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terça-feira, 9 de outubro de 2012

São Paulo: animais elegem vereador mais votado


Defensora independente e apaixonada por animais, eu não votei nele, mas acompanho e reconheço seu inestimável trabalho na proteção dos animais.

O vereador Roberto Trípoli (PV), o campeão de votos para a Câmara Municipal de São Paulo, é o responsável pela criação do primeiro hospital veterinário público, implantado no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade de São Paulo, e outras leis e medidas de proteção aos animais.

Toda Vida é Sagrada, e uma sociedade verdadeiramente avançada protege os mais frágeis, o que inclui plantas e animais, esses seres mais que especiais.


      Leonardo, morto por maus-tratos dentro 
       de famosa clínica veterinária no bairro da 
       Penha, São Paulo


"Quanto mais conheço humanos, mais gosto de animais", diz Tripoli

Nem Roberto Tripoli (PV), 58, esperava tantos votos anteontem: 132 mil, o maior volume na corrida para a Câmara paulistana. Vereador desde 1989, disse ter se surpreendido com o resultado e afirma que o próximo será o seu último mandato na Casa. (EP)

Almeida Rocha/Folhapress

Roberto Tripoli, o vereador mais votado em São Paulo nesta eleição, com 132 mil votos

Entrevista

O primeiro lugar nas urnas o surpreendeu?

Sim, pois a proposta é a mesma de todas as campanhas. Não teve novidade.

A criação do hospital público para animais colaborou para a sua eleição?

A nossa proposta foi bem aceita pela população: vamos bater na mesma tecla dos últimos anos. Em segundo lugar, sou irmão do deputado Ricardo Tripoli (PSDB), que é ambientalista. Terceiro: o prefeito Gilberto Kassab (PSD), do qual sou líder [na Câmara], pôs em prática questões que eu havia colocado para ele, como a Lei Cidade Limpa, o hospital [público] para cães e gatos e equipamentos de ginástica em praças.

Quais são as propostas para o próximo mandato?

Descentralizar o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses], criar esses hospitais em mais regiões... São as mesmas propostas, mas com cacife político maior para conquistá-las.

O paulistano está mais preocupado com os animais do que com as pessoas?

Meu trabalho na Câmara tem projeto de educação, saúde. Me envolvo com todos os temas. Agora, não há dúvida: quanto mais conheço o ser humano, mais gosto dos animais. Temos de cuidar de todas as vidas, independentemente de ser ser humano ou não. E a votação que tive responde a sua pergunta.


FSP Online

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sábado, 15 de setembro de 2012

São Paulo: Um Blogueiro Revolucionário na Câmara Municipal


A Blogosfera brasileira é hoje importante alternativa para a informação dos cidadãos e vem ocupando cada vez mais espaço, graças à democratização do acesso à internet, à agilidade na produção e veiculação de conteúdos e à diversidade de opiniões que viabiliza e estimula.

Como humilde pensadora da mídia, ávida consumidora de informação qualificada e produtora de conteúdo transmitido pelas mídias digitais, esta Blogueira, cidadã paulistana, se preocupa e muito com os destinos da cidade. 

Estamos, blogueira e blog, muito atentos e em estado de alerta diante do quadro atual nas eleições para prefeito: o risco de uma continuidade do que aí está, o que seria uma lástima para uma cidade com gravíssimos e urgentes problemas a resolver, ou a ameaça de mais um "Salvador da Pátria", tendo um "bispo" nos governando nos bastidores...

Desiludidos com a politicalha praticada há décadas por uma parte considerável dos nossos homens públicos, o eleitorado muitas vezes também não se aplica na escolha de candidatos à Câmara Municipal, o que gera, por exemplo, o descalabro atual: um legislativo anêmico, subserviente ao Prefeito e voltado quase que em sua maioria para defender seus próprios interesses, privilégios e benesses.

O Povo Paulistano? Que se lixe!...

Está mais do que na hora de mudarmos radicalmente este quadro. Em tempos de sociedade digital, na era da informação e da comunicação intermediadas por avançadas tecnologias, numa etapa de upgrade global, a terceira maior cidade do planeta tem que ter uma câmara municipal à altura do momento mundial, não esta coisa chinfrim que aí está...

Esta Blogueira e o Abra a Boca, Cidadão!, independentes e não vinculados a qualquer partido, apoiam para a Câmara Municipal de São Paulo um jornalista, escritor e blogueiro, mas, mais do que isto, um homem de luta, de coragem, revolucionário, que não lambe botas de poderosos: Celso Lungaretti, do blog Náufrago da Utopia

Conheçam sua extraordinária história de vida!

Acorda, São Paulo!






Ainda não considero cumprida minha missão

Prezado eleitor,

não estranhe se for eu mesmo, candidato a vereador de São Paulo, que estiver lhe entregando esta mensagem. Minha campanha é humilde e feita com muita dificuldade, como costumam ser as dos candidatos que não se comprometem a, eleitos, retribuírem as doações recebidas dos ricos e poderosos.

Sei que despejam propaganda política demais na vossa cabeça; mas, humildemente, peço uns minutinhos de atenção. Pois o que lerá aqui não são falsas promessas nem frases feitas. É uma história de vida.




Disputo a primeira eleição já sexagenário, mas meus ideais vêm de muito longe: aos 16 anos eu já discutia com meus colegas de escola formas de ajudarmos os melhores brasileiros a resistirem à ditadura mais bestial que este país já conheceu.

Tornei-me líder secundarista e, quando os golpistas de 1964 passaram a responder aos protestos pacíficos com assassinatos e torturas terríveis, não recuei: ao lado de sete jovens companheiros, ingressei no movimento de resistência armada ao despotismo que fora instalado pelas armas.

Mas, o que poderiam fazer uns tantos idealistas destreinados e mal armados contra aqueles que, além de terem as armas como instrumentos do seu ofício, contavam com esmagadora superioridade em efetivos, armamento e recursos? Dos oito que éramos, dois acabaram mortos; cinco, fomos presos e barbaramente torturados; e uma escapou ilesa, mas, traumatizada pela perda do marido e perseguições sofridas, nunca mais seria a mesma.

Quando enfim me libertaram, tive de reconstruir minha vida nas piores condições, com uma lesão permanente e várias sequelas, ameaçado, vigiado, estigmatizado.

Mesmo assim fiz longa carreira jornalística e continuei sempre defendendo as bandeiras que norteiam minha existência: liberdade e justiça social.

Até que os barões da imprensa, incomodados com minhas verdades, me privaram do direito de trabalhar nas suas redações e até de ser citado em suas publicações. Mas, limitado à internet, minha influência até cresceu e eu pude dar boa contribuição para várias causas; orgulho-me de, como defensor dos direitos humanos, haver evitado graves injustiças e ajudado a salvar pessoas valorosas.

Ainda não considero cumprida minha missão, nem completo o legado que quero deixar às minhas filhas, netos, e ao meu povo.





A São Paulo dos meus sonhos não é esta de qualidade de vida tão ínfima, de transporte tão infernal e de tamanho descaso com as necessidades e direitos mais elementares dos cidadãos - palco, ademais, de episódios chocantes como o de coitadezas sendo escorraçados a pontapés (ao invés de civilizadamente tratados da dependência química que os está levando à morte) porque atrapalham grandes empreendimentos imobiliários.

Admito sinceramente que o maior problema paulistano não pode ser solucionado por prefeitos e vereadores: é o fato de que aqui os interesses individuais prevalecem sobre os coletivos. Numa sociedade regida pela ganância em detrimento do bem comum, jamais a população será respeitada como merece.

Mas, a administração pública não precisa ser tão medíocre e desumana como a atual; nem os representantes do povo, tão traidores do povo.

Então, sem demagogia nem planos mirabolantes, eu apenas me proponho a continuar fazendo o que fiz durante toda a minha vida adulta: defender os direitos e os interesses dos humildes, contra a gula insaciável e as infames maquinações dos poderosos.

Pode parecer pouco, em relação ao que tantos prometem. No entanto, é bem mais do que eles entregarão.

Ficarei muito grato se merecer o vosso apoio.

Cordialmente,


Celso Lungaretti







ooooooooooooo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Profissão Vereador: quem se habilita?



Há menos de um mês das eleições, é hora de começar a pensar em quem escolher para nos representar na Prefeitura e na Câmara Municipal.

Que critérios usar para selecionar nomes que correspondam às necessidades da população e da cidade?

Na Pauliceia Desvairada, sob uma administração medíocre e claramente elitista, as mudanças precisam ser radicais, porque os problemas são gravíssimos e o legislativo atual é francamente subserviente ao executivo.

Basta de incêndios em favelas, truculência na Cracolândia, violação de direitos de cidadãos moradores de rua e outros descalabros!

Acorda, São Paulo !!!


Como escolher o seu candidato?

Especialistas indicam 8 critérios a serem considerados na hora de decidir em quem votar para vereador 

Fernando Gallo

Como escolher um vereador quando a maioria dos candidatos nunca exerceu mandato e, portanto, nunca apresentou projetos de lei nem emendas parlamentares? Como escolher entre tantos partidos políticos? Entre mais de mil candidatos, quem melhor pode representar um eleitor? Com a ajuda de especialistas, o Estado elencou alguns critérios a serem levados em conta antes de escolher quais números digitar na urna e, assim, ajudar a qualificar o Legislativo.

1) Valores e visão de mundo: Seu candidato professa os mesmos valores que você? Ele analisa a cidade e o mundo de forma semelhante à sua? "O bom vereador é aquele que tem afinidades comigo do ponto de vista ideológico, da maneira como ele enxerga o mundo. Ele deve me representar de uma maneira a espelhar aquilo que penso", sustenta Cláudio Couto, professor da PUC-SP.

2) Diagnóstico da cidade: Os problemas que o candidato considera prioritários são os mesmos que os seus? Convergem com aquilo que as enquetes elaboradas por institutos de pesquisa apontam? "Se o vereador faz um diagnóstico impreciso da cidade, não está preparado para assumir o posto. Esse é um dos pontos que avalio para escolher meu candidato. A compatibilidade entre as reais necessidades da cidade e o que ele propõe", diz Fernando Abrucio, cientista político da FGV-SP.

3) Consciência sobre o papel do vereador: Ainda que, no atual sistema, o vereador se ocupe de intermediar o contato entre seus representados e o Executivo e de resolver questões como levar asfalto a uma rua ou construir uma escada, ele tem de decidir sobre políticas mais amplas, como o modelo de gestão da saúde pública por organizações sociais, por exemplo. "O vereador tem de representar muito mais do que esse intercâmbio e esse papel intermediário. Ele tem sim, em parte, um papel de interlocutor entre o Executivo e aqueles que representa, mas não é o principal", afirma o professor de Filosofia Política da USP, Alberto Ribeiro de Barros.

4) Visão global da metrópole: Seu candidato a vereador é capaz de pensar a cidade global e sistemicamente? Além de dizer que levará creches e hospitais para sua região, ele tem ideias e projetos sobre cultura, sistema de albergues para moradores de rua ou o desenvolvimento do município como cidade global? "Devemos escolher o candidato que tem mais preocupações universais, de atender a todos, e não só a certa fatia do eleitorado. Não é só limpar o lixo da minha rua, da minha praça. É o da cidade toda", explica Maria do Socorro Sousa Braga, professora de ciência política da Universidade Federal de São Carlos.

5) O partido: A legenda de seu candidato tem vida, faz reuniões, discute a cidade? O que o partido pensa sobre temas como mobilidade urbana? O que pensa sobre política de habitação e formas de evitar uma bolha imobiliária? "O partido é um atalho para o eleitor. Além de tentar saber detalhes sobre aquele indivíduo em particular, é importante saber que conjunto de ideias o partido dele professa, que programa tem para a cidade", observa Cláudio Couto.

6) Vida no partido: O candidato está filiado há quanto tempo? Ele participa das atividades do partido? Já foi filiado a outras siglas? "Por mais que se fale que nosso sistema é personalista, é importante a relação do representante com seu partido. Espera-se que ele tenha preocupação de agir como membro de uma organização. Democracia representativa sem partido não existe", avalia Maria do Socorro Sousa Braga.

7) Visão política da cidade: Cuidado com propostas aparentemente técnicas: todas têm um fundo político. Um exemplo: o candidato defende a destinação de verbas do transporte para a construção de corredores de ônibus ou para obras viárias para carros? "São visões do mundo que competem, cada uma mobilizando um aparato técnico diferente. São percepções conflitantes mesmo", explica o professor de ciências sociais da PUC Rio Luiz Werneck Vianna.

8) Financiadores: Salvo raras exceções, as empresas que financiam campanhas eleitorais têm interesses que envolvem projetos criados ou discutidos pela Câmara. Por que seu candidato foi pedir dinheiro para este ou aquele financiador? O que ele pretende fazer por esses setores na Câmara? "É difícil devassar a olho nu quem está por trás da campanha, mas é muito importante", observa Werneck Vianna.

Estadão Online

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Farra na Câmara de São Paulo: Encanador ganha R$ 11 mil



Absurdo dos absurdos é esta Câmara Municipal de São Paulo: salários astronômicos para garagistas, encanadores, chaveiros, garçons, copeiros e afins. Sem contar que há vereadores que não comparecem às sessões e funcionários, com as senhas dos vereadores, registram presença, aprovam projetos...


Essa e outras patifarias acontecendo na MAIOR CIDADE DO PAÍS!


Isto é um acinte, um insulto ao Cidadão Paulistano. Essa gentalha tem que ser escorraçada de lá nas próximas eleições e responder a processos por improbidade e tudo o mais!


Chega! Basta! Não aguentamos mais estas excrescências!


São Paulo não merece essa Bandidagem Engravatada!


Encanador da Câmara Municipal de São Paulo 
ganha R$ 11 mil mensais

Lista completa de remuneração da Casa, divulgada na segunda, mostra mais discrepâncias nos salários

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli

SÃO PAULO - Funcionários de nível básico contratados pela Câmara Municipal de São Paulo ganham salários mais de dez vezes maiores do que se paga no mercado para recém-contratados. Um encanador lotado no departamento de Zeladoria da Casa tem salário de R$ 11 mil. Um chaveiro, da mesma seção, recebe R$ 10,9 mil todo mês. E até um operador de máquina copiadora, outro cargo que exige apenas ensino fundamental para a contratação, ganha R$ 9,3 mil mensais.


"É a 1ª vez que se discute isso, pois é a 
1ª vez que se deu essa informação", diz 
presidente da Casa  Tiago Queiroz/AE

Os dados fazem parte da segunda e última leva de funcionários do Legislativo que tiveram os salários divulgados no site oficial da Casa. A Câmara Municipal de São Paulo foi o primeiro órgão desse poder em todo o Brasil a divulgar os subsídios de seus servidores. No total, a Câmara tem 662 funcionários concursados e 1.196 que ocupam cargos em comissão - ou seja, podem ser livremente nomeados por vereadores ou pela Mesa Diretora.

A reportagem comparou os números com a média dos salários de recém-admitidos na capital paulista desde janeiro deste ano divulgada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A média salarial para os encanadores contratados foi de R$ 1,2 mil. Para os chaveiros, de R$ 895. E para os operadores de copiadoras, de apenas R$ 799.

As explicações para os salários tão altos estão na legislação que rege o serviço público municipal. Uma série de gratificações e aumentos automáticos já é programada de acordo com o tempo de serviço, o que leva funcionários que executam funções simples, mas que estão há mais de 20 anos na Casa, como o chaveiro, o encanador e o fotocopiador, a ganharem mais do que servidores com curso superior.

Limpeza. Outros exemplos de altos salários estão no setor de Copa e Limpeza. Lá, 13 garçons que trabalham nos coquetéis e eventos realizados nas dependências da Câmara recebem, em média, cerca de R$ 7,5 mil por mês. O maior salário é de um funcionário com 24 anos e 11 meses de serviço: R$ 10.294,71 mensais. Na iniciativa privada, o salário médio dos garçons recém-contratados é de R$ 872, segundo o Caged. Nesse mesmo departamento, sete auxiliares de copeira recebem até R$ 9,7 mil por mês, ante R$ 825 no mercado.

No setor de Frota e Garagem, também há salários que chamam a atenção do contribuinte. Além do garagista que ganha R$ 11 mil por mês, conforme noticiado pelo Estado no mês passado, trabalham ali dois lavadores de carro com salário maior que R$ 6 mil. Um deles, com 26 anos de casa, recebe R$ 8,3 mil brutos. A média da cidade para essa profissão é de R$ 783 mensais.

Reforma administrativa. Os altos salários da Câmara estão concentrados em servidores com mais de 20 anos de trabalho, que foram beneficiados por regras que permitiam a incorporação de gratificações e bônus ao salário-base. Em 2003, uma reforma idealizada pelo vereador Cláudio Fonseca (PPS) limitou o ganho dos novos funcionários de nível básico a cerca de R$ 4 mil.

Essa regra, porém, só vale para quem prestou concurso após essa data. "Na minha opinião, o teto do salários da Câmara deveria ser o dos vereadores (cerca de R$ 9,2 mil)", diz Fonseca. Já o presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), afirmou que é a primeira vez que "se vai discutir esse tema porque é a primeira vez que se deu essa informação".



Estadão Online


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Descalabro na Prefeitura de São Paulo



Na calada da noite, os salários de subprefeitos e outros cargos de segundo escalão tiveram aumentos escandalosos.


E o prefeito Gilberto Kassab achou justo. 


Os paulistanos? Até agora nenhuma reação.


Câmara sobe salário de subprefeitos em SP de R$ 6,5 mil para R$ 19 mil

Projeto votado nesta quinta-feira (8) aumenta salários do segundo escalão. Entrada em vigor depende de sanção do prefeito Gilberto Kassab.


Roney Domingos
Plenário da Câmara de SP (Foto: Roney Domingos/ G1)Plenário da Câmara de SP na noite desta quinta-feira.  
(Foto: Roney Domingos/ G1)
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda discussão por volta das 23h30 desta quinta-feira (8), por 37 votos a favor e 11 contra, o substitutivo do líder do governo ao projeto de lei 550/2011, que aumenta o salário de 31 subprefeitos de R$ 6,5 mil mensais para cerca de R$ 19,2 mil mensais a partir de 1º de janeiro de 2012. "É o mesmo do original. Só muda uma vírgula, porque o último substitutivo que entra é o primeiro que vota", disse o líder do governo, Roberto Trípoli (PV).

O projeto que mantém na íntegra, exceto uma vírgula, o teor do texto original proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) beneficia também os cargos em comissão do nível de direção superior das secretarias, subprefeituras, autarquias e fundações municipais. O chefe de gabinete das secretarias, por exemplo, terá o salário elevado de R$ 5,4 mil para R$ 17,3 mil. Secretários adjuntos, superintendentes, presidentes e diretores de fundação, que hoje ganham menos de R$ 6 mil mensais, passarão a ganhar R$ 18,3 mil mensais.

Câmara de SP discute reajuste de salários para R$ 15 mil em 2013

Para entrar em vigor, o projeto depende ainda da sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), autor do projeto. O PT propôs atrelar o aumento dos subprefeitos à inflação, o que daria reajuste para aproximadamente R$ 11 mil. O PR, por meio de projeto assinado pelo vereador Aurélio Miguel, tentou limitar o ganho dos subprefeitos ao valor do subsídio dos vereadores, que deve subir neste ano para R$ 11 mil. Os substitutivos da oposição foram rejeitados.

O vereador Cláudio Fonseca (PPS), que votou contra, disse que a medida vai elevar o gasto com o pagamento desses servidores de R$ 721 mil mensais para R$ 2,08 milhões mensais. "Isso é um descalabro com o dinheiro público. É uma vergonha", disse Aurélio Miguel (PR). "Vamos ter uma desestruturação e desestímulo aos técnicos de carreira, que são quem fazem a máquina andar", disse o vereador Antonio Donato (PT).

"Nós temos de pagar bem para evitar o problema de corrupção nas subprefeituras", afirmou o vereador Wadih Mutran (PP), que votou a favor. "Vamos parar de demagogia de comparar salário de vereador com o salário mínimo", disse o vereador Carlos Apolinário (DEM).

Vereadores

A Câmara Municipal aprovou em novembro o projeto de resolução 22/2011, que reajusta os salários dos 55 vereadores para R$ 15.031,76 a partir da 16ª legislatura, que se inicia em 2013, com direito a 13º salário no mês de dezembro. O texto também prevê atualização monetária, em março de 2011, de 22,67% sobre os salários que os vereadores ganhavam em 2007, o que deve fixar os contracheques em cerca de R$ 11 mil mensais em 2011 e em 2012. A proposta estava em discussão desde o final de outubro. O texto foi aprovado por aclamação e nenhum dos vereadores presentes se posicionou contra a proposta.

O texto busca solucionar o impasse em torno do salário dos vereadores, que tiveram os salários reajustados exatamente para os R$ 15.031,76 em fevereiro deste ano, mas decidiram abrir mão do reajuste depois que o procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, entrou na Justiça para contestar uma resolução aprovada pela Câmara em 1992 que fixava os salários dos vereadores em 75% do salário dos deputados estaduais.

Desde então, parte dos salários é depositada em conta corrente até o julgamento final da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Na prática, portanto, os vereadores ficaram com salário de R$ 9,2 mil mensais.

O projeto proposto estabelece que os salários serão corrigidos monetariamente, todo mês de março, a partir de 2012, pelo índice aplicável aos servidores da Câmara Municipal de São Paulo.

O presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), afirma que discutiu longamente a proposta com os integrantes do Ministério Público antes de apresentar a minuta aos líderes dos partidos. A discussão sobre os salários dos vereadores deve sempre ocorrer no ano anterior ao do reajuste e, por isso, a proposta tem de passar por discussão neste semestre.

A correção sobre o salário reajustado em março se deve ao questionamento apresentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo a uma resolução de 1992 (resolução 5, de 24 de agosto de 1992), que atrelava o salário dos vereadores automaticamente a 75% do salário dos deputados estaduais. O procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a medida em fevereiro deste ano.

Segundo a justificativa dos vereadores, se fosse aplicada a resolução 5/1992, os salários teriam reajuste aproximado de 61,84%. A resolução 5/1992 afirma que o valor da remuneração dos vereadores "corresponderá a 75% da remuneração estabelecida, em espécie, para os deputados estaduais, produzindo efeitos a partir de 1º janeiro de 1993".

Os vereadores decidiram destinar os vencimentos oriundos de reajuste a uma conta em separado até a decisão final da Justiça sobre o questionamento.

Segundo o Ministério Público Estadual, a ação tem base em precedentes abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Vieira disse que a vinculação é proibida pelo artigo 115, XV, da Constituição Estadual, porque "o artigo 29 da Constituição Federal não expressa subordinação ou dependência, senão limite máximo de remuneração”.

Ele acrescentou que a vinculação prevista pela resolução de 1992 “implica reajuste automático desconsiderando a própria autonomia municipal e a diversidade do regime jurídico da remuneração dos agentes políticos municipais detentores de mandato eletivo”. O procurador também argumentou que a resolução viola o princípio da moralidade administrativa.

Também em fevereiro, vereadores de São Paulo foram condenados a devolver parte do salário que receberam entre os anos de 1993 e 1994 porque os pagamentos estavam acima do que permite a lei. Na época, segundo a Câmara, não foi descontado o imposto e o valor dos pagamentos ultrapassou o teto.

G1

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