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domingo, 27 de julho de 2014

Templo de Salomão: sai o "Nosso Batman", entra o "Nosso Abraão"...


APOCALIPSE NOW!



Respeito todas as religiões, mas penso como John Lennon: imagino, desejo, vibro por um mundo sem religiões, ou seja, sem disputas, sem rixas, sem divisões de qualquer ordem...

A linda cidade de São Paulo e o tradicional e degradado bairro do Brás, que pedia uma revitalização inteligente e harmônica, merecia abrigar uma monstruosidade dessas?

Depois dos delírios de grandeza do "Nosso Batman", que ainda cisca pra lá e pra cá e finge que vai mas não vai, agora vamos endeusar também a megalomania do "Nosso Abraão"???!!!

E, pasmem! Segundo a Veja SP, no altar do templo há uma esteira rolante [!!!] para levar o dízimo pago pelos fieis diretamente para um cofre-forte [!!!!!!!!!!!]

Oremos e Vigiemos!



(Imagem do Blog do Bispo)


Gente, o troço é assustador!... Nada contra os fieis da IURD, por favor!

Passei na porta algumas vezes. É de doer. Não combina com o entorno, que deveria ser um deserto, como no Oriente Médio... O tráfego pesado da Celso Garcia em frente, a Assembleia de Deus do outro lado da rua, na esquina, e na outra esquina uma igrejinha católica, pobrezinha... Dá dó.

Presidenta Dilma, conselho de amiga: fuja dessa saia justíssima! Inventa um resfriado, manda o vice... sai fora, Presidenta!




20 coisas surpreendentes sobre o novo templo da Igreja Universal


São Paulo – Na próxima quinta-feira será inaugurado o novo – e enorme – templo da Igreja Universal. O Templo de Salomão, construído na região do Brás, em São Paulo, é uma réplica do templo de mesmo nome descrito na Bíblia.
Veja a seguir alguns detalhes sobre o novo Templo de Salomão:
1. O Templo foi construído em um terreno de 35 mil metros quadrados – o equivalente a 5 campos de futebol.
2. O Templo de Salomão assume o posto de maior espaço religioso do país em área construída, que é 4 vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida (SP). Aparecida tem 23,3 mil m² de área construída, enquanto o Templo de Salomão tem 100 mil m².
3. A obra durou 4 anos e custou R$ 680 milhões.
4. O Bispo Edir Macedo mandou vir de Hebron, em Israel, 40 mil metros quadrados de pedras usadas na construção e decoração do Templo.
5. Doze oliveiras foram importadas do Uruguai para reproduzir o Monte das Oliveiras.
6. A capacidade do novo templo é de 10 mil pessoas.
7. As cadeiras que vão acomodar os milhares de fiés foram trazidas da Espanha, segundo a Veja SP.
8. Cerca de 40 imóveis foram comprados no Brás por conta da obra, também segundo a Veja SP.
9. No altar, há uma esteira rolante destinada a carregar o dízimo pago pelos fiéis diretamente para uma sala-cofre, de acordo com a Veja SP. [pausa para risos]
10. Dez mil lâmpadas de LED foram instaladas no teto do salão principal.
11. Nas paredes há grandes menorás – candelabros de sete braços.
12. Na área construída há ainda espaço para 60 apartamentos de pastores que estão a trabalho no templo – incluindo um para o Bispo Edir Macedo.
13. O altar foi construído no formato da Arca da Aliança, local onde teriam sido guardados os Dez Mandamentos, segundo a Bíblia.
14. Cem metros quadrados de vitrais dourados foram instalados acima do altar, segundo a Veja SP.
15. O estacionamento do templo conta com 2000 vagas para carros, 241 para motos e 200 para ônibus.
16. Por enquanto, no período inaugural e de testes, só se poderá ir ao Templo em caravanas. Este foi um acordo com as autoridades, para que avaliasse o impacto no trânsito da região. Depois, qualquer pessoa, com seus próprios meios, poderá ir ao templo.
17. Além do Templo, há também um museu, chamado de Memorial. Lá, 12 colunas explicam a origem das 12 tribos de Israel.
18. Para as mulheres, é vetado o uso de “minissaias ou outros tipos de roupas curtas, decotadas ou sensuais”. Já os homens deverão deixar no armário as camisetas de times de futebol, bermudas, regatas e chinelos.
19. Foram usadas na obra 2.600 toneladas de ferro e 145 mil sacos de cimento.
20. Segundo a assessoria de imprensa da Igreja, a presidente Dilma Rousseff estará presente na inauguração do Templo. O ex-presidente Lula, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad também são esperados.
Saiba Mais: exame
Destaque do ABC!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

SP: Russomanno é o "Collor do Século XXI"


A maior, mais rica e mais importante cidade do País não deveria se encontrar nesse estado de "indigência moral", refém de máfias de todo o tipo. A quarta metrópole do planeta não deveria estar atolada nesse pântano político-administrativo.

Mas está e somos nós, cidadãs e cidadãos, que vivemos nesta Pauliceia Desvairada, que deveremos tirá-la desse esgoto, no próximo dia 7. E sem entregá-la a "Salvador da Pátria", "Caçador de Marajás", "Cacarecos Messiânicos" ou tranqueiras afins.

Acorda, Povo de São Paulo! Está mais do que na hora de aprender a votar!

Chega de mediocridade!

Às ruas e urnas, brioso Povo de Piratininga!



Russomanno é alvo principal de ataques em debate eleitoral

Na liderança da disputa municipal, candidato do PRB é chamado de "Collor do Século XXI"

LEONARDO GUANDELINE

GUSTAVO URIBE




SÃO PAULO – Na liderança da disputa municipal, o candidato do PRB, Celso Russomanno, foi o principal alvo dos ataques em debate promovido pela TV Gazeta e pelo Portal Terra, na noite da segunda-feira. O candidato do PRB foi chamado de “Fernando Collor do século XXI” e de “subproduto da atual política” e teve as suas propostas de governo criticadas pelos seus adversários políticos. Os candidatos do PT, Fernando Haddad, e do PSDB, José Serra, evitaram confrontos diretos.

O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, por exemplo, questionou o fato de Celso Russomanno ter sido do PP, partido do ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, e da direção do PRB ser ligada à Igreja Universal. O candidato do PT , Fernando Haddad, também fez críticas ao adversário do PRB, sobretudo ao fato de Celso Russomanno não ter apresentado ainda proposta de governo. O ex-ministro do PT disse que “algumas questões ligadas a Celso Russomanno mereciam a atenção”.

Levy Fidélix, do PRTB, também alfinetou o candidato do PRB, dizendo que não sabia nem se ele tinha programa de governo. O candidato do PRB, que lembrou ter travado briga judicial com Paulo Maluf quando estava no PP, rebateu os ataques:

- Você deveria conhecer um pouco melhor a minha vida. Eu não era aliado de Paulo Maluf, briguei com ele judicialmente. Por falta de conhecimento, você fala da minha vida. A intenção de voto que recebo significa dezesseis anos de trabalho no Congresso Nacional - disse Celso Russomanno, em resposta a Carlos Giannazi.

O ex-ministro petista também criticou a proposta do adversário do PRB de instituir a tarifa proporcional de ônibus, na qual o usuário pagaria um valor proporcional ao trajeto percorrido. Ele achou também inviável a proposta em relação ao aumento do efetivo da Guarda Civil Metropolitana, de 6 mil para 20 mil homens. O candidato do PRB rebateu a crítica de que não tem plano de governo:

- Estou aqui com meu plano de governo impresso para quem quiser ver – disse Celso Russomanno, que mostrou um calhamaço.

Ao fim do primeiro bloco, a jornalista Maria Lydia, mediadora do debate, em referência a Celso Russomanno, chamou a atenção dos candidatos dizendo que não era permitido apresentar qualquer tipo de material no debate.

No debate eleitoral, o candidato do PT acusou ainda a oposição ao governo federal de ter sido “irresponsável” ao ter cobrado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicação sobre o seu suposto envolvimento no escândalo do mensalão. O ex-ministro petista acusou os partidos de oposição de agirem de maneira irresponsável desde 2003.

Na semana passada, PT, PMDB e PSB divulgaram nota que acusam PSDB, DEM e PPS de recorrer “a práticas golpistas”, ao defenderem reportagem publicada pela revista “Veja” que reproduz conversas do publicitário Marcos Valério com parentes e amigos nas quais afirma que o ex-presidente petista era o "chefe" e "fiador" do escândalo político.

- Eu entendo que o procedimento adotado pela oposição é completamente irresponsável, baseado em uma reportagem de revista semanal sem fonte. É de uma irresponsabilidade tamanha. A oposição tem agido assim desde 2003. O José Serra, por exemplo, disse que a presidente Dilma Rousseff não deveria meter o bico em São Paulo - disse o candidato do PT, em resposta à candidata do PPS, Soninha Francine.

Os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e José Serra (PSDB) também trocaram farpas. O tucano acusou o segundo de faltar a várias sessões da comissão de educação da Câmara Municipal, quando questionado sobre o aumento de 200% para subprefeitos e cargos de confiança durante a gestão de José Serra frente à prefeitura.

- Subprefeito merece ser bem remunerado, como todas as funções são importantes. O deputado, que integra a comissão de educação da Câmara, faltou a metade das sessões.

Gabriel Chalita rebateu, dizendo que Serra, quando deputado, faltou mais do que ele.

- Os jornalistas podem pesquisar quem faltou mais na Câmara; eu ou Serra quando foi deputado. Sou um deputado profundamente presente em Brasília.

Serra também criticou Haddad, que havia dito antes que São Paulo não tem o tatuzão escavando novas linhas de Metrô e que as obras estão paradas.

- Seria muito esquisito, de fato, ter tatuzão no ar. Duas linhas de metrô são aéreas. As obras estão acontecendo. O PT detesta metrô. A Marta Suplicy não deu nenhuma prioridade.

Carlos Giannazzi (PSOL) também disparou contra Haddad aproveitando para atacar o PT quando falava de Russomanno.

- Russomanno representa um subproduto do rebaixamento da política brasileira. E esse rebaixamento foi produzido pelo PT. Para vocês, do PT, parece que desenvolvimento é só consumo de geladeira e automóvel.

Fernando Haddad rebateu:

- Acredito tanto na educação na política, que nem a você vou criticar. Tenho muitas objeções à forma como você faz política.



O Globo Online

*

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O "Ovo da Serpente" prestes a eclodir em São Paulo


Momento dramático na cidade de São Paulo: há duas semanas das eleições, o candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto representa mais retrocesso e obscurantismo para a cidade que já vive sob o descalabro de uma administração tacanha, obtusa, incompetente e antidemocrática.

"Uma vasta camada da população que foi integrada à sociedade pela via do consumo, e não da educação cívica, é o campo de disputa eleitoral", como alerta Luciano Martins Costa.

Dois excelentes artigos seus tratam deste risco que paira sobre todos nós, pobres cidadãos da Pauliceia Desvairada.




O ovo da serpente

Luciano Martins Costa

O debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo e transmitido pela TV Cultura na noite de segunda-feira (17/9), é analisado nas edições de terça-feira pelos jornais paulistas. A principal característica do encontro, na avaliação da imprensa, foi o fato de o candidato do PRB, Celso Russomanno, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, ter sido poupado pelos adversários, que estariam mais preocupados, cada um, em garantir sua presença no segundo turno.

A rigor, o evento não foi capaz de produzir material jornalístico mais instigante, a não ser num dos momentos em que os participantes tinham que fazer perguntas uns aos outros. Esse momento se configurou quando o candidato do PSOL, Carlos Giannazi, questionou Celso Russomanno por ele haver tido sua carreira política financiada com dinheiro da indústria de armas.

O candidato do PRB não respondeu diretamente a pergunta. Ele estava empenhado em demonstrar que sua proposta de equipar e treinar a Guarda Civil Metropolitana e, simultaneamente, formar contingentes de guardas-noturnos voluntários, seria a solução ideal para reduzir a violência em São Paulo. E acrescentou que sua proposta tem base legal num decreto de 1968, ainda durante o regime militar, que regulamentou a atividade dos vigias de rua.


Aberração perigosa

O debate deveria ter nesse ponto exato sua principal justificativa. Mas os demais candidatos não deram importância à questão levantada por Giannazi. E no dia seguinte, curiosamente, os jornais não parecem ter percebido que há uma relação perigosa entre a obsessão de Celso Russomanno em montar esquadrões de vigilantes e sua ligação com a indústria de armamentos.

Herdeiro político de Paulo Maluf, para quem a solução administrativa contra o crime sempre foi “a Rota na rua”, Russomanno parece ter avançado muito além no perigoso caminho de militarizar a política da segurança pública.

O que a pergunta de Giannazi desvenda é mais do que a visão tosca do candidato que lidera as pesquisas sobre um dos principais problemas da cidade. No entanto, os jornais não parecem ter percebido o alcance do que pode vir a ser a colocação em prática de uma proposta como a que vem sendo defendida pelo candidato Russomanno.

Esse tópico do debate mereceria ainda um pouco mais de atenção por causa da resposta dada por Russomanno à pergunta de Giannazi. A revelação de que Russomanno fez parte da “bancada da bala” no Congresso Nacional, somada ao fato de que ele fundamenta sua ideia de força voluntária de segurança num decreto da ditadura, deveria no mínimo provocar alguma curiosidade nos jornalistas.

Acrescente-se a informação de que, quando deputado, Russomanno tentou impedir a aprovação da Lei da Ficha Limpa, e teremos um retrato mais completo de sua composição ideológica.

Até aqui ele tem sido tratado como uma aberração política do tipo “Tiririca”, cuja popularidade seria, talvez, fruto do cansaço do eleitor com a bipolaridade raivosa que divide petistas e tucanos e coloca os dois núcleos de militantes que lideraram a luta pela redemocratização na contingência de terem que fazer alianças que deveriam repudiar.

Mas a pergunta de Giannazi e a resposta de Russomanno revelam um perfil mais preocupante: estamos lidando com uma incógnita política cujos riscos podem ir muito além da falta de experiência administrativa ou da eventual vinculação com grupos religiosos fundamentalistas.


Receita acabada

A indústria de armas certamente aposta todos seus projéteis na possibilidade de ter na maior cidade brasileira um prefeito cuja grande ambição é colocar homens armados em todos os quarteirões, com a agravante de que tais vigilantes não teriam relação funcional com a administração pública.

A pergunta de Giannazi dá mais sentido à suspeita do atual prefeito, Gilberto Kassab, de que Russomanno pretende formar milícias para conter a violência.

Junte-se a esses dados o fato de que Russomanno tem sua principal base de apoio na chamada nova classe média, aquele imenso contingente de cidadãos que ascendeu em termos de renda mas ainda tem que viver nos bairros mais afetados pela criminalidade – e temos a receita completa para um retrocesso que não interessa a ninguém.

Mas os jornais só enxergam o embate entre José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT, enquanto o ovo da serpente eclode no ninho.


***

O brejal do obscurantismo

Luciano Martins Costa

Os jornais têm trazido, nos últimos dias, reportagens sobre a preocupação de autoridades da igreja católica com alguns aspectos da campanha eleitoral do candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno, do PRB. Apoiado oficialmente por organizações evangélicas como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e confissões pentecostais, o candidato é visto como um risco de manipulação política de parte da população contra os católicos.

O ponto central da discórdia é a presença, na coordenação da campanha de Russomanno, do bispo licenciado da IURD, Marcos Pereira, também presidente do PRB, que no ano passado publicou manifesto acusando a igreja Católica de apoiar políticas liberais sobre direitos civis de homossexuais.

A Folha de S. Paulo informa na edição de segunda-feira (17/9) que a arquidiocese de São Paulo mandou distribuir em suas 300 igrejas um artigo do arcebispo dom Odilo Scherer, a maior autoridade católica da cidade, no qual ele critica Russomanno por usar a religião em sua campanha.


Discurso moralista

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB tem recebido apoio de denominações evangélicas e não faz questão de desautorizar manifestações de correligionários envolvendo questões polêmicas que, na boca de lideranças religiosas, reforçam preconceitos e retardam o avanço de políticas sociais.

No caso específico que envolveu o chefe de sua campanha, o ataque foi contra o projeto de conscientização contra a homofobia planejado no ano passado para ser conduzido nas escolas públicas. Apelidado pelos críticos de “kit gay”, o material não chegou a ser distribuído.

O episódio chama atenção para o fato de que certas declarações, como a do chefe de campanha de Russomanno, ganham mais ou menos destaque na imprensa conforme o momento político e de acordo com os protagonistas envolvidos.

Em 2010, quando representantes da própria igreja católica e de confissões evangélicas tentaram interferir na campanha à Presidência da República, contra a então candidata Dilma Rousseff, por causa da proposta de descriminalização do aborto, faltaram disposição e senso crítico aos jornais ao abordar tais manifestações de obscurantismo.

Em ambos os casos, as declarações buscavam sensibilizar a ampla camada da sociedade brasileira que vem sendo chamada de “nova classe média”. Desde logo, é preciso notar que esses brasileiros, que hoje constituem quase metade da população, eram até há bem pouco tempo marginalizados do processo político, não servindo para outra coisa a não ser como massa de manobra de candidatos populistas.

O discurso moralista e a pregação preconceituosa têm como pressuposto a ideia de que eles se tornaram consumidores, mas seguem incapazes do discernimento necessário para fazer escolhas adequadas nas eleições. É a esses eleitores, em cujo conjunto se concentram as confissões religiosas que apoiam Russomanno, que se dirige o discurso mais conservador.


Problemas reais

Observe-se, por outro lado, que essa disputa se dá num contexto em que a política se divide em dois blocos antagônicos, que se configuraram justamente durante os debates da Constituinte de 1988 e se tornaram cada vez mais inconciliáveis desde então.

Esse processo de ruptura entre dois campos ideológicos nascidos do mesmo esforço pela redemocratização do país persiste e se agrava por um período ainda mais longo do que aquele em que o Brasil foi dominado pelo regime autoritário e contamina outros campos além do político-partidário, como a própria imprensa.

Russomanno, com seu discurso populista, rompe essa dicotomia e se apresenta como um candidato viável fora desse contexto. No entanto, seu principal recurso de campanha não é a hipótese da superação da dicotomia política, mas o apelo a preconceitos, propostas simplistas e soluções mágicas. Por trás de sua plataforma rosnam os arautos da intolerância e da manipulação dos espíritos.

Uma vasta camada da população que foi integrada à sociedade pela via do consumo, e não da educação cívica, é o campo de disputa eleitoral.

A manifestação do arcebispo contra a mistura de religião com política retrata uma situação real: corremos o risco de ver a presente eleição acontecer sem que tenham entrado em discussão os problemas reais da cidade, com os candidatos atolados no brejal do obscurantismo.


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