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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Indignação seletiva e revolução fajuta



A República se sustenta sobre três pilares: os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 


O câncer da corrupção se alastra em todas as direções, de alto a baixo, nos três poderes da República. E não é de hoje.


Mas ao ver as fotos das marchas contra a corrupção que acontecem em vários pontos do Brasil hoje, feriado da Independência, chama a atenção a quase ausência de faixas e cartazes contra a corrupção no Mais Poderoso dos Poderes da República. Ataca-se o "mau político", o "político ladrão", com razão, mas esquece-se do "mau juiz", do "magistrado corrupto"... Por quê?! Até parece que o Judiciário é um "reino angelical"...


O ABC! apoia toda manifestação contra a corrupção. Desde que inclua a corrupção no Judiciário.


Abaixo a Banda Podre do Poder Judiciário !!!


A seguir algumas reflexões interessantes sobre toda essa movimentação hoje, em Brasília, São Paulo e outras capitais.



A revolução não partirá do vão livre do Masp

Manifestantes se unem contra corrupção, em SP. Foto: Rennato Testa
Manhã fria e sem nuvens em São Paulo, e eles já se aglomeravam no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Alguns cartazes (um deles citava a “justiça de Deus”), um certo barulho, alguns apitos, uma pitada de indignação e uma aparente desorientação representada pelo desavisado que errou de presidente ao erguer uma placa de “fora Lula, fora corrupção”… São dezenas (talvez duas centenas), a maioria jovens, protestando, no Dia da Independência, contra a corrupção.
Na organização do evento, espalhada pelas redes sociais, os pontos de exclamação se proliferam como lanças afiadas. Não se sabe exatamente o alvo, mas estão ali, exigindo que não sejamos omissos. Nada contra as boas intenções, mas o discurso que antecede a exclamação, mesmo que dentro de míseros 140 caracteres, propaga antes a preguiça que a indignação.
Em São Paulo, os mesmos pontos de exclamação já foram mais simpáticos. Mais bem-humorados também. Outro dia o Facebook ajudou a levar a Higienópolis uma galera que queria dar as caras e mostrar que, diferentemente da população local, não tinha vergonha de ser “diferenciada”. Foi a maneira encontrada para avisar que a questão do transporte público era mais nobre que o eventual incômodo causado pela democratização do acesso ao bairro. Funcionou: a associação de senhoras e senhores que reivindicava o direito ao isolamento se calou, o governador se manifestou, e a questão passou a ser discutida com seriedade. Ponto para os manifestantes.
Questão pontuais, e mais que legítimas, também levaram manifestantes às ruas em São Paulo em tempos recentes. Na intenção de escancarar o repúdio à opressão masculina, ainda reinante em rodas de conversa e abordagens pelas ruas, mulheres organizaram a Marcha das Vadias pelo direito de usar saia sem precisar ser agredida. Ponto para elas.
Mesmo a mais polêmica das marchas, a da maconha, propunha-se a provocar uma discussão pública: seremos obrigados a tomar bala perdida em nossas casas por um combate ao tráfico que enxuga gelo e pode ser desatado de outros modos? Ponto para os manifestantes, que chamaram a atenção para a imprensa e os órgãos públicos para a discussão, gostem dela (e da fumaça) ou não.
Mas o que seria protestar contra a corrupção? A organização, por meio do Facebook, explica: é uma “guerra contra o mau político, contra a corrupção que assola nas esferas federal, estaduais e municipais, contra as obras superfaturadas, contra as licitações viciadas e fraudulentas, contra os desvios de verbas, contra o ‘retorno’ (comissão) cobrado por políticos e funcionários públicos para liberação de verbas públicas, e contra a degradação da nação está começando (sic)”.

No Brasil, todos querem ser um cara-pintada quando crescer. Falta direcionar o revide. Foto usada no perfil do protesto no Facebook
Faltou pedir para que as pessoas saiam às ruas – com bandeiras e fitas verde e amarelas, frise-se – contra a maldade humana, contra o frio, contra os enjoos nos navios, contra a gripe, contra a frieira, contra aquelas malditas tomadas de três pontas, contra o mau futebol, contra o provedor de internet que só garante 10% da velocidade e contra o suco de laranja a 4 reais. Um manifesto contra tudo isto que está aí teria somente o mesmo efeito: um grande grito por mudanças para que tudo continuasse exatamente igual, salvo a indignação e a sensação de distinção de quem afirma não compactuar com os desmandos de mandatários que, colocados assim, parecem distantes de tudo, numa outra realidade.
Os pontos de exclamação – tanto contra a corrupção como contra as tomadas de três pontas – são justos. Denotam preocupação com o estado das coisas, num certo modo, digamos, paulistano de demonstrar indignação. E que, na prática, nada traz de novo, ainda que os pontos de exclamação estejam afixados em cartazes impressos em mimeógrafos, impressoras a laser ou na fluidez do Facebook. No Brasil, a experiência da queda do primeiro presidente eleito, sem base no Congresso e na grande imprensa, deu a impressão de que sair de preto às ruas em sinal de protesto era causa e não efeito de algo já consolidado. Desde então, todos querem ser um cara-pintada quando crescer. Todos querem sair caminhando e cantando e seguindo a canção e ter uma causa. Mas a canção, num país de democracia minimamente consolidada e órgãos de controle minimamente operantes, passa a ser outra.  Tirar o feriado para pedir o fim da corrupção, nesses termos e alguns pontos de exclamação, só faz lembrar uma antiga música em que Raul Seixas dizia: “O que você quer em sua vida é só paz, muitas doçuras, seu nome em cartaz, mas fica arretado se o açúcar demora, e você chora, você berra, você pede, implora…”
Pode não parecer, mas o combate à corrupção é feito sem estardalhaço. É feito por meio de pressão, e mais pressão, sobre quem permite pequenas brechas que possibilitam desvios e travam a transparência no País. Enquanto pontos de exclamação pipocam nas telas do computador e apitos na Paulista, uma discussão sobre reforma política é desenhada em Brasília: nos corredores do Congresso, debate-se as formas de financiamento de campanhas (“te ajudo hoje, você me ajuda amanhã”), a regulação do lobby (“quem são eles?”), emendas parlamentares (“por oito reais para minha base, voto com o governo até para enforcar a mãe”). Amadurece, ao mesmo tempo, a hora para novos debates, num País que ainda discute de que maneira delitos políticos são passíveis de punição. Vide o caso Jaqueline Roriz, cujo escrutínio da opinião pública passou ao largo de uma votação secreta.
Talvez  seria pedir demais que se entendesse os mecanismos de corrupção – de duas vias, quase sempre, entre público e privado – antes de sair às ruas pedindo a extinção de um inimigo que poucos reconhecem o rosto. Sem isso, a manifestação passa a ter como alvo a representação pública, a própria democracia, e não o corruptor em si – mas para isso, e aí sim seria pedir muito, é preciso dar nome aos bois. Que tal o das grandes construtoras ou outras grandes detentoras de contratos públicos cujos diretores aplaudimos de pé quando aparecem na tevê para dar palestras ou testemunhos sobre como vencer na vida?
Como lembra o cientista político Leonardo Avritzer, da UFMG, em recente artigo nesta CartaCapital, “sem corrigir alguns processos na organização do Estado e do sistema político, a corrupção voltará a estar presente nestes mesmos lugares”, faça a presidenta Dilma Rousseff a “faxina” que quiser. Porque todos os debates acima colocados ainda engatinham. E engatinham com ou sem o grito dos indignados, hoje patrocinados pela OAB e pela CNBB.
Diante de tudo isso, é possível garantir que, enquanto algumas dúzias de paulistas gritam contra a corrupção, os probos que livraram Roriz e se aboletam sobre obras públicas (para desviar o “nosso dinheiro que pagamos com tanto sacrifício”, como diz o protesto) riem. Ou dormem neste feriado.
Nesse cenário, o vago protesto contra a corrupção não deixa de ser didático. Ao menos mostra que, enquanto ingenuidade e instrumentalização política marcharem juntas, fica quase impossível dizer que, no Brasil, a revolução ainda será Twittada, como no mundo árabe. Quando o for, ela não partirá do vão livre do Masp.

Brava Gente Brasileira






Dilma
                  Presidenta Dilma Rousseff e família - Desfile 7 de Setembro de 2011 - Brasília - BR
                                                                                                                  Foto: Agência Brasil


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Falta democracia na internet?



Renato Janine Ribeiro foi meu professor de Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP). Aluna de Letras, queria me aprofundar também em Política. Afinal, estávamos nos anos de chumbo, e o movimento estudantil "fervia" dentro da universidade e nas ruas, em passeatas e outras manifestações para a derrubada da brutal ditadura militar. 


Jovem professor, mas já intelectual vigoroso, pelas mãos de Renato nós, estudantes embevecidos com o conhecimento que recebíamos e com a vontade de mudar o mundo, sorvemos as ideias de Rousseau, Hobbes, Locke... Aulas fascinantes, de um professor apaixonado pelo saber e pela docência.


Hoje, Renato Janine também atua na blogosfera e na imprensa em geral, com importantes artigos e outros textos. Tratando inclusive de assuntos menos acadêmicos e de maior interesse social, como o que publico abaixo.



A internet não é tão democrática


Renato Janine Ribeiro


Sou fã da internet. Graças a ela, confiro datas, citações e muito mais, cada vez que escrevo. Descubro autores e ideias novas. Tenho, claro, que tomar cuidado com o que leio, porque há informações sem conhecimento, afirmações sem base. Mas também acho democrático que a rede permita difundir valores que antes não tinham lugar. Um jornal é um produto caro, por seus custos industriais e de distribuição. Daí que seja difícil fazer um jornal, como antes se dizia, alternativo. Já um blog pode ser barato - e servir de contraponto aos jornais maiores, expondo valores diferentes (como os blogs de esquerda fazem, no Brasil), oferecendo análises, algumas delas boas, ou, ainda, produzindo informação própria (o que é o mais raro - só lembro o caso de Geisy Arruda, revelado pelo Boteco Sujo).


Mas a maior esperança que muitos tiveram, inclusive eu, foi que a internet se mostrasse uma grande ágora, o espaço de uma cidadania global, um fórum de democracia quase-direta. A palavra grega - que significa a praça onde os cidadãos deliberam sobre assuntos públicos - parecia caber perfeitamente ao terreno virtual, em que todos adquirem igual cidadania e debatem temas de interesse geral. Ao pé da letra, a internet é republicana, porque abre lugar para a "res publica", a coisa pública. Assim, quando concorri à presidência da SBPC, em 2003, criei uma página na Web para a campanha; ela até surtiu efeito, pois tive uma boa votação (tratei do assunto em meu livro "Por uma nova política", Ateliê editorial).


Rede facilita a pressa e a intolerância


Ora, o que lamento é que, ao contrário do esperado, o espaço virtual exponha pouca divergência e pouca reflexão. Quase sempre, escreve num blog quem compartilha as ideias do blogueiro. Esse é o primeiro problema. A internet é democrática porque torna mais fácil surgir a divergência, limita o quase-monopólio da mídia tradicional, impressa ou não - mas a divergência que ela admite está no confronto entre os sites, não dentro de um site que seja, ele mesmo, democrático. Ou seja, a internet é democrática porque encontramos URLs para todos os gostos - mas não porque algum portal abrigue uma discussão inteligente sobre um assunto de relevo. A democracia dela está em que os vários lados têm como e onde se expressar. Mas não está na tolerância. A internet é democrática na luta entre os sites - não dentro deles, embora alguns tentem, heroicamente, fazer funcionar a democracia do debate e do respeito mútuos.


Os leitores são mais radicais, às vezes, que os próprios blogueiros. Vejamos o blog de Luis Nassif que, por exemplo, não esconde seu respeito pelas "raposas políticas" mineiras e publica posts de quem diverge dele. Só que os comentários dos leitores estão, na maioria, divididos entre a condenação, a ridicularização e a acusação. O debate esquenta, mas isso não quer dizer que os leitores respeitem a opinião alheia. Isso também acontece em órgãos da imprensa. É comum os leitores radicalizarem a posição do jornal ou do blog.


Até aqui, discuti o caráter pouco democrático - considerando um aspecto fundamental da democracia, que é o respeito ao outro, a liberdade de divergir - da internet. Mas há outro ponto importante. É que a democracia funciona melhor quando ela é produtiva. Em outras palavras, se a democracia não melhorar as condições de vida mas, ao contrário, piorá-las, nosso apreço por ela dificilmente se manterá. É triste lembrar isso, mas a democracia não é fim em si. Quando a República de Weimar levou a Alemanha a um impasse, deu no nazismo. Os constitucionalistas aprenderam com isso e as constituições recentes evitam ao máximo as falhas que permitiram o advento do regime mais criminoso da história moderna.


A questão, então, é: a internet, enquanto espaço em que se exprimem diferentes opiniões, não tanto no interior de cada unidade sua (portal, blog, site), mas delas entre si, é produtiva? Ela gera ideias novas, propostas, mudanças? Receio que pouco. Noto isso pela fraqueza da argumentação. É frequente haver comentários que são reações epidérmicas irritadas, imediatas, mais do que um pensamento. Nada proíbe as pessoas de se exprimirem. Nada as obriga, também, a pensar. Mas, quando se torna fácil divulgar urbi et orbi o que cada um acha, muitos sentem que é mais fácil escrever do que ler.


Hemingway dizia, de um desafeto: "He is not a writer. He is a typist". Pois há pessoas que não escrevem, digitam. Ou que escrevem sem ter lido o assunto em pauta e, pior, emitem julgamentos peremptórios. Recentemente, notei isso quando postei no Facebook um artigo de um analista que respeito, colaborador aqui no Valor, e algumas pessoas o atacaram severamente. Direito delas. Mas uns três confessaram só ter lido minha chamada de 420 caracteres, não o artigo que estava linkado. Ora, como se pode julgar algo ou alguém sem ler? Por espantoso que pareça, esse pequeno fato transmite a impressão de que é mais fácil escrever do que ler. Fácil, talvez seja; mas não quer dizer que seja melhor. Sempre houve mais leitores do que escritores. A internet inverte esse dado, talvez, mas ganha-se com isso? É perigoso quando as pessoas nem escutam direito o pensamento dos outros.


Em suma, o que falta para a internet ser o tão almejado espaço de criação democrática de ideias e projetos? Primeiro, o respeito ao outro. Segundo, uma argumentação racional. Não basta reagir com o fígado. Talvez, terceiro, seja preciso tempo: ler com atenção, refletir, só depois postar. A internet favorece a imediatez. Isso não ajuda a amadurecer o pensamento. Mas ela continua sendo uma arma poderosa, notável. Só que é preciso melhorá-la, e muito.


Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. E-mail: rjanine@usp.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Viva Cuba !!! Viva a Líbia !!!



Cuba não reconhece o Conselho Nacional de Transição da Líbia

O Ministério das Relações Exteriores efetuou a retirada do seu pessoal diplomático na Líbia, onde a intervenção estrangeira e a agressão militar da Otan agudizaram o conflito e impediram o povo líbio de avançar para uma solução negociada e pacífica, no pleno exercício da sua autodeterminação.

A República de Cuba não reconhece o Conselho Nacional de Transição nem nenhuma autoridade provisória e só dará o seu reconhecimento a um governo que se constitua nesse país de maneira legítima e sem intervenção estrangeira, mediante a vontade livre, soberana e única do povo irmão líbio.

O embaixador Víctor Ramírez Peña e o primeiro secretário Armando Pérez Suárez, acreditados em Tripoli, mantiveram uma conduta impecável, estritamente apegada ao seu estatuto diplomático, correram riscos e acompanharam o povo líbio nesta trágica situação. Foram testemunhas diretas dos bombardeios da Otan sobre objetivos civis e da morte de pessoas inocentes.

Com o grosseiro pretexto da proteção de civis, a Otan assassinou milhares deles, desconheceu as iniciativas construtivas da União Africana e de outros países e, inclusive, violou as questionáveis resoluções impostas pelo Conselho de Segurança, em particular com o ataque a objetivos civis, o financiamento e fornecimento de armamento a uma parte, bem como a instalação de pessoal operacional e diplomático no terreno.

As Nações Unidas ignoraram o clamor da opinião pública internacional, em defesa da paz, e tornaram-se cúmplices de uma guerra de conquista. Os fatos confirmam as advertências prévias do comandante em chefe Fidel Castro Ruz e as oportunas denúncias de Cuba na ONU. Agora sabe-se melhor para que serve a chamada "responsabilidade de proteger" nas mãos dos poderosos.

Cuba proclama que nada pode justificar o assassinato de pessoas inocentes.

O Ministério das Relações Exteriores reclama o fim imediato dos bombardeios da Otan que continuam a ceifar vidas e reitera a urgência de que se permita ao povo líbio encontrar uma solução pacífica e negociada, sem intervenção estrangeira, no exercício do seu direito inalienável à independência e à autodeterminação, à soberania sobre os seus recursos naturais e à integridade territorial dessa nação irmã.

Cuba denuncia que a conduta da Otan destina-se a criar condições semelhantes para uma intervenção na Síria e reclama o fim da ingerência estrangeira nesse país árabe. Apela à comunidade internacional para que impeça uma nova guerra, insta as Nações Unidas a cumprirem seu dever de salvaguardar a paz e proteger o direito do povo sírio à plena independência e autodeterminação.

Ministério das Relações Exteriores de Cuba
Havana, 3 de Setembro de 2011

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Uma pequena ilha com uma moral maior que o Ocidente

A coragem e a dignidade de Cuba é motivo de alegria para todos os homens livres. Enquanto dezenas de países se ajoelharam diante do imperialismo norte-americano, francês e britânico, a pequena ilha do Caribe disse não ao genocídio que cometem na Líbia para roubar petróleo, e ao governo fantoche que tentam implantar no país.

A moral de Cuba é maior que todo o Ocidente. Viva Cuba!

Associação dos Apoiadores do Livro Verde no Brasil

"Mataram a juíza do povo"



O ABC! continua acompanhando o desenrolar dos fatos e investigações sobre o atentado ao Estado Democrático de Direito que foi o brutal assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros em Niterói, Rio de Janeiro, no último 11 de agosto. Abaixo, matéria do blog do combativo e corajoso blogueiro carioca, Ricardo Gama, a respeito.






Reprodução do jornal O Dia on line



Rio - Principal Aliado da juíza Patrícia Acioli no combate aos grupos de extermínio na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo desde 2003, o promotor Paulo Roberto Cunha Júnior elege a magistrada como ‘a juíza do povo’. Em entrevista exclusiva a O DIA, ele revela como era o dia a dia com Patrícia — executada com 21 tiros — na porta de casa dia 11 de agosto. “Ela entendia – e eu concordo – que não cabia a ela pedir ou deixar de pedir segurança”. Oito policiais do 7º BPM (São Gonçalos) são suspeitos do crime. Trinta e cinco foram remanejados da unidade.

O DIA: Como era o dia a dia com a juíza Patrícia ?

PAULO ROBERTO: Ela era descontraída, avessa a formalismo. O ambiente de trabalho na 4ª Vara Criminal era o melhor possível. Tenso pelos processos graves, mas agradável pelo coleguismo que havia entre promotores, defensores e a juíza, mesmo discordando em muitos momentos.


O DIA: E as ameaças? Refiro-me ao nome do senhor em lista de 12 marcados para morrer, como o de Patrícia. 


PAULO ROBERTO: Não estava escrito: ‘marcados para morrer’. Era uma lista, com o nome de várias pessoas, inclusive, comparsas de quem, supostamente, a escreveu. Nessas ocasiões é preciso ter calma e tomar as providências cabíveis.


O DIA: A execução da juíza com 21 tiros chocou a sociedade. Como o senhor enfrenta esse triste episódio? 


PAULO ROBERTO: Durante oito anos, a doutora Patrícia se tornou minha amiga e a perda é irreparável. A sociedade perdeu uma magistrada corajosa, honesta, que tinha compromisso com o povo de São Gonçalo. O mais pobre dos mendigos que chegasse até a 4ª Vara Criminal encontraria as portas do gabinete dela abertas e teria atenção pelo tempo necessário. No velório, senhora que tinha sido jurada me abraçou chorando e disse: ‘Doutor, mataram a nossa juíza, mataram a juíza do povo, doutor’. Acho que é boa definição, porque pessoas honestas, tinham essa ideia, de que a 4ª Vara Criminal era lugar sério, onde se poderia encontrar ajuda, justiça.


O DIA: Embora a juíza não tenha pedido escolta, enviava solicitações de investigação de ameaças ao TJ. O que deve ser mudado para evitar outras mortes ? 


PAULO ROBERTO: A doutora Patrícia entendia – e concordo – que não cabia a ela pedir segurança. Ela enviava as notícias de ameaça e aguardava que o DGSEI do TJ investigasse e concluísse se era necessário escolta. A análise é técnica. Não pode depender da maior ou menor coragem do ameaçado, que é leigo.É preciso que a segurança seja feita de forma preventiva, e não reativa. E se não houver a ameaça primeiro? Caso haja, até quando é válida? Um ano, dois anos? Parece que em determinados processos, o risco deve ser presumido. É importante que tanto o Judiciário quanto o MP tenham corpo de segurança para membros. Não é razoável que quem faça a segurança seja recrutado na corporação de onde saem os acusados.


O DIA: Oito PMs do batalhão de São Gonçalo são suspeitos. Isso é prova da ousadia? 


PAULO ROBERTO: A Divisão de Homicídios faz trabalho meticuloso para chegar aos culpados. Quem cometeu o crime bárbaro e covarde fez um desafio aberto às instituições. E as instituições estão respondendo à altura. O trabalho está mantido, as investigações estão prosseguindo, os processos andando, os júris sendo feitos. Houve ousadia, mas houve profunda e infeliz ignorância. As instituições são maiores que as pessoas.


O DIA: O 7º BPM é reduto de grupo de extermínio. O que o senhor diz sobre isso?

PAULO ROBERTO: Tenho a convicção que não é pior que outros do estado. Se, hoje, suas mazelas estão em evidência é porque o MP e o Poder Judiciário estavam agindo, talvez mais firmemente, para combatê-las. É importante dizer que em muitos momentos tivemos apoio de comandantes do 7º BPM, como o coronel Ricardo Quemento, coronel Marcos Daflon, coronel Menezes, atual Corregedor da PM, coronel Teixeira, coronel Roberto Gil, e outros.


O DIA: Parte da munição que matou Patrícia era da PM. Como é possível vencer a batalha do Estado x Estado? 


PAULO ROBERTO: Os policiais não vêm de Marte, nem de Júpiter. Se vivemos numa sociedade em que a corrupção está disseminada, em que a ladroagem é aceita, como podemos querer que a polícia seja melhor? Se no Congresso Nacional cerca de 30% dos parlamentares são réus – fora os investigados – como ter legislação penal eficiente? Se os tribunais superiores adotam entendimentos jurídicos que alimentam a impunidade, como esperar respeito às instituições? O caso Patrícia marca uma encruzilhada na História brasileira: ou as pessoas de bem nos cargos públicos se unem para repensar o caminho que estamos seguindo, ou vamos afundar de vez na bandidagem e construir, ao invés de uma democracia, uma cleptocracia sem controle.


O DIA: Qual é o maior desafio no combate aos grupos de extermínio, assim como a contravenção, que conta com agentes do estado? 


PAULO ROBERTO: É preciso que haja instrumentos legais adequados. É preciso que haja mais responsabilidade, firmeza, consciência das instâncias superiores ao julgar. Por exemplo: é possível entender que um PM acusado de executar uma pessoa, fraudar ocorrência, ainda assim, responder ao processo em liberdade? Esse entendimento é razoável? Em São Gonçalo tivemos caso em que PMs presos por forjarem auto de resistência, foram soltos em Habeas Corpus, e, logo depois, presos em flagrante sequestrando e extorquindo. O que dizer à sociedade?


O DIA: O que a morte de Patrícia deixa como lição?

PAULO ROBERTO: O risco existe, é real. É preciso que a segurança de magistrados e promotores esteja preparada. Essas forças criminosas estão crescendo e se fortalecendo diante da inércia de quem deveria combatê-las, ao ponto de alguns débeis mentais se sentirem confortáveis o suficiente para assassinarem um juiz de Direito.


Blog Ricardo Gama

SP: Organização Criminosa Ataca Blogueira Cidadã



Peço desculpas aos leitores por estar tratando em vários posts de assunto aparentemente "particular". No entanto, trata-se verdadeiramente de assunto de interesse público.


Os demais assuntos que costumo trazer aqui (direitos humanos, cidadania, ativismo, mídia, política...) continuarão sendo tratados no ABC!


Não por acaso, inquilinos agressores me violentam, como relatado em vários posts. São executantes. Por trás deles há MANDANTES PODEROSOS, do chamado "colarinho branco". 


Por ser de extrema importância, reproduzo abaixo o post de ontem:



Querem calar a blogueira Sonia Amorim e o Abra a Boca, Cidadão! por meio de violências de todo o tipo, como já relatado em vários posts. Contribua de alguma forma para que esta voz não seja silenciada, para que este canal da cidadania não seja encerrado. Saiba como ajudar, escrevendo para o email particular da blogueira: escrevivendo@ig.com.br




Há cerca de 14 (quatorze) anos, eu, Sônia Maria de Amorim, editora, professora universitária, escritora, sou impedida por familiares (irmão, cunhada, sobrinhos), através de artifícios e outras manobras, sou impedida de dispor livremente de casa a mim legada por meus pais. 


Meu irmão faleceu em dezembro de 2005, tendo firmado comigo semanas antes de sua morte Contrato de Divisão Amigável de Imóvel, rompido por seus herdeiros meses após o falecimento.


Em setembro de 2008, passei a processar civilmente a viúva de meu irmão, Roseli Aparecida Velucci de Amorim, e filhos na ação de Obrigação de Fazer n. 0113358-2, 3a. Vara Cível do Fórum Penha de França, cidade de São Paulo.


Em outubro do mesmo ano, salvo engano, protocolizei na Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo representação contra meu sobrinho Geraldo José de Amorim Júnior, por falsidade ideológica e outros ilícitos que me prejudicam. A representação foi acolhida. A investigação está em curso no IP n. 1139/10, Fórum Criminal Barra Funda.


Em fevereiro do ano passado, depois de manifestações que fiz contra derrubada brutal de árvore nativa e centenária pelos familiares, o que configuraria, no meu entendimento, crime ambiental, passei a sofrer constrangimentos e ameaças. Sofri duas tentativas de atentado (sequestro? assassinato?). Para minha segurança, me refugiei durante quase seis meses em casa de um amigo, do outro lado da cidade.


Em agosto do ano passado, cansada de viver como refugiada, resolvi encarar o "desafio" de voltar a morar na minha própria casa. Dias depois, passei a ser monitorada, vigiada, dentro e fora de casa, o que me impede, por exemplo, de retomar meu trabalho. 


Como minha casa é assobradada e tenho no térreo uma outra casa, menor, suficiente para uma pessoa sozinha como eu, resolvi alugar a casa que fica no pavimento superior, para ter uma pequena renda e viver com dignidade. A locação teve início em setembro de 2010.


Semanas depois, meus inquilinos passaram a ser assediados pela viúva de meu irmão, por intermédio de uma vizinha, oferecendo para meus inquilinos casa com aluguel menor, enquanto era desferido linchamento moral, campanha difamatória contra mim, com os inquilinos e vizinhança, como os próprios inquilinos me relataram.


Em abril deste ano de 2011, o casal de inquilinos, com quem eu tinha uma relação harmoniosa e cordial, do dia para a noite, o casal de inquilinos se transformou numa dupla de agressores, passando a cometer violência moral, psicológica, patrimonial, inclusive com tentativa de agressão física à minha pessoa e ameaças de morte a mim e aos meus cachorros, Chico e Arthur.


Os mesmos agressores impediram que funcionário da Sabesp adentrasse em minha companhia no imóvel para verificação de rachaduras, provocadas por obras da companhia na região. Tal atitude constituía infração contratual. Juntando-se tal fato às agressões que passei a sofrer no quintal de minha casa, os inquilinos-agressores foram notificados da rescisão do contrato e do prazo de 10 dias para desocupação pela advogada Vera Vassouras. Também foram denunciados na 5a. Delegacia da Mulher por meio de Representação Criminal, acolhida pelo IP 270/11.


Os agressores não aceitaram o prazo para desocupação, promoveram nova sessão de desacato e violência, me notificando que só desocupariam o imóvel três meses depois, sem pagamento de aluguéis, como consideravam de seu direito, devido a depósito dado em garantia da locação.


Não tive outra alternativa a não ser aceitar tal imposição. E passei a viver sem os alugueis, refém dentro de minha casa, tomando todos os cuidados para não ser agredida fisicamente, embora continuasse ouvindo insultos, ofensas, ameaças, todo o tipo de imundície que vocês possam imaginar...


No último 17 de julho, minha casa sofreu princípio de depredação, eu e meus cachorros escapamos de agressão física dentro do nosso quintal. Os agressores, diante de seus familiares-vizinhos, ameaçavam colocar fogo na casa e me agredir caso eu saísse para fora.


Horas depois, em companhia de advogada, Vera Vassouras, pude sair em segurança e me dirigir ao 24.o DP para lavratura de Boletim de Ocorrência, que originou o Processo n. 0015365, na 1a. Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, Fórum Penha de França, contra Maurílio Alves de Lima Santos e Luana Cristina Sandes dos Santos.


O prazo que os próprios inquilinos-agressores estabeleceram para desocupação encerrou em 22 de agosto último. E ambos não cumpriram o compromisso que assumiram, continuando com as ofensas, ameaças e constrangimentos, inclusive de forma aberta, descarada, diante de seus familiares, mãe, tia, tio e outros.


E já avisaram que não saem. Querem que eu os indenize, por "rescisão de contrato"! Trocando em miúdos: não satisfeitos com toda a barbárie que praticam, continuarão morando de graça, às custas da blogueira que tanto denigrem, e ainda pretendem extorquir a vítima. 


Como vêem, não se trata de Lei do Inquilinato. Trata-se de Código Penal.


Ao que tudo indica, tentam me silenciar por insuficiência financeira (não pagamento de alugueis), contas altíssimas de água e luz, monitoramento de minhas movimentações dentro e fora de casa, constrangimentos vários.


E tenho indícios fortes de que há muitos meses meu telefone fixo encontra-se "grampeado".


Resumo da "Ópera": uma cidadã com Mestrado pela melhor universidade do País, onde inclusive foi professora, com no mínimo três décadas de experiência profissional em comunicação e editoração, com livros e outros trabalhos publicados, proprietária legítima de imóvel no valor de R$ 250 mil, no mínimo, sitiada dentro de sua casa, vivendo como refém de quadrilha e sendo transformada em "mendiga", e ainda assim correndo risco de ser amordaçada e silenciada para sempre. 


Com que direito esta gentalha tenta destruir a minha vida? A quem interessa este descalabro? Quem se beneficiaria com o silêncio da blogueira e do ABC! ? Quem são os mandantes das violências de toda a ordem cometidas contra a blogueira, dentro de sua casa?




Chega de Violência ! Basta de Impunidade !


Abram a Boca, Cidadã e Cidadão!


JUSTIÇA JÁ ! ! !




Sonia Maria de Amorim


Rua Antonio Luís Espinha, 11
Engenheiro Goulart - Penha - São Paulo - SP - Brasil


escrevivendo@ig.com.br


Conheçam meu outro blog: PSICOPATAS, onde também trato das violências que venho sofrendo.


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domingo, 4 de setembro de 2011

SP: Violências contra a blogueira; saiba mais



Querem calar a blogueira Sonia Amorim e o Abra a Boca, Cidadão! por meio de violências de todo o tipo, como já relatado em vários posts. Contribua de alguma forma para que esta voz não seja silenciada, para que este canal da cidadania não seja encerrado. Saiba como ajudar, escrevendo para o email particular da blogueira: escrevivendo@ig.com.br




Há cerca de 14 (quatorze) anos, eu, Sônia Maria de Amorim, editora, professora universitária, escritora, sou impedida por familiares (irmão, cunhada, sobrinhos), através de artifícios e outras manobras, sou impedida de dispor livremente de casa a mim legada por meus pais. 


Meu irmão faleceu em dezembro de 2005, tendo firmado comigo semanas antes de sua morte Contrato de Divisão Amigável de Imóvel, rompido por seus herdeiros meses após o falecimento.


Em setembro de 2008, passei a processar civilmente a viúva de meu irmão, Roseli Aparecida Velucci de Amorim, e filhos na ação de Obrigação de Fazer n. 0113358-2, 3a. Vara Cível do Fórum Penha de França, cidade de São Paulo.


Em outubro do mesmo ano, salvo engano, protocolizei na Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo representação contra meu sobrinho Geraldo José de Amorim Júnior, por falsidade ideológica e outros ilícitos que me prejudicam. A representação foi acolhida. A investigação está em curso no IP n. 1139/10, Fórum Criminal Barra Funda.


Em fevereiro do ano passado, depois de manifestações que fiz contra derrubada brutal de árvore nativa e centenária pelos familiares, o que configuraria, no meu entendimento, crime ambiental, passei a sofrer constrangimentos e ameaças. Sofri duas tentativas de atentado (sequestro? assassinato?). Para minha segurança, me refugiei durante quase seis meses em casa de um amigo, do outro lado da cidade.


Em agosto do ano passado, cansada de viver como refugiada, resolvi encarar o "desafio" de voltar a morar na minha própria casa. Dias depois, passei a ser monitorada, vigiada, dentro e fora de casa, o que me impede, por exemplo, de retomar meu trabalho. 


Como minha casa é assobradada e tenho no térreo uma outra casa, menor, suficiente para uma pessoa sozinha como eu, resolvi alugar a casa que fica no pavimento superior, para ter uma pequena renda e viver com dignidade. A locação teve início em setembro de 2010.


Semanas depois, meus inquilinos passaram a ser assediados pela viúva de meu irmão, por intermédio de uma vizinha, oferecendo para meus inquilinos casa com aluguel menor, enquanto era desferido linchamento moral, campanha difamatória contra mim, com os inquilinos e vizinhança, como os próprios inquilinos me relataram.


Em abril deste ano de 2011, o casal de inquilinos, com quem eu tinha uma relação harmoniosa e cordial, do dia para a noite, o casal de inquilinos se transformou numa dupla de agressores, passando a cometer violência moral, psicológica, patrimonial, inclusive com tentativa de agressão física à minha pessoa e ameaças de morte a mim e aos meus cachorros, Chico e Arthur.


Os mesmos agressores impediram que funcionário da Sabesp adentrasse em minha companhia no imóvel para verificação de rachaduras, provocadas por obras da companhia na região. Tal atitude constituía infração contratual. Juntando-se tal fato às agressões que passei a sofrer no quintal de minha casa, os inquilinos-agressores foram notificados da rescisão do contrato e do prazo de 10 dias para desocupação pela advogada Vera Vassouras. Também foram denunciados na 5a. Delegacia da Mulher por meio de Representação Criminal, acolhida pelo IP 270/11.


Os agressores não aceitaram o prazo para desocupação, promoveram nova sessão de desacato e violência, me notificando que só desocupariam o imóvel três meses depois, sem pagamento de aluguéis, como consideravam de seu direito, devido a depósito dado em garantia da locação.


Não tive outra alternativa a não ser aceitar tal imposição. E passei a viver sem os alugueis, refém dentro de minha casa, tomando todos os cuidados para não ser agredida fisicamente, embora continuasse ouvindo insultos, ofensas, ameaças, todo o tipo de imundície que vocês possam imaginar...


No último 17 de julho, minha casa sofreu princípio de depredação, eu e meus cachorros escapamos de agressão física dentro do nosso quintal. Os agressores, diante de seus familiares-vizinhos, ameaçavam colocar fogo na casa e me agredir caso eu saísse para fora.


Horas depois, em companhia da advogada Vera Vassouras, pude sair em segurança e me dirigir ao 24.o DP para lavratura de Boletim de Ocorrência, que originou o Processo n. 0015365, na 1a. Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, Fórum Penha de França, contra Maurílio Alves de Lima Santos e Luana Cristina Sandes dos Santos.


O prazo que os próprios inquilinos-agressores estabeleceram para desocupação encerrou em 22 de agosto último. E ambos não cumpriram o compromisso que assumiram, continuando com as ofensas, ameaças e constrangimentos, inclusive de forma aberta, descarada, diante de seus familiares, mãe, tia, tio e outros.


E já avisaram que não saem. Querem que eu os indenize, por "rescisão de contrato"! Trocando em miúdos: não satisfeitos com toda a barbárie que praticam, continuarão morando de graça, às custas da blogueira que tanto denigrem, e ainda pretendem extorquir a vítima. 


Como vêem, não se trata de Lei do Inquilinato. Trata-se de Código Penal.


Ao que tudo indica, tentam me silenciar por insuficiência financeira (não pagamento de alugueis), contas altíssimas de água e luz, monitoramento de minhas movimentações dentro e fora de casa, constrangimentos vários.


E tenho indícios fortes de que há muitos meses meu telefone fixo encontra-se "grampeado".


Resumo da "Ópera": uma cidadã com Mestrado pela melhor universidade do País, onde inclusive foi professora, com no mínimo três décadas de experiência profissional em comunicação e editoração, com livros e outros trabalhos publicados, proprietária legítima de imóvel no valor de R$ 250 mil, no mínimo, sitiada dentro de sua casa, vivendo como refém de quadrilha e sendo transformada em "mendiga", e ainda assim correndo risco de ser amordaçada e silenciada para sempre. 


Com que direito esta gentalha tenta destruir a minha vida? A quem interessa este descalabro? Quem se beneficiaria com o silêncio da blogueira e do ABC! ? Quem são os mandantes das violências de toda a ordem cometidas contra a blogueira, dentro de sua casa?




Chega de Violência ! Basta de Impunidade !


Abram a Boca, Cidadã e Cidadão!


JUSTIÇA JÁ ! ! !




Sonia Maria de Amorim


Rua Antonio Luís Espinha, 11
Engenheiro Goulart - Penha - São Paulo - SP - Brasil


escrevivendo@ig.com.br


Conheçam meu outro blog: PSICOPATAS, onde também trato das violências que venho sofrendo.


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