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quinta-feira, 19 de julho de 2012

SP: Guarda de Kassab agride moradores de rua



Não podemos nos esquecer que os mais frágeis, inclusive os moradores de rua, são CIDADÃOS, paulistanos ou de outras localidades. Cidadãos detentores de direitos.


O que está acontecendo aqui em São Paulo chama-se Violação de Direitos Humanos.


A cidade de São Paulo NÃO PERTENCE às elites, às autoridades, muito menos ao prefeito atual. Toda cidade é espaço público, pertence ao povo, tenha ele dinheiro ou não, tenha ele casa ou não.


Chega de mediocridade e violência! Acorda, São Paulo!



Vídeo: a crueldade e a covardia da Guarda Civil Metropolitana de Kassab contra moradores de rua

Moradores de rua são agredidos pela Guarda Civil Metropolitana

                                 Guarda Civil usa, covardemente, spray de pimenta em 
                                 morador de rua

Em São Paulo, na região central da capital, a reportagem do SBT fez novos flagrantes de homens da Guarda Civil Metropolitana agredindo e humilhando moradores de rua. Registros de violência anteriores, feitos pelo SBT no ano passado, renderam uma ação civil do Ministério Público para que a prefeitura pague R$ 10 milhões de indenização para um fundo coletivo.

Em uma das agressões registradas, no último sábado - 14 de julho -, membro da GCM disfarçadamente pega o spray de pimenta que está no cinto e espirra, à queima roupa, no rosto do mendigo.

Outro flagrante, no Largo São Francisco, guardas civis retiram roupas, cobertores e até documentos das pessoas que vivem na rua. Os mendigos tentam fazer uma leve resistência, mas são vencidos pelos GCMs.

Para assistir ao vídeo, clique aqui.

SBT Brasil e Terra Brasilis

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dia de Mandela: África celebra os 94 anos do ativista



Dignidade. Integridade. Coragem.


Sempre em defesa da Liberdade e dos Direitos Humanos.






Mandela celebra 94 anos com atos 

por toda a África do Sul


                                Atos por todo país marcam o 94º aniversário de 
                                Nelson Mandela   Foto: AP

Os sul-africanos comemoraram nesta quarta-feira o aniversário de 94 anos de Nelson Mandela com bolos gigantes, cantorias em massa de "Parabéns a Você" e 67 minutos de boas ações, uma para cada ano de luta do líder anti-Apartheid contra o governo de minoria branca.


Mas, além dos tributos para o primeiro presidente negro da África do Sul, o dia revelou a disputa inconveniente entre empresas, políticos e instituições de caridade por uma fatia da glória de "Madiba", o nome do clã pelo qual ele é carinhosamente conhecido.

O Congresso Nacional Africano (CNA) divulgou um louvor de 1.450 palavras ao seu ex-líder totêmico, exortando as 50 milhões de pessoas do país a "continuar a construir a África do Sul dos sonhos de Madiba".

No entanto, apenas semana passada, a heroína anti-Apartheid e ex-mulher de Mandela Winnie Madikizela-Mandela estava acusando o CNA em uma carta que vazou de "tratamento pobre" da família e de querer mencioná-los somente "quando temos de ser usados para alguma pauta".

Os "67 minutos" de caridade pelo Dia de Mandela também reabriram velhas feridas em meio a críticas de que esse é meramente um veículo para os brancos e a nova elite rica negra amenizar a culpa de estar no topo do que continua a ser uma das sociedades mais desiguais, mesmo 18 anos após o fim do Apartheid.

Liderando a acusação estava Luther Lebelo, chefe de um braço do CNA em Johannesburgo, que escreveu um artigo no jornal Sowetan sugerindo que o dia era sobre "pequenas atividades de caridade cosméticas" que só serviam para perpetuar as divisões de classe.

O Centro de Memória Nelson Mandela, conhecido guardião oficial da sua imagem, revidou no mesmo jornal, com particular exceção à referência de Lebelo à "chamada Fundação Mandela".

A brincadeira reflete uma visão amplamente aceita entre a maioria esmagadora negra da África do Sul de que os brancos conseguiram cooptar Mandela e sua imagem desde as primeiras eleições de todas as raças, em 1994.

O centro de Mandela também se envolveu em uma batalha comercial com os membros da sua família sobre a venda de roupas com a marca Mandela sob a etiqueta "46664", em homenagem ao número que ele recebeu durante seus 27 anos de prisão.

A linha de roupas, que inclui jeans de US$ 100 fabricados na China, foi lançada em Nova York com uma cerimônia glamourosa no consulado da África do Sul na quarta-feira, apenas uma semana depois de duas das netas de Mandela estrearem uma linha de camisetas, tops e bonés sob a marca "Long Walk to Freedom" (Longa Caminhada até a Liberdade), mesmo nome da autobiografia de Mandela.

Enquanto isso, longe de toda a gritaria, um Mandela cada vez mais frágil passou o dia com a família e amigos mais próximos - o ex-presidente dos EUA Bill Clinton - em sua antiga aldeia de Qunu, na remota província do Cabo Oriental.

A jornada de aniversário de Mandela com uma canção de aniversário a Madiba entoada por 20 milhões de pessoas em diversas localidades do país. Estudantes em suas escolas e empregados em seus ambientes de trabalho se somaram a esta iniciativa para desejar-lhe um dia feliz.

Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul após vencer as primeiras eleições multirraciais do país, em 1994, ano em que chegou ao fim o regime segregacionista do apartheid, imposto pela minoria branca sul-africana.

Sua mensagem de reconciliação e convivência entre as diferentes raças, que possibilitou a transição rumo a uma África do Sul democrática, lhe valeu o Nobel da Paz em 1993, prêmio que recebeu junto ao então presidente, Frederik Willem de Klerk.



Terra
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Caso Cachoeira: Juiz com medo, promotora ameaçada, policial morto



"Cachoeira quase saiu da prisão por decisão do desembargador Tourinho Neto, do TRF, que resumiu o caso a um esquema de jogos, amplamente tolerado pela sociedade brasileira.

Após a prisão do cunhado de Cachoeira, que vinha ameaçando a promotora Léa Batista, Tourinho Neto foi duramente criticado pelo senador Pedro Taques (PDT/MT): 'Como fica agora o desembargador Tourinho Neto?', indagou Taques, da tribuna do Senado. 'Estamos diante do crime organizado, que ameaça servidores públicos' ”.




Juiz com medo, promotora ameaçada, policial morto




O MAGISTRADO PAULO AUGUSTO MOREIRA LEITE PEDIU PARA DEIXAR O CASO, A PROMOTORA LÉA BATISTA FOI AMEAÇADA E O AGENTE WILTON TAPAJÓS ACABA DE SER ASSASSINADO (DIR.); ATÉ AGORA, ESTE É O SALDO DA OPERAÇÃO MONTE CARLO, O QUE REVELA QUE A PF PODE TER DESBARATADO BEM MAIS DO QUE UM ESQUEMA DE JOGOS ILEGAIS E ACHAQUES A PODEROSOS, COM APOIO DA IMPRENSA


247 – Há pouco mais de duas semanas, o juiz Paulo Augusto Moreira Leite, responsável pela prisão do bicheiro Carlos Cachoeira e de todos os seus comparsas, como os espiões Idalberto Matias e Jairo Martins, pediu para deixar a condução da Operação Monte Carlo. Estava amedrontado.

Depois disso, a Polícia Federal prendeu, em Anápolis, o cunhado de Cachoeira, Adriano Aprígio, que estaria enviando ameaças anônimas à promotora Léa Batista.

Nesta quinta-feira, com dois tiros à queima-roupa, foi assassinado o policial federal Wilton Tapajós Macedo, num cemitério em Brasília.

O que une os três personagens é o fato de terem participado da Operação Monte Carlo, a ação da policial federal de maior repercussão nos últimos anos por ter desbaratado uma quadrilha de jogos ilegais, mas também com ampla influência em todos os poderes, inclusive nos meios de comunicação.

Por ora, a polícia do Distrito Federal trabalha com a hipótese de latrocínio: roubo seguido de morte. Mas não descarta as hipóteses de queima de arquivo ou de vingança. Tido como policial exemplar, Wilton Tapajós Macedo trabalhou também em casos de pedofilia e tráfico de drogas, além da Operação Monte Carlo.

Dos presos na Operação Monte Carlo, já foram soltos os policiais Jairo Martins e Dadá, bem como o diretor Claudio Abreu, da Delta, e o ex-vereador Wladimir Garcez. Cachoeira quase saiu da prisão por decisão do desembargador Tourinho Neto, do TRF, que resumiu o caso a um esquema de jogos, amplamente tolerado pela sociedade brasileira.

Após a prisão do cunhado de Cachoeira, que vinha ameaçando a promotora Léa Batista, Tourinho Neto foi duramente criticado pelo senador Pedro Taques (PDT/MT). “Como fica agora o desembargador Tourinho Neto?”, indagou Taques, da tribuna do Senado. “Estamos diante do crime organizado, que ameaça servidores públicos”.


Brasil 247
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Pauliceia Pedagiada

Paulistano vai pagar pedágio para ir até Cumbica, 
São Bernardo ou Cotia


   O apetite dos tucanos paulistas por pedágio vai avançar ainda mais no bolso dos paulistanos, que agora terão de pagar para circular até nos entornos das cidades. São os novos "trechos pedagiados" (expressão que só deve existir em São Paulo), que li agora pela manhã na Folha:

"A cobrança eletrônica de pedágio, que o governo de SP vai implantar nas rodovias privatizadas, levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos das cidades, onde as estradas são usadas como vias urbanas.

Entre os trechos de tráfego urbano que serão pedagiados estão, por exemplo, aqueles que ligam a capital paulista ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna), a São Bernardo (Anchieta) e a Cotia (Raposo Tavares).

Hoje, eles não têm praças de pedágio, mas o deslocamento gratuito vai acabar por conta da instalação dos pórticos ao longo da via, que vão ler chips nos carros para fazer a cobrança.

No teste que está sendo feito na SP-75, entre Indaiatuba e Campinas, há um pórtico a cada 8 km. Com esse intervalo, as vias serão praticamente 100% pedagiadas.

A implantação da cobrança, planejada para 2013 ou 2014, vai depender de um cálculo político difícil para o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se, por um lado, o sistema é mais justo e permite reduzir a tarifa, por outro, vai cobrar de muito mais gente.

Nem a Artesp (agência de transportes do Estado) nem as concessionárias sabem quantos usam as rodovias sem pagar. O único estudo feito - e sempre citado como parâmetro - na Dutra, uma via federal, apontou que só 9% dos carros pagam pedágio.

Se o percentual for parecido nas vias estaduais, com o chip, deve multiplicar por dez o número de carros tarifados - foram 790 milhões em 2011.

"O ponto crítico, não tenho dúvida, é quem não paga e passará a pagar", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. Para ela, porém, o Estado não pode dizer "você paga e você não". "A questão é: usou, pagou." [íntegra aqui]


Na matéria há até gente defendendo a cobrança do pedágio (se a Folha não fosse tucaníssima...), o que mostra que os pedagiados paulistas gostam de ser pedagiados, elegendo e reelegendo tucanos pedagiadores para administrarem a pauliceia pedagiada.



Blog do Mello


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Bandidagem Engravatada X Todos Nós, Cidadãos



Grande Santayana! Que acaba de vocalizar o que vimos sempre falando aqui: o Poder do Cidadão na Sociedade Midiática.


Cada cidadã e cidadão pode ser um produtor de conteúdo: notícias, informação, conhecimento, opinião... e transformar todo o descalabro na sociedade. E "puxar o tapete" da bandidagem endinheirada, engravatada, de colarinho branco... Chegou a hora!


A Revolução Mundial já começou!!!



Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.
                
OS BANDIDOS E A POLÍTICA



(CM) - Em um de seus melhores ensaios sobre Política e Criminalidade (Politik und Verbrechen), o pensador contemporâneo Hans Magnus Enzensberger, conta que Al Capone, em 1930, chegara a seu apogeu, sem que fosse incomodado pelas instituições do Estado. Ao contrário, eram notórias suas relações com os políticos, com a polícia e com os jornalistas, e todos cultivavam o seu poder e se nutriam de seu dinheiro.

Era um mito ou, como melhor explica Enzensberger, um paramito, criação dos tempos modernos, que não passam de uma miragem dos tempos realmente heróicos, nos quais os mitos nasceram. Os turistas pagavam para, de ônibus, percorrer os bairros em que a quadrilha de Scarface exercia, de fato, o poder de estado, sob o olhar indiferente dos moradores e de seus asseclas – da mesma forma que os visitantes, com a permissão dos narcotraficantes de hoje, passeiam pelas favelas cariocas.

Nesse ano de 1930, segundo as fontes do escritor alemão, a Warner Bros, que crescera com os mitos que criava e vendia, ofereceu uma fortuna a Al Capone para que, em um filme sobre o gângster, interpretasse o próprio Al Capone, o que ele recusou. O criminoso novaiorquino, que se transferira para Chicago aos 20 anos, fizera fulgurante carreira e, aos 30, já reunira cem milhões de dólares daquele tempo - uma quantia equivalente a muito mais de três bilhões de dólares em nossos dias. Tal como em nosso tempo, com o neoliberalismo, a globalização liberal dos anos 30 criara a crise de confiabilidade na moeda e nas instituições políticas. Só Roosevelt, com o New Deal, restabeleceria a confiança no Estado.

Al Capone queria ser o homem mais rico e mais poderoso dos Estados Unidos. Como se sabe, um ano depois a Justiça pegou Capone, porque não pagava imposto de renda. Condenado a 11 anos, transferido para um hospital, acometido de demência provocada pela sífilis, Capone morreu aos 48 anos, em uma propriedade sua na Flórida. Já naquele tempo, havia laranjas, e com a doença do gângster, a maior parte de sua imensa fortuna se distribuiu, naturalmente, entre os prepostos. Os que lhe mantiveram fidelidade garantiram o seu bem-estar possível, mesmo na demência, até o fim.

A criminalidade se exerce em todos os setores da sociedade, e um de seus objetivos é o controle ilegítimo das instituições do estado. A elas podem chegar, mediante a compra de votos e outros recursos, ou controlando alguns políticos mediante o suborno, a corrupção. Os políticos, quando honrados, buscam conquistar o mando mediante a confiança dos cidadãos, e se dedicam a promover o bem comum. Os criminosos se preocupam em construir o seu poder mediante os meios conhecidos, entre eles os da violência sem limites. Um traço comum aos chefes de gângsters é o da “generosidade”. Os defensores de Cachoeira, a começar pela mulher, dizem que ele está sempre disposto a ajudar os outros. Desde, é claro, que os outros o obedeçam. Capone se considerava o grande benfeitor de Chicago, oferecendo dinheiro para iniciativas sociais e obras de caridade.

É o que estamos constatando, mais uma vez, nas relações de Carlos Cachoeira com parlamentares e personalidades do poder executivo. São tantas as evidências que não é arriscado identificar, no empresário goiano, o epicentro de uma vasta rede de jogos ilícitos e de assalto aos bens públicos, com a prática de corrupção política, e, talvez, de delitos mais graves. A ministra Carmem Lúcia teve um momento de desabafo ao se referir à Lei da Ficha Limpa: ninguém suporta mais tanta corrupção.

Os senadores respiraram, aliviados, a decapitação de Demóstenes Torres. Provavelmente, alguns dos que comemoraram o sacrifício do bode expiatório estejam sendo precipitados. Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.

Como nos ensina a dialética, a quantidade faz a qualidade.


Mauro Santayana




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segunda-feira, 16 de julho de 2012

CNJ, Eliana Calmon e as Togas sob suspeita



Investigações da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mais uma vez expõem à sociedade as mazelas judiciárias.


É desalentador comprovar a infiltração do crime num dos pilares da República, se pensarmos que o Judiciário é o poder criado exatamente para coibir falcatruas, reparar direitos e promover Justiça.





(1) Desembargador é investigado por privilégio 
a frigorífico



CNJ APONTA EVIDÊNCIAS DE QUE NERY JÚNIOR USOU 
CARGO PARA FAVORECER A EMPRESA TORLIM, ACUSADA DE 
SONEGAÇÃO E CRIMES TRIBUTÁRIOS ESTIMADOS EM R$ 184 MILHÕES 
Foto: FolhaPress

247 - Relatório assinado pela corregedora do CNJ, a ministra Eliana Calmon, aponta que o desembargador Nery da Costa Júnior, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (sede em SP), é suspeito de usar cargo para favorecer frigorífico Torlim. Leia na matéria da Folha:

Investigação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça aponta "evidências" de que um desembargador e um juiz federal usaram seus cargos para favorecer um frigorífico acusado de sonegação e crimes tributários estimados em R$ 184 milhões.

O desembargador citado é Nery da Costa Júnior, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (sede em SP). Ele é suspeito de interferir no processo para desbloqueio de bens do frigorífico Torlim - decidido em 2011 pelo juiz Gilberto Rodrigues Jordan.

O relatório assinado pela corregedora do CNJ, a ministra Eliana Calmon, deve ser votado no próximo dia 30. Ele diz que o desembargador e o juiz podem "de fato ter agido com violação dos deveres impostos aos magistrados" e "de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções".

A sindicância do CNJ foi aberta em maio de 2011, depois de o Ministério Público Federal pedir investigação. Ela solicitou informações dos tribunais, ouviu investigados e juntou a apuração da Corregedoria do próprio TRF.

Documentos da sindicância sigilosa obtidos pela Folha revelam relações entre Nery Júnior e Sandro Pissini, dono do escritório de advocacia contratado em 2008 pelo Grupo Torlim para defesa em processo em Ponta Porã (MS).

Pissini foi assessor dele no TRF entre 1999 e 2001. O desembargador já vendeu uma fazenda ao advogado. E, desde 2011, um ex-funcionário do escritório de Pissini é chefe de gabinete de Nery Júnior.

O desembargador nega irregularidades.

Brasil 247

(2) Inspeção no TJDFT constata possíveis 
casos de nepotismo

Carlos Humberto/SCO/STFInspeção no TJDFT constata possíveis casos de nepotismo

Inspeção feita pela Corregedoria Nacional de Justiça no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) apurou que 64 ocupantes de cargos comissionados do tribunal podem ter algum grau de parentesco com magistrados ou servidores do órgão, o que representa 13,79% do total dos cargos de livre nomeação. Destes, 46 podem ser parentes de juízes ou desembargadores e 41% deles estão lotados em cargos na Presidência, na Vice-Presidência ou na Corregedoria, áreas de direção do Tribunal.


A corregedora Nacional de Justiça explicou nesta sexta-feira (13/7) que a inspeção realizada no TJDFT não é um trabalho isolado e vem sendo feito em todos os tribunais inspecionados. O objetivo é levantar possíveis irregularidades quanto à destinação e aos critérios de nomeação dos cargos comissionados e desvios de função, trabalho que a corregedoria vem desenvolvendo há algum tempo. O órgão tem a obrigação regimental de divulgar o seu relatório global. “A transparência na administração, como exigido pela Constituição, ainda causa perplexidade", afirmou a ministra Eliana Calmon.
As informações fazem parte do Auto Circunstanciado de Inspeção Preventiva, elaborado pela Corregedoria Nacional após revisão de inspeção no TJDFT. A revisão de inspeção teve início no dia 19 de junho deste ano e tinha como objetivo averiguar o andamento de procedimentos administrativos disciplinares sob a competência da Presidência e da Corregedoria do Tribunal e analisar a ocupação dos cargos em comissão do órgão.

Durante a inspeção, a Corregedoria Nacional teve acesso à lista de todos os servidores ativos ocupantes de cargos em comissão do Tribunal, num total de 464 servidores. Destes, 429 são servidores efetivos e 35 não têm vínculo com o tribunal. O relatório lista as matrículas dos 64 servidores comissionados com algum grau de parentesco com magistrados ou servidores também ocupantes de cargos em comissão no TJDFT e destaca algumas situações.

No relatório, que foi encaminhado à Presidência do TJDFT, a Corregedoria Nacional determina a regularização das situações apontadas individualmente e estabelece um prazo de 15 dias para que o tribunal apresente os critérios para nomeação em cargos comissionados na Presidência, Vice-Presidência e na Corregedoria do órgão.

Acesse aqui a íntegra do relatório de revisão de inspeção

Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias







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