Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
Tradutor
sábado, 19 de outubro de 2013
Resgate dos Beagles: Rebeldes com Causa!
Toda Vida é Sagrada.
Vamos lutar para acabar de uma vez com testes de laboratório utilizando animais.
É urgente acabar com a barbárie do Instituto Royal e empresas afins.
Chega de violência contra seres indefesos !
Basta de atrocidades contra os animais !!!
*
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
A Barbárie dos Beagles: "Ocupa São Roque"
Toda Vida é Sagrada.
Respeitem a Vida!
Basta de Violência contra os Animais!
OAB fala do Resgate dos Beagles
COMUNICADO da OAB SP sobre a questão do Instituto Royal
COMUNICADO IMPORTANTE SOBRE O INSTITUTO ROYAL
(DIVULGUEM A TODOS OS PROTETORES E ATIVISTAS)
1. Apesar das notícias de que um juiz teria determinado a busca e apreensão dos animais resgatados, por enquanto essa informação não está confirmada.
2. Gostaríamos de dar os parabéns pelo zelo e dedicação de todos os que participaram de modo pacífico da manifestação, e ajudaram no resgate de animais feridos, mutilados e vítimas de maus-tratos.
3. Além de salvar os animais, porém, é muito importante que todos auxiliem na produção de provas dos crimes de maus-tratos ocorridos no instituto, o que justificou o resgate dos animais.
4. Por favor, encaminhem fotos, vídeos e documentos que comprovem os maus-tratos para a COMISSÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA ANIMAL DA OAB - SP, para a instrução do Processo: Rua Anchieta, 35, 1.º andar, CEP 01016-900.
5. É muito importante que os animais sejam levados ao veterinário, e que seja solicitada a elaboração de laudos que comprovem os maus-tratos, o que inclui a realização de "experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos" (Lei 9.605/98, art. 32, § 1.º).
6. Os laudos devem conter a descrição de ferimentos, amputações, mutilações, intoxicação, inoculação de substâncias agressivas, sequelas decorrentes das experiências e confinamento, indução de tumores para pesquisas etc.
Atenciosamente,
Ricardo Ligiera
Presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB-SP
*
A Barbárie em São Roque e o Resgate dos Beagles
ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!
"Eu Sou a voz dos que não têm voz; por mim os mudos hão de falar; até o mundo, tão surdo, ouvir o grito dos fracos, dos sem lugar".
Ella Wheeler Wilcox, escritora e poeta americana
Eu entrei, catei cachorro pelo braço e saí de lá. Catei muita cachorra prenha. Se por isso eu posso ser presa, eu não ligo. Se for presa por ter livrado animais da morte, valeu a pena.
Vou dormir satisfeita com os corajosos protetores que se arriscaram e abriram mão do descanso desta noite e madrugada para salvar os inocentes beagles.
Nicole Puzzi, atriz
Ativista resgata beagle na invasão do Instituto Royal
"Vou dormir satisfeita", diz atriz Nicole Puzzi após cachorros serem levados
Filha da atriz, Dominique Brand diz ter encontrado cães sem olhos no local. Após denúncia de maus-tratos, ativistas levam animais de empresa em SP.

A atriz Nicole Puzzi publicou foto com sua filha, Dominique Brand,
após resgate dos animais. (Foto: Reprodução/Facebook)
A atriz Nicole Puzzi conta que participou do ato que levou vários animais do laboratório do instituto Royal, em São Roque, na madrugada desta sexta-feira (18), ao lado de sua filha, a também atriz Dominique Brand.
Em entrevista ao G1, Nicole afirmou que resgatou muitas cadelas prenhas, mas não soube precisar a quantidade. “Eu entrei, catei cachorro pelo braço e saí de lá. Catei muita cachorra prenha. Se por isso eu posso se presa, eu não ligo. Se for presa por ter livrado animais da morte, valeu a pena”, diz Nicole. A atriz ressalta que não houve confronto entre policiais e ativistas. “Não houve truculência, a polícia estava sendo muito bem educada, estavam ali apenas cumprindo determinações.”
Dominique conta que encontrou cerca de 50 cachorros na sala de testes do laboratório. “Tinha cerca de 50 cachorros ‘dopados’. Era uma calamidade a forma como eles estavam. Tinha cachorro sem olho, com olho costurado”, lembra. “Tinha cachorro costurado de cima a baixo, cachorros sem pelos, com manchas, queimaduras. Mas, para mim, a cena que mais chocou foram os cachorros sem olhos.”
A atriz explica que, antes da invasão, o grupo tentou dialogar com a direção do instituto. “Nós queríamos apenas negociar, conversar, estava todo mundo em paz. Se não havia irregularidades, por que um advogado nosso não poderia entrar no prédio e verificar?”, questiona Dominique, descrevendo também como se iniciou a invasão.
“Não estava tendo negociação e aqueles cachorros iam ser mortos mais cedo ou mais tarde. Até que pessoas que eu não conheço de nome conseguiram entrar no primeiro canil. Começamos a passar em fila indiana. Achamos um canil de cadelas prenhas, eram muitos cachorros. Depois a gente invadiu também o prédio principal e tiramos mais cachorros ainda. Até a hora que a gente achou a sala onde eram feitos os exames.”
Em sua página no Facebook, Nicole postou mensagens sobre o recolhimento dos animais. "Vou dormir satisfeita com os corajosos protetores que se arriscaram e abriram mão do descanso desta noite e madrugada para salvar os inocentes beagles."
Entenda o caso
Dezenas de ativistas invadiram o laboratório do instituto Royal e levaram animais do complexo, informaram a Guarda Municipal da cidade e a Polícia Militar (PM) da região. A manifestação foi motivada por suspeitas de maus-tratos aos bichos no local.
Os manifestantes acusam o laboratório de maltratar animais como cães da raça beagle, ratos e coelhos usados em testes laboratoriais de produtos cosméticos e farmacêuticos. Os ativistas afirmaram nas redes sociais que a empresa pretendia sacrificar os animais.

Ao Bom Dia São Paulo, o instituto Royal afirmou que realiza todos os testes com animais dentro das normas e exigências da Anvisa e que a retirada dos animais do prédio prejudica o trabalho que vinha sendo realizado. Segundo o laboratório, que classificou a invasão como ato de terrorismo, a ação dos ativistas vai contra o incentivo a pesquisas no país.
Manifestantes disseram que o laboratório tinha mais de 200 animais no local.
A Guarda Municipal da cidade informou que o protesto reuniu 120 pessoas, e que a maior parte invadiu o complexo após quebrar um portão por volta de 2h. A corporação confirmou que muitos ativistas levaram em seus carros animais do laboratório.
G1
Destaques do ABC!
SP: Ativistas resgatam cães maltratados
ALMA ATIVISTA
Toda Vida é Sagrada.
Ninguém tem o direito de assassinar, abandonar, maltratar, ferir, provocar dores e sofrimento em seres inocentes e indefesos.
NINGUÉM.
Uma sociedade verdadeiramente avançada protege os animais.
É preciso acabar com esta barbárie.
Denuncie perversos e pervertidos que abandonam, maltratam e assassinam animais!
Boicote produtos que utilizem animais em testes!
Maus-tratos a animais é CRIME.
Código Penal nos criminosos!
Assine a petição contra o uso de animais pelo Instituto Royal clicando aqui.
Após denúncia de maus-tratos, ativistas levam animais de empresa
Manifestantes invadiram laboratório de São Roque. Empresa diz que realiza testes dentro de normas e exigências da Anvisa.

Ativistas levaram cachorros de laboratório

Ativistas levaram cachorros de laboratório
(Foto: Edison Temoteo/ Futura Press/ Estadão Conteúdo)
Dezenas de ativistas invadiram, na madrugada desta sexta-feira (18), o laboratório do Instituto Royal, em São Roque, a 59 km de São Paulo, e levaram vários animais do complexo, informaram a Guarda Municipal da cidade e a Polícia Militar (PM) da região. A manifestação foi motivada por suspeitas de maus-tratos aos bichos no local.
Dezenas de ativistas invadiram, na madrugada desta sexta-feira (18), o laboratório do Instituto Royal, em São Roque, a 59 km de São Paulo, e levaram vários animais do complexo, informaram a Guarda Municipal da cidade e a Polícia Militar (PM) da região. A manifestação foi motivada por suspeitas de maus-tratos aos bichos no local.

Os manifestantes acusam o laboratório de maltratar animais como cães da raça beagle, ratos e coelhos usados em testes laboratoriais de produtos cosméticos e farmacêuticos. Os ativistas afirmaram nas redes sociais que a empresa pretendia sacrificar os animais.
Ao Bom Dia São Paulo, o Instituto Royal afirmou que realiza todos os testes com animais dentro das normas e exigências da Anvisa e que a retirada dos animais do prédio prejudica o trabalho que vinha sendo realizado. Segundo o laboratório, que classificou a invasão como ato de terrorismo, a ação dos ativistas vai contra o incentivo a pesquisas no país.
Manifestantes disseram que o laboratório tinha mais de 200 animais no local.
A Guarda Municipal da cidade informou que o protesto reuniu 120 pessoas, e que a maior parte invadiu o complexo após quebrar um portão por volta de 2 h. A corporação confirmou que muitos ativistas levaram em seus carros animais do laboratório.

Cães dentro do laboratório de São Roque que foi invadido na madrugada
(Foto: Reprodução/TV Tem)
(Foto: Reprodução/TV Tem)
A PM de Sorocaba, que atende a região, informou que 50 pessoas entraram no imóvel, depredaram áreas do complexo e levaram vários animais em carros particulares.
Até por volta das 4 h, não havia registro de confronto entre policiais e manifestantes. A PM, no entanto, pretendia levar para a delegacia local representantes do movimento, que poderiam, segundo a polícia, serem enquadrados por invasão, depredação e roubo de animais. Mas até esse horário ninguém havia sido detido.
O protesto começou por volta das 20 h, e ganhou maior adesão no fim da noite. Os ativistas passaram boa parte da madrugada no local.
Segundo relatos de manifestantes, foi possível ouvir latidos supostamente de dor de cães.
No fim da noite de quinta-feira (17), a Polícia Civil de São Roque informou que registrou um boletim de ocorrência sobre a denúncia de maus-tratos.

Segundo manifestantes, havia mais de 200 animais no local
(Foto: Reprodução/TV Tem)
(Foto: Reprodução/TV Tem)
Os manifestantes cercaram o complexo e tentaram vistoriar veículos do laboratório. Houve um princípio de confusão porque um dos motoristas da empresa se negou a abrir o carro.
A Guarda Municipal enviou quatro equipes ao local, duas para cada portão da empresa. A PM informou que deslocou 6 equipes por volta das 3h30.
O protesto acontece desde sábado (12), mas ganhou adesões nesta quinta por causa de boatos de que a empresa estava preparando a retirada e o sacrifício dos animais, depois que três vans e um caminhão de pequeno porte entrarem no laboratório durante a tarde.
Uma reunião estava marcada para o fim da tarde desta quinta-feira, com a presença de ativistas dos direitos dos animais, funcionários da prefeitura e representantes do laboratório. O encontro foi cancelado porque a empresa informou que, por segurança, não mandaria um representante.
G1
*
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
SP: Mais violência contra Blogueira e Blog
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
No meio do caminho, tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho.
Carlos Drummond de Andrade
A história de vida da cidadã blogueira que edita os blogs "Abra a Boca, Cidadão!" e "Psicopatas" começa num pequeno e humilde bairro da periferia leste da cidade de São Paulo, filha caçula de uma família modesta.
Geralda e José, os pais da hoje escritora e blogueira, não tinham sequer completado o curso primário. Mas a menina, aos oito anos, ao ser indagada por um coleguinha de travessuras sobre o que queria ser quando crescesse, não hesitou: "Escritora!"
De onde a menina tirou esta ideia, nem ela sabe...
A família humilde, com pouca instrução e dinheiro curto, não podia comprar livros. O seu José, nordestino das Alagoas, operário de indústria química e torcedor fanático do tricolor paulista e da seleção brasileira, vez por outra, trazia para casa um exemplar da Gazeta Esportiva e do Diário da Noite. E a menina que queria ser escritora se deslumbrava com as letras impressas no papel-jornal, dias e dias devorando aquelas deliciosas e mágicas guloseimas.
Mas a "fome" das letras só fazia aumentar. E foi sendo atendida nos anos seguintes e pela vida afora. E jamais foi saciada.
A menina cresceu, foi cursar o ginásio num bairro operário, e lá teve um fascinante e inesquecível contato com a poesia. Enquanto suas amiguinhas batiam bola na quadra, brincavam no pátio ou fumavam no banheiro, a menina que queria ser escritora, na biblioteca da escola pública, descobriu os românticos e parnasianos, as estrofes, as métricas e as rimas... e declarou para si mesma, extasiada, falando baixinho: "Eu também quero!"
A partir daí a adolescente passou a "cometer" seus primeiros poemas. E o que era "degustação de guloseima" virou transe.
E a "fome" de letras, palavras, poesia, literatura, escritos, textos... não dava trégua.
A menina virou moça e foi parar na melhor universidade brasileira. E desembarcou, claro, num curso de Letras, onde pôde ao longo de anos tentar suprir a esquisita "carência alimentar".
Só a poesia e a ficção não saciavam a fome da menina. E ela foi abrindo outros "cardápios", no jornalismo, na história dos meios impressos, nas artes gráficas, na editoração...
A menina virou Mulher das Letras, dos Livros e da Comunicação. E acabou desempenhando papeis em várias "cozinhas editoriais", revisando, redigindo, editando. No mágico ofício de transformar letras e palavras em iguarias literárias e objetos de degustação.
Livros e mais livros. Autores e mais autores. Textos e mais textos.
Mais de trinta anos percorridos no Mundo Editorial, no Mundo da Cultura.
No entanto, graças a um desses percalços que a vida muitas vezes costuma apresentar, sem que tivesse qualquer interesse ou inclinação, sem que tivesse pedido ou sido consultada, a menina escritora, agora Mulher das Letras e da Comunicação, se vê colocada dentro de um confronto, de um embate irracional, injusto e desproporcional.
Com o Mundo do Crime.
Berthe Morisot, pintora impressionista francesa (1888)
No meio do caminho, tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho.
Carlos Drummond de Andrade
A história de vida da cidadã blogueira que edita os blogs "Abra a Boca, Cidadão!" e "Psicopatas" começa num pequeno e humilde bairro da periferia leste da cidade de São Paulo, filha caçula de uma família modesta.
Geralda e José, os pais da hoje escritora e blogueira, não tinham sequer completado o curso primário. Mas a menina, aos oito anos, ao ser indagada por um coleguinha de travessuras sobre o que queria ser quando crescesse, não hesitou: "Escritora!"
De onde a menina tirou esta ideia, nem ela sabe...
A família humilde, com pouca instrução e dinheiro curto, não podia comprar livros. O seu José, nordestino das Alagoas, operário de indústria química e torcedor fanático do tricolor paulista e da seleção brasileira, vez por outra, trazia para casa um exemplar da Gazeta Esportiva e do Diário da Noite. E a menina que queria ser escritora se deslumbrava com as letras impressas no papel-jornal, dias e dias devorando aquelas deliciosas e mágicas guloseimas.
Mas a "fome" das letras só fazia aumentar. E foi sendo atendida nos anos seguintes e pela vida afora. E jamais foi saciada.
A menina cresceu, foi cursar o ginásio num bairro operário, e lá teve um fascinante e inesquecível contato com a poesia. Enquanto suas amiguinhas batiam bola na quadra, brincavam no pátio ou fumavam no banheiro, a menina que queria ser escritora, na biblioteca da escola pública, descobriu os românticos e parnasianos, as estrofes, as métricas e as rimas... e declarou para si mesma, extasiada, falando baixinho: "Eu também quero!"
A partir daí a adolescente passou a "cometer" seus primeiros poemas. E o que era "degustação de guloseima" virou transe.
E a "fome" de letras, palavras, poesia, literatura, escritos, textos... não dava trégua.
A menina virou moça e foi parar na melhor universidade brasileira. E desembarcou, claro, num curso de Letras, onde pôde ao longo de anos tentar suprir a esquisita "carência alimentar".
Só a poesia e a ficção não saciavam a fome da menina. E ela foi abrindo outros "cardápios", no jornalismo, na história dos meios impressos, nas artes gráficas, na editoração...
A menina virou Mulher das Letras, dos Livros e da Comunicação. E acabou desempenhando papeis em várias "cozinhas editoriais", revisando, redigindo, editando. No mágico ofício de transformar letras e palavras em iguarias literárias e objetos de degustação.
Livros e mais livros. Autores e mais autores. Textos e mais textos.
Mais de trinta anos percorridos no Mundo Editorial, no Mundo da Cultura.
No entanto, graças a um desses percalços que a vida muitas vezes costuma apresentar, sem que tivesse qualquer interesse ou inclinação, sem que tivesse pedido ou sido consultada, a menina escritora, agora Mulher das Letras e da Comunicação, se vê colocada dentro de um confronto, de um embate irracional, injusto e desproporcional.
Com o Mundo do Crime.
Berthe Morisot, pintora impressionista francesa (1888)
Hoje, 17.10.2013, 14 hs., audiência no Foro Penha de França, em ação criminal contra blogueira e blog.
Justiça Hoje e Sempre!
*
São Paulo: O Julgamento dos Cínicos
Bairro da Penha, cidade de São Paulo.
Os que há anos lesam esta escritora e blogueira, desferindo violências de todo o tipo contra a cidadã, não admitem ser sequer investigados, quanto mais receber sanções.
Quando se aproximava a hora de começarem a responder por seus delitos, o que eles fizeram?
Correram ao Judiciário, processar a vítima.
Por calúnia, injúria e difamação !!!
Por calúnia, injúria e difamação !!!
(Pausa para risos)
Mais e mais violência contra a cidadã blogueira, pois eles acham que podem tudo e se julgam acima da Lei.
Acompanhem nos blogs "Abra a Boca, Cidadão!" e "Psicopatas" este embate dramático entre a Cidadania e o Mundo do Crime.
Na maior cidade do País, na cidade de São Paulo, vai começar o "Julgamento dos Cínicos"...
Salmo 52
Julgamento do cínico
Por que te glorias com o Mal,
heroi de infâmia,
o dia todo planejando ciladas?
Tua língua é navalha afiada,
autora de fraudes.
Preferes o mal ao bem,
a mentira à franqueza;
gostas de palavras corrosivas,
ó língua fraudulenta.
Por isso Deus te demolirá,
te destruirá até ao fim,
e te arrancará da tua casa,
e te extirpará da terra dos vivos.
Os justos verão e temerão,
e rirão às custas dele:
"Eis o homem que não colocou
Deus como sua fortaleza,
mas confiava em sua grande riqueza
e se fortificava com ciladas!"
Quanto a mim, como oliveira verdejante
na casa de Deus,
eu confio no amor de Deus
para sempre e eternamente.
Vou celebrar-Te para sempre,
porque agiste;
e diante dos Teus fieis vou celebrar Teu nome,
porque ele é bom.
Destaques do ABC!
*
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Lutar não é crime! Denunciar também não...
Lutar em defesa de direitos não é nem nunca foi crime.
Denunciar violação de direitos também não é crime.
Lutar em defesa de direitos e denunciar violação de direitos, para quem ainda não sabe, chama-se EXERCÍCIO DE CIDADANIA, CIDADANIA ATIVA.
Processar manifestantes com Lei de Segurança Nacional e Lei de Organização Criminosa é uma violência contra a democracia brasileira

Justiça Global, Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) e o Centro de Assessoria Popular condenam a tentativa dos poderes Executivo e Legislativo em enquadrar manifestantes no crime de associação criminosa.
A polícia civil do Rio de Janeiro e de São Paulo anunciaram que investigarão as ações realizadas nas manifestações, por partidários da tática black bloc, e irão enquadrá-los em organização criminosa. A cúpula da segurança paulista ainda liberou o uso de balas de borracha pela polícia nos protestos.
Entendemos que esse processo de endurecimento penal e repressivo fortalece a criminalização dos manifestantes e dos movimentos sociais na luta por direitos. Essa política estatal é casada com o crescimento de intervenções militares nas áreas empobrecidas (as UPPs no Rio), o encarceramento em massa de jovens e negros, a deslegitimação das lutas sociais e até a sistemática violação dos direitos humanos e das legislações tanto nacionais, quanto internacionais, pelo próprio Estado brasileiro. Esse conjunto de iniciativas visa neutralizar as reivindicações populares.
A Lei de Organização Criminosa foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e entrou em vigor a partir de setembro deste ano. Segundo o texto da Lei nº 12.850/2013, “considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional”. A pena prevista é de 8 (oito) anos, podendo ser estendida. A lei é flagrantemente inconstitucional. Sua redação ignora direitos já conquistados na Constituição de 1988 e autoriza o Estado a interceptar ligações telefônicas, ter acesso sem autorização judicial a dados de empresas telefônicas, instituições financeiras, provedores de internet e administradoras de cartão de crédito, além de prever que policiais possam se infiltrar em atividade de investigação.
O direito à reunião e organização política são garantidos constitucionalmente. Mesmo assim, é sabido que o Estado brasileiro compactua com a espionagem de movimentos sociais. Em 2012, integrantes do Movimento Xingu Vivo perceberam que havia um infiltrado entre eles. Descobriram também que existia até envolvimento da Abin na ação. Em setembro de 2013, a Agência Pública fez uma grande reportagem sobre a Vale. A empresa espiona os movimentos, funcionários e até jornalistas a fim de defender seus interesses. O caso só veio à tona porque um ex-gerente de segurança da companhia denunciou o esquema. Esses exemplos não são fatos isolados, o Brasil já foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA por grampos ilegais a trabalhadores rurais ligados ao MST.
A estratégia de criminalizar manifestantes no Rio de Janeiro, por meio da Lei de Organização Criminosa, aos quais autoridades da polícia civil e de justiça criminal, com o apoio do governador Sérgio Cabral, atribuem pertencer aos Black Blocs e Anonymous, é mais um preocupante uso de instrumento legal criado em conflito com a ordem constitucional, como a Lei Geral da Copa e a utilização da Lei de Segurança Nacional para processar manifestantes em São Paulo.
Nas manifestações de 07/10/2013 no Rio e em São Paulo, em apoio à greve dos professores e contra a violência policial, 29 pessoas foram detidas e duas presas. Os manifestantes tomaram as ruas reivindicando um plano de carreira decente para os profissionais da rede pública de educação. Em São Paulo, um casal foi acusado de danificar um carro da polícia civil. A estudante Luana Bernardo Lopes, 19 anos, e o pintor e artista plástico Humberto Caporalli, 24 anos, foram absurdamente enquadrados na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983). Essa legislação possui conteúdo contrário à democracia e às garantias fundamentais.
A própria utilização da categoria “subversivos”, presente na lei, e a sua utilização recente contra militantes do MST (2008), revela seu sentido de criminalização dos movimentos sociais. Trata-se de uma lei de exceção, aprovada no contexto da ordem de arbítrios da ditadura militar-civil de 1964, e ainda hoje invocada para legitimar a repressão política. Impedir a organização e punir os contrários às políticas estatais com uma lei forjada durante regime autoritário significa silenciar movimentos e defensores de direitos humanos.
A Justiça Global, o Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) e o Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Criola são contrários e denunciam o uso da Lei de Segurança Nacional e da Lei de Organização Criminosa em repressão aos movimentos sociais e qualquer pessoa que lute por direitos. Entendemos que a utilização de legislação penal específica para manifestações e organizações políticas é medida de exceção e enfraquece a democracia.
Lutar não é crime!
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2013
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