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domingo, 16 de setembro de 2012

Revista VEJA pretende desestabilizar presidenta Dilma


Bem fez a presidenta Dilma Rousseff, que na última sexta-feira cancelou almoço com Roberto Civita, presidente do Grupo Abril, e foi embora para Porto Alegre, curtir o fim de semana com a família. E ordenou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, abandonasse evento promovido pela revista Exame.

Presidenta Dilma: agora só falta cancelar as milionárias verbas publicitárias do governo e estatais nas páginas de veículos do jornalismo de esgoto.

A revista VEJA não tem moral para denunciar ninguém e tem que explicar ao cidadão brasileiro seu envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira e o crime organizado.

As elites podres, ignorantes, mesquinhas e apátridas, nunca engoliram o governo popular do presidente Lula e usam o jornalismo de esgoto para atingir e desestabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff.

VEJA: Não compre! Se comprar, não leia! Se ler, não acredite!










ESGOTO JORNALÍSTICO

"Lula era o chefe", diz Valério (em off) a Veja

BOMBA ANUNCIADA PELA REVISTA VEJA CONTRA O EX-PRESIDENTE LULA NÃO TRAZ PROPRIAMENTE UMA ENTREVISTA DE MARCOS VALÉRIO À PUBLICAÇÃO. SÃO DECLARAÇÕES DITAS A SUPOSTOS INTERLOCUTORES PRÓXIMOS, REPRODUZIDAS PELA REVISTA. "OFF THE RECORDS", COMO SE DIZ NO JARGÃO JORNALÍSTICO. OU SEJA: NADA ESTÁ GRAVADO, OU DECLARADO OFICIALMENTE. MAS VEJA FAZ PAIRAR NO AR A AMEAÇA DE UMA DELAÇÃO PREMIADA CONTRA LULA

247 – Desde ontem à noite, Veja anuncia por meio de dois de seus porta-vozes extraoficiais, os jornalistas Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, uma capa bombástica contra o ex-presidente Lula. A “mais importante desde a entrevista de Pedro Collor”, que gerou o impeachment de seu irmão Fernando Collor, há exatos vinte anos. A capa, no entanto, não entrega a mercadoria. Traz uma declaração de Marcos Valério de Souza (“Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”) que não foi dita diretamente à revista. Trata-se, na verdade, de algo dito a interlocutores próximos do empresário, já condenado na Ação Penal 470, mas não oficialmente à revista. Off the records, portanto.

A reportagem começa com uma narrativa sobre a rotina de Valério, como o fato dele levar todos os dias os filhos à escola, para dar ar de verossimilhança ao texto. Mas nenhuma das declarações – todas elas capazes de provocar uma crise política de proporções inimagináveis – foi dita a jornalistas da revista. Eis algumas delas:


“Lula era o chefe”.
“Dirceu era o braço direito do Lula, o braço que comandava”.
“O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com o Lula à noite”.
“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”.
“(Depois da descoberta do escândalo), meu contato com o PT era o Paulo Okamotto. O papel dele era tentar me acalmar”.
“O PT me fez de escudo, me usou como boy de luxo. Mas eles se ferraram porque agora vai todo mundo para o ralo”.
“Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”.
Não sabe, portanto, se Valério realmente disse o que Veja atribui a ele. Pode ter dito, como não dito. O fato é que não assume publicamente suas declarações – algo bem diferente do que aconteceu vinte anos atrás, com Pedro Collor. Em vários depoimentos, todos eles gravados, ele narrou ao jornalista Luís Costa Pinto, então repórter da revista em Recife, detalhes da vida privada do ex-presidente Collor. Era uma entrevista em “on” – contestada apenas por aqueles que diziam que Pedro Collor não estava no juízo normal quando deu suas declarações.

No caso atual, pode-se acreditar ou não na versão de Veja. Valério disse porque Veja disse que disse. Ou Valério não disse porque Veja mantém sua cruzada contra o ex-presidente Lula, iniciada em 1º de janeiro de 2003, dia de sua posse.

Como se sabe, Lula não foi alvo de um processo de impeachment em 2005, porque a oposição, regida pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, não teve coragem de enfrentá-lo. Sobrou para o “capitão do time” José Dirceu, muito embora o delator Roberto Jefferson agora acuse Lula de ser o “mandante” de todo o esquema – uma contradição que o procurador Roberto Gurgel desconsidera, uma vez que Jefferson serve para incriminar Dirceu, mas não Lula.

Agora, com a capa desta semana, Veja sugere que Marcos Valério poderá fazer uma delação premiada para incriminar também o ex-presidente Lula. Assim, não apenas alguns símbolos da era Lula seriam condenados, como, talvez, o próprio ex-presidente.

Anunciam-se tempos de radicalização política no País.


Brasil 247

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sábado, 15 de setembro de 2012

São Paulo: Um Blogueiro Revolucionário na Câmara Municipal


A Blogosfera brasileira é hoje importante alternativa para a informação dos cidadãos e vem ocupando cada vez mais espaço, graças à democratização do acesso à internet, à agilidade na produção e veiculação de conteúdos e à diversidade de opiniões que viabiliza e estimula.

Como humilde pensadora da mídia, ávida consumidora de informação qualificada e produtora de conteúdo transmitido pelas mídias digitais, esta Blogueira, cidadã paulistana, se preocupa e muito com os destinos da cidade. 

Estamos, blogueira e blog, muito atentos e em estado de alerta diante do quadro atual nas eleições para prefeito: o risco de uma continuidade do que aí está, o que seria uma lástima para uma cidade com gravíssimos e urgentes problemas a resolver, ou a ameaça de mais um "Salvador da Pátria", tendo um "bispo" nos governando nos bastidores...

Desiludidos com a politicalha praticada há décadas por uma parte considerável dos nossos homens públicos, o eleitorado muitas vezes também não se aplica na escolha de candidatos à Câmara Municipal, o que gera, por exemplo, o descalabro atual: um legislativo anêmico, subserviente ao Prefeito e voltado quase que em sua maioria para defender seus próprios interesses, privilégios e benesses.

O Povo Paulistano? Que se lixe!...

Está mais do que na hora de mudarmos radicalmente este quadro. Em tempos de sociedade digital, na era da informação e da comunicação intermediadas por avançadas tecnologias, numa etapa de upgrade global, a terceira maior cidade do planeta tem que ter uma câmara municipal à altura do momento mundial, não esta coisa chinfrim que aí está...

Esta Blogueira e o Abra a Boca, Cidadão!, independentes e não vinculados a qualquer partido, apoiam para a Câmara Municipal de São Paulo um jornalista, escritor e blogueiro, mas, mais do que isto, um homem de luta, de coragem, revolucionário, que não lambe botas de poderosos: Celso Lungaretti, do blog Náufrago da Utopia

Conheçam sua extraordinária história de vida!

Acorda, São Paulo!






Ainda não considero cumprida minha missão

Prezado eleitor,

não estranhe se for eu mesmo, candidato a vereador de São Paulo, que estiver lhe entregando esta mensagem. Minha campanha é humilde e feita com muita dificuldade, como costumam ser as dos candidatos que não se comprometem a, eleitos, retribuírem as doações recebidas dos ricos e poderosos.

Sei que despejam propaganda política demais na vossa cabeça; mas, humildemente, peço uns minutinhos de atenção. Pois o que lerá aqui não são falsas promessas nem frases feitas. É uma história de vida.




Disputo a primeira eleição já sexagenário, mas meus ideais vêm de muito longe: aos 16 anos eu já discutia com meus colegas de escola formas de ajudarmos os melhores brasileiros a resistirem à ditadura mais bestial que este país já conheceu.

Tornei-me líder secundarista e, quando os golpistas de 1964 passaram a responder aos protestos pacíficos com assassinatos e torturas terríveis, não recuei: ao lado de sete jovens companheiros, ingressei no movimento de resistência armada ao despotismo que fora instalado pelas armas.

Mas, o que poderiam fazer uns tantos idealistas destreinados e mal armados contra aqueles que, além de terem as armas como instrumentos do seu ofício, contavam com esmagadora superioridade em efetivos, armamento e recursos? Dos oito que éramos, dois acabaram mortos; cinco, fomos presos e barbaramente torturados; e uma escapou ilesa, mas, traumatizada pela perda do marido e perseguições sofridas, nunca mais seria a mesma.

Quando enfim me libertaram, tive de reconstruir minha vida nas piores condições, com uma lesão permanente e várias sequelas, ameaçado, vigiado, estigmatizado.

Mesmo assim fiz longa carreira jornalística e continuei sempre defendendo as bandeiras que norteiam minha existência: liberdade e justiça social.

Até que os barões da imprensa, incomodados com minhas verdades, me privaram do direito de trabalhar nas suas redações e até de ser citado em suas publicações. Mas, limitado à internet, minha influência até cresceu e eu pude dar boa contribuição para várias causas; orgulho-me de, como defensor dos direitos humanos, haver evitado graves injustiças e ajudado a salvar pessoas valorosas.

Ainda não considero cumprida minha missão, nem completo o legado que quero deixar às minhas filhas, netos, e ao meu povo.





A São Paulo dos meus sonhos não é esta de qualidade de vida tão ínfima, de transporte tão infernal e de tamanho descaso com as necessidades e direitos mais elementares dos cidadãos - palco, ademais, de episódios chocantes como o de coitadezas sendo escorraçados a pontapés (ao invés de civilizadamente tratados da dependência química que os está levando à morte) porque atrapalham grandes empreendimentos imobiliários.

Admito sinceramente que o maior problema paulistano não pode ser solucionado por prefeitos e vereadores: é o fato de que aqui os interesses individuais prevalecem sobre os coletivos. Numa sociedade regida pela ganância em detrimento do bem comum, jamais a população será respeitada como merece.

Mas, a administração pública não precisa ser tão medíocre e desumana como a atual; nem os representantes do povo, tão traidores do povo.

Então, sem demagogia nem planos mirabolantes, eu apenas me proponho a continuar fazendo o que fiz durante toda a minha vida adulta: defender os direitos e os interesses dos humildes, contra a gula insaciável e as infames maquinações dos poderosos.

Pode parecer pouco, em relação ao que tantos prometem. No entanto, é bem mais do que eles entregarão.

Ficarei muito grato se merecer o vosso apoio.

Cordialmente,


Celso Lungaretti







ooooooooooooo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Manaus: "Procura-se Carmina"


Não foi a primeira vez e nem será a última. 

As companhias aéreas vêm se comportando com muita displicência no transporte de animais, como noticiamos aqui com o Pinpoo, lembram-se?, um cãozinho de uma senhora gaúcha que escapou do contêiner de transporte e ficou perdido vários dias nas proximidades do aeroporto de Vitória. Felizmente ele foi achado são e salvo, para alegria da dona e de todos nós.

Agora acontece estória parecida com a cadela Carmina, que se encontra perdida em Manaus. Quem ama os animais consegue imaginar o sofrimento que a dona da Carmina está passando.


Vamos torcer e pedir que o pessoal de Manaus use o máximo que puder o Facebook e outras redes sociais para encontrar o indefeso animal.

Toda Vida é Sagrada.


Campanha virtual "Procura-se Carmina" tenta achar cadela perdida em voo da TAM

A cadela fugiu após o avião que fazia o trecho Rio de Janeiro – Manaus aterrissar. A campanha "Procura-se Carmina" mobiliza os familiares da tutora do cão nas redes sociais



                    Família oferece recompensa a quem encontrar a cadela Carmina que 
                                      está desaparecida em Manaus (Reprodução)

O envio de uma cadela do Rio de Janeiro para Manaus, pela empresa TAM Linhas Aéreas, acabou se transformando em dor de cabeça para a família do funcionário público Maurício Lapa, 60, nessa terça-feira (11). A cadela que atende pelo nome de Carmina desapareceu após o avião em que ela era transportada pousar na capital amazonense.

De acordo com Maurício, o voo que trazia o animal estava previsto para aterrissar por volta das 14h, o que ocorreu uma hora depois. Entretanto, segundo ele, somente por volta das 16h é que os funcionários da empresa o chamaram para falar sobre o animal.

“Fui chamado para ajudá-los a procurar a cadela, porque ela simplesmente havia sumido”, relata.

Segundo ele, os funcionários da TAM e da Infraero informaram que durante o voo Carmina teria conseguido arrebentar o contêiner de fibra no qual viajava. No momento em que o bagageiro do avião foi aberto, para a retirada das malas, explica Lapa, a partir das informações recebidas, a cadela teria pulado de uma altura de aproximadamente 2 metros.

Ainda segundo Lapa, a TAM teria se comprometido a produzir cartazes para espalhar nas imediações do aeroporto, com a foto de Carmina. Porém, conforme Maurício Lapa, nesta quarta-feira (12), ao procurar pela empresa, nada havia sido produzido.




Tutora


O animal é criado pela enteada de Maurício, a engenheira florestal Cleo Carvalho Ohana, 26. Como no próximo sábado (15), ela virá para Manaus, onde prestará um concurso público, resolveu enviar o animal antecipadamente.

“Ela criava esta cadela desde pequena, quando encontrou na rua. Há dois anos estava com ela”, desabafa Maurício Lapa, a respeito de Carmina, uma cadela sem raça definida.

Buscas


Nesta quarta-feira, ele e a mulher fariam uma nova procura pelo entorno do aeroporto para encontrar Carmina. Nas redes sociais são divulgadas fotos em uma campanha virtual intitulada de “Procura-se Carmina”.

Informações sobre o animal ou mesmo a devolução da cadela podem ser feitas pelos números (92) 9627-6750 (Cleide) ou (92) 9988-3889 (Maurício).

Lapa não descarta a possibilidade de acionar a TAM judicialmente. “Não é pelo dinheiro, mas pela responsabilidade do transporte com o animal, e também pelo valor sentimental que ela representa para a Cleo”, ressalta.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a TAM Linhas Aéreas informou que "em relação ao vivenciado com o animal doméstico da Sra. Cléo Carvalho Ohana, passageira do voo JJ3766 (Rio de Janeiro-Galeão/Manaus) do dia 11 de setembro de 2012, informamos que já estamos em contato com a nossa cliente para prestarmos o apoio que se fizer necessário para a solução do ocorrido”.


A Crítica/Manaus

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São Paulo em Chamas: quem se importa?


Os incêndios são provocados pela seca? O trânsito complicado, tema de todas as semanas, impede a mobilização dos bombeiros? Nesse caso, diante de tanta regularidade nas ocorrências, não seria o caso de criar um sistema preventivo, com postos avançados nas áreas mais vulneráveis? Como funciona o sistema de defesa civil nessas regiões? O que acontece depois do incêndio? Os barracos são reconstruídos? O espaço é dominado e revendido por traficantes? Há vereadores envolvidos? O que acontece com os cidadãos que perdem documentos – inclusive o título de eleitor – nesses incêndios?

A questão é grave e se for investigada devidamente... Há muitos interesses inconfessáveis por trás. Por isso a chamada grande imprensa apenas tangencia o assunto.





FOGO NA FAVELA
O jornalismo dos pobres

Luciano Martins Costa

Na Folha de S. Paulo saiu apenas uma fotografia, com uma legenda de duas linhas, e no Estado de S. Paulo uma notícia curta num rodapé de página, nas edições de terça-feira (11/9). O fato é o 33º incêndio ocorrido em favelas da cidade de São Paulo apenas neste ano. Desta vez, a ocorrência foi em Paraisópolis, na Zona Sul, e novamente a imprensa faz apenas um registro burocrático do incidente.

Aliás, “incidente” é a palavra escolhida pelos jornalistas quando se referem a um acontecimento negativo de uma maneira distanciada.

Mas, como tratar dessa forma indiferente um fato tão crucial para tantas pessoas? Afinal, as vítimas são aquela parte da população que está excluída dos direitos mais básicos entre todos os cidadãos.

Para ficar apenas nas estatísticas, que compõem a abordagem predileta da imprensa quando se trata de “incidentes” que afetam a população mais pobre, convém registrar que, neste ano, São Paulo teve exatamente um incêndio por semana em favelas.

Será que a insensibilidade dos jornais em relação aos paulistanos que vivem em circunstâncias precárias chega a embotar até mesmo a natural curiosidade dos profissionais da imprensa? Se houvesse um incêndio por semana em praças ou parques nas zonas mais bem aquinhoadas com equipamentos urbanos, como estariam reagindo os jornais?



Alguma coincidência

No Estadão de terça-feira, as estatísticas registram que, em pouco mais de um ano, os incêndios em favelas já deixaram 1.386 pessoas desabrigadas. Esses são os números oficiais, baseados nos pedidos de bolsa-aluguel feitos pelos que perdem suas moradias, pagos até que as famílias sejam realocadas.

Diz o jornal que, em 2006, eram 5 mil os desalojados por incêndios, enchentes e outras ocorrências. Neste ano, a prefeitura está pagando 27.422 auxílios-moradia, ou seja, esse é o número mínimo de pessoas que perderam suas casas e ainda não foram reinstaladas em outras moradias.

Não é preciso muita imaginação para se chegar ao grau de transtornos e sofrimento que atingem esses brasileiros: além de serem obrigados a viver em alojamentos precários, sem perspectiva de um teto decente, muitos acabam deslocados para longe de seus trabalhos, para longe das escolas e creches de seus filhos – quando havia tais benefícios.

O registro burocrático dos incêndios em favelas é a manifestação mais escrachada da visão de mundo que predomina nas redações: os jornais são capazes de dedicar página inteira, em edição dominical, para falar de hospitais para cães, mas não demonstram nenhum interesse em saber por que há tantos incêndios em favelas.

Em alguns casos, um mínimo de curiosidade mandaria averiguar alguma coincidência entre certos eventos e projetos de avenidas que estão travados pela existência de barracos no trajeto. Em outros, seria o caso de investigar se os incêndios guardam alguma coincidência com processos judiciais por reintegração de posse de imóveis valorizados pela falta de espaços na cidade.


Sem perguntas

Desde o polêmico episódio da expulsão dos ocupantes do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), quando compraram a versão oficial, os jornais parecem ter abandonado o assunto das moradias precárias.

Mas a fumaça de barracos queimados não pode ser ignorada, mesmo porque os programas populares da televisão vasculham a cidade com seus helicópteros e têm registrado todos esses acontecimentos.

O que chama atenção é a insensibilidade dos jornais diante de tantas perguntas sem respostas – ou tantas respostas sem perguntas.

Mesmo que se admita que a vida dos favelados não tem o charme de uma nova butique para animais de estimação, é de se esperar que haja pelo menos alguma curiosidade nas redações quanto à frequência e regularidade dos acontecimentos.

Os incêndios são provocados pela seca? O trânsito complicado, tema de todas as semanas, impede a mobilização dos bombeiros? Nesse caso, diante de tanta regularidade nas ocorrências, não seria o caso de criar um sistema preventivo, com postos avançados nas áreas mais vulneráveis? Como funciona o sistema de defesa civil nessas regiões? O que acontece depois do incêndio? Os barracos são reconstruídos? O espaço é dominado e revendido por traficantes? Há vereadores envolvidos? O que acontece com os cidadãos que perdem documentos – inclusive o título de eleitor – nesses incêndios?

São muitas as perguntas que caberiam nessa pauta. Mas o silêncio da imprensa diz o suficiente.


Observatório da Imprensa

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Brucutus tentam calar Blogueiros e Blogs


O Abra a Boca, Cidadão! e esta editora-blogueira também estão incomodando familiares, servidores de subprefeitura, setores retrógrados do Judiciário local e outros agentes públicos, que pretendem continuar atuando livremente, sem serem incomodados com críticas e denúncias. Como diz o manifesto abaixo:

Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.

Continuamos na Luta!

Cidadãos, Redes Sociais e Blogosfera, todos atentos e mobilizados!



A TENTATIVA DE SUFOCAR A BLOGOSFERA

No mais recente atentado contra a liberdade de expressão no Brasil, o prefeito de Curitiba (PR) e candidato à reeleição Luciano Ducci processou o blogueiro Tarso Cabral Violin, apenas porque discordou de duas enquetes publicadas na página mantida pelo blogueiro. A Justiça Eleitoral, num gesto inexplicável, deu ganho de causa ao prefeito-censor e estipulou uma multa de R$ 106 mil, o que inviabiliza a continuidade do blog. No mesmo Paraná, o governador Beto Richa também persegue de forma implacável o blogueiro Esmael Morais, que já foi processado várias vezes e coleciona multas impagáveis.

Em outros cantos do país, a mesma tática, a da judicialização da censura, tem sido aplicada visando intimidar e inviabilizar financeiramente vários blogs. Alguns processos já são mais conhecidos, como os inúmeros que tentam calar os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. No fim de 2010 e início de 2011, o diretor de jornalismo da poderosa TV Globo, Ali Kamel, também ingressou na Justiça contra seis blogueiros – o que prova a falsidade dos discursos dos grupos de mídia que se dizem defensores da liberdade de expressão. Criticado pelos blogueiros, pelo seu papel manipulador nas eleições de 2006 e 2010, Kamel parece ter escolhido a via judicial para se vingar dos críticos.

Se os juízes de primeira instância parecem pressionados diante de autoridades e empresas de Comunicação tão poderosas, é preciso garantir que os tribunais superiores mantenham-se atentos para garantir que a liberdade de expressão não se transforme num direito disponível apenas para meia dúzia de famílias que controlam jornais, TVs e rádios brasileiras.

Além da judicialização da censura, também está em curso no país uma ação ainda mais violenta contra os blogueiros com ameaças de morte e até atentados. Em 2011, o blogueiro Ednaldo Filgueira, do município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi barbaramente assassinado após questionar a prestação de contas da prefeitura. Outro blogueiro também foi morto no Maranhão. Há várias denúncias de tentativas de intimidação com o uso da violência, principalmente em cidades do interior onde a blogosfera é o único contraponto aos poderosos de plantão.

Como se não bastassem os processos e as ameaças físicas, alguns setores retrógrados da sociedade também tentam impedir a viabilização financeira da blogosfera através de anúncios publicitários. Recentemente, o PSDB ingressou com ação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) questionando os poucos anúncios do governo federal em blogs e sítios de reconhecida visibilidade. A ação foi rejeitada, o que não significa que não cumpriu seu objetivo político de intimidar os anunciantes. Até o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem atacado a publicidade nos blogs.

Diante desses atentados à liberdade de expressão, o Centro de Estudos Barão de Itararé manifesta a sua total solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados. É preciso denunciar amplamente os que tentam silenciar esta nova forma de comunicação.

É urgente acionar os poderes públicos – governo federal, Congresso Nacional e o próprio Supremo Tribunal Federal – em defesa da blogosfera. É o que faremos, em parceria com as demais entidades da sociedade civil, em especial com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), requisitando audiências junto ao STF, STJ, TSE, Congresso Nacional e Ministério da Justiça.

Pedimos, ainda, a atenção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para o tema. Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Brucutu: termo muito em voga nos anos 70, empregado para pessoa grosseira, ignorante, boçal, que se comporta como troglodita, como homem das cavernas.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Poder Judiciário: antes e depois de Eliana Calmon


Foram dois anos muito intensos, de declarações polêmicas e bombásticas, mas também de medidas ousadas e corajosas, trabalho duro, firme, altivo, que deu um verdadeiro upgrade no Judiciário, abrindo a "caixa preta" do vetusto poder. 

Um verdadeiro divisor de águas: ministra Eliana Calmon, Orgulho da Magistratura Brasileira.

Mas... 

Isso ainda é muito pouco para derrubar séculos de prepotência e arrogância. Séculos de mentalidade elitista e patrimonialista não desmoronam do dia para a noite. 

Vamos esperar que uma nova Eliana Calmon se disponha a desembainhar a espada de Têmis, partir pra cima dos bandidos de toga e nos defender?

A cidadania tem que continuar atenta, mobilizada, utilizando as redes sociais e todos os canais possíveis, imagináveis e republicanos para enfrentar essa iniquidade. Eles estão unidos. E nós?

Não nos esqueçamos em nenhum momento do que nos alertou a Grande Mulher da Justiça, nossa inesquecível inspiradora:

"Orai e Vigiai, porque o perigo nos ronda."





Paladina contra "bandidos de toga", Eliana Calmon marca história no CNJ


Eliana Calmon deixou o cargo na semana passada
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


Primeira mulher a integrar o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon encerrou na semana passada seu mandato de dois anos como corregedora e foi substituída no cargo pelo também ministro do STJ Francisco Falcão. Durante o tempo que ocupou o posto, ela foi personagem central de várias discussões, principalmente após uma declaração que abalou o Judiciário.

O ataque, feito em entrevista à Associação Paulista de Jornais (APJ) no ano passado, gerou um escândalo que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A frase em questão: Eliana Calmon, que foi uma espécie de ombudswoman do Judiciário brasileiro, afirmou que estava sendo atrapalhada por "bandidos que estão escondidos atrás da toga" - juízes corruptos que, segundo ela, favorecem interesses escusos e enchem os bolsos de dinheiro enquanto trabalham o mínimo possível.

Agora, com o distanciamento do fato, ela relembra como reagiu naquele dia marcante. "Olha, eu uso muita linguagem figurada. Quando eu disse aquilo não parecia tão ruim. Mas aí a entrevista acabou", lembra a agora ex-corregedora nacional de Justiça, rindo. "Eu olhei para o meu assessor e ele me olhou como se tivesse visto um fantasma! E foi aí que toda a tempestade começou."

O surpreendente resultado foi uma inédita onda de transparência e de reforma nas cortes brasileiras - muitas daquelas que historicamente se comportavam como feudos, sem confiança da população nem dos investidores estrangeiros.

O confronto transformou Eliana Calmon, uma juíza de carreira com 67 anos de idade, avó e autora de um livro de receitas, em uma improvável heroína, com mais de 10 mil fãs no Facebook e até um carro alegórico em sua homenagem no Carnaval deste ano.

Após deixar o cargo de corregedora, ela assumiu a diretoria-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).


Presença feminina

A ascensão dessa mulher abalou um universo restrito, dominado por homens, cujos discursos costumam ser floreados com frases em latim e elogios rebuscados. Fã de blazers chamativos e acostumada a pontuar suas críticas com uma risada aberta, Calmon chamou juízes corruptos de "vagabundos" e "cupins", disse que o sistema legal brasileiro está "um século atrasado" e pediu mais transparência às cortes.


Apesar daqueles que a acusam de perseguir holofotes - ou, ainda pior, de ser uma boquirrota que calunia sem cuidado nenhum todo o sistema judiciário - Eliana Calmon afirma que seu apoio nas bases lhe deu a autoridade para fazer pressão.

Durante seu mandato no CNJ, ela forçou juízes a revelarem mais dados sobre seus rendimentos, diminuiu práticas que permitiam às autoridades receber vários salários extras e expulsou corruptos de seus cargos. E ainda não acabou.

Seus esforços são parte de uma grande tendência, conforme o Brasil se torna mais próspero e vê a crescente classe média exigir instituições melhores. Seis ministros da presidente Dilma Rousseff deixaram o governo no ano passado por causa de acusações de corrupção - um fato inédito. Ainda assim, o Judiciário foi visto como um retardatário, o Poder que menos mudou desde o fim da ditadura militar, em 1985.

O que Calmon fez "é crucial para a democracia brasileira", diz Fernando Henrique Cardoso, presidente de 1995 a 2003. "Esses juízes nunca tiveram controle sobre eles antes." Tudo isso seria impossível, segundo Eliana Calmon, sem aquele arroubo retórico.

"Quando eu disse 'bandidos de toga' foi para um jornal pequeno", afirmou. "Mas, no mundo de hoje, se você diz algo que já está na cabeça das pessoas, explode como pólvora. Isso, descobri, era algo em que todo mundo acreditava, mas não podia falar alto. O meu papel foi falar."


Sistema Judiciário ineficiente


Dois dias depois de fazer o comentário das togas, ela teve de se sentar silenciosamente na mesma sala do ministro Cezar Peluso, então presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enquanto ele lia uma nota repudiando "veementemente" os comentários da corregedora por lançar "acusações levianas" contra "milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade".

Eliana Calmon alega que ao se concentrar em constranger os juízes corruptos para tirá-los dos cargos ela estaria ajudando "a vasta maioria" de magistrados brasileiros que é honesta e trabalhadora. Mas naquele dia ela preferiu ficar calada.

"Sabia que não era meu momento", afirmou. "E sabia que as coisas iam piorar", disse. De fato, em semanas a tensão aumentou, quando o STF julgou um caso que buscava limitar os poderes dela para investigar e punir juízes. Não foi o primeiro enfrentamento dela com o sistema. Criada na Bahia, estudou Direito porque, assim como muitas pessoas nos anos 1960, ela queria combater as injustiças. Quando ela se tornou juíza, ficou empolgada por se encontrar com um dos mais fechados bastiões da elite brasileira. O sistema legal, baseado no código napoleônico e com raízes nos tempos coloniais, tradicionalmente é "impermeável para aqueles que tentam tirar as togas e forçar mudanças", de acordo com o senador Pedro Taques (PDT-MT), um dos defensores da reforma do Judiciário. "É um clube", disse Taques. "Eliana foi ousada o suficiente para exigir sua entrada, mesmo quando muitos não a queriam."

A Constituição de 1988, escrita pouco depois de a democracia ser restaurada, permitiu autonomia quase total às cortes - uma decisão que buscava protegê-las da interferência política, mas, na prática, facilitou que corruptos escondessem nepotismo, abuso de poder e decisões favoráveis a interesses escusos, de acordo com ela.

A morosidade e o funcionamento opaco do sistema legal é frequentemente citado em pesquisas como um dos maiores obstáculos para investimentos no Brasil. Um estudo do Banco Mundial, que classifica 183 países com base na abertura a investidores, coloca o Brasil perto da lanterna em categorias que incluem respeito a contratos, abertura de empresas e licenças para construir - todas áreas em que a Justiça pesa.

"Existe corrupção, é claro, mas também temos grandes áreas no sistema legal que se alimentam das disfunções e da ineficiência", afirmou Eliana Calmon, citando como exemplo a prática brasileira de exigir autenticação de documentos. "Isso fez com que se criasse dentro do setor judiciário segmentos que estão podres e que se nutrem da inação da Justiça. Se a Justiça funcionasse bem, eles seriam dizimados."


O jeito direto impediu laços, mas também deu a ela amigos poderosos, que a ajudaram a subir na carreira. Ela se tornou a primeira mulher a integrar o STJ, onde é ministra desde 1999. E em 2010, foi indicada para o cargo de corregedora Nacional de Justiça, em um órgão criado seis anos atrás com poderes para investigar juízes.

"Ao longo da minha carreira sempre denunciei tudo que via, mesmo quando não era politicamente correto", disse, e começa a rir. "Se eles queriam uma ratinha no CNJ, acho que deveriam ter escolhido outra pessoa."

Enfrentamentos com o STF


Fiel a seu discurso, Eliana Calmon dobrou as apostas depois que o Supremo assumiu o caso para limitar os poderes do CNJ. Ela levou suas acusações diretamente à sociedade - alegando, por exemplo, que centenas de juízes tinham feito movimentações financeiras acima dos seus vencimentos. Ela também afirmou que quase a metade dos magistrados do Estado de São Paulo não tinha apresentado suas declarações de renda, apesar das exigências legais.

Enquanto isso, mirou o ministro Peluso, então presidente do Supremo, sugerindo que ele a impedia de investigar a Justiça paulista - onde tramitam 60% dos casos no Brasil. "Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro", disse ela.

A resposta popular foi enorme. Eliana Calmon começou a aparecer diariamente nas capas de jornais. As mídias sociais se agitavam a cada nova acusação. Finalmente, chegou à fama: um carro alegórico do Carnaval de Brasília desfilou com uma faixa que dizia "Eliana Calmon, seu santo é foda!" 


Em fevereiro o STF decidiu, preservando os poderes de Calmon e do CNJ. A então corregedora, que estava tão nervosa durante o julgamento que precisou de pílulas para dormir, ficou chocada. "Não tenho dúvida de que a opinião pública teve um papel na decisão", disse.

Layrce de Lima, porta-voz do Supremo, recusou-se a comentar sobre se o julgamento do CNJ foi influenciado pela opinião pública. Depois de sair vitoriosa do embate, Calmon disse que veio uma enxurrada de relatos. Promotores e funcionários da Justiça em todo o País, especialmente aqueles com menos de 40 anos de idade, começaram a entrar em contato para contar histórias de corrupção e abuso de poder.

"O benefício real do confronto foi o dramático aumento do número de acusações que recebemos no CNJ", disse. "As pessoas começaram a acreditar pela primeira vez que ninguém - nem os mais poderosos - poderiam impedir esses casos de serem investigados."

Com base nas informações, o CNJ limitou práticas como pedidos de férias de até três meses por ano ou bônus suspeitos que os juízes davam a si mesmos ou a seus funcionários. Eliana Calmon também começou a impedir uma ação corriqueira, na qual tribunais pagavam pendências trabalhistas com altos juros, depois de elas serem mantidas nas contas por anos, o que em alguns casos permitia às autoridades que decidissem quanto receberiam.

Mauro Zaque, um jovem promotor que investigou autoridades corruptas no Estado de Mato Grosso, usou uma metáfora futebolística para expressar sua admiração. "Todos nós vimos Eliana chutar a bola com toda a força dela e marcar muitos gols", falou. "Ela inspirou muitos de nós a entrarmos em campo também."


Próxima geração de juízes


Em agosto, acompanhada por uma dúzia de colegas do CNJ, Eliana Calmon entrou no Tribunal de Justiça de São Paulo, um prédio imponente com corredores repletos de fotos alinhadas de juízes, quase todos homens. "Isso é extraordinário", sussurrou ela a um colega.

Ela passou o dia em reuniões com juízes e outros funcionários da Justiça, alguns dos quais, seis meses antes, queriam sua cabeça. As conversas assumiram um clima de confissão - as reclamações variavam do ritmo lento das audiências a juízes suspeitos de incrementarem suas receitas com a ajuda de amigos. Um advogado buscou conselhos sobre como abrir um órgão como o CNJ para São Paulo.

"As pessoas lá fora sabem o que está acontecendo agora", disse Calmon a um grupo de promotores. "Se negarmos o que está acontecendo, será o fim para todos nós. Só podemos melhorar se admitirmos que temos falhas." 


Eliana Calmon deixou o CNJ em 6 de setembro. Mas, como um sinal da distância que ela percorreu, foi eleita por colegas do STJ para chefiar uma renomada escola para jovens magistrados, a Enfam, um trabalho que deve inspirar a próxima geração do Judiciário brasileiro.

Também está claro que seu papel como consciência moral do sistema judiciário brasileiro cresceu para além do seu cargo. Quando o Supremo Tribunal Federal começou a julgar a ação penal do chamado mensalão, ela disse que "toda a sociedade" estaria assistindo às decisões dos ministros. O alerta estava em todos os jornais no dia seguinte.

Mesmo aqueles que anteriormente se opunham a ela agora dizem que houve uma clara - e provavelmente duradoura - mudança. "As pessoas estavam inquietas, é claro, com as acusações. Mas as consequências são irreversíveis", disse o desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, diretor da Escola Paulista de Magistratura. "A Justiça terá de ser cautelosa agora, porque sabe que graças a ela tudo que fizer será monitorado pela mídia, que tem a sociedade por trás."

Com um sorriso, disse: "Acho que é maravilhoso e já era hora. Na verdade, nós precisávamos disso."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ministério da Cultura: sai Ana de Hollanda, entra Marta Suplicy


Pelo menos haverá mais agito na Esplanada... 

Sai a insossa "irmã do Chico" e entra o "Furacão Marta" e suas declarações polêmicas e bombásticas.

Grande prefeita de São Paulo, enfrentou a Máfia dos Transportes com colete à prova de balas e tudo o mais. De família rica (Smith de Vasconcellos), nunca pensou duas vezes para ir à periferia de São Paulo, onde pulava valetas arregaçando a saia... para vistoriar obras e conhecer in loco os problemas do povo mais humilde. 



                                                                                Site da Marta Suplicy



Confirmado: Marta é a nova ministra da Cultura

A POSSE JÁ OCORRE NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, ÀS 11H; ANA DE HOLLANDA DEIXA O MINISTÉRIO APÓS UMA SÉRIE DE QUEDAS EM FALSO; JÁ A SENADORA FOI PREMIADA POR ENTRAR NA CAMPANHA DO PETISTA FERNANDO HADDAD, EM SÃO PAULO


Blog do Planalto - A senadora Marta Suplicy será a nova ministra da Cultura. Ela aceitou o convite da presidenta Dilma Rousseff e substituirá Ana de Hollanda. Marta deverá tomar posse nesta quinta-feira (13), às 11h, no Palácio do Planalto. Leia abaixo a íntegra da nota:

“A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou a senadora Marta Suplicy para ocupar o Ministério da Cultura. Ela substituirá a artista e compositora Ana de Hollanda, a quem a presidenta agradeceu hoje o empenho e os relevantes serviços prestados ao país à frente da pasta desde janeiro de 2011.

Dilma Rousseff manifestou confiança de que Marta Suplicy, que vinha dando importante colaboração ao governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da Cultura nos últimos anos.

A posse será realizada na próxima quinta-feira às 11h.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”