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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A face da pobreza no mundo é feminina, diz Dilma



Para Dilma, Rio+20 traz o desafio de incorporar os direitos das mulheres à agenda sustentável


          

Presidenta Dilma Rousseff durante Fórum de Mulheres Líderes sobre 
Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres no 
Desenvolvimento Sustentável. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (21) que a consolidação da presença das mulheres na política faça parte das iniciativas ligadas ao desenvolvimento sustentável. Ela disse também que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, traz o desafio de incorporar os direitos das mulheres à agenda da sustentabilidade.

“A Rio+20 nos apresenta o desafio de incorporar os direitos das mulheres como dimensão crucial e estruturante do processo de desenvolvimento sustentável. Sem isso, não atingiremos os objetivos que nos trazem ao Rio de Janeiro. A preocupação com a consolidação da presença das mulheres na política deve nortear as iniciativas ligadas a cada um dos pilares do desenvolvimento sustentável: o econômico, o social e o ambiental”, disse.

Ao participar do Fórum de Mulheres Líderes sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres no Desenvolvimento Sustentável, evento promovido pela ONU Mulheres como parte da programação da Rio+20, Dilma afirmou que as mulheres são a principal face da pobreza no mundo, mas são também, segundo ela, as principais aliadas para erradicá-la. A presidenta citou a experiência dos programas sociais brasileiros para defender o protagonismo das mulheres nas ações de erradicação da pobreza.

Dilma afirmou ainda que o governo brasileiro investe para garantir o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

“No Brasil, estamos investindo para superar dificuldades e precariedades neste acesso aos serviços públicos de saúde, com pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos, inclusive o planejamento familiar, a gestação, o parto, o puerpério, com assistência de qualidade.”

Dilma comentou a ausência da referência aos direitos reprodutivos da mulher no rascunho final da Rio+20. De acordo com a presidenta, em um ambiente de relações multilaterais como o da Rio+20 nem sempre é possível fazer prevalecer sua opinião.

“Se nem todas as minhas posições ou nem todas as posições de cada um dos aqui presentes não estão é porque, quando se tem relações multilaterais, há que respeitar a diversidade. E a diversidade implica em recuar um pouco e avançar outro pouco”, disse.



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Blog do Planalto

Evo Morales denuncia economia verde como privatização da natureza



“A economia verde é o novo colonialismo para submeter os povos e os governos anti-capitalistas. Coloniza e privatiza a biodiversidade a serviço de poucos. Verticaliza os recursos naturais e transforma a natureza em uma mercadoria. A economia verde converte todas as fontes da natureza em um bem privado a serviço de poucos.” 
                                                                  Evo Morales, presidente da Bolívia


Evo Morales condena conceito de economia verde e aconselha países a estatizarem recursos naturais



Morales cumprimenta Dilma durante 
Rio+20    Foto: AP

O presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou o sistema capitalista e o conceito de economia verde ao discursar nesta manhã na plenária do Riocentro, zona oeste da capital fluminense, no segundo dia de reuniões entre chefes de Estado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. Ele aconselhou os demais países a estatizarem seus recursos naturais e serviços fundamentais prestados aos cidadãos.

“Os serviços básicos jamais podem ser privatizados. É obrigação do Estado”, disse Evo. “A economia verde é o novo colonialismo para submeter os povos e os governos anti-capitalistas. Coloniza e privatiza a biodiversidade a serviço de poucos. Verticaliza os recursos naturais e transforma a natureza em uma mercadoria. A economia verde converte todas as fontes da natureza em um bem privado a serviço de poucos”, criticou. Para ele, o capitalismo considera a vida “apenas um negócio” e “usa o meio ambiente para seus próprios fins”.

Ele falou por 14 minutos, embora o limite fosse cinco, e parafraseou o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, ao dizer
“acabe com a fome, não com o homem. É preciso pagar a dívida ecológica e não a dívida externa”.


Morales acusou os países mais ricos a quererem obrigar os países do Sul a serem os guardiões pobres das florestas e afetarem sua soberania ditando como devem utilizar seus recursos naturais. “Querem criar mecanismos de intromissão, para julgar e monitorar nossas políticas nacionais com argumentos ambientalistas”, declarou.

“Não é possível que uma civilização de cerca de 200 anos ou 300 anos tenha conseguido destruir a vida harmônica que os povos indígenas desfrutaram durante mais de 5 mil anos”, disse Morales, que foi muito aplaudido, sobretudo, devido à presença de líderes indígenas presentes na plenária.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que também falou na plenária, foi breve e ameno em seu discurso e disse acreditar que a conferência chegará a alcançar um modelo de desenvolvimento coerente com os interesses sociais e econômicos dos países. “O legado do Rio continua vivo e deve continuar assim para o bem das futuras gerações.”



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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Marcha Global: Milhares de Cidadãos Ativistas vão às ruas no Rio de Janeiro


Manifestação interdita ruas e deixa tráfego lento 

no Centro do Rio

Agentes da CET-Rio monitoram o trânsito, na tarde desta quarta-feira (20).
Prefeitura da cidade pede para que motoristas evitem circular pela região.


José Raphael Berrêdo


Manifestantes tomam o Centro do Rio no 
começo desta noite (Foto: Fábio Motta/AE)

Milhares de pessoas ocupam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (20), em protesto coletivo realizado em função da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Segundo estimativa da Polícia Militar divulgada às 18h30, cerca de 20 mil pessoas acompanhavam a passeata. Carros de som, bandeiras, faixas, artistas e até uma escola de samba apoiam as mais variadas causas, em um clima pacífico. Segundo o Centro de Operações Rio, devido aos protestos, a pista lateral da Avenida Presidente Vargas chegou a ter duas faixas interditadas, mas, às 16h35, foi liberada.

Ativistas de meio ambiente, trabalhadores rurais e urbanos, estudantes, professores e índios desfilam pela avenida separados por espécies de alas, um grupo na frente do outro, lembrando, do alto, os desfiles carnavalescos na Marquês de Sapucaí.

Alguns cantavam em coro (com direito a coreografia), outros apitavam de cara pintada e líderes de movimentos comandavam os seus companheiros de ideais ao microfone.


 
Protesto toma a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, 
na tarde desta quarta (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Durante a interdição, o trânsito foi desviado pela CET-Rio para as ruas Carmo Neto, Benedito Hipólito e Marquês de Pombal. No sentido oposto, na Praça da Bandeira, o desvio foi pela Avenida Marechal Floriano. A CET-Rio colocou 95 agentes para monitorar o trânsito no local.

A Avenida Rio Branco ainda permanece interditada, na altura da Avenida Presidente Vargas. A retenção chega até a Avenida Francisco Bicalho e Rua Francisco Eugênio, na Zona Portuária da cidade.


 

                            Manifestação deixa o tráfego lento na Avenida Rio Branco, 
                                nesta quarta-feira (20) (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Outro protesto, que também aconteceu no Centro da cidade nesta tarde, reuniu funcionários em greve da Cedae, concessionária pelo abastecimento de água. A categoria fechou uma faixa da Avenida Presidentes e realizou um "apitaço".

Também nesta tarde, cerca de 100 jovens protestaram no Centro da cidade. Entre as reivindicações, os manifestantes reclamavam dos investimentos na Copa de 2014 e cobravam a legalização da maconha.


Samba

Até uma escola de samba participou da manifestação. Convidada pelo alemão Holgen Güssefeld, idealizador do Bread Tank (tanque de pães), que faz sucesso na Rio+20, a Acadêmicos de Vigário Geral serviu como abre-alas da obra, com passistas, inclusive uma mirim, e ritmistas.

“O tanque é um exemplo de transformação de uma coisa ruim em uma boa. Se esta transformação se realizar no mundo, será razão de alegria, aqui representada pela escola de samba”, explicou o colaborador do World Future Council.

Em meio a marcha, por volta das 16h, um grupo de 20 índios caminhou em sentido contrário à passeata, carregando um toco de madeira, em protesto contra o desmatamento. Algumas pessoas ficaram assustadas, mas não houve tumulto.



 

              "Árvore" participa da Marcha Global da Rio+20 (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Crianças, como o pequeno João Guilherme, de 3 anos, também foram bem-vindas na marcha. Trazido pelo pai, o funcionário público Paulo Nagae, o pequeno parecia se divertir em meio à barulheira. “Acho que um evento dessa magnitude, dessa nobreza, tem que ser prestigiado. É uma obrigação para nós estar aqui e acho importante trazer ele para dar o exemplo”, disse o pai.

G1

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Abertura oficial da Rio+20



A cidadania planetária se reúne na cidade do Rio de Janeiro.


Está sendo aberta oficialmente nestas tarde e noite no Rio de Janeiro a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, com a presença da presidenta Dilma Rousseff e chefes de Estado e de governo de mais de 100 países.

                                                                                   Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


Cidadãs e cidadãos dos quatro cantos do mundo também participam de diversas atividades, discutindo os principais temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e à defesa da Vida e do planeta.


Os mandatários estão falando na reunião plenária.


“Sabemos que o desenvolvimento sustentável é a melhor resposta para a mudança do clima. Implica crescimento da economia para que se possa reduzir pobreza, significa criação de emprego, distribuição de renda, significa garantir acesso à educação, saúde, significa tornar nossas cidades cada vez mais sustentáveis, reduzir desmatamento, usar de modo sustentável a biodiversidade, proteger rios e florestas, gerar energia limpa”, disse a presidenta.


Depois de Dilma, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lembrou que não há mais tempo e cobrou medidas urgentes de todos os países: “Não podemos esquecer que tempo é o recurso mais escasso de todos. Estamos ficando sem tempo”, disse. “Agora é a hora de tomar o grande passe final. Temos de dar sequência à Rio+20 com compromissos e ações fortes. Agora é a hora de agir.”


E o controvertido presidente do Irã, Ahmadinejad, trouxe uma visão inusitada, incluindo a esfera religiosa-espiritual para a salvação do planeta:


"A ordem internacional precisa ser redesenhada para servir tanto às necessidades materiais quanto espirituais dos seres humanos. No mundo futuro, a justiça e a compaixão devem ser institucionalizadas e tomar o lugar da inveja e do egoísmo", disse. 


Destaques do ABC!
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