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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Baderneiros anti-Copa tentam estragar a festa da maioria


LIBERDADE DE EXPRESSÃO, SIM. BADERNA, ARRUAÇA... NÃO!!!

POLÍCIA NELES!!!





"O padrão de manifestações na reta final para a Copa do Mundo está dado: mistura pleitos sindicais com temas difusos, dá carona ao 'não vai ter Copa', é violento contra as grandes cidades e o patrimônio público e, sobretudo, feito por minorias. A chamada massa não está neles, com todas as diferenças registradas entre as manifestações de junho do ano passado, que somaram dezenas de milhares, e os atos patrocinados agora por punhados de ativistas de origem duvidosa."

247 – O padrão de manifestações na reta final para a Copa do Mundo está dado: mistura pleitos sindicais com temas difusos, dá carona ao 'não vai ter Copa', é violento contra as grandes cidades e o patrimônio público e, sobretudo, feito por minorias. A chamada massa não está neles, com todas as diferenças registradas entre as manifestações de junho do ano passado, que somaram dezenas de milhares, e os atos patrocinados agora por punhados de ativistas de origem duvidosa.

Nesta terça-feira 27, exemplos prontos e acabados de como essa minoria pode estragar a festa da maioria, caso não seja enfrentada, aconteceram em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital federal, ditos sem teto e índios de arco e flecha tentaram atacar a taça da Copa do Mundo, exposta numa tenda diante do estádio Mané Garrincha.

Em seu périplo pelas 27 capitais do Brasil, onde virou até mesmo programa de visitação escolar, a taça vai sendo vista com alegria, orgulho e satisfação. O Brasil, afinal, já conquistou-a duas vezes, além das três vezes em que ergueu a Jules Rimet. Mas uma minoria de Brasília, de não mais que 300 manifestantes, procurou tirar todo o brilho dessa passagem com um arremedo irresponsável de passeata. Na hora do rush, engarrafou todo o tráfego do plano piloto da capital.

Dezenas de bombas de gás lacrimogêneo tiveram de ser usadas pela PM, que estava posicionada com tropa de choque e cavalaria para defender o espaço da Fifa. A visitação à taça teve de ser suspensa e os manifestantes ganharam com toda a exposição ao vivo nas redes de tevê. Mais imagens enviadas para o mundo, cada uma delas criada, reforçando, uma minoria.

Em São Paulo, não mais que 2 mil professores se deram o direito de, pela quarta vez nos últimos dias, invadir pistas das grandes avenidas e marchar com ameaças sobre a Prefeitura da cidade. Deixando um rastro de caos no trânsito, estão sempre abertos a receber grupelhos do chamado 'não vai ter Copa' à reboque. Registre-se que, se um dia esse slogan foi chamado de 'movimento', isso não se confirmou, dado seu absoluto esvaziamento de público nas poucas vezes em que tentou se auto-convocar. Há um burburinho pela internet, com imagens de baixo nível e grau máximo de despolitização, que igualmente não alcançou seu sonho – ou pesadelo – de ser um viral.

No Rio de Janeiro, com os rodoviários sendo envolvidos em uma nova greve por dissidentes do sindicato da categoria, o mesmo quadro se repete. Violentos no início do mês, quando atacaram garagens para depredar mais de 360 coletivos, eles prometem voltar à carga a partir da meia-noite desta quarta-feira 28.

Manifestações pouco numerosas também ocorrem em outras capitais, enquanto que um iniciante clima de festa começa pelas cidades menores do país, refletindo ainda discretamente nas maiores. É claro que, à medida em que a competição começar, e a Seleção Brasileira, que cumpriu hoje seu primeiro dia de concentração, avançar, mais e mais brasileiros irão aderir. Não é novidade. Desde os tempos do Pra Frente, Brasil, em 1970, cada Copa teve seu reflexo no público. Mas nunca, nem mesmo durante a ditadura militar, essa adesão foi violenta.

Agora, no entanto, o poder real e midiático de quem provoca um congestionamento, faz uma depredação ou tenta cometer um atentado contra a Copa – como, a rigor, ocorreu durante a tarde na capital federal – é desproporcional ao grito de alegria e respeito pela Copa do Mundo que vai sendo dado pela maioria do País. Se fosse para não querer Copa, os sinais seriam outros, com muito, mas muito mais gente nas ruas, e de todas as classes sociais ou, ao menos, da classe média e estudantes. Foi assim em junho, não está sendo assim agora.

Reclamos do colunista conservador global Carlos Lacerda, quer dizer, Arnaldo Jabor, caem no vazio. Ele age como um anarquista bufão a pastorear seu público na concessionária Rede Globo ao abismo do quanto pior, melhor. É um dos chefes da minoria isolada, motivo sem retoques do declínio de audiência da emissora dos três bilionários irmãos Marinho. A esse e outros chamados, a grande, imensa maioria da população está enviando uma resposta de aceitação à Copa do Mundo no Brasil.

Os poucos manifestantes de agora não fazem mais que testar os limites da condescendência do Estado. Em outros países do mundo, já teriam sido convidados, sem cerimônia, a se retirar. Em Washington, capital dos Estados Unidos, por exemplo, passeatas que invadem ruas são realinhadas a borrachadas para cima das calçadas. Em Berlim, na Alemanha, jatos d'água poderosos ainda são usados para dispersar protestos. Na França, as tropas de choque mais parecem unidades de combate americanas no auge da guerra do Afeganistão. Até mesmo na vizinha Argentina o Estado parece saber se defender de maneira bastante eficaz frente a ações minoritárias.

A medida do enfrentamento com a minoria que prejudica a maioria tem de ser encontrada a cada situação. Nas ruas, cada caso é um caso de grande repercussão e complexidade. O que não significa que o Estado não deva, por seus meios tradicionais, usados em todo o mundo democrático, a efetivamente agir. Provocação de congestionamentos em horários de rush, realização de ataques a alvos esportivos e quebra-quebras de oportunidade não merecem complacência.

O Mundial já alcança 500 mil ingressos vendidos no País e dezenas de milhares de credenciamentos de mídia. É um sucesso comercial, de adesão esportiva e na projeção de audiência. Os estrangeiros virão em lotes ao Brasil. Nunca foi um costume recebê-los mal, de cara cerrada e punhos fechados. Nem na literatura, muito menos na vida real, jamais o brasileiro agiu assim. Ao contrário. As capitais vivem sendo reconhecidas internacionalmente como entre as mais cordiais do mundo, a começar pelo Rio de Janeiro, de Lacerda e Jabor, e São Paulo. É essa verdade que tem de prevalecer.



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segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Copa do Mundo e a estupidez humana


VAI TER COPA



"Por que será que no Brasil, terra da jabuticaba, um movimento por melhores salários do magistério se expõe a aventuras como essa de hostilizar os jogadores da Seleção em sua apresentação na Granja Comary? (...)

É claro, por exemplo, que o ex-jogador Ronaldo combinou com Aécio Neves a divulgação de seu apoio eleitoral, logo depois de chamar a atenção da mídia dizendo que tinha vergonha do Brasil.

Até fevereiro, dizia que a “Copa é um grande negócio para o país”. (...)


Está ficando evidente para todo o povão que a Copa, primeiro, e a Seleção, agora, estão sendo exploradas com finalidades eleitorais.



Como se tornar um estúpido


Fernando Brito


Em qualquer parte do mundo, qualquer movimento político ou sindical quer o apoio da sociedade.

Por que será que no Brasil, terra da jabuticaba, um movimento por melhores salários do magistério se expõe a aventuras como essa de hostilizar os jogadores da Seleção em sua apresentação na Granja Comary?

Diz a Folha que “no local havia aproximadamente 200 pessoas entre manifestantes do Sindicato Estadual dos Professores do Rio e militantes do PSTU, e do PSDB e torcedores, segundo a polícia. Eles entoam cânticos e exibem faixas contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. “Brasil vamos acordar, professor ganha menos do que o Neymar”, era um dos cânticos.”

Por isso tomei emprestado o título do ótimo livro de Martin Page (recomendo a quem quiser ótima literatura moderna) para definir o que essa turma está fazendo.

Tirante os coxinhas inveterados e os tucanos empedernidos, não há um cidadão que olhe com gosto um time de futebol nacional ser engolfado pela política.

E, curiosamente, não é o Governo quem está fazendo isso.

É claro, por exemplo, que o ex-jogador Ronaldo combinou com Aécio Neves a divulgação de seu apoio eleitoral, logo depois de chamar a atenção da mídia dizendo que tinha vergonha do Brasil.

Até fevereiro, dizia que a “Copa é um grande negócio para o país”.


Fez muito bem a polícia de controlar, sem violência, o grupo levado pela estranha aliança PSTU-PSDB e anarquistas tipo “black-bloc” ao local. Então podem ir para a porta do ônibus da seleção gritar e se recusar a ir à audiência de negociação convocada pelo STF, que mediou o acordo no ano passado?

Está ficando evidente para todo o povão que a Copa, primeiro, e a Seleção, agora, estão sendo exploradas com finalidades eleitorais.

E também não é preciso ser gênio para saber que este tipo de atitude tem consequências terríveis para quem o faz.


Tijolaço

Destaques do ABC!

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domingo, 25 de maio de 2014

"O Brasil é um lixo": o discurso vira-lata de Veja e Época


MÍDIA GOLPISTA



No "detrito sólido de maré baixa" (PHA):


A MAIS BIZARRA PEÇA JORNALÍSTICA DA HISTÓRIA


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Veja chegou, neste fim de semana, ao ápice do seu complexo de vira-latismo; sua reportagem de capa é o relato de um personagem fictício, nascido nos Estados Unidos e chamado John Doe, que desembarca em São Paulo e descobre que nada presta, que o Brasil é um lixo, que somos um país de quinta; ok, os Civita sempre sonharam em ser americanos e pegaram o navio errado quando deixaram a Itália; no entanto, a reportagem deste fim de semana é bisonha e não faz jus nem aos simpáticos vira-latas; ela pretende apenas que os brasileiros, como sugeriu Ronaldo, sintam vergonha do próprio País

Leia a matéria toda no Brasil 247.


Na Época:


ÉPOCA TAMBÉM ADERE AO DISCURSO VIRA-LATA


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Somos fracassados, nada do que é bom se vê por aqui, queremos um Brasil padrão Fifa, mas onde encontrá-lo? Segundo a revista Época, as soluções estão na Finlândia, na Inglaterra, no Japão; assim como Ronaldo e Veja, as Organizações Globo também querem que você se sinta derrotado; será que tudo isso é coincidência, ou faz parte de um esforço organizado para provocar baixo-astral às vésperas da Copa do Mundo de 2014?

Leia a matéria completa no Brasil 247.

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sábado, 24 de maio de 2014

Ayres Britto critica o "carcereiro de Dirceu"


“Não se pode ser exemplar no julgamento e errar na execução. O preso não pode ir para um regime mais severo do que o que foi condenado. Se foi para o semiaberto, tem que desfrutar do semiaberto. Não se pode praticar nem o Direito Penal do compadrio nem o do inimigo, que estigmatiza o preso, o réu, e o vê como uma besta-fera, um cão dos infernos. É preciso muito equilíbrio nesta hora.”
                                                   (Carlos Ayres Britto, jurista, ex-ministro do STF)



Joaquim Barbosa, o justiceiro de toga


Cynara Menezes, CartaCapital


Houve certa vez um juiz na Grécia antiga que passou à história por seu poder e extremo rigor. Tanto fazia se o crime fosse furto ou assassinato, ambos eram punidos com a morte. Esse legislador se chamava Drácon (650-600 a.C.) e sobre ele diria um orador ateniense que escrevera leis com sangue, e não com tinta. Sua celebridade não é, portanto, exatamente digna de orgulho.

Nos últimos dias, o epíteto “draconiano” foi repetido muitas vezes em conversas no meio jurídico da capital para se referir ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Houve também quem o comparasse a Tomás de Torquemada, o inquisidor-geral dos reinos de Castela e Aragão, responsável por levar milhares à fogueira no século XV. Nada lisonjeiro para o ministro. A causa das comparações é o excesso de rigor com que Barbosa age em relação e tão somente em relação aos condenados do chamado “mensalão”, principalmente o ex-ministro José Dirceu.

Na sexta-feira 9, o presidente do Supremo negou novamente a Dirceu, preso em regime semiaberto na Penitenciária da Papuda, o direito de trabalhar fora durante o dia. Segundo Barbosa, seria preciso cumprir um sexto da pena para obter o direito. Com a ordem, desfez de forma monocrática um entendimento do Superior Tribunal de Justiça de 1999 que permite o trabalho de detentos no regime semiaberto até hoje. Ou seja: sua decisão não atinge apenas Dirceu, seu alvo preferencial, mas milhares de encarcerados nas mesmas condições em todo o País.

As críticas a Barbosa partiram de todas as direções: juristas de diferentes espectros ideológicos, além da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, condenaram a decisão. A mais contundente divergência em relação ao entendimento do presidente do Supremo partiu, porém, de seu antecessor no cargo, Carlos Ayres Britto. Em entrevista exclusiva a CartaCapital, Ayres Britto considerou que negar ao preso em semiaberto o direito de trabalhar fora não é praticar uma visão humanista do Direito e se assemelha a uma decisão “taliônica”: olho por olho, dente por dente. “Isso remonta aos tempos da barbárie.”

O ex-presidente do Supremo fez questão de destacar que falava “em tese” e que é “um grande admirador da independência” de Joaquim Barbosa em relação aos outros poderes da República. Também ressaltou que a posição defendida pelo sucessor no comando do STF não é isolada: outros juristas interpretam a lei da mesma maneira, exigindo cumprimento de um sexto da pena antes de liberar para o trabalho externo. Sua visão, porém, é distinta da defendida pelo ex-colega.

“Peço data venia ao ministro Joaquim, mas não concordo com seu entendimento. Meu modo de interpretar é mais humanista”, afirmou Ayres Britto. “O regime semiaberto não passa pela necessidade de cumprimento de um sexto da pena. Como requisito de progressão, para saltar de uma pena mais dura para uma mais branda, sim. A pena tem dois significados: o castigo, que é o caráter retributivo, o indivíduo paga pelo erro cometido, e o caráter ressocializador. É um signo de humanismo e de civilização de um povo incorporar à pena sua dimensão ressocializadora. E o trabalho é um mecanismo de ressocialização.”

Disse ainda Ayres Britto: “Entre o trabalho externo e o interno, é preferível o externo, porque o interno tem um caráter estigmatizante e o externo é extramuros. O apenado passa a ser visto pela sociedade como alguém em franco processo de recuperação e isso é bom para atenuar o estigma. O Direito humanista preza pela desestigmatização do apenado, porque isso é um preconceito. O preso é privado da liberdade, não da dignidade. Melhorar sua imagem faz parte do processo.”

O ex-presidente do STF, condutor do julgamento do “mensalão”, lembrou que a Lei de Execuções Penais fala do trabalho em colônia industrial ou agrícola, inexistente no Brasil. “O preso não pode pagar o pato por uma omissão do Estado. Foi por isso que se chegou ao entendimento permitindo o trabalho externo no semiaberto.” Para Britto o julgamento foi “legítimo” e é importante continuar a ser “exemplar” na execução.

“Não se pode ser exemplar no julgamento e errar na execução. O preso não pode ir para um regime mais severo do que o que foi condenado. Se foi para o semiaberto, tem que desfrutar do semiaberto”, defendeu. “Não se pode praticar nem o Direito Penal do compadrio nem o do inimigo, que estigmatiza o preso, o réu, e o vê como uma besta-fera, um cão dos infernos. É preciso muito equilíbrio nesta hora.”

Ex-presidente do STF entre 1995 e 1997, Sepúlveda Pertence concordou com Ayres Britto na manutenção do entendimento do STJ, ao contrário do que prega Barbosa. “Independentemente da discussão teórica sobre a Lei de Execução Penal, que é confusa, existe um entendimento do STJ e milhares de presos beneficiados por ela. Eu seguiria esse entendimento.”

Um aspecto ilustrativo da escolha de Barbosa para castigar os “mensaleiros” é que, no projeto de reforma da Lei de Execução Penal a ser votado neste ano pelo Congresso, os artigos sobre o trabalho do preso foram modificados e preveem o trabalho externo não só para condenados ao semiaberto como ao regime fechado, independentemente da fração de pena cometida. A diferença é que os presos em regime fechado estariam sujeitos à vigilância constante. O projeto deixa claro o caráter ressocializante do trabalho. “Não se trata de benefício penitenciário, mas de componente da própria execução penal tendente à reintegração social do apenado”, explica o texto.

O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, emitiu parecer favorável ao trabalho externo de Dirceu. “No que concerne ao requerimento de trabalho externo ao sentenciado, não há nada a opor, porque, do que se tem conhecimento, os requisitos legais foram preenchidos”, afirmou ao arquivar o processo que investigou o suposto uso de celular por Dirceu na Papuda, uma “regalia” na prisão. Uma comissão de deputados que vistoriou a penitenciária tampouco constatou flagrantes diferenças de condições na cela do ex-ministro e dos demais detentos.

O fato de Joana Saragoça, filha de Dirceu, ter pegado carona com agentes penitenciários e furado a fila de visitas deu novo fôlego a Barbosa para recusar a autorização ao ex-ministro. “É lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa uma mera action de complaisance entre copains (ação entre amigos, em francês), absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal. É que, no Brasil, os escritórios de advocacia gozam, em princípio, da prerrogativa de inviolabilidade (estatuto da OAB), que não se harmoniza com o exercício, pelo Estado, da fiscalização do cumprimento da pena”, argumentou o presidente do Supremo.

Em resposta por escrito, o advogado José Gerardo Grossi, disposto a contratar Dirceu, chamou publicamente Barbosa de Torquemada. “A visão de Justiça Penal, dele, é torquemadesca, ultramontana. Houvesse de escolher entre Tomás de Torquemada e o bom Juiz Magnaud (magistrado francês célebre por suas decisões consideradas humanitárias), certamente ficava com este.”

O advogado Luis Alexandre Rassi, empregador de outro condenado, João Paulo Cunha, negou a inexistência de fiscalização do “Confere” (como é chamado pelos presos o órgão avaliador do trabalho externo). “Eles já estiveram aqui ao menos sete vezes”, afirma Rassi. Ele prevê a interrupção do benefício a Cunha. Por causa da decisão sobre Dirceu, foi revogado o direito a trabalho de Delúbio Soares, Romeu Queiroz e Rogério Tolentino. Não se sabe se Barbosa fará o mesmo com os cerca de 20 mil presos em regime semiaberto liberados a trabalhar fora da prisão.

A defesa de Dirceu anunciou a decisão de recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A ordem de Barbosa pode ainda ser derrubada no plenário do STF, mas, incrivelmente, depende do presidente da Corte colocar o assunto em pauta: a agenda é prerrogativa do comando do tribunal, que há meses não vota nenhum tema importante. Nos bastidores do STF, comenta-se que Barbosa trocou o ofício de ministro da mais alta Corte pela função bem menos nobre de carcereiro de Dirceu. Por que seus pares se calam?



CartaCapital


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sexta-feira, 23 de maio de 2014

CNBB denuncia ilegalidades de Joaquim Barbosa


REFORMA DO JUDICIÁRIO


A Comissão Brasileira Justiça e Paz, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu nota em que denuncia as ilegalidades cometidas pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, contra os réus da Ação Penal 470 (mensalão), que acabam provocando danos irreparáveis a milhares de detentos do sistema prisional.

Na semana que vem, o MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, marchará até Brasília para fazer manifestação diante do Supremo, exigindo que seu presidente cumpra a lei, respeite a Constituição da República e o Estado Democrático de Direito.

A que ponto chegamos!

O chefe do Poder Judiciário: um fora da lei!







Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz sobre a execução da Ação Penal 470


Misericórdia e fidelidade se encontram, justiça e paz se abraçam. ( Sl 85,11)



As decisões proferidas pela Presidência do Supremo Tribunal Federal sobre a execução da Ação Penal 470 (mensalão) que têm suscitado críticas e preocupações na sociedade civil em geral e na comunidade jurídica em particular, exigem o inadiável debate acerca das situações precárias, desumanas e profundamente injustas do sistema prisional brasileiro.

A Pastoral Carcerária, em recente nota, referiu-se à Justiça Criminal como um “moinho de gastar gente” por causa de decisões judiciais que levam a “condenações sem provas” e “negam a letra da lei” com “interpretações jurídicas absurdas”. Inseriu, neste contexto, a situação dos presos da Ação Penal 470 ao denunciar o conjunto do sistema penitenciário, violento e perverso, que priva os apenados “dos cuidados de saúde e de higiene mais básicos” e carece de políticas públicas para sua inserção no mercado de trabalho.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB, soma-se à Pastoral Carcerária e “repudia” o conteúdo destas decisões, bem como a política de encarceramento em massa, que penaliza especialmente negros e pobres, com inúmeras práticas cruéis, estendidas aos familiares e amigos dos presos, como a “revista vexatória”, atentado direto à dignidade humana.

A independência do Poder Judiciário somente realiza a necessária segurança jurídica em sua plenitude, quando viabiliza sem obstáculos o amplo direito de defesa e a completa isenção na análise objetiva das provas. Ela é imprescindível na relação do Judiciário com os meios de comunicação, não se podendo confundir transparência nos julgamentos com exposição e execração pública dos réus.

CBJP tem a firme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e de “justiçamento”. Os fatos aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro.


Brasília, 22 de maio de 2014


Pedro Gontijo

Secretário Executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB




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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jornal digital de Yoani Sánchez é bloqueado em Cuba


ABAIXO A CENSURA! LIBERDADE DE EXPRESSÃO!



Já era esperada alguma reação dos irmãos Castro diante do lançamento do jornal digital 14ymedio.com, da blogueira Yoani Sánchez, opositora do regime comunista. Os comandantes da Ilha, que há 50 anos dizem o que os cubanos podem ou não ler, determinaram o bloqueio do site nos servidores de Cuba três horas depois dele entrar no ar.

Yoani já protesta no Twitter: "Não há nada mais atraente que o proibido..."

Blogosfera brasileira autoproclamada "progressista" quietinha, não dá um "piu" sobre o lançamento do portal de notícias da blogueira cubana e seu bloqueio na Ilha de Fidel.



Yoani no programa Roda Viva, Brasil, 2013



Tuítes de Yoani denunciando a censura dos Castro


Site de Yoani Sánchez lançado nesta quarta é bloqueado em Cuba

Portal da blogueira que critica regime cubano foi ao ar nesta quarta-feira.
Acesso para quem vive em Cuba foi bloqueado três horas depois, diz AFP.


Da France Presse



Portal independente cubano 14ymedio entrou no
ar nesta quarta-feira (Foto: Reprodução)

O novo site de notícias '14ymedio' da blogueira opositora Yoani Sánchez foi bloqueado nesta quarta-feira (21) nos servidores cubanos três horas depois de ter sido lançado na internet, comprovaram jornalistas da agência France Presse. No resto do mundo é possível acessar o site.

Ao entrar no site www.14ymedio.com, o conteúdo que aparecia nos servidores cubanos não era o genuíno, mas uma página chamada 'Yoanislandia.com', que continha ataques contra a famosa blogueira opositora cubana e incluía diversos artigos assinados por blogueiros governistas cubanos.

O site foi lançado por Sánchez às 8h05 locais (9h05 de Brasília) e o bloqueio teve início às 11h (12h de Brasília), comprovaram jornalistas da AFP.

O site é o primeiro meio de comunicação independente em 50 anos em Cuba, o portal de notícias '14ymedio', da blogueira opositora Yoani Sánchez, desafiando o controle do governo comunista.

"14ymedio é fruto da evolução de uma aventura pessoal que se transformou em um projeto coletivo", afirma na apresentação o portal (www.14ymedio.com), que entrou no ar às 8h05 locais (9h05 de Brasília), segundo correspondentes da France Presse em Havana.

A primeira edição inclui uma reportagem sobre a violência noturna em Havana e uma entrevista com o escritor opositor Ángel Santiesteban, preso sob acusações de violência intrafamiliar, assim como uma carta de 28 personalidades de todo o mundo, incluindo o Prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa e o ex-presidente polonês e Nobel da Paz Lech Walesa, para que o governo 'respeite o direito' de existência do portal.

"Quando se realiza um projeto que foi desejado por muito tempo, vem a sensação de que devemos traçar novas metas. 14ymedio.com foi minha obsessão por mais de quatro anos", escreveu Sánchez em um artigo publicado no site.


Yoani Sanchéz (Foto: Giovana Sanchez/G1)


Sonho alcançado

"Hoje alcancei um sonho (...), um espaço jornalístico no qual muitos colegas me acompanham. Nasce com o desejo de chegar a muitos leitores dentro e fora de Cuba, de oferecer um espectro completo de notícias, colunas de opinião e dados sobre a realidade de nossa Ilha. Dará muito trabalho, não há dúvidas. Cresceremos pouco a pouco, tentando fazer com que a qualidade acompanhe cada conteúdo publicado", acrescentou Sánchez.


O surgimento do novo meio de comunicação, que também será distribuído em pendrives de mão em mão e por e-mail, foi ignorado até agora pelo governo de Raúl Castro e pelos meios de comunicação da ilha, todos sob controle estatal.

A filósofa e blogueira de 38 anos ganhou fama internacional com seu blog 'Generación Y', o que lhe valeu vários reconhecimentos no exterior.

A imprensa independente foi silenciada na ilha no início da década de 1960 por Fidel Castro.


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Yoani Sánchez lança portal de notícias em Cuba


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Enquanto na maior cidade do País, na cidade de São Paulo, no tradicional bairro da Penha (Penha de França), sob um suposto Estado Democrático de Direito, um esquema criminoso tenta calar denúncias da blogueira paulistana Sônia Amorim e inviabilizar o pequeno mas brioso blog "Abra a Boca, Cidadão!", por meio de descabidas ações judiciais com viés intimidatório e outras tantas violências, na Cuba de Fidel, onde há 50 anos vige um regime fechado, hostil a pensamento dissonante, a mundialmente famosa blogueira cubana, Yoani Sánchez, editora do blog Generación Y, acaba de lançar um portal de notícias que pretende oferecer um outro olhar sobre a Ilha comunista.

O portal "14ymedio" (link), projeto coletivo a partir de um sonho pessoal de Yoani, entrou  no ar ontem, com apoio de diversos intelectuais de vários países, que assinam um manifesto publicado na página inaugural.

Vamos acompanhar o trabalho jornalístico de Yoani Sánchez, a Cuba que ela nos mostrará, e as repercussões que este ousado projeto de comunicação provocará no regime cubano e em seus apoiadores e opositores, inclusive no Brasil.

Felicitações à nossa companheira de blogosfera, vida longa ao 14ymedio e um viva à Liberdade de Expressão!



14ymedio.com, o portal de notícias de Yoani Sánchez. Cuba, 20.05.2014

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