“Mensagem da Presidenta Dilma Rousseff, por ocasião do anúncio do encerramento da carreira profissional do jogador Ronaldo
Neste momento de despedida, quero enviar minha saudação ao jogador Ronaldo Luís Nazário de Lima, um brasileiro que se tornou Fenômeno. Um dos jogadores mais talentosos da história do futebol, Ronaldo conquistou dois Mundiais com a Seleção Brasileira e é, até hoje, o maior artilheiro de Copas do Mundo. Em plena atividade, o jogador, que foi um exemplo de superação, já tinha se tornado uma verdadeira lenda. Todos nós, brasileiros, seremos eternamente gratos pelas alegrias que ele nos proporcionou e pelo que fez em prol do prestígio do Brasil no mundo dos esportes.
Dilma Rousseff
Presidenta da República”
Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
Tradutor
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A presidenta recebe o artista
Já havíamos noticiado aqui que o artista pernambucano Romero Britto, radicado nos Estados Unidos, havia feito um retrato estilizado da Presidenta Dilma, com a diversidade das cores do Brasil. E publicado anúncio de página inteira na revista dominical do jornal The New York Times homenageando Dilma e todas as mulheres.
Hoje a presidenta recebeu o quadro das mãos do artista, no Palácio do Planalto.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Hoje a presidenta recebeu o quadro das mãos do artista, no Palácio do Planalto.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
"Doutora" em quê?
Primeira coisa: o cidadão e a cidadã precisam saber que "doutor" é quem tem doutorado. Um título universitário, obtido após anos de estudo, pesquisa e defesa de tese, geralmente precedido por um mestrado.
Começa por aí.
Quando o cidadão e a cidadã assumirem uma postura menos subserviente, mais altaneira, as coisas começarão a tomar um outro rumo.
Não se pode esperar que quem detém o poder tenha a grandeza de abrir mão dele ou compartilhá-lo. Pode acontecer. Mas não é a regra.
A revolução começa no dia a dia. Nas pequenas coisas. Nas situações mais singelas. De baixo para cima. Nas ruas e nas praças, como acabaram de nos ensinar os egípcios. Mas também em cada situação particular do cotidiano.
Sem tiro. Sem bomba. Sem sangue. Sem morte. Sem estardalhaço.
Com cidadania.
A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, mas uma situação do cotidiano como a relatada abaixo demonstra claramente, descaradamente, até, aquilo que todos estamos cansados de saber: uns são "mais iguais" que os outros... Alguns são infinita e dolorosamente "mais iguais". Como a "doutora" da estória abaixo.
Será que a "doutora" fez doutorado? Por que ela se coloca acima do Bem e do Mal, e pior: acima das leis?!... Quem lhe delegou tanta importância e poder? Quem a transformou numa "cidadã de primeiríssima classe", numa VIP (Very Important Person), com direito a rir, tripudiar, menosprezar não apenas uma simples empregada doméstica, mas todos nós?
Começa por aí.
Quando o cidadão e a cidadã assumirem uma postura menos subserviente, mais altaneira, as coisas começarão a tomar um outro rumo.
Não se pode esperar que quem detém o poder tenha a grandeza de abrir mão dele ou compartilhá-lo. Pode acontecer. Mas não é a regra.
A revolução começa no dia a dia. Nas pequenas coisas. Nas situações mais singelas. De baixo para cima. Nas ruas e nas praças, como acabaram de nos ensinar os egípcios. Mas também em cada situação particular do cotidiano.
Sem tiro. Sem bomba. Sem sangue. Sem morte. Sem estardalhaço.
Com cidadania.
A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, mas uma situação do cotidiano como a relatada abaixo demonstra claramente, descaradamente, até, aquilo que todos estamos cansados de saber: uns são "mais iguais" que os outros... Alguns são infinita e dolorosamente "mais iguais". Como a "doutora" da estória abaixo.
Será que a "doutora" fez doutorado? Por que ela se coloca acima do Bem e do Mal, e pior: acima das leis?!... Quem lhe delegou tanta importância e poder? Quem a transformou numa "cidadã de primeiríssima classe", numa VIP (Very Important Person), com direito a rir, tripudiar, menosprezar não apenas uma simples empregada doméstica, mas todos nós?
A procuradora e a empregada
RUTH DE AQUINO
Era uma noite de segunda-feira. Há um mês, a procuradora do Trabalho Ana Luiza Fabero fechou um ônibus, entrou na contramão numa rua de Ipanema, no Rio de Janeiro, atropelou e imprensou numa árvore a empregada doméstica Lucimar Andrade Ribeiro, de 27 anos. Não socorreu a vítima, não soprou no bafômetro. Apesar da clara embriaguez, não foi indiciada nem multada. Riu para as câmeras. Ilesa, ela está em licença médica. A empregada, com costelas quebradas e dentes afundados, voltou a fazer faxina.
Na hora do atropelamento, Ana Luiza tinha uma garrafa de vinho dentro da bolsa. Em vez de sair do carro, acelerava cada vez mais, imprensando Lucimar. Uma testemunha precisou abrir o carro para que Ana Luiza saísse, trôpega, como mostrou o vídeo de um cinegrafista amador.
Rindo, Ana Luiza disse, para justificar a barbeiragem: “Tenho 10 graus de miopia, não enxergo nada”. E, sem noção, tentou tirar os óculos do rosto de um rapaz. A doutora fez caras e bocas na delegacia do Leblon. Fez ginástica também, curvando e erguendo a coluna. Dali, saiu livre e cambaleante para sua casa, usando um privilégio previsto em lei: um procurador não pode ser indiciado em inquérito policial. Não precisa depor. Não pode ser preso em flagrante delito. Não tem de pagar fiança. A mesma lei exige, porém, de procuradores um “comportamento exemplar” na vida. Se Ana Luiza dirigia bêbada, precisa ser afastada. Se estava sóbria, também, pela falta de decoro.
Foi aberta uma investigação disciplinar e penal contra ela em Brasília, no Ministério Público Federal. Levará cerca de 120 dias. Enquanto seus colegas juízes a julgam, Ana Luiza Fabero está em “férias premiadas” no verão carioca. Ela não respondeu a vários e-mails e a assessoria de imprensa da Procuradoria informou que o procurador-chefe não falaria nada sobre o assunto porque “o processo está em Brasília”.
Lucimar está traumatizada, com medo de se expor, porque a atropeladora tem poder. Não procurou um advogado. Nasceu na Paraíba e acha que nunca vai ganhar uma ação contra uma procuradora do Trabalho. Lucimar recebe R$ 700 por mês, trabalha em casa de família, tem um filho de 6 anos e é casada com Aurélio Ferreira dos Santos, porteiro, de 28 anos. Aurélio me contou como Lucimar vive desde 10 de janeiro, quando foi atropelada na calçada ao sair do trabalho: “Minha mulher anda na rua completamente assustada e traumatizada. Estou tentando ver um psicólogo, porque ela não dorme direito, acorda toda hora com dor. É difícil até para ela comer, porque os dentes entraram, a boca afundou. Estamos pagando tudo do nosso bolso, particular mesmo, porque no hospital público tem muita fila”.
A atropelada, traumatizada, nem procurou advogado. Acha que nunca ganharia uma ação contra a doutora.
Lucimar quebrou duas costelas, o joelho ficou bastante machucado, o rosto ficou “todo deformado e inchado”, segundo o marido. Ela tirou uma licença médica de dez dias, mas foi insuficiente. Recomeçou a trabalhar há duas semanas, ainda com muitas dores.
O encontro entre a procuradora e a empregada é uma fábula de nossa sociedade desigual. A história sumiu logo da imprensa. As enchentes de janeiro na serra fluminense fizeram submergir esse caso particular e escabroso. Um mês seria tempo suficiente para Ana Luiza Fabero ao menos telefonar para a moça que atropelou, desculpando-se e oferecendo ajuda. Nada. Além de falta de juízo, ela demonstrou frieza e egoísmo. Vive na certeza da impunidade.
“Somos um país de senhoritos, não carregamos nem mala”, diz o antropólogo Roberto DaMatta, autor do livro Fé em Deus e pé na tábua. DaMatta associa a violência no trânsito brasileiro a nossa desigualdade. Usamos o carro como instrumento de poder e dominação social, um símbolo do “sabe com quem você está falando?”.
“Dirigir um carro é na verdade uma concessão especial, porque a rua é do pedestre”, diz DaMatta. Mas nós desrespeitamos o espaço público. “No caso da procuradora e da empregada, juntamos uma pessoa anônima com uma impunível”, afirma. O Estado é usado para fortalecer o personalismo, a leniência e para isentar as pessoas de responsabilidade física. Em sociedades como a nossa, onde uns poucos têm muitos direitos e a grande massa muitos deveres, Lucimar nem sabe que pode e deve lutar.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Dorothy Vive!
Seis anos sem Irmã Dorothy

Na semana em que se completam seis anos do assassinato de Dorothy Stang (a missionária foi assassinada dia 12 de fevereiro de 2005), o comitê batizado com o nome da norte-americana realiza uma programação em Belém e em Anapu, município da região do Xingu onde ela militava na defesa dos direitos humanos e do meio ambiente.
Em 12 de fevereiro de 2005, Dorothy foi abatida a tiros por pistoleiros, dentro do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança. Cinco dos quatro cumprem pena de prisão, enquanto Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão", recorre da condenação em liberdade.
O lançamento da "Semana Irmã Dorothy! Uma Sagrada Herança a ser Defendida" aconteceu, na praça da República, no centro da capital paraense. Os militantes do Comitê Dorothy fizeram um manifesto silencioso, com o rosto da missionária estampado em cartazes que foram fincados na grama.
O ato aconteceu ao lado do Movimento pela Vida (Movida), ONG que reivindica justiça na solução de crimes de assassinatos ocorridos em Belém. "A herança da Irmã Dorothy é vasta. Ela defendia a floresta, os PDS Esperança e Virola Jatobá, foi uma educadora e defensora dos direitos humanos", lembra um dos coordenadores do comitê, Dinailson Benassuly. "Ela é a nossa mártir", ressalta.
O comitê foi criado para pressionar as autoridades para que os acusados do crime fossem levados a júri popular. Benassuly observa que a entidade já cumpriu o seu papel no Pará. "Estamos esperando este ano como é que vai ser em Brasília. O Ministério Público e os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) estão vigilantes no Supremo Tribunal Federal (STF)", destaca Benassuly. Hoje, o comitê começa a investir no combate ao tráfico de pessoas e do trabalho escravo.
Ir. Dorothy! Uma sagrada herança a ser defendida!
Era dia 12 de fevereiro de 2005, no meio da floresta Amazônica, no município de Anapu – PA, no lote 55 do PDS chamado “Esperança”. Eis a cena: Um corpo estendido no chão, uma senhora, alvejada com seis tiros, imersa numa poça de sangue e com o corpo molhado pela chuva, típica dessa época do ano.
Essa mulher tinha um nome Dorothy Stang. Era Ir. Dorothy, missionária norte-americana, naturalizada brasileira, que doou a maior parte de sua vida no auxílio aos que mais precisavam, fazendo-se pobre entre os pobres, sendo sua voz, sendo sua força, sendo sua esperança. Quando mataram Ir. Dorothy, eles tentaram matar a esperança de todo um povo. Um povo sofrido pelo avanço das fronteiras agrícolas, que por causa do Agronegócio, que enriquece a uns poucos mega fazendeiros, destrói a vida de milhares de inocentes.
Esse povo é o povo simples da floresta, que consegue conviver com ela sem derrubá-la, que preserva a natureza e conhece a terra como ninguém. Esse povo é o povo que sofre vendo a madeira sendo roubada. Esse povo é o povo que sofre vendo a terra sendo-lhes tirada. Esse povo é o povo que sofre vendo e sentindo a força da pólvora e do chumbo que ceifa a vida de famílias inteiras, através da violência dos pistoleiros e do dinheiro dos grileiros. Esse povo é o povo que não tinha voz, que não tinha esperança, que não tinha força, mas encontrou naquela senhora o alívio de suas dores.
Ela lhes deu voz junto às autoridades, ela lhes deu visibilidade em meio ao mundo globalizado, ela assumiu para si uma luta que não era sua, mas passou a ser quando no ímpeto de fazer Jesus conhecido e amado, conheceu o sofrimento desse povo e passou a sofrer com ele suas dores.
Ir. Dorothy era muito mais que uma simples religiosa que anunciava o Evangelho, era uma mulher de fibra que vivia o Evangelho, que encarnava o Evangelho em sua vida. Muito mais que pregadora da Palavra de Deus ela era Testemunha e semeadora do Reino de Deus. Era muito mais que líder, era liderança! Era muito mais que amiga, era amor! Era muito mais que conselheira, era exemplo!
Qual o seu legado, qual a sua herança? A herança de Ir. Dorothy é a certeza de que não estamos sós, de que juntos podemos muito mais do que sozinhos, é a certeza de que quando acreditamos no Estado de Direito e procuramos as pessoas certas, fazendo as pressões certas, buscando o caminho certo, nada pode dar errado. Que a força do povo organizado, que busca garantir a manutenção de seus direitos e exercer os seus deveres é imensurável. A certeza de que diante do gigante Golias que é o Agronegócio, a grilagem de terras, nós somos o pequeno, porém corajoso, Davi, que com cinco pedrinhas derruba o gigante.
Seis anos após seu martírio, somos levados a olhar o que essa mulher nos deixou. Ir. Dorothy nos deixa como legado a responsabilidade de preservar a floresta de pé. A responsabilidade de denunciar todo e qualquer tipo de ameaça à integridade da floresta e de seu povo. Ela nos deixa como legado um povo que soube se organizar e hoje já começa a produzir. Onde há seis anos existia uma esperança, hoje existe uma realidade.
No entanto, ainda paira o medo no ar. Os pistoleiros ainda tiram a vida de trabalhadores indefesos, a madeira ainda é retirada, terras continuam a ser roubadas, assassinos ainda andam à solta pelas ruas. Tudo pelo que Ir. Dorothy lutou ainda não foi conquistado plenamente. Por isso essa herança não é só para ser relembrada, mas para ser defendida.
Tentaram calar Ir. Dorothy, mas hoje nós somos sua voz, quiseram pela força das balas acabar com um sonho, mas hoje nós somos os grandes responsáveis de fazer o sonho se tornar realidade. Ir. Dorothy, não foi enterrada, ela foi semeada! E nós somos os frutos dessa semeadura, nós temos a imensa responsabilidade de fazer com que a voz que vem da floresta ressoe cada vez mais alto, pelo mundo todo.
“A morte da Floresta é a nossa morte”. Temos que conscientizar o mundo do que acontece no nosso Pará, temos que mostrar ao mundo as atrocidades que ainda são cometidas. Ir. Dorothy foi assassinada, mas continuará viva enquanto houver um coração que ame a floresta e lute por ela.
Celebramos seis anos de sua morte, não com tristeza, nem ódio, mas com uma esperança renovada, porque a cada dia mais pessoas se unem ao nosso coro, a cada dia mais pessoas assumem para si essa luta que não era apenas a luta de Ir. Dorothy, nem mesmo a luta de um povo. Mas essa luta, que hoje assumimos também para nós, é a luta por uma Amazônia Livre!
A esperança não foi vencida, a luta não terminou, a morte não teve a última palavra. A dor deu lugar à garra, o medo deu lugar à coragem, a incerteza deu lugar à confiança. O sonho não acabou, a batalha ainda não chegou ao fim, mas cantamos com esperança renovada: “Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada de novo. No olhar da gente a certeza de irmãos, reinado do povo!”
Dorothy vive!
Pe. Carlos Augusto Azevedo da Silva, presbítero, incardinado na Arquidiocese de Belém, Pároco de Sta. Maria Goretti, no bairro do Guamá, Belém-PA, publicado no blog Dorothy Vive Sempre!
Dilma e a bandidagem engravatada
Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia.
(Presidenta Dilma Rousseff, discurso de posse no Congresso)
A corrupção no setor público, graças à cultura da impunidade, corre solta em todos os níveis. Como uma praga, se alastra em todas as direções. Por todas as esferas. Das grandes capitais às cidadezinhas mais longínquas. A bandidagem engravatada há séculos atua sem pudor, sem medo, descaradamente.
O cidadão silencia geralmente por medo. Ou por desconhecimento sobre como exigir reparação a seus direitos. A mídia silencia muitas vezes por cumplicidade. Ou irresponsabilidade.
Mas há os que se levantam, se alteiam, se dispõem a combater o bom combate. A presidenta já mostrou que é mulher de luta, corajosa, ex-guerrilheira, guerreira. No Legislativo também há vozes que entoam o coro do combate a esta chaga. Como a do ex-delegado e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB), que já no início do seu primeiro mandato apresentou projeto de lei visando enfrentamento mais eficaz dos crimes de peculato e corrupção ativa e passiva.
Como delegado da Polícia Federal, o doutor Protógenes ficou muito conhecido pelo comando da Operação Satiagraha contra o banqueiro Daniel Dantas e outros infratores de colarinho branco.
A República, como até as pedras da rua sabem, sustenta-se em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não basta ter uma presidenta que coloca o País e o interesse público acima de tudo. Não é suficiente parlamentares "tolerância zero" com criminosos de terno e gravata e criminosas de sapato de bico fino... O Judiciário, que tem deixado muito a desejar à sociedade brasileira, precisa começar a fazer urgentemente sua parte: cumprir a Constituição Federal, aplicar com rigor o ordenamento jurídico.
Abaixo mais informações sobre o projeto apresentado pelo delegado-deputado.
Protógenes quer igualar penas de corrupção e homicídio
De acordo com proposta, agentes públicos envolvidos em casos de enriquecimento ilícito estariam sujeitos a penas de 12 a 30 anos de prisão, além de multa a ser fixada pelo juiz
Em seu primeiro “dia útil” de trabalho na Câmara, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou nesta quinta-feira, 3, um projeto de lei que iguala a pena do condenado por corrupção à pena do condenado por homicídio qualificado. Na proposta de alteração da Lei de Improbidade Administrativa apresentada pelo deputado, os agentes públicos envolvidos em casos de enriquecimento ilícito estariam sujeitos a penas de 12 a 30 anos de prisão, além de multa a ser fixada pelo juiz de acordo com o dano causado ao erário. Atualmente, o Código Penal prevê uma punição de 2 a 12 anos e multa. Seriam enquadrados na nova lei os agentes públicos no exercício do mandato, cargo ou função pública, acusados de peculato, corrupção passiva e ativa.
O deputado propõe a alteração do Decreto-Lei 2.848 do Código Penal de 1940, do Decreto-Lei 3.689 do Código de Processo Penal de 1941 e da Lei 8.429 de 1992. O deputado também propõe a priorização dos processos de improbidade administrativa. “Terão prioridade de realização todos os atos e diligências nos processos e procedimentos judiciais e administrativos, em qualquer instância, destinados a apurar a prática de ato de improbidade”, acrescentou o deputado, em sua proposta.
Na justificativa, o deputado - que foi delegado da Polícia Federal e responsável por operações que culminaram com a prisão de políticos e banqueiros - disse que a corrupção “é uma das principais chagas do Brasil”. O ex-delegado argumentou também que o País ficou em 75º lugar no ranking de 2008 da Percepção de Corrupção, da ONG Transparência Internacional. Segundo o deputado, a corrupção alimenta o tráfico de drogas e resulta num prejuízo de R$ 69,1 bilhões ao Estado por ano, citando estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, de 2010.
“Um dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no País. Essa cultura é ainda mais presente entre os administradores públicos”, afirmou o deputado. Protógenes citou também, na justificativa do projeto, um trecho do discurso de posse da presidente Dilma Rousseff, em que ela citou que a corrupção “será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia”.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Alencar e Dilma: política e carinho
"Esta, às vezes, dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
“O correr da vida” – diz ele – “embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
É com essa coragem que vou governar o Brasil.
Mas mulher não é só coragem. É carinho também."
(Dilma Rousseff, discurso de posse no Congresso Nacional)
Reproduzo abaixo parte de notícia do Portal iG sobre a visita da presidenta Dilma ao ex-vice-presidente José Alencar, ontem, em São Paulo.
Também de momentos de ternura e carinho vive a política.
Emocionado, Alencar canta "A Flor e o Espinho" para Dilma
"Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor", diz a música que ex-vice cantou na UTI do hospital
Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 10/02/2011
A canção foi a forma que Alencar encontrou de comemorar a vitória de Dilma na disputa presidencial. Ele havia prometido a ela que dançaria um samba em homenagem ao Rio de Janeiro e um xaxado em homenagem ao Nordeste, lugares onde o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora foi determinante para o resultado das eleições.
Como Alencar não está em condições de dançar, ele cantou segurando Dilma pela mão.
No encontro de hoje, o ex-vice disse à Dilma ter "absoluta confiança de que o País está em boas mãos” e que sabe que ela "fará um grande governo". Neste momento, Dilma chorou novamente.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Dilma: primeiro pronunciamento na TV
A presidenta Dilma Rousseff fez hoje seu primeiro pronunciamento ao povo brasileiro em cadeia de rádio e televisão. A propósito da volta às aulas em todo o País, a presidenta falou sobre "Educação".


Dilma começou saudando pais, estudantes e especialmente os professores pelo início do ano escolar, e convocou todos para unidos dar um "salto de qualidade" na Educação.
Investir na melhoria das condições de trabalho dos professores, aumentar o número de creches, acabar com a progressão automática, criar mais escolas técnicas, melhorar todos os níveis de ensino, acelerar a inclusão digital e implantar a internet rápida, com prioridade nas escolas públicas, eliminar falhas do Enem e Sisu foram alguns dos compromissos firmados pela presidenta em sua fala à nação.
"Esta é a grande hora da Educação brasileira", afirmou Dilma.
Continuando seu pronunciamento, a presidenta lembrou que a principal luta do seu governo é o combate à miséria. E que a educação é ferramenta decisiva para superar a pobreza.
A presidenta apresentou, então, a nova marca do governo federal, o que ela chamou de "lema de arrancada" do seu governo:
Finalizando, a presidenta Dilma lembrou que com os esforços de governo e sociedade na superação da miséria, "a única fome deste país será a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e a fome de igualdade".
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