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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ativista vira Ouvidora da Polícia e continua sob risco


É... Vida de ativista não é fácil, não. Os delinquentes não poupam esforços para se manterem impunes. Até forjar denúncias, fabricar ilícitos, para "assassinar o caráter e a reputação" de suas vítimas, faz parte da munição desses marginais, como acontece com esta Blogueira, acusada pela "meiga" família-quadrilha, que a rouba há 15 anos, de ter contratado "matador de aluguel" para dar fim aos  "indefesos" familiares... [!!!] 

O papel aceita tudo, mesmo.

A Cidadã Blogueira, Mulher da Comunicação, enviou relato detalhado à Presidenta Dilma, que encaminhou o caso à ministra Maria do Rosário, para acompanhamento por parte da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

Cidadão: está sendo ameaçado, constrangido, intimidado? É vítima de violência física, moral, psicológica, patrimonial, institucional?

Denuncie! 




Ativista vira ouvidora da polícia após denúncia de violência e ameaça

Depoimento a 
ELEONORA DE LUCENA

Liderança de direitos humanos, Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi denunciou a violência policial em Sapopemba, periferia leste de São Paulo.

Ameaçada, precisou sair do país por duas vezes. Foi a primeira pessoa a entrar no programa federal que defende ativistas.

Em 2009 foi para a Paraíba buscar tranquilidade. Virou ouvidora da polícia e segue recebendo ameaças.

João Medeiros/Folhapress

Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi, ouvidora da polícia da Paraíba


Leia depoimento:

A polícia entrava na favela e colocava música de Vivaldi. Enquanto o som tocava, eles abusavam de mulheres, torturavam e assassinavam pessoas. Acontecia em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, no início dos anos 2000.

Eu denunciei. Policiais foram afastados. Sofri ameaças. Em 2003, fui a primeira pessoa a ingressar no programa de proteção federal aos defensores de diretos humanos.

Talvez fosse mais afoita. Meu nome aparecia mais e fui escolhida para ser perseguida. Sempre fui intuitiva e ousada, o que fez de mim uma liderança. Mas não há super-heróis. Minha trajetória foi coletiva.

Aprendi a lutar em Sapopemba. Cresci num ambiente de pobreza, mas também de perspectiva. Tudo no bairro, a água, a luz, tinha sido fruto de muita luta. Era um bairro marcado pelas lutas sociais. Foi um aprendizado.

Eu tinha quatro anos quando cheguei à zona leste. Minha família migrou de Minas no começo da década de 1970. Meu pai tinha só alfabetização básica e foi trabalhar nas firmas do ABC. Minha mãe se alternava entre faxinas e costura.

Quando criança, a gente ia ao aterro sanitário em São Mateus. Catávamos garrafas de vidro e esterco de cavalo para vender. Colaborava na alfabetização de crianças. Também trabalhei numa confecção.

Ficava cada vez mais indignada com as diferenças sociais, com a violência. Muito cedo se aprendia o limite entre a vida e a morte. Havia esquadrões da morte, grupos de extermínio.

As mães da favela foram minhas mestras: não desistiam da vida mesmo chorando os filhos assassinados.

Comecei a me preocupar com as meninas do bairro. Havia uma rede de prostituição. Elas saíam de Sapopemba com a promessa de trabalhar em casas de família, mas acabavam na [av.] São João se prostituindo. Consegui organizar uma casa de acolhimento.


CRIANÇAS

Já fazia magistério e ia para a rua acompanhar a garotada que vendia sucata. As mães reclamavam: como a professora pega papelão na rua? Criamos o Cedeca [Centro de Defesa das Crianças e dos Adolescentes].

Era um tempo em que a cocaína quase não existia e a bandidagem era mais Robin Hood. A partir de 1985 o tráfico entrou para valer. Começam as disputas, mortes.

Foi nessa época que a região conheceu as expressões "correr a curra" ou "correr a carioca". Se uma menina namorava alguém do tráfico e desistia do romance, ela era colocada numa roda com jovens e violentada por todos.

Quando a polícia pegava alguém, íamos atrás. Sabíamos que poderíamos achar a pessoa morta. Começamos a denunciar casos na corregedoria e vimos o que é impunidade: nada acontecia. As poucas investigações que avançavam causavam represálias. Organizações de moradores eram invadidas. Havia perseguições, carros jogados fora da pista.

Denunciei também casos de prostituição envolvendo policiais. Houve ameaças de morte. Adolescentes que eu acompanhava foram torturados para mandar recado para mim.

Diziam que era para me calar ou ia amanhecer com a boca cheia de formiga.

Fui agredida fisicamente. Sofri tentativas de violência sexual. Uma vez foi no Brás. Fui salva por um usuário de drogas. Outra vez um indivíduo que morava no Ipiranga e era lutador tentou me violentar.


CORDA BAMBA

Fui estudar direito para ver como funcionava o Estado. Montamos o centro de defesa dos direitos humanos para denunciar violações.

As ameaças vinham de policiais e justiceiros. Os traficantes também não gostavam: pedir a presença de policiais sérios era colocar dificuldades para traficar e roubar.

Vivíamos numa corda bamba, entre a criminalidade cometida por agentes do Estado e a vigilância de criminosos comuns. Uma vez, numa festa, uma mãe chegou com um pacote de brinquedo e de bala. Era doação de um traficante. Dissemos: não. Não podíamos dar uma dupla mensagem às crianças. Nunca permitimos sermos usados por traficantes.

Quando entrei no programa de proteção federal fui morar na Vila Mariana [zona sul]. Foi um período muito sofrido. Grampearam o meu telefone. Ligações de dentro de presídio, de países latinos, apareceram na minha conta. Queriam dar a entender que eu era envolvida numa rede criminosa.

Nessa tensão, fiquei mal. Tive de sair. Fiquei três meses [dezembro de 2003 a fevereiro de 2004] em Chicago, numa casa de religiosos. Cheguei lá com 39 kg; eu pesava 45 kg. Tive atenção psicológica, fiz exames médicos, me recuperei.

Voltei e segui trabalhando. Fiz denúncias contra policiais que trabalhavam drogados e que praticavam violência sexual. Levei casos para corregedorias, comissões de direitos humanos, Ministério Público.

As ameaças continuavam. Em 2008, policiais entraram numa casa que seria ponto de tráfico. Lá, teriam pego um caderno com nomes e valores. Tinha "D Valdênia". Associaram a mim. Já tinham tentado outras vezes me difamar. Pedi que tudo fosse investigado.

Abriam inquéritos e arquivavam por falta de provas. Depois, reabriram para me escutar. Ou invadiam a associação.

A casa de um dos meus irmãos foi invadida. Colocaram revólver na cabeça do meu sobrinho de oito anos, da minha cunhada. Não levaram nada. Não houve investigação séria.

Jogaram animais mortos no quintal da minha mãe. Para um irmão que joga bola disseram: "Quando acabar o jogo, vai para o enterro da tua irmã".

Fui de novo para o exterior. Com o amparo da Anistia Internacional, fiquei seis meses em Madri em 2008. Mas decidi sair de São Paulo por causa das ameaças à minha família.

Casei em dezembro de 2008 com um homem que foi padre e é educador social. Atuávamos juntos em São Paulo. Viemos para a Paraíba em janeiro de 2009 para trabalhar numa entidade de direitos humanos. Achei que ia ter um ano meio zen. Mas, com dois meses, já estava envolvida até a cabeça.


OUVIDORA

Há um ano sou ouvidora de polícia da Paraíba. É um Estado com muita pobreza, que começa a mudar politicamente, mas onde o coronelismo é muito forte. Tem 3 milhões de habitantes; só neste ano houve 800 assassinatos.

É o quintal dos Estados do Nordeste. Corrupção tem em todo o lugar, mas aqui eles têm pós-doc em corrupção.

Há grupos de extermínio, com envolvimento de policiais, agentes penitenciários. Há também tortura. Recebi denúncias de que policiais andam com um kit tortura nos carros: saco plástico, aparelho de choque e gás de pimenta.

Meu trabalho é denunciar corrupção e esses grupos de extermínio. Neste ano já estamos com 241 casos. A PM tem 9.500 policiais. Na Polícia Civil não chega a 2.000.

Também acompanho famílias de assassinados por policiais. Criei o grupo "As Loucas Mães da Paraíba". São mães que têm filhos assassinados, desaparecidos, levados por policiais. Quando protestavam eram chamadas de loucas.

A ouvidoria não tem autonomia; é vinculada à Secretaria de Segurança. O secretário me deixa trabalhar, mas a estrutura é precaríssima. As corregedorias são muito comprometidas, não apuram.

Estou denunciando PMs e delegados por tortura. Obviamente isso me deixa vulnerável. Não me sinto segura. Ainda não pedi escolta, mas acho que não vai demorar.

Já recebi recados. Mas estão na fase branda. Não vou parar. Não vim de uma periferia tão lascada para conseguir estudar e pegar meu conhecimento e ir para um escritório.

FSP Online

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SP: crimes contra a Blogueira são atentados ao Estado de Direito



Como venho contando desde o ano passado e relatei no post de ontem (leia abaixo), sou vítima do conluio de "familiares" (ex-cunhada, sobrinho e duas sobrinhas) com servidores municipais da Subprefeitura Penha, cidade de São Paulo. Essa gente "meiga", além de violar meu direito de propriedade, me impedindo de dispor livremente de imóvel a mim legado por meus pais, vem cometendo nos últimos anos verdadeiros ilícitos criminais para me calar, tudo isso com apoio de advogadas de quinta categoria, magistrados, defensores públicos (!!!), policiais e particulares.

No post de ontem eu mostro como essa grande quadrilha, que abriga vários "núcleos",  atua neste momento, no sentido de comprometer meu nome, imagem e reputação com pistoleiros e afins [!!!], fabricando denúncia para "assassinar meu caráter", enquanto não conseguem me assassinar de fato, provavelmente com meia-dúzia de tiros, me silenciando para sempre e se safando de punições...

CORRUPÇÃO, ativa e passiva, linchamento moral, intimidações, mentiras, inversões, achincalhe, enxovalho... toda essa imundície alimenta esse esquema criminoso de que sou vítima. Setores apodrecidos do Judiciário dão respaldo a tal esquema, são peça fundamental para que ele se sustente. E o que eu chamo de "advocacia de esgoto" é parte importantíssima, pois é ela que intermedia a comunicação entre os vários núcleos criminosos e busca no ordenamento jurídico brechas para deturpar, deformar, inverter, subverter, "espancando", golpeando o Estado de Direito. 

A seguir reproduzo, com alterações, post do último dia primeiro de setembro, que trata dessa "advocacia", esmiuçando suas manobras, seu modus operandi, mostrando como cidadãs aparentemente de bem usam seus diplomas de bacharel em Direito para atuar na sociedade dando respaldo e até cometendo verdadeiros crimes.





Crimes contra a Blogueira são atentados ao Estado de Direito

Eu tive e tenho o infortúnio de enfrentar no Judiciário uma autêntica representante do que eu chamo Advocacia de Esgoto: uma "advocacia" mentirosa, trapaceira,  chicaneira, mequetrefe, sem qualquer traço de decoro ou ética, que viola descaradamente dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil e do Código Penal, incluindo os princípios da lealdade e da probidade processual. Um verdadeiro descalabro advocatício, que usa de sua pretensa "imunidade profissional" para cometer crimes em autos de processos, dentro do Judiciário, sob as vistas de magistrados.

Tal iniquidade, dentro do besteirol insultuosamente assacado contra mim, nunca fundamentado em provas, tal iniquidade, cuja advocacia não dá pro gasto, pratica na verdade "indigência advocatícia" e extorsão, buscando enriquecimento ilícito para si e seus "clientes", por meio da degradação de uma profissão tão nobre. Nesta senda criminosa, se vale à saciedade de futricaria, fofoca, diz-que-diz, mentiras, numa logorreia que busca apenas tumulto e extinção de processos, vinganças, achaques a cidadã indefesa e indisposição do Judiciário contra blogueira e blog, ganhando causas por meio de artifícios sujos e torpes. Alô, OAB !!!

Como atua essa "advocacia" fuxiqueira, rasa, tosca, de quinta categoria? Fareja cada vírgula do que eu escrevo, "pinça" no ABC! somente o que lhe interessa, por exemplo, posts críticos a setores do Judiciário, e esconde o restante do que eu escrevo, ocultando textos em que teço elogios a muitos magistrados e juristas. E depois de se aplicar nessa leitura dirigida e fazer anotações, sai por aí proferindo asneiras e desferindo ataques, respaldados sempre por sua Indigência Moral.

O Abra a Boca, Cidadão! publicou centenas de posts sobre o marco inestimável que constituiu o trabalho da ousada ministra Eliana Calmon no comando da Corregedoria Nacional de Justiça. E a aguerrida ministra, com toda a autoridade de Corregedora do CNJ, ministra do Superior Tribunal de Justiça e magistrada de carreira, foi quem vocalizou críticas duríssimas aos "Bandidos de Toga", "Juízes Vagabundos" e "Elites Podres", que emporcalham setores retrógrados do Judiciário.

A Blogueira nada mais fez e faz que abrir espaço e engrossar o coro das denúncias e manifestações da Grande Mulher da Justiça, ministra Eliana Calmon, que já está fazendo falta à frente da Corregedoria.

E é bom lembrar sempre: o insigne jurista Miguel Reale Jr. já alertou: advogados e advogadas são peça fundamental no Esquema de Corrupção dentro do Judiciário, porque são eles que fazem o "leva-e-traz" entre corruptores e magistrados corruptos.

Para encerrar, dedico às representantes da Advocacia de Esgoto, verdadeiro Atentado ao Estado de Direito, e aos demais núcleos criminosos que me lesam, dedico a todos eles fala do eminente decano do Supremo Tribunal Federal, o insuspeito e doutíssimo ministro Celso de Mello, ao proferir recentemente um de seus votos no julgamento do Mensalão:



“Agentes públicos que se deixam corromper, qualquer que seja a sua posição na hierarquia do poder, e particulares que corrompem os servidores do Estado, quaisquer que sejam as vantagens prometidas ou até mesmo entregues, são corruptos e corruptores, os profanadores da República, os subversivos da ordem constitucional. São delinquentes, marginais”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

São Paulo: Blogueira sob risco de assassinato


"Com o falecimento de Geraldo José de Amorim, os herdeiros promoveram o inventário e partilha amigável e, durante a tramitação do processo de inventário, a requerida Sônia Maria de Amorim iniciou uma implacável e incansável campanha difamatória, caluniosa e injuriosa, contra a requerente e todos os membros da sua família, chegando até planejar a contratação de matador de aluguel para assassiná-los."

(Terceiro parágrafo de "petição" em ação de danos morais contra a Blogueira, movida por sua ex-cunhada no Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo)



                                                   Blogueira ameaçada de morte

Tanta coisa acontecendo no Brasil, por conta das eleições, do julgamento do Mensalão no STF, da CPI do Cachoeira... O Brasil todo fervilhando, e esta Blogueira Cidadã tendo que parar por algumas horas suas postagens normais para noticiar seu caso particular: refém de um esquema criminoso armado no tradicional bairro Penha de França (Penha), zona leste da cidade de São Paulo.

O "Caso da Blogueira" é gravíssimo, de interesse público, já que a cidadã é esbulhada e tem seus direitos violados de várias formas por quadrilha parecida com a do Cachoeira e a do Mensalão, constituída por "núcleos".

Os crimes contra a Blogueira, fartamente denunciados na Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo, na Corregedoria Geral do Município de São Paulo e Gabinete do prefeito Gilberto Kassab, na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça e outras instâncias, são cometidos por "familiares" [aspas, mesmo! dá pra chamar isso de "família"?!], servidores públicos da Prefeitura/Subprefeitura da Penha, agentes públicos do Judiciário, com o apoio de defensores públicos, policiais, três ex-inquilinos da Blogueira, vizinhos da Blogueira e outros. Acreditem! A Blogueira enfrenta, por baixo, umas 30 excrescências.

No começo dos ilícitos, os delinquentes tentaram "carimbar" a Blogueira de "louca", para isolá-la de vizinhos, conhecidos e parentes, desqualificar suas denúncias, silenciá-la, se apoderar de sua casa e se perpetuar na impunidade.


                              Casa da Blogueira, adquirida e legada a ela por seus pais.
                                   Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Esta Blogueira que vos escreve detém 3 (três) diplomas da maior, melhor e mais importante universidade brasileira, no ranking das melhores do mundo: a USP, Universidade de São Paulo. Esta Blogueira tem produção intelectual publicada, inclusive sua dissertação de mestrado, editada em livro e indicada em duas categorias ao mais importante prêmio intelectual do Brasil, o Prêmio Jabuti. Esta Blogueira exerceu atividades profissionais, com e sem vínculo, em pequenas, médias e grandes editoras. Esta Blogueira foi professora em universidades públicas e particulares. Esta Blogueira mantém no ar, há 2 (dois) anos, escrevendo diariamente, este aguerrido Abra a Boca, Cidadão!, blog que trata de Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia e Poder, principalmente.

Evidentemente, o "carimbo" de "louca" não colou, não prosperou, como queriam os delinquentes. Transformada em refém dentro de sua própria casa, num "cárcere privado disfarçado", com câmeras de monitoramento e um "cão de guarda" vigiando suas movimentações o dia todo, a Cidadã Blogueira foi para a internet, para as redes sociais, Blogosfera e Facebook, onde tem feito amigos e simpatizantes, para o desespero dos marginais que a roubam e pretendem, agora, ao que tudo indica, assassiná-la. Ou, na melhor das hipóteses, colocar a Blogueira na cadeia, fabricando ilícitos contra ela.

Meus amigos, leitores, banda boa da família e demais frequentadores do ABC!: sou ativista desde os anos 70, quando entrei na USP (Letras) e na Cásper Líbero (Jornalismo), e como estudante, em movimentos de rua, participei das lutas para a derrubada da ditadura e a redemocratização do Brasil. Sou pacifista e defensora de Direitos Humanos, Animais e Meio Ambiente. Sou escritora e blogueira. 

De família católica mas de mente aberta e curiosa, sou adepta também de valores imperecíveis do Hinduísmo, Budismo e Espiritualidade Elevada. Discípula de Gandhi e da Ahimsa (Não Violência), não mato uma barata, uma formiguinha, sequer. E como moro em casa antiga, de vez em quando aparecem ratos em meu quintal, que são espantados pelo meu cãozinho caçula, o Arthur, e até por jatos dágua com balde e mangueira.


                                                       O pequeno e destemido Arthur 

Os delinquentes familiares, acumpliciados com uma "advocacia" criminosa, agora tentam vincular o nome honrado da Blogueira com pistolagem e matadores de aluguel [!!!], ao que tudo indica já armando um assassinato da Blogueira, que será "vendido" para a sociedade como "vingança do matador de aluguel contratado pela Blogueira"!!!

Entenderam a provável "jogada" da Quadrilha?  Sendo bem-sucedida a manobra, ao mesmo tempo em que se apropriam da casa e se livram de uma incômoda parente que virou blogueira e que não pára de fazer denúncias, eles se eximem de qualquer culpa, jogando um eventual assassinato da Blogueira nas costas de um "matador de aluguel", supostamente contratado pela Blogueira para eliminar os "meigos" familiares (aqueles que a roubam há 15 anos...). 

Tentam destruir, conspurcar, emporcalhar a imagem digna da Blogueira, tentam transformá-la de vítima de falcatruas de toda espécie em Ré... Inversão de papeis, assassinato de reputação, procedimentos muito utilizados por mafiosos.

As tentativas de tachar a Blogueira de "louca", interceptando-a, internando-a e mantendo-a dopada e calada, não deram certo. Os atentados contra a vida e a integridade física que a Blogueira sofreu em 2010 e 2011, este último dentro de sua casa, foram enfrentados e desarticulados pela Blogueira, com a ajuda de amigos e deste bravo blog. O "cárcere privado disfarçado", que impede a Blogueira de transitar livremente e trabalhar, não conseguiu impedir que a Blogueira trabalhe em casa, prestando serviços editoriais online.

Os achincalhes, o linchamento e assédio moral, o achaque que covardemente desferem contra esta Blogueira e o assassinato que ao que tudo indica preparam para calar suas denúncias, tomar sua casa e continuar na impunidade continuarão sendo enfrentados com a mesmíssima coragem, integridade e hombridade com que esta Cidadã sempre se portou em sua vida pessoal e profissional. Ao contrário dos delinquentes que a assediam, a Blogueira nunca teve qualquer contato com pistoleiros e afins. O círculo de relações da Blogueira, que inclui professores, escritores, jornalistas, advogados, ativistas e blogueiros de várias profissões, é e sempre foi elevadíssimo.

Esta Blogueira é do mundo da cultura, como mostra sua história de vida. O mundo do crime é o espaço de atuação dos delinquentes que a roubam e perseguem.

Esta Cidadã repudia com veemência todas as torpezas desesperadamente assacadas contra ela em autos de processos e verbalmente, por esses verdadeiros marginais, reles escória da sociedade. 

Mais uma vez esta Cidadã pede medidas urgentes do Estado brasileiro contra tais facínoras e para a proteção de sua vida, sob risco de iminente violência grave.

Justiça para a Blogueira Cidadã !!!




terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ficha Limpa pode mudar resultado das eleições


O Tribunal Superior Eleitoral está acelerando seus trabalhos para julgar o mais rápido possível recursos impetrados por candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Muitos resultados nas eleições podem ser alterados. E há ainda possibilidade de recursos ao Supremo Tribunal Federal.


TSE PRIORIZA CASOS DA FICHA LIMPA


                   Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia explica 
                   que os candidatos com pendências não devem ter os votos invalidados 
                   até que a decisão da Justiça seja definitiva

Carolina Sarres, da Agência Brasil – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará prioridade nesta semana ao julgamento de recursos que envolvem candidatos às eleições de 2012 impugnados pela Lei da Ficha Limpa. O tribunal informou que não será possível julgar todos os recursos, mas haverá esforço concentrado para acelerar as decisões. Depois do TSE, os candidatos podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento no TSE pode mudar resultados das eleições em municípios onde candidatos barrados pela lei tiveram contagem de votos suficiente para ser eleitos ou para disputar o segundo turno, em 28 de outubro. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, explica que os candidatos com pendências no Tribunal não devem ter os votos invalidados até que a decisão da Justiça seja definitiva. Estes recursos podem se referir tanto a impugnações baseadas na Lei da Ficha Limpa, quanto a outras irregularidades.

No total, foram mais de 6,9 mil processos recebidos pelo tribunal, dos quais cerca de 3,6 mil estão com julgamento pendente. No caso da Lei da Ficha Limpa, há 2.247 recursos no TSE, dos quais 764 foram julgados até o momento.

A Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135/2010 proposta por iniciativa popular, proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça ou que renunciaram para não enfrentar processo de cassação de mandato. O objetivo da lei é proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato. As eleições do último domingo (7) foram as primeiras sob o vigor dessa lei.


Brasil 247


São Paulo: animais elegem vereador mais votado


Defensora independente e apaixonada por animais, eu não votei nele, mas acompanho e reconheço seu inestimável trabalho na proteção dos animais.

O vereador Roberto Trípoli (PV), o campeão de votos para a Câmara Municipal de São Paulo, é o responsável pela criação do primeiro hospital veterinário público, implantado no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade de São Paulo, e outras leis e medidas de proteção aos animais.

Toda Vida é Sagrada, e uma sociedade verdadeiramente avançada protege os mais frágeis, o que inclui plantas e animais, esses seres mais que especiais.


      Leonardo, morto por maus-tratos dentro 
       de famosa clínica veterinária no bairro da 
       Penha, São Paulo


"Quanto mais conheço humanos, mais gosto de animais", diz Tripoli

Nem Roberto Tripoli (PV), 58, esperava tantos votos anteontem: 132 mil, o maior volume na corrida para a Câmara paulistana. Vereador desde 1989, disse ter se surpreendido com o resultado e afirma que o próximo será o seu último mandato na Casa. (EP)

Almeida Rocha/Folhapress

Roberto Tripoli, o vereador mais votado em São Paulo nesta eleição, com 132 mil votos

Entrevista

O primeiro lugar nas urnas o surpreendeu?

Sim, pois a proposta é a mesma de todas as campanhas. Não teve novidade.

A criação do hospital público para animais colaborou para a sua eleição?

A nossa proposta foi bem aceita pela população: vamos bater na mesma tecla dos últimos anos. Em segundo lugar, sou irmão do deputado Ricardo Tripoli (PSDB), que é ambientalista. Terceiro: o prefeito Gilberto Kassab (PSD), do qual sou líder [na Câmara], pôs em prática questões que eu havia colocado para ele, como a Lei Cidade Limpa, o hospital [público] para cães e gatos e equipamentos de ginástica em praças.

Quais são as propostas para o próximo mandato?

Descentralizar o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses], criar esses hospitais em mais regiões... São as mesmas propostas, mas com cacife político maior para conquistá-las.

O paulistano está mais preocupado com os animais do que com as pessoas?

Meu trabalho na Câmara tem projeto de educação, saúde. Me envolvo com todos os temas. Agora, não há dúvida: quanto mais conheço o ser humano, mais gosto dos animais. Temos de cuidar de todas as vidas, independentemente de ser ser humano ou não. E a votação que tive responde a sua pergunta.


FSP Online

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Professora Ativista se elege em Natal


Mazelas não faltam no Brasil. No Judiciário, na administração pública, na saúde, na educação... 

É preciso denunciar tais mazelas, apontar erros, distorções, ilícitos, reivindicar medidas cabíveis etc. e tal. E ocupar espaços.

Não há outra saída para a cidadã e o cidadão, a não ser abrir a boca de alguma forma. Não há outra saída para a democracia, que se alimenta de eleições há cada 2 ou 4 anos, mas também de atuação combativa o tempo todo. 

Veja o grande exemplo da professora-ativista Amanda Gurgel, cujo desabafo em audiência pública sobre educação explodiu em milhares de acessos nas redes sociais, o que lhe valeu uma cadeira na Câmara Municipal de Natal, onde defenderá ideais e tentará transformá-los em projetos e programas.




Professora que ficou famosa no YouTube se elege vereadora em Natal

Amanda Gurgel, que se revoltou com a precariedade do ensino, teve votação expressiva pelo PSTU e elegeu mais dois do PSOL

Wilson Lima 

Conhecida pelo vídeo de desabafo no YouTube em que ataca a precariedade do ensino público no Rio Grande do Norte, realizado durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, a professora Amanda Gurgel conseguiu eleger-se a primeira vereadora do País pelo PSTU. Ela foi a vereadora mais votada na Câmara de Natal e, com isso, conseguiu eleger dois candidatos do PSOL pela coligação: Sandro Pimentel e Marcos do PSOL. Ela obteve 32 mil votos (8,5% do total).

No ano passado, ela ficou conhecida por um desabafo que rendeu aproximadamente 80 mil acessos no Youtube em menos de dois dias. O assunto também chegou à lista dos trending topics do Twitter. Na época, ela constrangeu deputados da Assembleia Legislativa potiguar perguntando aos deputados se eles “conseguiriam viver e manter seu padrão de vida com um salário de R$ 930”.

Além de ter conseguido eleger uma vereadora, o PSTU também disputará um segundo turno de eleição majoritária em Belém, na coligação com Edmilson Rodrigues, do PSOL.


Portal iG

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012: São Paulo agradece a "São Lula"


Ventos de mudança começam a soprar em São Paulo...

Finalmente o sofrido e esbulhado povo paulistano, amargando anos e anos os efeitos desastrosos de uma administração medíocre, começa a ver uma luz no fim do túnel, pela passagem do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), para o segundo turno das eleições.

E isso só foi possível graças à extraordinária inteligência política de Luiz Inácio Lula da Silva, o "São Lula", estadista global e melhor presidente da República que este País já conheceu, o grande vencedor do dia de ontem.

Para esta cidadã paulistana, que acompanha a política local e nacional há três décadas, e nos últimos anos se tornou vítima de delinquentes familiares em conluio com quadrilha que infesta a administração municipal, esquema criminoso já denunciado ao prefeito Gilberto Kassab e ao Corregedor-Geral do Município Edílson Mougenot, a notícia da possibilidade de uma administração petista extirpar a corrupção instalada em São Paulo, livrando de uma vez por todas a cidade do obscurantismo, é a melhor da semana.

"São Lula", Protetor do Povo Brasileiro, "Criador" de Dilma Rousseff Presidenta da República, pode também receber de imediato o título de Protetor do Cidadão Paulistano, Defensor e Benfeitor Eterno da Cidade de São Paulo.

Alvíssaras!  




PT resiste a ataques sobre mensalão e reacende força de Lula nas eleições

Resultado obtido pela legenda nas urnas ajuda a enfraquecer teses sobre pulverização da influência do ex-presidente e impacto do julgamento no Supremo na disputa

Yan Boechat e Ricardo Galhardo

O resultado obtido pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais deste domingo serviu para enfraquecer duas teses políticas que começavam a ganhar corpo entre analistas, partidos e políticos brasileiros. A primeira é de que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eleições municipais estava cada vez mais restrita a cidades largamente beneficiadas por programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. A segunda é de que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) teria força suficiente para impactar candidatos dos partidos envolvidos, em especial o PT.


                      Ex-presidente saiu vitorioso ao construir pessoalmente projeto da 
                      candidatura de Haddad em São Paulo      Agência Estado

O PT de Lula garantiu a arrancada de Fernando Haddad na última semana da campanha pela Prefeitura de São Paulo. O candidato petista, que recebeu apenas cerca de 100 mil votos a menos que o vencedor do primeiro turno, José Serra (PSDB), foi uma criação exclusiva de Lula. Assim como a presidenta Dilma Rousseff, ungida candidata à Presidência da República pelo antecessor, Haddad nunca havia sido candidato a nada. Nem a presidente de partido.

Ministro da Educação de Lula em seu primeiro e segundo mandatos, Haddad foi imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo ao PT pelo ex-presidente no ano passado. Desconhecido, rejeitado por grupos importantes do partido em São Paulo, como aquele liderado pela agora ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no início da campanha, Haddad era chamado de Andrade pelos eleitores da periferia de São Paulo. Largou com 3% de intenções de voto nas primeiras pesquisas e só ultrapassou a casa dos 10% após o início do programa eleitoral gratuito.

Mas Lula repetiu a estratégia que adotou com Dilma e apostou todas as suas fichas em sua popularidade como ex-presidente. Ao longo de toda a campanha, Haddad apresentou-se, basicamente, como o candidato de Lula. E Lula, mesmo recuperando-se de um câncer na laringe, não poupou esforços para fazer sua aposta vingar. Esteve em dezenas de comícios, gravou inúmeros programas de TV e de rádio e, muitas vezes, foi pessoalmente fazer campanha com seu escolhido pelas ruas de São Paulo.

Ao final do périplo, Haddad conquistou a vaga, apertada, é verdade, ao segundo turno. A vitória do petista, foi a vitória de Lula, porque sem Lula, não haveria Haddad.

Mas a força do ex-presidente não se mostrou infalível. Na verdade, Lula sofreu duas derrotas importantes, ambas para o ainda aliado PSB, liderado pelo governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

No Recife, o ex-ministro da Saúde de Lula Humberto Costa foi massacrado pelo candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio. E em Belo Horizonte, o também ex-ministro Patrus Ananias não conseguiu, mesmo com o apoio de Lula e Dilma, fazer frente ao prefeito Márcio Lacerda.



                                     Condenação de João Paulo Cunha era tida como 
                                  derrota certa na eleição em Osasco  Agência Brasil

A aposta de que o julgamento do mensalão, que entrou em sua fase mais crítica para o PT às vésperas da eleição, iria abater muitas candidaturas petistas também se mostrou incorreta. O Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger um prefeito em primeiro turno – em Goiânia – e colocou outros seis candidatos no segundo turno. Além das politicamente periféricas Cuiabá, João Pessoa e Rio Branco, ainda vai disputar capitais importantes, como São Paulo, Fortaleza e Salvador.

Além disso, mostrou força em cidades onde o mensalão atingiu em cheio políticos locais. O caso mais emblemático é o de Osasco, na Grande São Paulo. No início da campanha, o candidato do partido era o ex-deputado João Paulo Cunha, que acabou sendo condenado pelo STF e, com isso, abandonou a disputa. Em seu lugar assumiu Jorge Lapas, que era candidato a vice na chapa original. A mudança mostrou-se inócua para a oposição. Lapas foi eleito no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos.

Em Campinas, onde um prefeito apoiado pelo PT, Dr. Hélio, foi cassado na última legislatura e seu sucessor, esse do PT, Demétrio Vilagra, também perdeu o cargo um ano depois, o partido conquistou uma importante vitória. Lá o ex-presidente do Ipea, Márcio Pochmann, também um estreante em disputas eleitorais, conquistou uma improvável vaga no segundo turno.

A análise é de que o julgamento é complexo demais para impactar uma eleição regional demais, como a municipal, onde estão em jogo questões muito pragmáticas. Os principais dirigentes do PT adotaram a tática de fazer pouco caso do mensalão.

Entre ministros de Dilma, o tom era semelhante. "O eleitor está sabendo discernir muito bem as coisas", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Este tipo de campanha não tem dado certo em lugar nenhum", emendou o presidente do PT, Rui Falcão. E o próprio Lula endossou: "O povo não está preocupado com isso agora. O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair, se o Fernando Haddad vai ser eleito”, disse Lula, em seu tradicional tom de chiste, pouco antes das aberturas das urnas.


Portal iG

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