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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Máfia do ISS: denúncia do MP só inclui fiscais


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO


Primeira denúncia contra a Máfia do ISS (Máfia dos Fiscais) não cita políticos. 

Promotor Roberto Bodini não encontrou "indícios robustos" da participação de políticos. 

Por enquanto...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Com Haddad, MP bate recorde em investigações


Por que será?





                                                                                                         SECOM/PMSP


Por que o número de investigações do MP está batendo recordes no governo Haddad?



Joaquim de Carvalho*



Em 2005, o Ministério Público do Estado de São Paulo enviou à Prefeitura 147 requerimentos de informação, em média 12 a cada mês. De janeiro a setembro do ano passado – nove meses, portanto –, os promotores do Estado trabalharam bem mais nos assuntos relacionados à prefeitura paulistana. Foram 658 requerimentos, média mensal de 73 ofícios.

Uma diferença de 608%.


Em 2005, o prefeito era José Serra, do PSDB. Em 2013, Fernando Haddad, do PT.

O levantamento foi realizado pela secretaria de governo da prefeitura, o órgão que tem entre suas atribuições responder aos requerimentos do MP.

A explosão de requerimentos no governo Haddad pode ser coincidência, mas vale a pena examinar alguns fatos recentes.

A denúncia de que o governo do Estado de São Paulo recebeu propina de empresas que têm contrato com o Metrô, a CPTM e a CESP é antiga. Tem pelo menos seis anos. Mas ficou esquecida nos escaninhos do MP até que a Justiça da Suíça condenasse o ex-diretor de uma estatal paulista, e o caso ganhasse repercussão internacional.

Outro exemplo é o das enchentes. A chuva em São Paulo é um problema de séculos. Em 2003, no governo de Marta Suplicy, o Ministério Público abriu inquérito para apurar responsabilidades.


A investigação ficou parada até esta semana, quando a Promotoria de Habitação e Urbanismo decidiu ir à Justiça para cobrar indenização.

Segundo o levantamento da Prefeitura, o ímpeto investigativo do MP tem aumentado à medida que a administração se descola da órbita do governo do Estado.


Em 2006, quando assumiu no lugar de José Serra, que se candidatou a governador, Gilberto Kassab era um satélite do PSDB e foi pouco incomodado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Kassab teve de responder a apenas 177 requerimentos de informação, em média 14 por mês. Em 2007, 2008 e 2009, a média mensal oscilou entre 15 e 19 requerimentos.

Em 2010, quando Kassab já se aproximava do governo federal, a média aumentou para 25.

Em 2011, a média foi de 34 e, em 2012, 42.


Com Haddad, o número de requerimentos explodiu. Quase dobrou. Foi a 73 requerimentos por mês.


Para efeito de comparação, a secretaria de governo levantou o número de requerimentos apresentados por outros órgãos de investigação.

No caso do Ministério Público Federal, o número de requerimentos se mantém na média de 10 por ano.

O Ministério Público do Trabalho também investiga a Prefeitura, mas o número de ações mudou pouco entre 2005 e 2013.

* Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquim.gil@ig.com.br


Diário do Centro do Mundo

Destaques do ABC!

*

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SP: blogueiros alertam Fernando Haddad


OPINIÃO



"A mídia paulista transformou um escândalo investigado por Haddad num escândalo que ameaça se voltar contra o governo petista. Onde está Mauro Ricardo, o secretário da gestão Serra? Sumiu das manchetes. Mas o petista Donato foi para o olho do furacão."
                                                              Rodrigo Viana, jornalista e blogueiro


Jornalismo de esgoto


Haddad no olho do furacão


Miguel do Rosário

“Ele não ouve ninguém”

Haddad: um desastre na Comunicação

“O escândalo dos auditores é um escândalo do Serra e do Kassab. Ok. Mas outro escândalo é Haddad – o “homem novo” – achar que pode governar São Paulo sem mexer na comunicação. Mais que isso: monitoramento nas redes sociais aponta que o governo Haddad tem, a essa altura, 73% de avaliação negativa, 17% de positiva e só 10% de avaliação neutra. Desastre.

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Haddad acha que cultiva boas relações com “Folha”, “Globo” etc… Para entender o que se passa com a gestão de Fernando Haddad em São Paulo, peço sua atenção. E alguma paciência. Haddad, em sete atos…


1) Junho de 2012. Festa de aniversário de um bom amigo, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) – a mesma onde estudou o prefeito. À época da festa, Haddad era um candidato que patinava nos 5% de intenção de voto. Lá pelas duas da manhã, um dos advogados senta no sofá perto de mim, e a conversa é sobre o petista. Quero saber como era o Haddad na época da faculdade. “O Haddad tem duas características fortes: ele não ouve ninguém, quando você fala parece que ele não está ouvindo de verdade; mas, por outro lado, ele é um sortudo sem tamanho, sempre teve muita sorte”, diz meu interlocutor, relembrando as peripécias de Haddad e outros estudantes, nas disputas pelo Centro Acadêmico no começo dos anos 80.

2) Algumas semanas depois (2012 ainda), a campanha de Haddad procura um grupo de blogueiros: o petista queria “conversar” sobre Comunicação, sobre a cidade. Haddad seguia em baixa nas pesquisas (um dos levantamentos chegara a apontá-lo com 3% de intenções de voto). A assessoria do candidato fez o favor de divulgar a conversa, reservada, como se fosse um “ato de apoio dos blogueiros à campanha petista”. Bela assessoria… Além disso, naquela noite, tive a comprovação de que Haddad não é mesmo muito treinado para ouvir – como dissera meu interlocutor na festa. Educado, escutava perguntas e observações, sem preocupação de travar um diálogo. Estava ali pra ser escutado.

3) Em setembro, reta final da campanha, o petista comprovou que também era sortudo. Ficaria de fora do segundo turno, se não fosse uma declaração desastrada de Russomano sobre Transporte. Haddad aproveitou o deslize do adversário para ir ao segundo turno contra Serra. Virou prefeito – graças também a mobilizações que reuniram milhares de pessoas em atos na praça Roosevelt (centro de São Paulo), convocados pelas redes sociais.

4) Na semana seguinte à eleição, alguns daqueles blogueiros (que Haddad buscara quando estava com 3%) procuraram o prefeito eleito: queríamos conversar, sugerir políticas de comunicação inovadoras para o homem que ganhara o pleito com o discurso de “homem novo”. Haddad não recebeu ninguém, mandou dizer que a política e os nomes para a área de comunicação já estavam decididos. E avisou que essa área de inovação digital, e de incentivo à diversidade informativa, ficaria sob os cuidados de uma subsecretaria na área de Cultura.

Esse é o Nunzio…

Logo entendemos o jogo. Haddad nomeou para a secretaria de Comunicação Nunzio Briguglio Filho… Quem? A função dele, basicamente, seria manter boas relações com a mídia convencional. Ou seja, o “homem novo” achava que política de comunicação para São Paulo seria dar uns telefonemas para a “Folha”, a “Globo” e a “Abril”. Ah, eu já ia esquecendo: cabe à secretaria do Nunzio, também, a distribuição das verbas públicas de publicidade. Hum…

5) Os meses passam. Haddad mostra-se um desastre de comunicação durante as manifestações de junho. Perde a chance de reduzir as tarifas diante do Conselho municipal, mostra ali certa arrogância professoral (“não sabe ouvir”). Depois, vai a reboque de Alckmin e anuncia a redução da tarifa de forma tão atrapalhada que, ao final da coletiva no Palácio dos Bandeirantes, um repórter até pergunta: “mas então voltou pra 3 reais ou não?”.

6) Os meses avançam. Haddad toma então duas medidas que me parecem corretas: muda a tabela do IPTU, com aumentos substanciais nos bairros mais ricos (ok, nem todo mundo que mora nessas regiões é “rico”, e alguns nem remediados são) e redução nas áreas mais pobres da cidade; cria dezenas de quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

A imprensa (rádios, jornais, TVs) parte para um jogo de desinformação. Haddad não consegue explicar que o IPTU vai subir para alguns, mas baixar para outros. Sofre um massacre. Contava com as “boas relações” com a velha imprensa. Hum…

No caso dos corredores, o mesmo: motoristas de carros, irritados, vêem o espaço para os automóveis cair nas avenidas. E as faixas de ônibus, por princípio corretas, parecem ficar vazias a maior parte do tempo. A Prefeitura não fala, não se explica. Conta com a “Folha” e a “Globo”. Hum…

7) Agora, vem o escândalo dos auditores. Está claro que Haddad foi no caminho correto. Enfrentou a máfia, que parece ter-se instalado em gestões anteriores. Na sexta passada (8/11), a “Folha” saiu-se com manchete histórica: “Prefeito sabia, diz auditor investigado…” Quem passava pelas bancas e lia só a manchete logo entendia que Haddad sabia de tudo, participava do esquema. Só que, na gravação, estava claro que o auditor investigado e grampeado se referia ao prefeito anterior – Kassab.

Nas redes sociais e nos blogs deu-se gritaria contra a “Folha”, o jornal de colunistas (e manchetes) rotweiller. O que fez Haddad? Finalmente gritou também contra a manipulação midiática. Ah, percebeu ali que poderia se reaproximar das redes, dos ativistas digitais… Uma virada na comunicação, certo?

Nada disso. A virada não durou 48 horas. Domingo (10/11), Haddad já estava na “Folha” a bater em Kassab… Erro duplo: chamou Kassab diretamente para a briga e, de quebra, legitimou a “Folha” como foro onde se dá o debate político em São Paulo.

Quem conhece a imprensa, sabe o que deve ter acontecido depois da manchete absurda de sexta. O tal Nunzio passa a mão no telefone e liga pra redação da Folha: “poxa, assim vocês me arrebentam, que manchete foi aquela”. Do outro lado, o editor matreiro: “que é isso, estamos à disposição pro prefeito falar; abrimos espaço pra uma exclusiva, ele explica tudo”.

E lá se foi o Haddad. Mordeu a isca da “Folha”, o que significa morder a isca do Serra.

Agora, Haddad demitiu o secretário de governo, Antônio Donato. Pautado pela Globo! Um investigado, membro da máfia, disse que pagou propina a Donato quando ele era vereador (ou seja, ainda na gestão Kassab). Só que Donato está (ou estava) no centro do governo petista.

A mídia paulista transformou um escândalo investigado por Haddad num escândalo que ameaça se voltar contra o governo petista. Onde está Mauro Ricardo, o secretário da gestão Serra? Sumiu das manchetes. Mas o petista Donato foi para o olho do furacão.

Ok, o petista Donato tem que se explicar. Ok, o escândalo dos auditores é um escândalo do Serra e do Kassab. Mas outro escândalo é Haddad – o “homem novo” – achar que pode governar São Paulo sem mexer na comunicação. Os sinais que surgem da Prefeitura são péssimos. Há quem diga que as denúncias contra Donato teriam chegado às redações pelas mãos de gente ligada à Comunicação da Prefeitura. Fogo amigo?

Lula está preocupado. Fez chegar a Haddad a seguinte avaliação: “mexa na sua comunicação, troque. Você está perdendo o jogo.”

Mais que isso: monitoramento nas redes sociais aponta que o governo Haddad tem, a essa altura, 73% de avaliação negativa, 17% de positiva e só 10% de avaliação neutra. Desastre.

Haddad agora vai ter que mostrar se é um “sortudo”, como dizia o ex-colega da faculdade de Direito. E ter sorte, a essa altura, significa enfrentar aquela outra característica forte: não ouvir ninguém.

O prefeito é um homem inteligente, e parece bem intencionado. Mas resolveu jogar no campo dos adversários: seguiu a tradição petista de não confrontar com a mídia. E ainda enveredou pelo discurso moralista dos escândalos. Esqueceu que escândalo e moralismo seletivo são a especialidade do outro lado.

Na mão de Nunzios e outros gênios, Haddad seguirá dando verbas e entrevistas exclusivas para a velha mídia. Sem perceber que o objetivo é transformá-lo num Pitta. Dá tempo de mudar. Tomara que Haddad seja mesmo um homem de sorte, porque do outro lado está a turma que conhecemos tão bem…




O Cafezinho

*


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

SP: Prefeitura investiga secretário Antonio Donato


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO



Ninguém está acima das leis.

Prefeito Fernando Haddad dá exemplo de lisura, afastando seu secretário de governo, Antonio Donato, citado em escutas telefônicas por membros da Máfia do ISS/Máfia dos Fiscais.

Todo apoio do povo de São Paulo a Fernando Haddad e à Controladoria Geral do Município, para extirpar  os "ninhos de corrupção" instalados na administração municipal.

Cidadão: faça sua parte!

Denuncie à Controladoria Geral do Município qualquer irregularidade nos órgãos da Prefeitura de São Paulo. Link para denúncias na coluna da direita deste blog.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

SP: Kassab dá ultimato a Dilma???!!!


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO




Como é que é ???!!!

Risos, risos... gargalhadas!!!...

Quem este senhor pensa que é?!...

É um bobalhão, mesmo! Um sem-noção...

Presidenta Dilma: tá na hora da senhora dar um "chega-pra-lá" nesse fanfarrão, e mostrar todo apoio, explícito, público, ao prefeito Fernando Haddad e à Controladoria Geral do Município.

A senhora não precisa de apoio de corrupto para se reeleger. 

Está mais do que na hora da "pobre" cidade de São Paulo se ver livre, de uma vez por todas, destas máfias!

"Quem sabe, faz a hora. Não espera acontecer..."



Dilma e Fernando, Fernando e Dilma...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Kassab chama Haddad de desonesto e incompetente


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO



Esperto, ele esperava proteção, blindagem.

Malufista e serrista, o ex-prefeito Gilberto Kassab fundou o PSD no final de seu mandato na prefeitura de São Paulo e correu se atirar nos braços da presidenta Dilma Rousseff, "jurando amor eterno". A troco do quê o aliado de José Serra (PSDB) declarou que apoia Dilma nas eleições de 2014?

Agora, atolado até o pescoço nas denúncias da Máfia do ISS, Kassab sai de metralhadora em punho, disparando contra o prefeito Fernando Haddad, tentando comprometê-lo de alguma forma e manchar sua gestão e imagem.

Estratégia de defesa.

Cuidado, prefeito.  Não demora muito e o implicado nas investigações sobre o "Ninho de Corrupção" começa a chamá-lo de "louco" e promove uma ação de calúnia, injúria e difamação para tentar silenciá-lo. Essa gente metida em esquemas não costuma ter um pingo de vergonha na cara.

Que Fernando Haddad e equipe da CGM não se intimidem com as declarações do falastrão, que deve muitas explicações ao povo de São Paulo. Aliás, José Serra, blindado pela "grande" imprensa, também precisa se pronunciar a respeito...






247 – O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) adotou o ataque como forma de se defender da série de denúncias de envolvimento no esquema do ISS que pesam sobre ele. O alvo escolhido foi o seu sucessor Fernando Haddad (PT), que afirmou no final de semana ter encontrado a prefeitura em situação de "descalabro".

Chamou de “desonesto intelectualmente” da parte do prefeito querer passar a imagem de que nada nunca foi feito para combater a corrupção.

Segundo Kassab, seu sucessor utiliza a questão como forma de esconder o fracasso do primeiro ano de administração petista. Negou, porém, que o episódio influencie nas alianças nacionais pela reeleição de Dilma Rousseff.

Em entrevista à Folha, ele rejeita ainda qualquer relação com o esquema de fraude no ISS. "Eu me retiro da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade", afirmou.

Grampos das investigações que prenderam fiscais da prefeitura pelo desvio de mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos citam Kassab pelo menos duas vezes. Uma delas, Ronilson Bezerra, chefe da máfia e seu ex-subsecretário de Finanças, diz que o então prefeito estava ciente de tudo; em seguida, torcem para a volta de Kassab em 2014 como única forma de manter a atuação do grupo.

Leia alguns trechos da entrevista à Folha:

Haddad

É difícil aceitar essa referência sobre o final da nossa gestão. Se aceitássemos, o final da gestão anterior, que era dele [Haddad participou da administração Marta Suplicy (2001-2004)], estaria duas vezes esse descalabro.

Fizemos uma transição impecável, segundo o próprio prefeito em sua posse. Ele só esqueceu de olhar para o próprio umbigo, para sua administração, quando a cidade está espantada com o descalabro desse primeiro ano.


Há uma verdadeira situação de falta de controle no transporte público. A prefeitura, pela primeira vez, entra o ano com uma perspectiva de dar um subsídio de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Se ele tivesse competência, tinha conseguido administrar essa questão com o governo federal para não tirar esses recursos no ano que vem destinados a casas populares, saúde, ensino público.


Vale lembrar que pela primeira vez na cidade corremos o risco de entrar num novo ano sem reajuste de IPTU, um reajuste razoável.

Aliança PT e PSD

Não posso apequenar o PSD e vincular essas manifestações incompreensíveis do prefeito com as decisões do partido.

Máfia do ISS

Questiono essa afirmação do prefeito de que a gestão dele é independente. Foi ele quem nomeou o controlador. Então, tem um vínculo com ele, sim. Ele mesmo disse que acompanhou "pari passu" [simultaneamente], tanto é que contribuiu com recursos de seu bolso para pagar o aluguel de uma sala.

Então ele ignorou a nossa gestão numa ação política, para diminui-la. E omitiu. Ele tinha a obrigação de comunicar ao Ministério Público que nossa gestão tinha feito o início desses trabalhos.

Mandou arquivar?

Isso nunca aconteceu. Eu nunca tive esse diálogo. É uma afirmação mentirosa, talvez de alguém que quisesse despreocupar seus companheiros. Ou alguém que quisesse mostrar prestígio. Ou alguém que soubesse que estava sendo gravado e queria tumultuar as investigações.

Tentativas sórdidas de manchar minha imagem.

Eu me retiro da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade.

É desonesto intelectualmente da parte do prefeito querer passar a imagem de que nada nunca foi feito para combater a corrupção.

Principalmente em relação à nossa gestão.

São dezenas de criminosos e esses criminosos também agiam no passado.

O prefeito foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças. Eu não quero acusá-lo de nada. Porque ele pode ter sido, e com certeza foi, vítima do mesmo crime.

A desonestidade do prefeito é passar a impressão de que ele foi o primeiro a combater a corrupção. Se ele é o primeiro, cadê suas manifestações sobre o mensalão?

Ronilson Bezerra, chefe da máfia e seu ex-subsecretário de Finanças

Eu não sabia de nada.

Eu não o conhecia anteriormente e pouco conheço agora. Estive com ele poucas vezes em sete anos, sempre para discutir assuntos técnicos, e geralmente em meu gabinete.

Há nisso uma má-fé muito grande, uma afirmação maldosa, que não é digna do Fernando Haddad. Havia um secretário indicado para formar o grupo, e os dois lados fizeram isso. Ele levou sua equipe.

Ronilson estava na transição porque estavam todos daquele núcleo. Ele era da equipe. Ele e centenas de outros.


Brasil 247

Destaques do ABC!

domingo, 10 de novembro de 2013

Haddad sobre gestão Kassab: DEGRADAÇÃO


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO


Esta blogueira que vos fala, cidadã paulistana, vítima de violação de direito de propriedade, encaminhou em 2012 denúncia ao gabinete do prefeito Gilberto Kassab (DEM/PSD) e ao então corregedor do município, Edílson Mougenot Bonfim.

Como já imaginava, foi solenemente ignorada.

Nem um "piu" de quem deveria, ao menos, dar uma satisfação à cidadã esbulhada.

Felizmente a situação de degradação e descalabro que o prefeito Fernando Haddad (PT) encontrou na Prefeitura começa a mudar e a sofrer uma ampla investigação, promovida pelo Controlador Geral do Município, Mário Vinícius Spinelli, e sua competentíssima equipe.

Faça sua parte, cidadão! 

Denuncie!

Na coluna ao lado, link para a página de denúncias da CGM.




sábado, 9 de novembro de 2013

Kassab mandou ARQUIVAR denúncia contra chefe da quadrilha


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO






Não existe crime perfeito.

Um dia a casa cai...



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Se o Brasil fosse sério, Kassab saía preso da Prefeitura


Foi mais ou menos isto o que disse certa vez um vereador da base aliada do ex-prefeito Gilberto Kassab (DEM/PSD). Vejam bem: vereador da base aliada, não vereador da oposição...

Citado como conhecedor do esquema por servidores municipais que se encontram presos por envolvimento na "Máfia dos Fiscais", Kassab, claro, nega qualquer participação ou ciência da ladroagem.

Mas não é, pelo menos, sintomático que o ex-prefeito tenha nos últimos meses de seu mandato "caído de amores" pela presidenta Dilma Rousseff, a quem jurou publicamente "apoio eterno", quem sabe, talvez, já vislumbrando que as falcatruas na Prefeitura pudessem ser descobertas, caso Fernando Haddad fosse eleito?

Para infortúnio da bandidagem e felicidade geral de São Paulo, Fernando Haddad se tornou prefeito e logo nos primeiros meses criou a Controladoria Geral do Município, uma espécie de "Central de Caça a Corruptos", que em pouco tempo de atuação já está "mandando bala" e mostrando a que veio...



Mário Vinícius Spinelli, Controlador Geral do Município


"Se esse país fosse sério, Kassab tinha de sair algemado da prefeitura"

Kiko Nogueira*

Ele

Um vereador paulistano gostava de falar o seguinte: “Se esse país fosse sério, o Kassab tinha de sair algemado da prefeitura”. Ele era da base aliada do ex-prefeito.

Gilberto Kassab chamou de calúnia vil a declaração do chefe da quadrilha de fiscais, Ronilson Rodrigues. Rodrigues, que está preso, se queixava com a auditora Paula Sayuri de ter sido chamado para prestar depoimento. No grampo, disse que Kassab “tinha ciência de tudo”.

Numa gravação de Luis Alexandre Cardoso Magalhães, único fiscal a deixar a prisão por colaborar com as investigações, seu interlocutor diz: “A esperança é o Kassab ganhar a eleição no ano que vem”. Magalhães responde: “Pois é. Aí está todo mundo bem”.

Kassab é uma cria de Maluf e, como ele, imprimiu um estilo populista falsamente moralizador na cidade. Proibiu gritos de feirantes e mendigos de deitar em bancos de praça, que passaram a ter barras de ferros. Nomeou coronéis da reserva da PM para 30 das 31 subprefeituras. Saiu com um índice de rejeição alto.

Como Maluf, é um colecionador de escândalos. Houve o “caso Aref”, por exemplo. Ex-diretor do Aprov (Departamento de Aprovação das Edificações), da Secretaria Municipal de Habitação, Hussain Aref Saab teve um crescimento patrimonial vertiginoso em sete anos no cargo. Acumulou R$ 50 milhões e 106 apartamentos. Denúncias revelaram um esquema de propinas para a liberação de obras irregulares.

Antes de ocupar a prefeitura, Kassab foi deputado estadual e secretário de planejamento de Celso Pitta. Seu patrimônio cresceu, entre 1994 e 1998, 316% acima da inflação (de R$ 102 mil para R$ 985 mil). Quando o mundo de Pitta ruiu, Kassab se declarou arrependido de ter participado de seu governo. “É uma atitude deplorável, de quem cuspiu no prato que comeu”, afirmou Pitta.

Gilberto Kassab, assim como o ex-chefe, vem da grande colônia libanesa de São Paulo (Haddad também, aliás). Tem uma resposta padrão para as denúncias. Seu sucesso financeiro é fruto de suas “atividades empresariais”. Que atividades empresariais?

Além de economista e engenheiro, ele cursou Introdução à Ciência Política na UnB e foi corretor de imóveis. Sua família tem — bidu — uma construtora. De acordo com o Estadão, a empresa deixou de pagar o Imposto Sobre Serviços, ISS, sobre uma área que estava irregular.

A ladroeira instalada na prefeitura parece não ter fim. Segundo Fernando Haddad, houve fraudes também na cobrança do IPTU. O promotor Roberto Bodini, que investiga a roubalheira da arrecadação do ISS, declarou que não descarta convocar o ex-prefeito e seu então secretário de Finanças, Mauro Ricardo Machado Costa, para depor.

Kassab se considera um candidato Teflon. Fundou um partido, o PSD, que, em suas palavras imortais, não é de direita, esquerda ou centro. Seu futuro político está ameaçado?

Ainda é cedo. Como diria Maluf, ele tem planos para o futuro. Só não sabe quais são.

* Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo

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"Kassab sabia de tudo", diz chefe da quadrilha


CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SÃO PAULO



"É um absurdo, Paula. Tinha de chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo."
                                    Ronilson Rodrigues, apontado como chefe da quadrilha





Auditor preso diz que Kassab e secretário sabiam de esquema


Apontado como chefe da quadrilha que fraudava ISS, Ronilson Rodrigues afirma, em grampo, que prefeito deveria ser investigado


Preso desde o dia 30 sob acusação de chefiar a quadrilha suspeita de fraudar o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e de desfalcar os cofres municipais em ao menos R$ 500 milhões, o subsecretário da Receita na gestão Gilberto Kassab (PSD), Ronilson Bezerra Rodrigues, disse em telefonema gravado com autorização da Justiça que o secretário e o prefeito com quem trabalhou "tinham ciência de tudo", segundo áudios revelados nesta quinta-feira, 7, pelo Jornal Nacional.

O diálogo ocorreu no dia 18 de setembro entre Rodrigues e uma pessoa chamada Paula, que seria a auditora fiscal Paula Sayuri Nagamati, ex-chefe de gabinete do secretário de Finanças na gestão Kassab, Mauro Ricardo. Ele reclama com a auditora de uma publicação no Diário Oficial da Cidade na qual era intimado a prestar esclarecimentos à Controladoria-Geral do Município (CGM) já na gestão de Fernando Haddad (PT).

"É um absurdo, Paula. Tinha de chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo", afirma Rodrigues, sobre a investigação da CGM, que, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), resultou na sua prisão e de outros três auditores.

Em nota, Kassab afirma que as afirmações "são falsas" e que "repudia as tentativas sórdidas de envolver o seu nome em suspeitas de irregularidade que pesem contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir a sua imagem e honra". Os ex-secretários de Finanças da gestão Kassab, Mauro Ricardo e Walter Aluísio Rodrigues, não foram localizados.

Tenso. O Jornal Nacional também exibiu uma conversa gravada pelo auditor Luis Alexandre Magalhães, na qual ele, Rodrigues e outro fiscal preso, Carlos Augusto di Lallo Amaral, discutem em clima tenso as possíveis consequências da investigação. A gravação - que teria sido feita durante um encontro, depois de março, em um local não identificado - foi encontrada pelo MPE durante a busca no apartamento de Magalhães.

Na conversa, ele mostra preocupação em ser pego sozinho no esquema. Diz que deu muito dinheiro a Rodrigues e faz ameaças ao ex-chefe, dizendo ter provas contra ele. Irritado, Rodrigues afirma que recebeu o dinheiro porque manteve Magalhães no cargo. Procurados, os advogados dos três não foram localizados nesta quinta. Rodrigues, Amaral e Eduardo Horle Barcellos devem deixar nesta sexta-feira a carceragem do 77.º DP (Santa Cecília), quando expira a prisão temporária dos três. Magalhães foi solto na madrugada de segunda, após ter feito acordo de delação premiada.

Atual. Trechos da investigação do Ministério Público aos quais o Estado teve acesso mostram que o atual subsecretário da Receita, Douglas Amato, também foi investigado sob suspeita de fazer parte da quadrilha dos auditores fiscais detidos. Até agora, porém, o que há contra ele é o depoimento de uma testemunha protegida pelo MPE.

Ela citou Amato e outro funcionário em cargo de chefia na gestão Haddad, Leonardo Leal Dias da Silva, diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança. Eles aparecem em meio a dez nomes dados pela testemunha que teriam envolvimento no esquema.

Questionada sobre os fiscais citados, a Prefeitura defendeu Amato. "As investigações não encontraram indícios de participação efetiva no esquema do servidor Douglas Amato", diz a nota. A reportagem apurou que a investigação sobre Amato não evoluiu. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, DIEGO ZANCHETTA e FABIO LEITE

Leia trecho da conversa:

Magalhães - Eu não tava nessa sozinho. Eu tenho todos - todos - os números de certificado. Eu não vou ser bode expiatório.
Rodrigues - Isso aí pra mim é uma ameaça.
Magalhães - Não, é um aviso. Eu não vou sozinho nessa p***.
Rodrigues - Não vai. Porque eu vou estar contigo.
Magalhães - Eu, o Lallo e o Barcellos não vamos pagar o pato nessa p*** toda.
Amaral - Não vai, não vai.
Rodrigues - Você não vai precisar me entregar. Sabe por quê?
Magalhães - Eu levo a secretaria inteira. Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro.
Rodrigues - Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá.
Magalhães - Isso. Então tá todo mundo junto.


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