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terça-feira, 17 de julho de 2012

Bandidagem Engravatada X Todos Nós, Cidadãos



Grande Santayana! Que acaba de vocalizar o que vimos sempre falando aqui: o Poder do Cidadão na Sociedade Midiática.


Cada cidadã e cidadão pode ser um produtor de conteúdo: notícias, informação, conhecimento, opinião... e transformar todo o descalabro na sociedade. E "puxar o tapete" da bandidagem endinheirada, engravatada, de colarinho branco... Chegou a hora!


A Revolução Mundial já começou!!!



Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.
                
OS BANDIDOS E A POLÍTICA



(CM) - Em um de seus melhores ensaios sobre Política e Criminalidade (Politik und Verbrechen), o pensador contemporâneo Hans Magnus Enzensberger, conta que Al Capone, em 1930, chegara a seu apogeu, sem que fosse incomodado pelas instituições do Estado. Ao contrário, eram notórias suas relações com os políticos, com a polícia e com os jornalistas, e todos cultivavam o seu poder e se nutriam de seu dinheiro.

Era um mito ou, como melhor explica Enzensberger, um paramito, criação dos tempos modernos, que não passam de uma miragem dos tempos realmente heróicos, nos quais os mitos nasceram. Os turistas pagavam para, de ônibus, percorrer os bairros em que a quadrilha de Scarface exercia, de fato, o poder de estado, sob o olhar indiferente dos moradores e de seus asseclas – da mesma forma que os visitantes, com a permissão dos narcotraficantes de hoje, passeiam pelas favelas cariocas.

Nesse ano de 1930, segundo as fontes do escritor alemão, a Warner Bros, que crescera com os mitos que criava e vendia, ofereceu uma fortuna a Al Capone para que, em um filme sobre o gângster, interpretasse o próprio Al Capone, o que ele recusou. O criminoso novaiorquino, que se transferira para Chicago aos 20 anos, fizera fulgurante carreira e, aos 30, já reunira cem milhões de dólares daquele tempo - uma quantia equivalente a muito mais de três bilhões de dólares em nossos dias. Tal como em nosso tempo, com o neoliberalismo, a globalização liberal dos anos 30 criara a crise de confiabilidade na moeda e nas instituições políticas. Só Roosevelt, com o New Deal, restabeleceria a confiança no Estado.

Al Capone queria ser o homem mais rico e mais poderoso dos Estados Unidos. Como se sabe, um ano depois a Justiça pegou Capone, porque não pagava imposto de renda. Condenado a 11 anos, transferido para um hospital, acometido de demência provocada pela sífilis, Capone morreu aos 48 anos, em uma propriedade sua na Flórida. Já naquele tempo, havia laranjas, e com a doença do gângster, a maior parte de sua imensa fortuna se distribuiu, naturalmente, entre os prepostos. Os que lhe mantiveram fidelidade garantiram o seu bem-estar possível, mesmo na demência, até o fim.

A criminalidade se exerce em todos os setores da sociedade, e um de seus objetivos é o controle ilegítimo das instituições do estado. A elas podem chegar, mediante a compra de votos e outros recursos, ou controlando alguns políticos mediante o suborno, a corrupção. Os políticos, quando honrados, buscam conquistar o mando mediante a confiança dos cidadãos, e se dedicam a promover o bem comum. Os criminosos se preocupam em construir o seu poder mediante os meios conhecidos, entre eles os da violência sem limites. Um traço comum aos chefes de gângsters é o da “generosidade”. Os defensores de Cachoeira, a começar pela mulher, dizem que ele está sempre disposto a ajudar os outros. Desde, é claro, que os outros o obedeçam. Capone se considerava o grande benfeitor de Chicago, oferecendo dinheiro para iniciativas sociais e obras de caridade.

É o que estamos constatando, mais uma vez, nas relações de Carlos Cachoeira com parlamentares e personalidades do poder executivo. São tantas as evidências que não é arriscado identificar, no empresário goiano, o epicentro de uma vasta rede de jogos ilícitos e de assalto aos bens públicos, com a prática de corrupção política, e, talvez, de delitos mais graves. A ministra Carmem Lúcia teve um momento de desabafo ao se referir à Lei da Ficha Limpa: ninguém suporta mais tanta corrupção.

Os senadores respiraram, aliviados, a decapitação de Demóstenes Torres. Provavelmente, alguns dos que comemoraram o sacrifício do bode expiatório estejam sendo precipitados. Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.

Como nos ensina a dialética, a quantidade faz a qualidade.


Mauro Santayana




*

domingo, 27 de maio de 2012

A Cidadania Planetária e a Alegria de Viver



Enquanto os brucutus* usam da corrupção, da mentira, de trapaças e de avançadas tecnologias para lesar e tentar calar a Blogueira Cidadã...


Um vídeo artesanal, não profissional, despretensioso, mambembe, até, nos traz uma mensagem extraordinária, de Fraternidade Universal, de Confraternização Mundial. 


Mesmo não querendo, seu astral irá para as alturas... 


Cante e dance também!


Celebremos a Revolução Mundial, a Cidadania Planetária e a Alegria de Viver!




Link do vídeo


Praan 

Garry Schyman

Bhulbona ar shohojete
Shei praan e mon uthbe mete
Mrittu majhe dhaka ache
Je ontohin praan

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan

Shei jhor jeno shoi anonde
Chittobinar taare
Shotto-shundu dosh digonto
Nachao je jhonkare!

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan 

Aquilo que se olha

 Garry Schyman

Não vou esquecer facilmente
A vida na qual a mente dança com alegria
Escondido entre a morte que é
A vida que nunca termina

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir 

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir 

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção

Parece que a tempestade treme na felicidade
Através das cordas da mente
Os sete mares e os dez horizontes
dançam com a linda música que você fez

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção ah

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção



* Brucutu - termo muito usado nos anos 70 para significar gente ignorante, bruta, grosseira, caipira, tacanha, troglodita, que se comporta como homens das cavernas. Gentalha.
*

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Celebremos a Alegria de Viver !



Mesmo não querendo, seu astral vai pras alturas com este despretensioso vídeo... 



Ria, dance, cante, celebre a Vida! Comemore a Cidadania Planetária!


Feliz Carnaval!


Alegria, Alegria!

Link do vídeo



Praan 


Garry Schyman

Bhulbona ar shohojete
Shei praan e mon uthbe mete
Mrittu majhe dhaka ache
Je ontohin praan

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan

Shei jhor jeno shoi anonde
Chittobinar taare
Shotto-shundu dosh digonto
Nachao je jhonkare!

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Shei shurete jagbo ami

Bojre tomar baje bashi
She ki shohoj gaan
Dao more shei gaan

Aquilo que se olha

 Garry Schyman

Não vou esquecer facilmente
A vida na qual a mente dança com alegria
Escondido entre a morte que é
A vida que nunca termina

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção

Parece que a tempestade treme na felicidade
Através das cordas da mente
Os sete mares e os dez horizontes
dançam com a linda música que você fez

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção ah

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Em que a melodia vai surgir

Krishna, você toca a sua flauta
Em uma canção muito fácil
Dá-me esta canção

*

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A manhã luminosa de um novo ano



2 de janeiro de 2012: primeiro dia útil do Ano Novo.




O ano que tem início promete: crise econômica internacional, previsões de fim de mundo, Revolução Mundial em curso, com Indignadas e Indignados partindo pra cima da truculência e da iniquidade...


No Brasil, eleições municipais, quando poderemos aqui em São Paulo despachar a mediocridade reinante, continuidade da Primavera Judiciária, desencadeada pela Grande Mulher da Justiça, fora os embates pessoais da blogueira e de cada um de nós. 


"Tudo tem o seu tempo, o momento oportuno", como diz o Eclesiastes. Esta semana será um tanto "light" aqui no ABC! Vamos "pegar leve" por enquanto e guardar nossas forças  para "o momento oportuno"...


Mais uma vez, compartilho com vocês a canção extraordinária de Cat Stevens, que inspira todos nós a dirigirmos ao mundo um olhar diferenciado, observando o que há de bom e bonito, enchendo nosso coração de esperança e alegria.


Uma manhã luminosa nos nossos corações. Um Ano Luminoso para todos!



Link do vídeo


Morning has broken  Raiou a manhã   Cat Stevens

MORNING HAS BROKEN  Raiou a manhã

LIKE THE FIRST MORNING  
Como se fosse a primeira
BLACKBIRD HAS SPOKEN  
O pássaro cantou
LIKE THE FIRST BIRD  
Como se fosse o primeiro
PRAISE FOR THE SINGING  Louvemos 
o canto
PRAISE FOR THE MORNING  Louvemos a
 manhã
PRAISE FOR THEM SPRINGING  Louvemos o
 brotar dessas coisas
FRESH FROM THE WORLD  
Recém-chegadas ao mundo
SWEET THE RAIN'S NEW FALL  
Docemente cai a primeira chuva
SUNLIT FROM HEAVEN  
Iluminada pelos céus
LIKE THE FIRST DEW FALL 
Como o primeiro orvalho
ON THE FIRST GRASS  Sobre 
a primeira grama
PRAISE FOR THE SWEETNESS OF THE WET GARDEN  Louvemos a
 doçura do jardim orvalhado
SPRUNG IN COMPLETENESS  
Brotado por completo
WHEN HIS FEET PASS  
Quando Ele passa
MINE IS THE SUNLIGHT  
Minha é a luz do sol
MINE IS THE MORNING  
Minha é a manhã
BORN OF THE ONE LIGHT EDEN SAW PLAY  Nascida de uma luz que o
 Éden viu vibrar
PRAISE WITH ELATION  Louvemos
 com alegria
PRAISE EVERY MORNING
  Louvemos cada manhã
GOD'S RECREATION OF THE NEW DAY  
A recriação divina de um novo dia

*

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Justiça para Todas as Cidadãs e Cidadãos






Neste ano que vai terminando, o Abra a Boca, Cidadão!, blog novo, no ar há pouco mais de quatorze meses, recebeu visitas dos quatro cantos do mundo.

Sou muito grata a todos os leitores, aos companheiros de blogosfera, blogueiras e blogueiros solidários, que estiveram comigo em 2011, nas horas de alegria e nas de apreensão, nos embates da cidadania planetária e nas minhas lutas pessoais.

E agora é hora de congraçamento. É hora de um abraço carinhoso.

Desejo a todos Boas Festas e um Ano Novo com muita JUSTIÇA.

Quando houver JUSTIÇA haverá paz, equilíbrio, liberdade, igualdade, solidariedade.

Quando houver JUSTIÇA não haverá violência física, psicológica, moral e institucional.

Quando houver JUSTIÇA haverá pão, trabalho, oportunidades de crescimento para todos.

Quando houver JUSTIÇA haverá saúde e prosperidade em todos os sentidos.

Quando houver JUSTIÇA haverá proteção aos mais frágeis.



JUSTIÇA a todas as cidadãs e cidadãos planetários.






Foto Estátua Justiça, Brasília/BR: Banco de Imagens/STF


*

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A barbárie do capitalismo e a Revolução dos Indignados



Às indignadas e indignados com a barbárie e injustiças de toda espécie que devastam os mais frágeis e o planeta, a mensagem de artistas revolucionários.





Arreuni


"Antonce se a gente veve lutando
Antonce a gente deve se arreuni
Antonce se a gente veve lutando
Vale mais, vale mais, vale mais
A gente se arreuni
Antonce se a gente já veve lutando
Antonce eu peço pra gente se arreuni

Vá buscá meu rifle ali
Meu rifle cor de canela
Vá buscá meu parabelum
E limpe a madrepérola

Antonce se a gente veve em paz
Vale mais, vale mais, vale mais
Antonce a gente veve brincando
Antonce se a gente veve brincando
Antonce a gente torna se juntá

Tem que avisá todos colegas
Tem que avisá
Dô no corte de uma faca cega
Pra nos fiá

Antonce se a gente veve em paz
Vale mais, vale mais, vale mais
Ou antonce é uma grande tristeza
Antonce se tem tristeza montando
Antonce arrede o pé desse amo

Vou furar o sol numa trincheira
Dos oceano
Com uma bala de prata certeira
Que eu fiz e lhe mando

Antonce se a gente veve em paz
Vale mais, vale mais, vale mais
Antonce a gente segue lutando."



*
Música: "Arreuni", de Chico Maranhão


Cantora: Doroty Marques


Vídeo: Vera Vassouras


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sábado, 12 de novembro de 2011

A Revolução somos todos nós



A cidadã e o cidadão comum ainda não se deram conta. A velha mídia nem toca no assunto, afinal está perdendo feio seu poder e sua reserva de mercado.


Há uma revolução em curso. Feita por todos que difundimos e produzimos conteúdo, notícias, inclusive, por meio das novas tecnologias e das redes sociais.


Apenas o começo.


Caminho sem volta.


Revolução midiática, mundial, planetária.


E cidadã.


Revolucionários midiáticos de todo o mundo, uni-vos!



A revolução do jornalismo

Washington Araújo
Alguém aqui já participou de alguma revolução? Alguém desceu, com Camilo Cienfuegos e Vilma Espín, a Sierra Maestra para tomar o poder do ditador Fulgêncio Batista, em Cuba? Alguém esteve no Vietnã, no início dos anos 1960? Alguém ainda lembra daquele arremedo de revolução dos jovens de 1968, armando barricadas que iam do Quartier Latin, em Paris, até Trafalgar Square, em Londres, passando pela Cinelândia, no Rio de Janeiro? À exceção da chamada primavera árabe, com a deposição de governantes, tiranetes ou não, nem mesmo isso podemos classificar – se formos cuidadosos com o vernáculo – como revolução. A pergunta continua, então, a mesma: alguém aqui participou de alguma revolução?

Revolução deságua no verbo transitivo direto revolucionar. E revolucionar, bem o sabemos, é o ato ou ação de provocar alterações físicas, estruturais; provocar mudanças visíveis em um cenário, ou em um “estado de coisas”. As revoluções, que salpicam duas de cada três páginas desse vasto somatório de desatinos humanos a que chamamos História, são momentos em que as massas se sublevam contra a ordem estabelecida, traduzem sentimentos de revolta contra os fundamentos e os focos de onde irradiam o poder que mantém coesa e inteira tal ordem.

E, para que se faça a revolução, algumas condições são fundamentais: (1) algum ideal pelo qual valha a pena lutar; (2) desejar agitar mentes e corações; (3) causar problemas a quem sempre criou problemas para os demais; e, (4) alvoroçar a superfície das consciências acomodadas.


Salvação do planeta

Mas existem outros tipos de revoluções. Bem longe do alarido da máquina de guerra, distante também de atos de heroísmo, e que não contabilizam número de mortos e feridos. São as revoluções que transformam profundamente a mentalidade, o ideário, se insinuam no campo da cultura, do conhecimento, e causam sensível mudança na forma de nossa interação na sociedade, seja através de descobertas e invenções realmente inovadoras, ou de meios que aceleram a obsolescência de pensamentos e ideias até então vigentes.

Alguns exemplos recentes desse outro tipo de revolução: o uso da pílula anticoncepcional dando início à chamada liberação sexual e as manifestações artísticas do movimento da contracultura, alterando a percepção da literatura em geral, da poesia, da música, do modo de vestir, da forma de se relacionar com o couro cabeludo e muitos outros afluentes daqui derivados.

A revolução para a qual buscarei captar a atenção do leitor é de outra natureza e se acha bastante impregnada na rotina diária de parcela significativa da população mundial: a revolução promovida pelas novas tecnologias, que estão mudando o panorama das comunicações em todo o mundo.

Como resultado clássico das revoluções, as baixas, nesse contexto, continuam ainda em processo de contabilização, como se cumprissem um hipotético compasso de espera. A consequência inevitável é a extinção de alguns tipos de mídia, principalmente no meio impresso, como já vem ocorrendo – e a constatação de que muitos jornais deixaram de circular e muitos outros ainda se encontram com os dias contados, em vias de desaparecer. Não é alarmante atestar que a imprensa vivencia a maior crise desde o surgimento do chamado jornalismo de massa, há apenas 150 anos.

Os meios de comunicação vivem um momento bastante diverso daquele existente há 15 anos. O surgimento da internet tem mostrado potencial suficiente para alterar de forma irrecorrível o “nosso” ecossistema midiático. É como se o campo da comunicação ainda se recuperasse dos estragos causados pela colisão com um meteoro – meteoro apenas sentido em sua verdadeira dimensão apocalíptica nas cenas do filme Independence Day. No filme de Roland Emmerich (1996), uma data é fixada na memória da plateia: 2 de julho. O longa de ficção norte-americano informa que naquele dia os sistemas de comunicação do mundo inteiro viverão o caos, devido a uma estranha interferência atmosférica causada por imensos meteoros cujo alvo final não é outro senão o de colidir com a Terra.

O resto do filme é ficção barata amparada em dispendioso orçamento, com direito à inserção de seres alienígenas. E, como tudo o que se produz nos Estados Unidos da América, a “patriotada” é logo garantida: no dia 4 de julho – porque não em 3 ou 6 de julho? – surge a única possibilidade salvadora do planeta: para vencer o invasor, a condição essencial é que todas as nações se unam, pois o que está em jogo é nada menos que a existência da raça humana.


Variedades e entretenimento

A crise que, ainda na década de 1990, mostrou elevada intensidade, apenas nos Estados Unidos fechou as portas de mais de 180 jornais e ceifou nada menos que 23 mil empregos. Mas engana-se tremendamente quem, em sua miopia, consegue ver o impacto da internet apenas no meio impresso, no segmento dos jornais e das revistas. Canais de TV que suprem o nicho dos interessados em notícias 24 horas por dia, como a CNN, grande sensação no fim dos anos 1990, e a sua irmã caçula Al Jazeera, enorme aposta do mundo árabe nos anos 2000, também vivem grave crise econômica. E a razão é uma, apenas uma: os canais de informação enfrentam sérias dificuldades ao tentar concorrer com a internet. Não por acaso, no coração do velho continente europeu o mais vistoso e tradicional canal da Espanha simplesmente fechou.

O desenvolvimento das redes sociais e dos blogs representa um avanço impossível de ser freado: há novos atores no processo de comunicação que não podem ser ignorados. Há 20 anos, o fenômeno era a CNN, mas se estivesse escrevendo este texto três anos atrás, possivelmente não mencionaria o Twitter nem o Facebook. A realidade que se nos impõe demonstra, de maneira a não admitir contestação, o fato de que o jornalismo – tal como o conhecemos ainda – perdeu por completo o monopólio da informação. Isso porque, com ou sem chancela do diploma de jornalista por parte do Supremo Tribunal Federal (caso do Brasil), todos podem hoje, sejam cozinheiros, médicos ou estudantes do ensino médio, consultar, acessar e produzir informações. Como também podem criar pautas, cumprir pautas e reunir em torno da pauta escolhida todo o conhecimento necessário ao desenvolvimento do assunto e, tudo isso, demandando esforço equivalente e não superior a uma dúzia de cliques.

Os efeitos da internet na vida ordenada das sociedades são potencializados pela sensação de decrépita decadência que tem enfermado nossos principais veículos de comunicação, que não se curaram do sarampo do monopólio nem da catapora do partidarismo político nunca assumido, mas sempre exercido. É com esse contexto de completa insegurança quanto à lisura, à veracidade e a adequada contextualização da informação que nos defrontamos.

A verdade é que não podemos confiar no que os jornais publicam, muito menos no que as revistas publicam e bem menos no tipo de telejornalismo que campeia nossos canais de TV aberta, situação paralisante em que nunca sabemos discernir muito claramente o que é jornalismo e o que não passa de mero clipe na longa cadeia dos programas de entretenimento e variedades destinados apenas a realçar o que há de mais bizarro na natureza humana e, assim, continuar ostentando bons números de audiência.


Conceitos enevoados

É chegado o momento para atualizar um dos mais conhecidos e reverenciados gritos de protesto político, lançado no Manifesto Comunista em 1844, por Karl Marx e Friedrich Engels: “Trabalhadores do mundo, uni-vos!” E não tardará para que nos acostumemos a ouvir o alargamento da frase para algo como: “Trabalhadores do mundo da informação, uni-vos!”

Porque será necessária uma forte união dos novos protagonistas no campo da informação e da notícia para assegurar que estas circulem de forma livre, verídica e justa. Algo que, a grosso modo, bem poderíamos chamar de “bom jornalismo”, aquele jornalismo que volta aos bancos escolares e busca, novamente, apreender conceitos hoje tão abstratos e enevoados como ética, correção, isenção, imparcialidade e… decência.

Cidadão do Mundo

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Revolução dos Indignados e a Monja



"É preciso que a gente sinta as dores do mundo. (...) A indignação sem violência pode ser uma alavanca para a transformação."


Ela buscou Deus e a Iluminação nas drogas. Foi presa ao entrar na Suécia com LSD, e na cadeia começou a praticar meditação.


Ela era fã de Pink Floyd, casou algumas vezes, viveu em várias partes do planeta, foi jornalista e repórter do Jornal da Tarde.


Hoje ela é monja budista. Transmite paz e serenidade. Mas também atua no mundo.


Num momento de mobilização planetária de indignadas e indignados contra as injustiças, ela nos fala um pouco da necessidade de se indignar e de sentir as dores do mundo. E nos contempla com alguns minutos de Paz.




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domingo, 16 de outubro de 2011

Celebremos a Revolução Mundial



A Cidadania Planetária despertou.


Começa a Nova Era.


Celebremos a Revolução Mundial.






Link do vídeo


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Começou a Revolução Mundial


Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.
                                                                                                               Gandhi


Chegou a hora. O momento é agora.


Um Mundo Novo é Possível.


Indignadas e indignados saem às ruas para exigir Justiça e Democracia Real.


15 de Outubro de 2011.


Começou a Revolução Mundial.


Barcelona, Espanha.



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Berlim, Alemanha.




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Milão, Itália.


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Porto, Portugal.




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Londres, Inglaterra.




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Helsinqui, Finlândia.




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Montreal,  Canadá.




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Indignados de Madrid, Espanha.




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Los Angeles, EUA.




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Santiago, Chile, principal mobilização latino-americana.




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Tessalônica, Grécia.




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Jacarta, Indonésia.


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Melbourne, Austrália.




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Tóquio, Japão.




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Nova York, EUA.




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