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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dilma: reeleição e no primeiro turno!


É o que vaticina o veterano jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, Londres.

" (...) o solavanco na popularidade da presidenta Dilma Rousseff nas chamadas Jornadas de Junho era um fenômeno previsível e, sobretudo, passageiro.

Só viu ali a derrocada da candidatura de Dilma quem quis ver, ou por paixão ou simplesmente por miopia.

Dilma caminha para uma reeleição que provavelmente se dará ainda no primeiro turno.

O choque de junho pode ter um efeito revigorador para Dilma em seus próximos anos de poder."




A reeleição voltou a ficar perto de Dilma

Os números da nova pesquisa do Vox Populi mostram que queda de popularidade foi passageira.


De novo com uma vantagem enorme

O Diário não tem pretensões a pitonisa, é evidente.

Mas.

Mas, conforme dissemos lá para trás, o solavanco na popularidade da presidenta Dilma Rousseff nas chamadas Jornadas de Junho era um fenômeno previsível e, sobretudo, passageiro.

Só viu ali a derrocada da candidatura de Dilma quem quis ver, ou por paixão ou simplesmente por miopia.

Menos por seus méritos [não concordamos/ABC!] e mais pelos defeitos extraordinários da oposição, Dilma caminha para uma reeleição que provavelmente se dará ainda no primeiro turno.

Analisemos, primeiro, Dilma. Sob ela, os avanços sociais imprescindíveis para que o Brasil se torne um dia uma grande Escandinávia vieram, até aqui, numa velocidade frustrante.

Os protestos de junho – não os diminutos que enveredaram pela falácia miserável do brado anticorrupção, aspas, mas os grandes que pediram mais justiça social, sem aspas – traduziram nas ruas a insatisfação com a baixa velocidade da retirada de privilégios de quem já tem há muito tempo privilégios demais.

Dilma, por tudo que tem dito, parece ter compreendido a mensagem. Acomodar interesses retarda demais as coisas – e o Brasil tem pressa.

A forma como ela enfrentou a resistência ao Mais Médicos sugere que ela entendeu que conciliar, às vezes, é a pior escolha não para ela ou seu partido – mas para os milhões de brasileiros desvalidos.

O choque de junho pode ter um efeito revigorador para Dilma em seus próximos anos de poder.

Quanto à oposição, é uma pequena tragédia, infelizmente. Infelizmente porque uma boa oposição sempre faz bem a um país: os partidos se esforçam por serem uns melhores que os outros aos olhos do eleitor.

Mas.

O principal partido de oposição, o PSDB, não foi capaz de entender que para não se transformar em sucata tem que colocar o combate à iniquidade no topo do topo de sua agenda.

A agonia do PSDB deriva, em grande parte, da relação nefasta que seus líderes estabeleceram com a mídia tradicional.

Uma vez que para as grandes empresas jornalísticas justiça social é uma maldição, os tucanos imaginam que, fazendo dela sua prioridade, perderão o apoio maciço da mídia.

Há fundamento nesse medo. Mas a alternativa a uma mudança radical é as coisas ficarem exatamente como estão: o PSDB é empurrado pela mídia mas cada vez mais desprezado pelos eleitores.

Não há capa da Veja, não há entrevista no Jô, não há comentários de Jabor – não há nada que a mídia tradicional possa fazer para erguer o PSDB.

Por uma razão: ela caiu num enorme descrédito. Graças sobretudo à internet, que rompeu o controle de poucas famílias na divulgação de informações, os brasileiros sabem hoje que as empresas de mídia defendem, primeiro e acima de tudo, seus próprios interesses políticos e econômicos. A esses interesses privados elas dão, caprichosamente, o nome de interesses públicos.

Pausa para rir.

Por tudo isso, 2014 está provavelmente decidido para Dilma.


Diário do Centro do Mundo

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Judiciário pode ser trampolim para a política?


Questão controversa, polêmica.

Nós, aqui, gostaríamos de ver a ousada e combativa Eliana Calmon, ministra do STJ e ex-Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, no comando do Ministério da Justiça, por exemplo. Mas em cargos eletivos do Executivo e Legislativo há que se pensar.

A ministra Eliana Calmon, "Terror dos Bandidos de Toga", cumpriu um histórico mandato à frente da Corregedoria, e poderia prestar mais um extraordinário serviço ao País se levasse ao Ministério da Justiça toda a sua garra e conhecimento do Judiciário. 

Mas usar de sua fama nacional por conta da atuação no CNJ para se eleger governadora ou senadora talvez represente um certo oportunismo.





domingo, 8 de setembro de 2013

Por que o "maior protesto" virou o maior fiasco?


Em artigo publicado em sua página no Facebook, o jornalista Paulo Moreira Leite fala do evidente fracasso dos protestos de Sete de Setembro e da conexão artificiosa entre o "demônio das ruas" e o julgamento do "Mensalão", fomentada por veículos e colunistas da mídia golpista.


Convocação para "O Maior Protesto da História do Brasil"
AnonymousBrasil/Facebook



Crocodilos derrotados

Paulo Moreira Leite



Nossos cronistas que tentam impedir que os condenados da Ação Penal 470 tenham direito a uma revisão adequada de suas penas e mesmo a uma segunda jurisprudência perderam um argumento depois de ontem [sábado, 7 de setembro].

Numa postura autoritária, que confundia seus desejos com a realidade, falavam do monstro, do ronco, do demônio das ruas para justificar a prisão imediata dos condenados.

Mas tivemos protestos de participação modesta, que confirmam não só a vergonhosa ignorância da fatia conservadora da elite de nossos meios de comunicação quanto às preocupações reais que afligem a maioria da população, mas também sua total falta de compromisso com a apuração e divulgação de fatos verdadeiros e informações confiáveis. 


Querem fazer propaganda, querem ideologia – e não é difícil entender a razão. 


Interessados num eventual proveito político do julgamento, tentam chantagear as instituições da democracia, sem importar-se, sequer, com outros prejuízos de natureza cultural que o estímulo à baderna possa produzir. 

Como observou Jânio de Freitas, pela primeira vez na história as pessoas saíram à rua num 7 de setembro sem “incluir, sequer remotamente, algo da ideia de nacionalidade, ou de soberania, de independência mesmo.”

Diz ainda Jânio: “pelo visto, não faria diferença se, em vez do Sete de Setembro, a celebração mais próxima fosse o Natal. Ou Finados.”
Lembrando que somos uma pátria de desiguais, o Grito dos
Excluídos disse a que veio. Mas só. 

Os demais não disseram nada, embora fosse sobre eles que se disse tudo – especialmente, que o STF deveria se acovardar. 

Há um componente maligno e manipulador nesse esforço para anunciar que um protesto será uma manifestação grandiosa.

Procura-se estimular o efeito manada naquele conjunto de cidadãos capazes de sair à rua porque acham que “todo mundo vai estar lá”. Numa sociedade pouco organizada como a nossa, onde os partidos políticos são o que são e as demais organizações sociais são aquilo que se conhece, muitas pessoas sentem-se desenraizadas e sem compromisso social maior. Ficam impressionadas com demonstrações de força. 

Tenta-se contaminar nestes indivíduos um sentimento de solidão e isolamento caso não acompanhem os atos daqueles que se quer transformar numa “maioria” que ninguém ouviu, nem diz onde mora nem sabe o que pensa – e muitas vezes nem pode ver o rosto, o que não é casual.

A leitura de Hanna Arendt, uma das mais fecundas estudiosas do nascimento de movimentos totalitários que levaram às piores ditaduras do século passado, permite interessantes comparações com aquilo que se diz e se faz no Brasil de hoje. Não tudo, mas boa parte, pelo menos.

Hanna Arendt explicou que os movimentos contra uma democracia ainda em gestação na Europa entre as duas Guerras precisaram de “uma grande massa desorganizada e desestruturada de indivíduos furiosos, que nada tinham em comum exceto a vaga noção de que as esperanças partidárias eram vãs; que, consequentemente, os mais respeitados, eloquentes e representativos membros da comunidade eram uns néscios e que as autoridades constituídas eram não apenas perniciosas, mas também obscuras e desonestas.” (“Origens do totalitarismo”, página 444).

É claro que, diante do fiasco comprovado de ontem [7], ninguém irá admitir que nunca houve uma relação direta nem clara entre a ação 470 e os protestos de junho. 

Havia, há dois meses, quem protestasse contra os condenados. Era muita gente, sem dúvida. Mas havia uma raiva mais ampla e generalizada, que envolvia o sistema político, a saúde pública e, como causa inicial, não vamos esquecer, o transporte público.

Reconhecer isso hoje seria aceitar que se fez uma descrição política interesseira, que pretende dar ao povo um tratamento de ralé, estimulando, acima de tudo, a busca de um líder autoritário – para empregar, mais uma vez, a análise de Hanna Arendt.

Para ela, povo é aquele movimento social articulado a partir de interesses concretos e definidos, inclusive de classe social, que reage para defender seus direitos quando são atacados – e por isso ela identifica povo com a democracia. 

Já a ralé, no sentido político, é formada por uma massa de cidadãos de várias classes, alimentados por uma “ amargura egocêntrica” que produz uma forma de “nacional tribal” e também o “niilismo rebelde."

Analisando a estratégia de um dos mais cruéis líderes de um movimento em si monstruoso como o nazismo, Arendt fala que Himmler procurava recrutar integrantes das SS entre cidadãos que não estavam interessados em “problemas do dia a dia” mas somente em questões ideológicas de quem acredita trabalhar “numa grande tarefa que só aparece uma vez a cada dois mil anos.”

Vejam algumas semelhanças entre as coisas. 

No livro “ A Cozinha Venenosa, no qual estuda a emergência do nazismo a partir da história de um jornal socialdemocrata de Munique, a jornalista Silvia Bittencourt lembra uma frase do hino da SS: “a Alemanha desperta”. 

Descrevendo a “atomização social e a individualização extrema”, Hanna Arendt fala de massas que, “num primeiro desamparo de sua existência, tenderam para um nacionalismo especialmente violento”. 

Avaliando o comportamento dos partidos que tinham uma postura de cumplicidade nos ataques à democracia, diz que agiam assim “por motivos puramente demagógicos, contra seus próprios instintos e finalidades”. 

Na verdade, a falta de disposição espontânea para transformar o 7 de setembro numa jornada de confronto político real, como ocorreu em junho, não era tão difícil assim de ser percebida.

Em 4 de setembro registrei neste espaço minhas dúvidas sobre o tão falado monstro e seu “ronco”, como dizem os adoradores de todo movimento capaz de ser usado para causar prejuízos ao condomínio Lula-Dilma.

Falando dos crocodilos que rondam o Supremo, escrevi:

“Tenho certeza absoluta de que muitos brasileiros querem a prisão dos condenados pela ação penal 470. São sinceros e estão convencidos de seus motivos. Acho que o massacre dos meios de comunicação, tendenciosos, tem muito a ver com isso.

Não custa lembrar, contudo, que o Brasil não se resume a essas pessoas. Todos os deputados indiciados na ação penal 470 e que disputaram cargos eleitos em 2010 tiveram boa votação. Em 2012 a lei ficha limpa tirou João Paulo Cunha do pleito em Osasco. Senão, teria sido eleito prefeito. Não pode concorrer e emplacou um substituto no posto. Dirceu só não foi eleito em 2010 porque perdeu os direitos políticos no Congresso.

(...)

O “povo”, “a rua”, “o monstro” compareceu em massa às urnas em 2006, 2010, 2012. Em nenhuma dessas ocasiões a ação penal 470 derrotou qualquer candidato a presidente, a governador, a prefeito. Ocorreram derrotas e vitórias espetaculares. Sei da opinião de quem vai aos protestos. Mas basta andar pela rua e perguntar a opinião da população sobre Dilma. Ou sobre Lula.”

Seria ilusório, no entanto, esperar por um balanço politicamente honesto deste 7 de setembro. Ninguém irá aplicar o mesmo critério e reconhecer que a população não está com tanta pressa assim – e dar uma folga na chantagem sobre o Supremo, deixando que, nos últimos dias, seja capaz de encarar os fatos e reconhecer que tem o dever de abrir o debate para a discussão dos embargos infringentes, uma possibilidade de assegurar a pelo menos uma parcela dos réus o direito de uma revisão de suas penas.

As “ruas “ e o "monstro" eram apenas pretextos convenientes para justificar uma postura autoritária para mobilizar a população, de qualquer maneira, para exigir punições exemplares. Não deu certo e agora se mudará de assunto para perseguir o mesmo alvo, que é criminalizar as mudanças ocorridas no país nas últimas décadas. Como se faz sempre, a retórica consiste em transformar o bom e regular em ruim, o ruim em péssimo – e dizer que tudo o que há de ótimo saiu da cartola da oposição, enxotada do Planalto com uma popularidade negativa de 13 pontos.

A transmissão ao vivo do julgamento, ainda no ano passado, destinava-se a transformar uma decisão que deveria ser tomada num ambiente de serenidade e recolhimento num espetáculo público com várias demonstrações de autoritarismo e intolerância. 

Tivemos um ministro relator que jamais foi um juiz, mas um aliado da acusação e, em vez de ser questionado a respeito, foi aplaudido exatamente por isso.

Este comportamento permitiu várias distorções e abusos. No último exemplo, o ministro Ricardo Lewandovski demonstrou, com dados irrefutáveis, o agravamento artificial das penas com a finalidade de impedir que, apesar das denúncias injustas, da falta de provas, da fraqueza de tantas acusações, os réus pudessem beneficiar-se de um direito universal – a prescrição de penas depois de determinado prazo de investigação.

Estimulando atitudes de quem se coloca acima da lei, improvisa soluções sob encomenda a seus interesses, o que se quer é outra coisa. 

Convencer o “niilismo rebelde” e o “nacionalismo tribal” que é possível desrespeitar a democracia pois ninguém será capaz de reagir. Estamos sendo submetidos a um teste. 

Através do ataque aos direitos de 25 condenados, pretende-se atingir os direitos do povo inteiro É um plano para um prazo mais longo, amplo e profundo.

Se, em outubro de 2014, Dilma Rousseff e Lula confirmarem o que dizem as pesquisas eleitorais de hoje, cravando uma quarta vitória eleitoral consecutiva sobre a “a amargura egocêntrica” das elites, nós poderemos saber exatamente o que estava em jogo no espantalho do monstro de 7 de setembro -- obter, fora das urnas, fora do respeito devido às instituições democráticas, vitórias que só a soberania popular pode assegurar.

Protestos de 7 de Setembro: fracasso retumbante


CIDADANIA, SIM. BADERNA, NÃO!



Fracassou o dia nacional de protestos programado pelo Anonymous para o feriado de ontem, Sete de Setembro, Dia da Independência do Brasil.

O que se viu foi tumultos, quebra-quebra, vandalismo inútil e sem sentido, em algumas capitais. Mas com pouquíssima adesão da população. Globo News, claro, passou o dia transmitindo ao vivo a baderna, o que pode estimular esses grupelhos radicais.

O resto do País, aproveitando o sábado ensolarado, foi às compras, saiu para passear nos parques, curtir um cinema, uma praia, viajar...

O Brasil vive um bom momento no plano econômico, comparado com a crise que arrasa países de primeiro mundo: desemprego baixo (5%, quase "pleno emprego"), inflação 0,0... alguma coisa, governo implementando programas importantes como o Mais Médicos, Presidenta Dilma com popularidade em alta...

Não há clima no País para arruaças, depredações, extremismos.

Vitória do governo e da Presidenta Dilma.

                                                                                     Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

247 – Foi um grande feriado de 7 de Setembro de sol e agitação pelo Brasil. Mas bom para quem, exatamente? Cercado por um contexto político específico neste 2013, o Dia da Independência encerrava projeções de manifestações de massa e protestos em todo o País. Não foi divulgada, anteriormente, nenhuma bandeira de ordem específica para unir, como nos protestos de junho, as massas contra um objetivo. Naquele momento, o aumento nas tarifas de transportes urbanos. Agora, o quê?

Pelo que se viu, nada. As massas simplesmente não saíram de casa ou foram fazer outra coisa, mas, ainda assim, houve um show para os fotógrafos. Graças às minorias identificadas como Black Blocs, incidentes de depredações e conflitos com a polícia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Maceió foram as únicas ocorrências do dia. Quatro dezenas de prisões em Brasília e cerca de 20 no Rio de Janeiro foram registradas. Ocorreram, igualmente, dezenas de liberações imediatas. Nenhuma ocorrência grave.

E, sim, a presidente Dilma Rousseff conseguiu fazer com tranquilidade o desfile do Dia da Pátria, diante das tropas militares, em Brasília, e, em seguida, no alto da Esplanada dos Ministérios, a Seleção Brasileira, no estádio Mané Garrincha, goleou a da Austrália por 6 a 0, numa amistoso que veio a calhar.

O 7 de Setembro foi em tudo favorável ao governo. A falta de uma bandeira de ordem unitária, capaz de mobilizar os estudantes, ao menos, quanto mais outras camadas da sociedade proporcionou, na prática, a data aos grupos dispersos unidos pela marca de Black Blocs. Esses, como já se viu, gostam de quebrar vidraças, tem a simpatia de Caetano Veloso e afugentam as massas das ruas como ninguém.

O estádio Mané Garricha, já motivo de orgulho para a população da cidade, tornou-se um alvo para centenas de manifestantes. Isso afastou o público, mas não impediu o time do camisa 10 Neymar dar um show de bola, marcando 6 a 0 contra a equipe da Austrália. O craque que agora pertence ao Barcelona fez o terceiro e participou de todos os outros cinco. Também ganhou a tarde.

Na prática, mostrou-se neste 7 de setembro que o ciclo de protestos iniciado em junho se estressou agora. Acabou. O governo pode ser o protagonista do novo ciclo. Do jeito que estão as "ruas", bom está para os repórteres-fotográficos apenas.


Leia mais no Brasil 247 clicando aqui.

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sábado, 7 de setembro de 2013

Por qual pátria você luta, cidadão?


A PÁTRIA SOMOS NÓS








Reflexões para todos os dias da Pátria


LULA MIRANDA



Qual país você deseja construir com suor, sangue e lágrimas; com a argamassa da vontade e da coragem libertária, libertadora de pequenos e anônimos heróis como você, adorável companheira (o) ?

Por quê? Por qual pátria você luta, soldado?

Quem é o seu inimigo?

Qual o seu lado nessa "guerra"?

Qual a sua causa? O que lhe move? Qual é a chama que alimenta a sua vontade de lutar; o gás que lhe impele ao combate?

Você luta com máscara ou de cara limpa, de peito aberto?

Essas são algumas das questões importantes que gritam por uma resposta nesse Sete de Setembro. São questões que devem afligir/incomodar combatentes de todos os bons combates; incomodar e/ou afligir mais até que o medo e a solidão inerentes a todos os combates.

Qual é a sua luta, companheiro?

Prover, com a mínima dignidade, o sustento de sua família?

Ou seria a de salvar a própria pele, partido, cargo ou empresa para a qual trabalha? Proteger somente os seus iguais?

Por que pátria você luta, soldado?

Você luta por um país para alguns poucos endinheirados ou por uma nação mais justa e igualitária, para todos?

Por que país você luta, soldado?

Você defende mais saúde, educação e segurança de qualidade para todos os brasileiros ["padrão FIFA"] ou só para os poucos privilegiados de sempre? 

Você anseia por mais médicos; mais professores; mais creches; mais metrôs, ônibus e trens?

Por que pátria você luta, soldado?

Pela pátria da privataria?

Por uma pátria emudecida e corrompida por verdadeiras máfias inescrupulosas, algumas poucas "famiglias", que detêm sob seu controle criminoso, pois ilegal, verdadeiros impérios de comunicação, que manipulam, distorcem e mentem a serviço da manutenção de velhos privilégios de uma pequena elite caquética, egoísta e reacionária, em detrimento dos interesses da maioria, dos trabalhadores, dos mais pobres e desassistidos?

Por que Brasil você luta, meu fraterno companheiro?

Sim, "somos todos iguais, braços dados ou não". Somos uma imensa fraternidade – embora, quase sempre, sequer tenhamos a essencial consciência desse fato.

Qual país você deseja construir com suor, sangue e lágrimas; com a argamassa da vontade e da coragem libertária, libertadora de pequenos e anônimos heróis como você, adorável companheira (o) ?

Qual Brasil você deseja para o futuro? O que ora se descortina no presente ou o do passado?

[N.A.: Prosa pretensamente poética inspirada nos poemas "Pátria" e "Geração de Março (Quase um hino)", do poeta Geraldo Maia – vale muito a pena procurar no Google].

Brasil 247

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Brasília, no Dia da Independência


O Abra a Boca, Cidadão! transmitiu o desfile cívico-militar que aconteceu na Esplanada dos Ministérios, com a presença da Presidenta Dilma Rousseff.

O povo ordeiro e trabalhador, com medo das violências de vândalos e outros oportunistas, compareceu em número menor, temendo os protestos anunciados por extremistas.






DESFILE EM BRASÍLIA TERMINA DE FORMA PACÍFICA


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Preocupação com protestos diminuiu o público do desfile cívico-militar na capital federal, que apesar do grande público, ainda tinha espaço nas arquibancadas; cerimônia teve a presença da presidente Dilma Rousseff, que chegou em carro aberto, do vice-presidente Michel Temer, do presidente do STF, Joaquim Barbosa, do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ministros e outras autoridades; cerca de 4 mil PMs e 150 policiais civis estão mobilizados para fazer a segurança da capital, onde são esperados 150 mil manifestantes

Leia mais no Brasil 247.

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Brasília Ao Vivo: Desfile de Sete de Setembro


DIA DA INDEPENDÊNCIA



A Presidenta Dilma Rousseff comanda agora de manhã o desfile cívico-militar que acontece na Esplanada dos Ministérios, Brasília, em comemoração aos 191 anos da Independência do Brasil.

Veja a seguir o vídeo com o pronunciamento oficial da Presidenta Dilma.

Leia abaixo sobre o que está programado para o desfile.

E acompanhe a transmissão ao vivo aqui conosco, no Abra a Boca, Cidadão!

Viva o Povo Brasileiro !!!



Presidenta Dilma, início do desfile, 7 de Setembro de 2013


Vídeo: Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff



Desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios comemora o Dia da Independência


O desfile cívico-militar que marca o Dia da Independência será aberto em Brasília às 9h10, com a chegada da presidenta Dilma Rousseff, seguida da execução do Hino da Independência, a cargo da fanfarra do 1º Regimento da Cavalaria de Guardas dos Dragões da Independência, acompanhada do coral dos alunos do Colégio Militar de Brasília. Além de forças militares e de segurança, participam do desfile alunos de escolas militares e de 10 escolas públicas do Distrito Federal.

Neste ano, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, além de Organizações de Segurança Pública, levam à Esplanada dos Ministérios 1.850 militares e civis. Este é o quantitativo que desfila a pé. Além disso, as Forças Armadas levam para o desfile 105 viaturas, entre carros leves e blindados, como o Urutu, o Cascavel, o lançador de foguetes Astro 2020, a viatura Gepard (artilharia antiaérea). E, fechando, cerca de cem cavalos do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, conhecido como Dragões da Independência, e de outras unidades das Forças Armadas.

O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília promete repetir este ano a performance com a Pirâmide Humana. Recentemente, a equipe quebrou o recorde mundial da categoria, com 47 militares sobre uma única motocicleta. Também marcará presença na Esplanada a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, considerada uma das maiores bandas marciais do mundo e que se distingue por contar com gaitas escocesas, também conhecidas como gaitas de fole.

Uma das atrações preferidas da criançada, a Esquadrilha da Fumaça, não está presente no desfile deste ano, porque as aeronaves estão sendo substituídas. Os T-27 (Tucano) foram aposentados e os pilotos ainda estão em processo de treinamento com os A-29 (Super Tucano). Nos céus de Brasília, desfilam quatro aviões supersônicos F-2000 Mirage, do 1º Grupo de Defesa Aérea e duas aeronaves de ataque A-1, do Esquadrão Adelfi. Finalizando a performance aérea, os aviões KC-130, do Esquadrão Gordo, simulam reabastecimento em voo de aeronaves de ataque.

Para acompanhar o desfile, o público conta com 24 mil lugares nas arquibancadas, tablados especiais e tribunas localizadas a partir da frente do Ministério da Justiça, local de início do desfile, até o viaduto da L2 Sul, final do desfile. A expectativa dos organizadores é de cerca de 50 mil pessoas na extensão da Esplanada.

Outros cinco palanques estão preparados para receber até 1,1 mil convidados cada. Sistemas de sonorização, telões e banheiros químicos podem ser encontrados por todo o gramado da Esplanada. Os participantes da festa contam, ainda, com pontos de distribuição de água e postos de saúde e atendimento a crianças, garantindo conforto e segurança. A previsão é de que o desfile seja encerrado até as 10h30.


Portal da Presidência da República

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