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sexta-feira, 14 de junho de 2013

São Paulo, ontem: de Londres a Istambul...


OPINIÃO



    Manifestantes no início do protesto, Teatro Municipal


(imagens da página do Movimento Passe Livre/Facebook)


Polícia de Alckmin mata saudades da ditadura



CELSO LUNGARETTI


Está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador Opus Dei Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM

Nunca me senti tão velho como nesta quinta-feira (13), quando, acamado com forte gripe, só fiquei sabendo pela mídia e pelas redes sociais que a Polícia Militar barbarizara o centro de São Paulo, reprimindo bestialmente os manifestantes que (até então) protestavam pacificamente contra o aumento das tarifas de transporte coletivo.

Foi a confirmação do que venho alertando há anos (vide aqui, p. ex.): está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador Opus Dei Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas como o reitor TFP João Grandino Rodas (da USP) e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM, vulgo Rota (aquela que se orgulha de ter coadjuvado o terrorismo de estado nos anos de chumbo, que é sempre denunciada pelas entidades internacionais de defesa dos direitos humanos por suas execuções maquiladas em resistência à prisão e que os vereadores paulistanos da bancada da bala querem homenagear com uma salva de prata).

A aposta dessa gente é numa nova ditadura. E, se o governo federal a continuar subestimando, o ovo da serpente vai ser chocado até que uma crise de maiores proporções crie um cenário favorável à sua eclosão. Os petistas parecem gostar de viver perigosamente; eu detesto saber que há uma lâmina de guilhotina pendente sobre minha cabeça.

Como estive ausente do palco dos acontecimentos, prefiro não produzir um relato jornalístico da nova blitzkrieg.

Sirvo-me, então, dos principais trechos do depoimento do jornalista e historiador Elio Gaspari, colunista da Folha de S. Paulo e de O Globo, que me pareceu o mais satisfatório da grande imprensa.


A PM começou a batalha da Maria Antônia

Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios de ontem começaram às 19h10, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, com suas fardas cinzentas, que, a olho nu, chegaram com esse propósito. Pelo seguinte:

Desde as 17h, quando começou a manifestação na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo.

Nesse cenário havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.

Por volta das 18h30 a passeata foi em direção à praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agências bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados.

Numa das transversais, uns 20 PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e se retiraram. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antônia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres.

Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: "Você é soldado, você também é explorado" ou "Sem violência". Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, "Malddad".

Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio, sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso.

Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo.
Chegara-se a Istambul.

Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como "Batalha da Maria Antônia"... 

Elio Gaspari

Destaques do ABC!

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Confrontos e depredações: São Paulo vai parar?


ATIVISMO



Quem são eles e o que querem?


Nós não temos como controlar as pessoas que vêm aqui só para zoar e quebrar tudo. Nossa ação tenta ser pacífica.

Isso tudo é importante porque mostra como temos poder de mobilização. Tudo pela internet.

O movimento é apartidário, mas nós aceitamos todos os partidos que queiram se unir à luta. Em geral, é a polícia que começa a violência. 

Nós somos um movimento social. Queremos transformar a realidade.

Mas, enquanto estivermos irritando a esquerda e a direita, estamos no caminho certo.


"Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar" 
Movimento Passe Livre/Facebook


As faces do movimento que está parando São Paulo

KIKO NOGUEIRA* 

“Nós não temos como controlar as pessoas que vêm aqui para quebrar tudo”.


Thaís Lopes, estudante de jornalismo


O terceiro ato contra o aumento das tarifas de ônibus do Movimento Passe Livre terminou com um saldo de 32 detidos, barricadas, uma agência do Bradesco e uma estação de metrô depredadas e confrontos com a polícia na Estação da Sé, na Paulista e em alguns outros pontos da cidade.

O Diário acompanhou a manifestação que juntou aproximadamente 5 mil pessoas (as fotos são de autoria de Andrés Vera).

Por que terminou assim? Tem de terminar assim? É útil para a causa do Passe Livre que termine assim? “Nós não temos como controlar as pessoas que vêm aqui só para zoar e quebrar tudo”, me disse um membro do MPL que não quis se identificar. “Nossa ação tenta ser pacífica”.

A concentração na esquina da Paulista com a Consolação era relativamente tranquila na tarde feia paulistana. Em comum, todos estavam atendendo à convocação feita pelo Facebook. “Isso tudo é importante porque mostra como temos poder de mobilização. Tudo pela internet”, disse Thais Lopes, estudante de jornalismo. Os membros do MPL batucavam na Praça do Ciclista, no coração da aglomeração. Usavam camisetas pretas com o símbolo da organização e entoavam gritos de guerra como: “Ô motorista, ô cobrador, me diz aí se seu salário aumentou”; “Mãos ao alto, 3 e 20 é um assalto”.

Em torno deles, a multidão de jovens – muitos deles com lenços cobrindo o nariz e a boca. Faixas estendidas. Não eram visíveis bandeiras de partidos como PSTU e PSOL. Mas o MPL era, na verdade, a minoria.

“Nós todos queremos a mesma coisa”, disse Guilherme Kranz, morador de Higienópolis e membro da Juventude Às Ruas. Guilherme distribuía panfletos de sua agremiação. “Há notícias de que até mesmo a Abin (A CIA brasileira) tem se infiltrado e espionado nossos atos e isso num governo de uma ‘ex-combatente’ contra a ditadura”, lia-se.

O homem destacado pelo MPL para falar com a imprensa era Caio Martins. Magro, alto, óculos de aros redondos, Caio mora na Lapa com os pais. “Nós decidimos que eu falaria com vocês numa reunião à tarde. Eu me sinto mais à vontade”, disse. “O movimento é apartidário, mas nós aceitamos todos os partidos que queiram se unir à luta. Em geral, é a polícia que começa a violência”. Caio declarou enxergar uma inspiração no Ocupe e nos protestos em Istambul, na Praça Taksim. “Nós somos um movimento social. Queremos transformar a realidade”.

A passeata seguiu em direção ao centro. A chuva intensa fez com que muitos se refugiassem nas marquises de lojas da Consolação. “Há muitas coisas ruins acontecendo no Brasil. É preciso dar um basta. Gostaria de ver mais famílias aqui”, disse Isadora Lima, de 32 anos, hostess, que aproveitou o dia de folga do trabalho para protestar.

“A USP está engajada, especialmente a FFLECH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). O transporte tem de ser gratuito”, afirmou Renato Aguilar, morador de uma república e que vai à escola com o circular da USP — o qual, aliás, é gratuito. “Eu não me conformo com essa situação. Sou do coro de maracatu da faculdade e o pessoal do Passe Livre nos convidou a participar”.

A violência teve início na Praça da Sé, com a rotina de gás lacrimogêneo contra pedradas. “Esquecemos o vinagre”, disse Júlio Witer, estudante de geografia, de olhos vermelhos após uma bomba de efeito moral. Muitos levavam lenços embebidos em vinagre para amenizar os efeitos do gás. Sacos de lixo foram usados para acender fogueiras. Mais tarde, grupos se dispersaram e confrontos esparsos prosseguiram por algumas horas. Na Bela Cintra, bexigas com tinta foram atiradas nos policiais. Uma bomba explodiu na estação Brigadeiro do metrô. Os passageiros tiveram de sair por causa da fumaça.

“Não sei se vamos nos isolar. É possível que sim”, disse o estudante Reinaldo Carvalhosa. “Mas, enquanto estivermos irritando a esquerda e a direita, estamos no caminho certo”.

As faces da manifestação:



Adriana Martins, artista plástica


Guilherme Kranz, estudante e membro da Juventude Às Ruas

Stefany Marques, estudante


Enzo Santos, estudante de cinema


Isadora Lima, hostess


Melannie Schisler, estudante de geografia

Júlio Witer, estudante de geografia

Rogério Che, diretor de fotografia

João Paulo Freire, enfermeiro

* Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

São Paulo, 459 anos: Parabéns, Pauliceia Iluminada!


Ela nasceu em 1554, a partir de um colégio, fundado por jesuítas, no alto de uma colina, na região do Planalto de Piratininga. Hoje ela é a maior cidade do hemisfério sul e uma das mais influentes do mundo.

Ela abriga mais de 13 milhões de habitantes, que aqui vivem, trabalham e prosperam pacificamente. Paulistanos, brasileiros provenientes de todas as regiões do País e cidadãos dos quatro cantos do mundo.

Por vezes ela é muito incompreendida, criticada, agredida, invejada, injustiçada.

Mas ela é muito amada. Sobretudo por seu coração generoso, quente, acolhedor.

E hoje, 25 de janeiro de 2013, é o dia de celebrarmos sua extraordinária existência. 

Parabéns pra ela, parabéns pra todos nós que temos a Graça de viver nela.

Pauliceia Desvairada, Pauliceia Iluminada.


ooooooo

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Anistia Internacional: São Paulo não combate a violência


Tentam calar a Cidadã Blogueira de várias formas. TODAS as violências desferidas contra esta Cidadã estão sendo relatadas à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (Tribunal da Cidadania), ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e CNJ, e outras autoridades da República.


"A Anistia Internacional citou suspeitas de envolvimento de policiais em homicídios motivados por vingança e disse que tais casos não foram investigados adequadamente 'durante muitos anos'.

'Condenamos a negligência do Estado em duas questões: garantir segurança pública ampla e respeitosa e assegurar justiça para as vítimas de violações cometidas por agentes do Estado', afirmou Tim Cahill, pesquisador da Anistia Internacional, especialista em assuntos brasileiros.

A Anistia Internacional também condenou os ataques contra policiais, mas afirmou que é necessária a criação de um órgão federal independente, com poderes suficientes para investigar violações de direitos humanos no país."

Leia a notícia completa abaixo.



São Paulo é negligente no combate à onda de violência, diz Anistia Internacional

Órgão afirma que casos não foram investigados adequadamente "durante muitos anos". Crimes resultaram na morte de 90 policiais desde o início do ano

BBC 



Autoridades de São Paulo estão falhando em garantir a segurança pública e punir abusos a direitos humanos cometidos por agentes do Estado, afirmou a Anistia Internacional em entrevista exclusiva à BBC Brasil.

A afirmação ocorre em meio a uma onda de violência que já resultou nas mortes de mais de 90 policiais desde o início do ano e levou o número de vítimas de assassinatos no Estado para 571 só em outubro.

A Anistia Internacional citou suspeitas de envolvimento de policiais em homicídios motivados por vingança e disse que tais casos não foram investigados adequadamente "durante muitos anos".

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que vem cumprindo as leis de forma rigorosa, prendendo e expulsando maus policiais em todos os casos de violações.

"O Estado não compactua com policiais criminosos", disse a pasta em nota.

"Condenamos a negligência do Estado em duas questões: garantir segurança pública ampla e respeitosa e assegurar justiça para as vítimas de violações cometidas por agentes do Estado", afirmou Tim Cahill, pesquisador da Anistia Internacional, especialista em assuntos brasileiros.

A Anistia Internacional também condenou os ataques contra policiais, mas afirmou que é necessária a criação de um órgão federal independente, com poderes suficientes para investigar violações de direitos humanos no país.


Ciclo de violência

Desde o início deste ano vem se intensificando em São Paulo um conflito entre policiais e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo analistas e promotores ouvidos pela BBC, ações mais agressivas adotadas pela polícia para enfrentar o PCC provocaram uma forte retaliação do crime organizado, que deixou dezenas de policiais mortos - a maioria atacada no período de folga.

Em um ciclo ascendente de violência, grupos de atiradores não identificados deram início a uma onda de ataques a vítimas em bairros e cidades periféricos de São Paulo.

Imediatamente surgiram suspeitas de que tais esquadrões da morte eram formados por policiais e ex-policiais que decidiram agir por conta própria.

O ex-delegado geral de São Paulo chegou a afirmar na semana passada que registros criminais de parte das vítimas dos atentados foi checada em computadores da polícia momentos antes dos assassinatos. Horas depois, ele mudou sua declaração afirmando que tal prática foi um problema "no passado".

"A Anistia Internacional tem seguido a questão da violência em São Paulo por décadas", disse Cahill à BBC Brasil.

"Há muitos anos houve um alto número de mortes cometidas pela polícia que não estão sendo investigadas. Nós acreditamos que isso contribui não só para a corrupção da polícia mas para o próprio envolvimento da polícia em atos criminosos."


Em maio de 2006, o PCC praticamente parou a cidade de São Paulo com uma série de ataques contra forças de segurança pública. A violência na ocasião deixou quase 50 policiais e agentes penitenciários mortos e resultou nos assassinatos de aproximadamente 400 pessoas.

Cahill afirmou que tanto em 2006 como agora há fortes indícios de envolvimento de policiais nas mortes de civis, embora a Anistia não tenha "evidências concretas".

"Como em 2006, recentemente há uma grande suspeita de que o aumento notável de homicídios no Estado de São Paulo inclua um envolvimento forte de policiais", afirmou.


Órgão independente

Ele afirmou ainda que é necessário conduzir um processo de investigação independente sobre os casos e criar no país o que chamou de "um instituto nacional de direitos humanos", que seja independente do Estado e tenha o poder de investigar as ações da polícia.

Cahill disse que um projeto de lei relacionado a esse assunto tramita no Congresso, mas ele não atenderia totalmente a padrões internacionais de independência.

Afirmou ainda que o país deve abolir a prática de registrar assassinatos cometidos por policiais sob a classificação de "resistência seguida de morte". Esse recurso, afirmou, serviria apenas para evitar investigações imediatas e ajudaria a acobertar ações de maus policiais.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que embora a Anistia Internacional seja uma organização respeitável, suas declarações à BBC estão "equivocadas".

A pasta afirmou que o novo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, determinou "reforço e atenção prioritária às investigações (dos assassinatos recentes), considerando-se todas as hipóteses nas apurações".

Ele anunciou uma integração maior entre os diversos setores da polícia e reforços nas forças de segurança "para garantir a obtenção de resultados satisfatórios à população".


IG

Destaques do ABC!

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012: São Paulo agradece a "São Lula"


Ventos de mudança começam a soprar em São Paulo...

Finalmente o sofrido e esbulhado povo paulistano, amargando anos e anos os efeitos desastrosos de uma administração medíocre, começa a ver uma luz no fim do túnel, pela passagem do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), para o segundo turno das eleições.

E isso só foi possível graças à extraordinária inteligência política de Luiz Inácio Lula da Silva, o "São Lula", estadista global e melhor presidente da República que este País já conheceu, o grande vencedor do dia de ontem.

Para esta cidadã paulistana, que acompanha a política local e nacional há três décadas, e nos últimos anos se tornou vítima de delinquentes familiares em conluio com quadrilha que infesta a administração municipal, esquema criminoso já denunciado ao prefeito Gilberto Kassab e ao Corregedor-Geral do Município Edílson Mougenot, a notícia da possibilidade de uma administração petista extirpar a corrupção instalada em São Paulo, livrando de uma vez por todas a cidade do obscurantismo, é a melhor da semana.

"São Lula", Protetor do Povo Brasileiro, "Criador" de Dilma Rousseff Presidenta da República, pode também receber de imediato o título de Protetor do Cidadão Paulistano, Defensor e Benfeitor Eterno da Cidade de São Paulo.

Alvíssaras!  




PT resiste a ataques sobre mensalão e reacende força de Lula nas eleições

Resultado obtido pela legenda nas urnas ajuda a enfraquecer teses sobre pulverização da influência do ex-presidente e impacto do julgamento no Supremo na disputa

Yan Boechat e Ricardo Galhardo

O resultado obtido pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais deste domingo serviu para enfraquecer duas teses políticas que começavam a ganhar corpo entre analistas, partidos e políticos brasileiros. A primeira é de que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eleições municipais estava cada vez mais restrita a cidades largamente beneficiadas por programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. A segunda é de que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) teria força suficiente para impactar candidatos dos partidos envolvidos, em especial o PT.


                      Ex-presidente saiu vitorioso ao construir pessoalmente projeto da 
                      candidatura de Haddad em São Paulo      Agência Estado

O PT de Lula garantiu a arrancada de Fernando Haddad na última semana da campanha pela Prefeitura de São Paulo. O candidato petista, que recebeu apenas cerca de 100 mil votos a menos que o vencedor do primeiro turno, José Serra (PSDB), foi uma criação exclusiva de Lula. Assim como a presidenta Dilma Rousseff, ungida candidata à Presidência da República pelo antecessor, Haddad nunca havia sido candidato a nada. Nem a presidente de partido.

Ministro da Educação de Lula em seu primeiro e segundo mandatos, Haddad foi imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo ao PT pelo ex-presidente no ano passado. Desconhecido, rejeitado por grupos importantes do partido em São Paulo, como aquele liderado pela agora ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no início da campanha, Haddad era chamado de Andrade pelos eleitores da periferia de São Paulo. Largou com 3% de intenções de voto nas primeiras pesquisas e só ultrapassou a casa dos 10% após o início do programa eleitoral gratuito.

Mas Lula repetiu a estratégia que adotou com Dilma e apostou todas as suas fichas em sua popularidade como ex-presidente. Ao longo de toda a campanha, Haddad apresentou-se, basicamente, como o candidato de Lula. E Lula, mesmo recuperando-se de um câncer na laringe, não poupou esforços para fazer sua aposta vingar. Esteve em dezenas de comícios, gravou inúmeros programas de TV e de rádio e, muitas vezes, foi pessoalmente fazer campanha com seu escolhido pelas ruas de São Paulo.

Ao final do périplo, Haddad conquistou a vaga, apertada, é verdade, ao segundo turno. A vitória do petista, foi a vitória de Lula, porque sem Lula, não haveria Haddad.

Mas a força do ex-presidente não se mostrou infalível. Na verdade, Lula sofreu duas derrotas importantes, ambas para o ainda aliado PSB, liderado pelo governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

No Recife, o ex-ministro da Saúde de Lula Humberto Costa foi massacrado pelo candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio. E em Belo Horizonte, o também ex-ministro Patrus Ananias não conseguiu, mesmo com o apoio de Lula e Dilma, fazer frente ao prefeito Márcio Lacerda.



                                     Condenação de João Paulo Cunha era tida como 
                                  derrota certa na eleição em Osasco  Agência Brasil

A aposta de que o julgamento do mensalão, que entrou em sua fase mais crítica para o PT às vésperas da eleição, iria abater muitas candidaturas petistas também se mostrou incorreta. O Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger um prefeito em primeiro turno – em Goiânia – e colocou outros seis candidatos no segundo turno. Além das politicamente periféricas Cuiabá, João Pessoa e Rio Branco, ainda vai disputar capitais importantes, como São Paulo, Fortaleza e Salvador.

Além disso, mostrou força em cidades onde o mensalão atingiu em cheio políticos locais. O caso mais emblemático é o de Osasco, na Grande São Paulo. No início da campanha, o candidato do partido era o ex-deputado João Paulo Cunha, que acabou sendo condenado pelo STF e, com isso, abandonou a disputa. Em seu lugar assumiu Jorge Lapas, que era candidato a vice na chapa original. A mudança mostrou-se inócua para a oposição. Lapas foi eleito no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos.

Em Campinas, onde um prefeito apoiado pelo PT, Dr. Hélio, foi cassado na última legislatura e seu sucessor, esse do PT, Demétrio Vilagra, também perdeu o cargo um ano depois, o partido conquistou uma importante vitória. Lá o ex-presidente do Ipea, Márcio Pochmann, também um estreante em disputas eleitorais, conquistou uma improvável vaga no segundo turno.

A análise é de que o julgamento é complexo demais para impactar uma eleição regional demais, como a municipal, onde estão em jogo questões muito pragmáticas. Os principais dirigentes do PT adotaram a tática de fazer pouco caso do mensalão.

Entre ministros de Dilma, o tom era semelhante. "O eleitor está sabendo discernir muito bem as coisas", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Este tipo de campanha não tem dado certo em lugar nenhum", emendou o presidente do PT, Rui Falcão. E o próprio Lula endossou: "O povo não está preocupado com isso agora. O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair, se o Fernando Haddad vai ser eleito”, disse Lula, em seu tradicional tom de chiste, pouco antes das aberturas das urnas.


Portal iG

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

São Paulo Fascista: Invasão do Sindicato dos Bancários


Nem na ditadura militar.

São Paulo sob as botas imundas dos fascistas.

"Justiça" no fundo do poço... 





Sindicato invadido em São Paulo


Aqui o motivo:





ComTextoLivre


A mando de Serra, PM invade sindicato

Por Altamiro Borges

O amigo Nelson Canesin, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, foi o primeiro a me alertar, às 23 horas desta quinta-feira, que a Polícia Militar poderia invadir a sede e as subsedes da entidade para impedir a distribuição de um material impresso sobre as eleições municipais. Agora, o sempre atento blog Amigos do Presidente Lula confirma que, de fato, ocorreu a invasão. Ela foi efetuada a mando do comando de campanha de José Serra, o rei da censura que vive posando de defensor da liberdade de expressão.

Segundo o blog, "a sede e pelo menos uma subsede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, filiado à CUT, foram invadidas por Oficiais de Justiça, acompanhados de viaturas policiais, com ordem de arrombamento para buscar e apreender material relacionado a campanha eleitoral, inclusive com ordem de retirada do site do posicionamento político da entidade frente as eleições municipais". O pedido para a ação truculenta foi feito pela coligação Avança São Paulo, liderada por José Serra.

Como repórter do jornal Tribuna Operária, eu cobri a invasão do Sindicato dos Bancários em 1980, no período da ditadura militar. A diretoria da entidade sofreu intervenção e vários dirigentes foram detidos. Nas ruas São Bento e Libero Badaró, no centro da capital, o gás lacrimogêneo dos soldados da tropa de choque da PM dificultava a respiração. Lembro das bordoadas que levei na ocasião e de muita gente correndo e apanhando. José Serra parece que deseja reeditar aquele tenebroso período! O Sindicato dos Bancários de São Paulo merece a imediata solidariedade do conjunto do sindicalismo brasileiro e das forças progressistas do país.

Blog do Altamiro Borges

ooooooooooooo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O "Ovo da Serpente" prestes a eclodir em São Paulo


Momento dramático na cidade de São Paulo: há duas semanas das eleições, o candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto representa mais retrocesso e obscurantismo para a cidade que já vive sob o descalabro de uma administração tacanha, obtusa, incompetente e antidemocrática.

"Uma vasta camada da população que foi integrada à sociedade pela via do consumo, e não da educação cívica, é o campo de disputa eleitoral", como alerta Luciano Martins Costa.

Dois excelentes artigos seus tratam deste risco que paira sobre todos nós, pobres cidadãos da Pauliceia Desvairada.




O ovo da serpente

Luciano Martins Costa

O debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo e transmitido pela TV Cultura na noite de segunda-feira (17/9), é analisado nas edições de terça-feira pelos jornais paulistas. A principal característica do encontro, na avaliação da imprensa, foi o fato de o candidato do PRB, Celso Russomanno, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, ter sido poupado pelos adversários, que estariam mais preocupados, cada um, em garantir sua presença no segundo turno.

A rigor, o evento não foi capaz de produzir material jornalístico mais instigante, a não ser num dos momentos em que os participantes tinham que fazer perguntas uns aos outros. Esse momento se configurou quando o candidato do PSOL, Carlos Giannazi, questionou Celso Russomanno por ele haver tido sua carreira política financiada com dinheiro da indústria de armas.

O candidato do PRB não respondeu diretamente a pergunta. Ele estava empenhado em demonstrar que sua proposta de equipar e treinar a Guarda Civil Metropolitana e, simultaneamente, formar contingentes de guardas-noturnos voluntários, seria a solução ideal para reduzir a violência em São Paulo. E acrescentou que sua proposta tem base legal num decreto de 1968, ainda durante o regime militar, que regulamentou a atividade dos vigias de rua.


Aberração perigosa

O debate deveria ter nesse ponto exato sua principal justificativa. Mas os demais candidatos não deram importância à questão levantada por Giannazi. E no dia seguinte, curiosamente, os jornais não parecem ter percebido que há uma relação perigosa entre a obsessão de Celso Russomanno em montar esquadrões de vigilantes e sua ligação com a indústria de armamentos.

Herdeiro político de Paulo Maluf, para quem a solução administrativa contra o crime sempre foi “a Rota na rua”, Russomanno parece ter avançado muito além no perigoso caminho de militarizar a política da segurança pública.

O que a pergunta de Giannazi desvenda é mais do que a visão tosca do candidato que lidera as pesquisas sobre um dos principais problemas da cidade. No entanto, os jornais não parecem ter percebido o alcance do que pode vir a ser a colocação em prática de uma proposta como a que vem sendo defendida pelo candidato Russomanno.

Esse tópico do debate mereceria ainda um pouco mais de atenção por causa da resposta dada por Russomanno à pergunta de Giannazi. A revelação de que Russomanno fez parte da “bancada da bala” no Congresso Nacional, somada ao fato de que ele fundamenta sua ideia de força voluntária de segurança num decreto da ditadura, deveria no mínimo provocar alguma curiosidade nos jornalistas.

Acrescente-se a informação de que, quando deputado, Russomanno tentou impedir a aprovação da Lei da Ficha Limpa, e teremos um retrato mais completo de sua composição ideológica.

Até aqui ele tem sido tratado como uma aberração política do tipo “Tiririca”, cuja popularidade seria, talvez, fruto do cansaço do eleitor com a bipolaridade raivosa que divide petistas e tucanos e coloca os dois núcleos de militantes que lideraram a luta pela redemocratização na contingência de terem que fazer alianças que deveriam repudiar.

Mas a pergunta de Giannazi e a resposta de Russomanno revelam um perfil mais preocupante: estamos lidando com uma incógnita política cujos riscos podem ir muito além da falta de experiência administrativa ou da eventual vinculação com grupos religiosos fundamentalistas.


Receita acabada

A indústria de armas certamente aposta todos seus projéteis na possibilidade de ter na maior cidade brasileira um prefeito cuja grande ambição é colocar homens armados em todos os quarteirões, com a agravante de que tais vigilantes não teriam relação funcional com a administração pública.

A pergunta de Giannazi dá mais sentido à suspeita do atual prefeito, Gilberto Kassab, de que Russomanno pretende formar milícias para conter a violência.

Junte-se a esses dados o fato de que Russomanno tem sua principal base de apoio na chamada nova classe média, aquele imenso contingente de cidadãos que ascendeu em termos de renda mas ainda tem que viver nos bairros mais afetados pela criminalidade – e temos a receita completa para um retrocesso que não interessa a ninguém.

Mas os jornais só enxergam o embate entre José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT, enquanto o ovo da serpente eclode no ninho.


***

O brejal do obscurantismo

Luciano Martins Costa

Os jornais têm trazido, nos últimos dias, reportagens sobre a preocupação de autoridades da igreja católica com alguns aspectos da campanha eleitoral do candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno, do PRB. Apoiado oficialmente por organizações evangélicas como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e confissões pentecostais, o candidato é visto como um risco de manipulação política de parte da população contra os católicos.

O ponto central da discórdia é a presença, na coordenação da campanha de Russomanno, do bispo licenciado da IURD, Marcos Pereira, também presidente do PRB, que no ano passado publicou manifesto acusando a igreja Católica de apoiar políticas liberais sobre direitos civis de homossexuais.

A Folha de S. Paulo informa na edição de segunda-feira (17/9) que a arquidiocese de São Paulo mandou distribuir em suas 300 igrejas um artigo do arcebispo dom Odilo Scherer, a maior autoridade católica da cidade, no qual ele critica Russomanno por usar a religião em sua campanha.


Discurso moralista

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB tem recebido apoio de denominações evangélicas e não faz questão de desautorizar manifestações de correligionários envolvendo questões polêmicas que, na boca de lideranças religiosas, reforçam preconceitos e retardam o avanço de políticas sociais.

No caso específico que envolveu o chefe de sua campanha, o ataque foi contra o projeto de conscientização contra a homofobia planejado no ano passado para ser conduzido nas escolas públicas. Apelidado pelos críticos de “kit gay”, o material não chegou a ser distribuído.

O episódio chama atenção para o fato de que certas declarações, como a do chefe de campanha de Russomanno, ganham mais ou menos destaque na imprensa conforme o momento político e de acordo com os protagonistas envolvidos.

Em 2010, quando representantes da própria igreja católica e de confissões evangélicas tentaram interferir na campanha à Presidência da República, contra a então candidata Dilma Rousseff, por causa da proposta de descriminalização do aborto, faltaram disposição e senso crítico aos jornais ao abordar tais manifestações de obscurantismo.

Em ambos os casos, as declarações buscavam sensibilizar a ampla camada da sociedade brasileira que vem sendo chamada de “nova classe média”. Desde logo, é preciso notar que esses brasileiros, que hoje constituem quase metade da população, eram até há bem pouco tempo marginalizados do processo político, não servindo para outra coisa a não ser como massa de manobra de candidatos populistas.

O discurso moralista e a pregação preconceituosa têm como pressuposto a ideia de que eles se tornaram consumidores, mas seguem incapazes do discernimento necessário para fazer escolhas adequadas nas eleições. É a esses eleitores, em cujo conjunto se concentram as confissões religiosas que apoiam Russomanno, que se dirige o discurso mais conservador.


Problemas reais

Observe-se, por outro lado, que essa disputa se dá num contexto em que a política se divide em dois blocos antagônicos, que se configuraram justamente durante os debates da Constituinte de 1988 e se tornaram cada vez mais inconciliáveis desde então.

Esse processo de ruptura entre dois campos ideológicos nascidos do mesmo esforço pela redemocratização do país persiste e se agrava por um período ainda mais longo do que aquele em que o Brasil foi dominado pelo regime autoritário e contamina outros campos além do político-partidário, como a própria imprensa.

Russomanno, com seu discurso populista, rompe essa dicotomia e se apresenta como um candidato viável fora desse contexto. No entanto, seu principal recurso de campanha não é a hipótese da superação da dicotomia política, mas o apelo a preconceitos, propostas simplistas e soluções mágicas. Por trás de sua plataforma rosnam os arautos da intolerância e da manipulação dos espíritos.

Uma vasta camada da população que foi integrada à sociedade pela via do consumo, e não da educação cívica, é o campo de disputa eleitoral.

A manifestação do arcebispo contra a mistura de religião com política retrata uma situação real: corremos o risco de ver a presente eleição acontecer sem que tenham entrado em discussão os problemas reais da cidade, com os candidatos atolados no brejal do obscurantismo.


Observatório da Imprensa

Destaques do ABC!

oooooooooooooo

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pauliceia Militarizada


São Paulo é hoje uma cidade militarizada. A maior parte de suas 31 subprefeituras são comandadas por coroneis reformados da Polícia Militar.

Por que o prefeito Gilberto Kassab adotou este estilo de administração?

O que isso representa para o cidadão que vive na quarta maior cidade do planeta?


                                                                                              Imagem GoogleMaps


A Militarização de São Paulo




Fonte: Pública, Agência de Jornalismo Investigativo

ComTextoLivre

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Pauliceia Pedagiada

Paulistano vai pagar pedágio para ir até Cumbica, 
São Bernardo ou Cotia


   O apetite dos tucanos paulistas por pedágio vai avançar ainda mais no bolso dos paulistanos, que agora terão de pagar para circular até nos entornos das cidades. São os novos "trechos pedagiados" (expressão que só deve existir em São Paulo), que li agora pela manhã na Folha:

"A cobrança eletrônica de pedágio, que o governo de SP vai implantar nas rodovias privatizadas, levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos das cidades, onde as estradas são usadas como vias urbanas.

Entre os trechos de tráfego urbano que serão pedagiados estão, por exemplo, aqueles que ligam a capital paulista ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna), a São Bernardo (Anchieta) e a Cotia (Raposo Tavares).

Hoje, eles não têm praças de pedágio, mas o deslocamento gratuito vai acabar por conta da instalação dos pórticos ao longo da via, que vão ler chips nos carros para fazer a cobrança.

No teste que está sendo feito na SP-75, entre Indaiatuba e Campinas, há um pórtico a cada 8 km. Com esse intervalo, as vias serão praticamente 100% pedagiadas.

A implantação da cobrança, planejada para 2013 ou 2014, vai depender de um cálculo político difícil para o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se, por um lado, o sistema é mais justo e permite reduzir a tarifa, por outro, vai cobrar de muito mais gente.

Nem a Artesp (agência de transportes do Estado) nem as concessionárias sabem quantos usam as rodovias sem pagar. O único estudo feito - e sempre citado como parâmetro - na Dutra, uma via federal, apontou que só 9% dos carros pagam pedágio.

Se o percentual for parecido nas vias estaduais, com o chip, deve multiplicar por dez o número de carros tarifados - foram 790 milhões em 2011.

"O ponto crítico, não tenho dúvida, é quem não paga e passará a pagar", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. Para ela, porém, o Estado não pode dizer "você paga e você não". "A questão é: usou, pagou." [íntegra aqui]


Na matéria há até gente defendendo a cobrança do pedágio (se a Folha não fosse tucaníssima...), o que mostra que os pedagiados paulistas gostam de ser pedagiados, elegendo e reelegendo tucanos pedagiadores para administrarem a pauliceia pedagiada.



Blog do Mello


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terça-feira, 3 de julho de 2012

Farra na Câmara de São Paulo: Encanador ganha R$ 11 mil



Absurdo dos absurdos é esta Câmara Municipal de São Paulo: salários astronômicos para garagistas, encanadores, chaveiros, garçons, copeiros e afins. Sem contar que há vereadores que não comparecem às sessões e funcionários, com as senhas dos vereadores, registram presença, aprovam projetos...


Essa e outras patifarias acontecendo na MAIOR CIDADE DO PAÍS!


Isto é um acinte, um insulto ao Cidadão Paulistano. Essa gentalha tem que ser escorraçada de lá nas próximas eleições e responder a processos por improbidade e tudo o mais!


Chega! Basta! Não aguentamos mais estas excrescências!


São Paulo não merece essa Bandidagem Engravatada!


Encanador da Câmara Municipal de São Paulo 
ganha R$ 11 mil mensais

Lista completa de remuneração da Casa, divulgada na segunda, mostra mais discrepâncias nos salários

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli

SÃO PAULO - Funcionários de nível básico contratados pela Câmara Municipal de São Paulo ganham salários mais de dez vezes maiores do que se paga no mercado para recém-contratados. Um encanador lotado no departamento de Zeladoria da Casa tem salário de R$ 11 mil. Um chaveiro, da mesma seção, recebe R$ 10,9 mil todo mês. E até um operador de máquina copiadora, outro cargo que exige apenas ensino fundamental para a contratação, ganha R$ 9,3 mil mensais.


"É a 1ª vez que se discute isso, pois é a 
1ª vez que se deu essa informação", diz 
presidente da Casa  Tiago Queiroz/AE

Os dados fazem parte da segunda e última leva de funcionários do Legislativo que tiveram os salários divulgados no site oficial da Casa. A Câmara Municipal de São Paulo foi o primeiro órgão desse poder em todo o Brasil a divulgar os subsídios de seus servidores. No total, a Câmara tem 662 funcionários concursados e 1.196 que ocupam cargos em comissão - ou seja, podem ser livremente nomeados por vereadores ou pela Mesa Diretora.

A reportagem comparou os números com a média dos salários de recém-admitidos na capital paulista desde janeiro deste ano divulgada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A média salarial para os encanadores contratados foi de R$ 1,2 mil. Para os chaveiros, de R$ 895. E para os operadores de copiadoras, de apenas R$ 799.

As explicações para os salários tão altos estão na legislação que rege o serviço público municipal. Uma série de gratificações e aumentos automáticos já é programada de acordo com o tempo de serviço, o que leva funcionários que executam funções simples, mas que estão há mais de 20 anos na Casa, como o chaveiro, o encanador e o fotocopiador, a ganharem mais do que servidores com curso superior.

Limpeza. Outros exemplos de altos salários estão no setor de Copa e Limpeza. Lá, 13 garçons que trabalham nos coquetéis e eventos realizados nas dependências da Câmara recebem, em média, cerca de R$ 7,5 mil por mês. O maior salário é de um funcionário com 24 anos e 11 meses de serviço: R$ 10.294,71 mensais. Na iniciativa privada, o salário médio dos garçons recém-contratados é de R$ 872, segundo o Caged. Nesse mesmo departamento, sete auxiliares de copeira recebem até R$ 9,7 mil por mês, ante R$ 825 no mercado.

No setor de Frota e Garagem, também há salários que chamam a atenção do contribuinte. Além do garagista que ganha R$ 11 mil por mês, conforme noticiado pelo Estado no mês passado, trabalham ali dois lavadores de carro com salário maior que R$ 6 mil. Um deles, com 26 anos de casa, recebe R$ 8,3 mil brutos. A média da cidade para essa profissão é de R$ 783 mensais.

Reforma administrativa. Os altos salários da Câmara estão concentrados em servidores com mais de 20 anos de trabalho, que foram beneficiados por regras que permitiam a incorporação de gratificações e bônus ao salário-base. Em 2003, uma reforma idealizada pelo vereador Cláudio Fonseca (PPS) limitou o ganho dos novos funcionários de nível básico a cerca de R$ 4 mil.

Essa regra, porém, só vale para quem prestou concurso após essa data. "Na minha opinião, o teto do salários da Câmara deveria ser o dos vereadores (cerca de R$ 9,2 mil)", diz Fonseca. Já o presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), afirmou que é a primeira vez que "se vai discutir esse tema porque é a primeira vez que se deu essa informação".



Estadão Online


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domingo, 6 de maio de 2012

São Paulo: Virada Cultural Online



Aos que não podem ou não querem ir à Virada Cultural que acontece desde ontem na cidade de São Paulo, permitam-me sugerir um Tour Virtual por um dos pontos mais importantes do centro velho de São Paulo, a Catedral da Sé. 




O Tour Virtual 360 graus que o site da Catedral Metropolitana de São Paulo oferece aos internautas é simplesmente deslumbrante. É possível ver boa parte da cidade a partir das torres da Catedral e também da Praça da Sé, além da parte interna, capela, cripta, o famosíssimo órgão e outros recantos. Tudo isso ao som de música sacra dos sinos da Catedral. E sob o comando do internauta.


A magia da tecnologia mostrando a vibrante cidade de São Paulo.


Clique aqui e faça agora este passeio inesquecível!


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Paulo: a cidade que faz 458 anos



São Paulo passou longe dos relatos de Pero Vaz de Caminha, não é quente como o Rio de Janeiro e nem fica no litoral. Mesmo assim, São Paulo faz história há 458 anos. São 11.253.503 pessoas, predominantemente católicas, que circulam por 1.530 quilômetros quadrados de área e 46 mil vias.

A cidade fica no Sudeste do Brasil, a 72 km da costa (Santos). Tem um clima “tropical temperado” e temperatura média anual de amenos 19º C. Todos os dias, São Paulo produz 17 mil toneladas de lixo e 10,4 milhões de pãezinhos (7,2 mil por minuto).

Mais de 2 milhões de cães podem ser atendidos em 5 mil petshops e percorrer 64 parques e áreas verdes. 6.500 homens e mulheres vestidos de amarelo, os carteiros, distribuem 5 milhões de correspondências por dia.

Veja mais números da cidade:


Transporte


                                                  Veículos em São Paulo                                     Foto: AE                                                                  
São Paulo tem 5.210.725 carros.

926.273 motos (ciclomotor, motoneta, motociclo, triciclo e quadricilo)

759.128 utilitários (micro ônibus, camioneta, caminhonete e utilitários)

155.438 caminhões

37 mil táxis

15 mil ônibus urbanos

1.335 linhas de ônibus

8 terminais de ônibus

5 linhas de metrô

55 estações do metrô


Serviços


                                    Lixo acumulado nas ruas de São Paulo                 Foto: AE                                                                    

A cidade gera 17 mil toneladas de lixo diariamente. A maior parte vem das casas: quase10 mil toneladas por dia.

3,2 mil pessoas em 492 veículos trabalham na coleta de todo esse lixo.

6.500 carteiros percorrem as ruas da cidade para entregar cerca de 5 milhões de correspondências por dia

5 mil pet shops

4 mil farmácias

A cidade é formada por:

46 mil logradouros (ruas, avenidas, vielas, etc)

3.574.286 domicílios

64 parques e áreas verdes 


40% de seu território, dos quais 21% são remanescentes de Mata Atlântica. Sua distribuição, entretanto, é desigual. Enquanto a região de Marsilac, no extremo sul da cidade, possui aproximadamente 26 mil m² por habitante, esse número é zero nas regiões como Brás e Santa Cecília, segundo a Prefeitura de São Paulo.


Gastronomia


                    Pizza de mussarela com tomate assado                                            Foto: Dulla                                               

12.500 restaurantes

52 tipos de cozinhas

15 mil bares

3,2 mil padarias (10,4 milhões de pãezinhos por dia e 7,2 mil por minuto)

500 churrascarias

250 restaurantes japoneses

1,5 mil pizzarias (1 milhão de pizzas por dia, 720 por minuto)

2 mil opções de delivery


Para gastar

240 mil lojas

79 shoppings

59 ruas especializadas em mais de 51 segmentos

900 feiras livres semanais

864 mil transações de cartão de crédito por dia

1.931 agências bancárias


Cultura e Lazer


                          Sala de cinema em São Paulo                                                   Foto: AE                                           

160 teatros

110 museus

260 salas em 55 cinemas

280 salas de teatro (600 espetáculos teatrais em média por ano)

40 centros culturais

7 grandes casas de espetáculos

294 salas para shows e concertos

1.000 academias de ginástica

2 iate clubes

12 clubes de golfe

7 estádios de futebol

1 autódromo internacional


Segurança

34.996 policiais militares, inclusive bombeiros e soldados temporários


                          Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE)             Foto: AE

12.528 policiais civis

93 distritos policiais

56 delegacias especializadas

15 cadeias em delegacias


Fonte: Prefeitura de São Paulo, governo do Estado de São Paulo, Correios e IBGE


Portal iG


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