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sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Face to Face" com Dilma explode no Facebook


DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO


Foi ontem, entre 9 e 10 h da manhã, diretamente do Palácio do Planalto. A Presidenta Dilma Rousseff, ao vivo, conversou durante uma hora com internautas sobre o Marco Civil da Internet, sancionado por ela no dia anterior.

Um "estouro" a conversa da Presidenta com o Povo Brasileiro: mais de 700.000 pessoas acessaram a página do governo para falar com Dilma ou acompanhar a entrevista. 

Isso é o Terceiro Milênio, o século 21, a Cidadania Planetária, o Mundo Digital.

(E pensar que no tradicional bairro da Penha, cidade de São Paulo, tem uns "jecas" metidos a grande coisa, brucutus da Idade da Pedra Lascada, que querem calar a blogueira e fechar o bloguinho Abra a Boca, Cidadão!, que está incomodando uma certa bandidagem...)







quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dilma, ao vivo, fala sobre o Marco Civil da Internet


DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO



Neste momento (9 h, Brasília), a Presidenta Dilma Rousseff conversa ao vivo, pelo Facebook, com os internautas, respondendo questões sobre o Marco Civil da Internet.

Participe clicando AQUI!







Algumas respostas da Presidenta Dilma:

- Há uma opinião unânime entre especialistas e usuários da internet em todo o mundo que a aprovação do #MarcoCivil pelo Congresso brasileiro foi um avanço histórico. O criador da web, Sir Tim Berners-Lee, considerou o Marco Civil “um presente para a web em seu 25º aniversário”. Isso porque o #MarcoCivil assegura a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo e o respeito aos direitos humanos. Estabelece a governança democrática, multissetorial, multilateral e aberta, exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a participação da sociedade, governos e setor privado. Assegura a universalidade, base do desenvolvimento social e da construção de sociedades inclusivas, não discriminatórias. Estabelece a diversidade cultural sem imposição de crenças, costumes e valores. Assegura a neutralidade da rede, pois garante que um provedor de conexão não pode interferir no conteúdo que o usuário queira acessar, tornando inadmissível restrições por motivos políticos, econômicos, religiosos ou de qualquer outra natureza.

- O #MarcoCivil vai beneficiar muito o consumidor e o usuário. Primeiro, pelo que já dissemos sobre a neutralidade. Segundo, garante a privacidade e a liberdade de expressão. E uma coisa importante: o marco civil tem por objetivo a promoção da universalização da internet, ou seja, o acesso por todos. Para tanto, o governo está desenvolvendo um programa nacional de banda larga para aumentar a capacidade e melhorar a qualidade, como já dissemos antes.


- O armazenamento de dados não afeta a liberdade individual porque é vedado às empresas e aos governos a violação da privacidade de dados, seja no que se refere a pessoas, no que se refere às empresas, e ao governo. Haverá um decreto regulamentando essa lei. Ele será discutido amplamente pela internet e com toda a sociedade para que nós possamos aprimorar cada vez mais esse dispositivo que assegura a privacidade e coibindo eventuais abusos. Fique atento, porque esse processo de discussão será aberto a todos. 

- O artigo 15 diz que o provedor de aplicações fica obrigado com a garantia de sigilo dos dados a armazená-los pelo prazo de 6 meses. Um decreto irá disciplinar essa matéria para garantir que evite abusos, em especial violação de privacidade. O acesso somente poderá se dar por ordem judicial expressa.

- Eu defendo que nós devemos combater a corrupção no país por todos os métodos, inclusive por meio da internet, e o #MarcoCivil, agora aprovado, garante que não há a possibilidade de censura de conteúdo de nenhuma forma. E muito menos no caso de páginas na internet que protestam contra a corrupção. Pelo contrário. Todos aqueles que o fazem terão seu direito à livre expressão e podem contar com a minha parceria. O fortalecimento da participação social por meio da internet se deve ao fato de que ela, a web, garante a participação direta e individual, em tempo real, de todas as pessoas que acessam, fortalecendo, assim, através de consulta popular ou até sugestões, protestos e reivindicações, a participação social nas políticas públicas. 

- O #MarcoCivil nos coloca na vanguarda, na proteção dos direitos dos usuários da internet e na garantia de que o usuário brasileiro tem e terá o direito de acessar, a partir de agora, qualquer conteúdo. É bom lembrar um ponto importante do Marco Civil, que é a aplicação da legislação brasileira. A partir de agora, qualquer dado coletado no Brasil, pouco importando se por empresa brasileira ou estrangeira, está sujeito à legislação brasileira. Com isso se assegura a soberania da legislação sobre os dados coletados e se protege o consumidor nacional. 

- O governo não irá insistir em outra legislação para implantar data centers no país. Consideramos superado esse debate pelo parágrafo 3º do artigo 11, justamente a obrigação para os provedores de conexão e aplicação de cumprir a legislação brasileira, referente à coleta, guarda, armazenamento ou tratamento de dados.

- Sem sombra de dúvida, nosso #MarcoCivil é a legislação mais avançada no mundo. Isso foi reconhecido por todos os líderes que se pronunciaram ontem. Sir Tim Berners-Lee, o CEO da ICANN, Fadi Chehadé, o Vint Cerf, vice-presidente do Google e um dos inventores do protocolo TCP/IP, e a Nnenna Nwakanma, representante da sociedade civil e participante da fundação pelo software aberto África. 

- [sobre a crítica do Marco Civil como "censura"] Podemos atribuir isso ao próprio conservadorismo das pessoas. É o argumento de que seria uma intervenção indevida.

- O #MarcoCivil da internet assegura, como regra, que só se pode retirar conteúdo da rede com ordem judicial, evitando a censura, privada ou governamental. No caso, as únicas exceções no marco civil, no que se refere à exigência de medidas judiciais para retirada de conteúdo, são materiais com cena de nudez ou ato sexual de caráter privado. O intuito é de proteção, em especial de mulheres, com privacidade violada pelos parceiros. 

- O #MarcoCivil vai beneficiar muito o consumidor e o usuário. Primeiro, pelo que já dissemos sobre a neutralidade. Segundo, garante a privacidade e a liberdade de expressão. E uma coisa importante: o marco civil tem por objetivo a promoção da universalização da internet, ou seja, o acesso por todos. Para tanto, o governo está desenvolvendo um programa nacional de banda larga para aumentar a capacidade e melhorar a qualidade, como já dissemos antes.


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Blogueiro Miguel do Rosário alerta Dilma sobre "Apagão na Comunicação"


"Dilma precisa tomar mais cuidado com a turma a seu redor. O que está em jogo não é apenas a eleição dela, Dilma, mas o destino de um projeto político de caráter popular, que vem transformando a vida de milhões de brasileiros. A maioria da população quer continuar este processo de transformação, mas o processo deve ser atualizado à luz das ferramentas que temos hoje. (...)

Lula conseguia inovar através da improvisação, fazendo graça e quebrando protocolos. Dilma poderia, sem perder o estilo dela, oferecer aos brasileiros informações em formato interativo, de maneira arrojada e sedutora."






Ideias para superar o apagão político



Miguel do Rosário 


Leia bem o título dessa matéria publicada agora há pouco (meia noite do dia 22/04), no site do Globo.

Procure na matéria qualquer declaração de Dilma que corresponda, vagamente, ao título. Não há. O máximo que dizem é que “fontes do Planalto rebateram nesta segunda-feira a fala do ex-presidente da Petrobras”.

Fontes? Que fontes? Assim é fácil fazer jornalismo.

Esse é o resultado do silêncio de Dilma. A imprensa começa a inventar “fontes do Planalto”. O que, por sua vez, me remete a um artigo que li há alguns dias no Diário do Centro do Mundo, citando uma das situações da famosa série política House of Cards.

Na segunda temporada, o personagem de Kevin Spacey, o ambicioso e maquiavélico Frank Underwood, finge ser o melhor conselheiro do presidente. Mas só lhe dá conselhos errados, porque seu objetivo é derrubar o presidente. Consegue. Derruba o presidente e assume o lugar dele.

Política tem dessas coisas. Às vezes seus melhores amigos são aqueles que já estão te traindo e preparando a sua cova.

Dilma precisa tomar mais cuidado com a turma a seu redor. O que está em jogo não é apenas a eleição dela, Dilma, mas o destino de um projeto político de caráter popular, que vem transformando a vida de milhões de brasileiros. A maioria da população quer continuar este processo de transformação, mas o processo deve ser atualizado à luz das ferramentas que temos hoje.

Hoje é dia 22 de abril, e a última postagem do blog da Petrobrás é do dia 19. Estão curtindo o feriadão? Que situação ridícula! Que incompetência! A direita não tira férias. Passou os últimos dias aumentando a pressão pela CPI. Agora está tudo em mãos de Rosa Weber, uma juíza inteligente, mas extremamente vulnerável à pressão midiática. Ela é a autora da pérola incrível de fascismo midiático: “não tenho provas contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura assim me permite”.

O governo não aprendeu com o “mensalão”? Vai oferecer o que resta do partido para virar comida no banquete sanguinário da mídia?

Essas mesmas “fontes” do Planalto, tão loquazes com o Globo, não dizem nada sobre o blog da Petrobrás, uma empresa estatal, que é, em última instância, controlada pelo governo federal? Não seriam essas fontes, na verdade, inimigos infiltrados? Se é que elas existem…

Dilma também tem um blog. Ela podia usá-lo para fazer política, não? Ou isso é proibido porque a Globo não acharia “republicano”? Nesta segunda-feira, o blog do Planalto publicou dois posts: um sobre Tiradentes, com platitudes óbvias, quase infantis, sobre o feriado; o outro com uma notícia já velha, sobre a inauguração do Navio Dragão do Mar. Repercussão zero, inclusive entre os seguidores da presidente.

Dois posts chatos, previsíveis, burocráticos!

O blog da presidenta vai ficar nessa toada? Não vai dar uma repaginada, só para mudar um pouco? Não podia ser atualizado 24 horas por dia, com respostas instantâneas a qualquer ataque político ao governo? Tal iniciativa insuflaria um entusiasmo avassalador junto ao eleitorado de Dilma, que apanha como escravo de engenho nas redes sociais, por culpa do silêncio esnobe, quase negligente, do governo.

Esse Café com a Presidenta não poderia ser convertido em vídeo, para os brasileiros verem o rosto e as emoções da presidente enquanto ela fala? Os comunicadores da presidenta não sabem que, desde os anos 50, a ferramenta do audiovisual se tornou muito mais poderosa que o áudio? Nunca ouviram falar do Youtube? Ninguém percebeu que esse Café já ficou frio?


Dilma não vai criar nenhuma ferramenta nova de comunicação? O governo federal não vai fazer um mísero aplicativo para ipad e smartphone, que dê acesso a informação atualizada sobre as ações do Estado brasileiro e quais as perspectivas de nossa economia?

Não vão fazer um aplicativo para a Copa, para o pré-sal, para os dados de economia, para ajudar os brasileiros no exterior?

Não vão fazer nada dinâmico e atualizado em inglês, para que o mundo tenha um contraponto à mídia local sobre como está o Brasil?

Dilma não vai desenvolver nenhuma política de comunicação efetiva para a classe média, para os jovens?

Por que Dilma não faz, sei lá, um hang out semanal com os internautas? Ela não quer ser popular?

Por que os jovens que estudam no exterior não recebem um emailzinho da presidenta parabenizando-os pelas conquistas, e prestando alguma informação relevante?

Eu recebia, até há pouco, emails diários do presidente Obama.

Dilma só aparece em eventos fechados, duros, chatos, onde fala coisas como: “quero agradecer ao governador, à mulher do governador, etc.”…

Ninguém leu a coluna do Delfim Neto, dizendo que a falta de uma comunicação inteligente do governo está fazendo os empresários recuarem em suas decisões de investimento? Ninguém mais sabe direito o que está acontecendo, o que gera ruído negativo entre empresas e poder público.

A comunicação deficiente do governo está travando a economia brasileira!

E comunicação inteligente não é praticar um ufanismo idiota, tipo comunicação que qualquer governo medíocre faz: informar que o desemprego caiu, inaugurar obra, etc. Isso todo mundo sabe, porque está em toda parte. Se o desemprego está baixo, a presidência tem de trazer informações que ajudem o brasileiro a encontrar um trabalho melhor. Tem de trazer dados negativos também, adiantando-se aos urubólogos.

Lula conseguia inovar através da improvisação, fazendo graça e quebrando protocolos. Dilma poderia, sem perder o estilo dela, oferecer aos brasileiros informações em formato interativo, de maneira arrojada e sedutora.

Não adianta exagerar ou contar mentiras. Basta falar a verdade, informando aos brasileiros sobre os problemas que estamos enfrentando, e propondo parcerias entre governo, sociedade civil 
e o cidadão. O brasileiro comum, inclusive aquele que talvez não votou e não votará nela, quer ajudar Dilma a governar! Como usar essa energia se não for através da comunicação?

Dilma poderia se adiantar a Alckmin, por exemplo, e falar do problema da água em São Paulo. Afinal, é um problema que afetará o país inteiro, então ela deveria abordá-lo. Não precisa explorar a situação de maneira vulgar e eleitoreira, mas com transparência. Tipo assim: “paulistas e brasileiras, sou do PT e estou disputando eleições este ano, e qualquer crítica que eu fizer ao problema da água em São Paulo, a oposição e a imprensa me acusarão de estar sendo partidária e eleitoreira. Não é isso. Quero ajudar o governo de São Paulo, mesmo comandado por um partido adversário, a resolver esse problema. Vamos economizar água. No Brasil inteiro, para dar exemplo aos paulistas. Para sermos solidários aos paulistas! Vamos levar água de outros estados para São Paulo. Vamos ajudar São Paulo! Agora vou apresentar uma cartilha de como economizar água. O conselho vale para todos os outros estados, afinal economizar água é bom para todo mundo, porque água é um bem valioso que precisamos preservar.”

Pronto! Seria ações solidárias, generosas e não oportunistas, e isso seria levado em conta pelo eleitor.

O que Dilma está esperando para agir na questão da água em São Paulo? O paulista também é brasileiro e tem de ser protegido da incompetência e insensibilidade do governo tucano.

*

Depois de anos longe do twitter, Dilma voltou a ele, há alguns meses, fazendo palhaçadas com a Dilma Bolada, cujo autor, Jefferson Monteiro, diga-se de passagem, reúne mais talento do que todos os assessores de comunicação da presidência juntos. Conheci-o outro dia numa festa de uma produtora de cinema, na Lapa, e constatei ser também um rapaz dotado de fina intuição política.

Só que agora Dilma podia deixar de lado as palhaçadas, e jogar sério? Que tal?

Que tal chamar Gabrielli, Graça Foster, senadores do PT, e criar um comitê para lidar com o que, a partir de agora, será uma eterna “crise política”, criada e inflada pela imprensa para subsidiar a oposição?

Ou vão ficar nessa de esperarem as coisas acontecerem, fazendo orações para que a crise esfrie e a imprensa mude de assunto?

A imprensa não vai mudar de assunto. A imprensa brasileira é um partido político de direita e exerce o seu papel de oposição. Não adianta mais ficar resmungando contra a mídia.

O apagão político e comunicativo do governo está fazendo o barco afundar. Isso não pode acontecer. Não podemos deixar a direita voltar ao poder.

Tenho conversado com muita gente nas últimas semanas, e escutado sempre a mesma frase de todos que torcem pela vitória de Dilma: se o governo não tomar atitude, não for mais assertivo, inovador e comunicativo, ela vai perder as eleições.

Os marketeiros não repararam que os brasileiros querem mudança, mas com Dilma? Não vão mudar?

Se querem mudança, Dilma deve mudar. E o ponto que hoje parece mais atrasado é a comunicação, que não é nenhuma “frescura”. É onde se dá o embate político, onde as decisões de investimento bebem sua vontade de potência, onde nascem os sonhos de futuro, onde resgatamos as memórias do passado.

*

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Destaques do ABC!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Jandira Feghali denuncia ameaças à Polícia Federal


50 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL


Fomos autores de projetos, por exemplo, que revisa a Lei da Anistia, garantindo a prisão de criminosos do Regime Militar, assim como o pedido de tornar ilegítimos os mandatos dos presidentes militares. Esse grupo reacionário se sentiu extremamente incomodado e passou a apelar desta forma. Contudo, eles precisarão responder na Justiça quando tiverem suas identidades reveladas. (...)

É a direita reacionária que me ameaça, grupos organizados de direita. Se a pessoa é fã da ditadura, que fique com a opinião dela. Mas, além das ameaças, outro dia, cheguei em casa e os vizinhos vieram me dizer que tinham visto um motoqueiro no local, tirando fotos da minha casa. Opinião é opinião, mas ameaça é grave. Ameaças pelas redes sociais e por e-mail.


                                                Jandira Feghali, deputada federal (PCdoB-RJ)





Jandira Feghali diz ter recebido ameaças pela internet após aniversário do golpe militar

Deputada pediu à PF investigação, e caso será analisado na seção de crimes cibernéticos

Ela acha que mensagens foram enviadas por causa de sua atividade parlamentar


WASHINGTON LUIZ


Deputada Jandira Feghali - Michel Filho / O Globo

BRASÍLIA - A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) protocolou três requerimentos de investigação na Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira contra perfis anônimos que estariam enviando mensagens de ameaças a parlamentares de esquerda pela internet. Apenas Jandira, que é líder do PCdoB na Câmara, afirma ter recebido 20 e-mails de um grupo conservador que se organiza pelas redes sociais. O processo será analisado na seção de crimes cibernéticos da PF.

De acordo com a deputada, as ameaças se tornaram mais frequentes depois dos 50 anos do golpe militar. Ela acredita que os responsáveis pelas mensagens ficaram incomodados com os projetos de lei que ela apresentou na Câmara nos últimos dias:

- Fomos autores de projetos, por exemplo, que revisa a Lei da Anistia, garantindo a prisão de criminosos do Regime Militar, assim como o pedido de tornar ilegítimos os mandatos dos presidentes militares. Esse grupo reacionário se sentiu extremamente incomodado e passou a apelar desta forma. Contudo, eles precisarão responder na Justiça quando tiverem suas identidades reveladas - contou.

Jandira disse também que há suspeita até mesmo de que uma pessoa esteve, nas redondezas de onde ela mora, fotografando sua casa no Rio:

- É a direita reacionária que me ameaça, grupos organizados de direita. Se a pessoa é fã da ditadura, que fique com a opinião dela. Mas, além das ameaças, outro dia, cheguei em casa e os vizinhos vieram me dizer que tinham visto um motoqueiro no local, tirando fotos da minha casa. Opinião é opinião, mas ameaça é grave. Ameaças pelas redes sociais e por e-mail.

Em plenário, Jandira relatou aos colegas o que está acontecendo e a decisão de procurar a polícia e recebeu a solidariedade dos deputados presentes. A deputada enviou a cópia dos requerimentos para a Mesa Diretora da Câmara e para o Ministério da Justiça para que os órgãos acompanhem o caso.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lucélia Santos, a "Escrava Isaura": cultura e civilidade


TRISTES TRÓPICOS



Em Londres e outras tantas cidades do Primeiro Mundo, encontrar artistas, políticos, pessoas de elevado nível sócio-econômico no transporte público é muitíssimo comum. Exemplo de civilidade.

No Brasil, qualquer "jeca", deslumbrado com sua suposta "ascensão social", muitas vezes usa carro para alimentar seus "delírios de grandeza" e exibir pretensa superioridade sobre os demais.

Reles e dolorosa ignorância.



Lucélia Santos: cultura e civilidade


A foto de Lucélia Santos no ônibus e a ojeriza patética ao transporte público no Brasil


Kiko Nogueira*


Lucélia Santos no bumba

“O Brasil é o único país que conheço em que andar de ônibus é politicamente incorreto! Vai entender…”. 


Lucélia Santos merecia uma estátua. A atriz foi fotografada num coletivo no Rio de Janeiro. O fã postou a foto numa rede social. Ela começou a circular loucamente, junto com especulações acerca da carreira da atriz.

Lucélia estaria pobre, desempregada, passando fome, drogada, bebendo demais, morando de favor, enfim, numa draga — só isso explica uma pessoa famosa, ou ex-famosa, pegar um ônibus, que é claramente coisa de pobre.


Ela respondeu à falsa polêmica com uma série de frases em sua conta no Twitter:


. “Isso porque os ônibus aqui e transportes coletivos, de um modo geral, são precários e ordinários, o que mostra total desrespeito à população!


. “Em qualquer país civilizado, educado e organizado, é o contrário. As pessoas dão prioridade a transportes coletivos para proteger o meio ambiente”.

. “Os governos deveriam investir em transportes decentes para a população, com conforto e dignidade, e depois pretender fazer discursos”.

. “A imprensa deveria usar sua inteligência para divulgar campanhas para os transportes públicos coletivos de primeira grandeza”.

. “Terminando: o Brasil deveria ler mais, se instruir mais, desejar mais e sair da burrice de consumo idiota e descartável que lhe dá carros!”


Não disse uma bobagem. Uma. A reação à imagem de Lucélia veio, principalmente, dos milhares de jecas que se locupletam no transporte público quando viajam para o exterior e, de volta ao Brasil, não compram cigarro na padaria sem pegar o carro.


É um vício. Semana passada, num programa da rádio Bandeirantes, de manhã, a dupla de apresentadores comentava sobre algum assunto quando a jornalista fez um aparte. Obsequiosa, como se estivesse pedindo desculpas por um crime, ela contou que pegou um metrô, em São Paulo, e foi ótimo. Soava como uma confissão seguida de um arrependimento. Ora, o metrô de São Paulo, apesar da extensão de rede exígua, é bom. Limpo, rápido, eficiente. Os ônibus funcionam razoavelmente bem.

Por que a surpresa com Lucélia? Porque o transporte público está relegado a um papel secundário e é estigmatizado. A primeira providência que uma pessoa que deixou de ser pé-rapado toma é comprar um carro e cuspir em quem anda de buzum. Quem já pegou metrô em Nova York, Londres, Paris etc. deve ter visto atores, atrizes, políticos no vagão.

Os premiês britânicos Tony Blair e David Cameron foram fotografados inúmeras vezes sentados, numa boa, lendo seu jornal. O ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, também. Lembrando que Bloomberg é milionário.


Você vai falar que é demagogia. Provavelmente eles preferissem, mesmo, se locomover num Jaguar com motorista de luvas pretas. Mas e daí? Estão dando um exemplo, um recado fundamental, para a população. No Brasil, qual foi o último prefeito de cidade grande que utilizou transporte público para ir ao trabalho? E governador? Nenhum. O sujeito se elege e, junto com o pacote de benesses, vem a vantagem de nunca mais ter de olhar na cara de um cobrador pelo resto da vida.

[Aqui, um reparo da editoria do ABC!: Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, que mora na Vila Mariana, meses atrás, passou a ir trabalhar de ônibus, no prédio da Prefeitura, Viaduto do Chá, centro da cidade. Mas com o estouro da "Máfia dos Fiscais" pela Controladoria Geral do Município, o prefeito passou a sofrer ameaças de morte e teve que abandonar o uso de transporte público, ainda por cima reforçando sua segurança...]

Lucélia Santos deu uma amostra de civilidade. Escrava Isaura para presidente!



Bergoglio, papa Francisco, quando cardeal, 
no metrô de Buenos Aires 


David Bowie no metrô japonês 

Sergey Brin, um dos fundadores do Google 

David Cameron, Primeiro Ministro britânico 

* Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas. 

Mais fotos na matéria completa, no Diário do Centro do Mundo.


Destaques
do ABC! 


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Facebook, inveja e frustração


Internet
Os brucutus da timeline
Democráticas e inclusivas em sua visão idílica, as redes sociais formam um Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, alertam pesquisas
Eduardo Graça


Flickr / Niall Kennedy

As redes sociais têm alimentado o conservadorismo dos internautas
A piada pronta é irresistível. Se aparecesse na timeline do Facebook, seria impossível dar um like para a pesquisa publicada pela Public Library of Science na segunda quinzena de agosto, conduzida pelo Laboratório de Estudos da Emoção e do Autocontrole da Escola de Psicologia da Universidade de Michigan. O estudo, comandado pelo professor do Instituto de Pesquisas Sociais da U-M Ethan Kross, em parceria com Phillipe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, concluiu que, quanto mais se usa o Facebook, mais infeliz e solitário o sujeito é.

Inovadora por ser a primeira a acompanhar a rotina de dezenas de usuários da rede social por um período determinado, a análise empírica, centrada em jovens com menos de 30 anos, possibilita entender um pouco melhor os contornos do Homo digitalis anunciado na década de 90 pelo americano Nicholas Negroponte, um dos criadores do celebrado Media Lab do Massachusetts Institute of Technology. Outras pesquisas divulgadas neste ano revelam um aparente paradoxo: ao mesmo tempo que redes sociais, notadamente o Facebook e o Twitter, são apresentadas como importantes ferramentas para o ativismo social e político, estudiosos apontam para o incremento da sensação de solidão e um aumento de polarização ideológica, com a tendência de os usuários dialogarem com indivíduos de posição política e comportamental similares às suas, e criticam a ideia de que essas plataformas, por sua natureza, exporiam os usuários a uma quantidade anteriormente inimaginável de pontos de vista.

“A contradição existe, mas não me surpreende. A amizade é algo que vai além da comunicação, é a sensação de comunhão com o outro. Esse sentimento pode dar-se pela troca de ideias, ou mesmo de imagens, como no Instagram. Mas é mais intensamente realizado pela proximidade humana. Frequentemente, os momentos em que nos sentimos mais próximos de outro ser humano são aqueles em que estamos fisicamente juntos, mas não dizemos nada”, filosofa o sociólogo Stephen Duncombe, especialista em novas mídias do Departamento de Mídia, Cultura e Comunicação Social da Universidade de Nova York.

A investigação sobre o perfil do usuário das redes sociais não é uma novidade em si. Artigos que conectam o Facebook ao aumento de ciúme nas relações amorosas, à tensão social em nível individual (bullying, preconceito), à tendência ao isolamento e ao aumento de depressão são recorrentes, com base científica ou mesmo a partir de exemplos cotidianos, como a quantificação da manifestação de ódio por nordestinos após o resultado das eleições presidenciais brasileiras em 2010 ou o infográfico elaborado por um grupo de advogados especializado em divórcios nos EUA para demonstrar como a traição digital pode ser um problema real na hora da separação. A diferença fundamental no estudo da U-M é a de se propor a ir além do mero registro de tendências ou da captura de um momento específico.

A equipe de Kross recrutou 82 jovens para o experimento. Curiosamente, quem topasse responder aos questionários elaborados pelos especialistas concorria à rifa de um tablet, o iPad. As perguntas eram enviadas diariamente cinco vezes, das 10 da manhã à meia-noite, por 14 dias, de forma ininterrupta, via mensagens de texto por celular. Os participantes também receberam uma pequena gratificação, 20 dólares cada. A periodicidade da consulta é um dos fundamentos do estudo. “Com isso fomos capazes de mostrar como o ânimo dos usuários mudava de acordo com o uso que cada um fazia do Facebook”, explica Kross.

Independentemente da quantidade de amigos, indicam os resultados finais, das condições psicológicas destes e da motivação para o uso da rede social, a cada passagem pelo Facebook aumentavam a preocupação e a sensação de isolamento e infelicidade dos jovens. “Em princípio, o Facebook parece oferecer recursos inestimáveis para satisfazer a necessidade humana de conexão social. Em vez de incrementar a sensação de bem-estar, nossa pesquisa sugere, no entanto, que o Facebook diminui a percepção de felicidade do usuário”, escreve o acadêmico na apresentação da pesquisa.

Os 82 jovens de Ann Arbor, no Michigan, centro universitário do Meio-Oeste americano com cerca de 345 mil habitantes, foram instados a dar uma nota para a satisfação obtida consigo mesmo antes do início da pesquisa e no derradeiro dia de estudo. A exposição ao Facebook apareceu diretamente ligada à sensação de infelicidade: quem passava mais tempo no site, mais infeliz havia ficado duas semanas depois da largada da pesquisa. Por outro lado, quanto maior o contato social direto, com amigos de carne e osso, sem mediação digital, maior a sensação de felicidade.

Se comparado ao universo do Facebook – mais de 1 bilhão de indivíduos no planeta possuem uma conta do serviço – o estudo da U-M é estatisticamente limitado. E os pesquisadores não buscaram respostas para os motivos de resultados diferenciados entre a socialização virtual e a presencial. Em entrevista à Fast Company, o cientista levanta a possibilidade de o Facebook ativar um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior. Essa é uma das possíveis explicações. Mas outro fator pode ser a falta de interação direta com os outros.”

Outra pesquisa apresentada em fevereiro pelos cientistas sociais alemães das universidades de Humboldt e Darmstadt aventurou-se por esse campo ao entrevistar 584 usuários da principal rede social da internet. Foi positiva a resposta à pergunta proposta no título do estudo: “Inveja no Facebook: uma Ameaça Escondida à Felicidade dos Usuários?” A inveja, dizem os alemães, foi a emoção mais comum entre os voluntários (jovens com menos de 30 anos), despertada justamente pela comparação entre as vidas dos usuários e aquelas dos amigos cuja existência idealizada aparentava estar à beira da perfeição.

Os professores Peter Bauxmann e Hanna Krasnova criaram a imagem de uma “espiral da inveja”, especialmente dolorosa para os “usuários passivos”, que postam menos e experimentam a rede como testemunhas das conquistas sociais dos outros, tal qual estes as editam nas redes sociais. “Os usuários percebem o Facebook como um ambiente estressante, o que poderá, no longo prazo, ameaçar a sustentabilidade da plataforma”, anotam os pesquisadores.

O Facebook vai muito bem, obrigado. Na mesma semana em que a pesquisa da U-M recebia os holofotes da mídia, Mark Zuckerberg & cia. anunciavam que pouco mais de 40% dos norte-americanos, ou 128 milhões de indivíduos, se conectavam ao site diariamente. Segundo estimativa do banco Morgan Stanley, o mercado de vídeos de propaganda vai garantir cerca de 1 bilhão de dólares em 2014 e 6,5 bilhões em 2020. Em janeiro, a empresa anunciou ter alcançado a marca de 1,06 bilhão de usuários. O Brasil aparece entre as cinco nações com o maior número de conectados, ao lado de EUA, Índia, Indonésia e México.

A imagem de um brucutu na frente do computador, do Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, antítese da ideia de que as redes sociais seriam plataformas intrinsecamente democráticas e inclusivas, é obviamente repudiada pelos criadores do Facebook. Retratado no filme A Rede Social, de David Fincher, vencedor de três prêmios Oscar em 2011, como um autista social, Zuckerberg anunciou, juntamente com os números acima citados, a criação da internet.org, um consórcio do site com o browser Opera, a empresa especializada em tecnologia wireless Mediatek e os fabricantes de smartphones Nokia, Samsung e Ericsson para estimular a conexão digital de indivíduos de baixa renda. O objetivo, dizem os envolvidos, é combater o fosso digital e a desigualdade social. Zuckerberg defende a ideia de que o direito à conexão, para o Homo digitalis, se equipara aos direitos humanos essenciais como a liberdade de expressão e alimentação.

Os muitos artigos sobre a importância das mídias sociais para o apoio social aos movimentos políticos, como a Primavera Árabe e o Ocupem Wall Street, também levaram pesquisadores a investigar recentemente, e de forma mais detalhada, o uso, no longo prazo, dessas plataformas na obtenção de informação e debate de ideias. Dois cientistas especializados em computação social do Instituto de Pesquisa e Informática do Catar, Ingmar Weber e Venkata Garimella, investigaram, com o apoio de um analista do canal de tevê Al-Jazira, o papel das redes sociais no acirramento das posições políticas no Egito. Baseados em uma amostra de 17 milhões de tuítes publicados por 7 mil egípcios de janeiro a junho deste ano, os pesquisadores separaram as mensagens em duas categorias, secularistas e islamitas. E investigaram a evolução das hashstags, o #, um dos principais símbolos do Twitter, usadas na classificação de tópicos: se elas apontariam para uma ênfase na multiplicação de guetos ou, ao contrário, se permitiriam maior troca de ideias, ainda que aparentemente alienígenas para um grupo ou outro.

Na conclusão, os pesquisadores criaram o termo “barômetro da tensão”, em que hashstags como Morsi (em referência ao presidente deposto Mohamed Morsi) ao mesmo tempo incrementavam a polarização na rede e eram coincidentes com um aumento de violência no mundo real. Ainda assim, Weber e Garimella não chegaram a nenhuma conclusão sobre “causa-efeito” e não chegaram à conclusão sobre se as redes sociais transportariam o estresse e a insatisfação pessoal para o universo político.

Doutora pela UFRJ, professora de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e estudiosa dos dilemas éticos nas novas mídias, Sylvia Moretzsohn considera ser esta uma tarefa dificílima. “É possível que Weber e Garimella estejam no caminho certo, o de se verificarem a repercussão e a realimentação de tuítes na relação mundo virtual/mundo presencial, mas a tendência das redes sociais sempre foi a guetização, oposta à disseminação de ideias conflitantes que permitiriam a ampliação da capacidade de conhecimento e de crítica dos usuários. Veem-se, em geral, a cristalização de opiniões, a rejeição ao contraditório e a reprodução de certos clichês ideológicos que apaziguam a consciência daqueles que têm convicções e não estão abertos ao debate. Mas esse é também o comportamento normal do senso comum, e não é surpresa que ele se reproduza nas mídias sociais.”

Kika Serra, também da UFRJ, é mais otimista. “Entre os extremos de comportamento, entre islamitas e secularistas, entre a tolerância e a intolerância, existe um mar de indivíduos que não têm o hábito de formular opinião sobre nada. Elas buscam nas redes sociais interpretações de mundo. O filtro é mais permeável, justamente por não terem perfil político definido.”

Para Moretzsohn, as pesquisas mais recentes não devem ser analisadas a partir da premissa de que novidades tecnológicas têm a capacidade de transformar profundamente as relações sociais. “É o equívoco de se maximizar a importância da tecnologia em nossas vidas e atribuir a ela as benesses e mazelas do mundo contemporâneo.”

No estudo dos meios de comunicação de massa, diz Ducombe, da NYU, cada nova mídia tende a ser apontada como a origem dos males ou a solução dos problemas intrínsecos de uma sociedade brutalizada. “As sociedades tendem a se apropriar das tecnologias e usá-las de modo utilitário, reflexo de suas próprias necessidades. O livro foi tanto uma resposta quanto um alavancador do nascente individualismo. Os filmes são uma consequência e retrato direto da sociedade de massas. Seria mesmo um acidente o Facebook e afins, com sua ênfase em uma rede de ‘amigos’, termo largamente reduzido ao histórico da carreira profissional e às preferências de consumo, se tornarem a escolha preferencial de comunicação da sociedade neoliberal globalizada? Simples assim: temos o tipo de comunicação que merecemos.”

sábado, 28 de setembro de 2013

Twitter: Dilma comemora renda de ricos e pobres


PRESIDENTA TUITEIRA






NO TWITTER, DILMA CELEBRA RENDA MAIOR DE POBRES E RICOS


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A presidente voltou ao microblog neste sábado para comentar os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios, do IBGE; entre 2011 e 2012, a renda dos 10% mais ricos no Brasil aumentou 8,4%; a dos 10% mais pobres cresceu 11,4%


Leia mais no Brasil 247.


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Dilma volta ao Twitter


PRESIDENTA CONECTADA


A Presidenta Dilma Rousseff retornou hoje à sua conta no microblog Twitter, para se aproximar ainda mais dos cidadãos brasileiros.


A Presidenta também lançou hoje o novo Portal Brasil, totalmente reformulado e robustecido, e a fan-page do governo no Facebook.

O ABC! já comemorou a volta de Dilma às redes sociais, tuitando uma mensagem à Presidenta.

Siga a Presidenta no Twitter !

@dilmabr


Acesse o Portal Brasil: www.brasil.gov.br


Dilma diz no Twitter que a "The Economist" está desinformada


"O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego", afirmou a presidente

Elizabeth Lopes e Lisandra Paraguassu, da Agência Estado

SÃO PAULO - Depois de quase três anos desativada, a presidente Dilma Rousseff voltou a postar nesta sexta-feira (27) em sua conta oficial na rede de microblog Twitter (@dilmabr). E aproveitou a rede social para responder à reportagem da revista inglesa The Economist, que em reportagem de capa desta semana alega que o País perdeu o rumo e questiona a capacidade de Dilma em recuperar a economia brasileira: "Eles (The Economist) estão desinformados. O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego." E continuou, na defesa de sua administração: "Somos a 3ª economia que mais cresceu no mundo no 2º trimestre. Quem aposta contra o Brasil, sempre perde."


Roberto Stuckert/Divulgação

Dilma defendeu a sua administração

A presidente também falou sobre o Mais Médicos: "Respeito muito os médicos brasileiros, mas traremos médicos de onde pudermos. Importante é atender melhor a população. Isso é o + médicos."

A presidente reativou sua conta, abandonada desde dezembro de 2010, em uma conversa pelo microblog com Jeferson Monteiro, o criador do perfil Dilma Bolada, um dos fakes mais famosos da internet. Em seu primeiro Twitter, desde o final da sua campanha eleitoral, Dilma começou com o humor de seu clone: "Bom dia linda maravilhosa, sempre acompanhei vc. Mas não me dê bom dia. Mas me dê bons resultados."

Neste momento, a presidente e Monteiro tuitam lado a lado no gabinete da Presidência, os dois de camisa vermelha, como mostra uma foto publicada no Instagram do Palácio do Planalto, em uma jogada para apresentar o Portal Brasil, o sistema de perfis do governo nas redes sociais que será lançado hoje à tarde. "Gente, o novo @portalbrasil vai ser a porta de acesso ao governo do cidadão nas redes sociais", tuitou.

A presidente ainda confirmou que fez um passeio de moto pela capital federal. "Sim & me diverti pra valer. Será que vc tem carteira pra dirigir moto? Se tiver, da próxima vez, podemos atuar no 8º Velozes e Furiosas", brincou. A conta de Dilma tem mais de 1,9 milhão de seguidores. Ela informou também que a Presidência terá um perfil oficial no Facebook.


Estadão Online

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O escândalo da mídia e a "revolução" possível


Entrevista com Noam Chomsky







Linguista, filósofo e ativista político fala da velha e da nova mídia, das redes sociais e das alternativas possíveis para a democratização dos meios de comunicação



"A situação dos media na América Latina é praticamente um escândalo. Estão enormemente centralizados, sob controle privado, são muito reacionários e muito danosos para os países. Dão uma imagem muito distorcida do mundo." 

"Tem muitas críticas sobre os media que são justificadas, mas há muito pouco trabalho em tratar de criar alternativas. E pode ser feito, como sucedeu com Democracy Now, que funciona. Mas se os grupos de esquerda utilizassem estas possibilidades que estão ao seu alcance poderiam fazer mais. Há muito para fazer."

"Estive uma vez no Brasil, antes de Lula ser eleito presidente, e uma tarde ele levou-me aos subúrbios do Rio, onde vi algo muito interessante dos media populares que não sei se ainda funcionam. O que acontecia era que um grupo de profissionais dos media do Rio ia a uma praça no meio de uma cidade às nove da noite, prime-time [horário nobre], e punha um caminhão com um ecrã [telão]. Aí passavam programas que eram apenas para as pessoas que estavam sentadas na praça ou nos bares ao redor. Os conteúdos tinham sido escritos por pessoas da zona, apresentados por eles e eram interessantes. Não podia entender tudo o que diziam, mas dei-me conta de que alguns eram comédia, outros eram mais sérios e falavam sobre a crise da dívida ou sobre o HIV, por exemplo. Depois dos programas, uma das atrizes ia com o microfone e uma câmera pedir um comentário às pessoas que tinham assistido. Essas opiniões eram passadas no ecrã gigante e outras pessoas vinham juntar-se. Gerava interação comunitária e essas pessoas não viam a televisão prime-time, e em vez disso preferiam estes programas. Tudo era feito pela comunidade, salvo o equipamento, que vinha da cidade. Coisas como essas podem ser feitas."


Chomsky e as alternativas midiáticas



Nesta entrevista a Tiempo Argentino, Chomsky reflete sobre o problema da concentração da mídia na América Latina, sobre os movimentos (Occupy e outros) que vêm dando sinais de potencial mudança na sociedade dos EUA, sobre a importância relativa das “redes sociais”.

Até que ponto terá o desenvolvimento dos países da América Latina a ver com os Estados Unidos terem estado concentrados noutros temas?

– Quanto menor atenção prestem os EUA ao continente, melhor para este último. Mas não deve dar-se por assente que seja isso que tem ocorrido. De fato, creio que têm estado a prestar bastante atenção. Quando alguma coisa sucede na América Latina, os EUA estão lá. Nos anos 80 estiveram muito ativos na América Central. Nos primeiros anos das ditaduras sul-americanas, os EUA apoiavam todas. Na Argentina, por exemplo. Nos anos 90, a América Latina estava bastante sob controle com a estrutura dos programas de ajustamento, pelo que os EUA não tiveram que se empenhar muito. Mas na última década os EUA têm sido afastados e têm tratado com muito afinco de reconstruir a sua posição. Creio, definitivamente, que tratam de aplicar mais ou menos a mesma política que antes, mas têm menos capacidade para a implementar.

Vários dos governos da América Latina que têm assumido uma posição mais dura na sua relação com os Estados Unidos também se têm defrontado com as corporações midiáticas e têm promovido novas medidas para regular o poder da mídia. Como analisa isso?

– A situação dos media na América Latina é praticamente um escândalo. Estão enormemente centralizados, sob controle privado, são muito reacionários e muito danosos para os países. Dão uma imagem muito distorcida do mundo. Entretanto, não creio que a resposta correta seja que os governos os constranjam, mas sim que ajudem o surgimento de alternativas comunitárias. Em certo ponto isso começou a fazer-se na Venezuela. Por outro lado, quando ocorreu ali o caso do canal RCTV, que não foi encerrado mas sim remetido para a difusão por cabo, escrevi que estava de acordo com os protestos ocidentais e também com o fato de que algo semelhante não podia suceder nos EUA. Mas acrescentei algo que tornou impublicável aqui a minha opinião. Não poderia suceder neste país por uma boa razão: se algo semelhante acontecesse cá, se a CBS, por exemplo, apoiasse um golpe de Estado contra o governo e passados alguns dias esse golpe tivesse sido derrotado, não haveria nenhum julgamento dos diretores e a cadeia não continuaria a transmitir. Simplesmente, os donos e os diretores dessa estação seriam assassinados sem julgamento prévio por um esquadrão especial.

Crê que o confronto aberto entre os governos e os media concentrados ajuda a conscientizar as pessoas acerca dos interesses que estão por detrás da mídia?

– Na maior parte dos países, os governos apoiam os media concentrados. E nos casos em que não é assim, creio que a melhor forma de responder não é pressionando mas desenvolvendo alternativas, que é algo que o governo pode fazer. Alguma coisa de semelhante está querendo desenvolver-se aqui, em pequena escala. Por exemplo, quando o sistema de cabo apareceu nos EUA no início dos anos 70, o Congresso aprovou uma lei que impedia as companhias de cabo de deter monopólios em algumas áreas particulares. Por exemplo na zona onde estamos, Cambridge. Qualquer rede de cabo que quisesse operar aqui devia incluir um sinal comunitário. É uma grande falha da esquerda nos EUA que esta oportunidade não seja aproveitada. Há aqui uma estação da comunidade e se lá fores terás a surpresa de verificar que o equipamento é bastante bom. Não é a CBS, mas é melhor que outros que são propriedade de movimentos políticos. E muitas vezes são dirigidos por lunáticos porque a esquerda não os usa. Chegam a muita gente e poderiam ser usados como uma base alternativa de media.

O que é que falta aos grupos de esquerda para tirar partido dessa possibilidade?

– Isso é o que eu venho discutindo há 40 anos. Tem muitas críticas sobre os media que são justificadas, mas há muito pouco trabalho em tratar de criar alternativas. E pode ser feito, como sucedeu com Democracy Now, que funciona. Mas se os grupos de esquerda utilizassem estas possibilidades que estão ao seu alcance poderiam fazer mais. Há muito para fazer.

E não seria importante apenas o conteúdo, mas também a forma como se concretiza…

– Estive uma vez no Brasil, antes de Lula ser eleito presidente, e uma tarde ele levou-me aos subúrbios do Rio, onde vi algo muito interessante dos media populares que não sei se ainda funciona. O que acontecia era que um grupo de profissionais dos media do Rio ia a uma praça no meio de uma cidade às nove da noite, prime-time [horário nobre], e punha um caminhão com um ecrã [telão]. Aí passavam programas que eram apenas para as pessoas que estavam sentadas na praça ou nos bares ao redor. Os conteúdos tinham sido escritos por pessoas da zona, apresentados por eles e eram interessantes. Não podia entender tudo o que diziam, mas dei-me conta de que alguns eram comédia, outros eram mais sérios e falavam sobre a crise da dívida ou sobre o HIV, por exemplo. Depois dos programas, uma das atrizes ia com o microfone e uma câmera pedir um comentário às pessoas que tinham assistido. Essas opiniões eram passadas no ecrã gigante e outras pessoas vinham juntar-se. Gerava interação comunitária e essas pessoas não viam a televisão prime-time, e em vez disso preferiam estes programas. Tudo era feito pela comunidade, salvo o equipamento, que vinha da cidade. Coisas como essas podem ser feitas.

Processos políticos como a Primavera Árabe, o movimento Occupy ou o dos indignados comoveram sociedades com as suas posições. Crê que estes grupos têm potencial revolucionário?

– Creio que são importantes, mas há muitas outras coisas também revolucionárias que estão a suceder. Por exemplo, os desenvolvimentos comunitários e o trabalho em empresas. Alguma coisa dessa iniciativa, de fato, veio da Argentina pós-colapso. Gar Alperovitz trabalha sobre isso e informa sobre lugares como Cleveland, onde há uma rede de empresas cujos proprietários são os seus próprios trabalhadores. Cooperativas que começam a estabelecer ligações a nível internacional com outras empresas em Espanha. Hoje isso existe em vários lugares do país e é revolucionário. Não sei se alcançará uma escala capaz de mudar a sociedade, mas é uma das coisas mais importantes que estão a acontecer.

Uma jovem espanhola que participou do movimento de indignados em Espanha dizia que admirava a experiência de Occupy Wall Street porque no seu país reclamavam direitos que tinham perdido e nos EUA por direitos que nunca tiveram…

– É que aqui luta-se pelos direitos de outras pessoas. Nenhum dos que está no movimento Occupy e passa o tempo no parque Zuccoti é pobre. Todos têm, pelo menos, um prato de comida na mesa e não vêm dos bairros mais desprovidos. Essa gente não tem tempo para estas coisas. No entanto, creio que estão a conseguir chamar a atenção dos media em muitos aspectos. Os elementos que Occupy trouxe colocaram-se no centro da agenda nacional. Antes falava-se muito pouco da desigualdade, da fraude bancária, da compra das eleições. Estas coisas agora estão a ser discutidas. De fato, o slogan de “somos os 99% vs. o 1%” pode ler-se na imprensa de negócios e todos falam dele. Para além disso, estão a fazer coisas. Por exemplo, com o furacão Sandy de há um par de semanas, os primeiros a sair para ajudar foram os jovens de Occupy. Também estão a ajudar as pessoas que estão a ser desalojadas das suas casas pelos bancos: apoiam-nos para resistir ao desalojamento ou vão ao tribunal protestar. Por isso, pode transformar-se em algo muito construtivo. De fato, creio que o mais importante que fizeram, que a maioria da imprensa não reconhece e de que ninguém fala, é que romperam a atomização da sociedade. Esta é uma sociedade em que as pessoas estão sós. É quase sociopático. As pessoas não se juntam para falar, ficam presos na televisão, no consumo de bens. Mas Occupy reuniu pessoas, pô-las a fazer algo de forma cooperativa. Abriu um espaço de discussão, interação. As pessoas estão a aprender a fazer coisas juntas e isso é muito importante, em especial numa sociedade como esta. Se durar, pode ser importante para inspirar mais grupos.

Pensa que deste movimento pode decorrer uma mudança mais profunda na sociedade?

– É um elemento entre outros. Há muitas coisas a acontecer no país. Este foi uma espécie de faísca e isso é visível. Foi visível no fato de que no dia seguinte a Zuccoti havia movimentos Occupy em todo o país e, na realidade, em outras partes do mundo. E passou apenas um ano, não pode dizer-se mais, mas foi muito bem sucedido. E se puderem associar-se a outros movimentos, como o das empresas recuperadas, pode ser muito interessante.

Um olhar sobre as redes sociais

O gabinete de trabalho de Noam Chomsky está repleto de livros. Entre duas estantes em forma da letra L que ocupam dois dos lados do compartimento, há apenas um espaço livre para alguns porta-retratos familiares. Não surpreende que Chomsky admita não ver muita televisão e que se informa a partir de “toneladas de leitura”. “Leio a imprensa nacional, a imprensa de negócios, a internacional. Um sem-fim de periódicos com um amplo espectro de perspectivas, inclusive conservadoras”, descreve. O cronista confessa então que antes deste encontro reviu os seus dados biográficos na Wikipedia.

“Eu uso a Wikipedia para algumas coisas. Se queres saber sobre matemática ou história medieval, está bem. Mas se se trata de algum tema contemporâneo e controverso, então há que ser muito cauteloso.”

E as redes sociais?

- Não tenho uma opinião porque estou fora de moda. Dizem-me que tenho uma conta de Facebook, mas não fui eu que a abri.

Atribuem-lhes um papel importante na Primavera Árabe.

– Aqui também têm um papel importante. Qualquer grupo ativista anuncia o que faz nas redes sociais para atrair pessoas para as suas atividades. Acho bom, não tenho nenhuma objeção contra isso. Mas o máximo que faço é ler ocasionalmente blogues. Creio que é uma grande coisa que qualquer um possa dizer o que quiser na Internet, mas significa que 99% são coisas sem importância.

Costuma fazer-se a crítica de que afetam o jornalismo acelerando os processos e contribuindo para a perda de análises e de verificação de dados…

Por isso leio os diários e não as redes sociais. Mas na Primavera Árabe sucedeu algo de interessante. Em dada altura (o presidente do Egipto Hosni) Mubarak encerrou a Internet. A interação cresceu porque em vez de tuitar as pessoas falavam entre si e a organização avançou mais rapidamente. Quer dizer, aceleram as coisas, mas não tanto.


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