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domingo, 10 de novembro de 2013

A Revolução dos Beagles e o amor aos animais


TODA VIDA É SAGRADA



"Na covardia que toma conta da minha alma perante a visão do sofrimento animal, eu não teria ido a São Roque salvar os bichos das garras do Instituto Royal. Justamente por isso, aplaudo quem foi e fez o que tinha que ser feito. Tem horas que as leis dos homens precisam ser burladas."


Orgulho de ser ativista!


Por que me tornei um vegetariano

Carlos Amoedo*



O autor

Em meio à polêmica das pesquisas científicas em animais, a revista Época estampou na capa a foto de um cachorro da raça beagle. Fez a seguinte pergunta: “A vida dele vale tanto quanto a sua?”. Respondo por mim: vale! [idem!!!] Como dizia um saudoso amigo, que morreu cercado por gatos em seu velho casarão, no interior de Minas, “eu não pertenço a esse mundo” [idem!!!]. Isso começou a ficar mais claro quando, aos 40 anos (tenho 48 atualmente), tomei uma das mais radicais decisões da minha vida: parei de comer carne em respeito e amor que passei a nutrir pelos animais em geral, depois que ganhei dois cães. Eles fizeram com que eu enxergasse o mundo de uma forma diferente e logo se tornaram os filhos que nunca tive e meus melhores amigos.

Costumo dizer que o sentimento mais puro que passei a dedicar a outro ser vivo é a compaixão pelos bichos. Não consigo ter amor igual por qualquer humano. [idem!!!] Nos últimos 12 anos, abriguei inúmeros cachorros, a maioria de rua (tenho 11 atualmente), peixes, tartarugas e hamsters. Um dos cães não tem os olhos. Mas me ensina diariamente que é possível ser feliz em condições tão adversas. Sou fã dele.

Em casa, baratas e pernilongos são convidados a procurar outro abrigo [idem!!!], já que não tenho ainda a intenção de conviver com eles. Para não machucá-los, eu os enxoto com a mão ou com um jornal. E se alguém souber como faço para expulsar pulgas do corpo dos meus cães, sem ter que assassiná-las, eu agradeço. Recentemente, vivi uma cena patética por conta desse amor: salvei uma borboleta que caiu no vaso sanitário que eu acabara de usar. A operação foi, no mínimo, nojenta. Se faço essas, digamos, loucuras, como poderia comer um filé ou uma linguiça grelhada, cujo cheiro ainda me enche de vontade, sabendo que tais alimentos são resultado do abate de um animal?

Carne vermelha e de aves nunca foram o meu prato predileto, confesso. Difícil mesmo foi dispensar peixe e frutos do mar do cardápio. Mas até oito anos atrás, eu comia bicho sem remorso. Principalmente sabendo que a proteína vinda da carne animal era essencial para um malhador de carteirinha como eu. O nutrólogo que me atende diz que é errado, no meu caso, não comer carne. Eu peço para ele remediar o estrago que acha que a ausência desse alimento pode fazer, pois não pretendo voltar atrás na decisão tomada. Mesmo que eu tenha que pagar um preço alto no futuro, com minha saúde, quem sabe, estou disposto a bancar a escolha.

Felizmente, sei que a coisa não é tão dramática como pode parecer aos olhos dos carnívoros. É perfeitamente possível viver satisfatoriamente e com saúde, sem qualquer tipo de carne, desde que você saiba o que precisa comer. [idem!!!] Ao virar vegetariano, passei até a cuidar melhor da saúde, de forma a ter a certeza de que meu organismo responderá sempre bem à ausência de carne. Faço exames periódicos e consumo o que for preciso, inclusive suplementos, para aliviar a abstinência aos filés da vida. Até soja, que nunca caiu ou cairá no meu gosto.

Dá trabalho ser vegetariano? Sem dúvida. E olha que não sou dos mais radicais, a ponto de banir da mesa qualquer alimento produzido por um bicho, caso do ovo e do leite. O.K., só como ovo caipira. Afinal, sei que a galinha não foi forçada a abrir mão da vida dela para botar ovos, caso das espécies de granja que são confinadas em cubículos, iluminadas com luz artificial e sem direito ao sono. A caipira, para quem não sabe, cisca livremente e põe ovo quando quer.

Oras, prefiro não comer carne a ter a consciência pesada. Simples assim. Quando criança, eu assistia, indiferente, ao abate de animais pelas mãos de meu avô materno, que vivia do comércio de carne de porcos e de carneiros. As cenas do passado, bastante crueis, passam hoje pela minha mente como navalhas cortantes, das quais não consigo me livrar. E eu me pergunto: “Como pude ser tão insensível?”. Chegava a brincar com os cadáveres de porquinhos e carneirinhos que haviam sido retirados do ventre de suas mães, assassinadas pelo meu avô, que não sabia que elas estavam prenhas.

Também carrego, com dor, o olhar triste de um cachorro de um amigo, que ele abandonou em uma estrada, por achar que o pet estava doente. Outro dia, chorei copiosamente, no silêncio do chuveiro, ao lembrar a cena. Ainda me culpo por ter vivido isso sem nada fazer. Não tinha sequer remorso. Nem o fato de ter salvado alguns animais por conta de minha recente conscientização, de gastar muito dinheiro com meus cães tirados da rua em condições precárias e de viver em função deles a ponto de me isolar no meio do mato, é capaz de tirar esse peso que carrego nas costas. Na covardia que toma conta da minha alma perante a visão do sofrimento animal, eu não teria ido a São Roque salvar os bichos das garras do Instituto Royal. Justamente por isso, aplaudo quem foi e fez o que tinha que ser feito. Tem horas que as leis dos homens precisam ser burladas. [idem!!!]

Meu futuro é quase certo: viverei os últimos dias cercado de animais, sem nenhum humano por perto. [idem!!!]  Mas, não se enganem: esta escolha também é consciente. Estou longe de ser um São Francisco, mas se tem uma figura que admiro, mesmo combatendo as leis da igreja católica, essa figura é ele. No filme sobre a vida do santo (Irmão Sol, Irmão Lua, dirigido por Franco Zeffirelli, em 1972), Francisco diz para um de seus seguidores cheio de fome e que babava por um frango assado que não lhe pertencia: “Pelo menos você não vai comer uma criatura de Deus”.

O que me alivia, de certa forma, é acreditar que a minha ligação com o plano superior está nos animais. No meu mundo ideal, leões também seriam vegetarianos. Não haveria qualquer tipo de pesquisa com bichos. Animais não sofreriam jamais. [idem!!!] Como esse lugar não existe ou ainda não está ao meu alcance, tento viver nesse mundo dos homens. Triste e sem piedade para com os bichos.

Carlos Amoedo, jornalista, 48 anos, milita em São Paulo, e teve expressivas passagens por publicações como as revistas VIP e Men’s Health.


Pedrinho


Destaques do ABC!

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Instituto Royal fecha suas portas. Ativistas comemoram, Beagles agradecem !!!


TODA VIDA É SAGRADA.






NOTA DO INSTITUTO ROYAL




Em assembleia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque.

Tendo em vista as elevadas e irreparáveis perdas e os danos sofridos em decorrência da invasão realizada no último dia 18 - com a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas -, bem como a persistente instabilidade e a crise de segurança que colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores, os associados concluíram que está irremediavelmente comprometida a atuação do Instituto Royal para dar continuidade à realização de pesquisa científica e testes mediante utilização de animais.

Por este motivo, o Instituto decidiu encerrar suas atividades na unidade de São Roque.

A interrupção acarretará o desligamento de funcionários, todos já comunicados da decisão. Mantém-se, por ora, o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, que conta com veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais, conforme a legislação vigente. A decisão, por ora, não afetará a unidade Genotox, de Porto Alegre, onde não se faz experimentação animal.

Com o intuito de preservar a integridade dos animais remanescentes que ainda estão sob seus cuidados, o Instituto Royal tomará as providências necessárias junto aos órgãos regulatórios competentes, para assegurar que continuem sendo dados a eles tratamento e destinação adequados.

Desde 2005, o Instituto Royal realiza testes pré-clínicos com vistas ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão, epilepsia, entre outros. Com essa decisão, interrompe-se o trabalho do único Instituto laboratorial do Brasil capacitado e regulamentado para exercer este tipo de pesquisa. A partir de agora, qualquer empresa interessada na realização de testes para registro de medicamento será obrigada a realizar suas pesquisas fora do País, até que outro laboratório seja credenciado pelo CONCEA (Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal) para essa atividade.

Todos os testes desenvolvidos no Instituto Royal atendiam aos princípios de boas práticas de laboratório (BLP) e também às normas para cuidados dos animais do CONCEA, estando também regulamentadas por protocolos internacionais, tais como o da European Medicines Agency e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O Instituto Royal acredita que as ações violentas ocorridas no dia 18 de outubro são resultado de dois fatores complementares: as inverdades disseminadas de forma irresponsável - e por vezes oportunista - associadas à falta de informação pré-existente. As consequências dos atos advindos dessa equação resultaram não somente em prejuízo para a instituição, que fecha suas portas, mas também e mais gravemente para a sociedade brasileira, que assiste à inutilização de importantes pesquisas em benefício da vida humana.

É inquestionável o direito de todo cidadão ou instituição expressar suas opiniões e propor à sociedade brasileira o debate sobre temas de interesse público. Não se pode anuir, contudo, com as atitudes de violência que cercaram os episódios envolvendo o Instituto Royal. Uma sociedade organizada e civilizada não pode aceitar que a pesquisa científica seja constrangida por grupos de opinião que preferem o uso da força e da violência em detrimento das vias institucionais e democráticas para travar debates.

O ambiente de insegurança gerou – e continuará gerando - prejuízos para a ciência brasileira, na medida em que não assegura aos cientistas um ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de pesquisas cujo objetivo, em última análise, é o de salvar vidas. A consequência deste cenário de hostilidade é o desestímulo à fixação e permanência das melhores mentes científicas em nosso País.

O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio, lamentavelmente.



Instituto Royal




quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Instituto Royal: o "DOI-CODI" dos Beagles


E a luta para esclarecer as atividades no mínimo suspeitas e, quem sabe, fechar o Instituto Royal ganha dois briosos combatentes: Celso Lungaretti, revolucionário, jornalista e blogueiro, e Carlos Lungarzo, professor, escritor, blogueiro e ativista da Anistia Internacional.


Vamos pra cima, gente, fechar essa "Casa de Horrores"!!!

Toda Vida é Sagrada.





Devassando o DOI-CODI dos Beagles




Tendo lecionado durante 19 anos na Universidade de Campinas, Carlos Lungarzo era o homem ideal para tentar desfazer a cortina de fumaça que a grande imprensa - acumpliciando-se com a tortura de bichos como outrora se acumpliciava com a tortura de gente - lançou sobre as atividades de uma instituição das mais suspeitas, felizmente interrompidas por uma louvável iniciativa dos jovens que lutam contra a desumanidade.

E ele o fez, no longo e brilhante artigo O que é o Instituto Royal? (cuja íntegra pode ser acessada aqui), aprofundando os questionamentos por mim apresentados em Que sejam felizes os beagles! Que sofram os rapinantes! (vide aqui).

Depois de uma exaustiva pesquisa na internet, Lungarzo constatou que tanto o instituto quanto sua proprietária são quase incógnitos - para não dizermos clandestinos -, embora isto não tenha impedido que seu faturamento, já em 2012, atingisse declarados R$ 5,25 milhões.


Mas, pergunta Lungarzo, onde pode ser encontrado "o histórico 'científico' do Royal, seus protocolos experimentais, a lista de seus colaboradores e clientes, os produtos realmente aplicáveis que foram viabilizados por seus testes, os registros de suas experiências longitudinais, etc."?

E mais: "Por que ninguém, salvo as elites e as forças repressivas, consegue entrar nesse maravilhoso instituto?"

Noves fora, tudo indica que o Royal se dedique ao "grande negócio da produção de animais para experimentos tortuosos".


É o Instituto Royal ou o laboratório do dr. Frankenstein?

O final do artigo é tão esclarecedor e oportuno que o reproduzirei na íntegra:

"Com efeito, a realização de numerosos experimentos cruéis onde se mutilam, esquartejam, cegam, queimam e matam milhares de animais, diminui as despesas dos laboratórios, pois é menos caro que experimentos in silico (simulação com computador) ou in vitro (ensaio com culturas).

"Estas duas são formas que, combinadas com experimentações reversíveis e indolores em animais não humanos e em voluntários humanos, substituiriam totalmente a prática atual de tortura e extermínio massivo de bichos.

"Por sinal, os argumentos que pretendem que as culturas também exigem experimentação animal são falaciosos. O soro fetal bovino usado em muitas culturas, pode ser extraído mediante uma cirurgia com anestesia. Isto se faz com cavalos de raça e touros reprodutores, cuja saúde é cuidada pelos veterinários dos magnatas muito mais que a de qualquer humano. Quanto à extração do feto sob anestesia é, simplesmente, um aborto. Sendo o aborto aceitável em humanos, por que não seria em animais?

"Imagino que os principais clientes sejam laboratórios estrangeiros, sendo que, qualquer que seja o grau de civilização de um país, os capitalistas preferem dinheiro e não direitos, sejam animais ou humanos.




"Neste sentido, em muitos países de Europa, e inclusive nos EUA, há restrições para o uso de animais em experimentos. O Animal Welfare Act de 1966 restringe o uso de animais de sangue quente, salvo algumas espécies de ratos.

"Obviamente, proíbe totalmente a tortura de bichos domésticos, especialmente gatos e cães, que não podem ser utilizados mesmo mortos, por causa da dificuldade para saber de que maneira morreram.

"A União Europeia possui diversas restrições de acordo com o país, mas o testing ban de cosméticos é válido em todos eles (vide aqui). É muito provável que o Royal tenha nesses laboratórios de cosméticos, bem como nos dos produtos de limpeza, seus principais fãs. Um especialista não identificado que colaborou no exame dos beagles teria dito que as raspagens de pele em frio era típica de experimentos com cosméticos.

"Se os ativistas se informarem suficientemente com cientistas sensíveis (que existem) e pressionarem seus parlamentares, poderão conseguir que o Instituto seja desativado, e seus responsáveis indiciados por crimes ambientais. É possível que haja pessoas que saibam exatamente o que acontece no Royal, e que, se lhes fosse dada proteção, talvez falassem. Esta é a esperança. E permitirá um grande avanço ético na ciência".


Náufrago da Utopia

Destaques do ABC!

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

UIPA aponta crueldade no Instituto Royal


Reproduzo mensagem recebida da Dra. Vanice Orlandi, advogada especialista em direito animal e presidenta da UIPA - União Internacional Protetora dos Animais, que esteve em Brasília, em audiência pública na Câmara dos Deputados, onde condenou experimentos supostamente científicos em animais e denunciou maus-tratos e crueldade nos procedimentos implementados pelo Instituto Royal no confinamento e uso de cães beagles em testes.

Toda Vida é Sagrada.




Prezados Associados e Colaboradores da UIPA, UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS,


Conforme divulgado anteriormente, a UIPA pediu ao Ministério Público, em julho de 2012, que um grande Instituto de pesquisa fosse investigado, em virtude dos testes que realiza com ratos, coelhos e cães. Com repercussão mundial, o caso está trazendo à tona a discussão sobre a tortura a que são submetidos os animais, em nome do uso supostamente científico.

Ontem, a presidente da UIPA palestrou, em Brasília, na Câmara dos Deputados, em audiência pública realizada para debater a questão, quando teve oportunidade de criticar a Lei Arouca, permissiva da sujeição dos animais a elevado grau de agressão, intenso sofrimento, dor e angústia. Os animais vivem confinados e ainda são obrigados a absorver em seus organismos substâncias químicas de efeitos prejudiciais, tóxicos e até letais.


A mesma posição foi defendida no "Fantástico", deste último domingo, cujo vídeo pode ser visto no link abaixo:

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/especialistas-buscam-formas-alternativas-para-pesquisas-sem-animais/2916592/

Além da crueldade, a UIPA questiona a própria validade da experimentação animal, já que não se pode extrapolar para a espécie humana o que se apura em testes com animais. De cada dez substâncias testadas em bichos, apenas uma produz o mesmo efeito em humanos. Pesquisadores alegam que métodos alternativos devem ser validados, mas, até hoje, nunca houve a exigência de se validar a experimentação animal como método científico.

Saudações

A Diretoria


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domingo, 27 de outubro de 2013

Luísa Mell solta o verbo contra o Instituto Royal



VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS



Por que autoridades governamentais defendem tanto o Instituto Royal?

Por que a grande imprensa insiste em criticar os ativistas que resgataram os beagles?

Por que o Instituto Royal, que é oscip, recebe verbas públicas?

Qual o destino dos 5 milhões de reais que saíram dos cofres públicos para o Instituto Royal? Que pesquisas científicas estes recursos financiaram?

O Instituto Royal faz testes em animais para indústrias de cosméticos e produtos de limpeza?

Quem são os clientes do Instituto Royal? Quais empresas, nacionais e internacionais, contratam os serviços do Instituto Royal?

A verdade. Nada além da verdade.

É o que pede a ativista Luísa Mell, "comandante" da invasão ao Instituto Royal, e todos nós, que repudiamos maus-tratos e atrocidades contra animais.





Saiba aqui a verdade! Por que o Instituto Royal é protegido pelo governo e grande parte da imprensa? Por lei, nós temos o direito de saber quem são os clientes do Instituto Royal... mas isso ninguém fala, né?

Amigos, confesso que fico muito emocionada com a quantidade de pessoas que estão me procurando para saberem quais marcas testam e quais não testam. O Brasil inteiro está discutindo o assunto. Tenho enteados de várias idades, e todos relataram que é o assunto nas escolas, no trabalho, nas Universidades!

Acho que uma das maneiras mais importantes de se mudar uma sociedade é sem dúvida nenhuma a discussão. Mas com argumentos sérios e verdadeiros. O que não acontece com o Instituto Royal, com parte da mídia e imprensa e principalmente com os órgãos do Governo responsáveis por tal assunto.

Chegou a ser vergonhosa a declaração do Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp: “Prefiro acreditar nos cientistas… do que ficar acreditando em ativistas. Ativistas têm opinião de todo tipo, mas o momento de se discutir isso (a legislação) já passou.”

Senhor ministro, gostaria de esclarecer ao senhor que não interessa em quem o senhor acredita. O senhor deve apurar os fatos. Já temos centenas de provas de maus tratos e crueldade. Temos provas contundentes que o dinheiro público foi repassado de maneira irregular, para um Instituto que até setembro deste ano só tinha alvará de canil, o Brasil inteiro está discutindo o assunto como relatei acima (em todas as faixas etárias e todas as classes sociais) e o senhor tem a coragem de dizer que a hora de discutir isso já passou ??????


Senhor Ministro Marco Antônio Raupp, ou o senhor vive em uma bolha, ou não sabe o que é democracia. Com todo o respeito, na minha opinião não sabe o que é ter um cargo público. Nem como deve agir alguém que tem o salário pago pelo povo.

Aliás, me parece que todos os envolvidos do governo neste caso, inclusive o Marcelo Marcos Morales, diretor do Consea (Conselho Nacional de Experimentação Animal), não entendem direito como funcionários públicos devem agir. Pois bem, ajudarei.

Vamos lá? O Instituto Royal é uma oscip.

O que é uma OSCIP?

OSCIP é uma organização da sociedade civil de interesse público o que, em outras palavras, é uma ONG que obtém um certificado emitido pelo Ministério da Justiça, comprovando o cumprimento de determinados requisitos estabelecidos na lei e, em contrapartida, pode celebrar com o poder público termos de parceria.

Para obter a qualificação de OSCIP, devem ser observados os seguintes requisitos estatutários:

1) Finalidade não lucrativa e empenho dos excedentes na consecução do objeto social

A lei que trata deste assunto é longa, mas dois artigos apenas já são suficientes para questionarmos o fato do Instituto Royal ser uma Oscip, fato que vocês podem notar não foi questionado, nem pela Rede Globo, nem Revista VEJA, nem todos que dizem fazer um jornalismo sério neste país.

O Instituto Royal tem uma lista de clientes, o que já nos parece estranho pois se são uma oscip, por que tem clientes? Isto ninguém responde, né?

Apesar de todo o escândalo envolvendo o Instituto, até agora não foi divulgada a lista de clientes que contratam os serviços do Instituto Royal. Nós ativistas já tentamos conseguir de todas as maneiras legais.

E isso também é contra a lei da OSCIP !!! Vejam o artigo:

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 16. É vedada às entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público a participação em campanhas de interesse político-partidário ou eleitorais, sob quaisquer meios ou formas.

Art. 17. O Ministério da Justiça permitirá, mediante requerimento dos interessados, livre acesso público a todas as informações pertinentes às Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.


Ou seja, por que ainda não foram abertos todos os dados que nós ativistas pedimos se nos é garantido por lei??? Por que nenhum grande jornal noticia a verdade????? Cadê a imprensa séria deste país?

E amigos, isto é só a ponta do iceberg!

Em discurso ontem na Câmara dos Deputados, o deputado Fernando Capez mostrou documentos que comprovam que o Instituto Royal tinha apenas alvará de canil em 2012, mesmo assim recebeu mais de 5 milhões do dinheiro público! Mesmo não tendo alvará para funcionar, nem realizar teste em animais!!!!

O mais estranho é que nenhum grande portal, nenhum jornal deu esta notícia!!

Liguei para um jornalista para questionar tal fato e ele me disse: "Ah, mas já tinham feito o pedido…" Isso é alguma piada? Juristas do meu Brasil se manifestem!

O Marcelo do Consea, órgão público que deveria fazer o controle da experimentação no Brasil, logo saiu em defesa do Royal. Aliás, em nenhum momento falou que iria investigar ou teve o comportamento de um funcionário público! Muito pelo contrário, apareceu em programas de televisão (inclusive o da Fátima Bernardes) como defensor do Instituto ????????????????????????

Outra dúvida que realmente não sai da minha cabeça:

Nossa, estava quase encontrando a cura do câncer? Isto quer dizer que já estava sendo testado em humanos, né? Até porque qualquer leigo no assunto sabe que o cientista só pode afirmar isso depois de ter realizado testes com seres humanos, pois a maioria dos medicamentos agem de formas diferentes em animais e humanos.

Junto com o tipo de câncer, qual medicamento, qual a empresa que contratou este serviço? Também exigimos saber quais pessoas participaram dos testes.

Como o Instituto Royal é uma oscip, temos o direito de saber absolutamente tudo, e devido a repercussão do caso imediatamente.
Bom, pelo visto este caso ainda vai longe. Apesar de toda corrupção no nosso país eu ainda acredito no nosso judiciário!

Minha decepção é com a imprensa!

Olhem o que esta jornalista (?!??) falou em rede nacional:


Sua ignorante e mentirosa! A Comunidade Européia proibiu teste em animais em cosméticos este ano! Assim como Israel e vários outros países.

Infelizmente pessoas como essa têm um microfone na mão para deixar o povo brasileiro cada vez mais ignorante. Assim é mais fácil de ser manipulado!

Vergonha!

Para finalizar, como nenhum órgão da imprensa deu espaço para cientistas que são contrários a Vivissecção, resolvi finalizar com a declaração do George Guimarães:

“Existem, sim, testes alternativos para todos aqueles testes que o Instituto Royal realiza hoje com cães e outros animais. O que há é o interesse econômico na indústria da vivissecção e não falta de tecnologia.”

E agora o relato de uma cientista que testava em animais:

Valquíria Koloss     A ciência por um cientista

Sou cientista e sou contra o uso de animais em experimentos. Por quê? O primeiro motivo é que a ciência que as pessoas olhavam como sinônimo de evolução e inteligência morreu há muito tempo. Hoje a ciência é exata: quem paga mais, leva, ou seja, a empresa pública ou privada que liberar mais recursos para a pesquisa é a empresa que deterá o poder da ciência. Pensa em um leilão “embaixo do pano”, é exatamente assim que funciona. Reparem que disse “deterão o poder da ciência”, porque o poder da patente, que é o que interessa, porque é o que entra no mercado para a população, o produto em si, isso já é uma outra longa história, que inúmeras vezes joga a pesquisa no lixo, porque é uma burocracia tão grande, que muitos nem tentam obter patente.

Quando falamos em cientista, logo lembramos de Einstein, extremamente dedicado em seus estudos, passando dias e noites em um mesmo estudo até conseguir um resultado, também essa imagem não existe mais. Hoje precisa-se de rapidez, porque se você, cientista, não faz, outro vai roubar sua ideia e vai fazer, e aí começa então o 1º round na Luta da Ciência. Além disso, leva “o prêmio” de melhor cientista aquele que tiver mais trabalho publicado e todos querem ser o melhor, porque se você não tiver tantos trabalhos publicados, você não é um bom pesquisador, esse é o 2º round.

E os animais? Eles são uma ferramenta rápida e barata para serem utilizados nos estudos. Porque se alguém indagar que se seu método é garantido, você responde que foi testado em animais. Isso eleva seu trabalho para o topo. Mas o teste em si não é garantia de segurança e eficiência, porque a fisiologia das cobaias é bastante diferente da do ser humano. Se fosse garantia, seria obrigatório e não opcional, como é. Países classificados como desenvolvidos, e para essa classificação é levada em consideração o nível científico do país, não utilizam animais em testes. Qual a lógica do Brasil usar animais em testes e buscar se desenvolver cientificamente, para ser considerado desenvolvido, se não é assim que os países desenvolvidos fazem?

Engraçado que 100% dos cientistas com quem trabalhei tinham animais de estimação em casa, matavam diversas espécies de animais durante o dia e chegavam em casa à noite e amavam seus animais. Nunca entendi a lógica disso. Quem eram esses cientistas na verdade? Um matador ou um amante de animais? Acho que nem eles sabem responder.

Os experimentos passam sim por um Comitê de Bioética para serem aprovados, mas como não há fiscalização, os pesquisadores submetem projetos com metodologia (como irão fazer os experimentos) distinta do que eles realmente irão executar, ou omitindo informações que “ferem a ética” (não sei a qual ética remetem). Quem fiscaliza se matou a cobaia com anestesia ou sem anestesia é você mesmo. E daí começa o 3º round. A gente aprende a ter ética na ciência na teoria, mas, na prática, você não pode perder tempo, porque tempo é dinheiro, é gente fazendo a pesquisa que você está demorando pra fazer, é gente publicando mais trabalho enquanto você ainda está executando o seu. É um verdadeiro hospício interno. E diria mais, a ciência hoje é a verdadeira “massagem de ego”, você tem que ser o melhor , senão não tem vez.

Cientista e ex-matadora de animais.



*

sábado, 26 de outubro de 2013

Resgate dos Beagles: Animal !!!


ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!



Abaixo, mais argumentos de especialistas que dão respaldo à invasão da Filial do Inferno (Instituto Royal) no histórico Resgate dos Beagles.

Toda Vida é Sagrada.





Animais!


Acompanhei, através da transmissão feita pelos próprios ativistas, o resgate dos animais do Instituto Royal. A qualidade das imagens, feitas num celular, estava entre o péssimo e o sofrível, mas a sua carga de emoção foi maior do que a de muita superprodução. A cada coelho ou cachorrinho que saía do inferno, o público que acompanhava a ação na internet comemorava, mandando congratulações e palavras de estímulo e agradecimento aos heróis da madrugada.

Também acompanhei, no dia seguinte, os depoimentos dos diretores do instituto, que negam a existência de maus tratos nas suas dependências. Uma nota divulgada pela instituição, aliás, chegou a afirmar que os bichos teriam, lá, “as melhores condições de vida, com saúde, conforto, segurança e recreação”.

Que me desculpem os senhores diretores, mas é impossível levar a sério quem acredita que se podem usar tais termos em relação a animais que passam a vida em gaiolas, sendo submetidos a toda sorte de experiências dolorosas. Melhores condições de vida? Saúde? Conforto? Se a nota foi redigida de boa fé, mostra um completo distanciamento da realidade; se não foi, revela uma perigosa falta de compromisso com a verdade.

Aliás, há várias perguntas sem resposta em relação ao instituto. A primeira, e mais importante, é saber quem são os seus clientes. Como o Royal recebe verbas públicas, tem a obrigação de revelar para quem trabalha. Com isso se esclareceria boa parte das dúvidas que cercam a natureza dos testes lá realizados. Testar cosméticos e material de limpeza em animais, por exemplo, é prática condenada num número crescente de países. Na União Européia a legislação é tão severa que, no começo deste ano, foi proibida até a comercialização de produtos testados em animais, ainda que importados.

o O o

Sou contra a realização de testes em animais — mas não tenho formação científica, e minha opinião sobre o assunto é, consequentemente, só isso, uma opinião. Por esse motivo, passo a palavra para o especialista Sérgio Greif, biólogo formado pela Unicamp, com mestrado na mesma universidade, co-autor do livro “A verdadeira face da experimentação animal: a sua saúde em perigo” e autor de “Alternativas ao uso de animais vivos na educação: pela ciência responsável”:

“Se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo moças de vinte anos; ou testar os benefícios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto à cientificidade de sua metodologia.

Isso porque assume-se que moças não sejam modelos representativos da população de idosos e que rapazes não sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes às mulheres. Se isso é lógico, e estamos tratando de uma mesma espécie, por que motivo aceitamos como científico que se testem drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem à mesma espécie?

Por que aceitar que a cura para a AIDS esteja no teste de medicamentos em animais que sequer desenvolvem essa doença? E mesmo que o fizessem, como dizer que a doença se comporta nesses animais da mesma forma que em humanos? Mesmo livros de bioterismo reconhecem que o modelo animal não é adequado.

Dados experimentais obtidos de uma espécie não podem ser extrapolados para outras espécies. Se queremos saber de que forma determinada espécie reage a determinado estímulo, a única forma de fazê-lo é observando populações dessa espécie naturalmente recebendo esse estímulo ou induzi-lo em certa população.

Induzir o estímulo esbarra no problema da ética e da cientificidade. Primeira pergunta: será que é certo, será que é meu direito pegar indivíduos e induzir neles estímulos que naturalmente não estavam incidindo sobre eles? Segunda pergunta: será que é científico, se o organismo receber um estímulo induzido, de maneira diferente à forma como ele naturalmente se daria, será ele modelo representativo da condição real?”

A íntegra deste artigo pode ser lida na internet, em bit.ly/17HLVZn. Já a dra. Preci Grohman, médica, é professora aposentada da UFRJ, e fez cursos de pós-graduação nas universidades de Toronto e Londres. Ela escreveu o seguinte:

“Quando estudante, fiz experimentos com animais, recebendo bolsa do CNPq. Na época acreditava nessa prática. Já em Toronto e Londres utilizei cultura de células humanas.

Os cientistas, com seus experimentos, conseguem títulos de mestre ou doutor, o que resulta em promoções e aumento de salários. Isso os torna mais competitivos no mercado de trabalho. Seus supervisores também são agraciados com títulos e prestígio.

A criação de plantéis de animais para pesquisa também é muito lucrativa. Certas drogas, inócuas em animais, já causaram grandes desgraças quando usadas em humanos. A mais conhecida foi a Talidomida. Macacos não desenvolvem câncer de pulmão mesmo sendo obrigados a tragar cigarros continuamente. Se a diversidade genética entre indivíduos da mesma espécie já é significativamente grande para levar a respostas diversas após um mesmo estímulo, o que se pode esperar entre diferentes espécies?

Pesquisas já são feitas com voluntários, podem ser feitas em criminosos que desejem reduzir suas penas ou ainda em culturas de células humanas. Se forem necessárias outras técnicas, os seres humanos devem ser competentes o suficiente para desenvolvê-las. Um exemplo de desperdício na ciência é o descarte diário de milhares de cordões umbilicais, ricas fontes de células.

A manutenção até os dias de hoje de experimentos em animais visa puramente interesses financeiros, e já deveria ter sido abolida há decadas”.

(O Globo, Segundo Caderno, 24.10.2013)


*

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os Beagles e a Revolução Mundial


ATIVISTAS, GRAÇAS A DEUS!



O mundo passa por um momento histórico, uma grande virada.

Assassinos de Animais  X  Protetores de Animais é "apenas" uma batalha do embate planetário rumo à evolução.

Brucutus  X  Cidadãos.

Trogloditas movidos pelo vil metal  X  Cidadãos movidos pela Ética Planetária.

Ignorância  X  Cidadania Global.

Revolução Mundial.

Guerreiros do Terceiro Milênio


A verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que podemos fazer para acabar com essas atrocidades

Luisa Mell

Amigos, por favor não se deixem enganar pela imprensa comprada e pelas mentiras que são contadas pelos diretores do Instituto Royal. Percebam que a própria Globo teve que dar um desmentido depois que a Anvisa exigiu, para contestar mais uma mentira do Instituto Royal.

“A Anvisa emitiu uma nota afirmando que não tem ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota, afirma que não exige teste em animais e que apóia testes substitutivos ao uso de animais.”

E essa não é a primeira mentira do Instituto. O Instituto esconde o que faz atrás daqueles portões. Perceberam que ninguém até hoje conseguiu entrar lá a convite deles? Só a rede Globo, né? Por que eles escondem a todo custo as empresas que são clientes? Por que são uma oscip? Receberam cinco milhões do governo Federal (do meu, do seu, do nosso dinheiro!!) e se negam a mostrar o que fazem? Se negam a revelar quais os clientes que contratam o seu serviço? Queremos saber, temos o direito de saber!!! Aliás, se as empresas pagam para eles, por que são uma oscip??? ALGUÉM PODE RESPONDER?????

Vários políticos, deputados, vereadores, tentaram entrar no instituto para conversar. TODOS FORAM IMPEDIDOS!!!!!!!! Em todas as reportagens que saíram (inclusive no G1, portal da rede globo) falaram que o Instituto Royal realiza testes para cosméticos e para produtos de limpeza. Mas depois de verem toda a repercussão que isto causou na sociedade eles têm a cara de pau de irem no Fantástico dizerem que não existe teste de cosméticos em animais! Uma das maiores mentiras já contadas em rede nacional, e em nenhum momento questionada pelo chamado jornalismo sério da emissora global! Se o jornalista tivesse dado um google, teria se informado que a Comunidade Européia proibiu neste ano teste em animais para cosméticos, que países como Israel estão já abolindo, teria tido conhecimento da extensa lista divulgada pelo PETA das empresas de cosméticos que testam em animais. E ele vem dizer que não existe!!!!!!

Ongs internacionais já entraram em contato comigo, dizendo que aquela raspagem que os cachorros resgatados apresentavam é típica de teste para cosméticos.

Cada vez temos mais certeza da sujeira que é esse Instituto Royal. O que eles descobriram de tão importante durante os dez anos que torturam animais??Alguém viu isto em algum lugar?? Não, né, eles só dizem que atrapalhamos dez anos de estudo.

O diretor do Concea, Marcelo Marcos Morales,  declarou que se abolirem os animais terão que importar tecnologia para substituir. Ele afirmou isto para o site G1. Ora, ele acabou de confirmar que estão cometendo crimes!!!! A LEI É CLARA: se existe método substitutivo é crime praticar teste em animais.


O mais estranho de tudo isto é que este mesmo Marcelo apareceu em entrevista para Fátima Bernardes, defendendo o Royal. Parecia que era advogado deles. Quem tiver dúvidas é só assistir. Agora, amigos, pensem comigo: Ele é um funcionário público, pago por nós. O Instituto nem mandou um representante, só o Marcelo. Bom, não preciso dizer que o programa me entrevistou, mas, claro, cortou !!!! Não foi ao ar!!!

Vamos agora pensar juntos: O governo dá mais de cinco milhões para o Instituto realizar pesquisas com animais, eles são isentos de pagar IPTU, impostos e outras coisas. Quando fazem alguma coisa vendem para as empresas e vamos supor que realmente fazem algum tipo de remédio também. Esses remédios não são doados para a população e sim VENDIDOS com os preços absurdos que conhecemos!!!! Que vantagem a população leva nisso???Acho que por isso também estão com tanto medo de divulgarem os clientes, né? Pois assim a população saberia que fomos nós que pagamos o desenvolvimento destes medicamentos, mas quando precisamos temos que comprar por preços absurdos para o Instituto Royal ficar cada vez mais rico e poderoso.

Ativistas que participaram do resgate dos cães do Instituto Royal, atenção:



Os diretores do Instituto Royal nos acusam de terrorismo; quem está fazendo terrorismo com os ativistas e com toda sociedade são eles!

1 - Falaram que os cachorros podem transmitir doenças para as pessoas.

Resgates como esse já foram feitos em vários países do mundo, em nenhum local aconteceu nenhuma contaminação das pessoas.

Se o Instituto Royal diz isso, é porque eles estão fazendo coisas muito perigosas para toda a sociedade: CRIANDO DOENÇAS EM LABORATÓRIO????? Isso tem que ser investigado como um outro crime. E urgentemente. Se o Brasil fosse um país sério seriam interditados imediatamente e obrigados a relatar tudo o que fizeram.

2 - Falam que os cachorros são chipados, por isso serão encontrados.

Mais uma ação terrorista do Instituto, querem deixar a população amedrontada. E é uma GRANDE MENTIRA!

Chip não tem gps!! Pensem, amigos, se isto existisse não haveria mais casos de cães perdidos!! O chip só funciona se passar por um leitor! E existem vários tipos de chips e de leitores! Sei disso pois pesquiso há um tempo para tentarmos fazer em SP um leitor único.

3 - Falam que quem adotar poderá até ser preso!

Não se amedrontem, amigos! Os bandidos são eles. Nós entramos baseados na Constituição, que é clara quando diz que se está ocorrendo maus tratos, se o animal está em risco, podemos entrar. E entramos junto com a polícia!!! O que pode ser verificado em todas as gravações que aconteceram lá dentro.

Conseguiremos advogados para todos os ativistas!

Como saber se produtos testam ou não em animais?

Acreditem, a lista de cosméticos que ainda testam em animais é imensa. Principalmente por conta da alienação da maioria dos consumidores. Mas acredito que estamos conseguindo mudar isso.

Algumas marcas do mundo são praticantes dessa barbárie: M.A.C., Maybelline, Johnson & Johnson, Avon, Clean & Clear, Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Neutrogena, Pantene e outras. Há muitas empresas (principalmente as brasileiras) que já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. Procure a lista do Peta para marcas internacionais.

O problema aqui no Brasil é que não temos nenhum órgão controlador para verificar se as empresas realmente não testam em animais. Contamos somente com a palavra delas! E como o Instituto Royal esconde de todas as maneiras quem são os clientes, despertou em todos nós mais desconfiança ainda sobre empresas que dizem não testar.

Qual a solução então?

Eu realmente acho que quando o mundo tem que mudar o Universo conspira a favor. Há alguns meses venho conversando com a ong Cruelty-Free International.



Para quem não conhece, é uma ong inglesa (uma das mais antigas e sérias do mundo em defesa dos animais). Eles fazem uma auditoria nas empresas de cosméticos, em todas as fases do produto. Se averiguarem que não tem nenhum tipo de teste com animais, dão aquele famoso selo do coelho. E assim nós consumidores podemos ter a certeza de que aquela empresa e o produto que formos comprar é realmente livre de crueldade.



VAMOS PRECISAR DA AJUDA DE TODOS PARA QUE AS EMPRESAS ACEITEM ESTA AUDITORIA DA ONG!

Amigos, acreditem, esta mudança, esta libertação animal só irá ocorrer realmente por pressão da sociedade. Imploro que não desanimem, que não me deixem só!!! Milhares de animais, entre eles macacos, cachorros, gatos, coelhos, ratos… estão sendo torturados neste momento. Eles não podem se defender, não podem nem pedir ajuda! Estão lá nos Campos de Concentração que os pesquisadores criaram. Existe muito, mas muito dinheiro envolvido nesta macabra forma de testar produtos.



Sei que esta foto é forte, mas é real! Amigos, não é só pelos beagles! Todos os animais são submetidos a torturas como esta!!!

E, acreditem, os testes substitutivos são muito mais eficientes e confiáveis. Mas é claro que muitos pesquisadores que ganham milhões com essa barbárie não querem que a população saiba disto.

Para cosméticos, não podemos mais esperar! Tem que ser proibido no Brasil, assim como fez a Comunidade Européia.

Quanto a medicamentos: milhares de cientistas no mundo também são contra.
Afirmam que os testes em animais não servem para nada e ainda atrapalham a evolução da ciência.

Uma rápida busca pelo google nos trará fatos assustadores de como os testes em animais prejudicaram a humanidade:

“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra a pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”


“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.”


Já existem inúmeros métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizados por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos, como se pensava.


http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisa-com-animais-e-uma-falacia

Blog da Luisa Mell


Destaques do ABC!

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Resgate dos Beagles e a indústria de horrores


A VERDADE E A MENTIRA SOBRE OS TESTES EM ANIMAIS



" (...) sofrimento atrai sofrimento. Os testes submetem nossos parceiros de vida na Terra a dores e incômodos inauditos. Não se trata de feridas apenas. Muito menos a barbárie é só a de arrancar um olho ou forçar um animal a comer até explodir. O que ocorre é a produção de tumores cancerígenos, deformações internas e externas, mal estar durante toda uma vida. Esse sofrimento todo é pago no altar do bem estar humano? Não! A maior parte dos laboratórios que lidam com testes, no mundo todo, fazem pesquisas encomendadas direta ou indiretamente antes pelos setores militares que pelos ditos setores da saúde. 

(...) mas uma parte dos laboratórios que se utiliza de testes em animais o faz em função das demandas do setor de saúde, não é verdade? Não! A parte da pesquisa que não é direta ou indiretamente atrelada ao campo militar, serve antes ao dinheiro que à saúde. (...) mais de 70% das pesquisas que envolvem testes com animais, e que se diz desligada da área militar, se faz não em torno da busca para curas de doenças, mas em torno da criação de variações de produtos que possam induzir novos consumos. (...) As drogarias são supermercados - todos sabem disso. Mas os conservadores fingem não ver. (...)

As indústrias de cosméticos e higiene pessoal, alimentos, suplementos alimentares, drogaria para a geriatria e mesmo a indústria da produção de remédios trabalham com a perspectiva de lucro imediato como prioridade, colocando a questão da descoberta da cura de doenças que realmente nos aflige em segundo plano - às vezes em plano nenhum. (...)

Não há lado bom nessa história. Não há mocinho nesse faroeste."


Indústria de Horrores, Indústria da Morte, Indústria da Dor e do Sofrimento, 
Indústria do Dinheiro...

"Animais & Solidariedade"/Facebook

Juntos somos fortes!

Boicote produtos de empresas que promovem testes em animais!

Assine as petições!


A verdade (e a mentira) sobre utilidade dos testes com animais


Para filósofo, as pesquisas realizadas com animais servem mais para estimular o mercado de consumo com novos produtos que para melhorias na saúde dos seres humanos

A “revolução dos beagles de São Roque” está rendendo. E muito bem. Já estava mesmo na hora de discutirmos nacionalmente também essa questão, a da utilidade ou não de determinados tipos de pesquisa e o envolvimento com a educação para a crueldade, que pode muito estar atrelada ao modo como se prepara a mão de obra para os laboratórios.

Coloquemos então na mesa a questão objetiva do debate: os testes com animais são mesmo uma necessidade?

Os testes de laboratório com animais, de um modo geral, apontam para uma única “moral da história”: sofrimento atrai sofrimento. Os testes submetem nossos parceiros de vida na Terra a dores e incômodos inauditos. Não se trata de feridas apenas. Muito menos a barbárie é só a de arrancar um olho ou forçar um animal a comer até explodir. O que ocorre é a produção de tumores cancerígenos, deformações internas e externas, mal estar durante toda uma vida. Esse sofrimento todo é pago no altar do bem estar humano? Não! A maior parte dos laboratórios que lidam com testes, no mundo todo, fazem pesquisas encomendadas direta ou indiretamente antes pelos setores militares que pelos ditos setores da saúde.

O que se quer saber é o que é que pode dizimar o homem, fazer o homem sofrer, e quanto o homem pode aguentar tendo ingerido substâncias X ou Y. O que se quer é saber como matar de modo mais eficiente. Isso é tão verdade que, hoje, nenhum cientista responsável arrisca afirmar que o HIV, que provoca a AIDS, não foi produzido em laboratórios ligados a tarefas militares.

Bem, mas uma parte dos laboratórios que se utiliza de testes em animais o faz em função das demandas do setor de saúde, não é verdade? Não! A parte da pesquisa que não é direta ou indiretamente atrelada ao campo militar, serve antes ao dinheiro que à saúde. Os próprios cientistas têm insistido nesse dado: mais de 70% das pesquisas que envolvem testes com animais, e que se diz desligada da área militar, se faz não em torno da busca para curas de doenças, mas em torno da criação de variações de produtos que possam induzir novos consumos. Em muitos casos, até parecem ter a ver com doenças. Mas não tem. O que ocorre é que, criado o produto, aí então se inventa uma deficiência orgânica, ou seja, alguma “doença”, e em seguida mostra-se a cura. Em alguns casos a doença é criada junto com a cura! As drogarias são supermercados - todos sabem disso. Mas os conservadores fingem não ver.

As indústrias de cosméticos e higiene pessoal, alimentos, suplementos alimentares, drogaria para a geriatria e mesmo a indústria da produção de remédios trabalham com a perspectiva de lucro imediato como prioridade, colocando a questão da descoberta da cura de doenças que realmente nos aflige em segundo plano - às vezes em plano nenhum. Mesmo as universidades públicas, no mundo todo, têm trabalhado nesse sistema. Os financiamentos saem antes para a pesquisa que busca criar produtos para a indução de consumo que para a pesquisa que visa a solução de problemas de saúde da população. Nem mesmo as pesquisas para “doenças de ricos” têm prioridade diante da prioridade da criação de produtos que possam ampliar as possibilidades de consumo.

Desse modo, o supérfluo do supérfluo governa de um lado, o necessário para a indústria da morte governa do outro. Os animais sofrem para que nós, depois, possamos sofrer com a ideia da “guerra segura” e com a péssima ideia de que precisamos comprar mais coisas do que necessitamos. Não há lado bom nessa história. Não há mocinho nesse faroeste.

É bobagem dizer “isso é o capitalismo”. Sim, é. E daí? Dizer isso é dizer o nada. Ou melhor, é dizer o tudo em um grau tão genérico que é dizer o nada. O que é necessário é perceber que nenhum dos dois grandes blocos de interesses - o militar e o financeiro - que sustentam os laboratórios que, por sua vez, causam sofrimentos nos animais, diz a verdade sobre a necessidade de testes em animais. Ter animais em laboratórios nem é uma solução “a mais barata”. Os animais estão lá porque o tipo de pesquisa que se faz não é para nos curar de algo, mas para a guerra e para a ampliação inchada do mercado.

Estamos diante da maior mentira do século. Uma mentira contada por gente que está atrelada à fabricação da paz, que é na verdade a indústria da guerra e da morte. Uma mentira também contada por gente que está atrelada à fabricação do bem estar, que é na verdade a indústria do dinheiro e do falso bem estar.
Os estudantes que entram nas universidades em cursos que fornecem mão de obra para os grandes laboratórios do mundo todo devem falar a mesma língua. O jogo é duro. Uma única pequena conversa dissidente, questionando o sofrimento dos animais, e o estudante que a promoveu é visto como “não tendo vocação”. É fundamental que o estudante seja antes de tudo um vocacionado para a tortura, caso não, é tido não como uma pessoa sadia mentalmente, mas como um incompetente para as ciências. Os que negam isso são, dentro dos departamentos das universidades, os que mais zelam para que isso aconteça. O policiamento nesse ambiente é uma constante.

Não é necessária uma revolução mundial comandada por algum Che Guevara para parar isso de modo a redirecionar tal indústria de horrores. Basta que a cada dia possamos fazer protestos como os que foram feitos contra o Royal, e que apavorou toda a parte da mídia mais à direita (calando a esquerda, que não raro, na sua parte tradicional, é adepta de um iluminismo tacanho). Ali, no protesto contra o Instituto Royal, um nível de consciência pelos direitos dos animais reapareceu em novo patamar. São passos assim que criam níveis diferenciados e ampliados de consciência. É comum que pessoas de formação científica, inteligentes, diante dos protestos, voltem para as suas casas e comecem a pesquisar sobre o assunto, e então entrem para as fileiras dos que já não podem mais admitir o espalhamento da crueldade como algo banal.

Os protestos não clareiam as coisas somente de um lado, mas de todo tipo de lado. E o número de pessoas que acha que sairá ganhando com a indústria da morte e com a indústria do dinheiro-que-falseia-a-felicidade paulatinamente decresce - isso é uma tendência mundial. Nosso desenvolvimento moderno tem sido assim. Temos reformulado e melhorado nossas práticas de vida, em vários setores, dessa maneira.

Deixaremos de usar animais em teste do mesmo modo que temos procurado nos livrar de agrotóxicos e do mesmo modo que não suportamos ver uma pessoa pertencente a uma minoria ser humilhada. Faremos isso exatamente porque sabemos onde está a mentira, e vamos, em cada luta setorial, conquistar mais gente pelo coração, e integrá-los no trabalho da razão. Essas coisas vão andar mais rápido do que se imagina. E a ciência não vai perder com isso, ao contrário, vai sair ganhando.

Nietzsche dizia que a ciência não pode ser deixada sozinha, sem comando. É verdade! Temos de tirá-la do comando que hoje está nas mãos da Morte e do Dinheiro. Temos de colocá-la sob o nosso comando, os que não querem que para se criar um esmalte ou um tônico capilar fajuto para uma seborreia fajuta, um cão tenha que ter o fígado inchado durante 6 anos, mantido no cativeiro com dores intensas.


Paulo Ghiraldelli, 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

IG

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