativistas de origem duvidosa.
Nesta terça-feira 27, exemplos prontos e acabados de como essa minoria pode estragar a festa da maioria, caso não seja enfrentada, aconteceram em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital federal, ditos sem teto e índios de arco e flecha tentaram atacar a taça da Copa do Mundo, exposta numa tenda diante do estádio Mané Garrincha.
Em seu périplo pelas 27 capitais do Brasil, onde virou até mesmo programa de visitação escolar, a taça vai sendo vista com alegria, orgulho e satisfação. O Brasil, afinal, já conquistou-a duas vezes, além das três vezes em que ergueu a Jules Rimet. Mas uma minoria de Brasília, de não mais que 300 manifestantes, procurou tirar todo o brilho dessa passagem com um arremedo irresponsável de passeata. Na hora do rush, engarrafou todo o tráfego do plano piloto da capital.
Dezenas de bombas de gás lacrimogêneo tiveram de ser usadas pela PM, que estava posicionada com tropa de choque e cavalaria para defender o espaço da Fifa. A visitação à taça teve de ser suspensa e os manifestantes ganharam com toda a exposição ao vivo nas redes de tevê. Mais imagens enviadas para o mundo, cada uma delas criada, reforçando, uma minoria.
Em São Paulo, não mais que 2 mil professores se deram o direito de, pela quarta vez nos últimos dias, invadir pistas das grandes avenidas e marchar com ameaças sobre a Prefeitura da cidade. Deixando um rastro de caos no trânsito, estão sempre abertos a receber grupelhos do chamado 'não vai ter Copa' à reboque. Registre-se que, se um dia esse slogan foi chamado de 'movimento', isso não se confirmou, dado seu absoluto esvaziamento de público nas poucas vezes em que tentou se auto-convocar. Há um burburinho pela internet, com imagens de baixo nível e grau máximo de despolitização, que igualmente não alcançou seu sonho – ou pesadelo – de ser um viral.
No Rio de Janeiro, com os rodoviários sendo envolvidos em uma nova greve por dissidentes do sindicato da categoria, o mesmo quadro se repete. Violentos no início do mês, quando atacaram garagens para depredar mais de 360 coletivos, eles prometem voltar à carga a partir da meia-noite desta quarta-feira 28.
Manifestações pouco numerosas também ocorrem em outras capitais, enquanto que um iniciante clima de festa começa pelas cidades menores do país, refletindo ainda discretamente nas maiores. É claro que, à medida em que a competição começar, e a Seleção Brasileira, que cumpriu hoje seu primeiro dia de concentração, avançar, mais e mais brasileiros irão aderir. Não é novidade. Desde os tempos do Pra Frente, Brasil, em 1970, cada Copa teve seu reflexo no público. Mas nunca, nem mesmo durante a ditadura militar, essa adesão foi violenta.
Agora, no entanto, o poder real e midiático de quem provoca um congestionamento, faz uma depredação ou tenta cometer um atentado contra a Copa – como, a rigor, ocorreu durante a tarde na capital federal – é desproporcional ao grito de alegria e respeito pela Copa do Mundo que vai sendo dado pela maioria do País. Se fosse para não querer Copa, os sinais seriam outros, com muito, mas muito mais gente nas ruas, e de todas as classes sociais ou, ao menos, da classe média e estudantes. Foi assim em junho, não está sendo assim agora.
Reclamos do colunista conservador global Carlos Lacerda, quer dizer, Arnaldo Jabor, caem no vazio. Ele age como um anarquista bufão a pastorear seu público na concessionária Rede Globo ao abismo do quanto pior, melhor. É um dos chefes da minoria isolada, motivo sem retoques do declínio de audiência da emissora dos três bilionários irmãos Marinho. A esse e outros chamados, a grande, imensa maioria da população está enviando uma resposta de aceitação à Copa do Mundo no Brasil.
Os poucos manifestantes de agora não fazem mais que testar os limites da condescendência do Estado. Em outros países do mundo, já teriam sido convidados, sem cerimônia, a se retirar. Em Washington, capital dos Estados Unidos, por exemplo, passeatas que invadem ruas são realinhadas a borrachadas para cima das calçadas. Em Berlim, na Alemanha, jatos d'água poderosos ainda são usados para dispersar protestos. Na França, as tropas de choque mais parecem unidades de combate americanas no auge da guerra do Afeganistão. Até mesmo na vizinha Argentina o Estado parece saber se defender de maneira bastante eficaz frente a ações minoritárias.
A medida do enfrentamento com a minoria que prejudica a maioria tem de ser encontrada a cada situação. Nas ruas, cada caso é um caso de grande repercussão e complexidade. O que não significa que o Estado não deva, por seus meios tradicionais, usados em todo o mundo democrático, a efetivamente agir. Provocação de congestionamentos em horários de rush, realização de ataques a alvos esportivos e quebra-quebras de oportunidade não merecem complacência.
O Mundial já alcança 500 mil ingressos vendidos no País e dezenas de milhares de credenciamentos de mídia. É um sucesso comercial, de adesão esportiva e na projeção de audiência. Os estrangeiros virão em lotes ao Brasil. Nunca foi um costume recebê-los mal, de cara cerrada e punhos fechados. Nem na literatura, muito menos na vida real, jamais o brasileiro agiu assim. Ao contrário. As capitais vivem sendo reconhecidas internacionalmente como entre as mais cordiais do mundo, a começar pelo Rio de Janeiro, de Lacerda e Jabor, e São Paulo. É essa verdade que tem de prevalecer.