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sábado, 4 de janeiro de 2014

Retrato do Judiciário brasileiro (e da mídia também)


CIDADANIA, JUSTIÇA E MÍDIA



"Os juízes acham que são deuses. Os desembargadores, têm certeza..." 
                                                                         (piada corrente no mundo do direito)


A seguir, reproduzo dois posts de veículos de grande credibilidade da mídia digital, alternativa, que mostram um pouco da prepotência de muitos membros do Poder Judiciário, aqueles que esquecem que são servidores do povo e da sociedade e se comportam como seres diferenciados, até "divinizados", acima do Bem e do Mal.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

2014: o ano do tudo ou nada para a direita


GOLPE EM ANDAMENTO



" (...) para os setores mais conservadores do país, a meta desse ano que se inicia é que tudo dê errado no Brasil.

Eles querem que a economia vá de mal a pior; que as taxas de emprego caiam; que a audiência dos grande grupos de mídia aumente – já que está em queda há algum tempo; que a Copa do Mundo seja um fiasco, dentro e fora de campo (por que não?); que as manifestações de junho de 2013 voltem a ocorrer, de preferência com foco real em Dilma para facilitar – na cabeça deles – o trabalho em outubro, mês das eleições.

Mas esse é o ponto central: derrotar Dilma nas eleições. Não importa a que custo."

 

Os desejos da direita para 2014

CADU AMARAL


Para os setores mais conservadores do país, a meta desse ano que se inicia é que tudo dê errado no Brasil

O que esperar para 2014? Há quem deseje ter uma conta bancária mais rechonchuda ou encontrar o amor da sua vida. Também tem quem queira a realização de um sonho determinado ou mesmo apenas os velhos chavões como paz e felicidade. Mas para os setores mais conservadores do país, a meta desse ano que se inicia é que tudo dê errado no Brasil.


Eles querem que a economia vá de mal a pior; que as taxas de emprego caiam; que a audiência dos grande grupos de mídia aumente – já que está em queda há algum tempo; que a Copa do Mundo seja um fiasco, dentro e fora de campo (por que não?); que as manifestações de junho de 2013 voltem a ocorrer, de preferência com foco real em Dilma para facilitar – na cabeça deles – o trabalho em outubro, mês das eleições.


Mas esse é o ponto central: derrotar Dilma nas eleições. Não importa a que custo. Eles, os conservadores, já não aguentam mais perder eleições. Ver setores seus apoiando o governo encabeçado pelo PT. Sim, afinal há políticas conservadoras no governo, como em todo e qualquer governo de coalizão à esquerda.


E para conseguir isso vale até suprimir direitos básicos em uma democracia como o de defesa. Rasgar os códigos do Direito; midiatizar julgamentos e engavetar escândalos de bilhões de reais dos seus aliados e braços da política institucional. A agonia é tanta que, em 2013, até a cor da roupa da presidenta usado em pronunciamento no rádio e na tevê virou ação no Ministério Público.


Especiais em programas na televisão ou mesmo a participação em jogos bobocas de programas de auditórios estão no repertório da direita através da grande mídia (ou seria apenas mídia grande?). Não seria surpresa, aliás como já houve, em serem transmitidas minisséries para tentar induzir o julgamento das pessoas para o pleito de outubro.


Para isso se pode dar dois nomes: golpismo e agenda vazia. Além do cacoete em expor o povo brasileiro às suas vontades à força, a direita no Brasil também não tem agenda para apresentar ao povo. Pelo menos uma que a possibilite vencer a eleições democraticamente. Qualquer pessoa com um olhar mais atento já percebeu tal falta do que falar no debate entre Dilma e Serra no segundo turno da eleição presidencial em 2010. Todas as propostas do candidato tucano já estavam postas em prática pelo então governo Lula.


Esse ano não será dos mais fáceis. É o ano do tudo ou nada para a direita. Senão terão que esperar mais quatro anos ou tirar de uma vez por todas sua máscara e repetir o feito de 1964. Aguardemos o desenrolar do ano que está apenas começando.


Brasil 247

Destaques do ABC!

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ataque do Judiciário a Fernando Haddad: abominável e alarmante


JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA


Nós, cidadãs e cidadãos que vivemos na maior cidade do País, uma das capitais do mundo, e que elegemos em eleições livres o prefeito Fernando Haddad (PT), devemos repudiar com veemência as intervenções do Poder Judiciário - acionado pelas elites predadoras, derrotadas no último pleito - contra medidas administrativas que vêm sendo tomadas pelo Prefeito ("IPTU dos Pobres" e outras).


O Judiciário brasileiro, como é do conhecimento geral da nação, é um poder fechado, elitista, patrimonialista, cujos membros não são eleitos, mas concursados e nomeados.

Todo Poder emana do Povo, diz a Constituição Cidadã.





O lado político da judicialização


Liminar contra IPTU foi terceira intervenção contra prerrogativa de Fernando Haddad



No esforço para convencer os brasileiros de que o Poder Judiciário tem o direito de tomar decisões que o artigo 1 da Constituição reserva aos representantes eleitos pelo povo, nossos comentaristas e observadores tentam passar uma justificativa nobre.

Dizem que a judicialização é um produto da omissão de nossos legisladores. A ideia é conhecida: já que nossos legisladores não cumprem suas obrigações, a Justiça acaba sendo obrigada a intervir, bondosamente, até contra vontade, em defesa do cidadão.

Procurando dar um aspecto épico ao comportamento do STF, o ministro Luiz Roberto Barroso disse recentemente que, em determinados casos, o tribunal “empurra a história”.

A menos que estejamos diante de uma concepção determinista da história, não custa lembrar que a evolução da humanidade pode ser empurrada para um destino positivo, mas também pode ser conduzida para trevas e abismos. Em 1964, a história andou para trás, com uma mãozinha do STF, que se acomodou ao poder militar.

É curioso notar que se fala da omissão de nossos legisladores dias depois do país assistir a uma intervenção brutal da Justiça no debate sobre o aumento do IPTU em São Paulo.

Joaquim Barbosa, presidente do STF, manteve uma liminar do Tribunal de Justiça que suspende o aumento do IPTU.

Você pode dizer o que quiser desse IPTU. Pode xingar e pode elogiar. Pode achar que ele daria a Fernando Haddad os recursos de que ele necessita para encaminhar seu programa de gestão e que isso é ruim. Também pode achar que o novo IPTU vai revoltar a classe média e atrapalhar a votação da Dilma Rousseff em São Paulo.

Só não se pode afirmar que a Câmara de Vereadores foi omissa. A Câmara recebeu a proposta, debateu e aprovou. Se alguma coisa se fez, foi andar rápido nessa matéria.

Suspender o aumento foi um ataque frontal a uma decisão inteiramente legítima.

O conteúdo social dessa decisão é uma caricatura da desigualdade brasileira.

Seria uma piada pronta, não fosse uma tragédia.

Na média, cada proprietário de imóvel teria um acréscimo de 50 centavos por dia no IPTU. Sabe aquela moedinha prateada que tanta gente procura no bolso para dar para aquela criança que estica o braço para dentro da janela quando o sinal estava fechado? Era isso, e apenas isso, salvo para aquelas pessoas que olham o mundo pelo olhar míope do impostômetro – numa atitude que os mais antigos chamariam de egoísmo de quem perdeu até a alma.

Os moradores de bairros e residências pobres, equivalentes a 14% do total, ficariam isentos.

Considerando que o projeto nasceu na gestão de Fernando Haddad, eleito com 55% dos votos em 2012, não é difícil deduzir quem estava ao lado de quem neste debate.

Principal liderança política da campanha contra o aumento, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, foi o mesmo que em 2007 teve um papel fundamental no levantamento de recursos que permitiram a extinção da CPMF pelo Senado, desfalcando a saúde pública de 20 bilhões de reais. Havia até um elemento questionável nessa decisão, já que a Constituição afirma que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Cabe ao Estado, portanto, encontrar meios para cumprir suas obrigações, o que só se pode fazer através de impostos e subsídios.

Mas o Senado, dominado por uma oposição interessada em quebrar as pernas do governo Lula, conseguiu ajuda de Skaf para tirar dinheiro da saúde pública.

Foi desastroso do ponto de vista popular. Mas não foi “omisso”, correto? Pelo contrário: foi “explícito”, foi “ativo”, foi “claro”.

Em proveito de quem meus caros?

Ao assumir atribuições fora de sua competência, o Judiciário disputa poder junto a representantes eleitos, favorece soluções autoritárias, às costas do eleitor, que pode até aplaudir uma medida aqui, desgostar de outra mais adiante, apedrejar uma terceira – sem compreender que está sendo destituído da palavra final sobre o destino da nação.

Veja o que aconteceu com os royalties do petróleo. O Congresso resolveu, por ampla maioria, que eles deveriam ser divididos de uma forma mais equitativa entre os estados brasileiros. Essa medida não agradou a uma fatia dos eleitores dos Estados que iriam perder receitas e foi combatida duramente pela TV Globo.

Até hoje uma decisão soberana do Congresso brasileiro encontra-se parada no STF. Omissão de quem?

O mesmo Tribunal de Justiça que privou a prefeitura paulistana de um recurso extra de R$ 800 milhões definiu um programa de creches detalhado, prazos que devem ser cumpridos, metas e assim por diante. Alguém já se perguntou o que nossos juízes pretendem fazer com Fernando Haddad – autoridade eleita pelos paulistanos para zelar pelos interesses da cidade – caso o programa de creches do TJ-SP não for cumprido?

Em outro episódio, Haddad levou em frente um projeto de campanha e suspendeu o Controlar. O programa voltou, por decisão judicial.

Prefeito da maior cidade do país, Haddad deve explicações à Justiça ou aos eleitores?


Este é o ponto.

Como a maioria da população, tenho uma opinião bastante crítica sobre nossos legisladores. Muitos são menos preocupados com as necessidades do povo do que deveriam. Chegam a tomar atitudes que muitas pessoas encaram com um insulto e uma desmoralização. Nada disso justifica, no entanto, qualquer esforço para diminuir e enfraquecer seus poderes. Cabe debater regras eleitorais, procurar outros candidatos e assim por diante. A menos, claro, que você não tenha percebido, ainda, que a democracia é o pior regime do mundo - com exceção de todos os outros.

E aqui chegamos à questão essencial.

Ao agir politicamente, a Justiça é obrigada, de uma forma ou de outra, a afastar-se de seu princípio essencial, da isenção, da balança, do equilíbrio, para tomar partido, escolher um lado.

Em editorial onde admite o problema, a Folha de S. Paulo chega a pedir “equilíbrio” ao Judiciário. Referindo-se ao programa de creches do Tribunal de Justiça, o jornal adverte:

“Se terminar usurpando competências do Executivo e ambicionar, em substituição ao governo, conduzir a política educacional, a decisão será desastrosa.

Em democracias consolidadas, tribunais se pautam pelo equilíbrio entre ativismo e autocontenção. Na jovem democracia brasileira, a busca por essa fórmula está em curso e dependerá, em boa medida, do sucesso (ou fracasso) de experiências como a do TJ-SP e da sobriedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal.”

Vamos combinar que o simples fato de um jornal pedir “equilíbrio” ao Judiciário mostra que se chegou a um preocupante estado de desequilíbrio entre os poderes. É sintomático que o jornal tenha reconhecido isso.

A verdade é que não estamos diante de um debate sobre a “melhor forma” de administrar a cidade, numa espécie de seminário entre cidadãos bem intencionados, onde é preciso encontrar o “ponto certo” num universo “complexo” e outros argumentos que parecem acadêmicos. 


A discussão é política e envolve interesses concretos. Também envolve os fundamentos do poder de Estado. Colocado contra a parede em três decisões graves de sua gestão, Fernando Haddad enfrenta uma situação que está longe de ser única.


A judicialização ocorre em dezenas de cidades médias brasileiras, onde prefeitos são atingidos com frequência em seus mandatos e forçados a modificar ou suspender políticas que têm todo o direito de encaminhar como representantes eleitos pelo povo.


ISTOÉ

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Papa Francisco: "É hora de parar na estrada da violência"


DIA MUNDIAL DA PAZ



Violentos do mundo, ouvi! É o Papa Francisco, no primeiro dia do novo ano, Dia Mundial da Paz, que pede: Parem com a violência!

E Francisco não se refere "apenas" à violência das guerras, mas à "violência nossa de cada dia"... (aspas minhas).






Papa Francisco pede mais solidariedade e menos violência

Pontífice celebrou o primeiro Angelus de 2014. Igreja Católica também celebra o Dia Mundial da Paz.

O Papa Francisco celebra o Angelus nesta quarta-feira (1º) no Vaticano 
(Foto: Filippo Monteforte/AFP)


O Papa Francisco pediu nesta quarta-feira (1º) mais solidariedade e menos violência no mundo em seu primeiro Angelus do ano, diante de uma multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

"Todos nós temos a responsabilidade de trabalhar para tornar o mundo uma comunidade de irmãos que se respeitam, aceitam suas diferenças e cuidam uns dos outros", disse por ocasião do Dia Mundial da Paz celebrado pela Igreja Católica no dia 1º de janeiro.


O primeiro Papa da América Latina também pediu o fim da violência e da injustiça que "não pode nos deixar indiferentes ou imóveis".


"É hora de parar na estrada da violência", declarou com veemência, desviando-se do texto preparado com antecedência.

"O que acontece no coração da humanidade?", questionou, antes de destacar "a força da bondade, a força não-violenta da verdade e do amor".

Durante a missa de Ano Novo celebrada na parte da manhã na Basílica de São Pedro, na presença de muitos membros do corpo diplomático junto a Santa Sé, ele também falou de "fome e da sede de justiça e de paz".

Para ele, 2014 deve trazer "um verdadeiro compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva".

O Papa também exortou os fiéis a mostrar "força, coragem e esperança" durante o novo ano que se inicia.

Fiel ao estilo familiar que lhe rendeu grande popularidade, o Papa Francisco terminou sua oração saudando a multidão sob um sol brilhante com um alegre "bom almoço e bom ano!"


Eleito em março de 2013, após a renúncia histórica de seu antecessor Bento XVI, Francisco fez crescer as esperanças de mudanças na Igreja Católica, abalada por uma série de escândalos, incluindo de pedofilia, e a secularização das sociedades ocidentais.

O Papa de 77 anos defende uma Igreja pobre para os pobres, menos "auto-referencial" (centrada no Vaticano) e mais colegial, dando mais peso para os bispos de todo o mundo.


G1

Destaques do ABC!

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo! Seja Luz!


Esta combativa blogueira, também editora e escritora, que preserva a religião católica recebida de seus pais, desde a juventude abriu seu coração aos valores imperecíveis do Budismo e do Hinduísmo. 

A Flor de Lótus, sagrada para budistas e hinduístas, é símbolo de elevação e pureza espiritual, delicadeza, paz e resistência às adversidades. A Flor de Lótus nasce nos pântanos. Suas raízes brotam na lama escura do fundo dos rios. Seu caule cresce, se eleva, atinge a superfície da água, onde a flor desabrocha, sem nunca ter tocado a água lamacenta.

No Ano Novo, recomece, renasça, carregue apenas boas lembranças, emoções positivas, Alegria. Livre-se do lodo, das mágoas e negatividades.

Seja como a Flor de Lótus. Floresça sobre as adversidades, sobre a iniquidade. Não se deixe contaminar pela lama ao seu redor.

Respeite a Vida, as Plantas, as Árvores, os Animais e toda a Natureza!

Defenda Justiça para Todos!

Feliz Ano Novo!

Seja LUZ 



George, meu beatle favorito. Hinduísta.

My Sweet Lord! Meu Doce Senhor!

Hare Krishna!






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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dilma Rousseff: Pronunciamento à Nação


MENSAGEM DE FINAL DE ANO ÀS BRASILEIRAS E BRASILEIROS







(Para ver o vídeo, clique aqui)


Brasília-DF, 29 de dezembro de 2013


Minhas amigas e meus amigos,

Graças ao esforço de todas as brasileiras e de todos os brasileiros, o Brasil termina o ano melhor do que começou. Temos motivos também para esperar um 2014 ainda melhor do que foi 2013.

As dificuldades que enfrentamos, aqui dentro e lá fora, não foram capazes de interromper o ciclo positivo que vivemos e que tem garantido que a vida dos brasileiros melhore gradativamente a cada ano. Nos últimos anos, somos um dos raros países do mundo em que o nível de vida da população não recuou ou se espatifou em meio a alguma grave crise. Chegamos até aqui melhorando de vida, pouco a pouco, mas sempre de maneira firme e segura. Construindo a base para que a expressão “melhorar de vida” deixe de ser, em um futuro próximo, um sonho parcialmente realizado, torne-se a realidade plena e inegável da vida de cada brasileiro e de cada brasileira.

É para isso que você pega duro no batente todos os dias. É para que o seu esforço traga resultados ainda mais rápidos que cobro todos os minutos um bom desempenho do meu governo. Não existe nada mais importante para mim do que ver as famílias brasileiras melhorando de vida, mais felizes, mais tranquilas e mais satisfeitas com o fruto do seu trabalho. Por isso, sinto alegria de poder tranquilizar vocês dizendo-lhes que entrem em 2014 com a certeza que o seu padrão de vida vai ser ainda melhor do que você tem hoje. Sem risco de desemprego, podendo pagar suas prestações, em condições de abrir sua empresa ou ampliar o seu próprio negócio. Entrem em 2014 com toda energia e otimismo e com a certeza de que a vida vai continuar melhorando. Reflitam sobre o que aconteceu de positivo nos últimos anos na vida do Brasil, na sua vida e na vida de sua família e projetem isso de forma ampliada para os próximos anos.

Você, jovem, sabe o quanto o seu padrão de vida melhorou comparado ao que você tinha na infância e ao que seus pais tinham na sua idade. Usem essa fotografia do presente e do passado recente como pano de fundo para projetar o futuro. Esta é a melhor bússola para navegar neste novo Brasil.

Minhas amigas e meus amigos,

Neste ano de 2013 continuamos nossa luta vigorosa em defesa do emprego e da valorização do salário do trabalhador. Uma luta plenamente vitoriosa, pois alcançamos o menor índice de desemprego da história. Estamos com uma das menores taxas de desemprego do mundo, continuamos nossa luta constante contra a carestia. Nela, tivemos alguns problemas localizados, mas chegamos a um ponto de equilíbrio que garante a tranquilidade do planejamento das famílias e das empresas.

Nisso o governo teve uma ação firme, atuou nos gastos e garantiu o equilíbrio fiscal, atuou na redução de impostos e na diminuição da conta de luz. Nesses últimos casos enfrentando duras críticas daqueles que não se preocupam com o bolso da população brasileira.

Neste ano o Brasil apoiou como nunca o empreendedor individual, o pequeno e o médio empresários, diminuindo impostos, reduzindo a burocracia e facilitando o crédito. Continuamos nossa luta incansável pela construção de um grande futuro para o Brasil, viabilizando a exploração do pré-sal e garantindo a destinação de seus fabulosos recursos para a educação e a saúde. Ampliamos nossa luta pela melhoria de infraestrutura iniciando a mais ampla, justa e moderna parceria de todos os tempos com o setor privado para a construção e ampliação de estradas, portos e aeroportos. Aumentamos o apoio à produção agropecuária em todos os seus formatos e escalas produtivas. Continuamos a difícil luta pela melhoria da saúde e da educação, setores onde ainda temos muito a fazer, mas onde estamos conseguindo avanços.

No caso da saúde, o Mais Médicos foi um dos destaques. Hoje já temos 6.658 novos médicos em 2.177 cidades beneficiando cerca de 23 milhões de pessoas. Em março, serão 13 mil médicos e mais de 45 milhões de brasileiros e brasileiras beneficiados.

Como toda mãe de família, sei que o patrimônio mais valioso na vida dos nossos filhos é a educação. Por isso, estamos fazendo um esforço redobrado nesta área. Além de garantirmos mais vagas e mais qualidade em todos os níveis de ensino, aumentamos o número de creches e escolas de tempo integral, de universidades e escolas técnicas, e consolidamos programas decisivos para a formação profissional e o emprego, como o Pronatec e o Ciência sem Fronteiras. O Pronatec já beneficiou mais de 5 milhões de jovens e adultos com cursos técnicos e de qualificação profissional. Enquanto o Ciência sem Fronteiras ofereceu 60 mil bolsas a estudantes brasileiros em algumas das melhores universidades do mundo.

Continuamos nosso esforço gigantesco para oferecer moradia para os pobres e para a classe média. E o Minha Casa, Minha Vida transformou-se no mais exitoso programa desse gênero no mundo.

Reforçamos o programa Brasil sem Miséria e estamos a um passo de acabar com a pobreza absoluta em todo o território nacional. Ampliamos nosso diálogo com todos os setores da sociedade e escutamos seus reclamos, implantando pactos para acelerar o cumprimento de nossos compromissos. Defendemos uma reforma política que amplie os canais de participação popular e dá maior legitimidade à representação política.

Não abrimos mão, em nenhum momento, de apoiar o combate à corrupção em todos os níveis. Exatamente por isso, nunca no Brasil se investigou e se puniu tanto o malfeito. O Brasil também tem buscado apoiar fortemente suas populações tradicionais, em especial os grupos indígenas e os quilombolas. E eu tenho um imenso orgulho do programa Viver sem Limites, que leva oportunidades e cidadania para as pessoas com deficiência.

Em suma, não deixamos em nenhum momento de lutar em favor de todos os brasileiros, em especial dos que mais precisam. Com o olhar muito especial para os jovens, para as mulheres e para os negros. Mas sabemos que há muito, muito mesmo, ainda por fazer e muito, muito mesmo, por melhorar.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil melhorou, a nossa vida melhorou, mas o melhor é que temos tudo para melhorar ainda mais. O Brasil será do tamanho que quisermos, do tamanho que o imaginemos. Se imaginarmos um país justo e grande e lutarmos por isso, assim o teremos. Se mergulharmos em pessimismo e ficarmos presos a disputas e interesses mesquinhos, teremos um país menor.

O mesmo raciocínio se aplica à nossa economia. Assim como não existe um sistema econômico perfeito, dificilmente vai existir em qualquer época um país com economia perfeita. A economia é um conjunto de vasos comunicantes em busca permanente de equilíbrio. Em toda economia sempre haverá algo por fazer, algo a retocar, algo a corrigir para conciliar o justo interesse da população e das classes trabalhadoras e os interesses dos setores produtivos. Por isso, temos que agir sempre de forma produtiva e positiva tentando buscar soluções e não ampliar os problemas. Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas.

Digo aos trabalhadores e empresários que continuo disposta a ouvi-los em tudo que for importante para o Brasil. Digo aos trabalhadores e aos empresários que apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando. O governo está atento e firme em seu compromisso de lutar contra a inflação e de manter o equilíbrio das contas públicas. Sabemos o que é preciso para isso e nada nos fará sair desse rumo, como também nada fará mudar nosso rumo na luta em favor de mais distribuição de renda, diminuição da desigualdade pelo fim da miséria e em defesa das minorias.

Não perderemos jamais nossa disposição de lutar para que o povo brasileiro tenha uma saúde e educação de mais qualidade hoje e no futuro. Por isso, no orçamento do próximo ano os setores que tiveram mais aumento foram justamente a saúde, a educação e o combate à pobreza.

No médio e longo prazo fizemos do pré-sal nosso passaporte para o futuro destinando seus recursos majoritariamente para a educação.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil tem passado, tem presente e tem muito futuro. Existem poucos lugares no mundo onde o povo tenha melhores condições de crescer, melhorar de vida e ser mais feliz. É isso que sinto Brasil afora, é isso que sinto coração adentro.

Um ano novo cheio de felicidade e prosperidade para vocês e de muito progresso e justiça social para o Brasil.

Obrigada e boa noite.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Joaquim Barbosa: o Pior Brasileiro do Ano


À análise do veterano jornalista Paulo Nogueira (leia abaixo), acrescento o dano irreparável que o ministro Joaquim Barbosa vem produzindo no Poder Judiciário e na Justiça brasileira.

Como vai terminar isso?

Cidadania atenta.




O pior brasileiro do ano



Paulo Nogueira*, de Londres

Um péssimo exemplo para os brasileiros

X é um amigo querido meu. Mesma profissão, mesma geração, mesma redação durante anos.

X é, também, uma demonstração do efeito deletério de Joaquim Barbosa sobre a alma dos brasileiros.

X é, essencialmente, um bom cara: solidário, generoso, magnânimo. São as razões que me levaram a mantê-lo entre os amigos no correr dos longos dias.

Fui notar o veneno de JB em menções de X a Genoino. O desespero de Miruna, a delicada situação de saúde de Genoino: nada disso provocou o menor sentimento de piedade em X, e isso mesmo no Natal, um período em que tendemos a ser mais tolerantes e mais compassivos.

Genoino é, para X, um “mensaleiro” que “quer moleza”. Moleza é cumprir a prisão domiciliar em casa, na modesta residência do Butantã, em São Paulo, e não em Brasília, onde contraparentes lhe cederam um quarto.

Isto é a “moleza”.

Já escrevi sobre isso e repito: o mal maior de Joaquim Barbosa é o exemplo de inclemência – maldade, usemos logo a palavra certa – que ele passa a brasileiros como meu amigo X.

É um crime contra a nacionalidade.


Veja, no extremo oposto, o que o papa Francisco transmite: tolerância, generosidade, solidariedade.

Se a humanidade seguir Francisco, todos ganharemos. Se os brasileiros seguirem Barbosa, será uma tragédia.


Não gosto de simplificações, mas é como se um representasse as forças do bem e o outro as forças do mal.

X, como tantas outras pessoas, está seguindo JB ao se pronunciar com ausência completa de simpatia – com raiva, na verdade — sobre o “mensaleiro que quer moleza”.

E então chego a Miruna, a filha de Genoino, modesta professora em São Paulo.

Em mais um gesto de desespero, ela enviou uma mensagem a alguns jornalistas, entre os quais eu.

O título é autoexplicativo: “Revolta!”

Tomo a liberdade de reproduzir, por entender que é um caso de interesse público. Repare que ela não consegue citar o nome de Joaquim Barbosa.

Abaixo, a mensagem.

“Palavras textuais do presidente do STF sobre a situação do meu pai:

“Por fim, considerada a provisoriedade da prisão domiciliar na qual o condenado vem atualmente cumprindo sua pena, e a forte probabilidade do seu retorno ao regime semi-aberto ao fim do prazo solicitado pela Procuradoria-Geral da República, considero que a transferência ora requerida fere o interesse público.

Por todo o exposto, indefiro o pedido de cumprimento da pena em regime domiciliar em São Paulo.”

Eu sei que não posso falar tudo o que penso sobre o presidente da suprema corte de justiça de meu país. Mas, também, que adjetivo é possível usar para alguém que proíbe um condenado CARDÍACO de cumprir sua pena DOMICILIAR em seu DOMICÍLIO e ainda ameaça que em fevereiro vai colocá-lo de volta na prisão?

O próprio laudo feito pelos médicos escolhidos a dedo por Barbosa fala: “Desta feita, o tratamento anti-hipertensivo de longo prazo deve incluir (… cita a dieta, exercícios e tal) A RESTRIÇÃO DA INFLUÊNCIA DE FATORES PSICOLÓGICOS ESTRESSANTES”. Que tal isso ser considerado a começar pelo presidente do Supremo? O que vocês acham que se pode dizer de alguém que já ameaça e anuncia, no dia 28 de dezembro, uma época realmente propícia para ameaças, que a pessoa vai voltar para a cadeia em dois meses????????????”

Os vários pontos de interrogação refletem a perplexidade de Miruna.

Se lesse o desabafo doído e impotente de Miruna, meu amigo X louvaria Joaquim Barbosa e desprezaria a filha do “mensaleiro que quer moleza”.

Pelo mal que JB faz à índole nacional, e pela influência sinistra que exerce sobre meu amigo X, ele é o Pior Brasileiro do Ano.

* O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


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