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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Suprema Descortesia de Joaquim Barbosa


SUPREMOCRACIA



"A divergência e a oposição no direito não são condições ocasionais, mas sim necessárias, sob pena de direitos fundamentais da sociedade democrática irem para o ralo. (...)

O Tribunal, portanto, mais do que qualquer outro lugar social, deve ser o ambiente da cortesia e do respeito. Arrogâncias e incivilidades devem ser tidas não como meras deselegâncias mas como comportamentos juridicamente ilícitos, sujeitos a sanções legais, sob pena de inviabilizar a função republicana da jurisdição, impedindo a sua realização em padrões minimamente civilizados e éticos. (...)


Mais do que um problema em si, a falta de bons modos em nossos tribunais me parece um sintoma de um mal maior. O Judiciário, dos Poderes da República, é o mais infenso às mudanças democráticas que se realizam no Estado e na sociedade brasileira. (...)

A sensação de impunidade e intangibilidade a críticas mais amplas é tanta que até o despudor do xingamento público em cadeia nacional é aceito em nossa Corte maior como ocorrência natural, desmerecedora de reprovação.

O maior problema da ofensa a um colega em um Tribunal não é o vilipêndio a um companheiro de profissão, numa perspectiva corporativa, muitas vezes equivocadamente argumentada. Mas sim a desconsideração da dignidade do colega, a ofensa ao outro em sua condição humana , sua humilhação pública e perversa."




Judiciário

A cortesia nos tribunais

Por que as descortesias de Joaquim Barbosa são festejadas pelos setores mais grotescos do ambiente social?

Pedro Serrano


Agência Brasil

Os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski

A etiqueta, conjunto de regras relativas aos modos de convivência cotidiana, é uma construção cultural do início da sociedade moderna, conforme ensina o filósofo político Renato Janine Ribeiro, um dos mais relevantes intelectuais do Brasil de nossos dias.

A partir do estudo histórico do fenômeno, o professor da USP aponta duas ideias centrais que integram o conceito. Como ressalta o filósofo, a humanidade penou para superar seus modos rústicos e de expressão agressiva e construir um procedimento de condutas e gestos centrados nos valores da urbanidade e civilidade.

Essa primeira ideia tem como núcleo o respeito de um pelo outro; reflete a noção de que todos nós, seres humanos, somos iguais em essência. Por meio do trato educado em relação ao outro, demonstramos, em pequenos gestos, que por mais valência que tenha nossa posição social, ela nunca é motivo justificador da arrogância e da desconsideração do outro.


Tem-se assim etiqueta como uma “pequena ética”, o reconhecimento por gestos e posturas do outro como ser portador de dignidade humana, não por conta de suas condições materiais ou de poder, mas pelo simples fato de pertinência à espécie humana.

Neste aspecto não é nada relevante o conhecimento de regras específicas de conduta, quais talheres escolher a mesa ou como proceder num serviço a francesa, e sim demonstrar respeito, preocupar-se com os sentimentos alheios, buscar combater a arrogância e a prepotência em suas próprias atitudes, com vistas à observância do valor geral da dignidade como parâmetro das relações humanas, tanto no grande evento social, histórico ou político, quanto na microfísica do cotidiano.

O ser verdadeiramente ético não seleciona apenas o olhar público ou os grandes atos como locus exclusivo da vivência dos valores que postula.


As regras dos talheres, do RSVP, dos trajes adequados, em geral e em especial, quando descoladas dos valores referidos, traduzem a segunda ideia que o professor Janine Ribeiro postula como inerente ao conceito de etiqueta, qual seja distinguir entre as classes e segmentos sociais, criar símbolos gestuais de pertencimento às elites, distinguindo seus integrantes do restante da comunidade humana. Reflexo, portanto, de valores antagônicos ao da “pequena ética” da primeira ideia, uma etiqueta aristocrática da desigualdade em oposição à etiqueta democrática da celebração da dignidade humana.

Em minha atividade profissional, a das lides nos tribunais, a questão da etiqueta se intensifica.

Por todo meu meio século de existência ouvi de amigos profissionais de outras áreas de saber, e mesmo de colegas, críticas incisivas ao modo exageradamente formal de trato entre os profissionais do direito.

Se em certa dimensão a crítica é correta, por outro lado deixa às vezes de levar em consideração aspectos específicos da operação com o direito e seus litígios, que tornam a cortesia mais do que uma saudável e ética regra de convivência, numa verdadeira exigência de salubridade no exercício profissional.

O profissional do direito é o único que tem um colega seu pago para descontruir seu trabalho traduzido em argumentos, seja na disputa entre promotor e advogado na causa, seja no debate entre julgadores num tribunal (do colegiado democrático se espera mais a divergência que o consenso).

Nem o médico nem o historiador nem o filósofo nem o engenheiro passa por isso.

Podem argumentar que no mundo acadêmico a divergência e o debate são inerências da atividade. Mas a divergência aí, por mais cotidiana, é decorrência ocasional de enfoques ou raciocínios diversos, e não um pressuposto.

A divergência e a oposição no direito não são condições ocasionais, mas sim necessárias, sob pena de direitos fundamentais da sociedade democrática irem para o ralo.


O Tribunal, portanto, mais do que qualquer outro lugar social, deve ser o ambiente da cortesia e do respeito. Arrogâncias e incivilidades devem ser tidas não como meras deselegâncias mas como comportamentos juridicamente ilícitos, sujeitos a sanções legais, sob pena de inviabilizar a função republicana da jurisdição, impedindo a sua realização em padrões minimamente civilizados e éticos.


Infelizmente não é o que se tem observado nos Tribunais brasileiros. Várias foram as notícias de agressões, inclusive físicas, entre promotores e advogados em Juris midiáticos. Mesmo quando a violência física não se faz presente é de estarrecer os xingamentos e maus modos que vão sendo placidamente aceitos em nossas Cortes.

São mais do que públicas as deselegâncias do presidente de nossa Corte Suprema com outros ministros, por apenas divergir de seu entendimento, e também com outros magistrados, advogados e jornalistas.


Mais do que um problema em si, a falta de bons modos em nossos tribunais me parece um sintoma de um mal maior. O Judiciário, dos Poderes da República, é o mais infenso às mudanças democráticas que se realizam no Estado e na sociedade brasileira.


Ninguém gosta de criticar juiz, advogado ou promotor. O mais honesto entre os homens pode amanhã se ver envolvido numa acusação injusta ou conflitar com terceiros e depender da ação desses profissionais para que a injustiça não o prejudique.

Em nossa tradição aristocrático-patrimonialista de Estado, criticar autoridades e profissionais tão relevantes pode ser o caminho para o dissabor.

Já o deputado ou o chefe do executivo dependem do voto e, como tal, são naturalmente mais sujeitos à crítica, seja pela disputa eleitoral, seja porque não podem se dar ao luxo da antipatia.

A sujeição à critica não tem sido suficiente para resolver graves problemas de nossas esferas estritamente políticas, mas pelo menos suas mazelas são de todos conhecidas. O mesmo não corre com a chamada “caixa-preta” de nossas instituições e corporações jurídicas.

A sensação de impunidade e intangibilidade a críticas mais amplas é tanta que até o despudor do xingamento público em cadeia nacional é aceito em nossa Corte maior como ocorrência natural, desmerecedora de reprovação.


O maior problema da ofensa a um colega em um Tribunal não é o vilipêndio a um companheiro de profissão, numa perspectiva corporativa, muitas vezes equivocadamente argumentada. Mas sim a desconsideração da dignidade do colega, a ofensa ao outro em sua condição humana , sua humilhação pública e perversa.


Pior que isso, a descortesia tem sido festejada em setores mais grotescos do ambiente social como prática moralista, a ira combatente do mal.


Confirma minha impressão de sempre: o sentimento moralista nunca é irmão da ética e da dignidade. Só gemina com o adubo da hipocrisia.


Destaques do ABC!

STF Ao Vivo: Julgamento do Mensalão


SUPREMOCRACIA



Temperatura amena no Plenário do Supremo.

Superado o lastimável episódio do entrevero entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski na sessão anterior, com pronunciamentos e justificativas dos contendores e manifestação do decano Celso de Melo em defesa da ampla liberdade de expressão, a maioria do plenário confirmou o voto pela manutenção da pena mais grave ao Bispo Rodrigues, rejeitando, pois, os embargos declaratórios interpostos pela defesa.

O julgamento continua, após o intervalo de 30 minutos.

Acompanhe conosco!


Transmissão encerrada às 19:08 h.Transmissão *Transmissão encerrada 

STF Ao Vivo: Barbosa X Lewandowski


ARROGANCIOCRACIA  



Começou a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, com a continuidade da etapa recursal do julgamento do Mensalão.

Haverá retratação do ministro Joaquim Barbosa por ter acusado Ricardo Lewandowski de fazer chicana, encerrado abruptamente a última sessão plenária e impedido o ministro de votar? [Barbosa não se retratou, ao contrário: reafirmou sua posição anterior]

Ricardo Lewandowski fará algum pronunciamento sobre a ofensa que recebeu? [após Barbosa, Lewandowski se manifesta de modo a considerar o episódio encerrado]

Haverá "arranca-rabo" entre ambos? Dedos em riste, sopapos, insinuações? [até o momento, tudo sob controle no Pleno...]

O "Nosso Batman" descerá do pedestal onde a mídia golpista e setores das redes sociais o colocaram ou continuará com sua postura de Zeus no Olimpo, olhando os demais ministros como séquito, massa de manobra? [Barbosa continua em sua postura olimpiana e arrogante, mas moderada...]

O embate será pacificado ou novamente a temperatura vai estourar os termômetros do plenário do Supremo? [vamos aguardar o andamento da sessão... tem muita água pra correr por debaixo da ponte...]

Acompanhe conosco a transmissão do julgamento da Ação Penal 470.

Todos de olhos e ouvidos atentos na sessão plenária do STF!




terça-feira, 20 de agosto de 2013

SP: Querem imobilizar Blogueira Cidadã


DENÚNCIA



Imobilizar, isolar, amordaçar.

Para que os ilícitos cometidos e a impunidade vigente se perpetuem.


Blogueira Sônia Amorim   X  Perseguidores

Chegou a hora do embate público.

Chegou a hora da Verdade.

Quem ataca quem?

Quem difama quem?


Quem lesa quem?


Quem mente e quem diz a verdade?


Quem atua nas sombras e quem age à luz do dia?


Quem arregimenta comparsas e quem luta com as palavras e a Lei?

Quem joga limpo e quem joga sujo?

Quem é delinquente e quem é vítima?


Chegou a hora da Verdade.

As máscaras vão cair...



Sob risco de assassinato ou violência grave e em estado de vulnerabilidade econômica, provocado por gente que se junta em bando para cometer ilícitos, a cidadã-blogueira fala a seus amigos, leitores, conhecidos e simpatizantes, narrando as violações de direito que vem sofrendo desde fevereiro de 2010, em Engenheiro Goulart, bairro da Penha (Penha de França), cidade de São Paulo.

Além do intensivo e incessante assassinato de caráter e reputação - linchamento moral, difamação, festival de mentiras - promovido para afastar pessoas e isolar a blogueira, para que não encontre apoio no enfrentamento do Esquema Criminoso, e enquanto não conseguem tirar a cidadã de circulação, por meio de sequestro, assassinato, internação como louca ou outra patifaria do gênero, os delinquentes vêm, desde fevereiro de 2010, impedindo o seu trabalho, interferindo em seus negócios e em qualquer outra atividade que possa trazer recursos à blogueira, para que a cidadã não tenha condição de reagir aos ataques desferidos, como a contratação de um bom advogado, por exemplo.

(1) Escuta telefônica clandestina (grampo), (2) monitoramento da cidadã 24 horas por dia por meio de câmeras de vigilância, um jagunço e uma "carcereira-informante", pelo menos, (3) multas de trânsito fabricadas, (4) intervenções em locações promovidas pela blogueira, gerando violências de toda ordem, roubos, contas não pagas, prejuízos financeiros, (5) desorganização total da vida material da cidadã, por meio de terrorismo, intimidações, ameaças, impedindo a cidadã de trabalhar, tocar sua vida adiante, viver em paz e se defender com eficácia do bando criminoso, etc. etc.

Em 3 anos e meio, a cidadã blogueira já perdeu 2 carros, um deles praticamente novo, objetos de valor que precisou vender, dinheiro, animal de estimação, árvores no seu quintal e jardim etc. etc.

A mais recente falcatrua, ao que tudo indica, consiste em intervenção na venda do carro da blogueira, transação parcelada em 5 vezes. O pagamento da última parcela, com a inclusão de débitos do veículo, foi suspensa pela compradora. SEM QUALQUER JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL.

Como uma pessoa adquire um veículo em 5 parcelas, paga 4 e "sai de cena", silencia, some, SEM QUALQUER MOTIVO JUSTO, não se interessando em promover a transferência?

Muito "esquisito", vamos combinar, como diz o PML...

Quantas infrações e multas serão perpetradas e debitadas no nome da cidadã blogueira?

A quem interessa mais esta PATIFARIA contra Sonia Amorim?

Os nazi-fascistas da Penha e de outras localidades

As máscaras vão cair...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dilma, Republicana, escolhe Janot para a PGR


DIZE-ME COM QUEM ANDAS E DIR-TE-EI QUEM ÉS...


Se é bom para Álvaro Dias (PSDB) e Agripino Maia (DEM), é mau para o Brasil. Simples, assim.

Presidenta Dilma Rousseff, no sábado, escolheu Rodrigo Janot para Procurador Geral da República, nome que encabeçava a lista de candidatos feita pelo Ministério Público Federal. E a oposição apátrida, defensora de interesses mesquinhos e inconfessáveis, comemorou!

No bairro da Penha (São Paulo) e no Brasil todo, de acordo com a Constituição da República, Ministério Público é fiscal da lei. E deve, sempre, estar do lado da sociedade, do cidadão, em vez de engavetar denúncias e apoiar o crime.

Vamos acompanhar a atuação do novo PGR, agradecendo aos céus pela saída de Roberto Gurgel. Aquele que deve encontrar com o senador Fernando Collor pelo caminho muito em breve... Vejam o vídeo abaixo.




***

domingo, 18 de agosto de 2013

Hare, Harrison! Hare, Krishna!





"Here comes the sun" (Aqui vem o Sol)
Dedicado ao Swami Prabhupada



"Om Hari Om Gopala Krishna"
Invocação a Krishna, aquele que remove o sofrimento



"My Sweet Lord" (Meu doce Senhor)
Dedicado ao Generoso, ao Misericordioso, ao Bem-Aventurado, ao Abençoado... o nome não importa.


Hare, Krishna!

*

Suprema desfaçatez


Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal residem em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem-estar público, sua ansiedade em servir à sociedade.
                                                                   Joseph Pulitzer




Quando jornalistas e juízes se tornam amigos, o interesse público fica ameaçado


Paulo Nogueira, de Londres


O grande editor Joseph Pulitzer dizia que jornalista não podia ter amigo; no Brasil tem — e o pior é que entre as amizades estão juízes.


Merval, com Gilmar Mendes e Ayres de Britto, no lançamento do livro

Já falei de Mensalão, o livro de Merval.

Volto ao assunto, depois de ver fotos do lançamento em Brasília. Figuras eméritas da Justiça Nacional correram, sorridentes, a prestigiar a cerimônia.

O pudor, se não a lei, deveria impedir este tipo de cena. Veja as expressões de contentamento e cumplicidade. Que isenção se pode esperar da Justiça brasileira em casos relevantes que porventura envolvam Merval e, mais ainda, a Globo?

Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem imoral desse interesseiro caso de amor entre mídia e justiça, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.

Ali estava já a sentença de Gilmar.

O grande editor Joseph Pulitzer escreveu, numa frase célebre, que “jornalista não tem amigo”. Ele próprio viveu em reclusão para evitar que amizades influenciassem os rumos do jornal que comandou.

Para que você tenha uma ideia da estatura de Pulitzer, foi ele quem rompeu com a tradição de publicar as notícias na ordem cronológica. Ele estabeleceu a hierarquia no noticiário. Estava inventada a manchete, bem como a primeira página.

Era um idealista. “Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”, escreveu.

Tinha uma frase que me tem sido particularmente cara na carreira: “Jornalista não tem amigo.”

Como a “Deusa Cega da Justiça”, afirmava Pulitzer, ele ficava ao largo das inevitáveis influências que amizades com poderosos trazem. “O World [seu jornal], por isso, é absolutamente imparcial e independente.”

Merval tem muitos amigos, como se vê na foto deste artigo. Não é bom para o jornalismo que ele faz. E pior ainda é que ele é correspondido no topo da Justiça brasileira.

Juízes, como os jornalistas, não deveriam ter amigos, como pregou Pulitzer. Pelas mesmas razões.

Os nossos têm, e parecem se orgulhar disso, como se vê na foto acima.