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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os Beagles e a Revolução Mundial


ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!



O mundo passa por um momento histórico, uma grande virada.

Assassinos de Animais  X  Protetores de Animais é "apenas" uma batalha do embate planetário rumo à evolução.

Brucutus  X  Cidadãos.

Trogloditas movidos pelo vil metal  X  Cidadãos movidos pela Ética Planetária.

Ignorância  X  Cidadania Global.

Revolução Mundial.

Guerreiros do Terceiro Milênio


A verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que podemos fazer para acabar com essas atrocidades

Luisa Mell

Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.

“A Anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”

E essa não é a primeira mentira do Instituto. O Instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né? Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!!) e se negam a mostrar o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber!!! Aliás, se as empresas pagam para eles, por que são uma oscip??? ALGUÉM PODE RESPONDER?????

Vários políticos, deputados, vereadores, tentaram entrar no instituto para conversar. TODOS FORAM IMPEDIDOS!!!!!!!! Em todas as reportagens que saíram (inclusive no G1, portal da rede globo) falaram que o Instituto Royal realiza testes para cosméticos e para produtos de limpeza. Mas depois de verem toda a repercussão que isto causou na sociedade eles têm a cara de pau de irem no Fantástico dizerem que não existe teste de cosméticos em animais! Uma das maiores mentiras já contadas em rede nacional, e em nenhum momento questionada pelo chamado jornalismo sério da emissora global! Se o jornalista tivesse dado um google, teria se informado que a Comunidade Européia proibiu neste ano teste em animais para cosméticos, que países como Israel estão já abolindo, teria tido conhecimento da extensa lista divulgada pelo PETA das empresas de cosméticos que testam em animais. E ele vem dizer que não existe!!!!!!

Ongs internacionais já entraram em contato comigo, dizendo que aquela raspagem que os cachorros resgatados apresentavam é típica de teste para cosméticos.

Cada vez temos mais certeza da sujeira que é esse Instituto Royal. O que eles descobriram de tão importante durante os dez anos que torturam animais??Alguém viu isto em algum lugar?? Não, né, eles só dizem que atrapalhamos dez anos de estudo.

O diretor do Concea, Marcelo Marcos Morales,  declarou que se abolirem os animais terão que importar tecnologia para substituir. Ele afirmou isto para o site G1. Ora, ele acabou de confirmar que estão cometendo crimes!!!! A LEI É CLARA: se existe método substitutivo é crime praticar teste em animais.


O mais estranho de tudo isto é que este mesmo Marcelo apareceu em entrevista para Fátima Bernardes, defendendo o Royal. Parecia que era advogado deles. Quem tiver dúvidas é só assistir. Agora, amigos, pensem comigo: Ele é um funcionário público, pago por nós. O Instituto nem mandou um representante, só o Marcelo. Bom, não preciso dizer que o programa me entrevistou, mas, claro, cortou !!!! Não foi ao ar!!!

Vamos agora pensar juntos: O governo dá mais de cinco milhões para o Instituto realizar pesquisas com animais, eles são isentos de pagar IPTU, impostos e outras coisas. Quando fazem alguma coisa vendem para as empresas e vamos supor que realmente fazem algum tipo de remédio também. Esses remédios não são doados para a população e sim VENDIDOS com os preços absurdos que conhecemos!!!! Que vantagem a população leva nisso???Acho que por isso também estão com tanto medo de divulgarem os clientes, né? Pois assim a população saberia que fomos nós que pagamos o desenvolvimento destes medicamentos, mas quando precisamos temos que comprar por preços absurdos para o Instituto Royal ficar cada vez mais rico e poderoso.

Ativistas que participaram do resgate dos cães do Instituto Royal, atenção:



Os diretores do Instituto Royal nos acusam de terrorismo; quem está fazendo terrorismo com os ativistas e com toda sociedade são eles!

1 - Falaram que os cachorros podem transmitir doenças para as pessoas.

Resgates como esse já foram feitos em vários países do mundo, em nenhum local aconteceu nenhuma contaminação das pessoas.

Se o Instituto Royal diz isso, é porque eles estão fazendo coisas muito perigosas para toda a sociedade: CRIANDO DOENÇAS EM LABORATÓRIO????? Isso tem que ser investigado como um outro crime. E urgentemente. Se o Brasil fosse um país sério seriam interditados imediatamente e obrigados a relatar tudo o que fizeram.

2 - Falam que os cachorros são chipados, por isso serão encontrados.

Mais uma ação terrorista do Instituto, querem deixar a população amedrontada. E é uma GRANDE MENTIRA!

Chip não tem gps!! Pensem, amigos, se isto existisse não haveria mais casos de cães perdidos!! O chip só funciona se passar por um leitor! E existem vários tipos de chips e de leitores! Sei disso pois pesquiso há um tempo para tentarmos fazer em SP um leitor único.

3 - Falam que quem adotar poderá até ser preso!

Não se amedrontem, amigos! Os bandidos são eles. Nós entramos baseados na Constituição, que é clara quando diz que se está ocorrendo maus tratos, se o animal está em risco, podemos entrar. E entramos junto com a polícia!!! O que pode ser verificado em todas as gravações que aconteceram lá dentro.

Conseguiremos advogados para todos os ativistas!

Como saber se produtos testam ou não em animais?

Acreditem, a lista de cosméticos que ainda testam em animais é imensa. Principalmente por conta da alienação da maioria dos consumidores. Mas acredito que estamos conseguindo mudar isso.

Algumas marcas do mundo são praticantes dessa barbárie: M.A.C., Maybelline, Johnson & Johnson, Avon, Clean & Clear, Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Neutrogena, Pantene e outras. Há muitas empresas (principalmente as brasileiras) que já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. Procure a lista do Peta para marcas internacionais.

O problema aqui no Brasil é que não temos nenhum órgão controlador para verificar se as empresas realmente não testam em animais. Contamos somente com a palavra delas! E como o Instituto Royal esconde de todas as maneiras quem são os clientes, despertou em todos nós mais desconfiança ainda sobre empresas que dizem não testar.

Qual a solução então?

Eu realmente acho que quando o mundo tem que mudar o Universo conspira a favor. Há alguns meses venho conversando com a ong Cruelty-Free International.



Para quem não conhece, é uma ong inglesa (uma das mais antigas e sérias do mundo em defesa dos animais). Eles fazem uma auditoria nas empresas de cosméticos, em todas as fases do produto. Se averiguarem que não tem nenhum tipo de teste com animais, dão aquele famoso selo do coelho. E assim nós consumidores podemos ter a certeza de que aquela empresa e o produto que formos comprar é realmente livre de crueldade.



VAMOS PRECISAR DA AJUDA DE TODOS PARA QUE AS EMPRESAS ACEITEM ESTA AUDITORIA DA ONG!

Amigos, acreditem, esta mudança, esta libertação animal só irá ocorrer realmente por pressão da sociedade. Imploro que não desanimem, que não me deixem só!!! Milhares de animais, entre eles macacos, cachorros, gatos, coelhos, ratos… estão sendo torturados neste momento. Eles não podem se defender, não podem nem pedir ajuda! Estão lá nos Campos de Concentração que os pesquisadores criaram. Existe muito, mas muito dinheiro envolvido nesta macabra forma de testar produtos.



Sei que esta foto é forte, mas é real! Amigos, não é só pelos beagles! Todos os animais são submetidos a torturas como esta!!!

E, acreditem, os testes substitutivos são muito mais eficientes e confiáveis. Mas é claro que muitos pesquisadores que ganham milhões com essa barbárie não querem que a população saiba disto.

Para cosméticos, não podemos mais esperar! Tem que ser proibido no Brasil, assim como fez a Comunidade Européia.

Quanto a medicamentos: milhares de cientistas no mundo também são contra.
Afirmam que os testes em animais não servem para nada e ainda atrapalham a evolução da ciência.

Uma rápida busca pelo google nos trará fatos assustadores de como os testes em animais prejudicaram a humanidade:

“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra a pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”


“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.”


Já existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos, como se pensava.


http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisa-com-animais-e-uma-falacia

Blog da Luisa Mell


Destaques do ABC!

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Resgate dos Beagles e a indústria de horrores


A VERDADE E A MENTIRA SOBRE OS TESTES EM ANIMAIS



" (...) sofrimento atrai sofrimento. Os testes submetem nossos parceiros de vida na Terra a dores e incômodos inauditos. Não se trata de feridas apenas. Muito menos a barbárie é só a de arrancar um olho ou forçar um animal a comer até explodir. O que ocorre é a produção de tumores cancerígenos, deformações internas e externas, mal estar durante toda uma vida. Esse sofrimento todo é pago no altar do bem estar humano? Não! A maior parte dos laboratórios que lidam com testes, no mundo todo, fazem pesquisas encomendadas direta ou indiretamente antes pelos setores militares que pelos ditos setores da saúde. 

(...) mas uma parte dos laboratórios que se utiliza de testes em animais o faz em função das demandas do setor de saúde, não é verdade? Não! A parte da pesquisa que não é direta ou indiretamente atrelada ao campo militar, serve antes ao dinheiro que à saúde. (...) mais de 70% das pesquisas que envolvem testes com animais, e que se diz desligada da área militar, se faz não em torno da busca para curas de doenças, mas em torno da criação de variações de produtos que possam induzir novos consumos. (...) As drogarias são supermercados - todos sabem disso. Mas os conservadores fingem não ver. (...)

As indústrias de cosméticos e higiene pessoal, alimentos, suplementos alimentares, drogaria para a geriatria e mesmo a indústria da produção de remédios trabalham com a perspectiva de lucro imediato como prioridade, colocando a questão da descoberta da cura de doenças que realmente nos aflige em segundo plano - às vezes em plano nenhum. (...)

Não há lado bom nessa história. Não há mocinho nesse faroeste."


Indústria de Horrores, Indústria da Morte, Indústria da Dor e do Sofrimento, 
Indústria do Dinheiro...

"Animais & Solidariedade"/Facebook

Juntos somos fortes!

Boicote produtos de empresas que promovem testes em animais!

Assine as petições!


A verdade (e a mentira) sobre utilidade dos testes com animais


Para filósofo, as pesquisas realizadas com animais servem mais para estimular o mercado de consumo com novos produtos que para melhorias na saúde dos seres humanos

A “revolução dos beagles de São Roque” está rendendo. E muito bem. Já estava mesmo na hora de discutirmos nacionalmente também essa questão, a da utilidade ou não de determinados tipos de pesquisa e o envolvimento com a educação para a crueldade, que pode muito estar atrelada ao modo como se prepara a mão de obra para os laboratórios.

Coloquemos então na mesa a questão objetiva do debate: os testes com animais são mesmo uma necessidade?

Os testes de laboratório com animais, de um modo geral, apontam para uma única “moral da história”: sofrimento atrai sofrimento. Os testes submetem nossos parceiros de vida na Terra a dores e incômodos inauditos. Não se trata de feridas apenas. Muito menos a barbárie é só a de arrancar um olho ou forçar um animal a comer até explodir. O que ocorre é a produção de tumores cancerígenos, deformações internas e externas, mal estar durante toda uma vida. Esse sofrimento todo é pago no altar do bem estar humano? Não! A maior parte dos laboratórios que lidam com testes, no mundo todo, fazem pesquisas encomendadas direta ou indiretamente antes pelos setores militares que pelos ditos setores da saúde.

O que se quer saber é o que é que pode dizimar o homem, fazer o homem sofrer, e quanto o homem pode aguentar tendo ingerido substâncias X ou Y. O que se quer é saber como matar de modo mais eficiente. Isso é tão verdade que, hoje, nenhum cientista responsável arrisca afirmar que o HIV, que provoca a AIDS, não foi produzido em laboratórios ligados a tarefas militares.

Bem, mas uma parte dos laboratórios que se utiliza de testes em animais o faz em função das demandas do setor de saúde, não é verdade? Não! A parte da pesquisa que não é direta ou indiretamente atrelada ao campo militar, serve antes ao dinheiro que à saúde. Os próprios cientistas têm insistido nesse dado: mais de 70% das pesquisas que envolvem testes com animais, e que se diz desligada da área militar, se faz não em torno da busca para curas de doenças, mas em torno da criação de variações de produtos que possam induzir novos consumos. Em muitos casos, até parecem ter a ver com doenças. Mas não tem. O que ocorre é que, criado o produto, aí então se inventa uma deficiência orgânica, ou seja, alguma “doença”, e em seguida mostra-se a cura. Em alguns casos a doença é criada junto com a cura! As drogarias são supermercados - todos sabem disso. Mas os conservadores fingem não ver.

As indústrias de cosméticos e higiene pessoal, alimentos, suplementos alimentares, drogaria para a geriatria e mesmo a indústria da produção de remédios trabalham com a perspectiva de lucro imediato como prioridade, colocando a questão da descoberta da cura de doenças que realmente nos aflige em segundo plano - às vezes em plano nenhum. Mesmo as universidades públicas, no mundo todo, têm trabalhado nesse sistema. Os financiamentos saem antes para a pesquisa que busca criar produtos para a indução de consumo que para a pesquisa que visa a solução de problemas de saúde da população. Nem mesmo as pesquisas para “doenças de ricos” têm prioridade diante da prioridade da criação de produtos que possam ampliar as possibilidades de consumo.

Desse modo, o supérfluo do supérfluo governa de um lado, o necessário para a indústria da morte governa do outro. Os animais sofrem para que nós, depois, possamos sofrer com a ideia da “guerra segura” e com a péssima ideia de que precisamos comprar mais coisas do que necessitamos. Não há lado bom nessa história. Não há mocinho nesse faroeste.

É bobagem dizer “isso é o capitalismo”. Sim, é. E daí? Dizer isso é dizer o nada. Ou melhor, é dizer o tudo em um grau tão genérico que é dizer o nada. O que é necessário é perceber que nenhum dos dois grandes blocos de interesses - o militar e o financeiro - que sustentam os laboratórios que, por sua vez, causam sofrimentos nos animais, diz a verdade sobre a necessidade de testes em animais. Ter animais em laboratórios nem é uma solução “a mais barata”. Os animais estão lá porque o tipo de pesquisa que se faz não é para nos curar de algo, mas para a guerra e para a ampliação inchada do mercado.

Estamos diante da maior mentira do século. Uma mentira contada por gente que está atrelada à fabricação da paz, que é na verdade a indústria da guerra e da morte. Uma mentira também contada por gente que está atrelada à fabricação do bem estar, que é na verdade a indústria do dinheiro e do falso bem estar.
Os estudantes que entram nas universidades em cursos que fornecem mão de obra para os grandes laboratórios do mundo todo devem falar a mesma língua. O jogo é duro. Uma única pequena conversa dissidente, questionando o sofrimento dos animais, e o estudante que a promoveu é visto como “não tendo vocação”. É fundamental que o estudante seja antes de tudo um vocacionado para a tortura, caso não, é tido não como uma pessoa sadia mentalmente, mas como um incompetente para as ciências. Os que negam isso são, dentro dos departamentos das universidades, os que mais zelam para que isso aconteça. O policiamento nesse ambiente é uma constante.

Não é necessária uma revolução mundial comandada por algum Che Guevara para parar isso de modo a redirecionar tal indústria de horrores. Basta que a cada dia possamos fazer protestos como os que foram feitos contra o Royal, e que apavorou toda a parte da mídia mais à direita (calando a esquerda, que não raro, na sua parte tradicional, é adepta de um iluminismo tacanho). Ali, no protesto contra o Instituto Royal, um nível de consciência pelos direitos dos animais reapareceu em novo patamar. São passos assim que criam níveis diferenciados e ampliados de consciência. É comum que pessoas de formação científica, inteligentes, diante dos protestos, voltem para as suas casas e comecem a pesquisar sobre o assunto, e então entrem para as fileiras dos que já não podem mais admitir o espalhamento da crueldade como algo banal.

Os protestos não clareiam as coisas somente de um lado, mas de todo tipo de lado. E o número de pessoas que acha que sairá ganhando com a indústria da morte e com a indústria do dinheiro-que-falseia-a-felicidade paulatinamente decresce - isso é uma tendência mundial. Nosso desenvolvimento moderno tem sido assim. Temos reformulado e melhorado nossas práticas de vida, em vários setores, dessa maneira.

Deixaremos de usar animais em teste do mesmo modo que temos procurado nos livrar de agrotóxicos e do mesmo modo que não suportamos ver uma pessoa pertencente a uma minoria ser humilhada. Faremos isso exatamente porque sabemos onde está a mentira, e vamos, em cada luta setorial, conquistar mais gente pelo coração, e integrá-los no trabalho da razão. Essas coisas vão andar mais rápido do que se imagina. E a ciência não vai perder com isso, ao contrário, vai sair ganhando.

Nietzsche dizia que a ciência não pode ser deixada sozinha, sem comando. É verdade! Temos de tirá-la do comando que hoje está nas mãos da Morte e do Dinheiro. Temos de colocá-la sob o nosso comando, os que não querem que para se criar um esmalte ou um tônico capilar fajuto para uma seborreia fajuta, um cão tenha que ter o fígado inchado durante 6 anos, mantido no cativeiro com dores intensas.


Paulo Ghiraldelli, 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

IG

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Revolução dos Beagles


TODA VIDA É SAGRADA



"O Instituto Royal judiou dos cães e subestimou os humanos. Deu no que deu: de ativistas de direitos dos animais até os black blocs passando por atrizes e donos de canis, o apoio foi imenso à “ação direta” dos que resgataram os beagles, lá em São Roque, pertinho aqui de São Paulo. De quebra, coelhos e outros bichos lá do Instituto também foram levados. A polícia brasileira, educada para se interessar primeiro na proteção da propriedade material e só depois na vida, também estava lá. Empurrou, machucou e criou confusão. Aí teve de se ver com os mascarados, que completaram o serviço de repúdio à crueldade. (...)

Estão completamente errados os que vieram com aquele papo de sempre. “Hipócritas, por que não salvam os ratos?” Não havia ratos lá. Ou então: “Aposto que nem vegetarianos são, esses militantes”. Ora, ninguém foi tirar os beagles de lá por causa de alguma ameaça de um chinês comedor de cachorro! Cada luta tem o seu tempo porque cada emoção, que é o combustível, tem sua cota. (...)

A revolução dos beagles, no final de semana que passou, teve muitos heróis. Integrou gente que pensava diferente. Deu oportunidade, inclusive, de conversarmos não só a respeito de direitos dos animais, mas também de como não podemos abrir mão de direitos humanos se queremos defender direitos dos animais. Proporcionou à classe média o experimento com a técnica da “ação direta”. Além disso, mobilizou jovens por uma causa nobre, que é a diminuição do sofrimento. E, principalmente, trouxe os beagles para uma vida melhor."



A revolução dos cachorros beagles - de São Roque para o Brasil


O que se faz nos laboratórios é alimento para a tecnologia, mas ciência, na verdade, se faz pouco, afirma o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.*


O Instituto Royal judiou dos cães e subestimou os humanos. Deu no que deu: de ativistas de direitos dos animais até os black blocs passando por atrizes e donos de canis, o apoio foi imenso à “ação direta” dos que resgataram os beagles, lá em São Roque, pertinho aqui de São Paulo. De quebra, coelhos e outros bichos lá do Instituto também foram levados. A polícia brasileira, educada para se interessar primeiro na proteção da propriedade material e só depois na vida, também estava lá. Empurrou, machucou e criou confusão. Aí teve de se ver com os mascarados, que completaram o serviço de repúdio à crueldade.


Black Bloc passa por viatura policial incendiada durante protesto em São Roque 

Alex Falcão/Futura Press

Uma classe média simpática aos bichos, mas também simpática à TV quando esta diz que os black blocs são vândalos, fez o mesmo que os professores cariocas: mudou de opinião em relação aos mascarados. Começou a tomá-los por parceiros, e não como “infiltrados”.


No entanto, na casa dos conservadores militantes, os de sempre, onde em geral até há algum cachorro, e bem tratado, a temperatura aumentou. Quem viu de perto conta que foi engraçado. Os donos dos cães vociferavam, enquanto que os cães, sorrateiramente, empurravam as crianças da casa para as redes sociais, para também participar da revolução. O que ocorreu lembrou um pouco a velha animação dos Estúdios Disney, sobre os dálmatas. Aliás, não podia ser diferente: mascarados lutando junto com loirinhas para salvar beagles! Quer imaginário melhor que este? Na “sociedade do espetáculo”, às vezes o espetáculo não é só o do dinheiro.

Estão completamente errados os que vieram com aquele papo de sempre. “Hipócritas, por que não salvam os ratos?” Não havia ratos lá. Ou então: “Aposto que nem vegetarianos são, esses militantes”. Ora, ninguém foi tirar os beagles de lá por causa de alguma ameaça de um chinês comedor de cachorro! Cada luta tem o seu tempo porque cada emoção, que é o combustível, tem sua cota.

Mas, alguns dos tais conservadores (sim, os de sempre, eu já disse) voltaram com os argumentos caducos: “Obscurantistas, querem parar a ciência”. Eis aí a confusão: tomam tecnologia por ciência. O que se faz nesses laboratórios é apenas alimento para reiteração de tecnologia. Agora, ciência, na verdade, se faz pouco.

A ciência avança pouco quando comandada pelo desejo de dinheiro que se quer ganhar no curto prazo, ela avança mais por meio de pressão popular, necessidades éticas e aleatoriedade. A ânsia por lucro no curto prazo tem a ver antes com a tecnologia que com a ciência. Os laboratórios testam ingredientes para produtos do mercado, que pouco têm a ver com benefício humano, mas, na maioria das vezes, com indução de consumo banal. Quando são pressionados positiva ou negativamente pela ética, materializada na vontade popular, aí sim entram na jogada os cientistas. Estes, diferentemente dos tecnólogos de laboratório, atuam na universidade e começam a fazer pesquisa de como desenvolver pesquisa. Pesquisam no campo da ciência para que a pesquisa no campo tecnológico responda à pressão popular e à ética (foi assim no caso das células-tronco, recentemente). Descobrem e inventam modos de fazer pesquisa menos agressiva, ao menos aos olhos da população. E também, no processo aleatório, criam subprodutos que, enfim, às vezes até se tornam grande fonte de lucro (o Viagra não nos deixa mentir). Por isso, os cientistas autênticos não reclamam da pressão ética e popular, eles a aproveitam para mudar, para fazer a ciência avançar.

Alguns industriais ficam bravos com esses cientistas, digamos assim, menos voltados para o campo produtivo imediato. Mas, depois percebem que o que deixaram de ganhar no curto prazo é mil vezes recompensado no prazo médio. Desse modo, eles vão às universidades buscar os resultados. Então, logo que conseguem reformular a tecnologia, adotam o novo e correm para cima dos políticos, de modo que estes transformem o novo em lei. Com isso, eliminam a concorrência dos que não acompanharam o novo. Nasce então uma lei do tipo: é proibido testes laboratoriais com beagles, que derruba os que não buscaram o novo. Claro! A essa altura, proibir seria desnecessário, pois já se tem uma prática melhor e mais lucrativa até, mas a proibição vem para derrubar de vez os que não puderam ou não quiseram investir no novo. Algumas empresas podem então posar de “Empresa amiga dos beagles”. Quer coisa melhor? Ser amiga do cachorrinho do Charlie Brown? Elas também podem, nesse mesmo momento, continuar matando labradores, mas os beagles ganharam proteção em forma da lei.

É assim que nosso mundo tem girado: leis trabalhistas funcionam no Ocidente, mas o Ocidente compra produtos da China, que são mais baratos porque lá não há lei trabalhista nenhuma, o que há é o trabalho praticamente escravo de crianças. Ora, se existe trabalho que degrada a criança na China, eu posso tentar, aqui, boicotar o produto chinês. Mas não vou nunca, se não sou um idiota, dizer: “vamos tirar os direitos trabalhistas daqui para que nossa indústria se torne mais competitiva e derrube a da China”. Há tonto que pensa assim. Mas há sindicato e consciência política para barrar esse tonto.

Do mesmo modo, não temos que lamentar só conseguir uma lei de proteção para beagles. Não temos que dizer: “ah, vamos revogar essa lei que protege beagles porque as empresas continuam colocando os laboratórios para judiar de labradores”. Nada disso. Fazemos diferente. Dizemos: “agora vamos começar a luta pelos labradores”. Do mesmo modo que dizemos: “agora vamos convencer os chineses a viverem em democracia, e aí eles terão de colocar direitos trabalhistas também lá, e então a competitividade internacional pode se restabelecer”. Esse pensamento é o correto. E ele se faz na articulação com as chances - como a chance dada pelo Royal.

A revolução dos beagles, no final de semana que passou, teve muitos heróis. Integrou gente que pensava diferente. Deu oportunidade, inclusive, de conversarmos não só a respeito de direitos dos animais, mas também de como não podemos abrir mão de direitos humanos se queremos defender direitos dos animais. Proporcionou à classe média o experimento com a técnica da “ação direta”. Além disso, mobilizou jovens por uma causa nobre, que é a diminuição do sofrimento. E, principalmente, trouxe os beagles para uma vida melhor.

Todos que participaram positivamente saíram do episódio melhor do que entraram. Agora, é enfrentar a raiva, e até a inveja, de quem não participou. Pois há o conservador empedernido, que é contra tudo que implique na expressão “ser feliz”. Mas há também aquele que até seria a favor, caso ele fosse o líder. Como não houve líder, ele fica mais bravo do que o próprio conservador.

* Paulo Ghiraldelli Jr., 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ.


Destaques do ABC!

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domingo, 20 de outubro de 2013

O Resgate dos Beagles: "Não Matarás"


TODA VIDA É SAGRADA



Não podemos compactuar com atrocidades como esta.




Chega de crueldade contra animais indefesos!

Ativistas da proteção animal desempenham papel fundamental para acabar com estes testes medievais.



Não deixem de conhecer e se possível apoiar o trabalho extraordinário da ativista Nina Rosa Jacob em defesa dos animais, em seu Instituto Nina Rosa, clicando aqui.


Documentário: "Não Matarás"




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Resgate dos Beagles: é assim que o mundo avança


ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!



Seres luminosos brilham mais, aonde é preciso de Luz, diz a canção.


"Os ativistas entraram para resgatar os cães por uma razão simples: tinham avisado a ANVISA, que cuida do assunto, que havia pessoas do Royal sumindo com os cães, exatamente para que a averiguação que viria não vissem os maus tratos, marcados nos beagles. Como a ANVISA nada fez e os cachorros estavam sendo retirados, talvez inclusive para serem mortos, os ativistas fizeram o que qualquer pessoa com responsabilidade para com a vida de inocentes faria. (...)

O ato das garotas, de invadir o Royal salvando os beagles, por mais emocional que possa ser e por mais ingênuo que possa parecer, não força nenhum passo contra o desenvolvimento, e ao mesmo tempo nada tem de conservador. Um pouco de dialética aí não faz mal a ninguém. (...)

Movimentos de protesto contra apetrechos modernos às vezes ajudam os industriais a melhorarem a técnica de suas empresas, não para perderem ou empatarem no lucro do curto prazo, mas para ganharem no longo prazo. Por isso que após a pressão nas empresas, forçando-as a tomar medidas contra a poluição, ou empurrando-as para atitudes favoráveis ao chamado “direitos dos animais”, passado um tempo, são consideradas pelas próprias empresas como algo que as fez dar uma salto tecnológico interessante. (...)

Quanto mais os ativistas reclamam de entidades como o Instituto Royal, inclusive com procedimentos radicais (a lição Black Bloc de “ação direta” para fomentar o simbolismo serviu!), mais os testes vão sendo reconhecidos como obsoletos. Sabemos hoje que muitas indústrias não executam mais testes com animais, pois eles se tornaram inócuos. A maior parte dos testes, atualmente, já são feitos por simulação, por meio de programas computacionais. Isso é até melhor, do ponto de vista técnico, que a prática no animal, pois é um procedimento mais ágil, observável e seguro. Ora, se a motivação inicial para se chegar a isso foi a emoção, por sua vez, o processo foi plenamente racional, sendo o final tanto racional quanto emocional. Racional no final porque melhora tudo que tinha de melhorar. Emocional no final porque satisfaz todos nós que queremos que a crueldade diminua em todos os níveis e setores. (...)

Não se produziu com emoção algo irracional, mas algo que melhora a vida de todos nós à medida que podemos enxergar um horizonte em que a vida de um habitante em nosso planeta não tem que se desgraçar para que a vida de outro seja suave."

E Orgulho de Ser Ativista !!!



Quem são as meninas que entraram no Instituto Royal para resgatar os beagles?

Paulo Ghiraldelli* 


Para o filósofo, invasão, por mais emocional e ingênuo que possa parecer, não força contra o desenvolvimento, e ao mesmo tempo nada tem de conservador

Não foram os jovens mascarados que entraram no Instituto Royal, na cidade paulista de São Roque. Nada de Black Blocs. Os atos que logo depois, na TV, foram classificados por algumas autoridades como sendo de “vandalismo” e até de “terrorismo” (as palavras da moda), ou seja, o resgate dos beagles, foram executados por senhoras e meninas loirinhas de classe média, todos sem máscara. Estavam do modo que Lula disse que ele fazia seus protestos, de cara limpa.

Os ativistas entraram para resgatar os cães por uma razão simples: tinham avisado a ANVISA, que cuida do assunto, que havia pessoas do Royal sumindo com os cães, exatamente para que a averiguação que viria não vissem os maus tratos, marcados nos beagles. Como a ANVISA nada fez e os cachorros estavam sendo retirados, talvez inclusive para serem mortos, os ativistas fizeram o que qualquer pessoa com responsabilidade para com a vida de inocentes faria.

Não demorou muito e as redes sociais, em conjunto com a TV convencional, foram preenchidas pelo debate sobre o assunto. Contra o resgate surgiram os argumentos de sempre, que eu já havia visto na boca de ensaístas conservadores, por ocasião de episódios semelhantes: não se pode “interferir no caminho da ciência”, pois sem testes com animais todos nós pagaremos o preço de ficarmos à mercê de epidemias e coisas do gênero. E mais: os ativistas que invadiram o Royal estão “movidos por pura emoção e ingenuidade”, querem “salvar cachorrinhos”, por falta do que fazer e por não terem responsabilidade com o progresso. Só faltou, ou melhor, não faltou não, apareceu sim aquele “argumento das baratas”: “vocês salvam cachorrinhos, e as baratas?”.

No sábado (19) de manhã os ativistas voltaram a São Roque, para protestar diante do Instituto Royal. Os Black Blocs, um dia antes, já haviam dito, por meio de site na internet, que estariam presentes para proteger os ativistas. Dito e feito. E a proteção foi mesmo providencial. Pois a polícia não fez por menos, chutou senhoras e garotas e começou o empurra-empurra. Aí os Black Blocs reagiram. Era de se esperar que tendo começado, iriam terminar, e então invadiram o Royal e deram fim do aparato dito de pesquisa, mas que era, afinal, só de tortura mesmo.

A crítica às garotas que invadiram o Royal para resgatar os beagles está correta quando diz que o ato foi emocional. Foi mesmo. Também estaria certa se dissesse que essa emoção tem a ver com algo provocado pelos filmes Disney - não há como não lembrar aqui do episódio célebre e clássico nesse caso, o da morte da mãe do Bambi. A crítica continuaria acertando se dissesse que Disney apenas amoldou para o campo popular - e popularesco - o sentimentalismo romântico do século XIX, aquele que faz a natureza ganhar vida e, com sua bondade e providência, se põe em confronto com a cultura, esta sim maldosa e corrupta. Esse sentimento, sabemos bem, tem suas raízes no romantismo avant la lettre de Rousseau, ainda no século XVIII. Nada disso podemos negar. No entanto, não é necessário acompanhar os críticos - a meu ver conservadores - quando eles colocam sinal negativo nisso tudo.

Que Rousseau falou do “bom selvagem”, enaltecendo a natureza e criticando o progressismo da ciência, da cultura e, enfim, da civilização, e isso em pleno século Iluminista, e não romântico, não há dúvida. Que o romantismo serviu, depois, como uma força conservadora, de crítica ao iluminismo, isso também é verdade. Todavia, o que não é verdade é que hoje o romantismo continue servindo ao conservadorismo e, menos verdade ainda, que ele, ao alimentar as emoções, o emocionalismo até, seja antirracional e antirracionalista.

Aliás, a dicotomia Razão versus Emoção, nem tem mais por que fazer sucesso. O ato das garotas, de invadir o Royal salvando os beagles, por mais emocional que possa ser e por mais ingênuo que possa parecer, não força nenhum passo contra o desenvolvimento, e ao mesmo tempo nada tem de conservador. Um pouco de dialética aí não faz mal a ninguém.

Entre outros, Marx nos ensinou a pensar sobre esse tipo de coisa. Movimentos de protesto contra apetrechos modernos às vezes ajudam os industriais a melhorarem a técnica de suas empresas, não para perderem ou empatarem no lucro do curto prazo, mas para ganharem no longo prazo. Por isso que após a pressão nas empresas, forçando-as a tomar medidas contra a poluição, ou empurrando-as para atitudes favoráveis ao chamado “direitos dos animais”, passado um tempo, são consideradas pelas próprias empresas como algo que as fez dar uma salto tecnológico interessante.

Quanto mais os ativistas reclamam de entidades como o Instituto Royal, inclusive com procedimentos radicais (a lição Black Bloc de “ação direta” para fomentar o simbolismo serviu!), mais os testes vão sendo reconhecidos como obsoletos. Sabemos hoje que muitas indústrias não executam mais testes com animais, pois eles se tornaram inócuos. A maior parte dos testes, atualmente, já são feitos por simulação, por meio de programas computacionais. Isso é até melhor, do ponto de vista técnico, que a prática no animal, pois é um procedimento mais ágil, observável e seguro. Ora, se a motivação inicial para se chegar a isso foi a emoção, por sua vez, o processo foi plenamente racional, sendo o final tanto racional quanto emocional. Racional no final porque melhora tudo que tinha de melhorar. Emocional no final porque satisfaz todos nós que queremos que a crueldade diminua em todos os níveis e setores.

Desse modo, se temos Rousseau e Disney na base do impulso das garotas que invadiram o Royal, não temos que repreender o filósofo genebrino e o desenhista empreendedor americano. A tradição que eles criaram e alimentaram não trouxe uma ação retrógrada, mas uma ação de progresso moral e intelectual. Não se produziu com emoção algo irracional, mas algo que melhora a vida de todos nós à medida que podemos enxergar um horizonte em que a vida de um habitante em nosso planeta não tem que se desgraçar para que a vida de outro seja suave.

Sei bem que quando se consegue um ganho desse tipo, há ainda os que se irritam. Afinal, nunca podemos satisfazer aqueles que juraram que irão rezar de joelhos só no altar da crueldade. Essa gente tem um ódio danado daqueles que podem estar falando a outros que há algo de utópico no mundo, e que é válido.

* Paulo Ghiraldelli Jr., 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ.


Destaques do ABC!

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sábado, 19 de outubro de 2013

Resgate dos Beagles: Rebeldes com Causa!


Toda Vida é Sagrada.




Vamos lutar para acabar de uma vez com testes de laboratório utilizando animais.

É urgente acabar com a barbárie do Instituto Royal e empresas afins.

Chega de violência contra seres indefesos !

Basta de atrocidades contra os animais !!!

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Barbárie dos Beagles: "Ocupa São Roque"


Toda Vida é Sagrada.

Respeitem a Vida!

Basta de Violência contra os Animais!






OAB fala do Resgate dos Beagles


COMUNICADO da OAB SP sobre a questão do Instituto Royal


COMUNICADO IMPORTANTE SOBRE O INSTITUTO ROYAL
(DIVULGUEM A TODOS OS PROTETORES E ATIVISTAS)

1. Apesar das notícias de que um juiz teria determinado a busca e apreensão dos animais resgatados, por enquanto essa informação não está confirmada.

2. Gostaríamos de dar os parabéns pelo zelo e dedicação de todos os que participaram de modo pacífico da manifestação, e ajudaram no resgate de animais feridos, mutilados e vítimas de maus-tratos.

3. Além de salvar os animais, porém, é muito importante que todos auxiliem na produção de provas dos crimes de maus-tratos ocorridos no instituto, o que justificou o resgate dos animais.

4. Por favor, encaminhem fotos, vídeos e documentos que comprovem os maus-tratos para a COMISSÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA ANIMAL DA OAB - SP, para a instrução do Processo: Rua Anchieta, 35, 1.º andar, CEP 01016-900.

5. É muito importante que os animais sejam levados ao veterinário, e que seja solicitada a elaboração de laudos que comprovem os maus-tratos, o que inclui a realização de "experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos" (Lei 9.605/98, art. 32, § 1.º).

6. Os laudos devem conter a descrição de ferimentos, amputações, mutilações, intoxicação, inoculação de substâncias agressivas, sequelas decorrentes das experiências e confinamento, indução de tumores para pesquisas etc.

Atenciosamente,

Ricardo Ligiera
Presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB-SP

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