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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Perseguições contra Blogueira Paulistana se acirram



Edifício do Banespa, símbolo da cidade de São Paulo


Armadilhas, ciladas, emboscadas, atentados. Camuflados, disfarçados. E campanha difamatória, linchamento moral e denunciação caluniosa. É assim que atua o esquema criminoso que ameaça, persegue e esbulha esta ativista, escritora e blogueira, violando seus direitos e colocando em risco sua vida e integridade física. A cidadã blogueira é vigiada 24 horas por dia por 6 câmeras de monitoramento, além de 2 jagunços, que durante o dia todo monitoram, disfarçadamente, as idas e vindas da blogueira. Este embate não é apenas luta pessoal da Blogueira Sônia Amorim, mas constitui grave e violento atentado contra toda a cidadania. Na maior cidade do País, na cidade de São Paulo. 


Casa da Blogueira Sônia Amorim, em Engenheiro Goulart, Penha, cidade 
de São Paulo, sob vigilância todos os dias, o dia todo. E à noite também.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

São Paulo: Há algo de podre no "Reino da Penha"


Algumas "autoridades" do tradicional bairro da Penha (Penha de França), zona leste da cidade de São Paulo, se comportam como se vivessem na Idade Média e como se a localidade fosse uma espécie de feudo, de "reino", independente, apartado do restante do Brasil, com ordenamento jurídico próprio e sob o comando supremo, claro, deles mesmos.


Presidenta Dilma? Congresso Nacional? Código Penal? Constituição Federal? Nem pensar. No "Reino da Penha" estes suseranos, do alto de sua augusta e autoconcedida majestade, fazem as leis segundo suas necessidades e interesses.

Se Luís XIV de Bourbon, na França absolutista, declarou: L' État c'est Moi (O Estado Sou Eu), no "Reino da Penha" os poderosos dizem "A Lei Somos Nós".


                                       Luís XIV de Bourbon, Rei de França, o "Rei-Sol".

Imaginemos uma situação em que tais monarcas absolutos, verdadeiros déspotas "não esclarecidos", atuam. Sempre "nas sombras", é bom que se diga.

Se uma reles, insignificante blogueira resolve defender seus direitos e tem a petulância de não se submeter aos desígnios imperiais dos governantes deste "estado paralelo", os déspotas de plantão partem para cima da insolente, mobilizando todo um aparato repressivo para silenciar a pobre cidadã.

Se um blog pequeno mas altivo, brioso, começa a fazer denúncias que incomodam os que reinam no tal reino, obviamente tal ousadia precisa ser contida e tal "foco revolucionário" deve ser urgentemente calado e extinto, assim como se extinguem, a bel-prazer, ações judiciais "incomodativas"...

No "Reino da Penha", cidadãos (e cidadãs!) podem ter suas vidas e privacidade devassadas por escutas telefônicas clandestinas, câmeras de monitoramento estrategicamente colocadas e vigilância cerrada feita por raivosos "cães de guarda". 

No "Reino da Penha", cidadãos e cidadãs, trabalhadores e ordeiros, podem sofrer intimidações e constrangimentos vários, recebendo a qualquer momento, por exemplo, multas de trânsito fabricadas.

No "Reino da Penha", cidadãs e cidadãos de bem poderão ser perseguidos em processos na "Justiça", igualmente encomendados, onde tais vítimas da truculência e violência institucional, em pleno século 21, serão massacradas em "julgamentos de exceção". Sob "Segredo de Justiça", entre quatro paredes.

No "Reino da Penha", tudo é possível e permitido, já que ali, sob os "Bourbons" e sua grande Corte, ainda imperam a Era Medieval, a "Caça às Bruxas", a Inquisição, a Guilhotina, a Idade das Trevas...

Quando o esbulhado povo do "Reino da Penha" conseguirá se libertar desse jugo obscurantista, tacanho e obtuso?

Quando acontecerá a tão sonhada "Tomada da Bastilha" e a merecida e mais que oportuna Revolução Penhense? 

Quando os cidadãos do "Reino da Penha", subjugados por este esquema opressivo e imperial, conseguirão sair da condição de "súditos" e finalmente respirar o ar limpo e puro da Liberdade, Igualdade e Legalidade, esteios do Estado Democrático de Direito que vigora no restante do Brasil?

                Vista do "Reino". No alto da colina, a Basílica de Nossa Senhora da Penha
                Imagem: Fábio Barros          

Abaixo, mais um artigo do Dr. Paulo Magalhães, advogado, professor de direito e presidente da ong Brasil Verdade, desta vez tratando de alguns mecanismos de dominação que "poderosos" utilizam para vilipendiar o Exercício da Cidadania e espancar o Estado de Direito.                                                           

Liberdade de expressão no "País do Jeitinho"






A Constituição do Brasil protege, como sendo direitos e garantias individuais, a livre manifestação do pensamento (vedado o anonimato), assegurando a todos os cidadãos o acesso à informação. É com base nestes princípios fundamentais que respaldamos a liberdade de imprensa no Estado Democrático de Direito. Isso se não vivêssemos em uma nação em que a posição social vale mais do que a honra e a ética e que a autoridade pública se sobrepõe à verdade – onde os “embargos auriculares” substituem a lei vigente e a administração não tem escrúpulos em “fazer a lei” ao invés de modificar a lei.

Quando alguém se propõe a algo o faz com base nas regras pré-existentes. Ninguém seria idiota o suficiente para adquirir um automóvel se houvesse uma legislação autorizando ao vendedor de veículos tomar posse de todos os bens do comprador após a realização do negócio. Por mais alienada que fosse a pessoa interessada em adquirir um veículo, saberia que logo após a compra o vendedor estaria apto a reaver legalmente o carro vendido e demais bens de propriedade do estúpido comprador. Porém, se essa lei existisse certamente estaríamos até os dias atuais nos locomovendo com o auxílio de tração animal.

Por óbvio, leitor, também seria possível afirmar que hoje, com as leis que vigoram, qualquer juiz que resolvesse decidir em favor do vendedor de automóveis julgando favorável a pretensão de obter todos os bens do comprador com base nesta hipótese haveria de ser afastado da jurisdição e aposentado compulsoriamente… isso se não viesse a ser internado por insanidade. Certamente nenhum de seus pares haveria de dizer que “o colega julgou conforme suas convicções” porque as tais “convicções” não estão alicerçadas pela lei.

Se o exemplo acima é praticamente impossível de ser admitido, vamos desenvolver um mais concebível.

A legislação brasileira autoriza a todos os brasileiros exigir que se apurem práticas criminosas, sejam elas perpetradas por indivíduos comuns sejam realizadas por servidores públicos. Todos sabem que essa cobrança não exclui aqueles que alcançaram altos cargos e patentes na administração – não há “intocáveis” no sistema jurídico nacional. No que diz respeito à investigação criminal todos são iguais perante a lei e devem respeito às normas estabelecidas e ninguém está isento de ter contra si instaurado inquérito para esclarecer àquilo que paira contra si.

Ainda neste raciocínio do tipo “Vavá viu a uva”, ao indivíduo comum é autorizado fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, diferentemente do que ao funcionário público, que somente pode agir com base no que preteritamente foi definido legalmente – exigência administrativa.

Considerando algumas máximas indiscutíveis relacionadas na Carta Magna e também na legislação infraconstitucional, todo cidadão brasileiro e os estrangeiros residentes no País deveriam poder dar publicidade de atos considerados condenáveis praticados por servidores públicos e exigir atuação dos órgãos fiscalizadores sem que viessem a ser punidos antecipadamente por aquilo que expressaram – antes que fossem apuradas as denúncias feitas. Até porque a lei não proíbe que sejam efetuadas delações através da imprensa, mormente com a citação da documentação que sustenta a imputação criminosa e o não anonimato.

Vamos imaginar uma hipótese FICTÍCIA:

Um cidadão comum descobre que determinada autoridade influente, ocupante de cargo de importância, é pedófilo, e que semanalmente seduz crianças para que mantenham com ele relações espúrias. Para conseguir tal objetivo se utiliza de ameaças e constrangimentos outros, evitando desta forma ser desmascarado pelas vítimas impúberes, assim como aterroriza os pais de forma que não se prestam a divulgar o que ocorre.

Com documentos que atestam essa prática e constatando que não existe interesse por parte dos que deveriam coibir tal prática deplorável em confrontar com o ocupante de posição na hierarquia do Poder, o cidadão revoltado faz divulgar essa atividade suspeita e ilegal do tarado.

Sem que houvesse qualquer investigação, sem comprovação de que fossem mentirosas as afirmativas do cidadão inconformado, os colegas e amigos da autoridade cometedora de crime se unem e resolvem que as denúncias são falsas, que o acusado é pessoa ilibada, que não é possível se admitir as imputações que estão sendo feitas a ele e, de forma liminar, condenam e prejudicam de todas as formas o cidadão denunciante. ISSO SEM QUALQUER APURAÇÃO SOBRE O QUE HAVIA SIDO EFETIVAMENTE DENUNCIADO.

E foi assim, usando essa metodologia, que a igreja católica por centenas de anos acobertou a prática insana de alguns padres. Milhares de criancinhas foram possuídas, abusadas e estupradas enquanto o Poder negava peremptoriamente qualquer possibilidade de um religioso apresentar desvios de conduta – como se fossem Deuses. Tudo em uma tentativa desesperada de proteger o corpo institucional.

Por óbvio alguém que tinha a confiança de que haveria de ser instalado o “espírito de corpo” para protegê-lo no caso de “vir à tona” algum deslize que praticara não encontraria limite para suas sanhas, errando e errando enquanto o grupo que lhe era próximo aplaudia seus feitos (que na maioria das vezes eram ilegais e reprováveis) porque assim também agiam. Enquanto isso outro grupo, mesmo sabendo da realidade, se calava na covardia daqueles que não querem se envolver sob a alegação de que “nada tem a ver com isso” ou pior “de que nada sabe, viu ou ouviu”.

Quantas autoridades públicas praticam ou praticaram crimes cujo conhecimento é notório, cujas provas são incontestáveis, em que a documentação é cristalina, e mesmo assim não são punidos porque seus chegados estão dispostos a qualquer ato para proteger a imagem de credibilidade do órgão a que pertence o delinquente? Principalmente desvirtuar os esclarecimentos, omitir informações e até mesmo prevaricar em clara condescendência.

Quantos cidadãos são punidos e sofrem perseguição covarde por parte de agentes dos Poderes constituídos para que sirvam de exemplo intimidador a todos aqueles que resolverem exercer seus direitos? Ato praticado até para inibir o aparecimento de testemunhas das deploráveis ações cometidas debaixo do manto protetor do Estado, usado de forma ignóbil por alguns poucos que não conseguem suportar o exercício da cidadania.

Foi assim que milhões de pessoas vieram a ser legalmente assassinadas por época do holocausto. Com autorizações judiciais e sustentadas por um Ministério Público espúrio e corrupto durante o governo nazista na Alemanha de Hitler. Sob os olhos míopes de alguns juízes e promotores os fornos de Auschwitz, Birkenau, Belzec, Treblinka, Sobidor, Dachau e outros foram alimentados para vergonha de um povo.

Quando um determinado Poder tolhe o direito do cidadão de se expressar, de denunciar publicamente crimes praticados hipocritamente em nome da coletividade e por figuras de importância no sistema organizacional de um País, estará agindo contrário aos interesses da sociedade como um todo e não pode subsistir sob pena de naufragar a democracia.


Brasil Verdade

Destaques do ABC!

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

São Paulo: Violência contra a blogueira



Depois de vários posts-denúncia sobre violências de todo tipo que venho sofrendo há meses dentro de minha própria casa, desferidas por um casal de marginais a quem processo criminalmente, decidi dar início a uma série de matérias para tratar destas violências e do que porventura esteja por trás delas. De infrações ao Código Penal a flagrantes violações de direitos humanos, os ilícitos são vários e a impunidade corre solta. A história é no mínimo escabrosa. E acontece não em lugarejos distantes e perdidos no interior do Brasil, mas na maior cidade brasileira, na cidade de São Paulo.




"Se queres ser universal, começa por falar da tua aldeia."
                    
                                                                                                    Leon Tolstoi



Engenheiro Goulart, um pequenino bairro situado na região leste da cidade de São Paulo, é a "aldeia" da blogueira. O bairro pertence à esfera administrativa da Subprefeitura da Penha e está sob jurisdição do Fórum Regional Penha de França. O prefeito da cidade de São Paulo é Gilberto Kassab (ex-DEM) e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).


O nome Engenheiro Goulart vem da estação de trem, construída em 1934, e é homenagem a engenheiro que trabalhou na construção da via férrea, hoje linha Safira, que liga o bairro do Brás, no centro da cidade, à estação Calmon Viana, na estância hidromineral e turística de Poá, município da Grande São Paulo.


As ruas mais antigas do bairro têm nomes de profissões: Rua dos Professores, Rua dos Artífices, Rua dos Desenhistas, Rua dos Economistas, Rua dos Horticultores. E por falar em horticultura, no bairro há muitas famílias descendentes de japoneses, alguns ainda hoje feirantes. Do outro lado da via férrea, na várzea do rio Tietê, quando a família Amorim aqui se estabeleceu, no início dos anos 70, havia muitas hortas cultivadas por imigrantes japoneses e descendentes.


Viver em Engenheiro Goulart é alto risco para a blogueira, mas pode ser um privilégio para os demais moradores. O bairro está há vinte minutos de trem do centro da cidade e conserva uma certa atmosfera interiorana, com suas ruas tranquilas e arborizadas.


O bairro antigo passa por uma reestruturação arquitetônica. Várias construções das décadas de 30 e 40 vão dando lugar a casas modernas e até pós-modernas.


Um bairro tão pequeno não comporta mais que duas padarias, duas farmácias, uma papelaria, uma lan-house, uma Unidade Básica de Saúde e outros estabelecimentos de um pequeno comércio. Mas, curiosamente, Engenheiro Goulart abriga um teatro, o Teatro Municipal Flávio Império. E um grande parque, o Parque Ecológico do Tietê. Imenso, com várias trilhas, um pipódromo, lago, quadras poliesportivas, piscinas e muitos animais selvagens, como capivaras, antas, quatis e macacos, boa parte deles soltos.


Vizinho de Engenheiro Goulart encontra-se o campus leste da USP, Universidade de São Paulo. E não muito longe, o Aeroporto Internacional de Guarulhos.


É neste bairro gracioso que meu pai, José, operário aposentado da Companhia Nitroquímica Brasileira/Grupo Votorantim, e minha mãe, Geralda, dona de casa, adquiriram em 1972 a casa em que vivo hoje, compartilhando espaços  com gente violenta e arrivista.


A seguir, algumas imagens da minha "aldeia" e um passeio virtual de bicicleta pelas cercanias do bairro.



                                                   A Rua da Blogueira, onde vivem muitas personagens 
                                                                                                     dessa história-reportagem.


                                                      Estação de trem de Engenheiro Goulart/Foto: CPTU

                                                                                              Minipraça: marco zero do bairro

                                                                                         Teatro Flávio Império


                                                                                                            O pós-moderno 

                                                                         Rua aprazível e arborizada


E agora, pra relaxar, vamos pedalar, num passeio gostoso de bicicleta pelo Parque Várzeas do Tietê, sentindo o vento no rosto... Junte-se a nós! Join us!




Link do vídeo



Imagens apreendidas no Google Maps.


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