Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Supremo imbróglio: o desastroso julgamento do Mensalão
Primeiro, salta aos olhos de qualquer leigo a absurda aceleração do julgamento da Ação Penal 470 (Mensalão) no Supremo Tribunal Federal, coincidindo com o período eleitoral. A mais alta corte do País parece ter sucumbido às pressões da mídia golpista e dos linchadores de Lula e do PT, sempre babando ódio e farejando uma oportunidade para pulverizar os petistas da cena política.
Depois, as várias incongruências que brotaram ao longo dos votos dos ministros, "inovações" que podem colocar em risco o Estado de Direito.
De repente, quando se percebeu que o calendário estabelecido não permitiria incluir, antes do segundo turno das eleições, a "dosimetria da pena" para a estrela do julgamento, José Dirceu, a pressa acabou, o ministro Joaquim Barbosa, alçado à condição de xerife nacional, foi para a Alemanha cuidar da saúde e o espetáculo entrou em compasso de espera.
Acreditamos que este intervalo pode até ser saudável. A corte deve estar, quem sabe, fazendo uma autocrítica, buscando uma saída honrosa, equilibrada, para uma atuação claramente atabalhoada.
Ao contrário do que o julgamento no Supremo indica e a mídia golpista veicula, o Mensalão (R$ 55 milhões) NÃO É o maior crime de corrupção cometido no Brasil, pelo contrário: ocupa um até modesto 9o. lugar (veja o ranking no final do post), precedido por Operação Navalha, Anões do Orçamento, Vampiros da Saúde, TRT/SP, Banestado... e até a Privataria Tucana (R$ 100 bilhões !!!), que precisa ser investigada.
Uma coisa é Justiça. Administrada com serenidade e sobriedade. Outra, muitíssimo diferente, é vingança, oportunismo, golpismo.
A mais alta instância do Poder Judiciário não pode, em hipótese alguma, se prestar a este tipo de manobra.
Vamos acompanhar atentamente a fase final do julgamento, tendo sempre como baliza a apreciação de observadores respeitáveis.
Os 10 maiores crimes de corrupção do Brasil
“Mensalão” e o tribunal de exceção
Ari Silveira, via The Brazilian Post
Saudado pela mídia oposicionista como uma espécie de redenção do Brasil, um divisor de águas da ética na política brasileira, o julgamento do escândalo conhecido como “mensalão” deverá ser questionado nas cortes internacionais de Justiça. De uma hora para outra, líderes históricos do Partido dos Trabalhadores, com uma trajetória de luta contra a ditadura militar, quando sobreviveram à prisão, à tortura e ao exílio, passaram a ser tratados em redes sociais como “os maiores vilões da história do Brasil”.
Para entender melhor esse imbróglio, voltemos a 2005, terceiro ano do primeiro mandato do governo Lula. Denúncias de corrupção nos Correios atingiram um dos partidos da base de sustentação do governo, o PTB, que antes da eleição de Lula sempre estivera aliado aos adversários do PT. Acuado, o então presidente petebista, deputado Roberto Jefferson (RJ), deu uma entrevista bomba, denunciando um suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares que votassem pela aprovação de projetos de interesse do governo, o chamado “mensalão”. O caso virou tema de uma CPI mista no Congresso e deu à oposição munição para atacar o governo e sonhar com a deposição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As investigações revelaram que havia um esquema de distribuição de verbas não contabilizadas de campanha para parlamentares do PT e de partidos aliados, por intermédio do publicitário mineiro Marcos Valério, que ficou conhecido como Valerioduto. Nunca ficou demonstrada, porém, uma relação direta entre esses pagamentos e o resultado de votações no Congresso, embora essa tenha sido a tese que prevaleceu nas investigações e no julgamento. Essa versão tem inconsistências: por que parlamentares do partido do presidente precisariam ser comprados para votar com o governo? E como explicar que até parlamentares da oposição ajudaram a aprovar as propostas governistas? Teriam eles também recebido a mesada, o “mensalão”?
As investigações mostraram ainda que o esquema de Marcos Valério era anterior ao governo petista. Começou no PSDB mineiro, em 1998, e envolveu recursos da campanha do senador tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas e do presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição. No entanto, por parte da mídia, era gritante a diferença de tratamento entre o “mensalão do PT” e o dos tucanos, que ficou conhecido como o “mensalão mineiro”. Vale destacar que esse tipo de distribuição de verba entre partidos aliados é prática constante na política brasileira e não um escândalo isolado, como a grande mídia tenta nos fazer crer.
Além da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a Polícia Federal também apurou o caso. As investigações foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, formalizou a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sem provas concretas, apenas com base em indícios e depoimentos de acusados, Gurgel acusou José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil, de chefiar o esquema. A denúncia também incriminou o ex-presidente do PT, José Genoíno. No Supremo, o relator do processo foi o ministro Joaquim Barbosa, que aceitou os argumentos de Gurgel e pediu a condenação de todos os réus.
Para saciar a sanha condenatória dos setores conservadores, a maioria dos ministros do STF foi buscar no Direito alemão um instrumento chamado “Teoria do Domínio do Fato”, que acabou sendo usado basicamente para condenar Dirceu e Genoíno por corrupção com base em meros indícios e ilações. Pela teoria, se o dirigente partidário sabia das irregularidades e não usou o seu poder para impedir que elas ocorressem, ele também pode ser condenado. O problema, conforme explica o jurista Pedro Abramovay, da FGV/Rio, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, é que, mesmo se considerando essa teoria, seria necessário provar que o réu sabia, que tinha poder sobre os atos ilícitos e que sua vontade foi fundamental para que eles ocorressem. E as provas concretas não apareceram, apenas “tênues indícios”.
Também foi questionado o fato de não ter sido desmembrado o processo, já que alguns réus tinham “foro privilegiado”, ou seja, só poderiam ser julgados pelo Supremo, em razão do cargo que ocupavam, e outros não. Diferentemente do que ocorreu no processo do mensalão do PSDB, todos os réus foram julgados pelo STF, que é a corte de última instância, sem possibilidade de recurso a uma instância superior.
Além disso, apesar das evidências contrárias, prevaleceu entre os ministros do STF a interpretação de que o escândalo foi um esquema de compra de votos em votações pontuais, e não um esquema de compra de apoio parlamentar mediante distribuição de sobras do caixa 2 de campanha – não que esta hipótese seja menos criminosa, mas é que ela desmontaria toda a argumentação usada para incriminar Dirceu e Genoíno. Outro ponto questionável foi a interpretação de que a bonificação por volume (BV), prática usual de veículos de comunicação que oferecem descontos às agências pelo volume de peças publicitárias veiculadas de todos os clientes, é desvio de dinheiro público quando envolve verba de um cliente estatal, mesmo que de direito privado (empresa pública ou sociedade de economia mista). O dinheiro do Valerioduto vinha de campanhas da Visanet, atual Cielo, que tinha entre seus acionistas o Banco do Brasil.
A condenação de Genoíno e Dirceu abre um precedente perigoso. No Direito brasileiro, todos costumavam ser considerados inocentes até prova em contrário. O ônus da prova era de quem acusava. Uma condenação sem provas é uma ameaça ao Estado de Direito, que gera uma enorme insegurança jurídica.
Vamos ver como é que o Supremo vai se comportar daqui para a frente. O que se espera agora do Supremo é que os outros escândalos a serem apurados e julgados, como o do mensalão do PSDB, sejam tratados com o mesmo rigor, caso contrário ficará provado que o caso do “mensalão” teve um julgamento de exceção. Não se pode admitir que a seletividade das denúncias na mídia, o velho hábito hipócrita de usar dois pesos e duas medidas, continue contaminando a Justiça.
Os 10 maiores escândalos
A oposição e a quase totalidade da mídia tentaram vender o caso como “o maior escândalo da corrupção da história”, algo que os números, por si só, desmentem.
Enquanto a Veja – que ainda é a revista semanal de maior circulação no País, mas vem perdendo leitores em grande parte por causa do descompromisso com a verdade factual e pelo engajamento escancarado na campanha contra o PT e a esquerda em geral – e seus blogueiros tentam sustentar essa versão, uma reportagem da revista Mundo Estranho, da mesma Editora Abril, demonstra que o “mensalão” ocupa um modesto 9º lugar entre os 10 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos, com um valor de aproximadamente R$ 55 milhões (mas que poderia chegar a R$ 100 milhões).
À frente aparecem o dos “sanguessugas” (2006), com R$ 140 milhões; da Sudam (1999), com R$ 214 milhões; da Operação Navalha (2007), com R$ 610 milhões; dos “anões do Orçamento” (1992), com R$ 800 milhões; do TRT/SP (1999), de R$ 923 milhões; do Banco Marka (1999), com R$ 1,8 bilhão; dos “vampiros” (2004), de R$ 2,4 bilhões; e das contas CC5 do Banestado (2000), com um rombo de R$ 42 bilhões.
O ranking da Mundo Estranho não inclui a privataria tucana, esquema de privatizações fraudulentas que deixou um prejuízo de R$ 100 bilhões aos cofres públicos no governo FHC (1995-2002), o equivalente a pelo menos mil “mensalões”.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
STF, o Poder dos Holofotes e a Justiça Midiatizada
Ainda sobre a "fogueira de vaidades" que crepita no Supremo...
"Não há dúvida de que com o telejulgamento ganhamos em espetáculo (estética), mas corre-se sempre o risco de se perder em segurança, porque o poder dos holofotes pode fazer da prudência, do equilíbrio e da sensatez estrelas que brilham pela ausência."
"O STF, na sua nova função de telejulgador populista, está lavando a alma do povo brasileiro (disse um órgão midiático). E também nos proporciona (como toda televisão) tele-entretenimento, com acalorados 'bate-bocas', entrecortados por suaves e inteligentes telemensagens de Ayres Britto do tipo 'o voto minerva me enerva' ".
"Na medida em que a Justiça começa a se comunicar diretamente com a opinião pública, valendo-se da mídia, ganham notoriedade tanto os rasteiros anseios populares de justiça (cadeia para todo mundo, prisão preventiva imediata, recolhimento sem demora dos passaportes dos condenados, fim dos recursos, ignorem a justiça internacional) como a preocupação de se usar uma retórica populista, bem mais compreensível pelo 'povão' ('réus bandidos', 'políticos bandoleiros', 'a pena não pode ficar barata', 'Vossa Excelência advoga para o réu' etc.)."
"(...) no campo do direito penal, a convicção de que a voz do povo é a voz de Deus constitui um risco incomensurável. As balizas da justiça, quando deixadas sob o comando do povo ou da pura emoção, ficam totalmente cegas (a história de Jesus Cristo que o diga)."
Portal do CNJ
MENSALÃO E A TELEMIDIATIZAÇÃO DA JUSTIÇA

LUIZ FLÁVIO GOMES
Sejam todos bem-vindos ao mundo do espetáculo judicial telemidiático. Como funciona a Justiça telemidiatizada? Não quero valorar, apenas descrever
Se o STF flertava - já há algum tempo - com sua incondicionada adesão à era do populismo penal midiático, típico da sociedade do espetáculo (Debord), agora não existe mais dúvida. Sejam todos bem-vindos ao mundo do espetáculo judicial telemidiático. Como funciona a Justiça telemidiatizada? Não quero valorar, apenas descrever.
Em primeiro lugar, já não podemos falar em processo, e sim em teleprocesso. Não temos mais juízes, sim, telejuízes. Não mais sessões, sim, telesessões. Não mais votos, sim, televotos. Não mais o público, sim, teleaudiência. Se no campo das democracias populistas latinoamericanas o que prepondera é o telepresidente, na era da Justiça telemidiatizada o que temos é o telerelator, telerevisor etc.
Não há dúvida que com o telejulgamento ganhamos em espetáculo (estética), mas corre-se sempre o risco de se perder em segurança, porque o poder dos holofotes pode fazer da prudência, do equilíbrio e da sensatez estrelas que brilham pela ausência.
A Justiça se tornou muito mais percebida. Agora conta com teleaudiência, com rating. Para usar um bordão famoso, nunca na história deste país os ministros se tornaram conhecidos pelos seus nomes, que estão se transformando em marcas (estrelas midiáticas) e, dessa forma, começam a ter um alto valor político-mercadológico.
A espetacularização da Justiça populista não é uma vara mágica que resolva seus conhecidos problemas, ao contrário, a telejustiça é muito mais morosa e, tal como uma telenovela, gasta um semestre para desenvolver o enredo de um teleprocesso (prejudicando o andamento de centenas de outros).
O STF, na sua nova função de telejulgador populista, está lavando a alma do povo brasileiro (disse um órgão midiático). E também nos proporciona (como toda televisão) tele-entretenimento, com acalorados "bate-bocas", entrecortados por suaves e inteligentes telemensagens de Ayres Britto do tipo "o voto minerva me enerva".
A Justiça telemidiatizada não soluciona o problema do pão da população, mas pode contribuir muito para a fermentação do circo. Por quê? Porque não se pode esquecer que a liturgia do populismo penal evoca, antes de tudo, a expressão de uma festa (alegria, júbilo, satisfação), visto que, como dizia Nietzsche, o sofrimento do inimigo ou do desviado (do devedor), que perturbou a ordem social ou institucional, sobretudo quando veiculado por meio de algo aproximado da vingança, traz em seu bojo um incomensurável prazer.
O STF acaba de sucumbir definitivamente às racionalidades da sociedade do espetáculo. Resta saber se ainda vão remanescer lampejos de serenidade para impedir que princípios jurídicos clássicos como o da legalidade, proibição de retroatividade da lei penal mais severa etc., não se tornem meros tigres de papel.
Na medida em que a Justiça começa a se comunicar diretamente com a opinião pública, valendo-se da mídia, ganham notoriedade tanto os rasteiros anseios populares de justiça (cadeia para todo mundo, prisão preventiva imediata, recolhimento sem demora dos passaportes dos condenados, fim dos recursos, ignorem a justiça internacional) como a preocupação de se usar uma retórica populista, bem mais compreensível pelo "povão" ("réus bandidos", "políticos bandoleiros", "a pena não pode ficar barata", "Vossa Excelência advoga para o réu" etc.).
Frenesi generalizado, porque agora o paradigma é outro, é o emotivo, o voluntarista, o performático. O telejuiz deixa de ser um terceiro equidistante para se transformar num ator midiático, daí a lógica dos reiterados pedidos - entre eles - de réplica e tréplica, que denotam perfil de parte (falando com o seu público).
O maior temor, nesse contexto, é o de que esses novos personagens da telejustiça deixem de cumprir o sagrado papel democrático de balança contramajoritária. Não poucas vezes, como sublinha com frequência o Ministro Gilmar Mendes, para fazer justiça o juiz tem que decidir contra a vontade da maioria. Mas como contrariar a maioria quando a telejustiça assume a lógica das democracias populistas de opinião?
São novos megadesafios para os novos super-telejuízes, que ainda devem recordar que, no campo do direito penal, a convicção de que a voz do povo é a voz de Deus constitui um risco incomensurável. As balizas da justiça, quando deixadas sob o comando do povo ou da pura emoção, ficam totalmente cegas (a história de Jesus Cristo que o diga).
Aos tradicionais quatro "pês" que habitam nossas cadeias (pobre, preto, prostituta e policiais), a telejustiça está agregando uma quinta categoria, constituída dos políticos e seus satélites orbitais (banqueiros, bicheiros, construtores, dirigentes petistas, tucanos privatistas etc.). Não há como não reconhecer que os teleprocessos são altamente politizados. Mas nem por isso devem revigorar nossa memória, como bem sublinhou Tarso Genro, sobre a hipotética ou real manchete de um jornal soviético, da era stalinista, que dizia: "Hoje serão julgados e condenados os assassinos de Kirov". Será que a era da telejustiça protagonizada por super-telejuízes será capaz de nos proporcionar um mundo melhor e mais justo?
LUIZ FLÁVIO GOMES (@professorLFG), 55, doutor em direito penal, fundou a rede de ensino LFG. Foi promotor de justiça (de 1980 a 1983), juiz (1983 a 1998) e advogado (1999 a 2001). Siga-me: www.professorlfg.com.br
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Chegou a hora de derrubar a Ditadura Midiática
Eu sou mídia. Graduação em Letras, Mestrado em Jornalismo, acesso à internet, editora de blogs.
Mas não é preciso diploma. Qualquer cidadão pode ser mídia, ou seja, produzir e difundir notícias, informação, opinião, conteúdo.
Todavia, as grandes corporações midiáticas não querem a democratização dos meios de comunicação.
Os ingleses não dizem que "querer é poder". Os ingleses dizem "Saber é Poder" (Knowledge is power). Saber, no sentido de conhecimento, informação.
Já vai longe o Feudalismo. Adentramos o terceiro milênio, vivemos no Mundo Digital, conectado por avançada tecnologia da comunicação. Cidadania Planetária, sem senhores feudais. E sem vassalos.
É preciso, sim, derrubar também a Ditadura Midiática.
GLOBO TEME "EPIDEMIA" DE LEIS DE MÍDIA
NO CONTINENTE
247 - Medo. Esta é a palavra que expressa o sentimento das Organizações Globo a respeito de uma eventual discussão sobre a democratização dos meios de comunicação no País. Na noite desta terça-feira, o Jornal Nacional, ancorado por William Bonner, exibiu longa reportagem sobre a "repressão disfarçada de democracia", que estaria ocorrendo na Argentina.
Lá, o governo da presidente Cristina Kirchner conseguiu aprovar uma "Ley de Medios", que, para muitos analistas, irá democratizar os meios de comunicação no País, ao limitar o número máximo de concessões que pode ser detido por grupo econômico. No próximo dia 7 de dezembro, o grupo Clarín, o maior da Argentina, e equivalente à Globo no seu território, terá de se desfazer de parte de suas concessões. Outros acreditam que a nova legislação fora feita sob medida para prejudicar o tradicional grupo argentino de mídia.
Apresentada por Dellis Ortiz, a reportagem da Globo informa que essa "epidemia", que já teria contaminado Venezuela e Equador, pode se "alastrar pelo continente". Em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, há limites ao número máximo de concessões.
A reportagem da Globo também abordou um seminário no Uruguai onde se debateu a proteção da "imprensa livre na era da internet". Na lógica defendida pelos grandes grupos de comunicação brasileiros, a internet deve ser controlada e não deve haver qualquer limite para a ação dos conglomerados de mídia.
Ao mesmo tempo em que a Argentina implanta sua lei, no Brasil, Rui Falcão e José Dirceu, do PT, têm defendido que o governo encampe o debate sobre a democratização dos meios de comunicação. Segundo a Globo, na Argentina, o governo Kirchner "pressiona até a suprema corte".
Bom, no Brasil, quem coloca pressão sobre o Supremo Tribunal é a própria Globo. Basta lembrar dos 18 minutos do Jornal Nacional sobre o mensalão às vésperas do segundo turno.
Brasil 247
*

Jornal Nacional faz editorial contra a "repressão disfarçada de democracia" que estaria ocorrendo na Argentina, onde Congresso aprovou a "Ley de Medios", e que poderia se alastrar, segundo a Globo, como uma epidemia pelo continente; nesta terça-feira, tanto Rui Falcão como José Dirceu defenderam que a democratização dos meios de comunicação entre na agenda do governo federal
Lá, o governo da presidente Cristina Kirchner conseguiu aprovar uma "Ley de Medios", que, para muitos analistas, irá democratizar os meios de comunicação no País, ao limitar o número máximo de concessões que pode ser detido por grupo econômico. No próximo dia 7 de dezembro, o grupo Clarín, o maior da Argentina, e equivalente à Globo no seu território, terá de se desfazer de parte de suas concessões. Outros acreditam que a nova legislação fora feita sob medida para prejudicar o tradicional grupo argentino de mídia.
Apresentada por Dellis Ortiz, a reportagem da Globo informa que essa "epidemia", que já teria contaminado Venezuela e Equador, pode se "alastrar pelo continente". Em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, há limites ao número máximo de concessões.
A reportagem da Globo também abordou um seminário no Uruguai onde se debateu a proteção da "imprensa livre na era da internet". Na lógica defendida pelos grandes grupos de comunicação brasileiros, a internet deve ser controlada e não deve haver qualquer limite para a ação dos conglomerados de mídia.
Ao mesmo tempo em que a Argentina implanta sua lei, no Brasil, Rui Falcão e José Dirceu, do PT, têm defendido que o governo encampe o debate sobre a democratização dos meios de comunicação. Segundo a Globo, na Argentina, o governo Kirchner "pressiona até a suprema corte".
Bom, no Brasil, quem coloca pressão sobre o Supremo Tribunal é a própria Globo. Basta lembrar dos 18 minutos do Jornal Nacional sobre o mensalão às vésperas do segundo turno.
Brasil 247
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
São Paulo: Haddad já começa a "Prefeitar"
São Paulo não pode parar. São Paulo não pode esperar.
São 8 anos de atraso, retrocesso, provincianismo, incompetência, desamor.
É preciso recuperar o tempo perdido nesta desastrosa administração que felizmente vai terminando e "correr atrás do prejuízo", colocando São Paulo o mais rápido possível na posição que deve ocupar no Brasil e no mundo.
Fernando Haddad sabe disso e ontem, dia seguinte à sua eleição, já foi a Brasília, agradecer o apoio da presidenta Dilma, mas também iniciar conversações sobre parcerias bilionárias da Prefeitura de São Paulo com o governo federal.
Fernando Haddad é o Prefeito de Fato de São Paulo.
O que Haddad quer e já começou é Prefeitar.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
OBSESSÃO PRODUTIVA JÁ FAZ HADDAD PREFEITO
DE FATO
Marco Damiani _247 – Nas últimas 72 horas, 247 ouviu mais de duas dezenas de personagens que participaram diretamente da formulação, aplicação e ajustes da estratégia eleitoral de Fernando Haddad – a começar pelo próprio prefeito eleito.
Ministros de Estado, parlamentares, intelectuais que ajudaram a escrever o programa de governo, jornalistas que andaram atrás, à frente e ao lado do candidato pelos bairros de São Paulo, assessores diretos e, também, um adversário. Dessas audições, feitas nos saguões do Hotel Intercontinental, onde contava-se apenas em uma mesa, na noite do domingo 29, quatro ministros à volta de garrafas de Coca-cola numa única mesa - Ideli Salvati, Aloizio Mercadante, José Eduardo Martins Cardoso e Alexandre Padillha - surgiram novas informações, detalhes de relevância e impressões que, cada qual ao seu modo, contribuem para adiantar que tipo de prefeito terá a maior cidade da América Latina a partir de 1º de janeiro de 2013.
A primeira conclusão é: Haddad será, sem dúvida, um prefeito operante. A tal ponto que, em quatro movimentos sucessivos e rápidos, ele imediatamente ocupou o espaço político que lhe foi concedido pelas urnas e, na prática, já vai ultrapassando a condição de prefeito eleito para ser o prefeito de fato.
Nos dois primeiros dias após a vitória, ele esteve com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira 29, pela manhã, no Palácio do Planalto, visitou o ex-presidente Lula no início da noite, em São Paulo, e tem em sua agenda, para hoje, uma ida ao Palácio dos Bandeirantes, onde estará com o governador Geraldo Alckmin, e à Prefeitura, para dialogar com Gilberto Kassab.
O que poderiam ser, apenas, reuniões protocolares obrigatórias se transformaram em encontros de trabalho. Com Dilma, Haddad economizou tempo nos salamaleques e partiu, graças ao seu alinhamento direto com ela, para discutir a formação de grupos de trabalho que, na prática, irão levar para São Paulo pacotes federais de bilhões de reais para as áreas de Saúde, Educação, Transportes e Social. Já é certo que a administração Haddad baterá a cada Orçamento, por meio da injeção federal, todas as marcas de investimentos dos últimos oito anos.
Diante de Alckmin, a conversa iria girar, de acordo com os planos do futuro prefeito, em torno de parcerias concretas que poderão ser firmadas entre a municipalidade e o governo estadual.
"Queremos participar de todos os convênios abertos pelo governo estadual em benefício dos municípios paulistas", enfatizou Haddad que, entre essas reuniões fechadas, concedeu uma longa entrevista coletiva da qual participaram mais de uma centena de profissionais da mídia. Ali, abriu uma ideia que será apresentada a Alckmin já no primeiro encontro. É a que encampa uma das propostas de governo do adversário eleitoral José Serra, a de construir creches em terrenos estaduais próximos a estações de metrô.
"Se esses terrenos existem, vou saber do governador quais são e como podemos fazer uma parceria tripartite. O governo do Estado cede as áreas, o governo federal libera recursos para a construção das creches e a Prefeitura se encarrega de mantê-las em funcionamento", resumiu Haddad. Tão simples assim.
Sobressaiu, na resposta, um traço forte do perfil do futuro prefeito.
"Ele deve ser visto por três ângulos: o administrador, porque é formado na matéria, o advogado, outro título acadêmico que ele tem, e o filósofo, porque Haddad é mestre", lembra um de seus colaboradores mais próximos durante a campanha.
"Ele não é ótimo?", devolveu ao 247 o ex-adversário Gabriel Chalita, num sorriso, sobre o que achara do primeiro discurso de Haddad. Após a certeza matemática da vitória, o prefeito cravou expressões como derrubar "o muro da vergonha" entre pobres e ricos, num discurso elogiado.
Frente a Dilma, Alckmin e Kassab, com quem irá tratar sobre a fase de transição de informações de governo, de fato Haddad já pareceu agir muito mais como administrador do que como político. Em lugar de um discurso partidário, preferiu sublinhar aos três executivos públicos aspectos que tendem a fazer diferença no dia a dia de sua ação na Prefeitura. Até mesmo com Lula, após os festejos a portas fechadas, ele já tratou de iniciar a montagem da administração, abrindo espaço, é claro, para o ex-presidente dar tantos palpites, sugestões e ordens quantas quiser.
O Haddad administrador igualmente mostrou sua marca durante a campanha, ao exigir de sua equipe de técnicos a conta precisa de gastos no orçamento municipal, a título de subsídios, para sustentar o valor para o público do bilhete único com validade de seis horas para o sistema de transporte coletivo na capital.
"Até que a conta fechasse, ele, pessoalmente, barrou a divulgação da proposta no programa de televisão", contou ao 247 um integrante da campanha. "Essa análise levou uma semana para ficar pronta. Havia quem quisesse lançá-la o quanto antes, porque precisávamos de fatos novos, mas ele não deixou. Só colocou a proposta no ar depois que teve a certeza que poderia cumprir a promessa em caso de ser eleito".
Na torturante marcha da campanha eleitoral, na qual ele, primeiro, empacou abaixo dos 3% das intenções de voto, em seguida ficou parado na casa dos 8% para, só então, e até mesmo por um golpe de sorte, avançar paulatinamente até os 29% que o levaram ao segundo turno, Haddad exerceu mais de uma vez sua face de advogado. Ele pediu rigor no acompanhamento dos programas eleitorais do adversário José Serra, o que lhe valeu a conquista, ao longo do segundo turno, de quase vinte minutos na exposição tucana.
Filósofo, relatou um de seus parceiros, Haddad procurava ser nos momentos de corpo a corpo com a população. "Ele assumiu, discretamente, diante das pessoas mais humildes, um papel de mestre com sabedoria suficiente para ouvir mais do que falar. Quando gostava de uma idéia vinda de quem quer que fosse entre o público, telefonava em seguida para o João Santana (responsável pelos programas de tevê do PT) e pedia o aproveitamento daquilo de alguma forma".
Metódico, Haddad reservou diversas terças-feiras, ao longo de toda a campanha, para ir à sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Ali, a cada semana coordenava debates que iam à exaustão em torno de diferentes pontos de seu programa de governo. Firmados os consensos, o próprio Haddad orientava os técnicos de sua equipe sobre como incluí-los em seu programa de governo. É certo, aliás, que o livro com as propostas do candidato para a cidade será bem mais que uma peça de propaganda. Será, isso sim, para quem é visto entre os intelectuais como marxista, a sua bíblia. "Nosso programa foi discutido, compreendido e muito bem aceito. Tudo o que iremos fazer está ali", confirma o próprio Haddad.
Outra de suas promessas é o que chama de transparência da informação. "Vai ser tudo online", crava, em relação à divulgação de informações sobre a Prefeitura. "Iremos estabelecer datas para a divulgação de dados do município. No dia combinado a informação vai estar acessível pela internet. Vai acontecer, muitas vezes, de você (quem acessar) ter a informação antes que eu, se acessou antes. E isso não será problema nenhum. O governo municipal será transparente. Não iremos brigar contra fatos e números". A cobrar...
Nas conversas de 247 com os mais próximos a Haddad, a palavra "político", para defini-lo, quase não apareceu. Certamente porque, agora, ele pretende ser cada vez menos político, mas, no fundo, para sê-lo cada vez mais. Explica-se: com sua missão impossível cumprida, Haddad sabe que não precisa ocupar manchetes com o que se conhece como 'factóides' – a expressão usada pelo hoje vereador eleito no Rio de Janeiro Cesar Maia para justificar a necessidade permanente de os políticos ocuparem manchetes com juras que eles mesmos sabem que não irão cumprir.
Dá para enxergar, ainda, Haddad como um prefeito que será obsessivo pela produtividade. Reduzir o atual número de 27 secretarias municipais deverá ser a primeira medida que ele irá anunciar oficialmente. Ao mesmo tempo, um novo organograma para a máquina municipal já vai sendo desenhado, com mais poderes para os subprefeitos. Funções intermediárias na máquina administrativa igualmente serão prestigiadas, como forma de fortalecer elos de cadeias de comando. Para enfrentar, com agilidade, a endêmica corrupção na máquina municipal, Haddad já disse que irá criar a Controladoria Geral do Município, órgão anterior ao Tribunal de Contas. Deverá funcionar como um juizado de causas de todos os tamanhos, apontando falcatruas administrativas onde quer que elas aconteçam. Pode-se esperar, assim, uma grande cascata de denúncias sobre o mau funcionamento da máquina administrativa.
Esse modelo de trabalhar como prefeito, abrindo o leque de cargos com responsabilidade maior, e que pode ser visto como descentralizador -- bem ao contrário do modismo de décadas, pelo qual pegava bem um político deixar correr sobre si mesmo a fama de ser "centralizador" -- foi apresentado por Haddad ao presidente Lula, numa distante conversa, travada em 2005, quando o futuro prefeito acabara de assumir o Ministério da Educação. Presente estava a primeira-dama Marisa Letícia. Haddad disse a Lula que, diante da crise política que o cercava, com a eclosão dos primeiros estrondos do mensalão, o governo só teria uma saída. A de aumentar a produtividade da gestão. Não só Lula, mas também d. Marisa gostou daquele papo do novo colaborador presidencial. Ele começou, ali, a ganhar a confiança de ambos -- e parte do resultado dessa conexão se vê agora.
"Haddad tem claro que foi eleito prefeito para 'prefeitar' e não para politizar", conta um dos quadros de sua área política. "Não se concebe outro projeto para ele que não seja o de cumprir integralmente o mandato e se candidatar, com naturalidade, à própria reeleição", completa. "Isso quer dizer que ele sabe exatamente o que tem de fazer pelos próximos quatro anos para ter outros quatro anos para fazer mais do mesmo. Só depois disso será vida que segue", filosofa o amigo do prefeito.
São Paulo, após ter em Gilberto Kassab um prefeito que dedicou todo o seu tempo livre e grande parte do horário de expediente para criar um partido político, o PSD; lembrar do anterior José Serra como aquele que ficou apenas um ano e sete meses para se trampolinar para o governo do Estado; recordar de Marta Suplicy, antes de ambos, pela gestão marcada pela emotividade; ter eleito o anódino Celso Pitta; consagrado, à época, o neoaliado petista e indefectível Paulo Maluf; surpreendido ao dar o voto à classista Luíza Erundina; e ter dado uma importantíssima contribuição ao folclore político com o histriônico (e, em muitos setores, competente) Jânio Quadros; essa São Paulo agora elegeu um prefeito que não quer ir além das sandálias que lhe foram oferecidas pelo povo. O negócio dele vai ser, como disse a boa fonte de 247, prefeitar.
Brasil 247
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Encontro com Dilma vira reunião de trabalho, visita a Alckmin será para buscar acesso a convênios estaduais, ida a Kassab visa montar transição e bênção a Lula foi para iniciar montagem de governo: imediatamente após vitória eleitoral, Fernando Haddad ocupa todos os espaços como administrador objetivo, frio e calculista; Como ele vai governar a cidade?
Marco Damiani _247 – Nas últimas 72 horas, 247 ouviu mais de duas dezenas de personagens que participaram diretamente da formulação, aplicação e ajustes da estratégia eleitoral de Fernando Haddad – a começar pelo próprio prefeito eleito.
Ministros de Estado, parlamentares, intelectuais que ajudaram a escrever o programa de governo, jornalistas que andaram atrás, à frente e ao lado do candidato pelos bairros de São Paulo, assessores diretos e, também, um adversário. Dessas audições, feitas nos saguões do Hotel Intercontinental, onde contava-se apenas em uma mesa, na noite do domingo 29, quatro ministros à volta de garrafas de Coca-cola numa única mesa - Ideli Salvati, Aloizio Mercadante, José Eduardo Martins Cardoso e Alexandre Padillha - surgiram novas informações, detalhes de relevância e impressões que, cada qual ao seu modo, contribuem para adiantar que tipo de prefeito terá a maior cidade da América Latina a partir de 1º de janeiro de 2013.
A primeira conclusão é: Haddad será, sem dúvida, um prefeito operante. A tal ponto que, em quatro movimentos sucessivos e rápidos, ele imediatamente ocupou o espaço político que lhe foi concedido pelas urnas e, na prática, já vai ultrapassando a condição de prefeito eleito para ser o prefeito de fato.
Nos dois primeiros dias após a vitória, ele esteve com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira 29, pela manhã, no Palácio do Planalto, visitou o ex-presidente Lula no início da noite, em São Paulo, e tem em sua agenda, para hoje, uma ida ao Palácio dos Bandeirantes, onde estará com o governador Geraldo Alckmin, e à Prefeitura, para dialogar com Gilberto Kassab.
O que poderiam ser, apenas, reuniões protocolares obrigatórias se transformaram em encontros de trabalho. Com Dilma, Haddad economizou tempo nos salamaleques e partiu, graças ao seu alinhamento direto com ela, para discutir a formação de grupos de trabalho que, na prática, irão levar para São Paulo pacotes federais de bilhões de reais para as áreas de Saúde, Educação, Transportes e Social. Já é certo que a administração Haddad baterá a cada Orçamento, por meio da injeção federal, todas as marcas de investimentos dos últimos oito anos.
Diante de Alckmin, a conversa iria girar, de acordo com os planos do futuro prefeito, em torno de parcerias concretas que poderão ser firmadas entre a municipalidade e o governo estadual.
"Queremos participar de todos os convênios abertos pelo governo estadual em benefício dos municípios paulistas", enfatizou Haddad que, entre essas reuniões fechadas, concedeu uma longa entrevista coletiva da qual participaram mais de uma centena de profissionais da mídia. Ali, abriu uma ideia que será apresentada a Alckmin já no primeiro encontro. É a que encampa uma das propostas de governo do adversário eleitoral José Serra, a de construir creches em terrenos estaduais próximos a estações de metrô.
"Se esses terrenos existem, vou saber do governador quais são e como podemos fazer uma parceria tripartite. O governo do Estado cede as áreas, o governo federal libera recursos para a construção das creches e a Prefeitura se encarrega de mantê-las em funcionamento", resumiu Haddad. Tão simples assim.
Sobressaiu, na resposta, um traço forte do perfil do futuro prefeito.
"Ele deve ser visto por três ângulos: o administrador, porque é formado na matéria, o advogado, outro título acadêmico que ele tem, e o filósofo, porque Haddad é mestre", lembra um de seus colaboradores mais próximos durante a campanha.
"Ele não é ótimo?", devolveu ao 247 o ex-adversário Gabriel Chalita, num sorriso, sobre o que achara do primeiro discurso de Haddad. Após a certeza matemática da vitória, o prefeito cravou expressões como derrubar "o muro da vergonha" entre pobres e ricos, num discurso elogiado.
Frente a Dilma, Alckmin e Kassab, com quem irá tratar sobre a fase de transição de informações de governo, de fato Haddad já pareceu agir muito mais como administrador do que como político. Em lugar de um discurso partidário, preferiu sublinhar aos três executivos públicos aspectos que tendem a fazer diferença no dia a dia de sua ação na Prefeitura. Até mesmo com Lula, após os festejos a portas fechadas, ele já tratou de iniciar a montagem da administração, abrindo espaço, é claro, para o ex-presidente dar tantos palpites, sugestões e ordens quantas quiser.
O Haddad administrador igualmente mostrou sua marca durante a campanha, ao exigir de sua equipe de técnicos a conta precisa de gastos no orçamento municipal, a título de subsídios, para sustentar o valor para o público do bilhete único com validade de seis horas para o sistema de transporte coletivo na capital.
"Até que a conta fechasse, ele, pessoalmente, barrou a divulgação da proposta no programa de televisão", contou ao 247 um integrante da campanha. "Essa análise levou uma semana para ficar pronta. Havia quem quisesse lançá-la o quanto antes, porque precisávamos de fatos novos, mas ele não deixou. Só colocou a proposta no ar depois que teve a certeza que poderia cumprir a promessa em caso de ser eleito".
Na torturante marcha da campanha eleitoral, na qual ele, primeiro, empacou abaixo dos 3% das intenções de voto, em seguida ficou parado na casa dos 8% para, só então, e até mesmo por um golpe de sorte, avançar paulatinamente até os 29% que o levaram ao segundo turno, Haddad exerceu mais de uma vez sua face de advogado. Ele pediu rigor no acompanhamento dos programas eleitorais do adversário José Serra, o que lhe valeu a conquista, ao longo do segundo turno, de quase vinte minutos na exposição tucana.
Filósofo, relatou um de seus parceiros, Haddad procurava ser nos momentos de corpo a corpo com a população. "Ele assumiu, discretamente, diante das pessoas mais humildes, um papel de mestre com sabedoria suficiente para ouvir mais do que falar. Quando gostava de uma idéia vinda de quem quer que fosse entre o público, telefonava em seguida para o João Santana (responsável pelos programas de tevê do PT) e pedia o aproveitamento daquilo de alguma forma".
Metódico, Haddad reservou diversas terças-feiras, ao longo de toda a campanha, para ir à sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Ali, a cada semana coordenava debates que iam à exaustão em torno de diferentes pontos de seu programa de governo. Firmados os consensos, o próprio Haddad orientava os técnicos de sua equipe sobre como incluí-los em seu programa de governo. É certo, aliás, que o livro com as propostas do candidato para a cidade será bem mais que uma peça de propaganda. Será, isso sim, para quem é visto entre os intelectuais como marxista, a sua bíblia. "Nosso programa foi discutido, compreendido e muito bem aceito. Tudo o que iremos fazer está ali", confirma o próprio Haddad.
Outra de suas promessas é o que chama de transparência da informação. "Vai ser tudo online", crava, em relação à divulgação de informações sobre a Prefeitura. "Iremos estabelecer datas para a divulgação de dados do município. No dia combinado a informação vai estar acessível pela internet. Vai acontecer, muitas vezes, de você (quem acessar) ter a informação antes que eu, se acessou antes. E isso não será problema nenhum. O governo municipal será transparente. Não iremos brigar contra fatos e números". A cobrar...
Nas conversas de 247 com os mais próximos a Haddad, a palavra "político", para defini-lo, quase não apareceu. Certamente porque, agora, ele pretende ser cada vez menos político, mas, no fundo, para sê-lo cada vez mais. Explica-se: com sua missão impossível cumprida, Haddad sabe que não precisa ocupar manchetes com o que se conhece como 'factóides' – a expressão usada pelo hoje vereador eleito no Rio de Janeiro Cesar Maia para justificar a necessidade permanente de os políticos ocuparem manchetes com juras que eles mesmos sabem que não irão cumprir.
Dá para enxergar, ainda, Haddad como um prefeito que será obsessivo pela produtividade. Reduzir o atual número de 27 secretarias municipais deverá ser a primeira medida que ele irá anunciar oficialmente. Ao mesmo tempo, um novo organograma para a máquina municipal já vai sendo desenhado, com mais poderes para os subprefeitos. Funções intermediárias na máquina administrativa igualmente serão prestigiadas, como forma de fortalecer elos de cadeias de comando. Para enfrentar, com agilidade, a endêmica corrupção na máquina municipal, Haddad já disse que irá criar a Controladoria Geral do Município, órgão anterior ao Tribunal de Contas. Deverá funcionar como um juizado de causas de todos os tamanhos, apontando falcatruas administrativas onde quer que elas aconteçam. Pode-se esperar, assim, uma grande cascata de denúncias sobre o mau funcionamento da máquina administrativa.
Esse modelo de trabalhar como prefeito, abrindo o leque de cargos com responsabilidade maior, e que pode ser visto como descentralizador -- bem ao contrário do modismo de décadas, pelo qual pegava bem um político deixar correr sobre si mesmo a fama de ser "centralizador" -- foi apresentado por Haddad ao presidente Lula, numa distante conversa, travada em 2005, quando o futuro prefeito acabara de assumir o Ministério da Educação. Presente estava a primeira-dama Marisa Letícia. Haddad disse a Lula que, diante da crise política que o cercava, com a eclosão dos primeiros estrondos do mensalão, o governo só teria uma saída. A de aumentar a produtividade da gestão. Não só Lula, mas também d. Marisa gostou daquele papo do novo colaborador presidencial. Ele começou, ali, a ganhar a confiança de ambos -- e parte do resultado dessa conexão se vê agora.
"Haddad tem claro que foi eleito prefeito para 'prefeitar' e não para politizar", conta um dos quadros de sua área política. "Não se concebe outro projeto para ele que não seja o de cumprir integralmente o mandato e se candidatar, com naturalidade, à própria reeleição", completa. "Isso quer dizer que ele sabe exatamente o que tem de fazer pelos próximos quatro anos para ter outros quatro anos para fazer mais do mesmo. Só depois disso será vida que segue", filosofa o amigo do prefeito.
São Paulo, após ter em Gilberto Kassab um prefeito que dedicou todo o seu tempo livre e grande parte do horário de expediente para criar um partido político, o PSD; lembrar do anterior José Serra como aquele que ficou apenas um ano e sete meses para se trampolinar para o governo do Estado; recordar de Marta Suplicy, antes de ambos, pela gestão marcada pela emotividade; ter eleito o anódino Celso Pitta; consagrado, à época, o neoaliado petista e indefectível Paulo Maluf; surpreendido ao dar o voto à classista Luíza Erundina; e ter dado uma importantíssima contribuição ao folclore político com o histriônico (e, em muitos setores, competente) Jânio Quadros; essa São Paulo agora elegeu um prefeito que não quer ir além das sandálias que lhe foram oferecidas pelo povo. O negócio dele vai ser, como disse a boa fonte de 247, prefeitar.
Brasil 247
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Eleições 2012: o julgamento do "julgamento"
Depois do ex-presidente Lula, o maior vencedor das eleições 2012 foi o Partido dos Trabalhadores.
Ué, desmoronou o plano jurídico-midiático? O Julgamento do Mensalão, acelerado no Supremo Tribunal Federal, associado ao massacre diuturno da mídia corporativa, deveria fazer o PT em mil pedaços, arrebentando de uma vez por todas ou pelo menos comprometendo seriamente a agremiação popular.
O quadro que emerge do pleito é muitíssimo diverso do que planejou a direita obscurantista . O PT cresceu e o PSDB encolheu. Na cidade de São Paulo, então, foi um arraso. O golpe nos tucanos foi dramático.
O que houve? Como explicar tamanho fracasso?
Por que o povão não deu bola pro Julgamento do Mensalão?
QUEM TEM DOMÍNIO DO FATO, NA DEMOCRACIA,
É O POVO

O que ocorreu neste domingo, de certa forma, foi o julgamento do julgamento. E apesar das análises que apontam a fragmentação do poder, o PT avançou e seu maior adversário encolheu, a despeito do maior massacre midiático contra um partido já visto no País; artigo exclusivo para o 247 de Breno Altman
Os resultados das eleições municipais, concluído o segundo turno, evidenciam sólido avanço do Partido dos Trabalhadores. Apesar de alguns importantes insucessos localizados (como Salvador e Fortaleza), a agremiação atingiu vários objetivos estratégicos.
O PT sagrou-se como a legenda mais votada do primeiro turno, com 17,3 milhões de sufrágios e um crescimento de 4% sobre 2008. Aumentou em 15% o número de prefeituras que irá governar (634 contra 550). Deu salto de 16% para 20% no total do eleitorado sob sua gestão municipal. Acima de tudo, pelo peso político e simbólico, reconquistou o governo da cidade de São Paulo.
Apesar de aparente dispersão da hegemonia sobre o poder local, com o surgimento do PSD de Kassab e a expansão do PSB de Eduardo Campos, a pedra de toque das eleições concluídas nesse domingo foi o fortalecimento do maior partido da esquerda, em contraposição ao encolhimento de seu principal antagonista à direita, o PSDB.
Os tucanos perderam massa de votos (queda de 5,02%, de 14,5 para 13,8 milhões), além de número de prefeitos (de 787 para 704) e vereadores (de 5,9 para 5,2 mil). Foram surrados no sul e sudeste do país, que antes consideravam sua fortaleza. E foram duramente golpeados na sua principal cidadela: além de perderem a capital paulista, estão cercados pelo cinturão vermelho que se consolidou na área metropolitana de São Paulo.
Muitos analistas da imprensa tradicional estão atônitos. Tentam atropeladamente fugir às óbvias conclusões sobre o processo eleitoral. Ora ensaiam dar ênfase a uma suposta fragmentação do voto, ora dirigem olhos para uma eventual terceira via na polarização nacional, com a ascensão do PSB. Não passam de manobras diversionistas. A aposta que faziam era derrotar o PT e diminuir gravemente seu peso político. Perderam, e feio.
A estratégia antipetista repousava no julgamento do chamado “mensalão”. Estabeleceu-se acosso midiático jamais visto sobre a corte suprema, para buscar a degola de líderes históricos da sigla governista, apresentados à opinião pública, diuturnamente, como bandidos com sentença transitada em julgado pelos mais impolutos homens e mulheres da nação.
O espetáculo de exceção foi além de seu limiar processual. Os votos de vários ministros, ao vivo e em cores, constituíram-se em declarações moralmente condenatórias contra o PT e o governo Lula.
À oposição de direita e aos grandes veículos de comunicação, somou-se, no palanque das denúncias contra dirigentes petistas, a maioria do STF. O centro da disputa política, com o julgamento, trasladou-se para o tribunal, com a expectativa de sacramentar institucionalmente a existência do esquema para compra de apoio parlamentar entre 2003 e 2005. Desde às vésperas do golpe militar não se via tamanha operação de desgaste contra um partido.
O que se esperava, quando a deliberação togada chegasse às ruas, era o derretimento do PT. Na pior das hipóteses, ao menos um sensível encolhimento e a derrocada na tentativa de conquistar a maior cidade brasileira. No auge da ofensiva, não faltaram vozes que vaticinavam o ocaso da liderança de Lula. Mas as forças de direita viram ruir seus sonhos e tomaram uma tunda histórica.
Os áulicos do reacionarismo ainda não entendem o que se passou. O porquê da patuleia não dar bola para o julgamento na hora de votar. A mídia corporativa é obrigada a engolir, pela terceira vez, o fel de sua progressiva insignificância na formação de almas e mentes. Não conseguem aceitar que os pobres da cidade e do campo, secularmente condenados pela oligarquia à ignorância, ao desespero e à exclusão cultural, sejam capazes de forjar sua própria consciência de classe.
Os dez anos de governo petista, com seus altos e baixos, mudaram a vida de milhões. De dezenas de milhões. Pela primeira vez a multidão de miseráveis viu sua vida melhorar, de forma estável e duradoura. Aumentaram a renda, a oferta de trabalho, o acesso à educação e moradia, o sentimento de autoestima. Os vínculos de identidade com o partido responsável por essas mudanças, e principalmente com seu maior líder, foram se consolidando.
Os despossuídos, que antes eram majoritariamente reserva de mercado para distintos projetos políticos das elites, vão passando a ter lado, o seu próprio lado. A identificar amigos e inimigos, lógicas em conflito, a verdade dos fatos. Esse processo dolorido, mas enraizado, fabrica um escudo contra a manipulação midiática. E serviu de vacina contra o julgamento do “mensalão”.
Enormes massas de eleitores, apesar de expostos à chacina contra líderes petistas na corte suprema, não compraram gato por lebre. Não aceitaram a agenda que a direita lhes quis impor. Mesmo sensibilizados com o discurso anticorrupção, intuem sua falsidade nesse episódio, sua utilização como instrumento político-eleitoral.
De múltiplas formas, compreenderam que seria algo contrário a seus interesses, que poderia ameaçar o partido e o governo que abriram as portas para a emergência dos pobres como protagonistas do desenvolvimento.
Os conservadores estão, assim, desacorçoados com a indiferença do povaréu diante do espetáculo no qual empenharam todas as suas energias. De alguma maneira, ao menos simbolicamente, foi o julgamento do julgamento. Como disse um eleitor essa madrugada, na rede social: quem tem o domínio do fato, na democracia, é o povo.
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Haddad acerta com Dilma pacote bilionário de parcerias
Começou bem!
O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, encontrou a presidenta Dilma Rousseff, no Planalto, para agradecer o apoio e iniciar conversas sobre parcerias nas áreas de saúde, educação, transporte e outras.
Ótima notícia! São Paulo precisa mesmo ser reconstruída num "intensivão de cuidados", em várias áreas, depois do abandono dos últimos 8 anos.
Às 17 horas de hoje está marcada uma coletiva de Fernando Haddad em São Paulo.
Imagem da campanha
NO 1º DIA, HADDAD VAI AO PLANALTO: TRABALHAR

"Foi uma conversa de agradecimento, mas já endereçamos alguns assuntos importantes para a cidade", disse o prefeito eleito, após ser recebido por 40 minutos, no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff; "Teremos uma rotina de trabalho para encaminhar as parcerias que foram anunciadas"; área de saúde é prioridade; pacote de parcerias deve ser bilionário; Haddad fala em São Paulo, às 17h00, e depois tira uma semana de descanso
247 - O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, iniciou seu primeiro dia após a vitória eleitoral com uma visita à presidente Dilma Rousseff que mesclou protocolo e encontro de trabalho. Alinhado com a presidente, de quem foi colega como ministro e chefiado no Ministério da Educação, Haddad aproveitou para confirmar o início de entendimentos formais para a criação de grupos de trabalho que irão implementar parcerias nas áreas de saúde e educação, entre outras, entre o governo federal e a Prefeitura. Fazer a Prefeitura de São Paulo deslanchar, com um bilionário pacote de parcerias com a administração federal, é mesmo uma das prioridades do governo. Além dos agradecimentos pelo apoio político da presidente à sua eleição, Haddad afirmou, em entrevista após o encontro de 40 minutos, que já tratou de assuntos administrativos com a presidente.
- Vim agradecer todo o seu empenho, a sua amizade e o seu carinho, mas já estabelecer com ela uma rotina de trabalho. Foi uma conversa de agradecimento, mas já endereçamos alguns assuntos importantes para a cidade. A presidente conhece o meu estilo de trabalho, trabalhamos juntos como ministros e depois fui seu ministro - disse.
- Eu passei por dois ministérios, Planejamento e Educação. Conhecer como a máquina federal funciona poderá ser muito proveitoso. Teremos um grupo de trabalho, discutindo também as parcerias que foram anunciadas e gostaria de ver implantadas na cidade em torno dos eixos estruturais do meu programa de governo – afirmou.
O prefeito eleito disse também ter conversado amenidades com a presidente, mas reconheceu que o tema da dívida foi discutido no encontro.
- Não entramos em temas específicos, tangenciamos esse assunto. Todos comungamos do mesmo objetivo de fazer uma parceria em torno de todos os temas de interesse de São Paulo. Esse assunto é presente nas nossas conversas, mas há também os investimentos federais que pretendo levar para São Paulo - afirmou.
Haddad comentou o papel da presidente e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua eleição:
- Eles são figuras centrais no cenário nacional - disse, acrescentando o papel de Lula na sua administração:
- É um conselheiro de todos nós.
Do Planalto, Haddad, acompanhado da mulher, Ana Estela, seguiu para o Ministério da Educação:
Tenho certeza de que uma parte do êxito em São Paulo tem muito a ver com o que os professores e professoras do Brasil conseguiram na minha gestão. Uma forma de homenageá-los é visitar meus amigos do MEC. Haddad disse que vai descansar até a próxima semana e, então, passará a cuidar da transição. O grupo que cuidou do programa de governo, coordenado por Antônio Donato, vai fazer a transição. Antes de anunciar o secretariado, disse o prefeito eleito, será discutido o organograma da prefeitura de São Paulo.
Brasil 247
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Fernando Haddad Prefeito! São Paulo em festa !!!
Eu sou o segundo "poste" do Lula...
(Fernando Haddad, comemorando a vitória na Avenida Paulista)
Dia lindo em São Paulo. Sol brilhando logo cedo, céu muito azul, ar puro, limpo, pássaros cantando, gente feliz nas ruas, indo para o trabalho...
A cidade amanheceu em festa!
28 de Outubro de 2012: Dia da Libertação de São Paulo.
Fernando Haddad foi eleito ontem Prefeito da cidade.
Imagem da campanha
Depois de eleger Dilma Rousseff sua sucessora, "São Lula" e seu extraordinário gênio político elegem mais um "poste".
Outros "postes" virão. O coração do ex-presidente é generoso, sensível, intuitivo. E sua inteligência política sabe que precisa ir promovendo uma renovação no partido e na política. Quadros não faltam ao PT e aos partidos verdadeiramente progressistas...
São Paulo não pode parar. A vida anda para a frente. É preciso olhar para os próximos anos e para o futuro. "Postes" não faltarão para disseminar as Trevas. De poste em poste, Lula vai iluminando o Brasil...
São Paulo mais uma vez agradece e comemora!
Viva São Paulo !!! VIVA O POVO BRASILEIRO !!!
Convido todos a assistir a mais um vídeo com imagens da amorosa e acolhedora cidade de São Paulo, a maior cidade do Brasil, uma das maiores do planeta, onde 11 milhões de pessoas das mais variadas origens convivem em harmonia.
A cidade que não pára nunca, vibrante, pujante, belíssima...
Link do vídeo
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