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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os Beagles e a Revolução Mundial


ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!



O mundo passa por um momento histórico, uma grande virada.

Assassinos de Animais  X  Protetores de Animais é "apenas" uma batalha do embate planetário rumo à evolução.

Brucutus  X  Cidadãos.

Trogloditas movidos pelo vil metal  X  Cidadãos movidos pela Ética Planetária.

Ignorância  X  Cidadania Global.

Revolução Mundial.

Guerreiros do Terceiro Milênio


A verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que podemos fazer para acabar com essas atrocidades

Luisa Mell

Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.

“A Anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”

E essa não é a primeira mentira do Instituto. O Instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né? Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!!) e se negam a mostrar o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber!!! Aliás, se as empresas pagam para eles, por que são uma oscip??? ALGUÉM PODE RESPONDER?????

Vários políticos, deputados, vereadores, tentaram entrar no instituto para conversar. TODOS FORAM IMPEDIDOS!!!!!!!! Em todas as reportagens que saíram (inclusive no G1, portal da rede globo) falaram que o Instituto Royal realiza testes para cosméticos e para produtos de limpeza. Mas depois de verem toda a repercussão que isto causou na sociedade eles têm a cara de pau de irem no Fantástico dizerem que não existe teste de cosméticos em animais! Uma das maiores mentiras já contadas em rede nacional, e em nenhum momento questionada pelo chamado jornalismo sério da emissora global! Se o jornalista tivesse dado um google, teria se informado que a Comunidade Européia proibiu neste ano teste em animais para cosméticos, que países como Israel estão já abolindo, teria tido conhecimento da extensa lista divulgada pelo PETA das empresas de cosméticos que testam em animais. E ele vem dizer que não existe!!!!!!

Ongs internacionais já entraram em contato comigo, dizendo que aquela raspagem que os cachorros resgatados apresentavam é típica de teste para cosméticos.

Cada vez temos mais certeza da sujeira que é esse Instituto Royal. O que eles descobriram de tão importante durante os dez anos que torturam animais??Alguém viu isto em algum lugar?? Não, né, eles só dizem que atrapalhamos dez anos de estudo.

O diretor do Concea, Marcelo Marcos Morales,  declarou que se abolirem os animais terão que importar tecnologia para substituir. Ele afirmou isto para o site G1. Ora, ele acabou de confirmar que estão cometendo crimes!!!! A LEI É CLARA: se existe método substitutivo é crime praticar teste em animais.


O mais estranho de tudo isto é que este mesmo Marcelo apareceu em entrevista para Fátima Bernardes, defendendo o Royal. Parecia que era advogado deles. Quem tiver dúvidas é só assistir. Agora, amigos, pensem comigo: Ele é um funcionário público, pago por nós. O Instituto nem mandou um representante, só o Marcelo. Bom, não preciso dizer que o programa me entrevistou, mas, claro, cortou !!!! Não foi ao ar!!!

Vamos agora pensar juntos: O governo dá mais de cinco milhões para o Instituto realizar pesquisas com animais, eles são isentos de pagar IPTU, impostos e outras coisas. Quando fazem alguma coisa vendem para as empresas e vamos supor que realmente fazem algum tipo de remédio também. Esses remédios não são doados para a população e sim VENDIDOS com os preços absurdos que conhecemos!!!! Que vantagem a população leva nisso???Acho que por isso também estão com tanto medo de divulgarem os clientes, né? Pois assim a população saberia que fomos nós que pagamos o desenvolvimento destes medicamentos, mas quando precisamos temos que comprar por preços absurdos para o Instituto Royal ficar cada vez mais rico e poderoso.

Ativistas que participaram do resgate dos cães do Instituto Royal, atenção:



Os diretores do Instituto Royal nos acusam de terrorismo; quem está fazendo terrorismo com os ativistas e com toda sociedade são eles!

1 - Falaram que os cachorros podem transmitir doenças para as pessoas.

Resgates como esse já foram feitos em vários países do mundo, em nenhum local aconteceu nenhuma contaminação das pessoas.

Se o Instituto Royal diz isso, é porque eles estão fazendo coisas muito perigosas para toda a sociedade: CRIANDO DOENÇAS EM LABORATÓRIO????? Isso tem que ser investigado como um outro crime. E urgentemente. Se o Brasil fosse um país sério seriam interditados imediatamente e obrigados a relatar tudo o que fizeram.

2 - Falam que os cachorros são chipados, por isso serão encontrados.

Mais uma ação terrorista do Instituto, querem deixar a população amedrontada. E é uma GRANDE MENTIRA!

Chip não tem gps!! Pensem, amigos, se isto existisse não haveria mais casos de cães perdidos!! O chip só funciona se passar por um leitor! E existem vários tipos de chips e de leitores! Sei disso pois pesquiso há um tempo para tentarmos fazer em SP um leitor único.

3 - Falam que quem adotar poderá até ser preso!

Não se amedrontem, amigos! Os bandidos são eles. Nós entramos baseados na Constituição, que é clara quando diz que se está ocorrendo maus tratos, se o animal está em risco, podemos entrar. E entramos junto com a polícia!!! O que pode ser verificado em todas as gravações que aconteceram lá dentro.

Conseguiremos advogados para todos os ativistas!

Como saber se produtos testam ou não em animais?

Acreditem, a lista de cosméticos que ainda testam em animais é imensa. Principalmente por conta da alienação da maioria dos consumidores. Mas acredito que estamos conseguindo mudar isso.

Algumas marcas do mundo são praticantes dessa barbárie: M.A.C., Maybelline, Johnson & Johnson, Avon, Clean & Clear, Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Neutrogena, Pantene e outras. Há muitas empresas (principalmente as brasileiras) que já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. Procure a lista do Peta para marcas internacionais.

O problema aqui no Brasil é que não temos nenhum órgão controlador para verificar se as empresas realmente não testam em animais. Contamos somente com a palavra delas! E como o Instituto Royal esconde de todas as maneiras quem são os clientes, despertou em todos nós mais desconfiança ainda sobre empresas que dizem não testar.

Qual a solução então?

Eu realmente acho que quando o mundo tem que mudar o Universo conspira a favor. Há alguns meses venho conversando com a ong Cruelty-Free International.



Para quem não conhece, é uma ong inglesa (uma das mais antigas e sérias do mundo em defesa dos animais). Eles fazem uma auditoria nas empresas de cosméticos, em todas as fases do produto. Se averiguarem que não tem nenhum tipo de teste com animais, dão aquele famoso selo do coelho. E assim nós consumidores podemos ter a certeza de que aquela empresa e o produto que formos comprar é realmente livre de crueldade.



VAMOS PRECISAR DA AJUDA DE TODOS PARA QUE AS EMPRESAS ACEITEM ESTA AUDITORIA DA ONG!

Amigos, acreditem, esta mudança, esta libertação animal só irá ocorrer realmente por pressão da sociedade. Imploro que não desanimem, que não me deixem só!!! Milhares de animais, entre eles macacos, cachorros, gatos, coelhos, ratos… estão sendo torturados neste momento. Eles não podem se defender, não podem nem pedir ajuda! Estão lá nos Campos de Concentração que os pesquisadores criaram. Existe muito, mas muito dinheiro envolvido nesta macabra forma de testar produtos.



Sei que esta foto é forte, mas é real! Amigos, não é só pelos beagles! Todos os animais são submetidos a torturas como esta!!!

E, acreditem, os testes substitutivos são muito mais eficientes e confiáveis. Mas é claro que muitos pesquisadores que ganham milhões com essa barbárie não querem que a população saiba disto.

Para cosméticos, não podemos mais esperar! Tem que ser proibido no Brasil, assim como fez a Comunidade Européia.

Quanto a medicamentos: milhares de cientistas no mundo também são contra.
Afirmam que os testes em animais não servem para nada e ainda atrapalham a evolução da ciência.

Uma rápida busca pelo google nos trará fatos assustadores de como os testes em animais prejudicaram a humanidade:

“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra a pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”


“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.”


Já existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos, como se pensava.


http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisa-com-animais-e-uma-falacia

Blog da Luisa Mell


Destaques do ABC!

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domingo, 4 de agosto de 2013

Os "Black Blocs" e a Filosofia da Violência


CIDADANIA, SIM.

PROTESTOS, SIM.

MANIFESTAÇÕES, SIM.

VIOLÊNCIA, NÃO !



Seguidores de Gandhi, o Mahatma, a Grande Alma que libertou a Índia do Império Britânico, blogueira e blog apoiam e vibram com todas as manifestações pacíficas que ganharam as ruas do Brasil e do mundo. Todas. Até aquelas com as quais não concorda.

Esse movimento poderia ser chamado de Cidadania Planetária. Revolução Mundial. Cidadãs e Cidadãos do mundo todo, conectados pela mais avançada tecnologia da comunicação e informação, lutando, pacificamente, com a palavra, com a criatividade, com ideias e ideais, por avanços e emancipação. Sem retrocesso a Estado totalitário. Dentro da Democracia. Sempre.

Um Mundo Novo é Possível.

Vamos construí-lo!

Sem sangue, sem fogo, sem intimidação, sem baderna, sem destruição.

Com Sensibilidade, Comunicação e Inteligência.

Violência, não !


Black Blocs/RJ   Facebook


Black Blocs já se articulam em 23 Estados do País



Pela internet, eles começam a promover um "badernaço" para o 7 de Setembro, com uso de violência como estratégia política

Bruno Paes Manso

No Maranhão, os integrantes da página dos Black Blocs no Facebook contam a história da Balaiada, movimento popular rebelde formado por "escravos aquilombados e caboclos" que tomou a segunda maior cidade do Maranhão no século 19. Os de São José dos Campos colocaram na internet a imagem da "mãozinha do curtir" segurando um coquetel molotov.


Confronto entre manifestantes e PM em ato em 

São Paulo   Daniel Teixeira/AE

Já os goianos, assim como os demais, se dizem anarquistas e afirmam que "sua pátria é o mundo inteiro" e "sua lei é a liberdade". No Pará, a bandeira brasileira está pintada de preto e vermelho, com o "A na bola", símbolo do anarquismo, no lugar do Ordem e Progresso.

Quase dois meses depois do começo dos protestos do Movimento Passe Livre (MPL), discussões virtuais e presenciais sobre o uso da violência como estratégia política nas manifestações de rua já são feitas em 23 Estados. Por enquanto, só Amapá, Tocantins, Sergipe e Acre ainda não têm fóruns de internet dos Black Blocs.

A página mais popular dos Black Blocs no Facebook é a do Rio, com mais de 18 mil seguidores. Em São Paulo, além da capital e de São José dos Campos, outras cinco cidades têm fóruns de discussão anarquistas (Ribeirão Preto, Rio Preto, Rio Claro, Piracicaba e Sertãozinho). Os cearenses fizeram o documentário "Com Violência", sobre as ações do grupo na Copa das Confederações, com mais de 50 mil acessos no YouTube.

No 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, eles pretendem promover um "badernaço" nacional. A articulação vem sendo feita na página do Black Bloc Brasil, com quase 40 mil seguidores. "Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles", afirma o professor Rafael Alcadipani Silveira, coordenador de pesquisas organizacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Silveira tem acompanhado as discussões virtuais dos anarquistas e esteve nos últimos dois protestos.

História. Inspirada inicialmente em ativistas alemães, que atuavam de preto e com máscaras de gás como segurança nas manifestações nos anos 1990, a estética e ação Black Bloc se fortaleceu principalmente depois de ganhar os Estados Unidos, onde o pacifismo era discurso hegemônico graças às vitórias nas lutas pelos direitos civis, lideradas por Martin Luther King Júnior, e às passeatas hippies contra a Guerra do Vietnã, sob o lema "faça amor, não faça guerra".

Atos de depredação em Seattle, em 1999, que impediram diversos delegados de chegarem à reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), conseguiram provocar o debate sobre o papel da violência nas manifestações. Uma das referências do debate foi o livro Como a não-violência protege o Estado, do ativista americano Peter Gelderloos, que já passou duas temporadas em prisões americanas e espanholas.

Esses manifestantes passaram a argumentar que depredação não é violência, mas uma intervenção simbólica que atinge o cerne do capitalismo: a proteção à propriedade. De acordo com essa filosofia, seriam atos violentos somente as ações que ferem os indivíduos.

"Depois de Seattle, os movimentos sociais passaram a aceitar a violência como uma das estratégias políticas e a debater abertamente a questão", explica o filósofo Pablo Ortellado, coautor do livro Estamos Vencendo! (Conrad), sobre os movimentos autonomistas no Brasil. Além da estratégia dos Black Blocs, há nos movimentos globais as ações lúdicas e festivas (chamadas de Pink Blocs), estratégias no Brasil representadas pelas Paradas Gays, Marchas da Maconha e das Vadias, e as pacifistas (White Blocs).

"Não se pode dizer que alguém é do grupo Black Bloc, já que se trata de uma estratégia de ação. Ainda que seja adepta da violência nas manifestações, a pessoa pode variar suas atitudes conforme a situação. As ações nas ruas podem ser de resistência e pacifistas, conforme a necessidade. O integrante de um coletivo, por exemplo, pode usar essas diferentes formas de ação de acordo com o protesto", explica um integrante do coletivo Desentorpecendo a Razão, que pediu para não se identificar. "Não há repressão na Parada Gay, por exemplo. Por isso, nunca haverá Black Blocs nesse evento."

Na atual fase brasileira, onde o Estado está em descrédito, a moda da violência e da anarquia acabou pegando mais do que as outras, contagiando rapidamente a nova geração de jovens. Ortellado acredita que é só uma fase, já vivida pela Argentina e pela Espanha em épocas de crise política. "São momentos de indignação", diz. A violência, no entanto, costuma escurecer qualquer bola de cristal.


Estadão Online

Destaques do ABC!

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Protestos "Vem Pra Rua": apenas uma "Festa"?



Bairro da Penha, cidade de São Paulo. Esquema criminoso, constituído por familiares desta blogueira em conluio com servidores da Subprefeitura Penha, apoiados por setores do Fórum Penha de França, tenta emparedar a cidadã, para silenciar suas denúncias. Há 15 anos a blogueira tem seu direito de propriedade violado, e desde 2010 vem sofrendo campanha difamatória, intimidações, tentativas de violência física (sequestro? assassinato?), aliados à violência institucional de agentes públicos, inclusive armados, mobilizados para dar respaldo aos ilícitos.

Escritora e Blogueira Sônia Amorim, impedida de dispor livremente de sua casa, luta pela reparação de direitos violados e punição dos envolvidos no esquema. A cidadã encaminhou a autoridades relato detalhado dos ilícitos que vem sofrendo, com documentação comprobatória e nomes dos envolvidos.

Denúncia de Sônia Amorim acolhida por Eliana Calmon/CNJ


REVOLUÇÃO MUNDIAL


E o “day after”?



DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

O filósofo Renato Janine Ribeiro reflete sobre a origem e o futuro das manifestações.




Há movimentos que saem do nada? Ninguém esperava que o Passe Livre mobilizasse assim a nação. Mas isso não significa que tais manifestações sejam um completo enigma.

O que não se pode é prever se e quando se darão, nem quais serão seus resultados. Ou seja, não se sabe do seu antes nem do seu depois. Mas vou comentar o que se sabe delas.

Primeiro, este tipo de grande movimento que parece vir do nada começa com o maio de 68 francês, que é além disso o seu paradigma.

No dia 15 de março daquele ano, o jornalista Pierre Viansson-Ponté lamentava que “a França [estivesse] entediada”, conformista.

Uma semana depois, a repressão a protestos contra a guerra do Vietnã e à entrada de rapazes nos quartos das alunas da Universidade de Nanterre detonava um movimento que cresceria rapidamente.

Esses movimentos vão bem além de suas causas imediatas. Estas se repetem dezenas de vezes, sem nada resultar. E de repente, a explosão. Que é um acontecimento muito maior que suas possíveis causas.

Acontecimento, em inglês, é “happening”; ora, nas línguas latinas, desde os anos 1960 chamamos de “happening” uma grande festa, às vezes promovida por artistas, que tem as características de acontecer só uma vez, não tendo ensaios nem podendo ser repetida. Um acontecimento máximo, um acontecimento em estado puro.

Daí que esses eventos únicos sejam festas. Quem participou dos muitos movimentos de 1968 – na França, em Nova York ou na Califórnia, na Alemanha, na então Tchecoslováquia ou no Brasil – viveu esse clima de festa.

Quem se manifestou pelas Diretas-Já em 1984 ou pelo impeachment de Collor, em 1992, festejou nas ruas.

Daí um tom de alegria. As pessoas descobrem que a política pode ser alegre.

Por isso, ocupam as ruas. A causa imediata das manifestações foi o transporte público de péssima qualidade, que impõe aos pobres o gasto de quatro a oito horas por dia para ir e vir do emprego – uma segunda jornada de trabalho, não paga em dinheiro e que onera a saúde física e mental dos trabalhadores.

Mas vejam o simbolismo: estão falando do transporte, isto é, do movimento (e reclamando contra a lentidão, a falta de movimento).

“A vida é movimento”, dizia em 1651 o filósofo Thomas Hobbes. Estão reclamando da estagnação, que é morte, e clamando pela vida. Uma política que clame por causas ligadas à vida é coisa rara.

Não é a política das instituições, não é a da governabilidade, não é a do Parlamento.

E assim a causa imediata funciona como um ímã. Ela atrai tudo o que seja “do bem”. Os manifestantes lhe agregam a demanda pela saúde, pela educação e até pelas palavras de ordem que não são da ordem, mas da liberdade, como o célebre “é proibido proibir” do 68 francês, ou o “seja realista, exija o impossível”.

Tudo adquire as cores das grandes mudanças, daquelas que não aparecem no dia a dia, mas surgem como uma revelação, uma epifania, um momento em que se descobrem novas potencialidades para o mundo e para a vida com o outro, para o viver-juntos.

Por isso mesmo, cintila sempre a perspectiva de que uma outra política, mais vital, é possível.

Nem tudo são flores. O Brasil padece de uma cultura política fragílima. Anos de pregação segundo a qual todos os nossos problemas decorrem da corrupção – convicção esta que é uma marca clara da ignorância política – fazem muitos acreditarem que o outro, aquele que discorda deles, não pode ser uma pessoa honesta.



“Anos de pregação segundo a qual todos os nossos problemas decorrem da corrupção – convicção esta que é uma marca clara da ignorância política – fazem muitos acreditarem que o outro, aquele que discorda deles, não pode ser uma pessoa honesta.”

Muitos ignoram o que significam democracia e política, a saber: há divergências sérias na condução dos assuntos públicos, que cabe ao voto resolver, mas dentro do respeito ao outro.

Chamar o outro de ladrão ou bandido é destituí-lo dos direitos políticos e considerá-lo criminoso. Isso não deveria acontecer, salvo exceções comprovadas de crimes cometidos, entre petistas e tucanos, entre republicanos e democratas, entre trabalhistas e tories.

Mas acontece, no Brasil, com alarmante frequência. Daí que, quando as ruas se abrem para o imaginário, uma parte dele seja agressivo e violento.

Cito um ativista do Passe Livre, que esteve dia 21 no debate que coordenei no Instituto de Estudos Avançados da USP: a direita e o crime, disse ele, estão hackeando nossos movimentos.

E o “day after”?

A revelação de que você pode ocupar as ruas, de que por algumas horas pode tirá-las dos carros e fazer uma festa ali é tão poderosa que corre o risco de ser apenas uma catarse, uma pausa no meio de uma vida que antes e depois será conformista.

Muitos manifestantes de 1968, das Diretas ou do impeachment lembram esses momentos como apenas uma festa, mas que em nada mudou suas vidas.

Ganharam liberdade sexual, é tudo.

Será uma pena se assim for. Epifanias devem mudar, sim, a vida de quem as tem. Você não pode ter uma revelação e não se converter.

Que os políticos procurem conduzir “business as usual” é até compreensível, mas as pessoas que sentiram o gosto do diferente deveriam inseri-lo em suas vidas.

Isso, mesmo sabendo, o que é bastante amargo, que a curto prazo quem colhe os frutos não é quem os semeou.

A Primavera Árabe, obra de jovens democratas, levou ao poder gente conservadora, como os extremistas da Tunísia e do Egito.

Maio de 68 conduziu, em junho daquele ano, à vitória eleitoral da direita. Mas hoje ninguém lembra a direita francesa da época, e todos recordam os estudantes, os jovens, o mês de maio.

A sociedade muda.

E, assim como 1968 se deu em pelo menos três continentes, de 2011 para cá pode estar surgindo uma segunda onda dessas manifestações tão vitais: com a Espanha, países árabes, Turquia e Brasil, elas parecem estar-se espraiando pelo mundo.

O que virá desta segunda onda?


terça-feira, 18 de junho de 2013

Praça da Sé: a "Praça da Revolução"


PRIMAVERA BRASILEIRA



"Ou revoga ou revoga" é o ultimato que eles dão ao prefeito paulistano Fernando Haddad, sobre o reajuste de 20 centavos na tarifa do transporte público.

E ontem, manifestações pelo Brasil afora mostraram que eles estão "contra tudo" o que representa "poder institucionalizado". Em Brasília, invadiram o Congresso Nacional. No Rio de Janeiro, a situação beirou o terrorismo. Em São Paulo, às 11 da noite eles ameaçavam o Palácio dos Bandeirantes.

E os insultos à presidenta Dilma Rousseff já começaram.

Não era "passe livre" que eles queriam? E agora querem governar o País sem ter recebido 1 voto sequer do povo brasileiro?

O que significa tudo isso?

Há partidos, grupos de poder, por trás deles?

A quem interessa desestabilizar as instituições e os governos democraticamente eleitos?

Oposição ao governo comemora e insufla. E a mídia golpista também.

E hoje tem mais. 

A Praça da Sé em São Paulo vai virar a Praça da Revolução.

Vamos acompanhar e tentar entender.





A PRAÇA TAHIR É AQUI?


LEONARDO ATTUCH



O “outono brasileiro” não tem dono, nem direção. E quem tentar se apropriar desse “movimento” será rapidamente devorado pela fúria das ruas

Quem são eles? O que querem? O que realmente motiva os milhares de jovens que tomaram as ruas das grandes cidades e, ontem, invadiram o próprio Congresso Nacional?

Serão mesmo os vinte centavos da passagens de ônibus? Ou há algo mais fundo? Há explicações para cada tipo de freguês. Para os petistas, a violência da Polícia Militar de São Paulo potencializou a reação desta segunda-feira. Para os tucanos, o que existe é uma insatisfação difusa contra os rumos do País e a precariedade dos serviços públicos.

Diante de uma catarse coletiva, sem direção e sem lideranças claras, cada grupo tenta impor sua própria agenda ao “movimento”, que, na verdade, não tem unidade alguma.

Nessa tentativa de se apropriar dos protestos, a Globo, por exemplo, enxergou um grande protesto nacional contra a PEC 37, que limita ações do Ministério Público, sem qualquer amparo na realidade. E acabou sendo alvo da fúria das ruas, diante de manifestantes que gritavam palavras de ordem contra a “Central Globo de Mentiras”.

Se a Praça Tahir é aqui, o que fica claro é que ela não tem dono. Há quem grite contra a corrupção, contra os gastos da Copa, contra a mídia e até mesmo contra as tarifas de ônibus.

No mundo político, a correnteza das ruas deixa um grande ponto de interrogação. À direita, os que ontem falavam em “baderna” hoje enxergam uma oportunidade de apontar a fúria da massa contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. No Facebook, tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o senador Aécio Neves saudaram o grito de indignação e a perspectiva de um eventual levante popular. No Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff limitou-se a elogiar o “caráter democrático” dos protestos. E o ex-presidente Lula jogou a batata quente para o prefeito Fernando Haddad, apostando numa negociação com o Movimento Passe Livre.

Mas o fato é que o poder está cercado. E a polícia, intimidada pela repercussão negativa de suas ações na semana passada. Hoje, há apenas incerteza. E quem tentar se apoderar desse movimento sera rapidamente devorado por ele.


Brasil 247

domingo, 5 de agosto de 2012

Ponto de Mutação, o Filme



Chegamos ao Ponto de Mutação. Ou mudamos nosso modo de pensar e de viver ou perecemos enquanto humanidade. A mudança deve ser de percepção, de consciência. Um novo olhar para o planeta e para nós mesmos, enquanto indivíduos e espécie.


Cidadania Planetária e Revolução Mundial têm tudo a ver com esse novo olhar.







Dois amigos, um político e um poeta, em crise existencial encontram num castelo medieval no Monte Saint Michel uma física desencantada com a ciência, ao ver suas descobertas empregadas para a destruição no projeto Guerra nas Estrelas. No encontro, eles entretêm uma longa conversa que percorre ecologia, fisica quântica, poesia, política, tecnologia. Esses diálogos nos apresentam uma nova visão de mundo, fundamental, segundo o autor, Fritjof Capra, para a salvação do planeta e de nós todos.


Um filme instigante, atualíssimo, que mostra a urgência de se instalar uma nova abordagem, um novo pensamento, novos valores, se quisermos transformar radicalmente a realidade crítica que nos circunda.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bandidagem Engravatada X Todos Nós, Cidadãos



Grande Santayana! Que acaba de vocalizar o que vimos sempre falando aqui: o Poder do Cidadão na Sociedade Midiática.


Cada cidadã e cidadão pode ser um produtor de conteúdo: notícias, informação, conhecimento, opinião... e transformar todo o descalabro na sociedade. E "puxar o tapete" da bandidagem endinheirada, engravatada, de colarinho branco... Chegou a hora!


A Revolução Mundial já começou!!!



Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.
                
OS BANDIDOS E A POLÍTICA



(CM) - Em um de seus melhores ensaios sobre Política e Criminalidade (Politik und Verbrechen), o pensador contemporâneo Hans Magnus Enzensberger, conta que Al Capone, em 1930, chegara a seu apogeu, sem que fosse incomodado pelas instituições do Estado. Ao contrário, eram notórias suas relações com os políticos, com a polícia e com os jornalistas, e todos cultivavam o seu poder e se nutriam de seu dinheiro.

Era um mito ou, como melhor explica Enzensberger, um paramito, criação dos tempos modernos, que não passam de uma miragem dos tempos realmente heróicos, nos quais os mitos nasceram. Os turistas pagavam para, de ônibus, percorrer os bairros em que a quadrilha de Scarface exercia, de fato, o poder de estado, sob o olhar indiferente dos moradores e de seus asseclas – da mesma forma que os visitantes, com a permissão dos narcotraficantes de hoje, passeiam pelas favelas cariocas.

Nesse ano de 1930, segundo as fontes do escritor alemão, a Warner Bros, que crescera com os mitos que criava e vendia, ofereceu uma fortuna a Al Capone para que, em um filme sobre o gângster, interpretasse o próprio Al Capone, o que ele recusou. O criminoso novaiorquino, que se transferira para Chicago aos 20 anos, fizera fulgurante carreira e, aos 30, já reunira cem milhões de dólares daquele tempo - uma quantia equivalente a muito mais de três bilhões de dólares em nossos dias. Tal como em nosso tempo, com o neoliberalismo, a globalização liberal dos anos 30 criara a crise de confiabilidade na moeda e nas instituições políticas. Só Roosevelt, com o New Deal, restabeleceria a confiança no Estado.

Al Capone queria ser o homem mais rico e mais poderoso dos Estados Unidos. Como se sabe, um ano depois a Justiça pegou Capone, porque não pagava imposto de renda. Condenado a 11 anos, transferido para um hospital, acometido de demência provocada pela sífilis, Capone morreu aos 48 anos, em uma propriedade sua na Flórida. Já naquele tempo, havia laranjas, e com a doença do gângster, a maior parte de sua imensa fortuna se distribuiu, naturalmente, entre os prepostos. Os que lhe mantiveram fidelidade garantiram o seu bem-estar possível, mesmo na demência, até o fim.

A criminalidade se exerce em todos os setores da sociedade, e um de seus objetivos é o controle ilegítimo das instituições do estado. A elas podem chegar, mediante a compra de votos e outros recursos, ou controlando alguns políticos mediante o suborno, a corrupção. Os políticos, quando honrados, buscam conquistar o mando mediante a confiança dos cidadãos, e se dedicam a promover o bem comum. Os criminosos se preocupam em construir o seu poder mediante os meios conhecidos, entre eles os da violência sem limites. Um traço comum aos chefes de gângsters é o da “generosidade”. Os defensores de Cachoeira, a começar pela mulher, dizem que ele está sempre disposto a ajudar os outros. Desde, é claro, que os outros o obedeçam. Capone se considerava o grande benfeitor de Chicago, oferecendo dinheiro para iniciativas sociais e obras de caridade.

É o que estamos constatando, mais uma vez, nas relações de Carlos Cachoeira com parlamentares e personalidades do poder executivo. São tantas as evidências que não é arriscado identificar, no empresário goiano, o epicentro de uma vasta rede de jogos ilícitos e de assalto aos bens públicos, com a prática de corrupção política, e, talvez, de delitos mais graves. A ministra Carmem Lúcia teve um momento de desabafo ao se referir à Lei da Ficha Limpa: ninguém suporta mais tanta corrupção.

Os senadores respiraram, aliviados, a decapitação de Demóstenes Torres. Provavelmente, alguns dos que comemoraram o sacrifício do bode expiatório estejam sendo precipitados. Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.

Como nos ensina a dialética, a quantidade faz a qualidade.


Mauro Santayana




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sábado, 23 de junho de 2012

A Rio+20 e a Cidadania Planetária



Na Idade da Informação e do Conhecimento, em tempos de Revolução Mundial, na era da sociedade planetária e midiática, cidadãos do mundo todo, compartilhando a mesmíssima preocupação - salvar o planeta - se encontraram na cidade do Rio de Janeiro, para buscar soluções, trocar experiências, comungar vivências, denunciar, protestar, falar, ouvir... e celebrar a diversidade humana.


Somos todos iguais. Temos os mesmos sonhos, os mesmos direitos e obrigações, fragilidades semelhantes e um destino planetário comum. E a capacidade de nos mobilizar, arregaçar as mangas e fazer acontecer.


Esse nos parece o legado maior da Rio+20.




A Revolução Mundial em andamento. 


Que os mandatários, chefes de estado e de governo e demais autoridades  abram bem os olhos e ouvidos para o que aconteceu do lado de fora das reuniões oficiais, e deixem a cidadania planetária construir o novo mundo, onde o Poder será compartilhado e a diversidade celebrada em espaços múltiplos e públicos.

Rostos da Rio+20


Conferência reuniu 191 nacionalidades no Rio de Janeiro.
Veja os rostos que passaram pelo Riocentro durante esta semana.


                   Diversidade de rostos e culturas na Rio+20. (Foto: Alexandre Durão/G1)
G1
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Marcha Global: Milhares de Cidadãos Ativistas vão às ruas no Rio de Janeiro


Manifestação interdita ruas e deixa tráfego lento 

no Centro do Rio

Agentes da CET-Rio monitoram o trânsito, na tarde desta quarta-feira (20).
Prefeitura da cidade pede para que motoristas evitem circular pela região.


José Raphael Berrêdo


Manifestantes tomam o Centro do Rio no 
começo desta noite (Foto: Fábio Motta/AE)

Milhares de pessoas ocupam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (20), em protesto coletivo realizado em função da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Segundo estimativa da Polícia Militar divulgada às 18h30, cerca de 20 mil pessoas acompanhavam a passeata. Carros de som, bandeiras, faixas, artistas e até uma escola de samba apoiam as mais variadas causas, em um clima pacífico. Segundo o Centro de Operações Rio, devido aos protestos, a pista lateral da Avenida Presidente Vargas chegou a ter duas faixas interditadas, mas, às 16h35, foi liberada.

Ativistas de meio ambiente, trabalhadores rurais e urbanos, estudantes, professores e índios desfilam pela avenida separados por espécies de alas, um grupo na frente do outro, lembrando, do alto, os desfiles carnavalescos na Marquês de Sapucaí.

Alguns cantavam em coro (com direito a coreografia), outros apitavam de cara pintada e líderes de movimentos comandavam os seus companheiros de ideais ao microfone.


 
Protesto toma a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, 
na tarde desta quarta (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Durante a interdição, o trânsito foi desviado pela CET-Rio para as ruas Carmo Neto, Benedito Hipólito e Marquês de Pombal. No sentido oposto, na Praça da Bandeira, o desvio foi pela Avenida Marechal Floriano. A CET-Rio colocou 95 agentes para monitorar o trânsito no local.

A Avenida Rio Branco ainda permanece interditada, na altura da Avenida Presidente Vargas. A retenção chega até a Avenida Francisco Bicalho e Rua Francisco Eugênio, na Zona Portuária da cidade.


 

                            Manifestação deixa o tráfego lento na Avenida Rio Branco, 
                                nesta quarta-feira (20) (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Outro protesto, que também aconteceu no Centro da cidade nesta tarde, reuniu funcionários em greve da Cedae, concessionária pelo abastecimento de água. A categoria fechou uma faixa da Avenida Presidentes e realizou um "apitaço".

Também nesta tarde, cerca de 100 jovens protestaram no Centro da cidade. Entre as reivindicações, os manifestantes reclamavam dos investimentos na Copa de 2014 e cobravam a legalização da maconha.


Samba

Até uma escola de samba participou da manifestação. Convidada pelo alemão Holgen Güssefeld, idealizador do Bread Tank (tanque de pães), que faz sucesso na Rio+20, a Acadêmicos de Vigário Geral serviu como abre-alas da obra, com passistas, inclusive uma mirim, e ritmistas.

“O tanque é um exemplo de transformação de uma coisa ruim em uma boa. Se esta transformação se realizar no mundo, será razão de alegria, aqui representada pela escola de samba”, explicou o colaborador do World Future Council.

Em meio a marcha, por volta das 16h, um grupo de 20 índios caminhou em sentido contrário à passeata, carregando um toco de madeira, em protesto contra o desmatamento. Algumas pessoas ficaram assustadas, mas não houve tumulto.



 

              "Árvore" participa da Marcha Global da Rio+20 (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Crianças, como o pequeno João Guilherme, de 3 anos, também foram bem-vindas na marcha. Trazido pelo pai, o funcionário público Paulo Nagae, o pequeno parecia se divertir em meio à barulheira. “Acho que um evento dessa magnitude, dessa nobreza, tem que ser prestigiado. É uma obrigação para nós estar aqui e acho importante trazer ele para dar o exemplo”, disse o pai.

G1

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sábado, 16 de junho de 2012

Pequena Blogueira Cidadã incomoda poderosos na Escócia



Desafinando o Coro dos Contentes...


Sou muito crítica e combativa no geral, o que pode passar a impressão de ser pessimista, negativa... Não! Sou muito otimista. Considero que a Revolução Mundial já teve início, estamos em plena Era da Informação e do Conhecimento, vivendo já na Sociedade Midiática, onde a tônica é a Cidadania Planetária.


Essa matéria que reproduzo a seguir me deixa mais otimista e contente ainda! Uma pequena cidadã blogueira, usando a web, a blogosfera, para defender direitos e mostrar irregularidades. Nove anos e já sabe ser cidadã!


Como disse a ministra Eliana Calmon, "corruptos temem a mídia". O cidadão tem que aprender e se dispor a abrir a boca e mandar bala, criticando, denunciando, apontando as mazelas e exigindo mudanças. Esse é o caminho na Sociedade Planetária.


Parabéns à Pequena Blogueira Cidadã Martha Payne. Esse é só o começo. Guardem esse nome!



Aluna que fez blog com críticas é proibida 
de fotografar merenda

Martha Payne avaliava qualidade e quantidade de merenda e atraiu atenção internacional

Da BBC


A estudante escocesa Martha Payne (Foto: BBC)

A menina escocesa de nove anos que provocou mudanças na alimentação de sua escola depois do sucesso de um blog que avaliava a qualidade da merenda foi proibida de fotografar as refeições servidas.

Martha Payne fez um blog que teve mais de 2 milhões de visitações em poucas semanas e acabou rendendo um tuíte de apoio do conhecido chef Jamie Oliver.

Desde o dia 30 de abril, ela fotografava seus lanches com a permissão da escola e postava as fotos diariamente no blog chamado 'Never Seconds' ("Nunca repetir o prato", em tradução adaptada), com comentários e notas para a refeição.

Mas, na quinta-feira, a estudante informou pelo blog que foi chamada pela diretora da escola durante uma aula.

"Nesta manhã, (na aula de) matemática fui tirada da sala pela minha diretora e levada para a sala dela. Ela me falou que eu não poderia mais tirar fotos da minha merenda devido a uma manchete em um jornal de hoje", escreveu Martha em um post chamado "Adeus".

"Eu escrevo apenas no meu blog, não em jornais e estou triste por não ter mais a permissão para tirar as fotos. Vou sentir falta de dividir e avaliar minha merenda e também vou sentir falta (das fotos de) merendas que vocês me enviam."


Foto de comida postada por Martha Payne em seu blog (Foto: BBC)

Decisão do conselho

A decisão pela proibição foi tomada pelo conselho municipal depois que o jornal escocês Daily Record publicou uma foto de Martha junto com o chef escocês Nick Nairn e a manchete "Hora de demitir a merendeira".

O blog foi estabelecido por Martha Payne com a ajuda de seu pai, Dave. Depois da proibição, ele postou uma explicação no blog.

"A escola de Martha tem sido brilhante e dado apoio desde o começo, eu gostaria de agradecer a todos eles."

"Entrei em contato com o Conselho de Argyll e Bute (autoridade local) quando Martha me disse o que aconteceu hoje na escola e eles me disseram que foi decisão deles proibir as fotos de Martha", acrescentou.

"É uma vergonha que um blog que hoje conseguiu 2 milhões de acessos, que inspirou debates aqui e em outros países e levantou quase 2.000 libras (mais de R$ 6.000 l) para caridade seja obrigado a acabar."

O secretário de Educação da Escócia, Mike Russell, também criticou a proibição das fotos no blog de Martha.

Em sua conta no Twitter, Russel afirmou que a decisão foi "tola e vou pedir que o diretor-executivo do Conselho que revogue isto".

O Conselho de Argyll e Bute até o momento não respondeu à polêmica sobre o blog de Martha.

Mas, em uma declaração divulgada em maio, o conselho afirmou que "nosso fornecimento de merendas segue os padrões nutricionais impostos no país."

"Jovens escolhem a partir de pelo menos duas refeições e salada, verduras, iogurte e opções de queijo, disponíveis todos os dias."


Realidade

De acordo com o blog de Martha Payne, a realidade das merendas não era exatamente como o conselho informou.

No começo do blog, as refeições, sempre em porções pequenas, incluíam pizza, hambúrgueres, frituras, poucas verduras e nenhuma fruta.

E, entre os aspectos avaliados pela menina, estavam a qualidade da comida, a quantidade de "garfadas" em uma porção e o número de fios de cabelo encontrados.

Alertado por internautas sobre o projeto, o chef Jamie Oliver chegou a mandar uma mensagem para a menina através do Twitter: "Blog chocante, mas inspirador. Continue! Com amor, Jamie".

A repercussão do blog fez com que o Conselho Municipal de Argyll e Bute, na Escócia, se pronunciasse sobre o assunto e fizesse uma visita à escola da menina, e a qualidade das refeições melhorou, mesmo que temporariamente, de acordo com o pai de Martha, Dave.

Pai e filha foram convidados para um encontro realizado pelo chef escocês Nick Nairn, autor de diversos livros e apresentador de programas de TV.



G1

domingo, 27 de maio de 2012

A Cidadania Planetária e a Alegria de Viver



Enquanto os brucutus* usam da corrupção, da mentira, de trapaças e de avançadas tecnologias para lesar e tentar calar a Blogueira Cidadã...


Um vídeo artesanal, não profissional, despretensioso, mambembe, até, nos traz uma mensagem extraordinária, de Fraternidade Universal, de Confraternização Mundial. 


Mesmo não querendo, seu astral irá para as alturas... 


Cante e dance também!


Celebremos a Revolução Mundial, a Cidadania Planetária e a Alegria de Viver!




Link do vídeo


Praan 

Garry Schyman

Bhulbona ar shohojete
Shei praan e mon uthbe mete
Mrittu majhe dhaka ache
Je ontohin praan

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan

Shei jhor jeno shoi anonde
Chittobinar taare
Shotto-shundu dosh digonto
Nachao je jhonkare!

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan 

Aquilo que se olha

 Garry Schyman

Não vou esquecer facilmente
A vida na qual a mente dança com alegria
Escondido entre a morte que é
A vida que nunca termina

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir 

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir 

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção

Parece que a tempestade treme na felicidade
Através das cordas da mente
Os sete mares e os dez horizontes
dançam com a linda música que você fez

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção ah

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção



* Brucutu - termo muito usado nos anos 70 para significar gente ignorante, bruta, grosseira, caipira, tacanha, troglodita, que se comporta como homens das cavernas. Gentalha.
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