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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eleições no Judiciário !!! Na Bolívia...



Ainda não chegou a vez do povo brasileiro escolher livremente seus representantes no Poder Judiciário, como acontece em outros países. O Brasil continua convivendo com um Judiciário arcaico, fechado, elitista, antidemocrático... que padece entre outras mazelas de falta de transparência.

Até quando?



Começa a histórica jornada eleitoral: 5,2 milhões de bolivianos às urnas por uma REFORMA JUDICIAL

Agencia Boliviana de Información

Data de publicação: 16/10/11

Indicação e Tradução: Vera Vassouras


Amanhã o povo da Bolívia participará de um ato democrático e inédito, que é uma nova etapa, um novo degrau da construção democrática do Estado, que não se tem praticado nem sequer em outros países.


La Paz, outubro 16 – 5,2 milhões de bolivianos elegerão neste domingo [ontem] nas urnas 26 magistrados, tribunos e conselheiros, e seus suplentes em igual número, em eleição para a reforma de fundo do sistema judicial dos país andino amazônico, entre uma luta política de baixa intensidade entre o oficialismo e a oposição

Cento e quinze advogados pugnaram pelos cargos de vigência decenal e serão formados pelos votos de eleitores – inscritos no padrão biométrico boliviano, de alta confiabilidade e certificado como tal pela comunidade internacional – por maioria relativa.

O Tribunal Superior Eleitoral administra esta eleição atípica na história da América Latina, cuja etapa de escrutínio se apresenta, pelo mínimo, complexa.

Pouco mais da metade da população total da Bolívia votará em mais de 22.000 colégios eleitorais que serão controlados por igual número de polícias.

São 143.000 jurados eleitorais que administram a inédita eleição judicial.

Um exército de duas centenas de observadores das Nações Unidas, da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União das Nações Sul Americanas e o Parlamento Latino-americano, entre outras entidades internacionais que têm destacado o país em suas observações, controlarão a transparência do processo polarizado entre aqueles que o legitimam e os contrários.

Os bolivianos elegerão pela primeira vez nove magistrados do Tribunal Superior Eleitoral e seus suplentes.

Além desses, sete tribunos e igual número de suplentes do Tribunal Constitucional.

O maior peso do padrão eleitoral está no departamento de La Paz (1,5 milhão de eleitores), bastião eleitoral de Morales, seguido pelo de Santa Cruz (1,3 milhão de eleitores), onde radicam os grupos econômicos opostos ao governante indígena de esquerda.

Será a primeira vez na história da Bolívia que os juízes serão eleitos nas urnas e por mandato da Constituição vigente desde 2009.

O princípio desta eleição é a reforma do sistema judicial podre, por décadas, pela corrupção, antítese do que está a ponto de se instaurar.

Inobstante não se trate de uma eleição tradicional, pois os candidatos foram eleitos pela Assembléia Legislativa Plurinacional, de maioria oficial, a política partidária se infiltrou no processo.

Diferente do formato de eleição, que por prescrição constitucional proibiu a propaganda em meios de comunicação, a oposição tem promovido uma campanha pelo voto nulo, enquanto que o governo do presidente Evo Morales enfocou o incentivo do voto e a participação cidadã.

A campanha pelo voto nulo ou pelo “não” à eleição com que se pretende demonstrar um novo esquema correlato de forças políticas no país, que viu Morales sair vencedor nas últimas 5 eleições e referendos, registrava-se nas ruas, avenidas e com força nas redes sociais pela Internet.

Sobre este tópico se firmaram as empresas de estudos demoscópicos e meios privados nas primeiras horas depois do ato de recontagem de votos.

O TSE reconheceu que os resultados oficiais demorarão dias antes de serem informados.

A oposição encarnada pelo ex-prefeito de La Paz, Juan Del Granado, o empresário Samuel Doria Medina, chefes de minoritárias forças legislativas e o ex-militar e líder da principal formação de oposição, Manfred Reyes Villa, processado por corrupção e auto-exilado nos Estados Unidos, ademais, o conservador governador de Santa Cruz, Rubén Costas, acusam Morales de tentar controlar o judiciário, em um país no qual este poder do Estado sempre tem sido apêndice do Executivo.

Morales tem afirmado que não conhece pessoalmente senão 3 dos 115 candidatos e que sua intenção fundamental é a REFORMA DA JUSTIÇA BOLIVIANA, rigorosa e leonina com os pobres e benévola e condescendente com os ricos.

O vice-presidente Álvaro García Linera definiu a eleição judicial como prova de ouro para a democracia boliviana em 26 anos.

"Amanhã [domingo] o povo da Bolívia participará de um ato democrático e inédito, que é uma nova etapa, um novo degrau da construção democrática do Estado, que não se tem praticado nem sequer em outros países”, afirmou.

O ex-presidente do Panamá, Martín Torrijos, chefe da missão de observadores da OEA, qualificou as eleições judiciais bolivianos de “processo único”.

Após sua chegada a La Paz e depois de uma reunião com membros do Tribunal Superior Eleitoral, Torrijos considerou que as eleições de domingo marcarão um “processo único no continente”.

http://www.aporrea.org/actualidad/n190824.html



domingo, 16 de outubro de 2011

Celebremos a Revolução Mundial



A Cidadania Planetária despertou.


Começa a Nova Era.


Celebremos a Revolução Mundial.






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Começou a Revolução Mundial


Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.
                                                                                                               Gandhi


Chegou a hora. O momento é agora.


Um Mundo Novo é Possível.


Indignadas e indignados saem às ruas para exigir Justiça e Democracia Real.


15 de Outubro de 2011.


Começou a Revolução Mundial.


Barcelona, Espanha.



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Berlim, Alemanha.




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Milão, Itália.


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Porto, Portugal.




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Londres, Inglaterra.




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Helsinqui, Finlândia.




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Montreal,  Canadá.




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Indignados de Madrid, Espanha.




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Los Angeles, EUA.




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Santiago, Chile, principal mobilização latino-americana.




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Tessalônica, Grécia.




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Jacarta, Indonésia.


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Melbourne, Austrália.




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Tóquio, Japão.




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Nova York, EUA.




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"Marcha Mundial dos Indignados" vai às ruas



Chegou a hora de mudar o mundo!


Cidadãs e cidadãos indignados com a situação do planeta foram ontem (15) às ruas em quase 1.000 cidades de mais de 80 países, nos quatro cantos do mundo. A mobilização cidadã United for Global Change (Unidos por uma Mudança Global) teve maior adesão na Europa.


Este foi o pontapé inicial de um movimento cidadão planetário que deve ganhar força nos próximos meses. As vozes dissonantes contra a Injustiça e a Barbárie apenas começaram a se organizar. Isto é só o começo.


Indignados do Mundo, Uni-vos!



Abaixo um resumo da movimentação mundial.



Protestos dos "indignados" continuam por todo o mundo

Milhares de pessoas de vários continentes protestaram neste sábado (15).
Manifestantes reclamam do sistema financeiro e de alguns políticos.


Do G1, com EFE
Homem caminha ao lado de carros em chamas durante a 'Marcha dos indignados', em Roma (Foto: Max Rossi/Reuters)Homem caminha ao lado de carros em chamas
durante a "Marcha dos indignados", em Roma
(Foto: Max Rossi/Reuters)
Milhares de cidadãos "indignados" de vários continentes se manifestaram neste sábado em mil cidades de todo o mundo sob o lema "United for global change"("Unidos para uma mudança global") contra os políticos e o poder financeiro atual.
O dia de protestos começou na Oceania e na Ásia, onde a participação foi desigual, porque alguns países proíbem ou restringem concentrações em lugares públicos, como Cingapura e China.
Na capital japonesa, centenas de pessoas misturaram seu protesto contra as desigualdades políticas e financeiras com uma reivindicação contra as centrais atômicas, um protesto cada vez mais recorrente após o terremoto que danificou a usina nuclear de Fukushima, em março, no Japão.
As maiores mostras de descontentamento social foram registradas na Europa e tiveram tom pacífico e festivo, com exceção de Roma, onde foram registrados incidentes violentos com dezenas de feridos e vários danos materiais.
A convocação também ocorreu do outro lado do Atlântico. Em Nova York, onde os manifestantes do "Occupy Wall Street" uniram vozes contra a política e as finanças, um banco teve que chamar a polícia para barrar a entrada em massa de manifestantes que pretendiam retirar seu dinheiro da entidade.
Europa


Na Itália, confrontos entre a Polícia e centenas de encapuzados durante a manifestação transformaram Roma em um campo de batalha.
Os encapuzados incendiaram veículos e um prédio do Ministério da Defesa, atacaram comércios e bancos e atiraram pedras, foguetes e bombas durante a manifestação, que começou pacificamente com a participação de cerca de 200 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Na Itália, confrontos entre a Polícia e centenas de encapuzados durante a manifestação transformaram Roma em um campo de batalha.
Vários caminhões da Polícia percorreram as ruas com canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os mais violentos. De acordo com fontes médicas e policiais, ao menos 70 ficaram feridos.
O protesto mais importante foi em Madri, onde há cinco meses começou o movimento de indignados.
Na Alemanha, cerca de 40 mil pessoas, de acordo com o movimento antiglobalização Attac, participaram por todo o país, com as maiores concentrações na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt e da Chancelaria.
Multidão marcha em Frankfurt, onde pelo menos 5 mil pessoas se reuníram em protesto em frente ao Banco Central Europeu (Foto: AP)
Multidão marcha em Frankfurt, onde pelo menos 5 mil pessoas se 
reuniram em protesto em frente ao Banco Central Europeu (Foto: AP)






A passeata aconteceu pacificamente no país, embora nas proximidades da sede do Parlamento 200 jovens que pretendiam entrar no prédio tenham esbarrado em um forte cordão policial.
Em Atenas, centenas de manifestantes foram para a praça Sintagma, símbolo dos protestos contra a política de cortes aplicada pelo Governo para evitar a quebra.
Em Bruxelas, milhares de pessoas se concentraram na frente das principais instituições da União Europeia, com cartazes que criticavam o sistema capitalista, a resposta europeia para a crise financeira e a favor da mobilização cidadã.
Em Londres, a concentração foi na frente da catedral de Saint Paul. Os manifestantes não puderam chegar à região onde fica a Bolsa de Valores devido a um forte cordão policial.
Américas
protesto nova york wall street (Foto: AP)Protesto em Nova York Wall Street (Foto: AP)
A jornada de protesto teve também suas amostras no continente americano. Os "indignados" do "Ocupy Wall Street" reuniram mais de 5 mil em Nova York, onde as manifestações na praça Zucotti transcorreram entre cânticos de protestos e tambores.
A Polícia fez 24 detenções de "indignados" que tinham decidido mostrar sua revolta com o sistema financeiro fechando suas contas bancárias e tentando entrar em uma filial do Citibank.
O cartaz "War Street is Wall Street" resumia em um trocadilho que a atual "guerra das ruas" se deve aos excessos do centro financeiro mundial.
Na América Latina também se levantaram vozes que reivindicavam na sociedade um lugar em uma democracia real e não na criada por políticos e financistas.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, as respaldou e disse que são consequência da pobreza que afeta a classe média.
O Chile acolheu a maior amostra de indignação social. Em Santiago cerca de 100.000 pessoas, segundo os organizadores, exigiu a redação de uma nova Constituição que substitua a atual, elaborada na ditadura de Augusto Pinochet, gritando também palavras de ordem de apoio aos estudantes que lutam por uma reforma universitária.
No Brasil, onde tinham sido convocados atos em 44 cidades, a participação foi pequena, e no Rio de Janeiro, foram contabilizadas 37 pessoas.


G1


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sábado, 15 de outubro de 2011

Abra a Boca, Cidadão! comemora Primeiro Ano



Há exatamente um ano esta blogueira, antes editora, escritora e professora universitária, chegava à blogosfera. No dia 15 de outubro de 2010, Dia da Professora e do Professor. Estávamos há duas semanas da eleição presidencial, a suja campanha tucana corria solta na mídia e em outros espaços, era hora de "sair novamente às ruas", "abrir a boca cidadã", como tantas vezes fiz nos anos de chumbo...


Um ano depois, o balanço é mais que positivo. O ABC! ajudou na eleição histórica, inesquecível, apaixonante, da Primeira Mulher Presidente da República do Brasil, Dilma Vana Rousseff. E a partir daí não parou mais, diariamente disparando denúncias, alertas, críticas, indignações várias... Houve muitos momentos de doçura, claro, pois na alma ativista há lugar também para carinho e acolhimento.


Apesar de ameaçada, constrangida, sob risco de atentados, a blogueira encontrou e vem construindo neste pequeno espaço uma abertura e um lugar de inserção no mundo. 


Cidadania Planetária.


E hoje, ao comemorar seu primeiro ano de Blogosfera Cidadã, este dia é ainda mais especial: Indignadas e Indignados do Mundo Todo saem às ruas em vários países, na celebração United for Global Change - Unidos pela Mudança Global. Veja o post anterior.


Cidadãos Planetários: Saiam às Ruas, Abram Seus Olhos e Bocas, Manifestem-se!


Basta de Fome, Miséria, Violências e Injustiças!


Chegou a hora de mudar o mundo!


                                                                     



Primeiro Post: 15 de Outubro de 2010   POR AMOR AO BRASIL


Há tempos venho pensando na possibilidade de criar um blog, abrindo um novo espaço de atuação para divulgação de ideias e pontos de vista. A hora me parece mais do que propícia.

O Brasil vive um momento único em sua história: um clima eleitoral nunca visto, com uma campanha sórdida, eivada de infâmias, desencadeada pelo candidato oposicionista, associado a uma mídia perversa e pervertida e a elites mesquinhas, ignorantes, sem qualquer compromisso com o País. Um descalabro. Um verdadeiro "atentado à cidadania".

Ando engajada diariamente na campanha, em minha "trincheira virtual", acompanhando os sites dos principais jornais e a Blogosfera Cidadã, disparando mensagens por email a amigos, parentes, conhecidos, tentando de alguma forma chamar a atenção deles para o gravíssimo momento que o País vive.

A cidadania corre risco. A democracia está ameaçada.

Não sou eu, uma ilustre desconhecida, que o afirmo. Há pouco li um post a respeito, mostrando o pronunciamento da extraordinária professora e filósofa Marilena Chauí nesse sentido.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos, chegando a uma posição nunca antes alcançada, inclusive em termos de prestígio internacional. Graças a um governo comprometido com o povo, com as classes menos favorecidas, com a nacionalidade. E corremos o risco de daqui a duas semanas, no segundo turno das eleições presidenciais, jogarmos todas estas conquistas numa lata de lixo e entrarmos num processo de retrogradação e obscurantismo.

Em pleno século XXI, no Terceiro Milênio, não tem sentido andarmos pra trás como caranguejos, na contramão de todo o avanço planetário. O momento é de estupefação, claro. Mas também de reflexão e ação. Precisamos todos buscar claridade sobre o processo em curso e avançar em atitudes que possam reverter este quadro, afastando o risco de retrocesso. Não em função de um partido ou de uma candidata. Mas por amor ao Brasil.

VIVA O POVO BRASILEIRO!!!


Segundo Post: 15 de Outubro de 2010   APENAS UMA CIDADà


NÃO sou petista. Nem roxa nem vermelha. Não me filio a partido algum, a grupo nenhum, ideológico ou de qualquer outra natureza. Sou INDEPENDENTE, LIVRE PENSADORA, CIDADÃ. E socialista.

Sou simplesmente uma brasileira. Que há 34 anos, desde quando iniciou seus estudos na USP, em 1976, sob a feroz ditadura militar imposta ao País, começou a participar de movimentos estudantis (passeatas, atos públicos, manifestos) para "devolver" os militares aos quartéis... Um passado de luta dentro dos espaços que estavam disponíveis.

Sou simplesmente uma brasileira, que por seu esforço alcançou três diplomas na mais importante universidade do País.

Nos últimos 34 anos, fui muitas vezes perseguida nos lugares onde trabalhei, por ter um pensamento e um posicionamento progressista, de esquerda. Recentemente (2004) fui sumariamente demitida como Professora Assistente na Escola de Comunicações e Artes da USP, pois minha presença ali "colocava em risco" grupos de poder que fatiaram em feudos a escola e alguns setores da universidade. NUNCA prestei "culto de vassalagem" a senhor feudal nenhum, muito menos a reles e por vezes intelectual e moralmente indigentes "donatariozinhos"!...

Sou simplesmente uma brasileira que há mais de três décadas procura fazer sua parte para que o Brasil se torne um país digno e soberano. Para todos. E que viu nos últimos 8 anos este País acolher seus filhos mais humildes, tirando milhões da pobreza. Que viu o governo que aí está criar 14 universidades públicas e mais oportunidades de estudo a milhares de jovens. Que viu este País ser ouvido, reconhecido e respeitado internacionalmente.

Sou simplesmente uma brasileira, uma cidadã, que há 24 anos acompanha, estuda e analisa a mídia, e há 19 anos, depois de conseguir o título de Mestre em Ciências da Comunicação (Jornalismo e Editoração), ministrou cursos em universidades públicas e particulares para alunos de Jornalismo, Rádio e TV, Editoração, Letras, Biblioteconomia e outros.

O Brasil, este país maravilhoso que todos amamos, não merece esta mídia canalha, medieval, corrupta e apátrida, que produz diariamente, aos borbotões, jornalismo de esgoto, eivado de mentiras, calúnias, difamações contra uma mulher digna e um governo popular. O Brasil não merece estas elites trevosas, ignorantes, mesquinhas, perversas e pervertidas, cuja única pátria se chama dólar, dinheiro, interesses inconfessáveis.

Em tempos de internet, esta simples brasileira passa a atuar também numa trincheira virtual, para veicular suas ideias, talvez com exagerada veemência algumas vezes, mas sempre com a "indignação justa" de que falava Gandhi.



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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

15 de Outubro de 2011: Primeiro Protesto Global



Chegou a hora de mudar o mundo!


Amanhã, 15 de outubro de 2011, terá início em 951 cidades de 82 países o Primeiro Protesto Global, dentro do movimento mundial de indignadas e indignados contra o sistema que impõe miséria, fome, injustiças, violências de todo o tipo à maior parte dos cidadãos do planeta: United for Global Change (Unidos pela Mudança Global).


15th october: #United we will re-invent the world


O ABC! e esta blogueira manifestam sua total e incondicional adesão e estarão acompanhando e repercutindo as movimentações desta ação global que está apenas começando. 


NÃO ESTAMOS SÓS EM NOSSOS PROBLEMAS. É hora de compartilhar vivências. É momento de nos solidarizarmos com os oprimidos. Engrossemos o coro dos indignados e desafinemos o coro dos contentes. 


É hora de nos unirmos! É hora deles nos ouvirem! 


Cidadãos do mundo, levantem-se!






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United for Global Change


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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Marcha dos Golpistas



O discreto charme dos “Cansados” de São Paulo



Ontem estive na Paulista para tratar de um assunto no SESI e me deparei com aquela turma do “Movimento Cansei” preparando o bloco para “se manisfestar” em frente ao MASP.
Os organizadores dizem que não pertencem a nenhum partido político e, estrategicamente, não se identificam como os ridículos “cansados” de 2007. Mas eram eles, sim. A maioria. Bastava olhar para as roupas, os óculos escuros de grife, os iPhones, Tablets, filmadoras, notebooks… Todos gravando imagens para publicar no Youtube… De apolíticos, havia duas ou três dúzias de crianças e adolescentes misturados a eles. Todos com cara de peixe fora d´agua, curtindo uma onda diferente…
Parei e fiquei observando. Não havia negros ou mulatos. Não havia ninguém que sequer lembrasse um operário. Será que essa gente nunca vai aprender que o Brasil é MUITO maior do que o bairro deles?
Eram umas 300 pessoas divididas em pequenos grupos, cada um deles cuidando do seu “kit-manifestação”. O resto era transeunte ou curioso passeando em dia de feriado ensolarado. Retoca a faixa aqui, a pintura no rosto ali, muitos cartazes com as palavras de ordem que o PiG repercutiria mais tarde e, claro, alguns repórteres fazendo a cobertura do “grande evento”.
Era bem provável que a maioria dos participantes morasse nas imediações. Afinal, o MASP fica em frente aos bairros classe média alta dos jardins. Será que se deslocariam até a zona leste para fazer essa manifestação “apartidária”? Afinal, como alguns gritavam, “São Paulo é do povo”, “ O povo unido jamais será vencido”. Por que então não se aproximam do POVO da zona leste, das favelas da periferia?
Não sei como foi essa coisa em Brasília. Mas esses aí eu conheço há mais de 40 anos. São aqueles que odeiam povo viajando de avião, nordestino comprando casa em São Paulo através do Minha Casa, Minha Vida, amigos solidários dos covardes agressores de gays e outras minorias e – é bom lembrar bem – são SEPARATISTAS. Usariam o Brasil para eleger Serra e, a partir daí, seu ideal seria “livrar” São Paulo deste mesmo Brasil.
Me aproximei mais e caminhei entre eles tentando encontrar algum rosto conhecido (sim, conheço gente que não vota no PT!). Nada, ninguém conhecido. Uma mulher com um pacote de panfletos na mão e com ares de pertencer à comissão organizadora do evento se aproximou de mim e me deu o folheto.  Percebi que ela queria me “enturmar com a galera”…
– Você veio participar da manifestação? – perguntou-me de forma quase maternal.
Embora já soubesse do teor, li rapidamente o conteúdo do panfleto e lá estava o que mais denunciava as verdadeiras intenções dos organizadores:
Um dos itens, colocado como “reivindicação” pedia “cadeia para os mensaleiros”. Quais mensaleiros? Deixa eu adivinhar: aqueles que foram acusados, julgados e condenados pelo PiG em 2005, à partir da denúncia de Roberto Jefferson tão desprovida de provas que o próprio Jefferson viria a negar tudo e chamar sua denúncia de “retórica sem fundamento” em setembro de 2011? Negativa que certamente os “cansados” nem ouviram falar – já que o PiG escondeu? (veja aqui)
– A quais mensaleiros vocês estão se referindo? – provoquei.
– Delúbio, Zé Dirceu… o Congresso Nacional está cheio de corruptos! E como se fosse me contar um segredo ou pronunciar algum palavrão, aproximou-se com intimidade que não lhe concedi em momento algum e sussurrou: “Lula, Dilma”…
Movimento apartidário… sei. A mulher já se preparava para desembuchar argumentos que leu no PiG quando lhe devolvi o panfleto com desprezo. Deixei-a falando sozinha e saí andando. Já estava cansado dos cansados. Ainda pude ouvi-la perguntando: “Você é petista?” Quase voltei para responder: “Por que? Quem não é da sua turma é necessariamente petista?
Saí de lá imaginando os esquemas. A mídia divulga e amplifica. As câmeras da Globo fecham neles preenchendo a tela de gente. Assim, é possível fingir que está lotado e informar qualquer número de presentes. Mas a Globo não vai entrar nessa enquanto não sentir firmeza. Já bastou o mico da bolinha de papel…
Se a coisa engrena e o povão entra junto… Mas pera lá! O mundo está desmoronando em crise financeira e o Brasil na contramão, assobiando uma valsa. Acham mesmo que trarão o povo para as ruas para derrubar a presidenta Dilma? O povo foi às ruas impichar Collor porque o cara simplesmente confiscou a grana de todo mundo. Bem ou mal, nos últimos anos nossa situação (e principalmente do povão) é exatamente oposta.
É claro que muita gente compareceu com a melhor das intenções. Principalmente os mais jovens. É claro também que o governo de São Paulo jamais permitirá que qualquer CPI vá adiante sobre a denúncia do deputado Roque Barbieri – PTB - por exemplo. Ou a do Rodoanel, da Alstom… Sabe-se que centenas de CPIs foram engavetadas nos últimos 20 anos em São Paulo. Mas até quando os golpistas do “Cansei” travestidos de “Marcha contra a corrupção” vão conseguir esconder seu propósito real?
Em tempo, para relaxar, deixo dois vídeos que valem pelo humor: