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terça-feira, 8 de abril de 2014

Dilma: "Não vou recuar um milímetro!"


MULHERES NO PODER


A ex-guerrilheira, barbaramente torturada na ditadura militar, que há não muito tempo enfrentou e venceu um linfoma, não tem medo de cara feia nem de assombração, e avisa adversários e inimigos, traidores e entreguistas.

Vai pra cima, Presidenta!

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...


Dilma com trabalhadores do aeroporto de Confins/MG
Instagram Palácio do Planalto/Roberto Stuckert Filho
                                                                                    

Não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer, afirma Dilma


A presidenta Dilma Rousseff destacou, em Contagem (MG), nesta segunda-feira (7), durante entrega de máquinas para municípios mineiros, o caráter republicano das ações do governo federal, que não levam em conta o partido de prefeitos e governadores. Dilma lembrou que essa prática não era usual na política do país e afirmou que continuará governando, sem recuar da disputa política quando ela aparecer.

“É muito usual durante os períodos de pré-campanha como é o de agora, e os de campanha, que haja a utilização de todos os instrumentos possíveis para desgastar esse ou aquele governo. Temos experiência disso. Por quê? Porque já enfrentamos isso em 2006, na reeleição do Lula, e em 2010 na minha eleição. Podem ter certeza, meu governo continuará governando, mantendo seu caráter republicano, mas nós não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer”.


Vídeo



Blog do Planalto

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domingo, 30 de março de 2014

Golpe de 64: Mulheres na Luta Armada


50 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL



Em 9 de março de 2011, o Abra a Boca, Cidadão! publicou o post abaixo.

Reproduzo-o novamente, com atualização apenas gráfica, visual, em homenagem a todas as mulheres que pereceram vítimas das atrocidades e para que nunca mais esqueçamos desta barbárie.

Ditadura Nunca Mais !!!





Mulher, brasileira e guerrilheira

Vanessa Gonçalves

"Nossa geração teve pouco tempo
começou pelo fim
mas foi bela nossa procura
Ah! moça, como foi bela a nossa procura
mesmo com tanta ilusão perdida
quebrada,
mesmo com tanto caco de sonho
onde até hoje
a gente se corta"
 
(Idílica Estudantil - Alex Polari de Alverga)


Caixa de texto:

A violência institucional, que derrubou o estado de direito, surgiu poderosa o suficiente para mostrar suas garras antes mesmo que as primeiras ações armadas viessem à luz.

Após o imobilismo durante o golpe, a esquerda reagiu e decidiu que somente através da luta armada seria possível derrubar a ditadura.

Com um grande otimismo, a esquerda acreditava que era possível se armar, lutar e vencer, pois o povo certamente iria aderir. À medida que a ditadura proibia pela força qualquer tipo de participação política democrática, velhos e novos militantes aderiam a organizações como: ALN (Ação Libertadora Nacional), PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), entre outras.

Embora o espaço político fosse majoritariamente reservado aos homens, nas décadas de 60 e 70 ocorria um fenômeno que marcaria para sempre a história da participação feminina na política brasileira.



As Mulheres na Luta Armada


Contrariando inúmeras teses, a luta armada não foi um exercício de intransigência da esquerda, mas sim um duro e penoso enfrentamento ao Estado militarizado que em 21 anos foi responsável por cerca de 352 mortes (oficiais), 144 desaparecimentos, 2 mil torturados, 4.500 pessoas privadas de direitos civis, 10 mil exilados e 2.828 sentenciados à prisão pela Justiça Militar, tudo isso sem contar a violência contra os sindicatos, a imprensa, as entidades estudantis e a sociedade civil.

Indignadas com esse cenário de autoritarismo e violência, inúmeras mulheres aderiram ao sonho de derrubar a ditadura e libertar o povo da opressão. Adentraram no espaço público, pegaram em armas e fizeram história.

É certo que muitas dessas mulheres enfrentaram a oposição da família e da sociedade ao optar por esse caminho. Deixaram para trás - como todos os que atuaram nesse palco da história do Brasil - sonhos, amores, trabalhos, enfim, uma vida inteira para lutar por ideais.

É muito difícil precisar a quantidade de mulheres que foram à luta armada. Os números mais próximos fazem parte do levantamento realizado pelo Projeto Brasil Nunca Mais em 707 processos judiciais militares relativos ao período. No entanto, somente 695 deles puderam ser submetidos ao cruzamento de informações e levantamento de dados. Nesses 695 processos constatou-se que 7.367 cidadãos foram denunciados por atuação contra a ditadura. Desse total, 12% são mulheres, nos levando à marca de 884 militantes do sexo feminino.


Caixa de texto:

Não há como identificar quantas mulheres realmente participaram da luta armada, mas podemos observar que elas marcaram significativamente sua presença nesse movimento.

A participação feminina na luta armada implicou não apenas em sua insurgência contra a ordem política vigente, mas representou uma profunda transgressão ao que na época era designado espaço próprio das mulheres, ou seja, o espaço privado em que lhes restava apenas o papel de esposa, mãe e dona-de-casa, com exceção das operárias, que além de conquistar espaço no mercado de trabalho, tinham participação ativa no movimento sindical. Ao pegarem em armas, essas mulheres romperam tabu e, com certo êxito, conquistaram sua emancipação, conquistando, assim, seu lugar na história política do país.


O Prazer e a Dor de Ser uma Mulher Guerrilheira

Conquistar espaço na política foi uma vitória para as mulheres. Embora algumas tenham sofrido com o machismo de seus companheiros de organização, no início as mulheres tinham o privilégio de circular sem despertar a atenção dos militares. Por causa disso, conseguiam manter uma "fachada legal", o que garantiu a sobrevivência por mais tempo das organizações clandestinas.

Caixa de texto:

Durante algum tempo, foram até musas, como a militante Renata Guerra de Andrade (da VPR), conhecida como "a loura dos assaltos". Mas, quando caíram nas mãos da repressão eram única e exclusivamente inimigas do regime e aí sentiram a dor de ser guerrilheira.

Para a repressão a mulher não tinha capacidade de decidir por si só sua entrada no mundo político, portanto, para os militares a "mulher subversiva" era uma mulher desviante dos padrões normais definidos pela sociedade, assim, desmoralizavam-as com duas idéias: a de que estavam na luta buscando homens, então eram "putas comunistas"; ou eram mulher-macho, ou seja, homossexuais.

A repressão entendia que ao se insurgir contra o regime militar a mulher cometia dois pecados: o de lutar juntamente com os homens e o de ousar sair do espaço privado e adentrar no espaço público, político, que historicamente era exclusivamente masculino. A pena para isso foi a tortura sem limites.

Caixa de texto:

Foram várias as formas de tortura aplicadas às mulheres, no entanto, a forma recorrente foi a ameaça de tortura física, de estupro e prisão/tortura de seus familiares. Além disso, eram constantemente humilhadas através da nudez e da vendagem dos olhos.

A sanha dos torturadores foi tamanha contra as mulheres que a militante Sônia Angel Jones (do MR-8) teve os dois seios arrancados durante a tortura que a levou à morte.

Dulce Maia (da VPR) revelou em seu relato para o jornalista Luiz Maklouf de Carvalho a violência da tortura: "O sargento metia a cabeça entre as minhas pernas e gritava: ´Você vai parir eletricidade´" . Dulce sobreviveu à tortura, mas até hoje sofre com as sequelas da violência de seus seviciadores.

Em outro relato contundente sobre a tortura prestado por Maria Auxiliadora Lara Barcelos para o livro Memórias das Mulheres no Exílio fica evidente as marcas profundas deixadas pela violência: "Foram intermináveis dias de Sodoma. Me pisaram, me cuspiram, me despedaçaram em mil cacos. Me violentaram nos meus cantos mais íntimos".

Apesar de tudo, todas viveram intensamente a vida. Em situações de clandestinidade "havia intensidade em cada instante" , como afirma a ex-guerrilheira Nancy Mangabeira Unger (do PCBR).

Caixa de texto:

Todas evidentemente sofreram com as perdas e a destruição de um sonho partido em milhões de cacos. Entretanto, há um lado positivo em tudo isso, como relata a ex-guerrilheira Iara Xavier Pereira (ALN): "Nós fomos a geração que optou por enfrentar o regime militar em um momento em que isto era absolutamente necessário. Não éramos loucos nem terroristas sanguinários. Éramos jovens comprometidos com um ideal".

Por fim, valem as palavras da ex-guerrilheira Sônia Lafoz (ALN): "Não massageio meu próprio ego, mas tiro o chapéu para os homens e mulheres que tiveram a coragem de enfrentar aquela situação. No que diz respeito a nós, mulheres, as que pegaram ou não pegaram em armas, foi um momento singular de participação histórica. Devo dizer que eu faria tudo de novo".


* Todos os relatos desse artigo foram retirados do livro Mulheres que foram à luta armada, do jornalista Luiz Maklouf de Carvalho.

Vanessa Gonçalves da Silva é jornalista formada na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e mestranda em História Social na Universidade de São Paulo (USP), onde realiza uma dissertação sobre o papel e a importância das mulheres na luta armada no Brasil (1964-1985). Contato: vangoncalves@gmail.com

terça-feira, 11 de março de 2014

Dilma brinda a Michelle Bachelet e ao povo chileno


POSSE DA PRESIDENTA DO CHILE, MICHELLE BACHELET



“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na política, muda a política”.
                                                                                              Michelle Bachelet



                                                                               Foto: Roberto Stuckert Filho/PR







Brinde da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante almoço oferecido pela Presidenta do Chile, Michelle Bachelet, em homenagem aos Chefes de Estado, de Governo e o Príncipe Herdeiro



Viña del Mar - Chile, 11 de março de 2014

E eu sinto-me muito honrada de saudar, em nome dos convidados, a presidenta e amiga Michelle Bachelet, que assume hoje, pela segunda vez, a Presidência do Chile.

Querida Michelle, o seu país tem um significado especial para todos os latino-americanos que aqui encontraram refúgio e proteção. Aqui, muitos defensores da liberdade, em nossos países, encontraram o asilo contra “la opresión”, de que fala o Hino Nacional chileno.

As ricas e, por vezes, trágicas experiências políticas que nós vivemos ajudaram a transformar a complexa realidade de nosso continente e de nossas nações; fortaleceram nossas convicções democráticas e nossa decisão de realizar reformas econômicas e sociais, capazes de tirar nossos povos da situação de exclusão em que historicamente se encontravam.

É uma grande satisfação homenagear a presidenta Michelle Bachelet, pois tenho presente o significado deste momento para muitas outras mulheres e homens que, assim como nós, tiveram um passado de ativa militância política e um presente de construção da democracia e do desenvolvimento em nossas nações.

No último sábado nós comemoramos o Dia Internacional da Mulher. E é emblemático que hoje somos, com a nossa querida presidenta Cristina Kirchner, três mulheres a presidir países na América do Sul. Nossa região avança, não apenas em termos de crescimento econômico e desenvolvimento social e humano, mas, também, os senhores presidentes me dão esse direito, sobretudo na questão da igualdade de gênero. Ainda temos muitos pontos a conquistar, mas igualdade de gênero que você, presidenta Michelle, tanto ajudou a promover, quando ocupou o cargo de diretora executiva da ONU-Mulher.

Recordo sempre uma frase sua que seguramente serve de inspiração para as mulheres em todo o mundo: “Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na política, muda a política”.

Desejo, ainda, saudar a sociedade chilena, como um todo, pelo exemplo de maturidade política, paz e civilidade com que conduziu o processo eleitoral. Somos testemunhas, todas as autoridades estrangeiras aqui presentes, da vitalidade da democracia chilena, que hoje celebramos mais uma vez. Vitalidade democrática essa que conquistamos, na América do Sul, com muita luta. Hoje, nossa região é uma área de paz e de desenvolvimento e que está provando ser possível crescer e, ao mesmo tempo, incluir as pessoas mais pobres de nossas sociedades.

A integração tem sido um elemento fundamental para o desenvolvimento econômico e social em nossa região, fortalecendo a democracia em cada um dos nossos países.

Temos, presidenta Michelle, plena certeza de que o Chile, sob sua presidência, renovará seu compromisso com essa integração regional, como você o fez em seu mandato anterior, ao ocupar a presidência da Unasul, em 2008.

É este espírito de união que tem permitido, a todos os países da nossa “latinoamerica”, viver em um ambiente de paz, desenvolvimento e democracia. O sentimento que desejo expressar neste momento, em nome de todos, é a enorme alegria de podermos vê-la, uma vez mais, presidindo este país irmão.

Essa alegria pode ser traduzida nas palavras do grande Pablo Neruda: “Pense que tenho a alma toda cheia de risos e não te enganarás, irmã, eu te juro”.

Nesse espírito de alegria, convido a todos aqui presentes a erguer um brinde à saúde e ao sucesso da presidenta Michelle Bachelet e ao povo chileno.


Muito obrigada.



sexta-feira, 7 de março de 2014

Dilma e Michelle Bachelet: à luta, mulherio!


Dando início às comemorações do Dia Internacional da Mulher, amanhã, 8 de março...

Século 21, Terceiro Milênio, Nova Era... a Energia Feminina (Amor, Carinho, Acolhimento, Delicadeza, Compaixão, Ternura, Harmonia, Alegria...) em ascensão.




247 – A presidenta Dilma Rousseff pretende estreitar os laços com o Chile, que elegeu novamente Michelle Bachelet. Ela propôs que a reunião da Unasul sobre a Venezuela aconteça em Santiago, no momento de sua posse.

Além disso, vai convidá-la para visitar o Brasil. A intenção, segundo Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, é formar uma aliança simbólica.

As duas, que lutaram contra a ditadura, têm estilo político diferente de outras nações à esquerda do continente (Venezuela e Argentina, entre outros) e à direita (Colômbia, entre outros); enfrentam também os mesmos desafios econômicos e das transformações sociais.


Brasil 247

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Socialista Michelle Bachelet vence no Chile


MULHERES NO PODER








sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Depois da "Martaxa", a "Martahacker"...



Sai o marasmo e entra o furor. O Brasil no século 21 também na Cultura.

É uma outra energia, esfuziante, borbulhante, que se instala na Esplanada dos Ministérios: uma mulher arretada, pulsante, radiante e de perfil executivo.

A ex-senadora Marta Suplicy não se encontrava muito à vontade no vetusto e pesado ambiente do Senado da República. A ex-prefeita de São Paulo, que vestiu até colete à prova de balas e encarou a Máfia dos Transportes, e foi muito incompreendida pela criação da taxa do lixo em sua administração na cidade, tem muito a oferecer ao País, além de declarações polêmicas e bombásticas.

É uma raridade: nascida em família rica, tradicional, a fervilhante Marta pensa e trabalha pelo povo mais humilde e pelo respeito à diversidade. 

Presidenta Dilma: agora o próximo passo poderia ser levar a ousada, midiática e não menos esfuziante ministra Eliana Calmon para chacoalhar as estruturas do Ministério da Justiça...


                    Marta agitando no Movimento de Mulheres em São Paulo/Facebook


Frase da nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, é interpretada como sinal de mudança na relação entre o ministério e a cultura digital; em reunião com representantes do setor nesta quinta, ela prometeu diálogo permanente e garantiu: "Podem ter certeza, vocês são a minha turma"

Alex Rodrigues, da Agência Brasil – Uma frase curta e de difícil compreensão para leigos em informática está sendo interpretada como sinal de mudança na relação entre o Ministério da Cultura (MinC) e a cultura digital, da qual os pontos de Cultura, no Brasil, são a expressão mais visível em termos de políticas públicas.

Ao se reunir com representantes do setor, na tarde desta quinta-feira 20 em Brasília, a ministra Marta Suplicy disse "ainda não sou uma hacker, mas vou ser". Bem recebida pelos participantes do encontro, a frase na mesma hora inspirou a criação da hashtag (modelo de endereço digital) #Martahacker no Twitter.

"Podem ter certeza, vocês são a minha turma", disse Marta, prometendo manter diálogo permanente com representantes do setor. Com status de audiência pública e transmitida pela internet, essa foi a primeira reunião da ministra com representantes de um setor cultural.

Para os participantes, foi mais um indício de uma mudança em relação à gestão anterior, já que eram justamente os ativistas da cultura digital os maiores críticos da ex-ministra Ana de Hollanda, a quem associavam a tentativas de restringir o compartilhamento digital de conteúdo e que, após tomar posse, em 2011, não lançou nenhum novo edital de convênio para pontos de Cultura.

"Mudou tudo no MinC. O discurso da Marta é a antítese do que foi o da Ana. O Brasil voltou ao século 21 na cultura", escreveu o jornalista Renato Rovai no Twitter. Já o produtor cultural Pablo Capilé disse à Agência Brasil que o encontro foi promissor e indicativo do que poderá ser a gestão de Marta "após dois anos de obstrução do diálogo com o setor".

"Não estamos passando atestado e temos autonomia para cobrar e criticar se for necessário, mas a avaliação é que os primeiros sinais são positivos. A ministra Marta é uma política capaz de sentir a temperatura e fazer transbordar algo que já está fervendo, como é o caso da cultura digital por todo o país", disse Capilé.


Meta de pontos de cultura é "delírio"

Marta admitiu, na reunião, ainda estar conhecendo o Ministério da Cultura e disse que a meta de o país ter 15 mil pontos de Cultura em funcionamento até o ano de 2020 é um "delírio" e que exigirá muito trabalho para ser atingida.

"O resgate e o fortalecimento dos pontos de Cultura têm que ser um ponto central dessa gestão, mas falar em 15 mil [unidades] em funcionamento até 2020 é um delírio. Vamos ter que trabalhar muito para isso e vamos trabalhar", disse a ministra, destacando que, dos cerca de 4 mil pontos de Cultura identificados em todo o país, apenas 2,3 mil são beneficiados por convênios com o ministério.

A meta de 15 mil pontos de Cultura é um dos 53 objetivos do Plano Nacional de Cultura (PNC), elaborado em parceria com representantes da sociedade civil e aprovado em dezembro de 2011.

A secretária executiva do Pontão de Articulação da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, Patrícia Ferraz, disse ter interpretado a declaração da ministra como um reconhecimento da necessidade de mudanças.

"Vendo a atual realidade do ministério, o [montante] de recursos destinados ao Programa Cultura Viva [ao qual estão associados os pontos de Cultura], a meta dificilmente seria atingida. Acho que ao reconhecer o que chamou de delírio, a ministra admitiu que é necessário um outro olhar, uma nova linha de atuação por parte do ministério", disse Patrícia.

Brasil 247

oooooooooooo

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mulheres no Crime: o emergente submundo feminino


Elas estão por toda a parte: nas empresas, em cargos de chefia, na política, nos ministérios e parlamento, nas universidades, em muitos setores tradicionalmente masculinos. E de uns anos para cá começaram a adentrar também, com ousadia e desembaraço, o submundo: o mundo do crime.

No ano passado eu comecei a tratar deste assunto aqui no blog, pois considero que as violências desferidas contra mim são promovidas por uma quadrilha eminentemente feminina. Pelo menos o lado mais visível do bando é constituído claramente por, pasmem, "mulheres de fino trato", muitas delas "mães de família" e profissionais acima de qualquer suspeita.

Há vários ramos neste bando criminoso que viola meus direitos, vários "núcleos", termo que vem sendo usado pelo Procurador-Geral da República e ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão e dos Mensaleiros, e utilizado também na CPMI que investiga as atividades da organização criminosa comandada pelo bicheiro Carlos Cachoeira.

Como ia dizendo, numa escala em princípio menor, há vários núcleos no esquema criminoso armado para tomar minha casa e me silenciar: o núcleo familiar, fonte dos ilícitos, comandado por uma estelionatária que há 42 anos vem lesando a família Amorim, o núcleo de servidores municipais, o núcleo judiciário, o núcleo dos "apoiadores", que engloba desde "colarinhos brancos" até o estrato mais baixo, a arraia-miúda, mercenários dispostos a agredir, difamar e até matar... e por aí vai.

Esta cidadã, que embora amando o Direito e a Justiça nunca se interessou por Direito Penal, de uns tempos pra cá vem fazendo leituras na área da criminologia, para se defender desses delinquentes e para tentar entender o que se passa nas mentes criminosas, o que leva, por exemplo, uma professora do ensino público, mãe de família e avó, beirando os sessenta anos, o que leva tal figura a se dedicar de corpo e alma ao crime, transformando filhos, vizinhos e conhecidos em verdadeira quadrilha...

Lembram-se da Viúva Negra? Pois é. Então. Voltaremos a falar nela e em outras viúvas e não viúvas, mulheres, que com muita ousadia e descaramento, sem qualquer escrúpulo, vêm dedicando suas vidas a roubar, lesar, fraudar, mentir, difamar, sequestrar... e até assassinar, se preciso for, na sua escalada bestial e enfurecida para subir na vida a qualquer custo.





Rio: ritmo de prisões de mulheres supera o de homens

Em cinco anos, população feminina cresceu 66% contra alta de 40% da masculina

Marcelo Bastos, R7

Alexandre Brum/Agência O Dia

                                         Mulheres presas por tráfico em Copacabana

Não é apenas no mercado de trabalho que a participação feminina vem aumentando. No mundo do crime, a presença das mulheres é tão grande que, nos últimos cinco anos, a população carcerária feminina cresceu mais do que a dos homens. O total de mulheres detidas nos presídios do Estado do Rio aumentou 66% nos últimos cinco anos, segundo a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária). Já o aumento da população masculina nas cadeias cresceu 40% entre 2007 e este ano.

A quantidade de mulheres presas no Estado era de 1.071 em dezembro de 2007. Em agosto deste ano, chegou a 1.776 detentas. Já o número de homens presos passou de 21.363 para 30.068 no mesmo período.

A maioria das mulheres presas responde por tráfico de drogas, segundo o defensor público Felipe Almeida, coordenador do Nuspen (Núcleo do Sistema Penitenciário), da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Mais de 90% das presas condenadas, distribuídas em quatro unidades, são assistidas por defensores públicos.

— Há uma quantidade grande de mulheres que são presas tentando entrar com drogas nos presídios, seduzidas pelos criminosos presos. A maioria não tem perfil violento e se envolve com traficantes do lado de fora. Uma parte considerável também tem participação em crimes de roubo.



De acordo com Almeida, com a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), as quadrilhas passaram a usar mulheres e crianças, que geralmente não despertam a desconfiança da polícia. Ao mesmo tempo, o policiamento comunitário contribui para o aumento das prisões, na avaliação do defensor.

Dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), subordinado ao Ministério da Justiça, referentes a dezembro passado, revelam que, a exemplo do que acontece com os homens, a quantidade de mulheres presas no Rio já é maior do que a capacidade das unidades prisionais destinadas a elas. A população excedente chegava a 14,2% do total de detentas.


Na comparação com total de presos excedentes de todo o Brasil, o índice do Rio é considerado baixo. No País, em 2011, havia 20.231 vagas para mulheres em penitenciárias e 29.347 presas - excedente de 45%. Com relação aos homens, o efetivo que está acima da capacidade chega a 54% (155.641).


Perfil das presas no RJ

Em 2011, 51% delas (913) tinham ensino fundamental incompleto e apenas 22 chegaram a se formar em universidades. Quanto ao tempo de pena, a maior parte teve condenação entre quatro e oito anos.

As características são parecidas com as dos homens, mas há diferença quando o assunto é faixa etária. Entre os detentos, 30,8% tinham entre 18 e 24 anos, enquanto entre elas a maioria é mais velha - 25,3% têm entre 35 e 45 anos.

Do total de presas, 36,4% cumprem pena em regime fechado, 17% em semiaberto e só 1,2% em regime aberto. Das 1.786 detentas no sistema penitenciário, em dezembro passado, 29 eram estrangeiras, entre elas, 16 africanas, das quais oito angolanas, a maioria presa por tráfico internacional de drogas.

Ex-coordenadora do Setor de Inteligência da Polícia Civil e ex-deputada federal, Marina Maggessi diz que as mulheres têm características que as ajudam na hora de praticar crimes. Ela chama a atenção para o poder de sedução da mulher.

As mulheres são audaciosas. Elas são sempre subestimadas no mundo do crime. Todo mundo olha e diz: "Ah, é uma mulher". Aquela Ivone, do assalto na Tijuca, estava enganando os policiais até sacar a arma. A beleza também é um fator fundamental.


R7
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dilma na ONU Mulheres



Hoje à tarde, a presidenta Dilma Rousseff, que está em Nova York para várias atividades nas Nações Unidas, discursou no Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política das Mulheres, que discute O Papel da Mulher no Mundo. Veja o vídeo abaixo.


                                                                                  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR




Link do vídeo


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