Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
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sábado, 13 de outubro de 2012
Kassab: mais uma "pedra no sapato" de José Serra
Há muitas perguntas que José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, precisa responder a propósito da desastrosa administração do prefeito Gilberto Kassab.
No caso (tenebroso!) de vir a ser eleito, manterá a cidade de São Paulo "militarizada", ou seja, administrada nas subprefeituras por coroneis reformados da Polícia Militar?
Outra questão de interesse público: servidores municipais de subprefeitura continuarão à vontade para violar a Lei Orgânica do Município, fazendo conluio com particulares para lesar terceiros em questões de regularização de imóveis?
PERGUNTAS A JOSÉ SERRA

JOSÉ DIRCEU
A ligação entre o tucano e o prefeito Gilberto Kassab não pode ser dissolvida na memória dos paulistanos. A pergunta inevitável é: como Serra vai explicar o desastre de uma gestão iniciada justamente por decisão dele?
Confirmada a realização de segundo turno em São Paulo entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), e superado o malfadado "fenômeno" Celso Russomanno, chegamos ao momento em que o candidato tucano, inevitavelmente, terá de começar a prestar contas da péssima gestão de seu aliado e atual prefeito, Gilberto Kassab (ex-DEM, hoje PSD), uma das piores do país, e dos desmandos seus e de seu partido.
No início da campanha, Serra até tentou desvincular-se de Kassab - e de sua alta rejeição -, mas percebeu que seria impossível evitar essa "pedra" em seu sapato, afinal, a ligação entre os dois não pode ser dissolvida na memória dos paulistanos.
A pergunta inevitável é: como Serra vai explicar o desastre de uma gestão iniciada justamente por decisão dele?
Kassab, vice na chapa de Serra em 2004, assumiu como prefeito quando o tucano renunciou ao cargo (um ano e três meses depois!) para se candidatar ao governo do Estado. De acordo com pesquisa Datafolha realizada em agosto, a administração Kassab é aprovada por apenas 24% da população e reprovada por 36%. Com um dos piores desempenhos entre os prefeitos das capitais, sua nota média dada pela população é de 4,4.
Outra pergunta que não quer calar: como o candidato tucano vai explicar os escândalos que cercam a história do consórcio Kassab-Serra à frente da prefeitura? O que dizer, por exemplo, do caso Hussein Aref Saab, funcionário de confiança da dupla, acusado de receber propina para liberar alvarás de novos empreendimentos imobiliários na capital e de acumular irregularmente um patrimônio de mais de R$ 50 milhões? E a instalação de verdadeiras máfias em áreas fundamentais para a população, como a coleta de lixo, o transporte, o fornecimento de merenda e uniformes escolares?
Como explicar a crescente queda de qualidade de vida na maior e mais rica cidade do país, cujos problemas de falta de planejamento atingem a mobilidade urbana, as áreas de Saúde e Educação, passando por uma sórdida política higienista, que expulsa e agride, ao invés de acolher, os cidadãos mais vulneráveis?
E o que dizer, Serra, da série de incêndios ocorridos nas favelas da capital e das suspeitas de que estejam relacionados aos interesses da especulação imobiliária? Nos últimos seis anos, já ocorreram mais de 200 incêndios em favelas paulistanas, 33 do início deste ano até agora. Uma delas, a favela do Moinho, na região da Barra Funda, já foi atingida duas vezes apenas este ano.
Por que só São Paulo tem tantos incêndios, a maioria em locais com maior valorização imobiliária? E por que a CPI instaurada para apurar essas suspeitas não anda? Talvez porque o candidato, quando ainda prefeito, tenha extinto o programa de prevenção de incêndio nas favelas?
E mais: Serra vai continuar escondendo o chamado "mensalão tucano", esquema de desvio de recursos públicos para financiamento da campanha de um dos fundadores de seu partido, o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, candidato à reeleição em 1998, cuja denúncia aguarda julgamento do Supremo Tribunal Federal?
E sobre a privataria tucana - irregularidades documentadas sobre as privatizações que ocorreram durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra participou ativamente e cujas denúncias o atingem diretamente? Nada a dizer, candidato?
Serra seguirá negando a compra de votos para garantir a aprovação da emenda que permitiu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reeleger-se, e que só não foi investigada porque a base governista, agraciada com verbas e cargos, recusou-se a assinar requerimento para instalação de CPI, e também porque o então presidente contava com apoio da grande mídia?
E o que Serra tem a falar sobre a sua habitual prática de loteamento de cargos públicos por apoio político - vide acordo recém fechado com o PTB de Roberto Jefferson neste segundo turno da eleição paulistana, fruto de mero fisiologismo e não em torno de princípios e programa de governo? Acordo selado sem que o candidato mencionasse o julgamento da Ação Penal 470, que ele tanto tem explorado de forma hipócrita e eleitoreira contra Haddad.
Neste ano o PSDB, partido de Serra, foi o campeão de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Dos 317 prefeituráveis "fichas sujas", nada menos que 56 são do PSDB, um número preocupante, especialmente para um partido que se arvora como arauto da ética.
Por que Serra não se pronuncia sobre nada disso? Ele e todos de seu partido e aliados políticos têm a presunção da inocência, mas também o dever de dar à sociedade explicações sobre fatos tão graves.
Será que o candidato tucano não vai abandonar a postura falso-moralista e enxergar que a população paulistana não irá esquecer que utilizou o cargo de prefeito como trampolim político, descumprindo a promessa que fez aos seus eleitores e abandonando a prefeitura nas mãos de Kassab? Serra mentiu por escrito e depois disse que o documento que assinou, comprometendo-se a ficar quatro anos no cargo, tratava-se de um "papelzinho".
Até quando José Serra vai continuar subestimando a inteligência do eleitor de São Paulo e deixar tantas questões sem resposta?
Serra e toda a mídia que o apoia ostensivamente podem até se calar. Mas este silêncio certamente terá um preço. Pelos apontamentos do Datafolha, divulgados nesta semana, Fernando Haddad está na dianteira com dez pontos à sua frente: 47% a 37%, vantagem que deve se ampliar.
Para além das mentiras e contradições de Serra, essa preferência por Haddad e o PT está na forma de governar, no conjunto de propostas, no pensar novo e na força de um projeto popular de país que está mudando a vida das pessoas e tem nas experiências municipais suas grandes incubadoras.
Confirmada a realização de segundo turno em São Paulo entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), e superado o malfadado "fenômeno" Celso Russomanno, chegamos ao momento em que o candidato tucano, inevitavelmente, terá de começar a prestar contas da péssima gestão de seu aliado e atual prefeito, Gilberto Kassab (ex-DEM, hoje PSD), uma das piores do país, e dos desmandos seus e de seu partido.
No início da campanha, Serra até tentou desvincular-se de Kassab - e de sua alta rejeição -, mas percebeu que seria impossível evitar essa "pedra" em seu sapato, afinal, a ligação entre os dois não pode ser dissolvida na memória dos paulistanos.
A pergunta inevitável é: como Serra vai explicar o desastre de uma gestão iniciada justamente por decisão dele?
Kassab, vice na chapa de Serra em 2004, assumiu como prefeito quando o tucano renunciou ao cargo (um ano e três meses depois!) para se candidatar ao governo do Estado. De acordo com pesquisa Datafolha realizada em agosto, a administração Kassab é aprovada por apenas 24% da população e reprovada por 36%. Com um dos piores desempenhos entre os prefeitos das capitais, sua nota média dada pela população é de 4,4.
Outra pergunta que não quer calar: como o candidato tucano vai explicar os escândalos que cercam a história do consórcio Kassab-Serra à frente da prefeitura? O que dizer, por exemplo, do caso Hussein Aref Saab, funcionário de confiança da dupla, acusado de receber propina para liberar alvarás de novos empreendimentos imobiliários na capital e de acumular irregularmente um patrimônio de mais de R$ 50 milhões? E a instalação de verdadeiras máfias em áreas fundamentais para a população, como a coleta de lixo, o transporte, o fornecimento de merenda e uniformes escolares?
Como explicar a crescente queda de qualidade de vida na maior e mais rica cidade do país, cujos problemas de falta de planejamento atingem a mobilidade urbana, as áreas de Saúde e Educação, passando por uma sórdida política higienista, que expulsa e agride, ao invés de acolher, os cidadãos mais vulneráveis?
E o que dizer, Serra, da série de incêndios ocorridos nas favelas da capital e das suspeitas de que estejam relacionados aos interesses da especulação imobiliária? Nos últimos seis anos, já ocorreram mais de 200 incêndios em favelas paulistanas, 33 do início deste ano até agora. Uma delas, a favela do Moinho, na região da Barra Funda, já foi atingida duas vezes apenas este ano.
Por que só São Paulo tem tantos incêndios, a maioria em locais com maior valorização imobiliária? E por que a CPI instaurada para apurar essas suspeitas não anda? Talvez porque o candidato, quando ainda prefeito, tenha extinto o programa de prevenção de incêndio nas favelas?
E mais: Serra vai continuar escondendo o chamado "mensalão tucano", esquema de desvio de recursos públicos para financiamento da campanha de um dos fundadores de seu partido, o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, candidato à reeleição em 1998, cuja denúncia aguarda julgamento do Supremo Tribunal Federal?
E sobre a privataria tucana - irregularidades documentadas sobre as privatizações que ocorreram durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra participou ativamente e cujas denúncias o atingem diretamente? Nada a dizer, candidato?
Serra seguirá negando a compra de votos para garantir a aprovação da emenda que permitiu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reeleger-se, e que só não foi investigada porque a base governista, agraciada com verbas e cargos, recusou-se a assinar requerimento para instalação de CPI, e também porque o então presidente contava com apoio da grande mídia?
E o que Serra tem a falar sobre a sua habitual prática de loteamento de cargos públicos por apoio político - vide acordo recém fechado com o PTB de Roberto Jefferson neste segundo turno da eleição paulistana, fruto de mero fisiologismo e não em torno de princípios e programa de governo? Acordo selado sem que o candidato mencionasse o julgamento da Ação Penal 470, que ele tanto tem explorado de forma hipócrita e eleitoreira contra Haddad.
Neste ano o PSDB, partido de Serra, foi o campeão de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Dos 317 prefeituráveis "fichas sujas", nada menos que 56 são do PSDB, um número preocupante, especialmente para um partido que se arvora como arauto da ética.
Por que Serra não se pronuncia sobre nada disso? Ele e todos de seu partido e aliados políticos têm a presunção da inocência, mas também o dever de dar à sociedade explicações sobre fatos tão graves.
Será que o candidato tucano não vai abandonar a postura falso-moralista e enxergar que a população paulistana não irá esquecer que utilizou o cargo de prefeito como trampolim político, descumprindo a promessa que fez aos seus eleitores e abandonando a prefeitura nas mãos de Kassab? Serra mentiu por escrito e depois disse que o documento que assinou, comprometendo-se a ficar quatro anos no cargo, tratava-se de um "papelzinho".
Até quando José Serra vai continuar subestimando a inteligência do eleitor de São Paulo e deixar tantas questões sem resposta?
Serra e toda a mídia que o apoia ostensivamente podem até se calar. Mas este silêncio certamente terá um preço. Pelos apontamentos do Datafolha, divulgados nesta semana, Fernando Haddad está na dianteira com dez pontos à sua frente: 47% a 37%, vantagem que deve se ampliar.
Para além das mentiras e contradições de Serra, essa preferência por Haddad e o PT está na forma de governar, no conjunto de propostas, no pensar novo e na força de um projeto popular de país que está mudando a vida das pessoas e tem nas experiências municipais suas grandes incubadoras.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Ativista vira Ouvidora da Polícia e continua sob risco
É... Vida de ativista não é fácil, não. Os delinquentes não poupam esforços para se manterem impunes. Até forjar denúncias, fabricar ilícitos, para "assassinar o caráter e a reputação" de suas vítimas, faz parte da munição desses marginais, como acontece com esta Blogueira, acusada pela "meiga" família-quadrilha, que a rouba há 15 anos, de ter contratado "matador de aluguel" para dar fim aos "indefesos" familiares... [!!!]
O papel aceita tudo, mesmo.
A Cidadã Blogueira, Mulher da Comunicação, enviou relato detalhado à Presidenta Dilma, que encaminhou o caso à ministra Maria do Rosário, para acompanhamento por parte da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
Cidadão: está sendo ameaçado, constrangido, intimidado? É vítima de violência física, moral, psicológica, patrimonial, institucional?
Denuncie!
Ativista vira ouvidora da polícia após denúncia de violência e ameaça
Depoimento a ELEONORA DE LUCENA
Liderança de direitos humanos, Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi denunciou a violência policial em Sapopemba, periferia leste de São Paulo.
Ameaçada, precisou sair do país por duas vezes. Foi a primeira pessoa a entrar no programa federal que defende ativistas.
Em 2009 foi para a Paraíba buscar tranquilidade. Virou ouvidora da polícia e segue recebendo ameaças.
João Medeiros/Folhapress
Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi, ouvidora da polícia da Paraíba
Leia depoimento:
A polícia entrava na favela e colocava música de Vivaldi. Enquanto o som tocava, eles abusavam de mulheres, torturavam e assassinavam pessoas. Acontecia em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, no início dos anos 2000.
Eu denunciei. Policiais foram afastados. Sofri ameaças. Em 2003, fui a primeira pessoa a ingressar no programa de proteção federal aos defensores de diretos humanos.
Talvez fosse mais afoita. Meu nome aparecia mais e fui escolhida para ser perseguida. Sempre fui intuitiva e ousada, o que fez de mim uma liderança. Mas não há super-heróis. Minha trajetória foi coletiva.
Aprendi a lutar em Sapopemba. Cresci num ambiente de pobreza, mas também de perspectiva. Tudo no bairro, a água, a luz, tinha sido fruto de muita luta. Era um bairro marcado pelas lutas sociais. Foi um aprendizado.
Eu tinha quatro anos quando cheguei à zona leste. Minha família migrou de Minas no começo da década de 1970. Meu pai tinha só alfabetização básica e foi trabalhar nas firmas do ABC. Minha mãe se alternava entre faxinas e costura.
Quando criança, a gente ia ao aterro sanitário em São Mateus. Catávamos garrafas de vidro e esterco de cavalo para vender. Colaborava na alfabetização de crianças. Também trabalhei numa confecção.
Ficava cada vez mais indignada com as diferenças sociais, com a violência. Muito cedo se aprendia o limite entre a vida e a morte. Havia esquadrões da morte, grupos de extermínio.
As mães da favela foram minhas mestras: não desistiam da vida mesmo chorando os filhos assassinados.
Comecei a me preocupar com as meninas do bairro. Havia uma rede de prostituição. Elas saíam de Sapopemba com a promessa de trabalhar em casas de família, mas acabavam na [av.] São João se prostituindo. Consegui organizar uma casa de acolhimento.
CRIANÇAS
Já fazia magistério e ia para a rua acompanhar a garotada que vendia sucata. As mães reclamavam: como a professora pega papelão na rua? Criamos o Cedeca [Centro de Defesa das Crianças e dos Adolescentes].
Era um tempo em que a cocaína quase não existia e a bandidagem era mais Robin Hood. A partir de 1985 o tráfico entrou para valer. Começam as disputas, mortes.
Foi nessa época que a região conheceu as expressões "correr a curra" ou "correr a carioca". Se uma menina namorava alguém do tráfico e desistia do romance, ela era colocada numa roda com jovens e violentada por todos.
Quando a polícia pegava alguém, íamos atrás. Sabíamos que poderíamos achar a pessoa morta. Começamos a denunciar casos na corregedoria e vimos o que é impunidade: nada acontecia. As poucas investigações que avançavam causavam represálias. Organizações de moradores eram invadidas. Havia perseguições, carros jogados fora da pista.
Denunciei também casos de prostituição envolvendo policiais. Houve ameaças de morte. Adolescentes que eu acompanhava foram torturados para mandar recado para mim.
Diziam que era para me calar ou ia amanhecer com a boca cheia de formiga.
Fui agredida fisicamente. Sofri tentativas de violência sexual. Uma vez foi no Brás. Fui salva por um usuário de drogas. Outra vez um indivíduo que morava no Ipiranga e era lutador tentou me violentar.
CORDA BAMBA
Fui estudar direito para ver como funcionava o Estado. Montamos o centro de defesa dos direitos humanos para denunciar violações.
As ameaças vinham de policiais e justiceiros. Os traficantes também não gostavam: pedir a presença de policiais sérios era colocar dificuldades para traficar e roubar.
Vivíamos numa corda bamba, entre a criminalidade cometida por agentes do Estado e a vigilância de criminosos comuns. Uma vez, numa festa, uma mãe chegou com um pacote de brinquedo e de bala. Era doação de um traficante. Dissemos: não. Não podíamos dar uma dupla mensagem às crianças. Nunca permitimos sermos usados por traficantes.
Quando entrei no programa de proteção federal fui morar na Vila Mariana [zona sul]. Foi um período muito sofrido. Grampearam o meu telefone. Ligações de dentro de presídio, de países latinos, apareceram na minha conta. Queriam dar a entender que eu era envolvida numa rede criminosa.
Nessa tensão, fiquei mal. Tive de sair. Fiquei três meses [dezembro de 2003 a fevereiro de 2004] em Chicago, numa casa de religiosos. Cheguei lá com 39 kg; eu pesava 45 kg. Tive atenção psicológica, fiz exames médicos, me recuperei.
Voltei e segui trabalhando. Fiz denúncias contra policiais que trabalhavam drogados e que praticavam violência sexual. Levei casos para corregedorias, comissões de direitos humanos, Ministério Público.
As ameaças continuavam. Em 2008, policiais entraram numa casa que seria ponto de tráfico. Lá, teriam pego um caderno com nomes e valores. Tinha "D Valdênia". Associaram a mim. Já tinham tentado outras vezes me difamar. Pedi que tudo fosse investigado.
Abriam inquéritos e arquivavam por falta de provas. Depois, reabriram para me escutar. Ou invadiam a associação.
A casa de um dos meus irmãos foi invadida. Colocaram revólver na cabeça do meu sobrinho de oito anos, da minha cunhada. Não levaram nada. Não houve investigação séria.
Jogaram animais mortos no quintal da minha mãe. Para um irmão que joga bola disseram: "Quando acabar o jogo, vai para o enterro da tua irmã".
Fui de novo para o exterior. Com o amparo da Anistia Internacional, fiquei seis meses em Madri em 2008. Mas decidi sair de São Paulo por causa das ameaças à minha família.
Casei em dezembro de 2008 com um homem que foi padre e é educador social. Atuávamos juntos em São Paulo. Viemos para a Paraíba em janeiro de 2009 para trabalhar numa entidade de direitos humanos. Achei que ia ter um ano meio zen. Mas, com dois meses, já estava envolvida até a cabeça.
OUVIDORA
Há um ano sou ouvidora de polícia da Paraíba. É um Estado com muita pobreza, que começa a mudar politicamente, mas onde o coronelismo é muito forte. Tem 3 milhões de habitantes; só neste ano houve 800 assassinatos.
É o quintal dos Estados do Nordeste. Corrupção tem em todo o lugar, mas aqui eles têm pós-doc em corrupção.
Há grupos de extermínio, com envolvimento de policiais, agentes penitenciários. Há também tortura. Recebi denúncias de que policiais andam com um kit tortura nos carros: saco plástico, aparelho de choque e gás de pimenta.
Meu trabalho é denunciar corrupção e esses grupos de extermínio. Neste ano já estamos com 241 casos. A PM tem 9.500 policiais. Na Polícia Civil não chega a 2.000.
Também acompanho famílias de assassinados por policiais. Criei o grupo "As Loucas Mães da Paraíba". São mães que têm filhos assassinados, desaparecidos, levados por policiais. Quando protestavam eram chamadas de loucas.
A ouvidoria não tem autonomia; é vinculada à Secretaria de Segurança. O secretário me deixa trabalhar, mas a estrutura é precaríssima. As corregedorias são muito comprometidas, não apuram.
Estou denunciando PMs e delegados por tortura. Obviamente isso me deixa vulnerável. Não me sinto segura. Ainda não pedi escolta, mas acho que não vai demorar.
Já recebi recados. Mas estão na fase branda. Não vou parar. Não vim de uma periferia tão lascada para conseguir estudar e pegar meu conhecimento e ir para um escritório.
Em 2009 foi para a Paraíba buscar tranquilidade. Virou ouvidora da polícia e segue recebendo ameaças.
João Medeiros/Folhapress
Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi, ouvidora da polícia da Paraíba
Leia depoimento:
A polícia entrava na favela e colocava música de Vivaldi. Enquanto o som tocava, eles abusavam de mulheres, torturavam e assassinavam pessoas. Acontecia em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, no início dos anos 2000.
Eu denunciei. Policiais foram afastados. Sofri ameaças. Em 2003, fui a primeira pessoa a ingressar no programa de proteção federal aos defensores de diretos humanos.
Talvez fosse mais afoita. Meu nome aparecia mais e fui escolhida para ser perseguida. Sempre fui intuitiva e ousada, o que fez de mim uma liderança. Mas não há super-heróis. Minha trajetória foi coletiva.
Aprendi a lutar em Sapopemba. Cresci num ambiente de pobreza, mas também de perspectiva. Tudo no bairro, a água, a luz, tinha sido fruto de muita luta. Era um bairro marcado pelas lutas sociais. Foi um aprendizado.
Eu tinha quatro anos quando cheguei à zona leste. Minha família migrou de Minas no começo da década de 1970. Meu pai tinha só alfabetização básica e foi trabalhar nas firmas do ABC. Minha mãe se alternava entre faxinas e costura.
Quando criança, a gente ia ao aterro sanitário em São Mateus. Catávamos garrafas de vidro e esterco de cavalo para vender. Colaborava na alfabetização de crianças. Também trabalhei numa confecção.
Ficava cada vez mais indignada com as diferenças sociais, com a violência. Muito cedo se aprendia o limite entre a vida e a morte. Havia esquadrões da morte, grupos de extermínio.
As mães da favela foram minhas mestras: não desistiam da vida mesmo chorando os filhos assassinados.
Comecei a me preocupar com as meninas do bairro. Havia uma rede de prostituição. Elas saíam de Sapopemba com a promessa de trabalhar em casas de família, mas acabavam na [av.] São João se prostituindo. Consegui organizar uma casa de acolhimento.
CRIANÇAS
Já fazia magistério e ia para a rua acompanhar a garotada que vendia sucata. As mães reclamavam: como a professora pega papelão na rua? Criamos o Cedeca [Centro de Defesa das Crianças e dos Adolescentes].
Era um tempo em que a cocaína quase não existia e a bandidagem era mais Robin Hood. A partir de 1985 o tráfico entrou para valer. Começam as disputas, mortes.
Foi nessa época que a região conheceu as expressões "correr a curra" ou "correr a carioca". Se uma menina namorava alguém do tráfico e desistia do romance, ela era colocada numa roda com jovens e violentada por todos.
Quando a polícia pegava alguém, íamos atrás. Sabíamos que poderíamos achar a pessoa morta. Começamos a denunciar casos na corregedoria e vimos o que é impunidade: nada acontecia. As poucas investigações que avançavam causavam represálias. Organizações de moradores eram invadidas. Havia perseguições, carros jogados fora da pista.
Denunciei também casos de prostituição envolvendo policiais. Houve ameaças de morte. Adolescentes que eu acompanhava foram torturados para mandar recado para mim.
Diziam que era para me calar ou ia amanhecer com a boca cheia de formiga.
Fui agredida fisicamente. Sofri tentativas de violência sexual. Uma vez foi no Brás. Fui salva por um usuário de drogas. Outra vez um indivíduo que morava no Ipiranga e era lutador tentou me violentar.
CORDA BAMBA
Fui estudar direito para ver como funcionava o Estado. Montamos o centro de defesa dos direitos humanos para denunciar violações.
As ameaças vinham de policiais e justiceiros. Os traficantes também não gostavam: pedir a presença de policiais sérios era colocar dificuldades para traficar e roubar.
Vivíamos numa corda bamba, entre a criminalidade cometida por agentes do Estado e a vigilância de criminosos comuns. Uma vez, numa festa, uma mãe chegou com um pacote de brinquedo e de bala. Era doação de um traficante. Dissemos: não. Não podíamos dar uma dupla mensagem às crianças. Nunca permitimos sermos usados por traficantes.
Quando entrei no programa de proteção federal fui morar na Vila Mariana [zona sul]. Foi um período muito sofrido. Grampearam o meu telefone. Ligações de dentro de presídio, de países latinos, apareceram na minha conta. Queriam dar a entender que eu era envolvida numa rede criminosa.
Nessa tensão, fiquei mal. Tive de sair. Fiquei três meses [dezembro de 2003 a fevereiro de 2004] em Chicago, numa casa de religiosos. Cheguei lá com 39 kg; eu pesava 45 kg. Tive atenção psicológica, fiz exames médicos, me recuperei.
Voltei e segui trabalhando. Fiz denúncias contra policiais que trabalhavam drogados e que praticavam violência sexual. Levei casos para corregedorias, comissões de direitos humanos, Ministério Público.
As ameaças continuavam. Em 2008, policiais entraram numa casa que seria ponto de tráfico. Lá, teriam pego um caderno com nomes e valores. Tinha "D Valdênia". Associaram a mim. Já tinham tentado outras vezes me difamar. Pedi que tudo fosse investigado.
Abriam inquéritos e arquivavam por falta de provas. Depois, reabriram para me escutar. Ou invadiam a associação.
A casa de um dos meus irmãos foi invadida. Colocaram revólver na cabeça do meu sobrinho de oito anos, da minha cunhada. Não levaram nada. Não houve investigação séria.
Jogaram animais mortos no quintal da minha mãe. Para um irmão que joga bola disseram: "Quando acabar o jogo, vai para o enterro da tua irmã".
Fui de novo para o exterior. Com o amparo da Anistia Internacional, fiquei seis meses em Madri em 2008. Mas decidi sair de São Paulo por causa das ameaças à minha família.
Casei em dezembro de 2008 com um homem que foi padre e é educador social. Atuávamos juntos em São Paulo. Viemos para a Paraíba em janeiro de 2009 para trabalhar numa entidade de direitos humanos. Achei que ia ter um ano meio zen. Mas, com dois meses, já estava envolvida até a cabeça.
OUVIDORA
Há um ano sou ouvidora de polícia da Paraíba. É um Estado com muita pobreza, que começa a mudar politicamente, mas onde o coronelismo é muito forte. Tem 3 milhões de habitantes; só neste ano houve 800 assassinatos.
É o quintal dos Estados do Nordeste. Corrupção tem em todo o lugar, mas aqui eles têm pós-doc em corrupção.
Há grupos de extermínio, com envolvimento de policiais, agentes penitenciários. Há também tortura. Recebi denúncias de que policiais andam com um kit tortura nos carros: saco plástico, aparelho de choque e gás de pimenta.
Meu trabalho é denunciar corrupção e esses grupos de extermínio. Neste ano já estamos com 241 casos. A PM tem 9.500 policiais. Na Polícia Civil não chega a 2.000.
Também acompanho famílias de assassinados por policiais. Criei o grupo "As Loucas Mães da Paraíba". São mães que têm filhos assassinados, desaparecidos, levados por policiais. Quando protestavam eram chamadas de loucas.
A ouvidoria não tem autonomia; é vinculada à Secretaria de Segurança. O secretário me deixa trabalhar, mas a estrutura é precaríssima. As corregedorias são muito comprometidas, não apuram.
Estou denunciando PMs e delegados por tortura. Obviamente isso me deixa vulnerável. Não me sinto segura. Ainda não pedi escolta, mas acho que não vai demorar.
Já recebi recados. Mas estão na fase branda. Não vou parar. Não vim de uma periferia tão lascada para conseguir estudar e pegar meu conhecimento e ir para um escritório.
FSP Online
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
SP: crimes contra a Blogueira são atentados ao Estado de Direito
Como venho contando desde o ano passado e relatei no post de ontem (leia abaixo), sou vítima do conluio de "familiares" (ex-cunhada, sobrinho e duas sobrinhas) com servidores municipais da Subprefeitura Penha, cidade de São Paulo. Essa gente "meiga", além de violar meu direito de propriedade, me impedindo de dispor livremente de imóvel a mim legado por meus pais, vem cometendo nos últimos anos verdadeiros ilícitos criminais para me calar, tudo isso com apoio de advogadas de quinta categoria, magistrados, defensores públicos (!!!), policiais e particulares.
No post de ontem eu mostro como essa grande quadrilha, que abriga vários "núcleos", atua neste momento, no sentido de comprometer meu nome, imagem e reputação com pistoleiros e afins [!!!], fabricando denúncia para "assassinar meu caráter", enquanto não conseguem me assassinar de fato, provavelmente com meia-dúzia de tiros, me silenciando para sempre e se safando de punições...
CORRUPÇÃO, ativa e passiva, linchamento moral, intimidações, mentiras, inversões, achincalhe, enxovalho... toda essa imundície alimenta esse esquema criminoso de que sou vítima. Setores apodrecidos do Judiciário dão respaldo a tal esquema, são peça fundamental para que ele se sustente. E o que eu chamo de "advocacia de esgoto" é parte importantíssima, pois é ela que intermedia a comunicação entre os vários núcleos criminosos e busca no ordenamento jurídico brechas para deturpar, deformar, inverter, subverter, "espancando", golpeando o Estado de Direito.
A seguir reproduzo, com alterações, post do último dia primeiro de setembro, que trata dessa "advocacia", esmiuçando suas manobras, seu modus operandi, mostrando como cidadãs aparentemente de bem usam seus diplomas de bacharel em Direito para atuar na sociedade dando respaldo e até cometendo verdadeiros crimes.
Crimes contra a Blogueira são atentados ao Estado de Direito
Eu tive e tenho o infortúnio de enfrentar no Judiciário uma autêntica representante do que eu chamo Advocacia de Esgoto: uma "advocacia" mentirosa, trapaceira, chicaneira, mequetrefe, sem qualquer traço de decoro ou ética, que viola descaradamente dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil e do Código Penal, incluindo os princípios da lealdade e da probidade processual. Um verdadeiro descalabro advocatício, que usa de sua pretensa "imunidade profissional" para cometer crimes em autos de processos, dentro do Judiciário, sob as vistas de magistrados.
Tal iniquidade, dentro do besteirol insultuosamente assacado contra mim, nunca fundamentado em provas, tal iniquidade, cuja advocacia não dá pro gasto, pratica na verdade "indigência advocatícia" e extorsão, buscando enriquecimento ilícito para si e seus "clientes", por meio da degradação de uma profissão tão nobre. Nesta senda criminosa, se vale à saciedade de futricaria, fofoca, diz-que-diz, mentiras, numa logorreia que busca apenas tumulto e extinção de processos, vinganças, achaques a cidadã indefesa e indisposição do Judiciário contra blogueira e blog, ganhando causas por meio de artifícios sujos e torpes. Alô, OAB !!!
Como atua essa "advocacia" fuxiqueira, rasa, tosca, de quinta categoria? Fareja cada vírgula do que eu escrevo, "pinça" no ABC! somente o que lhe interessa, por exemplo, posts críticos a setores do Judiciário, e esconde o restante do que eu escrevo, ocultando textos em que teço elogios a muitos magistrados e juristas. E depois de se aplicar nessa leitura dirigida e fazer anotações, sai por aí proferindo asneiras e desferindo ataques, respaldados sempre por sua Indigência Moral.
O Abra a Boca, Cidadão! publicou centenas de posts sobre o marco inestimável que constituiu o trabalho da ousada ministra Eliana Calmon no comando da Corregedoria Nacional de Justiça. E a aguerrida ministra, com toda a autoridade de Corregedora do CNJ, ministra do Superior Tribunal de Justiça e magistrada de carreira, foi quem vocalizou críticas duríssimas aos "Bandidos de Toga", "Juízes Vagabundos" e "Elites Podres", que emporcalham setores retrógrados do Judiciário.
A Blogueira nada mais fez e faz que abrir espaço e engrossar o coro das denúncias e manifestações da Grande Mulher da Justiça, ministra Eliana Calmon, que já está fazendo falta à frente da Corregedoria.
E é bom lembrar sempre: o insigne jurista Miguel Reale Jr. já alertou: advogados e advogadas são peça fundamental no Esquema de Corrupção dentro do Judiciário, porque são eles que fazem o "leva-e-traz" entre corruptores e magistrados corruptos.
Para encerrar, dedico às representantes da Advocacia de Esgoto, verdadeiro Atentado ao Estado de Direito, e aos demais núcleos criminosos que me lesam, dedico a todos eles fala do eminente decano do Supremo Tribunal Federal, o insuspeito e doutíssimo ministro Celso de Mello, ao proferir recentemente um de seus votos no julgamento do Mensalão:
“Agentes públicos que se deixam corromper, qualquer que seja a sua posição na hierarquia do poder, e particulares que corrompem os servidores do Estado, quaisquer que sejam as vantagens prometidas ou até mesmo entregues, são corruptos e corruptores, os profanadores da República, os subversivos da ordem constitucional. São delinquentes, marginais”.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
São Paulo: Blogueira sob risco de assassinato
"Com o falecimento de Geraldo José de Amorim, os herdeiros promoveram o inventário e partilha amigável e, durante a tramitação do processo de inventário, a requerida Sônia Maria de Amorim iniciou uma implacável e incansável campanha difamatória, caluniosa e injuriosa, contra a requerente e todos os membros da sua família, chegando até planejar a contratação de matador de aluguel para assassiná-los."
(Terceiro parágrafo de "petição" em ação de danos morais contra a Blogueira, movida por sua ex-cunhada no Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo)
Blogueira ameaçada de morte
Tanta coisa acontecendo no Brasil, por conta das eleições, do julgamento do Mensalão no STF, da CPI do Cachoeira... O Brasil todo fervilhando, e esta Blogueira Cidadã tendo que parar por algumas horas suas postagens normais para noticiar seu caso particular: refém de um esquema criminoso armado no tradicional bairro Penha de França (Penha), zona leste da cidade de São Paulo.
O "Caso da Blogueira" é gravíssimo, de interesse público, já que a cidadã é esbulhada e tem seus direitos violados de várias formas por quadrilha parecida com a do Cachoeira e a do Mensalão, constituída por "núcleos".
Os crimes contra a Blogueira, fartamente denunciados na Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo, na Corregedoria Geral do Município de São Paulo e Gabinete do prefeito Gilberto Kassab, na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça e outras instâncias, são cometidos por "familiares" [aspas, mesmo! dá pra chamar isso de "família"?!], servidores públicos da Prefeitura/Subprefeitura da Penha, agentes públicos do Judiciário, com o apoio de defensores públicos, policiais, três ex-inquilinos da Blogueira, vizinhos da Blogueira e outros. Acreditem! A Blogueira enfrenta, por baixo, umas 30 excrescências.
No começo dos ilícitos, os delinquentes tentaram "carimbar" a Blogueira de "louca", para isolá-la de vizinhos, conhecidos e parentes, desqualificar suas denúncias, silenciá-la, se apoderar de sua casa e se perpetuar na impunidade.
Casa da Blogueira, adquirida e legada a ela por seus pais.
Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.
Esta Blogueira que vos escreve detém 3 (três) diplomas da maior, melhor e mais importante universidade brasileira, no ranking das melhores do mundo: a USP, Universidade de São Paulo. Esta Blogueira tem produção intelectual publicada, inclusive sua dissertação de mestrado, editada em livro e indicada em duas categorias ao mais importante prêmio intelectual do Brasil, o Prêmio Jabuti. Esta Blogueira exerceu atividades profissionais, com e sem vínculo, em pequenas, médias e grandes editoras. Esta Blogueira foi professora em universidades públicas e particulares. Esta Blogueira mantém no ar, há 2 (dois) anos, escrevendo diariamente, este aguerrido Abra a Boca, Cidadão!, blog que trata de Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia e Poder, principalmente.
Evidentemente, o "carimbo" de "louca" não colou, não prosperou, como queriam os delinquentes. Transformada em refém dentro de sua própria casa, num "cárcere privado disfarçado", com câmeras de monitoramento e um "cão de guarda" vigiando suas movimentações o dia todo, a Cidadã Blogueira foi para a internet, para as redes sociais, Blogosfera e Facebook, onde tem feito amigos e simpatizantes, para o desespero dos marginais que a roubam e pretendem, agora, ao que tudo indica, assassiná-la. Ou, na melhor das hipóteses, colocar a Blogueira na cadeia, fabricando ilícitos contra ela.
Meus amigos, leitores, banda boa da família e demais frequentadores do ABC!: sou ativista desde os anos 70, quando entrei na USP (Letras) e na Cásper Líbero (Jornalismo), e como estudante, em movimentos de rua, participei das lutas para a derrubada da ditadura e a redemocratização do Brasil. Sou pacifista e defensora de Direitos Humanos, Animais e Meio Ambiente. Sou escritora e blogueira.
De família católica mas de mente aberta e curiosa, sou adepta também de valores imperecíveis do Hinduísmo, Budismo e Espiritualidade Elevada. Discípula de Gandhi e da Ahimsa (Não Violência), não mato uma barata, uma formiguinha, sequer. E como moro em casa antiga, de vez em quando aparecem ratos em meu quintal, que são espantados pelo meu cãozinho caçula, o Arthur, e até por jatos dágua com balde e mangueira.
O pequeno e destemido Arthur
Os delinquentes familiares, acumpliciados com uma "advocacia" criminosa, agora tentam vincular o nome honrado da Blogueira com pistolagem e matadores de aluguel [!!!], ao que tudo indica já armando um assassinato da Blogueira, que será "vendido" para a sociedade como "vingança do matador de aluguel contratado pela Blogueira"!!!
Entenderam a provável "jogada" da Quadrilha? Sendo bem-sucedida a manobra, ao mesmo tempo em que se apropriam da casa e se livram de uma incômoda parente que virou blogueira e que não pára de fazer denúncias, eles se eximem de qualquer culpa, jogando um eventual assassinato da Blogueira nas costas de um "matador de aluguel", supostamente contratado pela Blogueira para eliminar os "meigos" familiares (aqueles que a roubam há 15 anos...).
Tentam destruir, conspurcar, emporcalhar a imagem digna da Blogueira, tentam transformá-la de vítima de falcatruas de toda espécie em Ré... Inversão de papeis, assassinato de reputação, procedimentos muito utilizados por mafiosos.
As tentativas de tachar a Blogueira de "louca", interceptando-a, internando-a e mantendo-a dopada e calada, não deram certo. Os atentados contra a vida e a integridade física que a Blogueira sofreu em 2010 e 2011, este último dentro de sua casa, foram enfrentados e desarticulados pela Blogueira, com a ajuda de amigos e deste bravo blog. O "cárcere privado disfarçado", que impede a Blogueira de transitar livremente e trabalhar, não conseguiu impedir que a Blogueira trabalhe em casa, prestando serviços editoriais online.
Os achincalhes, o linchamento e assédio moral, o achaque que covardemente desferem contra esta Blogueira e o assassinato que ao que tudo indica preparam para calar suas denúncias, tomar sua casa e continuar na impunidade continuarão sendo enfrentados com a mesmíssima coragem, integridade e hombridade com que esta Cidadã sempre se portou em sua vida pessoal e profissional. Ao contrário dos delinquentes que a assediam, a Blogueira nunca teve qualquer contato com pistoleiros e afins. O círculo de relações da Blogueira, que inclui professores, escritores, jornalistas, advogados, ativistas e blogueiros de várias profissões, é e sempre foi elevadíssimo.
Esta Blogueira é do mundo da cultura, como mostra sua história de vida. O mundo do crime é o espaço de atuação dos delinquentes que a roubam e perseguem.
Esta Cidadã repudia com veemência todas as torpezas desesperadamente assacadas contra ela em autos de processos e verbalmente, por esses verdadeiros marginais, reles escória da sociedade.
Mais uma vez esta Cidadã pede medidas urgentes do Estado brasileiro contra tais facínoras e para a proteção de sua vida, sob risco de iminente violência grave.
Justiça para a Blogueira Cidadã !!!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ficha Limpa pode mudar resultado das eleições
O Tribunal Superior Eleitoral está acelerando seus trabalhos para julgar o mais rápido possível recursos impetrados por candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Muitos resultados nas eleições podem ser alterados. E há ainda possibilidade de recursos ao Supremo Tribunal Federal.
TSE PRIORIZA CASOS DA FICHA LIMPA

que os candidatos com pendências não devem ter os votos invalidados
até que a decisão da Justiça seja definitiva
Carolina Sarres, da Agência Brasil – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará prioridade nesta semana ao julgamento de recursos que envolvem candidatos às eleições de 2012 impugnados pela Lei da Ficha Limpa. O tribunal informou que não será possível julgar todos os recursos, mas haverá esforço concentrado para acelerar as decisões. Depois do TSE, os candidatos podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O julgamento no TSE pode mudar resultados das eleições em municípios onde candidatos barrados pela lei tiveram contagem de votos suficiente para ser eleitos ou para disputar o segundo turno, em 28 de outubro. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, explica que os candidatos com pendências no Tribunal não devem ter os votos invalidados até que a decisão da Justiça seja definitiva. Estes recursos podem se referir tanto a impugnações baseadas na Lei da Ficha Limpa, quanto a outras irregularidades.
No total, foram mais de 6,9 mil processos recebidos pelo tribunal, dos quais cerca de 3,6 mil estão com julgamento pendente. No caso da Lei da Ficha Limpa, há 2.247 recursos no TSE, dos quais 764 foram julgados até o momento.
A Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135/2010 proposta por iniciativa popular, proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça ou que renunciaram para não enfrentar processo de cassação de mandato. O objetivo da lei é proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato. As eleições do último domingo (7) foram as primeiras sob o vigor dessa lei.
Brasil 247
São Paulo: animais elegem vereador mais votado
Defensora independente e apaixonada por animais, eu não votei nele, mas acompanho e reconheço seu inestimável trabalho na proteção dos animais.
O vereador Roberto Trípoli (PV), o campeão de votos para a Câmara Municipal de São Paulo, é o responsável pela criação do primeiro hospital veterinário público, implantado no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade de São Paulo, e outras leis e medidas de proteção aos animais.
Toda Vida é Sagrada, e uma sociedade verdadeiramente avançada protege os mais frágeis, o que inclui plantas e animais, esses seres mais que especiais.
Leonardo, morto por maus-tratos dentro
de famosa clínica veterinária no bairro da
Penha, São Paulo
"Quanto mais conheço humanos, mais gosto de animais", diz Tripoli
Nem Roberto Tripoli (PV), 58, esperava tantos votos anteontem: 132 mil, o maior volume na corrida para a Câmara paulistana. Vereador desde 1989, disse ter se surpreendido com o resultado e afirma que o próximo será o seu último mandato na Casa. (EP)
Almeida Rocha/Folhapress

Roberto Tripoli, o vereador mais votado em São Paulo nesta eleição, com 132 mil votos
Entrevista
O primeiro lugar nas urnas o surpreendeu?
Sim, pois a proposta é a mesma de todas as campanhas. Não teve novidade.
A criação do hospital público para animais colaborou para a sua eleição?
A nossa proposta foi bem aceita pela população: vamos bater na mesma tecla dos últimos anos. Em segundo lugar, sou irmão do deputado Ricardo Tripoli (PSDB), que é ambientalista. Terceiro: o prefeito Gilberto Kassab (PSD), do qual sou líder [na Câmara], pôs em prática questões que eu havia colocado para ele, como a Lei Cidade Limpa, o hospital [público] para cães e gatos e equipamentos de ginástica em praças.
Quais são as propostas para o próximo mandato?
Descentralizar o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses], criar esses hospitais em mais regiões... São as mesmas propostas, mas com cacife político maior para conquistá-las.
O paulistano está mais preocupado com os animais do que com as pessoas?
Meu trabalho na Câmara tem projeto de educação, saúde. Me envolvo com todos os temas. Agora, não há dúvida: quanto mais conheço o ser humano, mais gosto dos animais. Temos de cuidar de todas as vidas, independentemente de ser ser humano ou não. E a votação que tive responde a sua pergunta.
FSP Online
*
O primeiro lugar nas urnas o surpreendeu?
Sim, pois a proposta é a mesma de todas as campanhas. Não teve novidade.
A criação do hospital público para animais colaborou para a sua eleição?
A nossa proposta foi bem aceita pela população: vamos bater na mesma tecla dos últimos anos. Em segundo lugar, sou irmão do deputado Ricardo Tripoli (PSDB), que é ambientalista. Terceiro: o prefeito Gilberto Kassab (PSD), do qual sou líder [na Câmara], pôs em prática questões que eu havia colocado para ele, como a Lei Cidade Limpa, o hospital [público] para cães e gatos e equipamentos de ginástica em praças.
Quais são as propostas para o próximo mandato?
Descentralizar o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses], criar esses hospitais em mais regiões... São as mesmas propostas, mas com cacife político maior para conquistá-las.
O paulistano está mais preocupado com os animais do que com as pessoas?
Meu trabalho na Câmara tem projeto de educação, saúde. Me envolvo com todos os temas. Agora, não há dúvida: quanto mais conheço o ser humano, mais gosto dos animais. Temos de cuidar de todas as vidas, independentemente de ser ser humano ou não. E a votação que tive responde a sua pergunta.
FSP Online
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