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sábado, 29 de março de 2014

Violência policial: herança da ditadura militar


VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS





No Brasil 247:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

#NaovaiterAlckmin


OPINIÃO



#NãovaiterAlckmin, o xeque mate do movimento das ruas em São Paulo


Pela garantia do direito constitucional de manifestação, com PM desmilitarizada e proibição de armas letais em operações em protestos

Igor Felippe, no Escrevinhador


A população que vive em São Paulo não aguenta mais a violência, os serviços públicos sem qualidade e a corrupção. São muitos e muitos problemas que afligem diversos setores, como os trabalhadores, estudantes, idosos e aqueles que se manifestam por um mundo melhor.


A Polícia Militar de São Paulo é uma das polícias mais violentas do mundo. Violenta famílias de trabalhadores que vivem na periferia, assim como reprime aqueles que se manifestam democraticamente.


Os métodos arbitrários da PM aproximam as famílias de trabalhadores dos manifestantes que não estão satisfeitos com o atual estado de coisas.


2.045 pessoas foram mortas entre 2005 e 2009 no Estado de São Paulo pela Polícia Militar, que na manifestação desse sábado prendeu 230 pessoas, entre as quais cinco jornalistas.


Meses atrás, essa mesma polícia reprimiu os rolezinhos dos jovens da periferia nos shoppings e os dependentes de crack durante operação humanitária da Prefeitura.


As famílias de trabalhadores, os estudantes e os idosos não aguentam mais o tempo perdido no trânsito e a falta de qualidade do transporte público, especialmente no metrô.


O sistema público de educação não atende a necessidade da população. Escolas que não educam, com falta de estrutura, professores e funcionários sem uma remuneração justa, além da falta de vagas no ensino médio e superior.


Pronto-socorro, posto de saúde e hospital público sem condições de atender a população, acumulando filas e filas, que têm como consequência atendimento ruim e falta de estrutura para suprir a demanda. Fazer uma consulta ou um exame demora meses e meses.


A corrupção fundada na relação promíscua entre o poder público e empresas capitalistas, que contamina todo o Estado, revolta todos que precisam de serviços públicos.


Mais e mais notícias começam a desvendar o esquema de corrupção nas obras e fornecimento de trens e equipamentos para o sistema de transporte sobre trilhos em São Paulo.


A luta que pode unificar os anseios das famílias de trabalhadores das periferias, a juventude em luta e os movimentos populares é o #NaovaiterAlckmin.


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não é o único responsável por essas questões, mas é o alvo que pode unificar os movimentos e a classe trabalhadora, viabilizando uma coalizão das formas emergentes de luta social e os movimentos sociais tradicionais, com apelo popular.


O #NaovaiterAlckmin é funcional para o PT? Pode ser, porque o partido tem interesse em desgastar o governador, mas também representaria um tensionamento interno entre aqueles que querem e não querem protestos e um perigo em potencial para uma acomodada presidenta Dilma Rousseff.


O #NaovaiterAlckmin é funcional para as formas emergentes de luta? Pode ser, porque constrangeria o PT e poderia acumular força social e apoio de setores que não se identificam com o #NaovaiterCopa, criando condições para mobilizar e organizar as massas para pressionar o governo Dilma pelas mudanças.


O governo federal e o comando do PT teriam que se decidir: aceitar, apoiar e  
aderir às lutas do #NaovaiterAlckmin ou se aliar ao governador para manter a ordem e reprimir as manifestações, como dá sinais o ministro José Eduardo Cardozo.

O #NaovaiterAlckmin é superior ao #NaovaiterCopa porque pode mudar a correlação de forças, contribuindo para desgastar o PSDB, colocando a faca no pescoço do governo federal e do PT, que teriam que se posicionar. O que diriam os governistas que querem endurecer as leis repressivas e os petistas que têm medo das manifestações de rua?


Mais um elemento da superioridade da jornada contra o governador é que o #NaovaiterCopa não representa necessariamente uma saída para a esquerda, enquanto o #NaovaiterAlckmin ataca os setores conservadores e a repressão da PM.


O #NaovaiterAlckmin representaria a partidarização do movimento de lutas? Não necessariamente, porque o movimento pode construir uma plataforma de mudanças com perspectiva estratégica.


Garantia do direito constitucional de manifestação, desmilitarização da PM e proibição de porte de armas letais em operações em protestos; democratização dos meios de comunicação que manipulam e criminalizam os protestos; educação e saúde públicos, universais e de qualidade; fim da corrupção nas obras do metrô, retomada do dinheiro desviado e investimentos na qualificação e expansão das linhas podem ser o ponto de partida da construção dessa plataforma.


O #NaovaiterAlckmin poderia empunhar também a bandeira do plebiscito pela convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma do sistema político, para mudar de vez as instituições reféns do poder econômico e que não representam mais os interesses das maiorias.


O #NaovaiterAlckmin é o xeque mate do movimento das ruas. Representa um salto de qualidade na luta e pode mobilizar mais pessoas, fazer mais protestos e acumular mais força para enfrentar o aparato repressivo do Estado e as amarras do nosso sistema político que impedem as mudanças estruturais.


Brasil 247

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

São Paulo, ontem: de Londres a Istambul...


OPINIÃO



    Manifestantes no início do protesto, Teatro Municipal


(imagens da página do Movimento Passe Livre/Facebook)


Polícia de Alckmin mata saudades da ditadura



CELSO LUNGARETTI


Está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador Opus Dei Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM

Nunca me senti tão velho como nesta quinta-feira (13), quando, acamado com forte gripe, só fiquei sabendo pela mídia e pelas redes sociais que a Polícia Militar barbarizara o centro de São Paulo, reprimindo bestialmente os manifestantes que (até então) protestavam pacificamente contra o aumento das tarifas de transporte coletivo.

Foi a confirmação do que venho alertando há anos (vide aqui, p. ex.): está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador Opus Dei Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas como o reitor TFP João Grandino Rodas (da USP) e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM, vulgo Rota (aquela que se orgulha de ter coadjuvado o terrorismo de estado nos anos de chumbo, que é sempre denunciada pelas entidades internacionais de defesa dos direitos humanos por suas execuções maquiladas em resistência à prisão e que os vereadores paulistanos da bancada da bala querem homenagear com uma salva de prata).

A aposta dessa gente é numa nova ditadura. E, se o governo federal a continuar subestimando, o ovo da serpente vai ser chocado até que uma crise de maiores proporções crie um cenário favorável à sua eclosão. Os petistas parecem gostar de viver perigosamente; eu detesto saber que há uma lâmina de guilhotina pendente sobre minha cabeça.

Como estive ausente do palco dos acontecimentos, prefiro não produzir um relato jornalístico da nova blitzkrieg.

Sirvo-me, então, dos principais trechos do depoimento do jornalista e historiador Elio Gaspari, colunista da Folha de S. Paulo e de O Globo, que me pareceu o mais satisfatório da grande imprensa.


A PM começou a batalha da Maria Antônia

Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios de ontem começaram às 19h10, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, com suas fardas cinzentas, que, a olho nu, chegaram com esse propósito. Pelo seguinte:

Desde as 17h, quando começou a manifestação na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo.

Nesse cenário havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.

Por volta das 18h30 a passeata foi em direção à praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agências bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados.

Numa das transversais, uns 20 PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e se retiraram. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antônia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres.

Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: "Você é soldado, você também é explorado" ou "Sem violência". Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, "Malddad".

Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio, sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso.

Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo.
Chegara-se a Istambul.

Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como "Batalha da Maria Antônia"... 

Elio Gaspari

Destaques do ABC!

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domingo, 19 de maio de 2013

SP: Virada Cultural vira "Virada Criminal"...


PAULICEIA CRIMINALIZADA



Em sites e portais noticiosos e nas redes sociais, cidadãs e cidadãos denunciam que policiais militares teriam "cruzado os braços" diante de cenas explícitas de violência que aconteceram na Virada Cultural 2013, promovida pela Prefeitura de São Paulo ontem e hoje.

Isso é muito grave. Se levaram a politicalha PT X PSDB para o evento, colocando em risco a população indefesa, é preciso de imediato apurar responsabilidades.

O Prefeito Fernando Haddad faz uma gestão competente, moderna, primorosa, incomodando interesses mesquinhos e provocando inveja, ciúme e preocupação nos adversários, até porque no ano que vem há eleições, com muita probabilidade da "Tomada do Palácio dos Bandeirantes" pelas forças populares...


Grupo Thol, no palco Estação da Luz - Facebook da Virada



ARRASTÕES
PM teria facilitado ação de criminosos durante a Virada Cultural em São Paulo

Vítimas dizem que policiais que patrulhavam as ruas do centro deixaram de agir para evitar roubos e agressões


São Paulo – Vários episódios de violência ocorridos durante a Virada Cultural de São Paulo, entre a noite de ontem (18) e a madrugada de hoje (19), colocaram em xeque a ação da Polícia Militar durante o evento.

Como nas edições anteriores, a Virada levou milhares de pessoas à região central da cidade. Diferentemente das outras ocasiões, no entanto, desta vez proliferaram relatos – nas redes sociais, nas delegacias de polícia e na imprensa – de que os PMs espalhados pelas ruas não agiram para conter os criminosos, principalmente os arrastões.

O comando da PM daria coletiva agora à tarde para comentar o assunto, mas a fala aos jornalistas foi cancelada. Supostas divergências com a prefeitura, organizadora do evento, teriam levado ao cancelamento. Segundo o site de notícias UOL, integrantes do governo municipal suspeitam de boicote dos policiais.

Apenas no Distrito Policial de Campos Elíseos foram registrados ao menos 15 casos de vítimas de arrastões, em que grupos de cerca de 50 passavam agredindo e arrancando pertences dos frequentadores, sobretudo celulares e carteiras.

Uma das vítimas de roubo foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), durante show de Daniela Mercury, que abriu a Virada na praça Júlio Prestes. O senador subiu ao palco e fez um apelo para que os ladrões devolvessem seus documentos, o que de fato acabou ocorrendo.



Mortes

Foram registradas duas mortes de ontem para hoje. Elias Martins Morais Neto reagiu a um assalto na avenida Rio Branco e foi atingido na cabeça por volta das 5h. Em outro caso, a vítima sofreu parada cardíaca após uma overdose, segundo a Santa Casa de São Paulo. Mais cinco pessoas foram atendidas por ferimentos com armas brancas no pronto-socorro do hospital.

Outra pessoa ficou ferida ao levar um tiro na perna, na avenida Ipiranga; e uma mulher foi detida na mesma região após esfaquear o marido.


Rede Brasil Atual

Destaques do ABC!

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quarta-feira, 27 de março de 2013

SP: Blogueira fala com a cúpula da Polícia Militar


Como eu já disse aqui em outros posts, mentes criminosas só pensam criminosamente. Uma mulher oportunista e desonesta, em seus "delírios de grandeza", acredita que pode tudo, que está acima da Lei, e que continuará impune em suas violencias contra a blogueira.

Esta cidadã que vos escreve, como é de seu direito, abriu canal de comunicação com a cúpula da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que já está sendo informada dos ilícitos que vitimam esta ativista de direitos humanos e cidadã blogueira nos últimos três anos.

Esta cidadã também aciona a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República em Brasília, para que continuem acompanhando atentamente os acontecimentos que envolvem a ativista e blogueira, no bairro de Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.




Cartilha das Polícias







Para acessar a cartilha completa clique aqui.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pauliceia Militarizada


São Paulo é hoje uma cidade militarizada. A maior parte de suas 31 subprefeituras são comandadas por coroneis reformados da Polícia Militar.

Por que o prefeito Gilberto Kassab adotou este estilo de administração?

O que isso representa para o cidadão que vive na quarta maior cidade do planeta?


                                                                                              Imagem GoogleMaps


A Militarização de São Paulo




Fonte: Pública, Agência de Jornalismo Investigativo

ComTextoLivre

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terça-feira, 3 de abril de 2012

SP: Ministério Público apura crimes da PM e a conivência de Geraldo Alckmin



"Tudo tem seu tempo, o momento oportuno", como diz o texto bíblico. 


Depois de quase vinte anos de mediocridade e iniquidades de toda ordem, o governo tucano de São Paulo começa a responder por crimes cometidos contra a população. No Pinheirinho, na Cracolância, na USP, contra professores em greve... a lista é quase interminável.


"A Ignorância é Atrevida", diziam os antigos. Ignorantes ignoram, por exemplo, a Lei da Ação e Reação, que não funciona só nos fenômenos estudados pela física newtoniana. É Lei Natural. Lei Universal. 


Meu sábio avô Olímpio costumava dizer: Nada como um dia depois do outro...



Corrupção policial engavetada no governo Alckmin derruba comandante da PM

O coronel Álvaro Batista Camilo, que estava no comando da PM (Polícia Militar) no Estado de São Paulo entregou o cargo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), na segunda-feira.

Não foi informado as reais razões para a demissão, mas a queda se deu imediatamente após o Ministério Público Estadual de São Paulo abrir investigações para
apurar crimes do governo tucano e da banda podre da polícia relatados pela inteligência da Polícia Civil.

O coronel Camilo é um dos que será chamado a prestar esclarecimentos nestas investigações.


Na sexta-feira, o telejornal da TV Bandeirantes informou que os promotores pretendem acionar, inclusive, a Procuradoria Geral da República para investigar o governador Geraldo Alckmin, pois viram indícios de que ele teria sido conivente com o acobertamento e engavetamento das investigações sobre a corrupção policial.

O coronel Camilo foi guinado ao posto pelo ex-governador José Serra (PSDB/SP) em abril de 2009, e era visto por muitos policiais que atuam nas ruas como um "maçaneta", ou seja, um oficial mais fiel à política palaciana do que às necessidades dos policiais que enfrentam o crime e da população nas ruas. Por isso é difícil imaginar que tenha decidido qualquer coisa que não fosse por ordens vindas de cima.


Seu comando foi marcado por repressão a movimentos sociais e população mais pobre. Ocorreu o extermínio do bairro do Pinheirinho, a controversa operação na cracolândia que espalhou "nóias" por toda a cidade, o polêmico policiamento na USP (Universidade de São Paulo), inclusive com um PM agredindo um estudante negro, a repressão policial à greve dos professores em 2010, com a polêmica infiltração de agentes à paisana da P2 (o serviço secreto da PM). Porém é preciso lembrar que nada disso foi feito por ele sozinho, e sim atendendo ordens dos governadores Serra e depois Alckmin.

Seu afastamento mais parece uma tentativa de evitar que o escândalo do suposto acobertamento da corrupção policial chegue ao Secretário de Segurança e ao governador Alckmin.


Os Amigos do Presidente Lula


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