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sábado, 21 de dezembro de 2013

O "IPTU dos Pobres" e a Ditadura do Judiciário


JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA



"O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, eleito de forma límpida e clara em 2012, foi obrigado a apresentar recurso para Joaquim Barbosa anular uma liminar da Justiça de São Paulo que proíbe a cobrança do aumento no IPTU, principal fonte de recursos da prefeitura da maior cidade do país.

Vamos combinar: já é absurdo que um prefeito que recebeu 55% dos votos no segundo turno seja obrigado a fazer uma caravana até Brasília para fazer valer seu direito de definir como pretende governar São Paulo.

É ainda mais absurdo, no entanto, que a palavra final fique com a Justiça."





Ditadura Judicial e IPTU


Pressão contra Haddad envolve soberania popular e democracia

Muitas vezes, os golpes contra a democracia são movimentos óbvios e visíveis, ilustrados por tanques de guerra, baionetas e generais. Vivemos tempos em que a consciência democrática dos povos rejeita ataques frontais a seus direitos e é capaz de sair às ruas para defender conquistas históricas e permanentes.

São tempos de judicialização, quando forças conservadoras, sem voto, batem à porta dos tribunais para ameaçar a soberania popular, ignoram a vontade do cidadão e procuram resolver, às suas costas, o que é melhor para um país, um Estado, uma cidade.

A Constituição diz, no artigo 1, que todos os poderes emanam do povo, e são exercidos através de representantes eleitos – ou diretamente, na forma da lei.

Penso nisso diante da mais recente cena do Supremo Tribunal Federal. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, eleito de forma límpida e clara em 2012, foi obrigado a apresentar recurso para Joaquim Barbosa anular uma liminar da Justiça de São Paulo que proíbe a cobrança do aumento no IPTU, principal fonte de recursos da prefeitura da maior cidade do país.

Vamos combinar: já é absurdo que um prefeito que recebeu 55% dos votos no segundo turno seja obrigado a fazer uma caravana até Brasília para fazer valer seu direito de definir como pretende governar São Paulo.

É ainda mais absurdo, no entanto, que a palavra final fique com a Justiça.


Não há nenhum aspecto, neste debate, que envolva matéria constitucional. Do ponto de vista eleitoral, Haddad pode estar até ajudando a colocar uma pedra na reeleição de Dilma Rousseff, como acreditam tantos petistas de olho em 2014, mas este é um debate entre o prefeito e seu partido.

A questão aqui envolve princípios e nunca é demais lembrar a visão que explica que os bons princípios são aqueles que podem ser defendidos inclusive quando contrariam nossos interesses.

O IPTU é um imposto tradicional das cidades brasileiras, com alíquotas que sobem e descem de acordo com as prioridades de cada prefeito. Minha opinião é que o STF tem obrigação de devolver o assunto a quem foi eleito para isso – o prefeito e a Câmara de Vereadores, que já tomou posição a favor do aumento, também.

Essa situação elimina o mais maroto dos argumentos favoráveis à judicialização, aquele que admite que é um caminho errado, mas diz que a Justiça só entra em cena por causa da omissão dos demais poderes.

Qualquer passo em falso, nessa matéria, representará um ataque à vontade popular.

O recurso alternativo, de cozinhar o assunto numa sopa de oportunidades durante meses sem fim, será, na prática, uma forma de atender a pressão contra o aumento do IPTU, privando a cidade de recursos que o prefeito julga serem necessários – foi ele o escolhido por 3,3 milhões de eleitores para resolver isso.

Ao dar a liminar contra o aumento, o Tribunal de Justiça de São Paulo alegou, como causa principal, a “falta de debate público” sobre o tema.

Desculpe mas pensei que isso tinha ocorrido na eleição. Quer dizer que tivemos o horário político, os debates eleitorais em todos os canais de TV e é possível alegar que “faltou debate?”

Depois de protestos de junho, onde a questão do transporte coletivo teve um destaque óbvio, será razoável bloquear receitas para investimentos que, por caminhos diversos, irão enfrentar este problema?

Nem nos tempos de George Bush, pai, aquele presidente dos EUA que mandou a população fixar o olho em seus lábios enquanto ele dizia vagarosamente não-haverá-mais-impostos durante a campanha, para mudar de ideia depois da posse na Casa Branca, ouviu-se um argumento desses. Tão subjetivo, digamos assim.

O debate sobre impostos maiores e menores faz parte do cotidiano político das democracias e, salvo nas ditaduras, sempre foi resolvido pelo eleitor. Fernando Henrique Cardoso fez a carga tributária subir de 24% do PIB para 35%. Foi assim que seu governo conseguiu manter o célebre equilíbrio fiscal. O Supremo não deu um pio, nem poderia nem deveria.

Dilma Rousseff desonerou vários setores da economia. Nos Estados e municípios, governadores e prefeitos criam e eliminam incentivos fiscais. É possível debater a oportunidade de cada uma dessas medidas. Mas seria absurdo questionar o direito de autoridades eleitas de resolver uma questão fundamental do funcionamento do Estado.

O Estado do bem-estar europeu não foi construído com recursos espirituais, mas com impostos retirados dos mais ricos – inclusive sobre grandes fortunas – para beneficiar os mais pobres. Imagine se eles fossem bater às portas dos tribunais para revogar as decisões? Como mostra o grande pensador Tony Judt, a Europa estaria nos braços negros do fascismo até hoje.

A contra revolução conservadora patrocinada por Ronald Reagan, nos EUA, tinha como base o corte de impostos da classe média alta e dos ricos. Ninguém foi à Corte Suprema por causa disso. Podemos até não gostar, mas era o voto que naquele momento dava autoridade a Reagan. O mesmo aconteceu na Inglaterra, nos anos de Margareth Thatcher. A população chegou a fazer uma revolta popular quando ela criou uma taxa que tungava fundo no orçamento da população dos bairros mais pobres – a palavra final coube ao eleitor.

A questão do IPTU paulistano foi levada ao Supremo por esses caminhos que sempre são percorridos por quem não tem respaldo na vontade popular. Não foi por acaso que Haddad mencionou a eliminação da CPMF, ocorrida no segundo mandato do governo Lula.

Naquele momento, a mesma FIESP já presidida pelo mesmo Paulo Skaf participou da operação que acabou com a CPMF através do Congresso. A ação nada teve de democrática. Os deputados tinham medo de não conseguir reeleger-se no pleito seguinte depois de apoiar uma medida tão perniciosa para a população mais pobre e queriam dinheiro para mudar de lado. Foi um escândalo, conforme apurou a Polícia Federal na Operação Castelo de Areia.

Com base na investigação do caixa 2 de uma das maiores empreiteiras do país, descobriu-se o pagamento de propinas imensas a uma larga fatia do Congresso. Feito o serviço com os parlamentares, chegou a hora de pedir ajuda à Justiça para se impedir a punição dos responsáveis.

Havia montanhas de diálogos gravados, comprometedores e vergonhosos. Mas as principais peças de acusação foram anuladas, pois haviam sido obtidas sem autorização judicial. Resultado: o STF anulou as provas e ficou tudo por isso mesmo. Está certo? Está, por mais que seja chato admitir isso. A democracia tem seus rituais, e um deles informa que os direitos dos cidadãos, mesmo aqueles acusados de crimes gravíssimos, devem ser respeitado.

E é em nome dos mesmos rituais que (putz!) ajudaram a salvar até aqueles tubarões que derrubaram a CPMF, mas em função de uma causa muito melhor, que se deve devolver as prerrogativas democráticas a quem tem o direito de falar pelo povo.

A alternativa é a ditadura judicial. Este é um sistema que até pode conviver com algumas franquias democráticas, mas, toda vez em que os ricos e poderosos se consideram atingidos em seus direitos, oferece acesso especial e personalizado para revogar medidas que não são de seu interesse.


ISTOÉ

Destaques do ABC!

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Haddad alerta para intromissão do Judiciário no Executivo


JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA



"O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira 20 que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, contra o aumento do IPTU na cidade 'preocupa a todos os prefeitos do País'. 'É um grau de liberdade a menos', disse o petista, lembrando que 'desde o prefeito Jânio Quadros, é a primeira vez que um prefeito é impedido de atualizar a planta de valor', algo que 'causa muita preocupação'." 

Cidadão elege um prefeito que, no exercício de seu mandato concedido democraticamente pelo povo, administra, toma providências, promove medidas. E aí a parte que se julga prejudicada, cujos candidatos perderam a eleição nas urnas, vai ao Judiciário e consegue interferir, barrar, derrubar... a medida tomada pelo prefeito democraticamente eleito, travando, comprometendo sua gestão.

É isso o que está acontecendo na cidade de São Paulo. E é muito grave. São Paulo, mais uma vez, lesada pela elite mesquinha, predadora.

É muito bom que o prefeito Fernando Haddad venha a público e denuncie isto à população paulistana e brasileira, explicando ao cidadão, se possível didaticamente, em linguagem acessível, tudo o que está por trás, todas as implicações dos procedimentos das partes envolvidas na decisão.


Banco de Imagens/PMSP

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Barbosa se alinha com a Fiesp. Alguma surpresa?


JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA



Já havíamos cantado aqui qual seria a posição do ministro Joaquim Barbosa no julgamento da liminar da Fiesp contra o "IPTU dos Pobres", na cidade de São Paulo. Leiam o post anterior, abaixo.

Luz amarela em relação a "Bat-Barbosa" há muito está acesa. Como não há um sequer com brios para promover uma ação de impeachment contra o ministro, a coisa só tende a piorar. 

Barbosa já mostrou que não é confiável, não respeita sequer a Constituição da República e tem uma sedução doentia pelo poder.

E agora se alinha a mais uma força sinistra, obscura e retrógrada.

Tristes Trópicos.


Joaquim Barbosa mais uma vez mostrou do lado de quem está

Paulo Nogueira, de Londres

Ele

Haddad podia economizar o dinheiro e o tempo gastos na viagem a Brasília.

Só quem acredita em tudo, para usar a grande máxima de Wellington, poderia acreditar na hipótese de Joaquim Barbosa acolher o pedido de Haddad para que vigorasse imediatamente o reajuste do IPTU em São Paulo.

Não se trata apenas do ódio patológico já demonstrado tantas vezes por Barbosa pelo PT. Barbosa parece aquele chefe do Inspetor Clouseau que desenvolve uma raiva de tal ordem pelo subordinado que acaba por levá-lo ao manicômio. Em sua louca cavalgada, ele fez coisas incríveis como negar a Dirceu o direito de ver o enterro de Chávez. Temos visto o que tem feito com Genoino também.

Mas o problema vai além.

Na questão do IPTU, você tem de um lado as pessoas mais ricas de São Paulo, sobre as quais recairia um aumento. Na defesa delas, e de seus privilégios, saiu nada menos que a Fiesp, que congrega as indústrias paulistas.

De outro lado, você tem o Zé do Povo, como o patriarca Globo, Irineu Marinho, segundo está dito em sua biografia, chamava as pessoas da plebe.

O Zé do Povo, ou ZP, é alguém, por exemplo, do Parque do Carmo, uma região remota de São Paulo na qual o IPTU baixaria 12%.

Quem se interessa pelo ZP?

O único problema, para quem não se importa com os desvalidos, é que o ZP vota, e seu voto vale tanto quanto o do presidente da Fiesp.


Barbosa já deu diversas demonstrações de que gosta mesmo é da companhia dos Marinhos e seus assemelhados.

Tente achá-lo com a habitual fisionomia severa em fotos em que aparece ao lado de um Marinho, ou de Aécio, ou de alguém deste gênero.

São risos, risos e ainda risos.

O ZP não existe.

Sua decisão a favor da Fiesp e contra o ZP não surpreende.

Minha única surpresa, na verdade, era e é Haddad crer que o desfecho de sua ida a Brasília pudesse ser outro.

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


Diário do Centro do Mundo

Destaques do ABC!

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Haddad encara Skaf: FIESP lesa São Paulo (e o Brasil)

JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA



"A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".
                                                                     Fernando Haddad, prefeito de São Paulo


Cidadãs e cidadãos que vivem no estado e na cidade de São Paulo: todos atentos e de olhos em Brasília, na presidência do STF, que vai se pronunciar sobre o "IPTU dos Pobres". 

Fernando Haddad é prefeito de São Paulo, cidade-país, que tem no IPTU principal fonte de custeio para transportes, saúde, educação e outros. Paulo Skaf é presidente da Fiesp, representante das elites predadoras, pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes (Deus nos livre e guarde!!!).

E Joaquim Barbosa... Bem, a esta altura do campeonato, só os muito ingênuos e os que acreditam na Globo e na Veja não sabem de que lado o "Nosso Batman" está...

Haddad argumenta; Skaf ataca

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SP: Direita raivosa quer travar gestão Fernando Haddad


"IPTU DOS POBRES"



Elites predadoras, historicamente algozes do Povo Brasileiro, acrescidas de pseudo-elites, "novos ricos" deslumbrados com o aumento do poder de consumo de carros de luxo, parafernália eletrônica e iogurtes, e "caipiras" alvoroçados com dinheiro fácil, nem sempre lícito, há meses, por meio da mídia golpista, engrossam o coro contra o reajuste do IPTU na cidade de São Paulo, medida que corajosamente onera privilegiados e isenta desvalidos. 

Mais um round da luta política que pretende inviabilizar a briosa e independente gestão Fernando Haddad. E quem sabe uma retaliação pela criação da Controladoria Geral do Município e o início do estouro dos ninhos de corrupção - Máfia dos Fiscais, por exemplo - que infestam a administração municipal.


Banco de Imagens/PMSP

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Joaquim Barbosa: um "ínfimo" no Supremo


JUDICIÁRIO E JUSTIÇA



"Nunca houve alguém tão antibrasileiro quanto Joaquim Barbosa: mesquinho, vingativo, cruel, recalcado.

O que ele está fazendo com Genoino e família tem um nome: terrorismo. Terrorismo moral, terrorismo sádico. (...)


Joaquim Barbosa está ajudando a construir um país da discórdia. Ele não une: é um desagregador."




O terrorismo moral que Joaquim Barbosa está impondo a Genoino e família



Paulo Nogueira*, de Londres


Uma família desesperada e desamparada



Você tem que fazer muita maldade para que alguém beba quando você morrer. Você tem que despertar muito ódio.

Margaret Thatcher, por exemplo.

Fui a Trafalgar Square, no centro de Londres, cobrir, como jornalista, a festa que fizeram quando ela morreu.

Fazia mais de vinte anos que ela deixara Downing Street, a sede do governo britânico, e ainda assim Thatcher era lembrada com uma raiva que fazia você pensar que ela ainda era primeira ministra.

Me lembro claramente da imagem de um velho sindicalista que abriu uma garrafa de uísque e disse, antes de tomar a primeira dose: “Esperei vinte anos por esse momento.”

Thatcher massacrou os sindicalistas, e acabou promovendo uma brutal concentração de renda no Reino Unido, uma coisa comparável à era vitoriana, tão bem retratada nos miseráveis de Dickens.

Em minha vida adulta, vi no Brasil apenas um personagem capaz de provocar um sentimento tão ruim.

É ele, Joaquim Barbosa.

Nunca houve alguém tão antibrasileiro quanto Joaquim Barbosa: mesquinho, vingativo, cruel, recalcado.


O que ele está fazendo com Genoino e família tem um nome: terrorismo. Terrorismo moral, terrorismo sádico.


Qual o sentido em deixá-los em suspenso às vésperas do Natal, uma época de concórdia, sem saber se Genoino será devolvido ou não à cadeia?

É vingança. A mesma coisa que levou Barbosa a tentar demitir do STF a mulher do jornalista que revelou que ele gastou 90 000 reais do dinheiro público para reformar os banheiros de seu apartamento funcional.

Barbosa debitou, na conta de Genoino, as críticas que recebeu, na semana passada, de petistas reunidos em um congresso.

Bandeira de Mello, o jurista, disse que, se fosse o PT, tentaria o impeachment de Joaquim Barbosa.

Digo também: se eu fosse o PT, faria o mesmo. [idem]

Joaquim Barbosa está ajudando a construir um país da discórdia. Ele não une: é um desagregador. [Usina de Ódio]


Como Lula não percebeu os seus imensos defeitos ao escolhê-lo?

A biografia de Lula estará sempre manchada por haver indicado para a mais alta corte do país uma pessoa tão má quanto Barbosa.

Não há desculpa para este erro monumental de Lula.

Os brasileiros estão tendo agora que arcar com a infeliz, negligente, descuidada indicação de Lula.

Entre os brasileiros, ninguém está enfrentando mais as consequências disso que Genoino e família.

Miruna, a filha mais velha de Genoino, uma guerreira na defesa do pai, mais uma vez ergueu sua voz diante do terrorismo barbosiano.

Ela está desesperada. Ela não finge, ela não mente: é uma filha que está vendo o pai ser massacrado impiedosamente – e injustamente.

Ninguém vai fazer nada? Esta a pergunta central, doída de Miruna.

Pelo visto, a resposta é não.

A prioridade do PT é a campanha de Dilma, e Genoino está no fim da fila. Uma palavra aqui, outra ali, e não mais que isso.

Mas o futuro haverá de trazer uma resposta para a questão de Miruna.

Muitos brasileiros, e não necessariamente apenas petistas, haverão de fazer exatamente o que o sindicalista inglês fez quando recebeu a notícia da morte de Thatcher.

* O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


Diário do Centro do Mundo

Destaques e intervenções ([]) da editoria do ABC!

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Suprema farra: Barbosa quer agência de publicidade no STF


PODRES PODERES





"Joaquim Barbosa resolveu contratar agência de publicidade para o Supremo Tribunal Federal, noticia o 247. As razões são as mais sérias, compenetradas, austeras, constitucionais, (inquestionáveis?), formalistas e oficiais possíveis. Um ar de legalidade e legitimidade, nos fundamentos, que deve comover até o papa. E Hitler, no inferno."


A rave vitalícia do Supremo Tribunal Federal

Jean Menezes de Aguiar

Joaquim Barbosa resolveu contratar agência de publicidade para o STF. Dinheiro não falta, jorra a rodo e infinito, da sociedade, todo mundo sabe


Joaquim Barbosa resolveu contratar agência de publicidade para o Supremo Tribunal Federal, noticia o 247. As razões são as mais sérias, compenetradas, austeras, constitucionais, (inquestionáveis?), formalistas e oficiais possíveis. Um ar de legalidade e legitimidade, nos fundamentos, que deve comover até o papa. E Hitler, no inferno.

Estaria querendo o ministro se pautar pelo Poder Executivo? Sua ideia, com base na Constituição da República, artigo 2, que diz que os poderes são independentes, seria criar um Executivo privê dentro do Supremo? (É claro que este executivo já existe). Dinheiro não falta, jorra a rodo e infinito, da sociedade, todo mundo sabe. Afinal, qual é a empresa privada do planeta que tem todos os mimos, benefícios, garantias, cuidados, planos, projetos, programas, capacitações, subsídios, verbas extras, outras remunerações, outras verbas, compensações, outras compensações, auxílios, outros auxílios, ajudas de custo, jetons, diárias, outras diárias etc. que têm os poderes públicos brasileiros? A resposta é: nenhuma.

As decisões do STF podem ter implicação nos campos da Advocacia-Geral da União, Banco Central, Presidência da República, Controladoria Geral da União, Segurança, Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cultura, Defesa, Educação, Fazenda, Integração Nacional, Justiça, Pesca e Aquicultura, Previdência Social, Saúde, Cidades, Comunicações, Relações Exteriores, Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Esporte, Meio Ambiente, Planejamento, Orçamento e Gestão, Trabalho e Emprego, Turismo, Transportes, Micro e Pequena Empresa, Comunicação Social, Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Políticas para as Mulheres, Portos, Relações Institucionais.

Alguma coisa lhe chamou atenção aí? Exatamente. São os ministérios do Poder Executivo. Ora, Joaquim Barbosa pode criar uma "secretaria" para cada uma dessas áreas, afinal o Supremo se relaciona com todos esses temas. E dinheiro, a rodo e infinito (de novo), todo mundo sabe que jorra.

Responda rápido: é ou não é uma festa? Uma delícia de festa. Uma rave vitalícia.

Do blog Observatório Geral