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domingo, 24 de novembro de 2013

Barbosa põe juiz tucano e "linha dura" na Papuda


GOLPE EM ANDAMENTO



Joaquim Barbosa quer "mais rigor" no tratamento dos presos da AP 470 ("mensalão") no presídio da Papuda, em Brasília. E para isso está colocando um juiz filho de político do PSDB no comando da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. O dirigente tucano, ainda por cima, apresenta programa na TV onde ataca réus do "mensalão"...

O que quer Barbosa?

E o País? Vai continuar assistindo, bovinamente, a mais esta estripulia do "Nosso Batman"?

Jurista Celso Bandeira de Mello já alertou a nação: Joaquim Barbosa é do Mal e precisa ser freado. Cláudio Lembo, jurista de extração conservadora, também afirmou que é possível impichar Barbosa.

E aí, Senado da República e Partido dos Trabalhadores?!

Vamos deixar o Brasil virar uma anti-Gotham City?

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...






AGORA É OFICIAL: BARBOSA TROCA JUIZ DA PAPUDA


:
Juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi afastado do caso; em seu lugar, chega Bruno Ribeiro, filho de um político do PSDB do Distrito Federal, que deve impor condições mais duras aos presos, inclusive a José Genoino, que está em prisão domiciliar; Genoino não poderá sair de casa nem falar com jornalistas no período em que estiver na casa de uma filha em Brasília

Leia a notícia completa no Brasil 247.

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Joaquim Barbosa: magistrado ou político?


VIOLAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 


"Barbosa faz política usando sua cadeira no mais alto tribunal do país, o que é ilegítimo e antidemocrático. Foi de propósito que decretou as prisões em um feriado, para que os réus não tivessem a quem apelar contra as ilegalidades cometidas e ficassem em regime fechado na Papuda. Sequer comunicou ao juiz de execuções penais, para evitar que ele tomasse alguma decisão. Mandou virem todos para Brasília, mesmo um cardiopata como José Genoíno, sem nenhuma necessidade, algemados, apenas para garantir que a mídia tivesse assunto para ocupar os dias de fins de semana."





A História o condenará

HÉLIO DOYLE



Joaquim Barbosa faz política usando sua cadeira no mais alto tribunal do país, o que é ilegítimo e antidemocrático. É herói da direita ideológica e dos milhões de desinformados pela mídia

A maioria dos brasileiros, e bem maioria mesmo, acha que há provas em profusão para condenar os réus do chamado “mensalão”, que as penas de alguns acusados não foram excessivas, que a democracia sai fortalecida e que o ministro Joaquim Barbosa é um herói.

Essa maioria assimilou o que, durante oito anos, e de forma sistemática, difundiu a grande imprensa brasileira. Os que questionavam as acusações, o processo e o julgamento são boicotados nos principais jornais e emissoras e os livros que contradisseram as teses da acusação não tiveram nenhuma divulgação, tudo para impor um pensamento único a respeito do processo.

Não é que não houve crime e que muitos acusados são culpados. Mas há réus condenados sem nenhuma prova, penas muito maiores do que as que se dão a assassinos reincidentes, e o ministro Joaquim Barbosa causa mal à democracia com suas atitudes arbitrárias, autoritárias e destinadas a receber repercussão favorável da mídia e transformá-lo em ídolo.

Barbosa faz política usando sua cadeira no mais alto tribunal do país, o que é ilegítimo e antidemocrático. Foi de propósito que decretou as prisões em um feriado, para que os réus não tivessem a quem apelar contra as ilegalidades cometidas e ficassem em regime fechado na Papuda. Sequer comunicou ao juiz de execuções penais, para evitar que ele tomasse alguma decisão. Mandou virem todos para Brasília, mesmo um cardiopata como José Genoíno, sem nenhuma necessidade, algemados, apenas para garantir que a mídia tivesse assunto para ocupar os dias de fins de semana.


Combater a corrupção que grassa no país é uma coisa. Fazer disso uma luta política contra apenas alguns e para se promover é outra. Joaquim Barbosa hoje é herói da direita ideológica e dos milhões de desinformados pela mídia. A história, porém, o condenará.


Brasil 247

Destaques do ABC!

sábado, 23 de novembro de 2013

Bandeira de Mello: STF violou direitos a mando da mídia


SUPREMOCRACIA



Eminente jurista Celso Bandeira de Mello denuncia ilegalidades que vêm sendo cometidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da AP 470 ("mensalão") e alerta para risco ao Estado Democrático de Direito:


Houve um açodamento. Começaram a cumprir em regime fechado mesmo aqueles que deveriam estar em regime semi-aberto. (...) todo o julgamento foi ilegal. Diria até inconstitucional. A começar, por suprimir uma instância, quando fizeram todos serem julgados no STF (...). Esse julgamento é viciado do começo ao fim. (...) Confesso que fiquei escandalizado com o julgamento

Só posso dizer que é uma coisa lamentável. Não há nada que justifique. (...) Se eu fosse do PT ou da família pediria que o presidente do Supremo fosse processado. Ele parece mais partidário do que um homem isento.

É gravíssimo. Tenho quase 80 anos de idade e nunca na minha vida vi essas coisas se passarem. Nunca. (...) É o cúmulo o que está se passando. É vergonhoso.

É simplesmente um absurdo e um retrocesso no Estado de Direito. Primeiro, o próprio elaborador dessa teoria [Domínio do Fato, jurista alemão Claus Roxin] já afirmou que foi mal aplicada. Segundo, essa teoria é uma bobagem, pois contraria princípios do Estado de Direito. Uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. Isso é uma conquista da civilização. 


As condenações foram políticas. Foram feitas porque a mídia determinou. Na verdade, o Supremo funcionou como a longa manus da mídia. Foi um ponto fora da curva.







Direitos foram violados pelo STF, diz jurista Bandeira de Mello

O julgamento do caso do “Mensalão” foi político e inconstitucional, na avaliação de Celso Antônio Bandeira de Mello, que é reconhecido como um dos mais brilhantes e respeitados juristas brasileiros.

Luiz Felipe Albuquerque, Brasil de Fato


Bandeira de Mello: "Esse julgamento contrariou com certeza 
a tradição jurídica ocidental, talvez até universal"

Professor Emérito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Celso Antônio Bandeira de Mello completa 77 anos na próxima semana envergonhado com o papel cumprido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento.

“Esse julgamento é viciado do começo ao fim. Agora, os vícios estão se repetindo, o que não é de estranhar. Não vejo nenhuma novidade nas violações de direitos. Confesso que fiquei escandalizado com o julgamento”, diz.

Nesta semana, 11 condenados do processo foram presos, como o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, e o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. Bandeira critica a rapidez das prisões e considera “gravíssimo” o tratamento dado a Genoíno, que passou recentemente por uma cirurgia no coração e está doente.

Brasil de Fato: A prisão dos condenados da ação antes do julgamento dos embargos infringentes cumpriu o rito jurídico?


Bandeira de Mello: Houve um açodamento. Começaram a cumprir em regime fechado mesmo aqueles que deveriam estar em regime semi-aberto. A meu ver, todo o julgamento foi ilegal. Diria até inconstitucional. A começar, por suprimir uma instância, quando fizeram todos serem julgados no STF, o que não era o caso. Esse julgamento é viciado do começo ao fim. Agora, os vícios estão se repetindo, o que não é de estranhar. Não vejo nenhuma novidade nas violações de direitos. Confesso que fiquei escandalizado com o julgamento.

Brasil de Fato: Por que José Dirceu e José Genoíno foram levados para Brasília, se trabalham em São Paulo?


Bandeira de Mello: Foi por exibição do presidente do Supremo [Joaquim Barbosa] , que saiu de foco por uns dias e quis voltar. Mas é uma mera interpretação subjetiva. Só posso dizer que é uma coisa lamentável. Não há nada que justifique. Em princípio, eles deveriam cumprir a pena o mais próximo possível das residências deles. Se eu fosse do PT ou da família pediria que o presidente do Supremo fosse processado. Ele parece mais partidário do que um homem isento.

Brasil de Fato: Genoíno deveria receber um tratamento diferente pelo fato de estar doente?


Bandeira de Mello: É gravíssimo. Tenho quase 80 anos de idade e nunca na minha vida vi essas coisas se passarem. Nunca. Ele tinha que ter um tratamento em função do estado de saúde dele. É o cúmulo o que está se passando. É vergonhoso.

Brasil de Fato: Genoíno e Dirceu dizem que são inocentes e que são presos políticos em plena democracia. Como o senhor avalia isso?


Bandeira de Mello: Eles têm razão: foi um julgamento político. Não foi um julgamento com serenidade e isenção como deveria ter sido. Basta ver as penas que eles receberam, piores do que de indivíduos que praticaram crimes com atos de crueldade e maldade.

Brasil de Fato: José Dirceu foi condenado com base na teoria do domínio do fato. Existem provas concretas que o condenassem?


Bandeira de Mello: Esse é outro absurdo. Não existe nenhuma prova concreta que justifique essa atitude. É simplesmente um absurdo e um retrocesso no Estado de Direito. Primeiro, o próprio elaborador dessa teoria [o jurista alemão Claus Roxin] já afirmou que foi mal aplicada. Segundo, essa teoria é uma bobagem, pois contraria princípios do Estado de Direito. Uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. Isso é uma conquista da civilização. Portanto, são necessárias provas de que realmente a pessoa praticou um crime ou indícios fortíssimos. Sem isso, não tem sentido.

Brasil de Fato: Genoíno foi condenado por ter assinado um cheque de um empréstimo como presidente do PT. Depois, o valor foi pago pelo partido. Esse procedimento justifica a condenação dele?


Bandeira de Mello: Não justifica. As condenações foram políticas. Foram feitas porque a mídia determinou. Na verdade, o Supremo funcionou como a longa manus da mídia. Foi um ponto fora da curva.

Brasil de Fato: E a atuação do ministro Joaquim Barbosa?


Bandeira de Mello: Certamente, ele foi o protagonista principal, mas não foi o único, porque não podia ter feito tudo sozinho. Quem brilhou nesse episódio foi o ministro Ricardo Lewandowski, que foi execrado pela mídia e pela massa de manobra que essa mesma mídia sempre providencia. Se o Judiciário desse sanções severíssimas à mídia, como multas nos valores de R$ 50 milhões ou 100 milhões, agiriam de outro jeito. Mas com as multinhas que recebem, não se incomodam a mínima.

Brasil de Fato:
Você acredita em uma contra ofensiva em relação ao Poder Judiciário, diante das contradições cada vez mais evidentes nesse episódio?


Bandeira de Mello: Acho muito difícil, porque a mídia faz e desfaz o que ela bem entende. Na verdade foi ela a responsável por tudo isso. O Supremo não foi mais que a longa manus da mídia.

Vermelho

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Fernando Haddad: "Não será admitido nenhum desvio de conduta"


HERANÇA MALDITA



Olha o tamanho da "encrenca" que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), encontrou na administração municipal. Vai precisar de pelo menos mais 100 auditores para dar conta da ladroagem...


Eu penso que a Controladoria é um marco na história dessa cidade, porque foi criada para, com independência e de uma forma apartidária, levar às últimas consequências as investigações e as punições. Nós não tínhamos isso em São Paulo até o ano passado e hoje já há várias manifestações de especialistas elogiando a iniciativa da Prefeitura em criar a Controladoria. Então, com independência e com inteligência, nós vamos chegar aos responsáveis e vamos emitir um sinal muito claro para a administração, seja para os cargos comissionados, seja para os servidores de carreira. Não será admitido nenhum desvio de conduta.

Nós temos 150 mil servidores, basta uma pequena fração desses servidores querendo desonrar o serviço público para causar o estrago que já veio a tona. O nosso trabalho mal começou. O que vocês conhecem até agora é uma fração daquilo que está sendo investigado... 
                                                   Fernando Haddad, Prefeito de São Paulo


Prefeito Fernando Haddad e Controlador Geral Mário Vinícius Spinelli
Banco de Imagens: SECOM/PMSP



Prefeitura anuncia concurso para contratar 100 auditores para a Controladoria


Concurso deverá ser realizado no próximo ano para a contratação de 100 auditores municipais de controle interno. Ações da CGM já resultaram na prisão de 11 servidores acusados de corrupção neste ano



Heloísa Ballarini/Secom


A Prefeitura enviará para a Câmara Municipal um projeto de lei que propõe a criação de cargos de carreira pública dentro da Controladoria Geral do Município (CGM) para fortalecer o trabalho do órgão no combate à corrupção. O objetivo é lançar no próximo ano concurso público para a contratação de 100 auditores municipais de controle interno, com dedicação exclusiva à função. O concurso será voltado para o nível superior, com foco nas formações nas áreas da saúde, engenharia e informática.

O salário previsto é o mesmo do cargo de auditor fiscal de tributos municipais, que é de cerca de R$ 13 mil. Por meio de um termo de cooperação com a Controladoria Geral da União (CGU), os aprovados receberiam formação específica e continuada para exercer o trabalho. A CGM conta atualmente com cerca de 80 funcionários, que faziam parte das antigas Ouvidoria, Corregedoria e Auditoria do município.

Para o prefeito Fernando Haddad, a criação da carreira pública, além de ampliar o quadro do órgão independente de controle, trará mais isonomia ao trabalho e garante a permanência da Controladoria, independente do prefeito ou partido que estiver à frente da cidade.

“Eu penso que a Controladoria é um marco na história dessa cidade, porque foi criada para, com independência e de uma forma apartidária, levar às últimas consequências as investigações e as punições. Nós não tínhamos isso em São Paulo até o ano passado e hoje já há várias manifestações de especialistas elogiando a iniciativa da Prefeitura em criar a Controladoria. Então, com independência e com inteligência, nós vamos chegar aos responsáveis e vamos emitir um sinal muito claro para a administração, seja para os cargos comissionados, seja para os servidores de carreira. Não será admitido nenhum desvio de conduta”, disse Haddad.


O prefeito informou que o concurso deverá ser realizado no próximo ano, com data ainda a ser definida. “O controlador ganhará um reforço ainda maior e com uma consistência maior, porque serão quadros de carreira, que ficarão aqui 20 ou 30 anos e criarão uma cultura nova na Prefeitura, que já tardou a chegar. Isso é importante para se ter um corpo (de servidores) estável. Porque amanhã o prefeito ou o controlador estarão fora daqui, mas terá uma cultura estabelecida para dar sequência ao que foi iniciado neste ano”, afirmou o prefeito.


O controlador Mário Vinícius Spinelli disse que a CGM ganhará com o concurso servidores com perfil distinto do que tem atualmente. “Os servidores que estão hoje boa parte não é concursada e quase a totalidade deles não é auditor. Não existem auditores no município. A auditoria é feita por contadores da Prefeitura, um pequeno grupo de contadores. Então, a ideia é de que seja uma carreira de auditores, carreira especializada”, explicou Spinelli. “Tão logo essas pessoas sejam aprovadas no concurso público passarão por um curso de formação para que estejam preparadas para atuar de forma satisfatória”, informou o controlador.


Prisões

As ações da CGM, em parceria com a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, já resultaram nas prisões de 11 servidores acusados de envolvimento com casos de corrupção desde o início deste ano. “Nós temos 150 mil servidores, basta uma pequena fração desses servidores querendo desonrar o serviço público para causar o estrago que já veio a tona. O nosso trabalho mal começou. O que vocês conhecem até agora é uma fração daquilo que está sendo investigado, mas nós estamos tendo toda cautela de fazer as investigações sem expor pessoas que possam justificar depois o patrimônio que têm. Então vai acontecer de surgirem novas informações sobre pessoas que eventualmente tenham um patrimônio incompatível com sua renda, parte das quais conseguirá justificar e parte das quais ao não justificar responderão um processo administrativo disciplinar por enriquecimento ilícito e terão os seus nomes remetidos para o Ministério Público, como foi o caso dos quatro auditores que acabaram presos”, afirmou o prefeito Haddad.

Impeachment para Joaquim Barbosa


É o que defende o insigne jurista, advogado e professor Celso Antônio Bandeira de Mello, da PUC de São Paulo, pelas prisões ilegais a que foram submetidos, em pleno feriado da Proclamação da República, José Dirceu, José Genoíno e outros condenados na AP 470, o chamado "Mensalão".

Nós, também, desde a primeira hora deste descalabro, protestamos contra as atitudes de Barbosa. É inconcebível que a autoridade máxima do Poder Judiciário se comporte da forma destemperada, desequilibrada e, agora, infringindo leis (!!!), como o presidente do Supremo faz, e não é de hoje.

Que exemplo e recado este senhor dá às outras instâncias do Judiciário? 

Que desrespeito é esse à Constituição da República, ao ordenamento jurídico, ao Povo Brasileiro?

Senadores da República:

Impeachment Já!



Não basta ler. É preciso cumprir...


Celso Antônio Bandeira de Mello condena a forma como o presidente do STF conduziu a prisão de Genoino. O advogado faz coro pelo impeachment de Barbosa


"Joaquim Barbosa é um homem mau, com pouco sentimento humano." A descrição nada elogiosa é de Celso Antônio Bandeira de Mello, um dos mais conceituados advogados brasileiros e professor da PUC há quase 40 anos.

Ele se refere em especial à forma como Barbosa conduziu a prisão de José Genoino. "Acho que é mais um problema de maldade. Ele é uma pessoa má. Falo isso sem nenhum preconceito com a pessoa dele, pois já o convidei para jantar na minha casa. Mas o que ele faz é simplesmente maldade", afirma o advogado.

Bandeira de Mello subscreveu na terça-feira, ao lado de juristas, intelectuais e líderes petistas, um manifesto condenando a postura de Barbosa. A ação supostamente arbitrária do ministro na prisão dos condenados no processo do mensalão seria passível de um processo de impeachment.

"O que Barbosa faz é simplesmente maldade", 
diz Celso Antônio Bandeira de Mello
Alan Sampaio / iG Brasília

"A medida concreta neste caso seria um pedido de impeachment do presidente do Supremo", disse Bandeira de Mello, com a ressalva de que não é especialista em direito penal mas expressa "a opinião de quem entende da matéria".

De acordo com o advogado, o foro adequado para o pedido de impeachment seria o Senado Federal. Segundo o inciso 2º do artigo 52 da Constituição Federal, é de competência exclusiva do Senado julgar os ministros do Supremo. A iniciativa, segundo Bandeira de Mello, pode ser de "qualquer cidadão suficientemente bem informado e, principalmente, dos partidos políticos".

Na segunda-feira, o diretório nacional do PT chegou a cogitar medidas concretas contra Barbosa. A iniciativa, no entanto, foi abortada por líderes moderados do partido.

Segundo Bandeira de Mello, o fato de Barbosa ter mandado para o regime fechado pessoas que haviam sido condenadas ao semiaberto e a expedição de mandados de prisão em pleno feriado da Proclamação da República sem as respectivas cartas de sentença (emitidas 48 horas depois) contrariam a legislação e poderiam motivar o afastamento de Barbosa.


Para o advogado, a culpa pelas supostas violações e arbitrariedades é exclusivamente do presidente do Supremo. "É o Barbosa. Os demais ministros, ou parte deles já praticaram as ilegalidades que podiam praticar no curso do processo", disse Bandeira de Mello.


O manifesto divulgado na terça-feira diz que "o STF precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente". O texto é subscrito por dezenas de militantes petistas e partidos aliados, como os presidentes do PT, Rui Falcão, e PCdoB, Renato Rabelo, além de personalidades de diversas áreas como o jurista Dalmo Dallari, a filósofa Marilena Chauí, a cientista política Maria Victoria Benevides, os cineastas Luci e Luiz Carlos Barreto e o escritor Fernando Morais.

Bandeira de Mello crê que o plenário do Supremo deveria fazer uma censura pública a Barbosa. "Poderia ser de forma verbal, em plenário, por meio de um manifesto e até mesmo pessoalmente. Ou o Supremo censura a conduta de seu presidente ou ele vai cada vez mais avançar o sinal", diz o advogado.


Portal IG

Destaques do ABC!


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Suspeita de infarto leva Genoíno para o Incor


PRISÕES ILEGAIS



Estado de saúde do deputado José Genoíno vem se agravando nos últimos dias, depois de sua absurda prisão em pleno feriado de proclamação da República, junto com José Dirceu e outros condenados na AP 470, espetáculo midiático promovido pelo ministro Joaquim Barbosa.

O deputado deu entrada há pouco no Incor de Brasília.

Presidenta Dilma ontem se manifestou, lembrando que a grave situação de saúde de Genoíno é "questão humanitária".

Joaquim Barbosa ainda em silêncio sobre o pedido de prisão domiciliar feito pelos advogados do deputado...

José Genoíno (PT) na tribuna da Câmara dos Deputados



URGENTE: GENOINO É TRANSFERIDO PARA O INCOR


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Diretor do presídio da Papuda determinou há poucos instantes que o deputado José Genoino seja submetido a um exame do coração, após suspeita de infarto, e a transferência dele para o Instituto do Coração de Brasília; a informação foi obtida em primeira mão por 247; o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Silva de Vasconcelos, segue para o local; enquanto isso, defesa aguarda decisão do ministro Joaquim Barbosa sobre pedido para que o parlamentar cumpra pena em casa; crise de grandes proporções à vista

Leia a notícia completa no Brasil 247.

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Supremos absurdos


SUPREMOCRACIA



O julgamento da AP 470, o inapropriadamente chamado "mensalão", foi um verdadeiro festival de erros e escândalos jurídicos.

Pronto. Acabei de dar mais munição para os meus censores, que diariamente vêm aqui escarafunchar cada vírgula do que eu escrevo, para, em autos de processo, ridiculamente, me "dedurar" ao Judiciário, afirmando que eu "jogo lama" no Poder... Pura futrica. 

Mas não sou eu quem diz dos erros e equívocos cometidos pelo STF, e sim veteranos jornalistas e juristas respeitáveis.

Julgamento de exceção, eivado de irregularidades e ilegalidades, que culminaram no feriado da República, com o "desfile aéreo" de presos de São Paulo e Belo Horizonte em direção ao presídio da Papuda, em Brasília, onde foram encarcerados em regime fechado como criminosos da maior periculosidade. Presos que tinham direito a regime semi-aberto...

Como pode a mais alta instância da Justiça cometer erro tão grosseiro, tão primário?

Qual o significado disso?

Estão fazendo política? Estão em campanha para 2014?!... Como assim? As eleições serão para o Executivo e o Legislativo...

A sociedade não pode continuar fechando os olhos para isso.

Se a suprema corte do País promove tal desatino, imaginem o que pode estar acontecendo nos escalões inferiores...



Themis envergonhada